PPGH/CCHLA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Telefone/Ramal: Não informado https://posgraduacao.ufrn.br/ppgh

Banca de DEFESA: GABRIEL LOPES ANAYA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GABRIEL LOPES ANAYA
DATA: 27/07/2011
HORA: 09:00
LOCAL: SETOR II SALA C-5
TÍTULO:

MAUS ARES E MALÁRIA: ENTRE OS PÂNTANOS DE NATAL E O FEROZ MOSQUITO AFRICADO (1892-1932)


PALAVRAS-CHAVES:

história e espaços, epidemiologia, estudos da ciência e tecnologia.




PÁGINAS: 214
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO:


O desenvolvimento de práticas epidemiológicas nos últimos anos do século XIX e início do século XX foi caracterizado tanto pela influência da geografia médica quanto pela emergência dos micróbios e vetores de doenças como modelos explicativos. Esses elementos começaram a se destacar nas questões relacionadas às epidemias no Rio Grande do Norte com uma maior visibilidade em Natal. Nesse processo foram organizadas novas instituições ligadas à saúde pública, houve a demarcação de espaços insalubres e foram prescritas medidas de higiene e profilaxia a partir da Inspetoria de Hygiene.A redefinição dos espaços devido à circulação e proliferação de novos pressupostos também foi articulada a elementos da medicina hipocrática atualizados, com ênfase no aerismo e na topografia médica. De que maneira o próprio corpo médico da cidade se organizou frente aos novos sentidos e especializações nas demarcações das doenças e na própria regulamentação de suas práticas frente aos charlatães e praticantes de medicina ilegal? Da mesma maneira, a própria ocorrência de epidemias mobilizou pessoas, inauguração de instituições e de aparatos urbanos. Mas de que maneira o legado hipocrático que remete à idéia de maus ares pantanosos que resultavam das inquietações sanitaristas do século XVIII e XIX se articulou aos novos pressupostos microbianos e relativos aos vetores no início do século XX? Como um mosquito “invasor”, o A. gambiae, vindo da África para Natal, mobilizou esforços transnacionais no combate à malária e com isso ajudou a redefinir as práticas epidemiológicas? Pretende-se compreender como as práticas epidemiológicas redefinem a maneira de se delimitar espaços, práticas e doenças a partir de uma abordagem tanto influenciada por uma abordagem relacional do espaço na história quanto a partir de uma sinergia teórica que inclui os Estudos da Ciência, Geografia Pós-estruturalista e elementos dos Estudos Feministas. Na pesquisa documental foram pesquisados os Relatórios dos presidentes de província, Mensagens de Governo à Assembléia Provincial, artigos e teses médicas especializadas, além de documentos da Fundação Rockefeller e periódicos nacionais e internacionais. Nesse sentido será privilegiado o aspecto tanto material quanto discursivo dos espaços ligados às práticas epidemiológicas que atravessam tanto Natal quanto (de maneira geral) o Rio Grande do Norte entre os maus ares e a malária no período proposto.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CARLOS ALVAREZ MAIA - UERJ
Interno - 336185 - DURVAL MUNIZ DE ALBUQUERQUE JUNIOR
Presidente - 1149464 - HELDER DO NASCIMENTO VIANA
Notícia cadastrada em: 26/07/2011 13:13
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