Dissertações/Teses

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2014
Descrição
  • CRISTIANE BORGES ANGELO
  • CENÁRIO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA EM HISTÓRIA DA MATEMÁTICA
    NO ENSINO DE MATEMÁTICA: UMA ANÁLISE REFLEXIVA DAS TESES E
    DISSERTAÇÕES (1990-2010)

  • Orientador : IRAN ABREU MENDES
  • Data: 15/08/2014
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  • Essa pesquisa teve por objetivo geral analisar reflexivamente a produção
    acadêmica gerada nos programas de pós-graduação stricto sensu do país,
    produzidas no período de 1990 a 2010, no campo da História da Matemática,
    especificamente os trabalhos que versam sobre História da Matemática no
    ensino de Matemática e que apresentam propostas didáticas que utilizam a
    História da Matemática com o intuito de ensinar Matemática. Defendemos a
    tese de que os trabalhos que têm a finalidade de propor o uso de proposta
    didática devem apresentar conexões entre os aspectos epistemológicos
    inerente à História da Matemática e os elementos ontológicos materializados
    nas concepções de Matemática, de História da Matemática e de aprendizagem
    Matemática. Foram catalogados e analisados quatorze trabalhos, dos quais
    nove eram dissertações de mestrado e cinco teses de doutorado. A análise
    reflexiva foi realizada a partir de duas matrizes, uma de natureza teórica e outra
    de natureza ontológica, elaboradas a partir dos pressupostos de Sanchez
    Gamboa, no que diz respeito à análise epistemológica de produções
    acadêmicas no campo da Educação e das seguintes perspectivas teóricas no
    campo da História na Educação Matemática: evolucionista linear, estrutural
    construtivista operatória, evolutiva descontinua, investigação histórica,
    sociocultural e jogo de vozes e ecos. Essas perspectivas foram fundamentadas
    nos trabalhos de Miguel e Miorim, Mendes, e Radford. Como resultados,
    detectamos algumas dissonâncias estabelecidas entre as categorias
    pertencentes ao nível teórico e ao nível ontológico e a proposta didática
    apresentada nas pesquisas. Por outro lado, encontramos trabalhos que
    conseguem estabelecer consonâncias entre os elementos teóricos e
    ontológicos e a proposta didática apresentada. Esses trabalhos trazem
    contribuições significativas para a área da História da Matemática no Ensino de
    Matemática, inclusive apresentando elementos teóricos significativos para a
    produção do conhecimento reconhecido como científico nessa área.

  • THIAGO MATIAS DE SOUSA ARAUJO
  • A Experiência Educativa do Lições de Cidadania (2005 - 2013)

  • Orientador : WALTER PINHEIRO BARBOSA JUNIOR
  • Data: 04/08/2014
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  • Tomamos como fenômeno a ser estudado em nossa pesquisa as práticas
    educativas do Lições de Cidadania. O Lições foi criado enquanto um projeto e
    posteriormente transformado em um Programa de extensão com foco em
    Educação Popular e Direitos Humanos, forjado na reflexão - ação - reflexão.
    Ele contribuiu com a reorganização do cenário da formação jurídica, da
    extensão universitária e da conjuntura política da Universidade Federal do Rio
    Grande do Norte. Circunscrevendo nosso estudo entre os anos de 2005 a
    2013, objetivamos identificar, problematizar e sistematizar os processos
    educativos do Lições, que aconteceram nesse periodo na UFRN e em
    comunidades com as quais os extensionistas dialogaram. Orientamo-nos,
    durante a pesquisa, por duas perguntas: Quais são os fundamentos educativos
    do Lições de Cidadania? E como o Lições de Cidadania operava no mundo?
    Essas questões sulearam todo nosso estudo e nos conduziram a assumir o
    paradigma indiciário apontado por Ginzburg, em sua obra Mitos, Emblemas,
    Sinais: Morfologia e História (1989). Como estratégia de pesquisa, recorremos
    à entrevista livre conversacional para o diálogo direto com os sujeitos que
    construíram o Lições, além de lançar mão de pesquisa em vasta
    documentação, sobretudo através de e-mails e atas das reuniões de
    planejamento do Lições. Chamamos ainda, à roda de conversa, o conceito de
    trânsito em Freire, Vivência e Zona de Desenvolvimento Proximal em Vigotsky
    e Peregrinação e Itinerância em Barbosa Jr. e Tavares. Após a busca da
    compreensão das práticas educativas do Lições, por meio da palavra autêntica
    das pessoas e dos documentos, nos foi possivel compreender de maneira mais
    aprofundada a estrutura e a ação do Projeto ao longo de sua existência,
    afirmando, para nós, que se tratava verdadeiramente de uma movimentação de
    extensão que promovendo o contato direto dos estudantes com as
    comunidades, promovia, também, modificações no jeito de ser e viver dos
    estudantes.

  • VERIDIANO MAIA DOS SANTOS
  • EJA: Saberes na Articulação Curricular da Escola Municipal Professor Amadeu Araújo

  • Orientador : ROSA APARECIDA PINHEIRO
  • Data: 31/07/2014
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  • Este trabalho tem como objeto de estudo as possibilidades de inserção de
    saberes presentes no entorno da escola no currículo da EJA a partir do olhar
    discente sobre sua formação escolar. O campo empírico de nossa pesquisa
    concentra-se na citada modalidade do Ensino Fundamental da Escola
    Municipal Professor Amadeu Araújo, pertencente ao sistema educativo do
    município do Natal/RN. Nosso itinerário de pesquisa buscou investigar o modo
    como os alunos pensam a inserção curricular de saberes presentes no entorno
    da escola, com atenção especial ao seu olhar sobre a sua formação escolar, a
    fim de que pudéssemos desenvolver uma discussão propositiva sobre outras
    possibilidades de inserção curricular desses mesmos saberes, mas agora em
    articulação com o olhar discente. Assim, debatemos sobre o Conjunto
    Habitacional de Nova Natal e seu itinerário histórico, social e cultural sob o
    recorte e memória dos participantes desta investigação e suas falas sobre os
    saberes pertinentes da comunidade que pudessem tecer correlação dialógica
    nas práticas curriculares. Este projeto é ancorado na pesquisa qualitativa e
    amparado em procedimentos metodológicos do Grupo Focal e de Entrevista
    Semiestruturada, que nos permitiram captar formas diversas de olhares, de
    sentidos e de entendimentos dentro de um contexto cotidiano complexo - seja
    na escola, seja no seu entorno. Isso nos permitiu inferir que existem
    percepções do discente da EJA na referida escola que apontam para uma
    formação baseada em praticas pedagógicas tradicionalizadas, esvaziadas de
    um diálogo emancipador entre docente e discente (de modo geral), um
    ambiente escolar que corrobora o sentimento de desvalorização discente e que
    em seu entorno existem redes de saberes que são tecidos no cotidiano de
    Nova Natal e que poderiam estar inseridos ao currículo escolar oficial, mas que
    na prática não são reconhecidas de modo geral pela mencionada escola.

  • WANESSA RAFAELA DO NASCIMENTO DA COSTA
  • APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM ORAL NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

  • Orientador : DENISE MARIA DE CARVALHO LOPES
  • Data: 31/07/2014
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  • No curso do desenvolvimento de cada indivíduo a linguagem tem, segundo a perspectiva da abordagem histórico-cultural de L. S. Vygotsky, o papel primordial de mediação na constituição do psiquismo, cujas formas de funcionamento originam-se na vida social, nas interações com a cultura e se desenvolvem mediante processo de internalização de modos intermentais de ação que se convertem em modos intramentais. Nessa perspectiva, a própria linguagem, enquanto função especificamente humana desenvolve-se, em cada criança, mediante sua inserção no meio sociocultural, desde os primeiros meses de vida, evoluindo de modo significativo nos dois primeiros anos, não naturalmente, mas em situações de interação e mediação dos outros com quem convive. Nosso estudo partiu dessas premissas juntamente ao reconhecimento do papel social da Educação Infantil de propiciar o desenvolvimento integral da criança, o que inclui a aprendizagem de práticas simbólicas ou múltiplas linguagens, dentre elas, a linguagem oral. Nos perguntamos sobre: em que situações vivenciadas por crianças de um a dois anos no contexto da creche são favorecidos a aprendizagem e o desenvolvimento da linguagem oral e qual o papel do professor e das crianças? O presente trabalho objetiva analisar contextos/situações de apropriação da linguagem oral em bebês e crianças na Educação Infantil e o papel do(s) outro(s) – professores e outras crianças – nesse processo. O estudo assumiu, teórica e metodologicamente, os princípios da abordagem histórico-cultural de L.S.Vygotsky e do dialogismo de M. Bakhtin sobre o desenvolvimento dos processos humanos e sua análise. Desenvolveu-se em um Centro Municipal de Educação Infantil de Natal/RN e envolveu a construção de dados empíricos por meio de observações participativas da dinâmica diária com registro em vídeo e diário de campo. Os sujeitos foram seis professoras que atuam junto ao grupo de quinze crianças em uma turma de berçário II. A análise dos dados nos possibilitou aglutinar em dois grupos situações vivenciadas do berçário em que se evidenciam indícios de emergência da linguagem oral – papel das crianças e das professoras: 1) Situações desencadeadas pelas próprias crianças: eventos entre as próprias crianças e eventos entre as crianças e as professoras; 2) Situações propiciadas pelas Professoras: eventos integrantes da rotina (momento da roda e momento de ver TV-DVD) e eventos fora dos momentos da rotina. Apesar de reconhecermos a importância da interação entre as crianças e de sua inegável capacidade de participar e produzir eventos como possibilidades de aprendizagem, ressaltamos o papel das professoras nesses momentos, pois são elas os adultos responsáveis que podem ver, ouvir e dar sentido a todas as ações das crianças, como também organizar-propiciar, em suas práticas, situações em que elas possam vivenciar experiências de/com a linguagem mais ricas e potencializadoras de seu desenvolvimento. Finalmente, destacamos a necessidade de a linguagem oral – sua natureza e sua aprendizagem – passar a ter um lugar mais proeminente na organização de propostas e práticas pedagógicas de educação das crianças na Educação Infantil e, por conseguinte, na formação de professores que trabalham nessa etapa.

  • JOSELIDIA DE OLIVEIRA MARINHO
  • INICIAÇÃO DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: cenários de uma cultura
    profissional

  • Orientador : ADIR LUIZ FERREIRA
  • Data: 31/07/2014
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  • Esse escrito focaliza a socialização inicial docente na Educação Infantil a partir do
    reconhecimento daquela como uma fase de um ciclo de vida profissional que se distingue das
    demais etapas da carreira dos professores. Fundamenta-se nos estudos de cunho sociológico e
    antropológico, com a compreensão de que a realidade profissional é construída igualmente
    por práticas cotidianas de interações sociais no meio ambiente de trabalho. Objetivou-se
    compreender como ocorre o processo inicial de construção da cultura profissional das
    professoras principiantes na educação infantil, sob um olhar voltado para os aspectos
    organizacionais e dinâmicos da atividade docente (acontecimentos, interações, práticas,
    saberes, tensões e dilemas). Esta investigação, assumindo as orientações de uma abordagem
    de tipo etnográfico, foi desenvolvida num Centro Municipal de Educação Infantil da rede
    municipal de Natal-RN, com creche e pré-escola. Os sujeitos participantes são quatro
    professoras que têm menos de cinco anos de carreira na Educação Infantil. Utilizou-se a
    observação participante e a entrevista semiestruturada na construção dos dados, aos quais
    interpretamos por meio da análise de conteúdo e triangulação de fontes. Delineamos três
    dimensões para os cenários da cultura profissional: o perfil pessoal e formativo dos sujeitos, o
    cotidiano escolar e a gestão do trabalho docente. O caráter multiforme dos achados evidencia
    que a cultura profissional das professoras principiantes tem se constituído a partir da
    confrontação com as diversas situações de imprevisibilidade em suas emoções, rotinas e
    dificuldades, pedagógicas e administrativas, simultaneamente aos dilemas do cuidar e do
    educar a criança. O sentimento de solidão tem sido gerado a partir da organização
    institucional e escolar, a qual não lhes oferece condições materiais e pedagógicas para a
    colaboração e discussão entre os pares. Enfim, entende-se que a docência na Educação
    Infantil deve estar baseada numa rede de relações alargadas, sendo imprescindível aos
    principiantes o apoio e a orientação em relação às dúvidas, anseios e expectativas, como meio
    de socialização e ressignificação de sua prática docente.

  • JOSÉ MOISÉS NUNES DA SILVA
  • Concepções de formação profissional técnica de nível médio adotadas pelo IFRN:
    especificidades e (des)continuidades

  • Orientador : ANTONIO CABRAL NETO
  • Data: 31/07/2014
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  • O trabalho trata das concepções de formação profissional técnica de nível médio adotadas pelo
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Discute
    essas concepções a partir dos quatro projetos político-pedagógicos construídos no período de
    1970 a 2010, abrangendo três institucionalidades: Escola Técnica Federal do Rio Grande do
    Norte (1970-1998), Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (1999-
    2008) e IFRN (a partir de 2008), bem como três contextos políticos importantes do país:
    Ditadura Civil-Militar, Nova República e Período do ideário neoliberal no Brasil. O objetivo
    foi analisar a configuração das concepções de formação, com ênfase nas especificidades e
    (des)continuidades, situando-as no contexto das mudanças políticas, econômicas e educacionais
    em desenvolvimento no país. Compreende-se como se dá historicamente a relação trabalho,
    educação e formação humana, a fim de evidenciar como se desenha atualmente a concepção de
    formação dos trabalhadores, bem como a possibilidade de uma formação contra hegemônica.
    Analisa-se as características das concepções formativas de nível médio esboçadas nas reformas
    educacionais do país. Investiga-se as concepções de formação profissional delineadas nos
    projetos político-pedagógicos do IFRN, com ênfase nas especificidades e (des)continuidades.
    Fez-se uso do materialismo histórico-dialético, da revisão bibliográfica, da pesquisa
    documental e da entrevista realizada com sujeitos que participaram do grupo de trabalho
    coordenador da elaboração dos projetos político-pedagógicos institucionais. Os resultados
    demonstram que a formação dos trabalhadores na sociedade capitalista tem um caráter
    unilateral; que a formação desejada pela classe trabalhadora é a formação omnilateral; que as
    concepções formativas que permearam as reformas educacionais do país foram todas na
    perspectiva da formação unilateral; que, em determinadas conjunturas, as concepções de
    formação profissional técnica de nível médio delineadas nos projetos político-pedagógicos do
    IFRN refletem as perspectivas formativas que orientam as reformas educacionais no país
    (formação unilateral) e, em outros momentos, a Instituição adota concepções (formação
    omnilateral) que não se coadunam com tais perspectivas; que o IFRN procura materializar a
    concepção de formação humana integral dos educandos por meio dos cursos técnicos integrados
    ao ensino médio; e que entre os projetos político-pedagógicos construídos de 1970 a 2010 há
    mais continuidades do que rupturas em relação às concepções de formação adotadas. Concluise
    que, o desafio da IFRN é institucionalizar em suas ações educativas a concepção de formação
    omnilateral assumida nesse documento institucional.

  • FRANCY IZANNY DE BRITO BARBOSA MARTINS
  • NARRATIVAS SOBRE O CURSO TÉCNICO EM MANUTENÇÃO E
    SUPORTE EM INFORMÁTICA NO IFRN: REVELAÇÕES E
    CONTRADIÇÕES ENTRE CONCEPÇÃO E EFETIVAÇÃO DO
    CURRÍCULO.

  • Orientador : ROSA APARECIDA PINHEIRO
  • Data: 30/07/2014
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  • Esta dissertação apresenta os resultados de uma pesquisa que objetiva analisar os sentidos 
    atribuídos ao currículo pelos estudantes do PROEJA do Curso Técnico em Manutenção e 
    Suporte em Informática, no IFRN – Campus Santa Cruz. Buscou-se conhecer quem são os 
    estudantes do curso para se investigar as concepções de currículo a partir dos sentidos 
    atribuídos pelos estudantes nas suas narrativas, de modo a se comparar o currículo proposto 
    para o Programa por meio dos documentos oficiais, com o currículo implantado pelo IFRN e 
    as narrativas dos estudantes investigados. A pesquisa desenvolvida é de abordagem 
    qualitativa, guiando-se pelos métodos de estudo de caso e de história de vida. Com base 
    nessa abordagem foram desenvolvidos dois instrumentos de recolha de dados, a saber: o 
    questionário e a entrevista semiestruturada. A recolha dos dados foi complementada pela 
    análise de documentos legais e institucionais. O estudo parte do pressuposto que o estudante 
    do PROEJA, apesar de garantida a sua presença na escola de nível médio integrado, através 
    do acesso, da reestruturação do sistema educacional e da mudança estrutural no ensino regular 
    com o objetivo de tornar a escola inclusiva, continua a sentir dificuldades em acompanhar o 
    curso por vivenciar um currículo ainda excludente, tradicional e descontextualizado de sua 
    vida pessoal e laboral, ou seja, sem integração curricular. O estudo oportunizou caracterizar o 
    estudante do PROEJA, apresentando dados de grande importância para a construção do 
    currículo integrado na instituição lócus da pesquisa, bem como revelou, entre outras coisas, 
    que o Programa é visto pelos estudantes como includente. Entretanto, as práticas relativas à 
    construção democrática do currículo e a ação dialógica como construto de consciência 
    assinalam uma inclusão parcial, uma vez que, para incluir verdadeiramente esses sujeitos, 
    necessário se faz integrá-los ao contexto acadêmico e institucional. Também foram 
    constatadas situações contraditórias relativas ao projeto pedagógico do curso, que se apresenta 
    na prática como um projeto pedagógico tradicional, em especial, quanto ao aspecto 
    metodológico e, por fim, o currículo é visto de uma forma descontextualizada da realidade do 
    estudante. A pesquisa oportunizou ampliar o campo de investigação sobre o PROEJA, assim
    como contribuir para uma melhor implementação do Programa frente a uma proposta 
    curricular que visa atender aos campos da educação básica, na modalidade EJA, e da 
    educação profissional.

  • MARIA DEUZA DOS SANTOS
  • Saberes sobre a literatura: um estudo com professores de 1º ao 5º ano
    do Ensino Fundamental

  • Orientador : ALESSANDRA CARDOZO DE FREITAS
  • Data: 30/07/2014
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  • O estudo investiga os saberes dos professores das séries iniciais do Ensino
    Fundamental sobre a literatura. Ao pensarmos sobre a influência do professor como
    aquele que tem papel decisivo no ensino de leitura e reconhecendo a função
    mediadora e formativa desse profissional, buscamos compreender quais os saberes
    que detêm sobre a literatura. Optamos por professores que atuam nas séries iniciais
    do ensino fundamental embasadas na compreensão de que a educação básica é de
    suma importância na formação do leitor literário. O estudo caracteriza-se como uma
    pesquisa de abordagem qualitativa. Adotamos como procedimentos metodológicos a
    entrevista semi-estruturada, elaborada com questões abertas que focam eventos e
    práticas de leitura de literatura na família, na escola, na formação superior e no
    exercício da docência. As entrevistas foram gravadas em áudio e registradas em
    diário de campo. A pesquisa acontece em quatro escolas da rede municipal de Natal
    - RN, com dezenove professores que atuam com alunos de 1º ao 5º ano do Ensino
    Fundamental. O corpus de análise constitui-se da entrevista dos professores e é
    analisado tomando como referencial os princípios da Análise de Conteúdos,
    especificados por Laurence Bardin (1997). Como referencial teórico adotamos os
    estudos de Amarilha (1991, 1992, 1994, 2003, 2007); Yunes (2003); Lajolo (1994,
    2001); Larrossa (1996, 2002); Cândido (1995), Morin (2010),Nóvoa (1999; 2007),
    Paulino (2004; 2007), Perrenoud (2002), Tardif (2000; 2002; 2005), dentre outros. A
    análise aponta que os professores dominam vários saberes sobre a literatura
    veiculados à formação através do diálogo com outras leituras, com outros espaços
    interativos, na convivência com outros leitores. Ressalta-se o saber de que a
    literatura é fator de humanização, daí a necessidade de escolarizá-la, mediante
    práticas literárias que envolvam alunos, professores e comunidade escolar. O estudo
    também revela que na escola a leitura literária faz-se necessária para o ensino de
    valores, para ensinar a ler, para incutir o gosto pela leitura. Nesse contexto, destacase
    a importância da mediação do professor como formador de leitores que domina
    os saberes necessários que atendam às necessidades dos alunos, desenvolvendo
    habilidades leitoras e incentivando o gosto pelo texto literário.

