PPGH/CCHLA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Telefone/Ramal: Não informado https://posgraduacao.ufrn.br/ppgh

Banca de QUALIFICAÇÃO: RENAN VINICIUS ALVES RAMALHO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RENAN VINICIUS ALVES RAMALHO
DATA: 29/08/2014
HORA: 09:30
LOCAL: Sala C-4 do setor II de aulas
TÍTULO:

As Fronteiras nos Jardins da Razão: O Manguebeat e o Espaço da Regionalidade no Recife da Década de 90.


PALAVRAS-CHAVES:

Manguebeat; identidade local; espaço; música 


PÁGINAS: 67
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO:

O presente trabalho investiga as relações do Manguebeat com a cultura local de Recife. Em uma cidade central nas discussões em torno da regionalidade, tais artistas propuseram um deslizamento das formas tradicionais de lidar com arte, questionando as regras do cânone do folclore e da relação entre erudito e popular. Por consequência, outro limite foi posto em causa, a saber, as fronteiras da própria região. Em uma espécie de cosmopolitismo localizado, os mangueboys, como se chamavam os adeptos do movimento, propuseram um conceito que tinha como emblema uma parabólica fincada na lama. Desse modo, do repertório de experiências locais, ampliava-se o olhar para o transnacional, distanciando-se da recusa em “contaminar” a tradição local por elementos exógenos (como colocava, por exemplo, o movimento Armorial). Paralelamente, ao passo que se rejeitava uma forma engessada de pensar a localidade, a memória tradicional da região, ligada a um passado colonial ibérico, era posta em xeque. No vácuo dessas representações, recorria-se a imagem do manguezal como estuário expirador de uma nova identidade para a cidade. Desse modo, a cidade, vista como produto do mangue e de seus rios, deveria, num momento de suposta inanição cultural, recolher dali sua inspiração para a necessária renovação. Dentre os aspectos escolhidos nessa nova forma de representar-se estavam a biodiversidade daquele ecossistema (que em termos de cultura se expressa na predileção por diversidade) e a relação orgânica entre o homem e aquele meio. Quanto a esse último aspecto, recorrendo a imagem feita pelo romancista Josué de castro, assim como o solo do mangue é produto e produtor do seu habitante, (uma vez que sendo resultado da putrefação de suas fezes e outras matérias, dali o homem recolhe seu alimento, o caranguejo), há um imperativo de mobilização, de construção de uma nova cidade para si. Em um conceito ainda que antropomorfizava o mangue e a cidade, segundo tais artistas, essa renovação se faria injetando energia na lama parada do coração da cidade (o mangue), desobstruindo, suas veias entupidas (seus rios). Por fim, após discutir os embates entre os conceitos tradicionais de cultura local com a nova proposta, investigaremos o processo de incorporação dessas ideias por meio da patrimonialização do Manguebeat e da incorporação de seus valores na política cultural e toponímia da cidade. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1280374 - RENATO AMADO PEIXOTO
Interno - 1518086 - FRANCISCO DAS CHAGAS FERNANDES SANTIAGO JUNIOR
Interno - 1088824 - RAIMUNDO NONATO ARAUJO DA ROCHA
Notícia cadastrada em: 19/08/2014 16:47
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