Projeto Pedagógico do Curso

O perfil do profissional de Química apoiado na resolução[1] CNE/CES nº 8/2002 que estabelece as Diretrizes Curriculares para os cursos de Bacharelado e Licenciatura em Química, reconhece que, “o bacharel em Química deve ter formação generalista, com domínio das técnicas básicas de utilização de laboratórios e equipamentos, com condições de atuar nos campos de atividades socioeconômicas que envolvam as transformações da matéria; direcionando essas transformações, controlando os seus produtos, interpretando criticamente as etapas, efeitos e resultados; aplicando abordagens criativas à solução dos problemas e desenvolvendo novas aplicações e tecnologias.”

Tal perfil implica no desenvolvimento de competências e habilidades com relação à formação pessoal, à compreensão da Química, à busca de informação e à comunicação e expressão, ao trabalho de investigação científica e produção/controle de qualidade, à aplicação do conhecimento em Química e à profissão.



[1] Disponível em http://portal.mec.gov.br/observatorio-da-educacao/323-secretarias-112877938/orgaos-vinculados-82187207/12991-diretrizes-curriculares-cursos-de-graduacao

Com relação à formação pessoal

●       Possuir conhecimento sólido e abrangente na área de atuação, com domínio das técnicas básicas de utilização de laboratórios, bem como dos procedimentos necessários de primeiros socorros, nos casos dos acidentes mais comuns em laboratórios de Química.

●       Possuir habilidade suficiente em Matemática para compreender conceitos de Química e de Física, para desenvolver formalismos que unifiquem fatos isolados e modelos quantitativos de previsão, com o objetivo de compreender modelos probabilísticos teóricos, e de organizar, descrever, arranjar e interpretar resultados experimentais, inclusive com auxílio de métodos computacionais.

●       Possuir capacidade crítica para analisar de maneira conveniente os seus próprios conhecimentos; assimilar os novos conhecimentos científicos e/ou educacionais e refletir sobre o comportamento ético que a sociedade espera de sua atuação e de suas relações com o contexto cultural, socioeconômico e político.

●       Saber trabalhar em equipe e ter boa compreensão das etapas de uma pesquisa científica.

●       Ser capaz de exercer atividades profissionais autônomas na área da Química ou em áreas correlatas.

●       Ter interesse no auto aperfeiçoamento contínuo, curiosidade e capacidade para estudos extracurriculares individuais ou em grupo, espírito investigativo, criatividade e iniciativa na busca de soluções para questões individuais e coletivas relacionadas com a Química.

●       Ter formação humanística que permita exercer plenamente sua cidadania e, enquanto profissional, respeitar o direito à vida e ao bem-estar dos cidadãos.

 

Com relação à compreensão da Química

●       Compreender os conceitos, leis e princípios da Química.

●       Conhecer as propriedades físico-químicas principais dos elementos e compostos, que possibilitem entender e prever seu comportamento, aspectos de reatividade, mecanismos e estabilidade.

●       Reconhecer a Química como uma construção humana e compreender os aspectos históricos de sua produção e suas relações com o contexto cultural, socioeconômico e político. 

 

Com relação à busca de informação, comunicação e expressão

●       Saber identificar e fazer busca nas fontes de informações relevantes para a Química, inclusive as disponíveis nas modalidades eletrônica e remota, que possibilitem a contínua atualização técnica, científica, humanística.

●       Ler, compreender e interpretar os textos científico-tecnológicos em idioma pátrio e estrangeiro (especialmente inglês e/ou espanhol).

●       Saber interpretar e utilizar as diferentes formas de representação (tabelas, gráficos, símbolos, expressões, etc.).

●       Saber comunicar corretamente os projetos e resultados de pesquisa na linguagem científica, oral e escrita (textos, relatórios, pareceres, pôsteres, internet, etc.) em idioma pátrio e estrangeiro (especialmente inglês e/ou espanhol).

 

Com relação ao trabalho de investigação científica e produção/controle de qualidade

●       Saber investigar os processos naturais e tecnológicos, controlar variáveis, identificar regularidades, interpretar e proceder a previsões.