  • GLAUCIANE PINHEIRO ANDRADE COUTO
  • O PROGRAMA ESCOLA ATIVA E OS DESAFIOS DA PROPOSTA DE GESTÃO DEMOCRÁTICA EM ESCOLAS DO CAMPO NO RN

  • Data: 29/07/2014
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  • O objeto desse estudo é o Programa Escola Ativa e os desafios da sua proposta de gestão democrática em escolas do campo organizadas em turmas multisseriadas no Estado do Rio Grande do Norte. Objetiva analisar aspectos do Programa Escola Ativa como política de educação para as escolas brasileiras multisseriadas do meio rural, realçando alguns embates do movimento por uma educação do campo defendida pelos movimentos sociais do campo. A problemática investiga também os desafios e as possibilidades dessas escolas na implantação da Gestão Democrática, pois, em muitas delas só existe um (uma) professor (a) e os (as) estudantes, sendo suas atividades limitadas ao ensino, dificultando, assim, a participação ampla das pessoas nas decisões sobre a vida da própria escola. Realizamos nesta pesquisa análise documental dos relatórios de formação, do relatório síntese de monitoramento do Programa, dos documentos oficiais do Programa e da legislação vigente. Na revisão da literatura priorizamos a contextualização da política educacional brasileira, particularmente, a educação em áreas rurais e a educação do campo, como também a concepção de gestão defendida na proposta do Programa. Na análise desses relatórios, vimos que a proposta de gestão defendida pelo Programa consisti na gestão democrática, onde privilegia a organização de Conselhos Escolares, Colegiados Estudantis e a participação da comunidade na escola. Consideramos que apesar do Programa Escola Ativa propor uma gestão democrática para as escolas do campo com turmas multisseriadas, os relatórios analisados mostram que os desafios para a concretização dessa proposta são bastante contundentes tais como: a participação da comunidade nas decisões da escola são eventuais; os conselhos escolares na maioria das escolas não são atuantes; os colegiados estudantis mesmo incentivando a liderança dos estudantes, muitas vezes, é compreendido apenas como o cumprimento de tarefas proposta pelo professor.

  • CLOTENIR DAMASCENO RABÊLO
  • PAPEL DO MUNICÍPIO E RELAÇÕES FEDERATIVAS:
    atuação de municípios cearenses nas políticas de formação
    continuada de alfabetizadores

  • Orientador : ALDA MARIA DUARTE ARAUJO CASTRO
  • Data: 29/07/2014
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  • A investigação analisa o papel exercido pelo Município nas políticas de formação
    continuada de alfabetizadores, tomando como campo de estudo os Municípios cearenses de
    Jaguaruana e Palhano. O espaço político-educacional tido como recorte do estudo é o
    período de 2003 a 2006, momento em que se verifica, nas diretrizes de governo e nas
    políticas educacionais brasileiras, ênfase na ação cooperativa entre os entes federados,
    realçando a atuação municipal na implementação e execução dessas políticas. A
    perspectiva materialista histórico-dialética, entendida como análise da realidade social
    como elaboração histórica e produto da práxis humana, é expressa como o caminho
    teórico-metodológico requerido. A investigação se operacionaliza por meio de etapas interrelacionadas:
    uma que envolve análise bibliográfica e documental, na qual se integram os
    aportes teóricos do exame, bem como documentos federais, estaduais e municipais
    acessados; e outra, referente ao trabalho de campo, estudando o caráter específico do
    objeto e suas relações mútuas nas municipalidades. O exame traz a noção de relações
    intergovernamentais e mecanismos cooperativos como ferramentas teóricas centrais e,
    dialogando com essas, inserem-se ideias como descentralização, municipalização e
    autonomia municipal, num corpo teórico/prático, pelo qual se explicitam os aspectos
    históricos e lógicos do objeto. O estudo realiza a descrição e interpretação das políticas de
    formação continuada de alfabetizadores com foco nas diretrizes nacionais formuladas
    desde os anos 1990 e na incorporação governamental nos espaços nacionais e
    subnacionais. Neste sentido, assenta a análise na compreensão da inter-relação das
    políticas municipais e as políticas elaboradas pelo Governo Federal e/ou Estadual para
    ofertar formação continuada de alfabetizadores. Considerando o recorte investigado,
    mostra como se constituíram o papel municipal e as relações entre Estado e municípios
    cearenses e suas características quanto à política e à gestão da educação, considerando as
    práticas de municipalização e de colaboração entre estes na sua constituição histórica. Com
    efeito, revela as práticas que se evidenciam nos municípios pesquisados, destinadas à
    formação continuada de alfabetizadores, trazendo as realidades constatadas e marcas
    específicas da atuação municipal na área, evidenciando o papel atribuído e o papel
    exercido. Com base na visão dos gestores entrevistados nos Municípios de Jaguaruana e
    Palhano, verifica os significados e a efetividade das políticas executadas. Com tais
    elementos, discute as assimetrias municipais em suas homogeneidades e heterogeneidades
    na execução do seu papel federativo. A análise mostra que o papel do Município se
    apresenta sentindo os efeitos das intervenções históricas, políticas e sociais em cada
    município. No âmbito da formulação e da execução de políticas educacionais, a ação dos
    governos municipais, situada e com significativas ingerências, revela assimetrias que
    apõem um município com maior autonomia do que outro e participando de modo mais
    efetivo na produção e distribuição das políticas. No plano das realidades pesquisadas,
    mostra-se que cuidar das políticas de formação continuada dos alfabetizadores não é papel
    municipal exclusivo, mas é assim assumido e exercido nas municipalidades com variados
    níveis de êxito. Esse papel é, na verdade, uma competência comum aos entes federados, no
    âmbito do federalismo cooperativo brasileiro.

  • PRISCILA LOPES DA SILVA
  • A CRIANÇA COM PARALISIA CEREBRAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM OLHAR SOBRE A PRÁTICA DOCENTE

  • Orientador : LUCIA DE ARAUJO RAMOS MARTINS
  • Data: 29/07/2014
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  • A inclusão de crianças com deficiência na educação infantil, além de ser um tema ainda pouco abordado no meio científico, é um desafio atual no tocante à prática docente. Com base nesse aspecto, nosso objetivo na pesquisa empreendida, que resultou na elaboração do presente trabalho, foi o de analisar como se processa a prática docente com vistas à inclusão escolar de uma criança com paralisia cerebral, em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), na cidade de Natal /RN. De forma mais específica, procuramos: refletir sobre a prática da professora responsável pela turma, no tocante ao desenvolvimento da criança com paralisia cerebral; analisar as interações existentes entre educador e criança que apresenta paralisia cerebral; observar a atuação docente na perspectiva do favorecimento da interação entre a criança com paralisia cerebral e as demais crianças. Para isso, realizamos uma pesquisa exploratória, de cunho qualitativo, e para tanto optamos pelo método do Estudo de Caso. Utilizamos como procedimentos metodológicos a análise documental, a pesquisa bibliográfica, a entrevista do tipo semiestruturada, a observação e a filmagem de cenas relativas à prática docente. Os sujeitos da pesquisa foram a professora e a criança com paralisia cerebral. Os dados construídos durante a investigação apontaram para o fato de que a prática da professora não estava direcionada às necessidades específicas da aluna com paralisia cerebral, mas que era desenvolvida de forma semelhante para todas as crianças, em classe. A presença de limitações significativas para a inclusão da criança com paralisia cerebral na educação infantil podem ser considerados como resultantes da falta de uma preparação adequada da professora, tanto em nível da formação inicial, como da formação continuada, bem como da carência de orientações à docente, em processo, sobre a educação da criança com paralisia cerebral, o que a impossibilitava de contribuir de maneira efetiva para o seu maior desenvolvimento cognitivo e social.

  • ROSANGELA SILVA OLIVEIRA
  • A FORMA DA ESCOLA PRIMÁRIA MARANHENSE (1889-1912)

  • Orientador : MARIA INES SUCUPIRA STAMATTO
  • Data: 29/07/2014
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  • Este estudo analisou a forma da escola primária maranhense e seus elementos constitutivos durante o período de 1889 a 1912. Refere-se a uma periodização que iniciou quando o Maranhão saiu do regime provincial assumindo-se como Unidade Federativa do novo regime republicano brasileiro e encerrou com a reforma no serviço público no Estado do Maranhão autorizada pela Lei Estadual 554/1910 e Decreto 99/1910 que reintegrou a jurisdição das escolas primárias do perímetro urbano da Capital à Inspetoria Geral da Instrução Pública do Maranhão. Os objetivos específicos compreenderam a identificação da configuração da organização escolar primária provincial maranhense na última década imperial para analisar as rupturas e continuidades inferidas com o novo regime político, tornando evidente a dinâmica das estratégias, processos e dispositivos escolares que constituíram a forma escolar primária republicana no Estado do Maranhão. Esta pesquisa histórica, focalizada na instrução pública primária maranhense enquanto totalidade em devir, exprime uma historiografia que analisou territórios educacionais do início do período republicano no Maranhão com dados coletados em fontes documentais, iconográficas e bibliográficas. As fontes impressas utilizadas foram documentos de tramitação legislativa, Regulamentos e Regimentos Escolares, jornais e revistas em circulação no Maranhão durante o período em estudo, registro escrito de Conferências Públicas, livros didáticos escritos por professores normalistas, os anais do I Congresso Pedagógico do Maranhão e resultados de pesquisas acadêmicas sobre a história da educação maranhense na Primeira República. A investigação não ficou limitada às informações e documentos oficiais de autoridades escolares ou do governo maranhense. Aqui estão presentes outras vozes que participaram direta ou indiretamente da organização inicial da instrução pública primária no Estado do Maranhão e nos permitiram encontrar dados surpreendentes como o fato de identificar detalhes da relação pedagógica na escola primária de infantes maranhenses, registradas sob a forma de memória escrita, importantes para identificar os elementos constitutivos da forma escolar primária. Os resultados das análises sobre a forma escolar primária republicana no Estado do Maranhão no período investigado apontaram que esta constituiu-se sob uma dinâmica que requeria alterações nas relações sociais de indivíduos e grupos das massas populares para organização da sociedade maranhense em cadeias de
    interdependências, sob a forma de unidade federativa. Neste contexto, a forma da escola pública primária maranhense foi configurada com dispositivos de escolaridade que promoviam – sistematicamente e simultaneamente, mas em graus distintos dependendo das condições socioeconômicas da localidade onde a escola primária estava inserida - a desincorporação, desvinculamento e o deslocamento dos usos, costumes e saberes nativos para um saber cultural padronizado, mas imanentes aos sujeitos constituídos e às situações que os produziram, (re)formando o cidadão maranhense com saberes reincorporados para um destino social específico: as prisões psicossociais do iletrismo.

  • ADEMARCIA LOPES DE OLIVEIRA COSTA
  • FORMAÇÃO CONTINUADA E REPRESENTAÇÃO SOCIAL: IMPLICAÇÕES PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA

  • Orientador : ERIKA DOS REIS GUSMAO ANDRADE
  • Data: 28/07/2014
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  • Este trabalho se insere na linha de pesquisa de Formação Docente, circunscrita ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Nele, tratamos de uma pesquisa de cunho qualitativo, cujo objetivo voltou-se à identificar a influência da formação continuada na (re)construção das representações sociais de educação inclusiva e de alunos com deficiência dos professores do Ensino Fundamental. A mesma foi realizada em uma escola de ensino fundamental localizada no município de Cruzeiro do Sul/Acre e contou com a participação de 11 professores. Partimos do princípio de que pensar uma formação continuada inclusiva pressupõe refletir sobre a redefinição e ressignificação das práticas assumidas pelo docente. Para tanto, a formação docente é concebida como um continuum na qual o professor vai formando-se ao formar, moldando sua maneira de ser no convívio social. Defendemos que nesse contexto de interações, vão-se reconstruindo representações sociais que guiam ações e atitudes sobre os objetos que tenham significado para o grupo. Foi com o intuito de analisar essas representações sociais e ao mesmo tempo apresentar uma proposta de formação continuada embasada nas necessidades formativas docentes que fizemos uso da pesquisa-ação colaborativa. Por considerarmos que esta tanto pode atender aos pressupostos de uma investigação quanto de formação profissional ao possibilitar que pesquisadora e demais professores, coletivamente, problematizem situações da prática e, simultaneamente possam intervir na mesma, ressignificando-a. Como procedimentos para obtenção de informações e análise dos dados, realizamos, respectivamente, entrevistas semi-estruturadas (individuais e coletivas); sessões de estudos e a análise de conteúdo. O percurso de pesquisa revelou duas representações sociais integradas – uma de educação inclusiva e outra de aluno com deficiência. Notamos que embora os docentes critiquem o caráter estanque e limitado dos cursos de formação continuada que têm frequentado, revelam representações sociais de educação inclusiva e de aluno com deficiência embasados nas teorias e conceitos advindos de tais cursos, o que caracteriza a formação continuada como um dos elementos que influenciam seus discursos e ações. Assim, representam educação inclusiva como uma “educação para todos” e aluno com deficiência como alguém “anormal, diferente, mas capaz de aprender algo”. É possível afirmarmos que a partir do momento que os professores se aproximaram de teorias sobre os princípios da educação inclusiva e sobre as possibilidades do aluno com deficiência assumiram novos discursos e, evidenciaram traços de reelaborações nas representações sociais antes apresentadas. Além disso, evidenciamos nessa produção que uma proposta de formação no âmbito escolar, gestada a partir das necessidades docentes e tendo como metodologia a pesquisa-ação colaborativa, propicia a (re)construção coletiva de saberes e fazeres, o compartilhamento de experiências, esperanças, descobertas e inquietações e o desenvolvimento da cooperação e da atitude para a reelaboração de estratégias que superem as dificuldades presentes no cotidiano docente.

  • IRYS DE FÁTIMA GUEDES DO NASCIMENTO
  • O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESPANHOLA PARA ALUNOS CEGOS: NARRATIVAS DO ENSINAR E APRENDER.

  • Orientador : LUZIA GUACIRA DOS SANTOS SILVA
  • Data: 28/07/2014
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  • Na atualidade, a Educação Inclusiva tem se tornado cerne de muitas discussões, uma vez que, em virtude dela, a educação passou a se direcionar a todas as pessoas, possuindo ou não deficiência. Por meio dela, todos têm direito a um ensino de qualidade e a possibilidade dividirem as mesmas oportunidades de aprendizagem. Esta investigação tem por objetivo compreender como se deu o processo de ensino e aprendizagem da língua espanhola em um contexto, no qual alunos com e sem cegueira, dividiam o mesmo espaço educacional, a partir dos depoimentos dos professores e dos seus alunos cegos, levando em consideração as práticas inclusivas. Como aporte metodológico nos utilizamos, da Análise Proposicional do Discurso – APD (PIRES, 2008). Para tanto, optou-se por entrevistas semiestruturadas com perguntas abertas, para que os dados pudessem ser analisados. Os resultados mostraram que, apesar dos diferentes condicionantes, os alunos cegos, quanto ao processo de ensino aprendizagem da Língua Espanhola, apresentam dificuldades de ordem estrutural, pessoal e pedagógica semelhantes. Isto ficou evidente a partir dos depoimentos. Também, constatou-se um despreparo dos professores referente à utilização de recursos didáticos e estratégias de ensino que possam contemplar as especificidades de aprendizagem destes alunos.

  • GIOVANA GOMES ALBINO
  • A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE DISCIPLINAS DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS
    NO CONTEXTO DA FORMAÇÃO INICIAL DOCENTE:
    UM ENTREMEAR DE SABERES

  • Orientador : ERIKA DOS REIS GUSMAO ANDRADE
  • Data: 28/07/2014
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  • Buscamos, através do presente estudo, analisar a representação social que os licenciandos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN – têm de disciplinas didático-pedagógicas. Para isso, utilizamos a Teoria das Representações Sociais (MOSCOVICI, 2009; 2012; JODELET, 2001) como aporte teórico-metodológico e tivemos, como objetivos, identificar essa representação social e compreender como ela é influenciada pela formação desses licenciandos. Assim, desenvolvemos a pesquisa no âmbito dos sete cursos presenciais de licenciatura ofertados pelo IFRN, a saber: Biologia, Espanhol, Física, Geografia, Informática, Matemática e Química, abrangendo unidades localizadas tanto na capital quanto no interior do Estado. Enquanto percurso metodológico fizemos uso do Procedimento de Classificações Múltiplas – PCM – (ROAZZI, 1995), cuja realização carece de um conjunto de vocábulos alcançado através da Técnica de Associação Livre de Palavras – TALP – (ABRIC, 1998). Para essa realização contamos com um total de cento e vinte (120) participantes, sendo trinta (30) na TALP e os demais na efetivação das etapas de classificação livre e dirigida que correspondem ao PCM. Alcançados os dados empíricos, utilizamo-nos das análises de conteúdo (BARDIN, 2011; FRANCO, 2007) e multidimensional (ROAZZI, 1995) para o decorrer de sua interpretação. Por fim, identificamos a representação social de disciplinas didático-pedagógicas centrada na ideia de que é por meio dessas disciplinas que se pode alcançar o perfil do “bom profissional” enquanto aquele que reúne conhecimentos e atributos necessários ao pleno desenvolvimento da docência, envolvendo nisto capacidades e características que demarcam o sentido da profissionalização. Ademais, constatamos a ancoragem dessa representação social no entendimento de que as referidas disciplinas “ensinam a ser professor” e sua objetivação na imagem do “bom professor”, ou seja, aquele que alcança, através do processo formativo e das experiências vivenciadas, qualidades que o tornam singular e capacitado para o pleno proceder profissional. Percebemos ainda que a atuação do professor formador repercute na maneira como os estudantes apreendem, assumem e se envolvem no estudo das disciplinas didático-pedagógicas e que isto reflete significativamente na representação social então criada.

  • MÁRCIA SORAYA PRAXEDES DA SILVA
  • A IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO EM ESCOLAS DA
    REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE NATAL/RN: UM ESTUDO SOBRE O PERÍODO DE
    2008 – 2011.

