Banca de DEFESA: PRISCILA AREND BARICHELLO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PRISCILA AREND BARICHELLO
DATA: 29/06/2015
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do Departamento de Morfologia
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA RADIOFREQUÊNCIA ASSOCIADA AO USO DA PRÓPOLIS NA PELE, ATRAVÉS DE ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS E EXPRESSÃO DE VEGF, TGFα, FGF2 e FGF7


PALAVRAS-CHAVES:

epiderme, derme, fibras colágenas, morfologia.


PÁGINAS: 70
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Morfologia
SUBÁREA: Histologia
RESUMO:

A radiofrequência (RF) é uma forma de corrente elétrica emitida por um aparelho de alta freqüência com corrente alternada entre 3 KHz a 24 GHz que promove diatermia, ou seja, o aquecimento através de calor profundo, convertendo a energia elétrica em energia térmica. É um tratamento dermato-funcional não invasivo, que leva ao melhor aporte circulatório e de nutrientes, hidratação tecidual, aumento da oxigenação, aceleração da eliminação de catabólitos e contração do tecido conjuntivo. Promove reorientação de fibras de colágeno e seu aumento em espessura, bem como do tecido epitelial. A própolis é uma substância resinosa oriunda da abelha melífera européia Apis Mellifera colhidas de brotos, flores e exsudatos de plantas e possui em seu componente a quercetina, substância com efeitos antioxidativos. Este trabalho busca investigar os efeitos da própolis associada à radiofrequência, na morfologia da epiderme e derme de ratos Wistar. Assim, esperando uma ação positiva na neocolagenogênese. A metodologia utilizada foi composta por 36 ratas Wistar, pesando entre 250  a 300g. Divididas em 4 grupos, contendo 9 animais em cada grupo ocorrendo 3 aplicações de radiofrequência e/ou própolis em três semanas, sendo:. G1 – Controle (C); G2 – Própolis (P); G3 – Radiofrequência + Própolis (RP); G4 – Radiofrequência (R). Após 24h do término do tratamento, os animais foram eutanasiados e subsequentemente coletados fragmentos da pele que foram fixados em paraformoldeído 10% e submetidos a técnicas histológicas de rotina (desidratação, diafanização e inclusão em parafina), microseccionados a 5 μm e corados com HE-Hematoxilina Eosina, Picrosírius Red e imunomarcação para TGFα, FGF2, FGF7 e VEGF. Para análise e comparações da epiderme, derme papilar e reticular entre os grupos, e ainda da espessura e morfologia das fibras colágenas, microfotografias foram obtidas e microprocessadas pelo Software ImageJ 1.49J. Nossos resultados revelam que a epiderme do grupo própolis foi a mais desenvolvida, bem como a marcação para o FGF7. O colágeno total foi mais expressivo em todos os grupos que sofreram tratamento, entretanto a derme papilar e reticular apresentou-se menor nos grupos tratados com RF, possivelmente devido a contração do colágeno após a aplicação. Foi observado que o FGF2 apresentou maior expressão nos grupos radiofrequência com própolis e radiofrequência. O TGFα mostrou maior imunopositividade no grupo radiofrequência com própolis, entretanto este grupo não apresentou tecido de granulação.  O VEGF não apresentou diferença significativa entre os grupos. Nenhum grupo apresentou edema ou inflamação. Concluimos que ocorre formação de colágeno em todos os grupos tratados,  e a própolis funciona como um ativador da proliferação de queratinócitos. Dessa forma, nossos achados são de extrema importância científica, pois contribuirão para incrementar novas tecnologias, relacionadas aos mecanismos de neocolagenogênese dérmica, questão fundamental para novas possibilidades de aplicação na engenharia tecidual e área dermato-funcional.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2477216 - NAISANDRA BEZERRA DA SILVA
Externo à Instituição - CLODOMIRO ALVES JUNIOR - UFERSA
Externo à Instituição - JAILMA ALMEIDA DE LIMA - UFRN
Notícia cadastrada em: 16/06/2015 12:11
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