●       Saber conduzir análises químicas, físico-químicas e químico-biológicas qualitativas e quantitativas e a determinação estrutural de compostos por métodos clássicos e instrumentais, bem como conhecer os princípios básicos de funcionamento dos equipamentos utilizados e as potencialidades e limitações das diferentes técnicas de análise.

●       Saber realizar síntese de compostos, incluindo macromoléculas e materiais poliméricos.

●       Ter noções de classificação e composição de minerais.

●       Ter noções de Química do estado sólido.

●       Ser capaz de efetuar a purificação de substâncias e materiais; exercendo, planejando e gerenciando o controle químico da qualidade de matérias-primas e de produtos.

●       Saber determinar as características físico-químicas de substâncias e sistemas diversos.

●       Ter noções dos principais processos de preparação de materiais para uso da indústria química, eletrônica, óptica, biotecnológica e de telecomunicações modernas.

●       Saber elaborar projetos de pesquisa e de desenvolvimento de métodos, produtos e aplicações em sua área de atuação.

●       Possuir conhecimentos básicos do uso de computadores e sua aplicação em Química.

●       Possuir conhecimento dos procedimentos e normas de segurança no trabalho, inclusive para expedir laudos de segurança em laboratórios, indústrias químicas e biotecnológicas.

●       Possuir conhecimento da utilização de processos de manuseio e descarte de materiais e de rejeitos, tendo em vista a preservação da qualidade do ambiente.

●        Saber atuar em laboratório químico e selecionar, comprar e manusear equipamentos e reagentes.

 

Com relação à aplicação do conhecimento em Química

●       Saber realizar avaliação crítica da aplicação do conhecimento em Química tendo em vista o diagnóstico e o equacionamento de questões sociais e ambientais.

●       Saber reconhecer os limites éticos envolvidos na pesquisa e na aplicação do conhecimento científico e tecnológico.

●       Ter curiosidade intelectual e interesse pela investigação científica e tecnológica, de forma a utilizar o conhecimento científica e socialmente acumulado na produção de novos conhecimentos.

●       Ter consciência da importância social da profissão como possibilidade de desenvolvimento social e coletivo.

●       Saber identificar e apresentar soluções criativas para problemas relacionados com a Química ou com áreas correlatas na sua área de atuação.

●      Ter conhecimentos relativos ao assessoramento, ao desenvolvimento e à implantação de políticas ambientais.

●       Saber realizar estudos de viabilidade técnica e econômica no campo da Química.

●       Saber planejar, supervisionar e realizar estudos de caracterização de sistemas de análise.

●       Possuir conhecimentos relativos ao planejamento e à instalação de laboratórios químicos.

●       Saber realizar o controle de operações ou processos químicos no âmbito de atividades de indústria, vendas, marketing, segurança, administração pública e outras nas quais o conhecimento da Química seja relevante.

 

Com relação à profissão

●       Ter consciência da importância social da profissão como possibilidade de desenvolvimento social e coletivo.

●       Ter capacidade de disseminar e difundir e/ou utilizar o conhecimento relevante para a comunidade.

●    Ter capacidade de vislumbrar possibilidades de ampliação do mercado de trabalho, no atendimento às necessidades da sociedade, desempenhando outras atividades para cujo sucesso uma sólida formação universitária seja um importante fator.

●       Saber adotar os procedimentos necessários de primeiros socorros, nos casos dos acidentes mais comuns em laboratórios químicos.

●       Conhecer aspectos relevantes de administração, de organização industrial e de relações econômicas.

●       Ser capaz de atender às exigências do mundo do trabalho, com visão ética e humanística, tendo capacidade de vislumbrar possibilidades de ampliação do mesmo, visando atender às necessidades atuais.

O curso de Química Bacharelado é oferecido no período diurno com prazo médio de 8 semestres (4 anos).

A carga horária total do curso é de 2.845 horas e inclui: 2245 horas de componentes curriculares de formação específica; 150 horas de atividades de Estágio Supervisionado; 150 horas de Atividades Acadêmico-Científico-Culturais (AACC) e 300 horas de componentes curriculares optativos.