  • Data: 18/07/2014
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  • Atualmente a Educação Integral tem ocupado um espaço privilegiado, suscitando debates
    acerca de sua contribuição para a melhoria da educação. O presente trabalho aborda a
    Educação Integral numa perspectiva investigativa, com análises sobre o Programa Mais
    Educação e sua implementação da rede municipal de ensino da cidade do Natal/RN, com o
    objetivo de mostrar em que dimensões este Programa contribui para a efetiva melhoria da
    educação pública municipal, no período de 2008 a 2011. O Programa Mais Educação é uma
    iniciativa do governo federal brasileiro iniciada em 2008, configurando-se como uma
    estratégia para induzir a ampliação da jornada escolar e a organização curricular na
    perspectiva da Educação Integral. O governo federal disponibiliza financiamento às escolas
    de baixo desempenho e localizadas em área de vulnerabilidade social, que optem por realizar
    no contraturno, atividades educativas e sócio-culturais, cujo objetivo é melhoria da
    aprendizagem por meio da ampliação do tempo escolar. A partir dos resultados não temos a
    pretensão de esgotar ou de encerrar a discussão. Ao contrário, acreditamos que, em razão de
    ser uma temática relativamente nova, com poucos trabalhos realizados, essa pesquisa possa
    contribuir para fomentar novas pesquisas, ampliando a discussão e o referencial teórico
    existente.

  • LUCIANA MEDEIROS DA CUNHA
  • MEDIAÇÃO BIOGRÁFICA: PROPOSTAS PARA A FORMAÇÃO DOCENTE
  • Orientador : MARIA DA CONCEICAO FERRER BOTELHO SGADARI PASSEGGI
  • Data: 14/07/2014
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  • A dissertação tomou como objeto de estudo a mediação biográfica, entendida como o acompanhamento de pessoas em formação que desenvolvem um trabalho biográfico sobre suas experiências com a ajuda de um formador (PASSEGGI, 2007, 2011). A pesquisa foi realizada em um componente curricular do Curso de Formação Inicial e Continuada de professores da rede pública de ensino, oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN/ Campus Ipanguaçu), cujo público alvo se caracterizava pela diversidade de experiências de formação e profissionais. O objetivo geral é investigar as potencialidades dos procedimentos e dispositivos utilizados para mediar a reflexão sobre saberes necessários à prática docente, a partir da própria experiência (autobiográfica) e da experiência do outro (heterobiográfica). Procurou-se responder às seguintes perguntas: como os professores em formação se relacionam com os saberes da experiência? Que procedimentos e dispositivos contribuem para a formação docente nas três dimensões da mediação biográfica (iniciática, maiêutica, hermenêutica)? Como oportunizar a autoformação e a heteroformação? Os princípios teóricos e metodológicos da pesquisa inspiram-se nos pressupostos epistemológicos de estudos e pesquisas que colocam no centro da investigação e da formação a pessoa que se formar e postulam sua capacidade de reflexão e de reinvenção de si (FREIRE, 1987, 1996, 2001, 2011; JOSSO, 2008, 2010, 2012; DELORY-MONBERGER, 2006, 2008, 2012; CHARLOT, 2000; CATANI, 2001; PASSEGGI, 2008; 2010; 2011; 2012). Foram selecionados entre os participantes do Curso, 06 (seis) professores, no exercício da profissão, que participaram integralmente dos 7 (sete) encontros do módulo, durante os quais trabalharam sobre tópicos de estudos, relativos ao Curso; partilharam narrativas sobre suas experiências de formação e desenvolveram uma escuta sensível das narrativas no grupo. O material empírico está constituído pelas narrativas dos seis participantes e por quadros de escutas preenchidos por eles nos momentos de socialização das narrativas. As análises se realizaram seguindo três eixos: a) o percurso do módulo e os procedimentos de mediação biográfica; b) as relações formador/professores nas três dimensões da mediação biográfica; c) o quadro de escuta como dispositivo de mediação biográfica. Conclui-se que os procedimentos e dispositivos utilizados possibilitaram aprendizagens específicas que se constituem como insumos para as práticas de formação inicial e continuada de professores, assim como para a formação do formador-pesquisador sobre o trabalho com narrativas autobiográficas, possibilitando o coinvestimento dos participantes nos processos de autoformação e de heteroformação.
     
  • MAGNUS JOSE BARROS GONZAGA
  • A POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE: LIMITES E DESAFIOS PARA SUA EFETIVAÇÃO

  • Data: 26/06/2014
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  • A Educação Ambiental constitui-se em um campo de conhecimento plural e diversificado, abrangendo um conjunto de agentes sociais, setores do Estado, do governo e da sociedade civil, visões de mundo e matrizes teóricas diferenciadas que exerceram e influenciaram a sua genealogia e dinâmica constitutiva. Enquanto campo de conhecimento específico, sua projeção mundial remonta à década de 1960, a partir de quando ganhou visibilidade o movimento ambientalista. No Brasil, a Educação Ambiental vem sendo produzida, sistematizada e difundida, nas últimas décadas, tanto por organismos oficiais do Estado, pelas políticas públicas, como por movimentos sociais de educação popular, constituindo-se num amplo e importante movimento histórico sobre a questão ambiental. No que diz respeito à sua institucionalização em forma de política pública, de programas e ações específicas no âmbito da iniciativa governamental brasileira, a aprovação da Lei n. 9.795/99 e do Decreto nº 4.281/99, que cria e regulamenta, respectivamente, a Política Nacional de Educação Ambiental, representa a consolidação de um processo de inclusão da dimensão ambiental no setor educacional do país. Esses atos normativos, além de delegar incumbência ao poder público para definição de políticas públicas que assegurem e promovam a Educação Ambiental em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, também incumbem às instituições educativas o dever de promover esse componente curricular de maneira integrada e articulada aos programas educacionais que tais instituições desenvolvem. Diante desse cenário, considerando o que estabelece a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei n. 9.795/99), buscamos identificar e analisar, à luz teórico-metodológica do materialismo histórico dialético, as ações desenvolvidas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, no que diz respeito à dimensão da política de Educação Ambiental e as demandas socioambientais da sociedade contemporânea. A análise se deu por meio de documentos institucionais (Plano de Desenvolvimento Institucional – 2010-2019; Plano de Gestão 2011-2015; e ações de extensão cadastradas no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas - SIGAA), e evidenciou que, em linhas gerais, as ações existentes nesse campo são pontuais, temporárias e específicas, desenvolvidas por setores departamentais, grupos de pesquisas e por meio de projetos de extensão, portanto, sem a coesão, o planejamento, a abrangência, a articulação e o suporte institucional que se espera encontrar numa efetiva e clara política institucional. A forma fragmentada e desarticulada com que as ações analisadas são desenvolvidas é um limite, ao tempo que um desafio para que a UFRN implemente, objetivamente, uma política de Educação Ambiental, que possa ser acompanhada e avaliada enquanto política pública eficaz, tanto nos marcos dos objetivos maiores da própria Política Nacional de Educação Ambiental quanto das demandas de desenvolvimento que se paute numa perspectiva socioambiental crítica.   

  • MOYSÉS DE SOUZA FILHO
  • EM BUSCA DE NOVAS TERRITORIALIDADES PEDAGOGICAS PARA A
    IDENTIDADE DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO MÉDIO INTEGRADO:
    UMA PERSPECTIVA PÓS - CRÍTICA

  • Orientador : JOSE PEREIRA DE MELO
  • Data: 30/05/2014
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  • Este estudo trata da temática da Educação Física como componente curricular no
    contexto do ensino médio integrado no âmbito do IFRN, Campus Natal Zona Norte. Seu
    foco está no plano educacional das ações docentes no processo das vivências com a
    cultura corporal a partir das experiências, desejos, necessidades e vontades dos
    educandos e educandas na perspectiva da imersão no mundo da criatividade, da
    pesquisa, do conhecimento e da transformação da identidade pedagógica do
    componente curricular. Nesse sentido, o estudo teve como objetivo elaborar uma
    proposição pedagógica fundamentada na Teoria Pós-Crítica da educação que contribua
    para a configuração da identidade da Educação Física nos cursos técnicos integrados de
    nível médio. A pesquisa se configurou numa intervenção pedagógica fundamentada nos
    pressupostos metodológicos de uma experiência empírica do tipo pesquisa-ação
    aplicada no universo escolar dos cursos técnicos integrados de ensino médio do IFRN,
    Campus Natal Zona Norte. Os sujeitos que participaram da pesquisa são os educandos e
    educandas das turmas do 1º ano de Comércio e de Eletrônica do turno vespertino,
    ingressos no ano de 2012. Os instrumentos utilizados na pesquisa se constituíram de
    dois questionários e um caderno de campo. Os resultados obtidos estão dispostos em
    gráficos que representam as falas dos sujeitos após o processo de intervenção e as
    análises realizadas sobre o estudo/pesquisa foram feitas por meio da análise de conteúdo
    da imagem foco da população investigada. Consideramos que os resultados da pesquisa
    foram plausíveis à medida que, além do apoio e da participação na pesquisa, as
    respostas obtidas demonstraram que o processo de intervenção pedagógica foi relevante
    para os educandos e educandas dos cursos técnicos integrados de nível médio de
    Comércio e Eletrônica do IFRN, Campus Natal Zona Norte. O sentido essencial dessa
    tese residiu na dimensão intercultural para a Educação Física no ensino médio
    integrado, como um trabalho fundamentado nas narrativas dos educandos(as) e pela
    concepção pós-crítica do currículo que rejeita as explicações óbvias e instituídas como
    verdades prontas no objetivo de regular e controlar os sujeitos da educação. A opção
    feita por esse trabalho de tese foi a de romper com o estabelecido ao propor um diálogo,
    com os educandos(as), que viabilizasse ações pedagógicas em busca de novos territórios
    pedagógicos para a Educação Física no ensino médio integrado do IFRN - Campus
    Natal Zona Norte. Territórios que ocupam espaço na cultura escolar, numa dinâmica
    dialógica com os educandos(as), que se posiciona política e pedagogicamente a favor da
    diversidade cultural do movimento, que aborda o conceito de movimento na
    proximidade das ações corporais cotidianas e que propõe novas possibilidades e
    recriações para as práticas da cultura corporal. A perspectiva pós-critica abre
    possibilidades para novas linguagens fortalecendo as narrativas dos que sempre ouviram
    e calaram suas vozes e, desse modo, confirmamos a tese que, o presente estudo e a
    pesquisa sustentados pela teoria pós-crítica do currículo possibilitou uma nova
    configuração para a identidade pedagógica da Educação Física na condição de
    componente curricular dos cursos técnicos integrados de nível médio do IFRN no
    Campus Natal Zona Norte.

  • CLAUDIA ROSANA KRANZ
  • OS JOGOS COM REGRAS NA PERSPECTIVA DO DESENHO UNIVERSAL: CONTRIBUIÇÕES À EDUCAÇÃO MATEMÁTICA INCLUSIVA

  • Data: 05/04/2014
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  • Pensar uma escola para todos tem sido um desafio para inúmeras pessoas ligadas à Educação em nível mundial. Esse estudo aqui apresentado se junta às vozes, movimentos e pesquisas desses sujeitos, buscando contribuir no sentido de construir possibilidades para que a matemática seja pensada e trabalhada na escola com vistas à aprendizagem de todos os alunos, sejam eles sujeitos com deficiência, transtornos, síndromes ou não. Tendo como objetivo investigar as possibilidades de práticas pedagógicas inclusivas mediadas por jogos matemáticos com regras, desenvolvidos e utilizados na perspectiva do Desenho Universal, desenvolveu-se pesquisa qualitativa, com metodologia colaborativa, que envolveu gestores, professores e alunos de uma escola da rede pública de Natal/RN. Na investigação, a partir de estudos que articularam fundamentação teórica à realidade da escola e às concepções dos professores, foram desenvolvidos e confeccionados jogos matemáticos com regras de acordo com o conceito do Desenho Universal. Após, planejamos coletivamente aulas com essa ferramenta, que nortearam práticas pedagógicas em turmas do 1º ao 4º ano do Ensino Fundamental. No decorrer do processo, vários instrumentos foram utilizados para avaliação constante do trabalho e também como dados da pesquisa: gravações, filmagens em vídeo, registros da pesquisadora, dos professores, dos alunos. Ao final, os dados indicaram contribuições efetivas das práticas pedagógicas mediadas pelos jogos com regras, na perspectiva do Desenho Universal, à Educação Matemática Inclusiva.

  • DEYSE KARLA DE OLIVEIRA MARTINS
  • DINÂMICAS REPRESENTACIONAIS DO TRABALHO DOCENTE POR GRUPO DE LICENCIANDOS DO CURSO PEDAGOGIA DA TERRA/RN

  • Orientador : MARIA DO ROSARIO DE FATIMA DE CARVALHO
  • Data: 07/03/2014
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  • O objetivo geral desta pesquisa é identificar e analisar representações sociais dos licenciandos dos cursos Pedagogia da Terra coordenados pela UERN e outro pela UFRN sobre o trabalho docente, buscando identificar seus elementos constituintes e compreender a dinâmica da sua organização. A partir desse objetivo geral, elegemos como objetivos específicos: identificar as condições sociais, econômicas e culturais desses licenciandos; identificar o que é trabalho docente para eles bem como identificar quais as implicações psicossociais acionadas pelas RS sobre trabalho docente que apontam para tensões entre a formação e o exercício docente como atividade profissional. A opção pelos Cursos Pedagogia da Terra (Coordenados pela UERN e UFRN) deu-se em virtude da relevância para a formação de professores voltada para a educação do campo e que busca estabelecer um diálogo mais próximo aos movimentos sociais e instituições de ensino superior. Enquanto objeto de análise, está inserido num campo teórico e denota diferentes formas da organização social tendo como resultado a produção de novas políticas que emergem de diferentes segmentos articulados e impulsionando mudanças sociais e políticas, num determinado tempo histórico. Nossa pesquisa . está Inserido em amplo projeto que investiga “Representações Sociais de licenciandos sobre trabalho docente” vinculado ao CIERS-ed, coordenado pela Fundação Carlos Chagas-SP. A matriz teórica são as contribuições sobre o fenômeno das representações sociais, tendo como abordagem de análise a teoria do núcleo central conforme Abric (1976) e Sá (1996). Diante desse contexto, objetivamos nesse estudo a análise sociogenética das representações sociais, para compreender aspectos da objetivação e da ancoragem, a partir do pressuposto da indissociabilidade entre discurso, instituições e práticas sociais, fundamentado no desenvolvimento metodológico proporcionado pelas análises multidimensionais. Como fundamentação teórico-metodológica optamos pela teoria das Representações Sociais de Moscovici (2003), Jodelet (2001); Especificidades do Trabalho docente na Educação no/do Campo e Curso Pedagogia da Terra: Gonh (), Azevedo (2011), Costa (2011) Formação Docente: Ramalho, Nuñez e Galthier (2003) e Tardif e Lessard (2008), Análise de conteúdo: Bardin (2004). Como procedimento metodológico, escolhemos a teoria do Núcleo Central, desenvolvida por Jean Claude Abric (2000). Contribuíram para o alcance desse objetivo os 112 sujeitos que participaram da TALP com justificativas. O corpus decorrente das evocações em torno das palavras sugeridas pela Fundação Carlos Chagas: dar aula, professor, aluno foram submetidas a um tratamento com o auxílio do software EVOC (2000), identificando o núcleo central. Os resultados com base nas ditas análises, podemos afirmar que a representação social de trabalho docente destes sujeitos constitui-se em torno de discursos circulantes na sociedade ampla, sem nuances ou características específicas da ideologia de lutas que sustêm o movimento social de pertença dos sujeitos pesquisados. Esta nossa conclusão emerge da ausência de referências a qualquer função emancipadora do trabalho docente na perspectiva da Pedagogia da Terra.

  • LYDIANE FONSECA DE CARVALHO
  • LITERATURA E EDUCAÇÃO: as contribuições da poesia à formação do leitor

  • Orientador : MARLY AMARILHA
  • Data: 28/02/2014
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  • O estudo objetiva investigar o trabalho pedagógico com a poesia, de modo a refletir como esse gênero pode contribuir à formação do leitor. A relevância desta pesquisa está na possibilidade de conhecer o potencial literário da poesia na educação, e a forma como as crianças se identificam com esse gênero. Além dos dados encontrados darem subsídios ao educador no trabalho realizado com a literatura em contexto escolar. A investigação, de caráter qualitativo, foi realizada na Escola Municipal situada em Natal – RN/ Brasil, numa turma de 4º ano, com faixa etária entre 10 e 14 anos. A coleta de dados foi obtida através de entrevistas, diário de pesquisa, bem como, gravações de vídeo das sessões. A pesquisa foi sistematizada em três etapas.  Na primeira etapa, foi feita a observação de caráter exploratório, em que foram implementadas duas entrevistas semi-estruturadas a fim de sondar qual a relação entre discentes e da docente com a leitura poética. Na segunda, foram desenvolvidas 8 sessões de leitura de poesia, fundamentadas na metodologia da andaimagem (Bruner, 1995; Graves e Graves, 1997). No terceiro momento, foi realizada uma segunda entrevista com as crianças, junto à análise das sessões, proporcionou constatar as contribuições da poesia à “formação do leitor”. Para tanto, utilizou-se como referencial teórico: Amarilha (2009, 2011), Barthes (1987, 2004), Bosi (1983), Calvino (1993), Cândido (2012), Culler (1999), Iser (1996), Kirinus (1998; 2011), Morin (2006; 2010), Paixão (1991), Pound (1997), Perrone-Móises (2000), Paz (1982), Shith (1989, 2012) dentre outros. Em termos conclusivos, averiguou-se a aceitação e apreço dos alunos e à relevância da mediação com o texto poético, com a pesquisa destacam-se avanços, dificuldades e limitações da ação pedagógica com a poesia. A poesia desperta para sensibilidade, também, proporciona exteriorização pela ficção, suscita discussões. O ritmo presente na poesia impulsionou e despertou os indivíduos para o texto literário. Provavelmente, pela identificação com a brincadeira da infância. Atraídos pelo ritmo chegaram ao texto, envolveram-se e emocionaram-se. Essa característica da poesia pode ser uma forma de atrair os alunos para o texto poético. E com base nisso, explorar outras dimensões do texto poético.

  • MARIA JULIA DE PAIVA ALMEIDA
  • Análise de Necessidades de Formação: uma Prática Reveladora

    de Objetivos da Formação Docente

  • Orientador : MARIA ESTELA COSTA HOLANDA CAMPELO
  • Data: 28/02/2014
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  • Nos últimos anos, aqui no Brasil, as pesquisas na área de educação têm se voltado para o estudo de necessidades de formação, pelas práticas de análise de necessidades, para subsidiar os programas de formação continuada do professor. Esta pesquisa sobre necessidades de formação de professoras alfabetizadoras dos anos iniciais do ensino fundamental teve origem nas nossas discussões na academia, sobre os problemas da repetência e evasão relacionados à alfabetização na escola pública brasileira. Definimos como objetivo: conhecer necessidades de formação de professoras alfabetizadoras da Escola Municipal Odila Leite, Natal/RN, cujo foco é alfabetização nesse nível de ensino e na Educação de Jovens e Adultos. O objeto são as necessidades de formação dessas professoras. A tese é a de que a professora alfabetizadora revela/constrói necessidades de formação ao falar de sua prática, ao exercer esta prática ou mesmo ao produzir materiais didáticos que subsidiam essa prática, ou seja, ao fazer a relação teoria/prática concernente à alfabetização. A abordagem é qualitativa, segundo a qual o ambiente natural é a fonte da coleta de dados; o processo de construção do conhecimento é o foco de interesse e aos significados construídos pelos sujeitos é atribuída fundamental importância. Compreendemos que necessidade é um fenômeno subjetivo, socialmente construído, e que a análise de necessidades permite a revelação de objetivos de formação. Usamos o estudo de caso como estratégia metodológica que permite: estudar uma entidade bem definida, [...] como uma instituição escolar; a compreensão global do fenômeno de interesse; descobrir o que há de mais essencial e característico no objeto. Contamos com 17 professoras, das quais 3 tiveram suas práticas pedagógicas observadas. Observamos o cotidiano escolar, analisamos os principais documentos e roteiros de aula e entrevistamos as 17 professoras. Triangulamos os dados obtidos pelas observações do cotidiano, pelas observações da prática das três professoras e pelas análises dos documentos, em seguida, triangulamos esses dados com os dados da análise das entrevistas das 17 professoras. Tais procedimentos revelam necessidades de formação dessas professoras, como de: estudar o desenvolvimento cognitivo da criança; revisar os conceitos de alfabetização e letramento; revisar fundamentos da psicogênese da língua escrita; refletir sobre as práticas de leitura e literatura; refletir sobre a prática de planejamento diário; refletir sobre as condições materiais da escola e sobre a relação família/escola. Concluímos que pesquisas dessa natureza contribuem para orientação de programas de formação do professor.