Para atender a estrutura curricular de Bacharelado em Química, participam docentes de diferentes unidades acadêmicas da UFRN, a saber: Instituto de Química, Departamento de Física, Departamento de Matemática, e Departamento de Geologia.

Os conteúdos profissionais são essenciais para o desenvolvimento de competências e habilidades. Os componentes foram criados para preparar nossos alunos para mercado regional e nacional. Além disso, ao oferecer conteúdo variados, o estudante poderá, também, selecionar aqueles que mais atendam a suas escolhas pessoais dentro da carreira profissional de Químico. Além de conteúdos teóricos mais aprofundados, estágios curriculares, projetos de iniciação científica, participação em projetos de pesquisa, conteúdos de legislação (exercício da profissão, segurança e meio ambiente), dentre outros, constam na matriz curricular.

Os conteúdos complementares são importantes para a formação humanística, interdisciplinar, gerencial. A UFRN oferece um leque abrangente de conteúdos e atividades comuns a outros cursos da instituição, como as disciplinas DAN0012 - Cultura e Meio Ambiente, LET0087 - Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, ADM0523 – Empreendedorismo e Plano de Negócio, entre outras apresentadas no quadro de optativas. Além disso, de modo a atender as DCN, foi incluído na estrutura curricular a disciplina QUI1053 – Seminários em Química e Sociedade onde serão abordados os conteúdos relacionados no quadro abaixo, obrigatórios para o curso.

 

Conteúdos

Componente Curricular

(Código/Nome)

Carga Horária

(Por Componente Curricular)

Libras

LTE0568 – Língua Brasileira de Sinais

60

Relações Étnico-raciais

QUI1053 - Seminários em Química e Sociedade

30

História e Cultura da África e Indígena

QUI1053 - Seminários em Química e Sociedade

30

Educação Ambiental / Meio Ambiente

QUI0644 – Química Ambiental

60

Direitos Humanos

QUI1053 - Seminários em Química e Sociedade

30

 

Os conteúdos relacionados ao meio ambiente são abordados transversalmente em componentes curriculares do curso de química bacharelado e mais especificamente no componente obrigatório QUI0644 - Química Ambiental. Além disso, este projeto prevê a criação de 2 disciplinas optativas de química, denominadas Tópicos Especiais em Química I e II (QUI1043 e QUI1044) cujo conteúdo poderá ser flexibilizado de modo a atender demandas temporais e/ou novos conteúdos relacionados aos avanços mais recentes da área.

Quanto às atividades extraclasse, a UFRN e o curso de Química estimula os estudantes a buscar atividades acadêmicas e de prática profissional alternativas, atribuindo-lhe créditos curriculares no componente Atividades Acadêmico-Científico-Culturais (AACC) (150 horas). São consideradas atividades acadêmicas a participação e à apresentação de trabalhos e/ou resumos em seminários, conferências, semanas de estudos e similares, à publicação de artigos em revistas ou outros meios bibliográficos e/ou eletrônicos especializados, à realização de estágios não curriculares e de atividades de extensão. Todas as atividades contempladas neste item encontram se listadas e pontuadas em resolução aprovada pelo colegiado e apresentada no anexo II. Além disso, de acordo com a resolução 038/2019 CONSEPE está sendo previsto neste PPC a inclusão de componentes curriculares de caráter extensionista na estrutura curricular como mostrado no quadro abaixo. Algumas atividades de extensão, onde o aluno assume o protagonismo da ação, já existentes no Instituto incluem por exemplo os projetos miniempresa, o química de portas abertas, o parque da ciência, além da semana de minicursos do IQ. O Instituto de química também é responsável pela realização das olímpiadas de química do estado. Neste caso os alunos participam das etapas de aplicação, correção das provas e entrega das medalhas.

Dimensões

Componente Curricular

(Código/Nome)

Carga Horária

(Por Componente Curricular)

Extensão

QUI1045 – Projetos de Extensão I

60

Extensão

QUI1046 - Projetos de Extensão II

60

Extensão

QUI1047 - Projetos de Extensão III

90

Extensão

QUI1048 - Projetos de Extensão IV

90

 

São quatro componentes curriculares denominados Projetos de Extensão, totalizando 300 horas, de modo a cumprir a meta da UFRN de 10% da carga total, em atividades de extensão, nos quais o estudante poderá se matricular ao longo do curso.

A UFRN tem política de apoio ao aluno portador de necessidade especial. Através da Comissão Permanente de Apoio a Estudantes com Necessidades Educacionais Especiais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – CAENE/UFRN, criado pela Portaria nº. 203/10 - R, de 15 de março de 2010, vinculada ao Gabinete da Reitoria tem por finalidade apoiar, orientar e acompanhar a política de inclusão de estudantes com necessidades educacionais especiais no âmbito desta universidade. No caso do curso de Química Bacharelado, além das recomendações específicas para cada caso, como aumento no tamanho das letras, maior tempo de avaliação, sugeridas pela CAENE, o PATCG submetido prevê a adaptação de pelo menos uma bancada em cada laboratório para alunos com necessidades especiais como por exemplo plataforma para alunos com nanismo (já existente) e também vidrarias com cores e marcações especiais para pessoas com deficiência visual.

A UFRN disponibiliza uma ferramenta (SIGAA) que permite a discentes e docentes o uso de tecnologias de informação e comunicação dentro do processo de ensino aprendizagem e facilita a execução do projeto pedagógico do curso. Além de garantir a acessibilidade digital e comunicacional, promovendo a interatividade entre docentes, discentes e tutores (estes últimos, quando for o caso), assegura o acesso a materiais ou recursos didáticos a qualquer hora e lugar.

Através do SIGAA, os procedimentos da área acadêmica são informatizados através dos módulos de: graduação, pós-graduação (stricto e lato sensu), ensino técnico, ensino médio e infantil. É possível realizar a submissão e controle de projetos e bolsistas de pesquisa, submissão e controle de ações de extensão, submissão e controle dos projetos de ensino (monitoria e inovações), além de registrar e emitir relatórios da produção acadêmica dos docentes. Para controle de atividades de ensino a distância existe um ambiente virtual de aprendizado denominado Turma Virtual. 

Para atingir os objetivos propostos foi distribuído um conjunto de disciplinas e atividades que serão desenvolvidas baseadas no modelo de ensino orientado para metas, sempre criando espaço para a participação ativa dos alunos. Desta forma, serão utilizadas aulas expositivas, aulas práticas, seminários, palestras e estágios.

O Curso se apoia em vários recursos pedagógicos tais como: instrumentos do Espaço Virtual - hiperdocumentos, e-mail, workgroup, bate-papo eletrônico, videoconferência - e outros materiais didáticos específicos como livros, manuais, slides e equipamentos de processamento disponíveis nos Laboratórios de Química, Anfiteatros, Sala de Estudo e Sala de Computação.

São utilizados a Aula Expositiva, dentre as atividades pedagógicas a mais antiga e, também, a mais frequentemente utilizada pelo professor. Trata-se, pois de uma aula que consiste na apresentação oral de um tema logicamente estruturado.  Nesta aula, a exposição pode assumir duas configurações didáticas:

a) Exposição dogmática, na qual o tema abordado não pode ser contestado, mas simplesmente assimilado.

b) Exposição aberta, na qual o tema apresentado pelo professor induz a participação da classe, com isto, podendo haver, contestação, debate, discussão, quando oportuno e necessário.

Na aula expositiva, para motivar e dinamizar os alunos de forma eficaz, o docente fará uso de recursos didáticos dentre os quais destacam-se: a fluência e a boa expressão verbal, a expressão corporal, conhecimento e segurança ao expor o tema abordado e capacidade de síntese, ver, sempre que possível apoiada por material ilustrativo de várias origens.

A Aula Prática é definida como a atividade pedagógica na qual a dimensão prática de um saber é ensinada a partir do desenvolvimento de um experimento pelo professor, ou da sua execução pelo aluno sob a supervisão do professor ou de um monitor da disciplina. De acordo com a definição, observamos que nesta aula o docente não faz uso unicamente da oralidade, mas, também da sua capacidade de manipular substâncias e manusear instrumentos. No laboratório o aluno utiliza equipamentos que permitem a obtenção de informações detalhadas na identificação de materiais e seus constituintes, além de recursos de informática.