     

  • ROSANEIDE LOPES DE SOUZA TRIGUEIRO
  • A PARTICIPAÇÃO DAS MÃES NO CONSELHO ESCOLAR DO CMEI AMOR DE MÃE

  • Orientador : WALTER PINHEIRO BARBOSA JUNIOR
  • Data: 28/02/2014
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  • Essa pesquisa tem como objeto a participação das mães no Conselho Escolar
    do Centro Municipal de Educação Infantil Amor de Mãe. Objetiva compreender
    a relação entre as concepções que elas possuem e suas práticas de
    participação como conselheira. Orienta-se, pela questão: Como o segmento de
    pais participa do Conselho Escolar do Centro Municipal de Educação Infantil
    Amor de Mãe? Abordamos o objeto em uma perspectiva etnográfica e,
    tomamos como fonte de pesquisa: entrevistas com mães, funcionários e o
    acervo documental e fotográfico do CMEI Amor de Mãe; a legislação local e
    nacional; cadernos do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos
    Escolares (2004); na produção de dissertações e teses do Programa de Pós-
    Graduação em Educação da UFRN que tratam da gestão democrática e da
    relação escola e família, examinando cuidadosamente as teses de Dantas Filho
    (2009) e Farache (2007). Reportamos-nos ainda às ideias de Gadotti (2004);
    de Bordenave (1983) sobre participação; à Rosemberg (1999) e Kuhlmann
    (2000) com a história de atendimento à educação infantil no Brasil; à Frago
    (1995) e aos Parâmetros Básicos de Infraestrutura para Instituições de
    Educação Infantil (2008) para tratar da escola como espaço territorial que
    comunica e educa; assim como Freire (1967, 2004 e 2005) e, às configurações
    de Elias (1989) diante dos conflitos relacionais entre os segmentos que
    compõem o CMEI e às ideias de Barbosa Junior (2002) sobre o ethos enquanto
    modo de ser e de viver das famílias. Refletimos também a trajetória, o conceito
    e participação das famílias na escola no atual contexto histórico-cultural com
    base em Castro e Regattieri (2009); Aquino (2011); Sayão (2011); Almeida
    (2007) e Barbosa (2010). Os resultados indicam a existência de uma narrativa
    da comunidade escolar que evidencia os pais e as mães como “ausentes” ou
    “passivos” e uma prática que aponta os pais como sujeitos que participam
    efetivamente do cotidiano escolar. Essa contradição revela a existência de uma
    mentalidade escolar construída historicamente que se encontra enraizada em
    um modelo de família e de escola que não correspondem ao CMEI Amor de
    Mãe, nem ao modo como as famílias atendidas pelo CMEI se organizam. Essa
    conclusão indica que a comunidade escolar e as famílias precisam reorganizar
    as concepções que orientam suas práticas no processo de cuidar e educar as
    crianças com as quais vivem e trabalham.

  • MARIA APARECIDA DOS SANTOS FERREIRA
  • O FUNDEF E O FUNDEB COMO POLÍTICA DE FINANCIAMENTO PARA A VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO: EFEITOS NA CARREIRA E NA REMUNERAÇÃO DOS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE ENSINO DO RN.

  • Orientador : MAGNA FRANCA
  • Data: 28/02/2014
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  • O presente estudo analisa os efeitos da política de financiamento da educação básica, por intermédio dos Fundos contábeis – Fundef e Fundeb e sua proposição de valorização do magistério, considerando as dimensões da carreira e da remuneração dos professores da rede pública estadual de ensino do Rio Grande do Norte, no período de 1996 a 2010. Para entender os condicionantes da avaliação das políticas públicas, recorreu-se às contribuições em Marx (1996) segundo o qual “o concreto é concreto” e que a dialética do concreto pode auxiliar na tentativa de captar o fenômeno estudado. Utilizou-se, ainda, do referencial bibliográfico relacionado ao financiamento da educação e à valorização do magistério, com base na literatura referente às dimensões do objeto (Fundef e Fundeb) e (carreira e remuneração). Na pesquisa documental, além das legislações, diretrizes nacionais e locais pertinentes, utilizaram-se ainda, dados referentes aos recursos, disponíveis na Finbra, Tesouro Nacional, SIOPE/RN, INEP/MEC, dados do resumo da folha e da folha de pagamento da Secretaria de Estado, da Educação e da Cultura (SEEC) e 289 contracheques de 21 professores. Realizou-se entrevista semiestruturada com nove professores, referente à carreira, além de um questionário aplicado com 12 professores relacionado à remuneração. Considera-se que, nos resultados referentes aos indicadores educacionais, no período Fundef, ocorreu uma redução tanto nas matrículas, como nas funções docentes do ensino fundamental da rede estadual de ensino, correspondente a 37%. A partir da vigência do Fundeb (2007-2010), esses indicadores foram equacionados. Em todo o período, 1996 a 2010, ocorre um aumento nas matrículas de 119,03% e, nas funções docentes de 77,44%. Quanto aos dados de financiamento, constatou-se que, do mínimo exigido (60%) dos recursos dos Fundos foram aplicados na remuneração do magistério, no período dos dois Fundos entre 83,29% a 98,89% dos recursos. Os efeitos dos Fundos na carreira dos nove professores, considerando a promoção e a progressão, não foram satisfatórios. Na promoção dos nove docentes, apenas um evoluiu o seu Nível (titulação), mas retroagiu na progressão. Na progressão desses nove professores, oito se encontram com a sua progressão atrasada, entre duas e cinco classes, acumulando um prejuízo que varia de 10% a 45% na sua remuneração. A diferença de uma classe para a outra corresponde a 5% no vencimento. Observou-se que as vantagens pecuniárias contribuem com a remuneração em um percentual maior que o vencimento, diminuindo essa diferença no período do Fundeb. Quanto à remuneração, um professor, com 24 anos de carreira, com formação (magistério), não consegue, depois de anos de profissão ganhar, sequer, dois salários mínimos. O professor com 30 anos de carreira, com mestrado tem um vencimento, em 2010, correspondente a menos de três salários mínimos, isto é, 2,82 e uma remuneração que equivale a pouco mais de três salários mínimos, ou seja, 3,66. Comparando a profissão do magistério com outras que exigem formação superior, a primeira tem sido baixa, causando efeito negativo sobre a procura da profissão do magistério. Quanto aos efeitos na remuneração, conclui-se que houve uma melhoria, mas ainda insuficiente, principalmente, ao comparar com o salário mínimo anual. Avalia-se, pois, que os Fundos – Fundef e Fundeb – não foram capazes de promover a valorização do magistério nas dimensões da carreira e da remuneração. Constataram-se alguns resultados negativos na política de Fundo pois teria a ver, principalmente, com a incapacidade de a referida política promover a valorização do magistério, sendo, uma das causas, o financiamento com restrição orçamentária.

  • ANA LÚCIA PASCOAL DINIZ
  • PROEJA FIC/FUNDAMENTAL NO IFRN-CAMPUS MOSSORÓ: DAS INTENÇÕES DECLARADAS AO FUNCIONAMENTO DE UM CURSO EM ESPAÇO PRISIONAL 

  • Data: 28/02/2014
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  • A presente pesquisa objetiva analisar o Curso FIC de Auxiliar Técnico em Gestão e Qualidade em Serviços, na forma integrada ao ensino fundamental/EJA, desenvolvido pelo IFRN-MO entre 2011 e 2013 no âmbito do PROEJA FIC/FUNDAMENTAL. Busca-se perceber a aderência entre as diretrizes nacionais postuladas para o Programa, o instituído no PPC e as mediações com o processo gestado no funcionamento do curso. Guiando-se pela abordagem sociocrítica e pelo paradigma dialógico, o marco teórico-epistemológico respalda-se, especialmente, nas contribuições teóricas balizadas por Ciavatta (2005), Rocha (2011), Haddad e Di Pierro (2000), Freire (2005), Marx (1982), Ramos (2005), Frigotto; Ciavatta; Ramos (2005), Moura (2012) e, ainda, sobre a educação em prisões, Onofre (2007; 2011), Bueno (2007), Julião (2011) e Foucault (2001). Parte-se da premissa de que uma ação que possibilite qualificação profissional-cursos FIC articulada à EJA no contexto da educação em prisões traz implicações de natureza conceitual, metodológica, política e pedagógica, por concentrar, no mesmo campo formativo, desafios, fragilidades e possibilidades. Apoiando-se nos procedimentos e instrumentos da pesquisa qualitativa, foram desenvolvidas quatro técnicas de coletas de dados: a análise documental, a aplicação de questionário junto aos estudantes, a realização de grupo focal junto aos docentes e gestores do curso e a observação in loco. Mediatizados pelas interfaces do contexto investigado, os resultados mostraram que a consolidação do PROEJA FIC FUNDAMENTAL vai além das intenções declaradas oficialmente. Infere-se que após sete anos de criação, ainda que guarde potencialidades, esse Programa não está sendo desenvolvido a contento, em razão de apresentar fragilidades em nível nacional e local, configuradas na baixa capilaridade, pouca abrangência e desoneração dos compromissos públicos essenciais ao desenvolvimento dos cursos. A efetivação do PROEJA FIC/FUNDAMENTAL como parte de uma política social de inclusão emancipatória, conforme declaração oficial, pressupõe a aproximação da lógica legal com a lógica social, de modo a não propagar apenas discursos e efetivar o culto às experiências pontuais e bem sucedidas que atingem tão somente a uma minoria, mas sim oferecer as condições reais e necessárias para promover a abrangência e a qualidade social das ofertas nesse formato do Programa. 

  • JACICLEIDE FERREIRA TARGINO DA CRUZ MELO
  • O ESTÁGIO SUPERVISIONADO COMO CONTEXTO DE FORMAÇÃO DOCENTE ESPECÍFICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL: o que dizem os formandos sobre suas aprendizagens?

  • Orientador : DENISE MARIA DE CARVALHO LOPES
  • Data: 27/02/2014
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  • A formação de professores para a Educação Infantil ganha visibilidade com a promulgação da Lei nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases) que define esse segmento como etapa inicial da Educação Básica, com função pedagógica. Nesse cenário, a discussão sobre formação docente articula-se à garantia de qualidade social da educação e às especificidades da atuação do professor frente às singularidades infantis. Agrega-se a esse quadro, a crescente difusão da formação inicial em nível de graduação em Pedagogia, curso que passa por transformações em função das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Pedagogia (2006), com destaque para a inclusão de componentes curriculares obrigatórios específicos à Educação Infantil. O debate sobre a formação de professores para essa etapa revela-se complexo e multifacetado, com avanços e impasses que necessitam ser desvelados com vistas à melhoria da formação e da qualidade social da educação das crianças de 0 a 5 anos. Nesse contexto, insere-se essa investigação que tem como objetivo analisar que saberes específicos à atuação docente na Educação Infantil são construídos, segundo graduandos-estagiários, no Estágio Supervisionado do curso de Pedagogia. O estudo foi realizado junto à disciplina Estágio Supervisionado em Educação Infantil do curso de Pedagogia do Campus Avançado de Patu-UERN, contando com a participação de quatro Estagiários que realizaram Estágio no período da pesquisa em 2012. Partimos do princípio de que a construção de saberes docentes é um processo de apropriação de práticas culturais social e simbolicamente mediado em interações que ocorrem nos contextos formativos; e o Estágio Supervisionado pode constituir-se como espaço de articulação e ampliação de saberes teóricos e práticos relacionados às especificidades da Educação Infantil. A base teórico-metodológica teve como aportes as contribuições da abordagem histórico-cultural de L. S. Vygotsky e do dialogismo de M. Bakhtin sobre a pesquisa nas ciências humanas, bem como seus postulados sobre os processos de aprendizagem e desenvolvimento, concebidos como essencialmente sociais e discursivos. A abordagem investigativa aproxima-se dos princípios da perspectiva qualitativa e envolveu, como procedimentos para construção e análise de dados o questionário, a análise de documentos e, especialmente, entrevistas semiestruturadas (individuais e coletivas) cuja premissa fundamental foi a produção-compreensão de sentidos numa perspectiva dialógica. As sínteses possíveis construídas com os textos/discursos dos partícipes apontam que no Estágio Supervisionado em Educação Infantil do CAP/UERN ocorreram processos de internalização/apropriação e, portanto, de elaboração de sentidos pertinentes às temáticas específicas da Educação Infantil: significações de criança, infância, educação infantil, professor e seus saberes docentes específicos a essa etapa. Destacou-se que o Estágio configura-se como um dos contextos primordiais de formação do professor em sua etapa inicial – onde os Estagiários constroem aprendizagens em interação com os outros agentes do processo (Professor Supervisor, Professor Colaborador, Colegas do grupo e com as Crianças) e em articulação com outros componentes curriculares vivenciados no Curso. Essas interações permitem que os Estagiários-graduandos desenvolvam procedimentos e atitudes de reflexão sobre o que sabem, o que fizeram e possam vir a fazer. Concluímos que o Estágio pode constituir-se como instância articuladora-consolidadora do processo de formação do futuro professor e, desde que orientado, pode propiciar a efetivação da iniciação, não apenas à prática, mas à práxis, enquanto movimento de indissociabilidade entre teoria e prática

  • LUIZ ARTHUR NUNES DA SILVA
  • NO CAMINHO DAS ARTES MARCIAIS: A RELAÇÃO MESTRE E DISCÍPULO COMO EDUCAÇÃO SENSÍVEL

  • Data: 27/02/2014
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  • Esta pesquisa reflete a relação Mestre e Discípulo originária das Artes Marciais, e ancora seu enfoque na educação sensível que emerge dessa relação. O interesse aqui é saber como a tradição de ensinamentos milenares é perpassada ao longo dos anos, e como isso se dá a partir da relação Mestre e Discípulo. Para tanto, debruço-me nesse contexto e reflito também sobre minha experiência enquanto Discípulo de Artes Marciais, e é a partir do fundo imemorial que consigo dar voz a essa experiência, através do meu corpo atado a esse mundo de significações, no qual a experiência vivida é narrada pela história. Pautado a partir da atitude fenomenológica do filosofo francês Maurice Merleau-Ponty, penso essa pesquisa sobre três eixos centrais que ostentam nossas categorias de estudo, a saber: experiência vivida, corpo e liberdade. Ainda, como forma de enaltecer essa obra sensível, além dos textos do filósofo Merleau-Ponty, trazemos para nosso diálogo o cinema, a literatura e os escritos de alguns Mestres de Artes Marciais. Para tanto, penso esta pesquisa como uma jornada, onde nela, Mestre e Discípulo marcham juntos pelos caminhos das Artes Marciais, batizando e celebrando essa educação sensível a partir dessa relação afetiva e empática.

  • DEBORA SUZANE DE ARAUJO FARIA
  • O PROEJA ENSINO MÉDIO NO IFRN – Campus Caicó: causas da desistência e motivos da permanência

  • Data: 27/02/2014
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  • Esta dissertação aborda a temática do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional à Educação Básica na modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA, desenvolvido no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN – Campus Caicó. Tem por objetivo analisar as causas da desistência e os motivos da permanência de alunos no âmbito do Programa. Para consubstanciar a investigação, utilizamos metodologicamente os procedimentos da pesquisa bibliográfica, análise documental, entrevista semi estruturada, grupo focal e análise de conteúdo. Para analisar os dados, discutimos a contradição que envolve a dualidade e a compensação educacional à luz das lutas e conquistas de direitos no cerne das políticas públicas para o ensino médio, para a educação profissional e para a educação de jovens e adultos, com ênfase nos anos 2000. Analisamos o ensino médio integrado no âmbito do PROEJA tendo como referência a concepção da formação humana omnilateral; a indissociabilidade entre educação básica e educação profissional e a integração de conhecimentos gerais e específicos como totalidade, discutindo as especificidades da modalidade da EJA, problematizando as causas da desistência e os motivos da permanência de sujeitos estudantes da educação de jovens e adultos (EJA) na escola de educação básica. Quanto aos resultados, constatamos que apesar de o PROEJA ser um programa que se propõe a proporcionar uma formação humana integral visando a contribuir para o pleno exercício da cidadania dos seus sujeitos concluintes, o que está anunciado no Documento que norteia a sua criação não vem se materializando no Campus Caicó. O currículo do curso não foi concebido para os sujeitos da EJA nem os professores tiveram formação adequada para trabalhar com esses sujeitos específicos, não sendo consideradas suas especificidades de serem trabalhadores, com tempos diferenciados de aprendizagem. Além disso, as disciplinas têm, predominantemente, talante instrumentalista. Isso denota que as condições materiais, institucionais para alcançar a anunciada formação integral não vêm se materializando, plenamente, na escola investigada. Associado às dificuldades no que concerne às condições intraescolares, as condições extraescolares, socioeconômicas e pessoais que dizem respeito à pressão para trabalhar que implica em limitações para conciliar trabalho, escola e família repercutiram em uma nova interrupção da trajetória escolar de parcela significativa desses sujeitos. Mediante a pesquisa, comprovamos que os motivos dos alunos que permanecem tem haver também com as condições intraescolares da qualidade do ensino, (qualificação da equipe técnica e dos professores) envolvidos no processo educativo, como também com as condições extraescolares socioeconômicas e pessoais representadas pelo apoio dos colegas e da família. Concluimos, então, que as causas da desistência e os motivos da permanência são de origem institucional, socioeconômica e pessoal. Enfim, constatamos que a sociedade capitalista cada vez mais exige níveis elevados de educação escolarizada dos trabalhadores ao mesmo tempo em que dificulta o acesso a essa educação para grande parte da população e isso não é aleatório. São as classes trabalhadoras populares e seus filhos os objetos dessa exclusão.

  • ANTONIA BATISTA MARQUES
  • A FORMAÇÃO DA HABILIDADE DE EXPLICAR NO CONTEXTO DO ENSINO MÉDIO: O QUE DIZEM OS LIVROS? O QUE PENSAM OS PROFESSORES?