O Seminário para TCC (QUI0029) é a atividade didática que consiste em fazer com que o estudante pesquise a respeito de um tema preestabelecido, com a finalidade de apresentá-lo e discuti-lo cientificamente. O objetivo maior do seminário é iniciar o discente progressivamente no ensino e na pesquisa científica, requisitando deste a análise sistemática de fatos e sua estruturação adequada visando uma apresentação clara e documentada.

O estágio curricular é uma atividade acadêmica regulamentada pelo Decreto Lei N.6494/77, que visa a convivência do aluno com o ambiente real de trabalho, através da prática de atividades técnicas, pré-profissionais, sob supervisão adequada e obedecendo a normas específicas, sendo a sua realização condição obrigatória para integralização da carga horária do curso.  

O Curso de Química bacharelado prevê, em sua estrutura, curricular a estágio obrigatório de 150 horas e sua orientação é de caráter individual. As normas de estágio do Instituto de Química encontram se estabelecidas em resolução aprovada pelo colegiado e apresentada no anexo II.

O estágio tem a função de integrar teoria e prática, permitindo ao estudante a vivência de experiências com dimensões formadoras e sócio-política, que o proporciona a participação em situações reais de vida e de trabalho, contribuindo para a consolidação da sua formação profissional.

Quantos alunos de iniciação científica do Curso de Química sabem fornecer pelo menos uma ideia a respeito do que vem a ser iniciar-se cientificamente? Ou ainda, o que significa investigar cientificamente? Estas questões são sem dúvida, complexas, não somente para os discentes que se iniciam cientificamente, como também, até mesmo para a grande massa crítica e qualificada que traçam os rumos do ensino universitário. Isto porque, adotando modelos educativos importados de outras realidades, o sistema educacional brasileiro, pouco se empenhou em criar as condições básicas que permitissem ao jovem universitário, vislumbrar a iniciação científica como o primeiro passo a ser dado, visando através da pesquisa, a produção de conhecimento, que reafirmaram a nossa realidade, sedimentando nossos modelos culturais.

A Lei de Diretrizes e Bases, ao tratar a respeito do Ensino Superior, mais precisamente em seu art. 43, preceitua em seu inciso terceiro ser a finalidade desta educação: “incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive”. Muito embora a redundância (incentivo a pesquisa e a investigação científica) observamos ser esta uma visão moderna, adequada ao ensino superior e que se superpõe ao advento do mundo globalizado.

Um outro documento relevante ao contexto abordado é a Declaração Mundial sobre o Ensino Superior, documento formulado em Paris, em 1998, que em seu artigo quinto faz menção à educação inovadora e ao pensamento crítico e a criatividade. Enquanto que no seu décimo artigo preceitua: 1) o progresso do conhecimento pela pesquisa, 2) a pesquisa como função essencial aos sistemas de educação superior e 3) a necessidade de a pesquisa ser feita em todos os campos de conhecimento, com especial atenção para a própria educação superior.

Diante da importância concedida a iniciação científica e a pesquisa, faz-se necessário esboçar as respostas correspondentes a cada uma das questões formuladas no primeiro parágrafo deste título.

Portanto iniciar-se cientificamente é aculturar-se de forma progressiva em assuntos científicos, inicialmente através da leitura contínua de temas diversificados e voltados para a ciência, para que possa solidificar as bases que o conduza, por livre escolha, às especificidades de um campo de atuação científica, ao qual se integre e deseje investigar. Neste processo de maturação propedêutica do aluno, a figura do professor experiente, com ampla visão das ciências e, sobretudo, comprometido com a sua orientação é de fundamental importância.