  • Orientador : ISAURO BELTRAN NUNEZ
  • Data: 27/02/2014
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  • A discussão sobre explicação no conhecimento vem sendo feita há décadas. Neste percurso, apresentam-se diferentes formas de entendimento sobre o que é explicar a história: a primitiva descrição etnográfica, a cronista, a construção positivista de uma ciência histórica e a historiográfica da segunda metade do século XX. Nos dias atuais, essa discussão precisa ser continuada tanto no marco geral da prática científica quanto no âmbito das instituições escolares como habilidade cognitivo-linguística. O foco da nossa pesquisa está na segunda abordagem. A formação de habilidades, entre elas, a de explicar, vem sendo estudada por autores como: (NÚÑEZ, 2012; JORBA et al, 2000; SANMARTÍ e IZQUIERDO, 2000). Esta pesquisa teve como objetivo geral: estudar os processos da formação da habilidade de explicar Revolução Social nas aulas de História no Ensino Médio, segundo a opinião dos professores e conforme o conteúdo dessa temática nos livros didáticos de História, a fim de subsidiar a formação continuada de professores de História no Ensino Médio. A pesquisa de natureza qualitativa privilegiou como instrumentos de coleta de dados o protocolo para análise dos livros, elaborado para esse estudo, e a entrevista com os professores. Para isso, foram utilizadas as técnicas de análise de conteúdo e do discurso referenciadas, respectivamente, em Bardin e Orlandi. No primeiro momento, os instrumentos para a coleta de dados foram elaborados e validados, enquanto no segundo, os dados foram coletados, organizados e analisados. A partir das respostas às questões de estudo os resultados apontam que: a) quanto aos livros analisados - não expressam o trabalho com a definição do conceito de Revolução Social, considerando os processos para a formação dessa definição; o tipo de explicação predominante tem características da multicausalidade; as propostas para o ensino se caracterizam como ecléticas; b) quanto ao discurso dos professores – é importante os alunos saberem a definição do conceito de Revolução Social;  a habilidade de explicar está mais ligada à explicação didática na sala de aula do que à explicação no sentido epistemológico. Estes resultados sinalizam que a formação da habilidade de explicar Revolução Social com base no enfoque Histórico-Cultural, não está expressa nos livros analisados, mas que eles podem servir como importante recurso didático para este fim. O discurso dos professores apresenta um potencial que sinaliza para a possibilidade da organização do processo de ensino e aprendizagem, pautado na formação ou atualização da habilidade de explicar a partir da teoria de formação das ações mentais e dos conceitos de P.Ya. Galperin. Com esse propósito, a pesquisa se constitui numa contribuição para subsidiar a formação continuada de professores de História no Ensino Médio.

  • CLAUDENICE CARDOSO BRITO
  • A Proficiência Escritora em Matemática Trabalhada nos Livros Didáticos dos 4º e 5º anos do Ensino Fundamental

  • Orientador : CLAUDIANNY AMORIM NORONHA
  • Data: 26/02/2014
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  • A proficiência escritora em matemática é um dos objetivos do ensino e aprendizagem da matemática na educação básica. Os Documentos Oficiais da Educação frisam sobre sua importância. Nesta perspectiva o manual do aluno também deve contribuir. Partindo dos aspectos supracitados e embasados nos PCN de Matemática, de Língua Portuguesa, nos Referenciais Curriculares do Ensino Fundamental da Secretaria de Educação do Município de Natal e outros; elaboramos descritores de níveis de escrita matemática para os 4º e 5º anos; e a partis dos descritores propostos; analisamos como os quatro livros didáticos adotados por seis escolas municipais de Natal-RN; orientam a produção escrita da linguagem é trabalhada conforme os Documentos Oficiais, de forma seqüencial, cujo processo é mediado pela língua materna. Os objetos matemáticos são apresentados a partir da produção de atividades escritas, que partem do uso da língua natural para a linguagem matemática, de maneira que eles estimulam os alunos a representarem de diferentes formas os objetos matemáticos, proporcionando assim o desenvolvimento de níveis mais elaborados da escrita matemática. Este estudo teve o financiamento da Capes por meio do projeto Recortes inter multidisciplinar de ensino de Português e Matemática. Edital número 38/2010 CAPES/INEP.

  • KIVIA PEREIRA DE MEDEIROS
  • Já li muita coisa, então, eu posso inventar mais!

    A leitura literária e o desenvolvimento do pensamento criativo na infância

  • Orientador : ALESSANDRA CARDOZO DE FREITAS
  • Data: 26/02/2014
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  • Este estudo investiga as contribuições da leitura de literatura para o desenvolvimento do pensamento criativo na infância. Sua relevância consiste em explorar práticas leitoras que contemplem o desenvolvimento do pensamento criativo de aprendizes em situação escolarizada e em evidenciar a literatura como um caminho significativo para o desenvolvimento desse pensamento. O estudo é consoante às pesquisas qualitativas e adotou a observação exploratória e a intervenção como técnicas de constituição dos dados. Como instrumentos, utilizou-se o diário de campo e a gravação em áudio e vídeo das sessões de leitura literária. A pesquisa foi realizada no colégio de aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em uma turma do 1º ano do ensino fundamental, com 18 alunos, cuja faixa etária oscilava entre 6 e 7 anos de idade. Durante a etapa de intervenção, oito sessões de leitura literária foram implementadas, com estratégias e gêneros literários distintos. As sessões de leitura apoiam-se na metodologia da andaimagem (scaffolding), orientada por Graves e Graves (1995). Como corpus, têm-se episódios de fala dos sujeitos da pesquisa, cuja codificação semântica permitiu o agrupamento em duas categorias centrais: o pensamento divergente e a coautoria do leitor literário. Fundamenta-se nos estudos de Amarilha (2011; 2006; 2001; 1991; 1993; 1994), Alencar (2001),  Coelho (2000; 1997), Culler (1999), De Masi (2005), Galo (2000),  Guilford (1977), Iser (1996), Jouve (2002), Kneller (1978), Martínez (1997), Smith (1989), Stierle (1979), Vigotski (2009; 1998) e Wechsler; Nakano (2003; 2002). A análise aponta para a emergência de formação do sujeito criativo em sala de aula mediante a leitura de literatura. Reposiciona o ensino de literatura frente às demandas da sociedade contemporânea, que pressupõe o exercício da criatividade. Redimensiona o papel da escola no desenvolvimento das crianças, visto que é neste meio que o aluno poderá explorar, elaborar, testar hipóteses e fazer uso de seu pensamento criativo, em clima de liberdade mental. E sinaliza, nesse processo, a importância da figura do professor como mediador, na intenção de promover um ambiente favorável ao desenvolvimento da criatividade, numa atmosfera estimulante, que valorize a expressão do pensamento criativo em comunidade. 

  • LIEGE MONIQUE FILGUEIRAS DA SILVA
  • Esporte como experiência estética e educativa: uma abordagem fenomenológica

  • Data: 26/02/2014
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  • Este trabalho trata do esporte como possibilidade de vivência do sensível e defende a tese de que a prática esportiva é uma experiência estética e educativa, em que se opera o sensível pelas sensações reverberadas no corpo do atleta, na dimensão do vivido. Buscamos responder nesta pesquisa as seguintes questões: O que sensibiliza o atleta na vivência do esporte? Quais são os sentidos e os significados vividos no esporte que fazem o atleta vivenciar essa prática? Como a experiência do atleta pode ser pensada como educação? Objetivamos discutir o esporte a partir da dimensão do vivido, buscando compreender os significados conferidos à prática esportiva e à experiência estética do atleta como educação. Para traçarmos essa argumentação, o enfoque da tese é de natureza teórico-filosófica, pautada em pensamentos como os de Merleau-Ponty, Walter Benjamin, Marcel Mauss e Friedrich Schiller. Para tal, apoiamo-nos na fenomenologia do filósofo francês Maurice Merleau-Ponty, tendo como referência o mundo vivido do atleta e a experiência da prática esportiva como campo do sensível. Iniciamos a reflexão com a narrativa de experiências esportivas, a partir de cinco elementos estéticos: tempo-espaço do corpo em quadra, o olhar no contexto esportivo, o contato com o adversário, a vitória e a derrota e o gesto técnico. Junto a isso, fizemos uma apreciação estética dos filmes ―Olympia‖ e ―Invictus‖, por meio dos quais discutimos três categorias temáticas: a sensibilidade, as emoções e o paradoxo do jogo. Posteriormente, apresentamos o esporte como potencializador de uma educação sensível, manifesta nos processos corporais, do corpo em movimento. Conforme ficou evidenciado ao longo deste estudo, buscamos o alcance de uma reflexão sobre o esporte centrada no corpo do atleta como abertura ampla dos sentidos para as coisas do sensível, cujo viver estético transpõe qualquer concepção determinista, que resuma o mundo esportivo à mercantilização, à disciplinarização e ao mecanicismo. Esse entendimento aponta caminhos para a Educação Física, que, tendo como um dos conteúdos o esporte, pode permitir aos alunos o prazer de participar dos gestos construídos, coletivamente, por todos que se colocam em jogo, incorporando a capacidade do repetir, do refazer e do brincar como campo de possibilidades de uma educação que é móvel, sensível e se inscreve no corpo em movimento.

  • DENISE CORTEZ FERNANDES
  • A ATUAÇÃO DOCENTE E A VISÃO MORAL DOS PROFESSORES NAS RELAÇÕES PEDAGÓGICAS NO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Orientador : ADIR LUIZ FERREIRA
  • Data: 26/02/2014
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  • Essa pesquisa analisa a concepção docente acerca do desenvolvimento moral no contexto do cotidiano escolar, bem como o papel do professor nesse processo. Almejou, também, estabelecer um ambiente formativo e colaborativo propício à reflexão ética entre professores que trabalham em turmas do Ensino Fundamental, acerca da prática pedagógica do professor nas situações de construção da moralidade no meio escolar, oferecendo caminhos nas suas interações para o desenvolvimento da moralidade dos alunos. O campo empírico foi a Escola Municipal Estudante Emmanuel Bezerra, localizada no bairro do Planalto – Zona Oeste de Natal/RN, com as professoras das turmas do 4º e do 5º ano do Ensino Fundamental e seus respectivos alunos, durante os anos de 2010-2012. Privilegiou-se a pesquisa qualitativa nas análises e no processo de compreensão do cotidiano no contexto escolar, procurando-se interpretar as situações e as interações analisadas. Fundamentando-se nos postulados de Jean Piaget sobre o desenvolvimento moral, optou-se pelo trabalho investigativo com as professoras com a complementaridade entre a pesquisa colaborativa e a pesquisa-ação, realizando-se sessões reflexivas, pesquisa documental, observações e entrevistas semiestruturadas, desenvolvidas com as professoras participantes. A partir dessa pesquisa foram identificadas três distintas fases das concepções e atitudes entre as professoras: a) docente com o discurso do senso comum, devido à ausência de reflexão aprofundada acerca da sua prática; b) docente com concepções atualizadas e informações pertinentes, entretanto desprovido de uma ação reflexiva desse conhecimento e sem reflexo em suas práticas em sala de aula; c) docente ético reflexivo, que ensaia uma perspectiva que associa a informação pertinente, a acomodação dos conhecimentos e transformação do discurso docente em ação coerente na sua prática. Formar um docente ético e reflexivo, diante da cultura formativa não se dá de forma natural e em pouco tempo. É preciso várias etapas até a tomada de consciência para uma atitude ética e reflexiva perante a realidade educacional e especialmente acerca da ação docente e institucional na formação moral dos alunos.

  • HUNAWAY ALBUQUERQUE GALVÃO DE SOUZA
  • AS PRÁTICAS CORPORAIS NO COTIDIANO DAS PESSOAS VIVENDO COM HIV E AIDS: Revelando, desconstruindo e construindo histórias.

  • Orientador : JOSE PEREIRA DE MELO
  • Data: 26/02/2014
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  • O presente estudo tem como temática principal as reflexões em torno dos impactos causados pelas marcas corporais deixadas nos corpos das mulheres vivendo com a Síndrome da Imunodeficiência Humana (AIDS), pois a complexidade e a multidimensionalidade dos fatores envolvidos trazem implicações diretas no mundo-vida dessas pessoas, principalmente no que se refere à desestruturação da sua imagem corporal. Nesse sentido, o estudo teve como objetivo principal analisar e descrever o papel das práticas corporais como elemento impulsionador da reestruturação da imagem corporal das mulheres vivendo com AIDS, as quais têm o corpo marcado pela doença e a vida marcada pela não aceitação de si mesmas. Para delimitar o campo de investigação, elaboramos as seguintes questões de estudo: Podem as práticas corporais desenvolvidas nesse estudo, serem configuradas como processo autoformativo e de autocuidado? Como a experiencialidade das práticas corporais favoreceu ao processo de reestruturação da imagem corporal dessas mulheres? Podemos considerar as práticas corporais desenvolvidas no estudo como um espaço privilegiado de desenvolvimento interpessoal e intrapessoal para as protagonistas do estudo? No tocante aos aspectos metodológicos a pesquisa caracterizou-se como uma proposta metodológica do tipo qualitativa descritiva com abordagem das Histórias de Vida, tendo como suporte para a leitura dos achados a análise hermenêutica transversal. A intervenção com práticas corporais foi realizada com 05(cinco) mulheres vivendo com AIDS, na faixa etária entre 30 e 60 anos, que fazem parte do Projeto de Extensão Pró-saúde e Atividade Física, atualmente intitulado VIVER+, do Departamento de Educação Física (DEF) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O trabalho de campo teve uma duração investigativa de 02(dois) anos e os encontros no Laboratório Vivencial, como denominamos cada momento da intervenção, foram distribuídos em quatro dias semanais, sendo dois dias destinados à musculação e os outros dois dias divididos nas práticas de consciência corporal e atividades aquáticas e/ou em contato com a natureza. Abria-se assim, um espaço para efetivação de suas presenças no mundo enquanto corpo, para paulatinamente, favorecer a reestruturação da imagem perdida e distorcida que traziam de si. Essa reestruturação, que se deu no encontro do corpo-sujeito que emergiu do trabalho corporal como arte e não como processo terapêutico, pois buscamos ir além de gestos padronizados, contrapondo-nos à racionalização das intervenções que envolvem o se-movimentar humano. As constatações que emergiram do estudo, permitem-nos confirmar a tese nele defendida que a experiencialidade das práticas corporais, entendidas como um processo autoformativo e forma permanente de autocuidado favorecem a reestruturação da imagem corporal de mulheres vivendo com AIDS, que tem o corpo marcado pela doença e a vida marcada pela não aceitação de si mesma, levando-as a um nível de consciência de si como presença no mundo, e pressupõe, ainda, uma ação transformadora no modo como a Educação Física desenvolve os seus saberes/fazeres na educação e na saúde e, nesse caso, não podemos prescindir de um pensar crítico construtivo sobre a sua função sócioeducativa na construção da subjetividade e dos valores humanos.

  • ZORAIA DA SILVA ASSUNCAO
  • METRÓPOLE DIGITAL: O JOVEM APRENDIZ NA EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS PINTO COELHO
  • Data: 26/02/2014
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  • Elaborada no cenário do Instituto Metrópole Digital (IMD) – unidade suplementar da Universidade Federal do Rio Grande do Norte que atua na formação de pessoal com cursos de nível técnico e superior, sendo a formação de nível técnico, associada a um processo de inclusão digital, com o propósito de atrair jovens para a área de TI, com ênfases em Desenvolvimento de Software e Hardware –, esta tese partiu da observação dos descompassos entre a proposta do IMD em formar uma grande quantidade de mão-de-obra qualificada para o mercado de trabalho de TI e uma reduzida quantidade de jovens que permanecem no curso, e, que, ainda assim, não efetiva plenamente esse ingresso no campo de trabalho, manifestando muito mais a necessidade de prosseguir academicamente. Buscamos suporte da teoria freireana como proposta que problematiza as políticas e o processo de formação e qualificação profissional, na perspectiva de uma consciência cidadã e libertadora. O recorte do objeto de investigação foi o processo de mudança cognitiva e constituição da subjetividade do jovem aprendiz em Tecnologia da Informação (TI) no IMD. Constatamos a contribuição dos processos de filiação e a relevância da mediação exercida pela tutoria do IMD na formação intelectual e subjetiva dos jovens, tanto em caráter formal, como informal. De cunho qualitativo, descritivo-explicativo, a pesquisa contou com a participação de jovens, alunos do ensino médio oriundos de escolas públicas e privadas, com idades entre 15 e 18 anos. A etnometodologia (COULON, 1995) foi a estratégia de acesso aos dados, desenvolvida a partir das contribuições do diálogo em grupo focal (GATTI, 2005; MORGAN, 1998), e a análise do discurso foi adotada como ferramenta de discussão (ORLANDI, 2000, BRANDÃO, 1998, 1991). A partir de então, foi possível a tessitura de uma intertextualidade entre as vivências juvenis e o aporte teórico acerca de sociedade da informação e da comunicação (PAIVA e SODRÉ, 2011) e outros conceitos, como: cultura (FREIRE, 2002, 1997), “diálogo”, cidadania e autonomia (FREIRE, 2002, 1997, 1984, 1980), dialogia e intersubjetividade (SOUZA e BAKHTIN, 1997), filiação intelectual e institucional (COULON, 2008), mediação simbólica (VYGOTSKY, 2003), cognição e atos cognoscitivos (FREIRE, 1997; DEWEY, 1980, 1959), construção do conhecimento (MATURANA e VARELA, 2001), capital econômico, social, cultural e simbólico (BORDIEU, 2011, 2010), cibercultura, hipertextualidade e tecnointeração (LÉVY, 1996; SANTAELLA, 2007; BAUMAN, 2001), modelos de Educação a Distância (MORAN, 2011; VALENTE, 2011). A organização dos capítulos partiu das questões metodológicas para abordar a concepção de juventude e as políticas de qualificação profissional, o papel da tutoria do IMD enquanto mediadora de saberes e mudanças cognitivas e, finalmente, a constituição de subjetividade juvenil, à luz das contribuições de Bourdieu (1989), Coulon (2008), Freire (2004) e dos jovens participantes dos grupos focais. Sendo assim, o presente trabalho pode ser concebido não como uma busca de respostas definitivas, mas como um processo de aprender a perguntar e dialogar com os jovens sobre suas expectativas e experiências juvenis na busca de uma formação de mão-de-obra para o mercado de trabalho em Tecnologia da Informação.