Por sua vez, o desejo humano de investigar e investigar-se cientificamente advém do seu íntimo, tendo por intuito descobrir a sua natureza a cerca, aprofundar-se dentro do contexto em estudo e criar novos conhecimentos. Portanto, fazendo uso de uma linguagem mais aprimorada e adequada ao meio científico, pode-se afirmar que investigar cientificamente é estabelecer relações epistêmicas entre um campo de fenômenos e um campo de codificações a ser meticulosamente estudado e cientificamente revelado.

Diante do exposto, cabe ao professor orientador a tarefa de buscar fazer do aluno que se inicia cientificamente, não a sua imagem especular. Mas, a de orientá-lo de maneira que assimile através de um projeto de iniciação científica bem delineado, os predicados e atitudes científicas que venham a qualificá-lo no decorrer de sua vida, como um profissional sério, responsável e ético, um verdadeiro pesquisador.

A jornada de atividade de estágio deverá compatibilizar-se com o horário acadêmico, não sendo, sob qualquer hipótese, abonada a falta em classe justificada por esta atividade, assim como não será permitido o requerimento de segunda chamada de provas pelo mesmo motivo.

O Estágio Curricular só poderá ser realizado em instituições credenciadas que possam proporcionar ao estudante a obtenção da experiência prática dentro de sua área acadêmica, em conformidade com o currículo, programas e calendário letivo da universidade, ficando a avaliação desta condição a critério único e exclusivo do Colegiado do Curso.

O curso de Química bacharelado prevê o Trabalho de Conclusão de curso (TCC) através do componente TCC com carga horária de 10 horas. A avaliação do TCC é realizada por uma banca composta por dois avaliadores além do orientador. O TCC é de fato importante, pois nele estará presente um trabalho único, que mostra um conteúdo aprofundado, capaz de mostrar problemas e apresentar soluções, e também o desenvolve novas abordagens, a fim de contribuir para o crescimento da área estudada, da profissão escolhida e até mesmo da nossa nação. A resolução que trata do trabalho de conclusão de curso do Instituto de Química encontra se no anexo II.

      AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

 

         Diferentes recursos didáticos podem ser utilizados para favorecer a participação mais ativa do alunado de modo a formar um profissional reflexivo sobre sua ação. Assim, de modo geral, os docentes organizam os conhecimentos a serem ensinados por meio de aulas expositivas de modo a favorecer atividades dialógicas e reflexivas. Podem ainda utilizar atividades tais como seminários ou ainda se apoiar na perspectiva da aprendizagem colaborativa. Outra abordagem favorecida no curso de Química refere-se as aulas experimentais as quais favorecem o desenvolvimento de habilidades cognitivo-linguísticas tais como observar, descrever, modelar, explicar, prever. Estas atividades envolvem não somente a elaboração de relatórios técnicos, mas o uso de objetos de aprendizagem informatizados tais como softwares, aplicativos entre outros. Incluem ainda atividades de viagem de campo de modo a propiciar a diversidade de espaços formativos.

            Com relação a verificação da aprendizagem dos estudantes são seguidas as normas previstas no Regulamento dos Cursos de Graduação da UFRN, podendo adotar desde avaliações escritas como trabalhos, relatórios, seminários entre outros, considerando as perspectivas adotadas em cada componente curricular da estrutura favorecendo a argumentação, ao posicionamento crítico, a profundidade do conhecimento disciplinar, o trabalho coletivo e a criatividade.

 

       AVALIAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO

 

            Com relação a avaliação do Projeto Pedagógico, destaca-se que a formação do Núcleo Docente Estruturante, representativo de todas as áreas do conhecimento químico. Este se reúne sempre que há demanda com a convocação do coordenador dos cursos como, por exemplo, para discutir e propor ações após os resultados do ENADE. Tal avaliação é prevista no Plano quadrienal do Instituto de Química. Além disso, sempre que necessário, o apoio tanto da equipe pedagógica da PROGRAD como da CPA é solicitado.

            Adicionalmente, o PPC será objeto de avaliação durante as Semanas de Avaliação e Planejamento, no início de cada ano, e discutido e rediscutido profundamente durante a elaboração e execução do Plano de Ação Trienal do Curso (PATCG), em conformidade com a Resolução 181/2017 – CONSEPE.

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