  • AKYNARA AGLAE RODRIGUES S DA SILVA
  • FORMAÇÃO DE PROFESSORES, SABERES, REFLEXIVIDADE E APROPRIAÇÃO DA CULTURA DIGITAL NO PROJETO UM COMPUTADOR POR ALUNO (UCA)

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS PINTO COELHO
  • Data: 25/02/2014
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  • Este estudo investiga a formação de professores e a prática cognitiva dos docentes em uma escola de Educação Básica que adotou o Projeto Um Computador por Aluno (UCA) em seu cotidiano escolar. Sua relevância consiste em fornecer direções para a continuação das ações de formação do projeto e nortear o fazer e o pensar docentes junto às suas práticas pedagógicas com uso do laptop no modelo um para um. Defende-se que a formação do educador para uso social das mídias digitais (em especial, os laptops provenientes do UCA) abre espaços para o estabelecimento de novas relações sociotécnicas, de novas práticas socais e profissionais, novas pertenças identitárias e de um processo de reflexividade e reconstrução de saberes para ensinar. Reafirmamos a importância da reflexividade e da apropriação da cultura digital para melhor desenvolvimento da prática docente com uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), enfocando os aspectos de uso social e profissional da tecnologia. O estudo alinha-se à vertente qualitativa e trata-se de um rastreamento processual com base em princípios da pesquisa etnográfica. Como procedimentos e instrumentos metodológicos, foram adotados: a observação intensiva dos ambientes escolares, a análise documental, o grupo focal, questionários semiestruturados e entrevistas individuais semiestruturadas. A pesquisa realizou-se em uma escola pública do município de Parnamirim – RN. A amostra de sujeitos refere-se a 17 docentes, procedentes do ensino fundamental I e II, Educação de Jovens e Adultos e Ensino Médio que passaram pelo processo de formação UCA e que inseriram os laptops em sua prática pedagógica. O corpus da pesquisa está estruturado com base nas mensagens construídas no processo de coleta de dados e é analisado com base em princípios da Análise de Conteúdos, especificados por Laurence Bardin (2011). Tomou-se como referencial teórico os estudos de Tardif (2000; 2011), Pimenta (2009), Gorz (2004, 2005), Giddens (1991), Dewey, J. (1916), Boudieu (1994; 1999), Freire (1996; 2005), entre outros. A análise aponta um processo de reconstrução/revisão de saberes para ensinar e atuar na cultura digital, saberes esses pautados na experiência dos sujeitos investigados. Os saberes reconstruídos serão desvendados a partir de um processo de categorização. Os seguintes grupos de saberes: “saberes da técnica”, “saberes didático-metodológicos” e “saberes da profissionalização” foram construídos na premissa da apropriação da cultura digital em contexto educacional. A análise confirma o surgimento de novas formas de sociabilidades ao adquirirem outras formas de agir e de pensar as TICs, apesar do ambiente adverso à reflexibilidade compartilhada entre os docentes. Revela, ainda, com base no conceito de apropriação presente na análise dos dados, a construção de sentidos de pertencimento e de transformação do sujeito no percurso social a partir do entrelaçamento da prática docente com a cultura digital. Ressalta, por fim, a importância de uma formação para uso das TICs que ultrapasse a instrumentalização, ou seja, o que denominamos “saberes da técnica”, mas que tenha em sua base estrutural a reflexividade compartilhada, a abertura para a ressignificação e (re)construção de saberes e fazeres e que permita realmente, ao professor, a vivência de uma experiência capaz de propiciar transformações de suas relações sociotécnicas.

  • ALEXANDRE REMO MIRANDA DE ARAÚJO
  • De Viena à Caicó: Fé e Instrução em Trânsito (1925 – 1941

  • Orientador : MARLUCIA MENEZES DE PAIVA
  • Data: 25/02/2014
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  • O presente trabalho é resultado de uma pesquisa que buscou corroborar com o

    aprofundamento sobre os conhecimentos relativos a ação educativa do Colégio Santa Terezinha do Menino Jesus em Caicó/RN. Nesse processo verifica-se que a Cultura Escolar passa ser formatada nas dependências do educandário, onde começou a ser reproduzido por suas alunas que ali usufruíram do ensino voltado para formação de condutas e hábitos refinados e saudáveis. Essa conduta traz para o centro de nossas discussões o papel político da instituição no período em que a Igreja buscava de todas as formas consolidar sua posição no Brasil, após um processo de distanciamento entre ela e o Estado. Assim nossa pesquisa buscou compreender como ocorreram os desdobramentos que hoje ainda estão presentes em um complexo processo cultural que culminou na identidade peculiar das moças que passaram por essa instituição escolar de cunho confessional. Para compor o objeto de estudo, Investigamos a participação e as possíveis contribuições que a Congregação Filhas do Amor Divino trouxeram para educação em Caicó no período de 1925 a 1941. Entre os nossos objetivos procuramos identificar as bases da proposta pedagógica e práticas cotidianas da congregação Filhas do Amor Divino no Educandário Santa Terezinha do Menino Jesus e compreender as mudanças ocorridas neste período. Para tratar os dados, nos baseamos em estudos da História Cultural que tem como referencial teórico-metodológico as reflexões trazidas por Julia (2001) e Escolano (1998), no aspecto da cultura escolar que nos orienta para a construção de dados através de pesquisa bibliográfica, realização de pesquisa documental: Atas e registros escolares, visitas ao Colégio Santa Terezinha do Menino Jesus (Caicó/RN), entrevistas com Ex-Professores, Ex-funcionários, Ex-alunos, Padres e Freiras, Coletar fotografias tanto de ex-professores quanto de ex-alunos, Análise de fontes obtidas. Em nossos estudos,constatamos que o educandário foi mais que um simples espaço escolar, além de proporcionar uma prática pedagógica voltada para a formação integral das moças, havendo ritos, participação das alunas nas festas cívicas, atividades culturais entre outras que fizeram parte do ideário modernizador da época. Além disso, o Educandário teve um papel social relevante, pois em alguns momentos serviu de espaço para ações de ordem política e assistencial.

  • GEIZY MARIA DE CASTRO FERREIRA
  • O MEU LUGAR: ESTUDO DA HABILIDADE ESCRITORA NO MICRO ESPAÇO
    TEMPO SALA DE AULA

  • Orientador : FRANCISCA LACERDA DE GOI
  • Data: 25/02/2014
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  • Nesta pesquisa, discutimos a relação entre o desenvolvimento da habilidade escritora
    e o gênero poema no micro espaço-tempo sala de aula. A referida pesquisa foi realizada com
    21 alunos do 6º ano, turma “A” do Ensino Fundamental, na faixa etária entre 10 e 12 anos, da
    Escola Municipal Professor Zuza – Natal /Rio Grande do Norte. Buscamos demonstrar a
    possibilidade de o aluno desenvolver e avançar em sua habilidade escritora, desde que seja
    colocado em situações de aprendizagens, intencionalmente planejadas e estruturadas, para
    esse fim. Nosso objetivo, portanto, é investigar o desenvolvimento da habilidade escritora no
    micro espaço-tempo sala de aula, mediado pela Pesquisa Colaborativa, pelo processo de
    elaboração conceitual e a escrita do gênero poema. Utilizamos como referencial teórico os
    estudos e pesquisas de Vygotsky (1991, 2008) e seus seguidores, para quem o
    desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem é construído na relação do indivíduo com
    seu ambiente sociocultural e na interação com outras pessoas; os princípios metodológicos da
    abordagem qualitativa – Bogdan e Biklen (1994) e Ludke e André (1986) –, por considerar a
    sua pertinência nesse trabalho, uma vez que permite examinar o campo empírico e
    proporcionar dados com potencial para nos ajudar a esclarecer o objeto de estudo e a Pesquisa
    Colaborativa – Ibiapina (2007, 2008, 2009), Ibiapina e Ferreira (2011), Ferreira (2007, 2009a;
    2009b), Magalhães (2009), Magalhães e Fidalgo (2011), Liberali (2011, 2012), entre outros –
    , dada a sua importância no que se refere à mobilização e contribuição para a emancipação
    dos partícipes, particularmente, na produção da escrita e no desenvolvimento de outras
    linguagens – Bakhtin (2010), Koch e Elias (2011); Marcuschi (2008), Moisés (2008); José
    (2003), Altenfelder e Almerim (2010), Goldstein (2012) e outros. Trata-se de um trabalho que
    se justifica pela ênfase dada ao desenvolvimento da habilidade escritora e da personalidade do
    aluno. Concluímos que os alunos foram capazes de avançar em sua habilidade escritora, além
    de desenvolverem hábitos e atitudes de colaboração e participação, o que aponta para a
    perspectiva de continuidade dessa aprendizagem.

  • LUCIA DA FATIMA DA CUNHA
  • ATENÇÃO, CONSCIÊNCIA E PRÁTICA PEDAGÓGICA: UM ESTUDO DE SUAS
    INTERCONEXÕES

  • Orientador : MARIA SALONILDE FERREIRA
  • Data: 25/02/2014
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  • Discute-se nesta tese intitulada Atenção, Consciência e Prática Pedagógica: Um
    Estudo de suas Interconexões a relação entre desenvolvimento da atenção e da consciência e
    sua conexão com a prática pedagógica de uma professora que atua 4º ano do Ensino
    Fundamental. Têm como objetivo investigar a relação entre o desenvolvimento da atenção e
    da consciência e a prática pedagógica da referida professora e mais especificamente
    compreender os procedimentos psíquicos implicados no desenvolvimento da atenção e da
    consciência; viabilizar condições para a efetivação de uma ação pedagógica que possibilite
    esse desenvolvimento em termos da atenção concentrada e dos estados de consciência dos
    alunos analisando suas inter-relações. O lócus desta pesquisa é uma escola da zona sul de
    Natal/RN. A turma investigada tem 25 alunos na faixa etária entre 8 a 12 anos. Os alunos são
    provenientes da Vila de Ponta Negra e Conjunto Pirangi - Neópolis. As atividades da escola
    são desenvolvidas em consonância com o Projeto Político Pedagógico. Utilizou-se como
    metodologia a pesquisa colaborativa, por fornecer elementos para a investigação como
    estratégia de formação e desenvolvimento, a coprodução de conhecimentos, e a mudança da
    prática educativa por meio de processos reflexivos realizados por intermédio da colaboração e
    reflexão crítica entre os partícipes. Para construção empírica, usamos os seguintes elementos
    procedimentais: reunião, planejamento, diagnóstico da atenção e da consciência, ciclo de
    estudos reflexivos, observação colaborativa e sessões reflexivas com as partícipes e com os
    alunos. O diagnóstico da atenção efetivou-se através de um jogo. Sua finalidade foi apreender
    o estágio em que os alunos se encontravam em relação ao desenvolvimento da atenção sua
    elaboração foi baseada no estudo proposto por Luria (1991). Quanto o diagnóstico da
    consciência tomou-se como referencia os estudos de Burlatski (1987), Pinto (1960a, 1960b),
    Rubinstien (1973), Leontiev (1978) e outros que discutem essa temática. Como método de
    análise recorreu-se ao materialismo histórico dialético, pela possibilidade de identificar, analisar e
    explicar às contradições geradas no processo. Nos procedimentos de análise elaborou-se
    algumas categorias como também recorreu-se as já usadas por outros autores objetivando
    compreender o processo reflexivo crítico colaborativo evidenciando a formação de conceitos
    e da prática pedagógica da partícipe e suas relações com o desenvolvimento das funções e do
    processo psíquico dos alunos, isto é, da atenção e da consciência. Em relação ao processo
    reflexivo recorremos às categorias: reflexão técnica, reflexão crítica e reflexão prática. Em se
    tratando da analise dos conceitos utilizou-se Ferreira (2003), a descrição, caracterização,
    definição e conceituação. E para o processo colaborativo a colaboração crítica, acrítica técnica
    e prática. Na prática pedagógica utilizou-se as categorias: prática docente repetitiva,
    heterogênea e reflexiva crítica. Durante a observação colaborativa ficou evidente a
    predominância da prática heterogênea, pois a partícipe busca solução imediata para as
    situações-problemas, assim como momentos de reflexão, seja da modalidade técnica, prática,
    crítica como também a preocupação em interagir com os alunos, as mudanças qualitativas, o
    aprofundamento do conhecimento, a renovação e a transformação da atividade docente.
    Nesse processo a reflexão colaborativa mostrou-se uma estratégia eficaz de desenvolvimento
    da consciência dos alunos, pois, por meio de sessões reflexivas, os alunos puderam
    compreender que aprendizagem é um processo de construção e que é preciso estar atento para
    que o seu desenvolvimento ocorra.

  • MARIA DO CARMO FERNANDES LOPES
  • Escrever e Avaliar Textos Argumentativos: Saberes Docentes em Ação

  • Data: 25/02/2014
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  • Com o propósito de desvelar a natureza e a pertinência dos saberes por que se

    orienta o professor no processo de avaliação do texto argumentativo, configurado no gênero artigo de opinião, produzido em situação escolar, investigam-se textos escritos por alunos de duas turmas do 3º ano do Ensino Médio, de uma escola da rede pública de Natal−RN, e por seus respectivos professores. O corpus analisado perfaz um total de dezesseis textos, sendo quatro deles correspondentes à produção de dois docentes (duas produções por professor) e doze referentes à produção de seis alunos (duas produções por aluno, sendo três alunos por turma). Todo o material relativo à produção desses sujeitos foi coletado ao longo do ano letivo de 2008, com especial tratamento para as produções discentes, que somente eram recolhidas após serem submetidas à avaliação docente. Fazendo ancoragem em saberes da linguística textual, da análise do discurso, da teoria da enunciação e da estética da recepção, procedeu-se à análise das produções, que, observando a proposta metodológica, se realizou em duas etapas: em um primeiro momento,

    analisaram-se as produções discentes e docentes, em separado, tendo por fim verificar que saberes sobre o objeto esses sujeitos revelavam já haver assimilado. Em um segundo momento, compararam-se os dois conjuntos (os textos de cada professor com os textos de seus respectivos alunos). A pretensão consistia em desvendar a existência (ou não) de uma conexão entre os saberes subjacentes à produção textual desses professores e aqueles saberes por eles manifestos no ato avaliativo quando das intervenções realizadas sobre as produções dos aprendizes. Constatou-se que há uma estreita correlação entre os saberes revelados nessa ação e aqueles evidenciados em suas produções escritas, o que se constitui em um forte argumento para validar a tese de que os professores se mostram, ainda, pouco

    proficientes no desempenho de seu papel de produtores e avaliadores de textos.

  • DIANNE CRISTINA SOUZA DE SENA
  • A SISTEMATIZAÇÃO DO CONTEÚDO JOGO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

  • Orientador : JOSE PEREIRA DE MELO
  • Data: 24/02/2014
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  • Desde a promulgação da LDBEN 9.9394/96, a Educação Física passou a ser compreendida como
    componente curricular na escola. Diante disso, percebe-se a necessidade de sistematização dos
    conteúdos. Observamos que as aulas de Educação Física, no ensino público de Natal, por exemplo,
    no âmbito do conteúdo jogo, os professores não fazem o uso das propostas de sistematizações
    existentes. E foi sobre essa realidade que o estudo desenvolveu, tendo como objetivo apresentar e
    discutir uma proposta de sistematização do conteúdo jogo nas aulas de Educação Física do ensino
    fundamental e médio. Nesse sentido, partimos da seguinte questão norteadora: Quais as
    possibilidades de sistematização do conteúdo jogo nas aulas de Educação Física escolar? Na
    metodologia recorremos à pesquisa-ação, a qual nos permitiu estruturar o plano de intervenção para
    o conteúdo jogo, direcionado para um processo didático reflexivo. O diálogo com a pesquisa-ação
    oportunizou um entendimento sobre a proposta de sistematização, os conhecimentos sobre o
    conteúdo jogo, o planejamento e o processo de ensino aprendizagem nas aulas de educação física
    desenvolvidas. Utilizamos a proposta de sistematização do livro “Educação Física Escolar e
    Organização Curricular”, para direcionar e organizar os planos de aulas. Como técnica de pesquisa
    utilizou-se a observação participante, a filmagem, os registros fotográficos e o diário de campo, nos
    orientando nos debates e discussões sobre o campo de investigação. As aplicações de aulas foram
    realizadas em três escolas, todas localizadas cidade de Natal/RN: Escola Municipal Professora
    Ivonete Maciel, Escola Municipal Professor Ulisses de Góis e Escola Estadual Professor Josino
    Macedo. Os envolvidos neste estudo foram: os estudantes PIBID-EF-UFRN, os professoressupervisores
    atuantes e os escolares. Eles fizeram a ponte entre a pesquisa e a ação, a teoria e a
    prática, a universidade e a escola. Os resultados avançaram para além das proposições apresentadas
    pelo livro supracitado. Para o Ensino Fundamental I, a proposta de sistematização ampliou
    vivências e experiências das manifestações lúdicas e corporais. Oportunizou conhecer e aprender
    sobre jogos de faz de conta, jogos de regras, jogos populares, jogos cooperativos, entre outros. Para
    o Ensino Fundamental II e Ensino Médio, as aulas sistematizadas possibilitaram a prática, a
    incorporação dos conhecimentos do jogo e suas características, como regras, origem, significado do
    nome, diferentes nominações, entre outros. Os escolares vivenciaram e experimentaram os jogos
    populares, jogos pré-desportivos, jogos cooperativos, jogos com material reciclados, entre outros.
    O tratamento a partir das três dimensões dos conteúdos: procedimental, conceitual e atitudinal,
    ocorreu de forma intrínseca a abordagem do conteúdo jogo, e conjuntamente com as nossas
    intervenções, não se dissociando durante a prática, mas sendo um processo contínuo nas aulas. Essa
    nova perspectiva de trabalhar o conteúdo jogo, de forma sistematizada, com aplicação, descrição e
    discussão das aulas, possibilitou elaboramos um quadro síntese das tematizações tratadas no
    conteúdo jogo por ano de ensino.

  • POTYRA BORGES PINHEIRO
  • Avaliação de um programa de educação ambiental não formal: a Caravana Ecológica na visão dos participantes

  • Orientador : ANDRE FERRER PINTO MARTINS
  • Data: 24/02/2014
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  • Neste estudo, buscamos avaliar qualitativamente a experiência de um programa de educação
    ambiental (EA) não formal itinerante, a Caravana Ecológica (CE). A avaliação foi baseada na
    visão dos participantes da CE, considerando possíveis desdobramentos mais duradouros, dado
    o tempo decorrido entre a realização da CE e esta avaliação. Apesar de se tratar de uma etapa
    fundamental para o aperfeiçoamento e melhoramento de iniciativas nesse setor, avaliações de
    programas de educação ambiental são raras; essa lacuna é ainda maior quando se trata de
    estudos que investiguem as efetivas modificações no comportamento do público alvo. Em
    relação a programas desenvolvidos no estado do Rio Grande do Norte (RN), publicações
    sobre o tema praticamente inexistem. O estudo consistiu de duas etapas, integradas por
    triangulação de métodos. A primeira visou à caracterização da CE e foi composta por análise
    documental e entrevistas individuais semiestruturadas, em que foram ouvidos gestores e
    professores que trabalharam na CE entre 2008 e 2010. Na segunda etapa, foram realizados
    grupos focais in loco com o público alvo de duas cidades que a CE havia visitado em 2010,
    Fernando Pedroza e Pedra Grande. A avaliação do programa comparou a visão dos
    participantes com os objetivos da CE, e também com concepções várias de EA, das mais
    tradicionais/conservadoras às mais transformadoras. Ela mostrou que os objetivos
    institucionais foram alcançados ao menos parcialmente, visto que a CE descentralizou a
    discussão de EA, levando-a para o interior do estado, despertando em pelo menos parte de seu
    público alvo o interesse por questões ambientais. Contudo, a falta de continuidade da
    iniciativa, bem como as inconstâncias nas políticas públicas estaduais, foram enfaticamente
    criticadas, tanto pelo público alvo da CE, como por seus próprios integrantes. Concluímos que
    o programa CE apenas inicia um processo de EA e contempla de maneira pontual alguns dos
    elementos que compõem o processo de empoderamento de sujeitos protagonistas das questões
    socioambientais à sua volta.

  • MARIA DA PAZ CAVALCANTE
  • ENSINAR E APRENDER HISTÓRIA NA RELAÇÃO DIALÉTICA ENTRE INTERPRETAÇÃO E CONSCIÊNCIA HISTÓRICA CRÍTICA 

  • Orientador : MARIA SALONILDE FERREIRA
  • Data: 24/02/2014
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  • O trabalho – intitulado Ensinar e aprender História na relação dialética entre interpretação e consciência histórica crítica – investiga o desencadeamento de um processo formativo teórico e prático desenvolvido com uma professora de História, sua mediação no processo de ensino e de aprendizagem dessa disciplina, relacionados à apropriação da interpretação de textos de história e o desenvolvimento da consciência histórica crítica por educandos, do 8o ano do Ensino Fundamental, de uma escola pública. Objetiva analisar a relação entre a mediação da atividade docente e a apropriação pelo aluno, desse nível de ensino, da interpretação de textos de história e o desenvolvimento dessa consciência. Optou-se pela pesquisa colaborativa, como estratégia formativa, e se empregou como procedimentos para a formação do saber: Reunião, Ciclos de Estudos Reflexivos, Planejamento (com a docente), Observação efetuada na vida real e portfólio (envolvendo os alunos). A professora se apropriou de aportes da teoria de P. Ya. Galperin e da consciência histórica crítica e desenvolveu um processo de ensino utilizando uma metodologia alicerçada nas construções teóricas desse autor. Os discentes se apropriaram da interpretação de textos de história e nos ofereceram elementos sinalizadores do desenvolvimento de sua consciência histórica crítica. O desempenho dos educandos ocorreu de modo mais consistente nas interpretações concretizadas em grupos, com orientação da professora e apoio do mapa da atividade. Os processos formativos, realizados na e sobre as atividades docente e discente, revelaram uma elevação nas aprendizagens conscientes desses partícipes, tributando para o aprimoramento no desenvolvimento profissional da professora e no saber e saber-fazer dos alunos. Contribuiu, para isso, a colaboração crítica vivenciada na trajetória do processo investigativo. Diante dessas constatações, como necessidades de novas reflexões, a investigação recomenda o desenvolvimento de processos de ensino e de aprendizagem, em outros anos do Ensino Fundamental, envolvendo a interpretação de textos de história e o desenvolvimento da consciência histórica crítica dos educandos. 

  • PATRICIA FORTES DE ALMEIDA
  • CURRÍCULO EM “MOVIMENTOS”

    A CONSTITUIÇÃO DO SABER ESCOLAR PELOS ÍNDIOS PANKARÁ DA SERRA DO ARAPUÁ – PE

  • Orientador : ROSALIA DE FATIMA E SILVA
  • Data: 24/02/2014
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  • Esta pesquisa teve como objetivo compreender os sentidos que são atribuídos pelos professores indígenas pankará ao processo de constituição do saber escolar. Para isso, partimos do pressuposto de que a constituição deste saber escolar se configura dentro de umamultiplicidade de sentidos. Ele se constitui em processos que englobam relações de interdependências, parcerias, conflitos e confrontações, envolvendo diferentes instituições. Neste processo, os professores pankará se encontram implicados, influenciam e são influenciados, estabelecendo circuitos de relações. Dessa maneira, práticas de significação e redes de saberes são instituídaspelos Pankará em aliança com os negros da Tiririca e junto às várias instituições com queminteragem, com o fim de criar e transformar saberes, atribuir sentidos e construir o currículo escolar. Sendo assim, é enquanto prática de significação que concebemos o currículo escolar, pois também é por meio dele que se constitui o saberensinado na escola pankará. A pesquisa foi realizada através da metodologia da Entrevista Compreensiva, numa abordagem multirreferencial, pois recorremos a um arcabouço teórico, diversificado, que nos ajuda a tecer um olhar mais plural no desenvolvimento do objeto de estudo. Para isso, nosso procedimento de coleta de dados foi o grupo focal e entrevistas individuais e nossa principal referência de análise as falas dos professores pankará e tiririqueiros. Na análise e interpretação dos dados, situamos a retomada da educação escolar pankará como ponto de partida mobilizador para compreendermos as configurações e processos desencadeados em torno das discussões e elaboração do currículo escolar, de maneira que, nesta construção curricular, o currículo escolar é concebido de várias formas, aspecto que influencia, significativamente, na multiplicidade de sentidos que são atribuídos à constituição do saber escolar. Por fim, abordamos aspectos que se destacaram no discurso dos professores pankará acerca dos sentidos atribuídos à constituição do saber escolar. O principal deles está relacionado à introdução da cultura “do povo” dentro da escola. Consideramos este aspecto uma importante chave interpretativa, pois é a partir dele que são desencadeadas mudanças e transformações na escola, o que também altera e influência aprópria constituição do saber escolar. Além disso, também abordamos outra dimensão deste processo, que seriam asmudanças e transformações provocadas na própria dinâmica cultural do povo, tendo em vista o papel disciplinarizador que a escola exerce no âmbito comunitário e sobre esta cultura que nela é introduzida.

  • LUCILA CARVALHO LEITE
  • GÊNEROS DO DISCURSO E ESCRITA: O QUE AS COLEÇÕES DIDÁTICAS DE PORTUGUÊS (DES)PRESTIGIAM NO ENSINO DA PRODUÇÃO TEXTUAL?

  • Orientador : TATYANA MABEL NOBRE BARBOSA
  • Data: 21/02/2014
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  • A partir dos indicadores oficiais, é possível observar que a escrita tem sido apontada como um dos principais problemas da escolaridade básica obrigatória. Em contrapartida, esse mesmo objeto de ensino-aprendizagem constitui-se como um dos objetivos centrais da escola, sendo essencial aos diferentes componentes curriculares, como também às próprias demandas de interação requeridas pela sociedade. Tal paradoxo aponta, então, para a relevância de investigações que analisem os elementos intrínsecos à formação da criança como produtora do texto escrito. Nesse sentido, o objetivo principal desta pesquisa consiste em analisar o tratamento dado aos gêneros do discurso e às situações de produção no ensino do texto escrito, mediante coleções didáticas de língua portuguesa aprovadas pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2010) e trabalhadas nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Tais materiais correspondem às coleções adotadas em escolas da rede pública municipal de Natal/RN que estiveram abaixo do IDEB 2009. Assim, as questões que norteiam este trabalho assim se configuram: 1. No ensino de produção escrita, a diversidade dos gêneros do discurso é efetivamente trabalhada nas coleções didáticas? 2. Quais são os gêneros do discurso e as esferas sociais priorizados no ensino de produção escrita? 3. Como é abordada a situação de produção em o que o texto escrito deverá ser produzido? Para a pesquisa, retomamos Bakhtin, Bunzen, Faraco, Freire, Rodrigues, Rojo, Schneuwly e Dolz, e realizamos o levantamento de todos os gêneros e esferas contemplados nas propostas de produção escrita dos livros didáticos, referentes às oito coleções que compõem esse primeiro momento de análise. Em seguida, verificamos como a situação de produção é orientada em duas coleções didáticas - se e de que forma explicitam os elementos relativos ao contexto histórico-social, funcional e linguístico-discursivo do texto a ser produzido. Os dados obtidos indicam, pois, que a diversidade de gêneros está fundamentada, meramente, na existência quantitativa de gêneros contemplados, não havendo uma distribuição equilibrada entre os gêneros selecionados e a quantidade de vezes em que se repetem. Nesse caso, os gêneros mais priorizados correspondem também às esferas predominantemente priorizadas – cotidiana, escolar e literária. Quanto às situações de produção, observa-se a predominância da escola enquanto promotora das relações dialógicas, cujas propostas apresentam, por exemplo, destinatários, posições enunciativas, suportes e contextos de circulação restritos, sobretudo, ao âmbito escolar. Observam-se duas situações divergentes entre as coleções: a inexistência de um trabalho com a situação de produção sob a perspectiva dos gêneros como objeto de ensino-aprendizagem; a concepção dos gêneros como objeto de reflexão, apresentando uma orientação didática diferenciada para com a situação de produção. Nossa pesquisa contribui, portanto, para uma cartografia da existência e do tratamento dos gêneros do discurso nas propostas de produção escrita dos livros didáticos; com a análise crítica da abordagem das atividades de escrita, considerando os elementos do contexto histórico-social, funcional e linguístico-discursivo e, desse modo, com o ensino, a pesquisa e as políticas públicas para elaboração, uso e seleção de materiais didáticos da área de referência.

  • MARIA DE FATIMA ARAUJO
  • Contar no Caminho: escritas de si, percursos de formação e inserção institucional de professores da infância

  • Data: 21/02/2014
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  • A tese tem como objeto de estudo a percepção de professores da infância sobre seus percursos de formação e projetos de inserção institucional. Utilizam-se como fontes de investigação memoriais acadêmicos e projetos de atuação profissional, produzidos no contexto de um concurso público. O objetivo geral da tese é analisar como os participantes da pesquisa articulam, narrativamente, seus percursos de formação e projetos de atuação profissional com vista à inserção institucional em um Colégio de Aplicação. A tese adota princípios epistemológicos e métodos da pesquisa (auto)biográfica tal como concebidos por Ferrarotti (2010); Delory-Momberger (2008, 2011, 2012); Josso (2010); Nóvoa (2007); Nóvoa e Finger (2010); Dosse (2009); Passeggi (2008, 2010, 2011, 2012, 2013); Souza (2004, 2010, 2013). O corpus está constituído por dez memoriais acadêmicos, dez projetos de atuação profissional; a transcrição de entrevistas realizadas em um grupo de discussão e o diário de campo da pesquisadora. As análises fundamentaram-se nas contribuições de Jovchelovitch e Bauer (2010), Schütze (2010) e Weller (2006). Os achados da pesquisa permitiram depreender que o processo de biografização no memorial e no projeto de atuação profissional instaura uma dupla função dessas escritas: constituir-se como instrumento de avaliação e como dispositivo de formação, possibilitando aos professores, a reflexão sobre particularidades do processo de biografização, no contexto de injunção institucional e a tomada de consciência de potencialidades de seus percursos de formação. Permitiram, ainda, a definição de três eixos organizadores de uma cartografia da formação, tomando o que Nóvoa (2007) sugere sobre os processos de Adesão, Ação e Autoconsciência na constituição da identidade docente. Ao narrar seus percursos de formação, os professores reconstituem adesões a princípios, valores e projetos em diferentes contextos de formação (familiar, escolar e profissional); revisitam ações desenvolvidas no exercício da profissão e elaboram reflexões que resultam na autoconsciência de potencialidades e limitações de suas ações na instituição. O trabalho pode contribuir para pensar a produção de memoriais acadêmicos e projetos de atuação profissional como espaços fundantes de reflexão sobre a formação de professores da infância. 

  • KADYDJA KARLA NASCIMENTO CHAGAS
  • O SENSÍVEL NO TRABALHO DOCENTE: REPRESENTAÇÃO SOCIAL ENTRE DOCENTES DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Data: 21/02/2014
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  • O objetivo deste estudo foi analisar a representação social do sensível entre docentes do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Rio Grande do Norte, buscando identificar seus elementos constituintes e compreender a dinâmica que dá funcionalidade à sua organização. O estudo é significativo se considerarmos que as condutas profissionais não podem ser delineadas em sua complexidade sem se desvendar as representações sociais que os próprios professores têm do seu ser e fazer profissional. A referência teórico-metodológica da pesquisa é a teoria das representações sociais. Participaram 107 professores de diversas áreas de conhecimento. Para a coleta dos dados foram utilizados como instrumentos: um questionário perfil, que subsidia a caracterização dos sujeitos; a TALP- técnica de associação livre de palavras (ABRIC, 1994); o PCM- Procedimento de Classificações Múltiplas (ROAZZI, 1995); questionário de resgate das memórias sensíveis dos sujeitos nas suas vivências escolares da infância, adolescência, juventude e prática docente. Os dados do PCM, no qual a palavra de ordem na classificação dirigida foi Dar aula, foram submetidos a análises estatísticas multidimensionais. Já a TALP foi analisada pelo software EVOC 2000; o questionário perfil recebeu análises estatísticas descritivas e o questionário de memórias recebeu a análise de conteúdo do tipo temática, segundo Bardin (2004). Em seu conjunto, os resultados apontam para uma representação social de docência sensível (a brincadeira, a diversão, o tocar, o sorrir, a descontração) não são da sala de aula. O sensível puro ainda cabe na escola, mas só no pátio, no recreio, nos intervalos, ou seja, fora do espaço-tempo da aula, pois o lúdico que mora em cada um de nós é totalmente estranho a esse mundo de sala de aula. Após fazermos a aproximação das ideias, percebemos três discursos evidentes nos relatos dos docentes: o discurso da Dormência, no qual percebemos o distanciamento do docente em relação ao sensível, como componente facilitador no processo de aprendizagem; o discurso do Sentir, no qual conseguimos perceber uma pequena aproximação com o sensível dialogado e proposto neste estudo; o Discurso da Reflexão, no qual os docentes analisam, avaliam e estabelecem um discurso sobre a importância do sensível na educação, mas não o efetivam em sua prática docente. 

  • DANUBIO GOMES DA SILVA
  • PAU E LATA PARA UMA EDUCAÇÃO MUSICAL UMA PARTITURA DE VIDAS

  • Orientador : KARENINE DE OLIVEIRA PORPINO
  • Data: 21/02/2014
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  • Esta dissertação tem como campo de experiência e reflexão o Pau e Lata: Projeto Artístico-Pedagógico e sua atuação no campo da educação musical. Foi criado em 1996, junto à Escola Comunitária Semente de Luz, localizada no Bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió/AL. O trabalho se estendeu para o Rio Grande do Norte e posteriormente retornou para Alagoas, mantendo suas atividades nos dois estados, envolvendo aproximadamente 280 pessoas. As questões que nos moveram diante da experiência do Pau e Lata foram: Quais as principais referências e elementos teórico-metodológicos que constituem a formação do músico no Pau e Lata? Como os integrantes desse projeto percebem e se inserem no processo educacional de formação do músico? Como se dá e o que significa o uso dos instrumentos e o aprendizado da escrita e leitura musical? Essas questões nos levaram a realizar esta dissertação, com o intuito de aprofundar a reflexão sobre os processos de formação musical do Pau e Lata, relacionando as experiências de seus integrantes nesse processo e as referências teóricas que regem sua prática educativa. Nesse sentido, delineamos os objetivos da pesquisa, quais sejam: descrever o Projeto Pau e Lata, tendo como foco seu contexto de atuação e seus processos metodológicos; investigar a relação entre a participação efetiva de seus membros no processo de composição do repertório artístico-pedagógico e o seu desempenho no campo da militância cultural no meio em que atua. O processo de composição desta pesquisa está fundamentado na perspectiva fenomenológica. Constituímos, portanto, o nosso trajeto metodológico de pesquisa a partir de dois caminhos que se comunicam: 1) a organização e a descrição de registros históricos do Pau e Lata (documentos comprobatórios, certidões, cartazes, entre outros), e lembranças trazidas na memória do pesquisador e de outros componentes do grupo. 2) a formação de grupo focal e os depoimentos escritos e enviados, via online, dos participantes do Pau e Lata referentes aos temas sucata e onomatopeia, respectivamente. Participaram desse processo, 11 componentes, somando a presença do pesquisador, com a faixa etária entre 21 a 45 anos, todos integrantes do Pau e Lata do Núcleo UFRN. Os resultados desta pesquisa estão centrados na discussão de três eixos que descrevem e norteiam o trabalho desenvolvido pelo Pau e Lata: o trabalho coletivo, o uso da sucata como instrumento e a onomatopeia como base dos processos metodológicos da formação musical. Essa partitura foi composta em três partes. A primeira é apresentada a partir de um acervo de referenciais do Pau e Lata, composto por registros impressos e videográficos. A segunda parte se refere ao instrumento utilizado pelo Pau e Lata, e a percepção dos membros do grupo sobre esses instrumentos, que ocorre de forma que os mesmos estão integralizados no contexto da formação do músico. O terceiro eixo diz de como se dá e o que significa o aprendizado da escrita e leitura musical que ocorre em dois aspectos correlacionados: o processo de ensino aprendizagem e o corpo como elemento musical nesse processo, associado com outras ações em caráter de estudos e aprofundamentos teóricos.

  • MONICA MARIA GADELHA DE SOUZA GASPAR
  • Acompanhamento do Memorial de Formação: entre formar e formar-se

  • Orientador : MARIA DA CONCEICAO FERRER BOTELHO SGADARI PASSEGGI
  • Data: 21/02/2014
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  • A tese tem como objeto de estudo o acompanhamento da escrita de memoriais de formação, elaborados como trabalho de conclusão do curso de graduação em Pedagogia (PROGRAPE). A pesquisa organizou-se em torno das seguintes questões norteadoras: Como se entrecruzam experiência profissional das professoras-formadoras e suas práticas de acompanhamento da escrita dos memoriais; Quais as inquietações das professoras e alunas sobre o processo de biografização? Que procedimentos possibilitam o acompanhamento dos memoriais de formação sem perder de vista sua dimensão formadora? O pressuposto que embasa esta investigação baseia-se na compreensão de que acompanhamento da escrita do memorial de formação constitui-se das dimensões de ensinar e aprender ao longo de um processo de coinvestimento nas práticas de orientação em grupo. Participaram da pesquisa duas professoras-formadoras e um grupo de sete alunas -formandas. Como fontes de pesquisa foram utilizados: dois ensaios autobiográficos escritos pelas professoras-formadoras e seus diários de acompanhamento das alunas elaborados durante o ano letivo de 2011; a transcrição da interação entre as professoras-formadoras e a pesquisadora em dois grupos reflexivos, realizados para a discussão e o aprofundamento das questões orientadoras da pesquisa. Do ponto de vista conceitual, quatro categorias teóricas fundamentaram as análises: (i) a noção de experiência, compreendida como auto(trans)formadora da pessoa que narra e faz uma reflexão sobre a própria experiência (LARROSA, 2002, 2004, 2010; JOSSO 2010, 2012); (ii) aprendizagem, que resulta do trabalho de escrita para dar sentido à experiência vivida (CHARLOT, 2000, 2001, 2008; JOSSO, 2004, 2010, 2012) e (iii) identidade, que é (re)construída durante o processo de biografização, na interação social com o outro (NÓVOA, 1992; DUBAR, 1997; LAW, 2001; PIMENTA 1997). A análise dos dados revela a importância do trabalho no grupo reflexivo com as professoras-formadoras fortalecendo, por um lado, a dinâmica do coinvestimento biográfico para o desenvolvimento da compreensão delas mesmas e de sua identidade docente e, por outro lado, para que saíssem de uma visão individual de acompanhamento e adotassem uma prática coletiva mais profícua para o processo de biografização. Observou-se, ainda, que experiências, saberes e práticas profissionais entrecruzam-se na dimensão do cuidar do outro e repercutem para além das injunções institucionais às quais devem responder um memorial de formação. Os registros realizados nos diários pelas professoras-formadoras sobre a prática do acompanhamento oportunizaram reflexão, reorientação e avaliação no percurso de escrita de cada aluna, ao tempo em que apontaram para as possibilidades da continuidade da formação das professoras-formadoras. Conclui-se que as dimensões da autoformação, heteroformação e ecoformação estão imbricadas no acompanhamento do processo de biografização e confirmam que o acompanhamento é uma prática de aprendizagens mútuas e complexas que põe em diálogo a subjetividade das pessoas envolvidas, sem deixar de atentar para os elementos contextuais e institucionais nos quais estão inseridos. 

  • ORGIVAL BEZERRA DA NOBREGA JUNIOR
  • A DIMENSÃO ESPACIAL E O PROCEDER PEDAGÓGICO

  • Data: 21/02/2014
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  • Essa pesquisa foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade
    Federal do Rio Grande do Norte. Teve o objetivo de compreender a concepção espacial
    associada à ação pedagógica. Tratou-se de uma abordagem histórico-científica das
    concepções de espaço para enfatizar a espacialidade a partir do referencial teórico geográfico
    e educacional. Em sua empiria junto a um universo discente universitário, utilizou um
    instrumento de medição quantitativo como subsídio a uma análise dialógica qualitativa.
    Evidenciou um quadro sintético advindo da interação e da reflexão dirigidas para os
    problemas, desafios e potenciais de uma visão pedagógica que considera a espacialidade da
    Educação. Buscou-se promover delineamentos de caminhos pedagógicos para uma
    abordagem mais integrada do ensino de uma concepção heterotópica de espaço, como
    condição crítica necessária à apropriação da realidade social sem fazer a dicotomia
    epistemológica, potencializando a sua significação para a aprendizagem num ambiente de
    ensino; assim como a formação científica e docente no curso de geografia.

  • UILIETE MARCIA SILVA DE MENDONCA PEREIRA
  • O OLHAR DA CRIANÇA SOBRE A BRINCADEIRA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Data: 20/02/2014
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  • No mundo atual, a criança é concebida como um sujeito ativo na construção de conhecimentos, sendo capaz de refletir e agir sobre a sua realidade. Apesar desse reconhecimento e da realização de muitas investigações nesse sentido, observamos que ainda existe certa preferência pelo adulto, como sujeito das pesquisas na área educacional. A brincadeira não é, apenas, a linguagem da infância, mas a sua essência. Refletindo sobre esse princípio, no contexto de experiências anteriores de interação com crianças, como pesquisadora, como docente e como familiar, nos motivamos a construir a nossa Dissertação de Mestrado, norteada pela questão de estudo que se segue: ‘Como se manifesta o ‘olhar da criança’ dos anos iniciais do Ensino Fundamental sobre a brincadeira – ali e alhures?’. O trabalho teve como objetivo ‘Investigar o olhar da criança sobre a brincadeira, particularmente, nos anos iniciais do Ensino Fundamental’. Orientada por critérios previamente definidos, focalizamos como lócus da pesquisa o Núcleo de Educação Infantil – NEI/CAp/UFRN e, como sujeitos do trabalho, 15 (quinze) crianças dos três anos iniciais do Ensino Fundamental que têm, em média, de 6 a 8 anos de idade. Do entrelaçamento das questões colocadas, vinculamos o nosso percurso metodológico à abordagem qualitativa de pesquisa, trabalhando com a etnografia e as narrativas infantis. Utilizamos como procedimentos de construção dos dados, a entrevista narrativa, a observação e a análise documental. Para as nossas análises, nos inspiramos em princípios da Análise de Conteúdo (BARDIN, 2011), procurando transitar pela relação teoria/prática, estabelecendo diálogos com os sujeitos da pesquisa e outros autores consultados. Assim, da análise dos dados, emergiu a temática ‘Brincar/Brincadeiras: apreciações de crianças do Ensino Fundamental’, que ampliou nossos conhecimentos acerca da compreensão de crianças sobre: brincar/brincadeiras; modos de brincar; razões para brincar; brinquedos e brincadeiras preferidos; sentimentos experienciados no brincar; brincar em diferentes faixas etárias; relações brincar/aprender; lugares preferidos de brincar; professores e outros parceiros do brincar; importância da brincadeira. Fundamentada nos sujeitos da pesquisa e n’outros autores estudados, ressaltamos que a importância da atividade lúdica para o desenvolvimento e aprendizagem da criança não deve ficar limitada às propostas curriculares, enquanto documentos, mas tenha “força suficiente para sair do papel” para a realidade cotidiana das Escolas da Infância, sejam elas de Educação Infantil ou de Ensino Fundamental.

  • CRISTÓVÃO PEREIRA SOUZA
  • A Videobiografia como dispositivo de pesquisa-ação-formação: uma prática educativa com adolescentes

  • Orientador : MARIA DA CONCEICAO FERRER BOTELHO SGADARI PASSEGGI
  • Data: 20/02/2014
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  • O foco desta tese é a produção de videobiografias com/por adolescentes abrigados. O seu objetivo geral é discutir as potencialidades da produção de videobiografias enquanto dispositivo de pesquisa-ação-formação. Do ponto de vista da pesquisa, este estudo interroga as práticas culturais que demarcam a passagem dos adolescentes em abrigos institucionais. Do ponto de vista da ação, busca identificar os modos de apropriação pelos adolescentes do espaço de criação audiovisual; e, do ponto de vista da formação, interpela as potencialidades da linguagem audiovisual enquanto um meio a partir do qual os adolescentes podem se autoconfigurar responsavelmente, na reinvenção de lugares e de outros mundos para si. A pesquisa se insere no entrecruzamento das abordagens qualitativas de cunho etnográfico e da pesquisa-ação-formação. Ancora-se teoricamente nas abordagens autobiográficas - Pineau (2005); Passeggi (2008); Delory-Momberger (2008); Josso (2010) e Bertaux (2010) - e no método fílmico - Ramos (2003); Wohlgemuth (2005) e Comoli (2009). Participaram da pesquisa onze adolescentes abrigados, integrantes do ciclo de produção de rastros biográficos, dentre eles, os três adolescentes que avançaram para os ciclos de produção de narrativas de vida e de exercícios reflexivos em torno dos relatos produzidos, procedimentos dos quais extraímos o conjunto do material empírico analisado. A análise revelou que os adolescentes recorrem no abrigo a três tipos de práticas: a de “bagunça” como forma de expressão; a de “evasão” como resistência à coibição do direito de ir e vir, e a de reivindicação de um regime da “verdade” para a ambiência institucional, as quais emergem como tática de sobrevivência face a trajetos de desvínculos, abandono e negligência familiares. O estudo também evidenciou a apropriação dos espaços de criação audiovisual pelos adolescentes para manifestações expressivas através da música, além de favorecer o diálogo entre e com os adolescentes e a realização de exercícios reflexivos voltados para a tomada de consciência de suas histórias em devir. Tais achados permitem afirmar de modo mais amplo a tese de que a linguagem audiovisual é um potente artefato mobilizador de reflexões e autonomização de sujeitos em situação de exclusão social. 

  • JANAINA LOPES BARBOSA
  • O VENCIMENTO E A REMUNERAÇÃO DO MAGISTÉRIO PÚBLICO MUNICIPAL DE NATAL/RN: REPERCUSSÕES DA IMPLEMENTAÇÃO DO FUNDEB (2007-2010)

  • Orientador : MAGNA FRANCA
  • Data: 14/02/2014
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  • O presente trabalho discute o vencimento e a remuneração dos docentes, em face da
    implementação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e
    Valorização dos Profissionais do Magistério (Fundeb), na rede pública municipal de ensino de
    Natal no período de 2007 a 2010. O objetivo é analisar as repercussões do Fundeb na
    remuneração dos docentes considerando a política de financiamento da educação básica e
    suas proposições de valorização docente – vencimento e remuneração. Utilizou-se de pesquisa
    bibliográfica e documental, bem como de informações referentes aos seguintes dados:
    educacionais (matrículas), remuneração (contracheques e folha de pagamento), orçamentários
    ( e eita e despesa) nas ontes − mi odados do Censo s ola (IN P/M C), SIOP /FND e
    o PCCR do município (LC nº 058/2004), utilizando, como dado comparativo, a remuneração
    e o alo do salá io m nimo na ional − atualizado pelo INPC. Os estudos demonstram que, a
    partir da Constituição Federal de 1988, ocorreram mudanças na estrutura do financiamento da
    educação pela via da política de Fundos, iniciada pelo Fundef e seguida pelo Fundeb, com
    implicações na valorização docente, especialmente, na remuneração. Com relação ao
    vencimento, o estudo aponta um reajuste anual, sendo que, em 2007, esse reajuste foi de
    23,74%, ou seja, o maior da série histórica. Pela análise dos dados de remuneração, percebese
    que os docentes, em início de carreira, apresentam reajustes no vencimento e na
    remuneração menores em relação àqueles ocorridos com o salário mínimo nacional, sendo
    que os docentes com graduação (N1), com especialização e mestrado (N2) apresentaram o
    mesmo percentual de crescimento da remuneração no período em estudo, correspondendo a
    14,7%. O docente com doutorado mostrou-se com um percentual, de 33,9%. Quanto aos
    docentes com mais tempo de serviço, entre 10 a 15 anos de profissão, os percentuais de
    reajustes foram diferentes, revelando que, entre os níveis, esses percentuais foram
    aumentando conforme o grau de formação, juntamente com o tempo de carreira docente.
    Embora o Fundeb apresente avanços, ainda não se configurou como uma política de melhoria
    salarial para os docentes, mesmo que os estudos sinalizem avanços de recursos e melhorias
    salariais. Ressalva-se que, durante o período em análise, há uma diminuição da proporção
    entre o valor da remuneração e a quantidade de salários mínimos, configurando, assim, um
    processo que exige maiores investimentos nos salários dos professores.

  • MAYARA CINTHYA COSTA EVANGELISTA
  • CONCEPÇÕES SOBRE OS LIVROS DIDÁTICOS DE GEOGRAFIA: NARRATIVAS AUTOBIOGRÁFICAS DE PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Orientador : FRANCISCO CLAUDIO SOARES JR
  • Data: 14/02/2014
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  • O livro didático é um complexo objeto cultural, haja vista ser ao mesmo tempo
    elemento de intermediação nos processos de ensino e aprendizagem, produto
    comercializado que contém o conhecimento para a formação do aluno e objeto
    de compra, pelo Governo Federal, para ser distribuído para escolas em todo o
    Brasil. Configura-se, assim, como um produto cultural composto, híbrido, que
    se encontra no “cruzamento da cultura, da pedagogia, da produção editorial e
    da sociedade”. (STRAY,1993, p.77-78). Outrossim, o livro didático,
    tradicionalmente, é “um dos lugares formais do conhecimento escolar, pelo
    menos daquele saber julgado necessário à formação da sociedade e dos seus
    indivíduos” (MEDEIROS, 2006, p.34) e a materialização do seu uso pelo
    professor encontra-se interconectada pelas representações e conceitos
    construídos nas múltiplas transições na história de vida docente, tendo em
    vista que a práxis humana constrói-se numa perspectiva retroativa (do
    presente para o passado), numa hermenêutica social dos atos individuais. É
    nesse contexto que se situou a pesquisa, entendida como uma possibilidade
    de contribuição significativa ao debate da educação geográfica, ao propor a
    compreensão das concepções construídas nas múltiplas transições na
    narrativa de vida do docente com o livro didático de Geografia. A pesquisa se
    definiu como um estudo qualitativo, ancorado nas entrevistas narrativas, o
    qual abrangeu um levantamento de dados sobre as Histórias de vida de
    professores/professoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental de uma
    escola da rede pública, no intuito de recorrermos às suas memórias escolares,
    acadêmica (formação inicial) e profissional para situarmos no espaço-tempo
    as suas concepções sobre o livro didático de Geografia. O livro didático de
    Geografia foi a área de interesse escolhida, sendo problematizada a partir do
    seguinte questionamento: quais as concepções atribuídas pelos professores do
    Ensino Fundamental aos livros didáticos de Geografia? As ideias dos
    professores expressas nas entrevistas narrativas da nossa pesquisa
    confirmam a conjuntura de indefinição e superficialidade teóricometodológica
    sobre o livro didático de Geografia, cujas concepções ficaram
    restritas aos seus aspectos descritivos, evidenciando a ausência de atribuições
    de significados pertinentes a uma reelaboração teórica do narrar produzido,
    como também, de questionamentos dos princípios organizadores das
    concepções sistematizadas. Desse modo, as ideias apontadas pelos professores
    em foco, restringiram-se à enumeração dos aspectos característicos do
    fenômeno em questão – o livro didático de Geografia – na sua superficialidade,
    isto é, não expressaram elementos que possibilitassem ver as concepções
    numa perspectiva macro, destacando-se mais as explicações das partes e das
    percepções isoladas, do que níveis mais abrangentes de generalidade do
    referido objeto de estudo. Enfatizamos, por fim, a necessária continuidade da
    pesquisa, e consequentemente, desse processo permanente de reflexão sobre
    as concepções do livro didático de Geografia, sendo mister explicitar, portanto,
    a razão histórica que as norteiam para que se possa buscar uma prática
    docente mais crítica e propositiva.

  • FABIANA ERICA DE BRITO
  • AS CONDIÇÕES DO TRABALHO DOCENTE: UM ESTUDO EM ESCOLAS DA REDE MUNICIPAL DE CURRAIS NOVOS-RN (2009 A 2012)

  • Data: 07/02/2014
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  • O estudo denominado “ As condições do trabalho docente: um estudo em escolas da rede
    municipal de Currais Novos-RN (2009 à 2012)” tem como objetivo analisar a configuração do
    trabalho docente em escolas da rede Municipal de Currais Novos-RN, entre os anos de 2009 a
    2012 considerando as dimensões da infraestrutura, da formação inicial e continuada e da
    intensificação e precarização do trabalho docente, no contexto das reformas educacionais da
    década de 1990. Parte do pressuposto que o trabalho docente é parte constitutiva da sociedade
    capitalista tendo sido redimensionado a partir das novas exigências postas pelo mundo do
    trabalho. Para realização da pesquisa foi considerado os dados da pesquisa survey
    denominada “Trabalho Docente na Educação básica no Brasil, ( 2009 á 2010), realizada em
    sete estados brasileiros sendo eles: Pará, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Goiás, Paraná,
    Santa Catarina e Espírito Santo. Especificamente para o aprofundamento desse estudo foram
    selecionadas escolas no município de Currais Novos nas quais foram realizadas entrevistas
    semiestruturadas com os professor (regentes de sala de aula) do referido município. A
    pesquisa se insere em uma abordagem de cunho qualitativo e quantitativo e os instrumentos
    de pesquisa adotados foram: pesquisa documental, revisão bibliográfica, entrevistas e o
    questionário. A análise dos dados nos permite inferir que o trabalho docente dos professores
    dos estados que participaram da pesquisa vem sofrendo a influência das mudanças no mundo
    do trabalho e das reformas educacionais e tem assumindo características como a
    flexibilização, precarização e intensificação e essa tendência também está presente nas escolas
    que foram pesquisadas no município de Currais Novos. No que se refere às condições dos
    professores de sala de aula esses indícios são mais acentuados tendo em vista que tiveram
    suas funções e competências ampliadas para além da sala de aula. Os dados evidenciam ainda
    que de modo geral as condições de trabalho dos docentes em âmbito nacional, estadual e local
    são deficitárias e heterogêneas aprofundando cada vez a distância entre unidades escolares e
    redes de ensino. Dessa forma é importante que sejam implementadas políticas públicas que
    valorizem o trabalhador docente e melhorem suas condições de trabalho em todas as
    dimensões que interferem diretamente no seu trabalho.

  • DEBORA MARA PEREIRA
  • ANÁLISE DOS EFEITOS DE UM PLANO EDUCACIONAL INDIVIDUALIZADO NO DESENVOLVIMENTO ACADÊMICO E FUNCIONAL DE UM ALUNO COM TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO

  • Data: 06/02/2014
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  • Diante do paradigma da Educação Inclusiva, a presença de alunos com transtorno do espectro do autismo no ensino regular tem se tornado mais expressiva nos últimos anos. Estudos têm revelado, no entanto, uma deficitária participação acadêmica desses educandos na sala de aula comum. Dentre os fatores que contribuem para esse fenômeno destacam-se a precária formação docente e a escassez de estratégias que promovam o acesso desses educandos ao currículo regular.O objetivo do presente estudo foi desenvolver um instrumento que favorecesse a inclusão acadêmica de um educando com autismo por meio de procedimentos que pudessem, simultaneamente, empoderar o professor. Nessa perspectiva, o estudo visou analisar os efeitos de um Plano Educacional Individualizado (PEI),elaborado de forma colaborativa com os professores, no desenvolvimento acadêmico e funcional de um aluno com autismo no contexto da educação infantil. Os dados foram coletados em uma escola particular, localizada na cidade de Natal no estado do Rio Grande do Norte, no decorrer do ano letivo de 2012. Além do educando com autismo, participaram do estudo uma professora titular, uma professora de apoio pedagógico, e quatro professores auxiliares. A pesquisa utilizou delineamento quase experimental intra-sujeito do tipo A-B (linha de base e tratamento), assim como procedimentos qualitativos de análise. O estudo foi realizado em três etapas: caracterização, linha de base e intervenção. A primeira compreendeu entrevistas com os pais e professoras do aluno, bem como a identificação de duas rotinas focos de intervenção. A segundacontemplou a análise do tempo de permanência do educando nas rotinas selecionadas na fase de linha de base. Na terceira o pesquisador elaborou, de forma colaborativa com os professores, um plano educacional individualizado (PEI) para o aluno. Por fim, o PEI foi implementado pelos professores.Os resultados indicaram mudanças qualitativas e quantitativas na participação do estudante nas tarefas acadêmicas e funcionais após o programa de intervenção.

  • JOSENILDO PEREIRA DA SILVA
  • FORMAÇÃO DOCENTE EM TEMPOS DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CENÁRIOS E DESAFIOS EM UMA ESCOLA PÚBLICA

  • Data: 03/02/2014
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  • O objeto de investigação desta dissertação foi a formação docente e o perfil dos professores que lidam com o desafio da educação inclusiva no dia-a-dia de uma escola pública, situada em bairro periférico no município de NATAL/RN. Neste estudo a educação especial é compreendida - numa perspectiva inclusiva - como a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Oprofessor está diante do desafio de uma docência que busca se pautar no intercâmbio psicossocial da sala de aula, na ação reflexiva e colaborativa que pode construir novas estratégias de ação pedagógica voltada para todos os estudantes, inclusive os que apresentam algum tipo de deficiência que se encontram em sua sala de aula. Assim, apesar da existência de algumas especificidades na educação do alunado com deficiência, não se pode manter um modelo formativo voltado apenas para a especialização, mas construir um modelo de formação docente no qual a formação inicial e continuada lide com as diversidades existentes no contexto escolar. O objetivo desta dissertacao foi investigar concepções de inclusão e de necessidades formativas dos docentes relacionadas à sua atuação com estudantes que são o público alvo da educação especial. A investigação consistiu num estudo de caso de cunho qualitativo que permite o conhecimento profundo de determinado fenômeno. No que se refere à educação inclusiva estão em jogo concepções, experiências e, inclusive, ausência de experiências pessoais e/ou profissionais junto a alunos com deficiência. Isso demanda estudos sobre necessidades formativas na busca por compreender práticas docentes no âmbito de uma escola que desenvolve a educação inclusiva. Os instrumentos utilizados no processo de coleta dos dados foram a observação do campo da pesquisa, analise de documentos, questionário semiaberto e entrevista semiestruturada. Após a análise dos questionários, composto por vinte e cinco (25) questões foi aplicado aos 20 professores participantes da pesquisa. Foram ainda escolhidos quatro professores que foram entrevistados. Assim delineados: dois com experiência na docência a pessoas com deficiência e com formação na área da educação especial e dois com experiência na docência sem formação na área. Depois de tratados, a partir da Análise de Conteúdo, os dados evidenciaram que a maioria dos sujeitos é do sexo feminino, casado e efetivo na educação pública municipal; 95% do grupo tem formação inicial completa em nível superior (graduação/licenciatura); com relação à formação continuada em nível de Pós-Graduação lato senso, 50% cursaram ou cursam especialização; 15% dos docentes realizaram alguma formação em Educação Especial; os sujeitos compreendem que a educação inclusiva deve garantir acesso e permanência de todos os estudantes em sala de aula, independente de características de quaisquer ordens; 25% dos sujeitos demonstraram interesse pela formação para lecionar a alunos com deficiência; o contato com um aluno com deficiência em sala de aula pode levar a um processo de desenvolvimento profissional na busca por superar desafios, entre outros achados. Em suma, os sujeitos enfatizam de modo explícito necessidades formativas voltadas para o conhecimento de especificidades dos processos de ensino para pessoas com deficiência. Neste sentido a demanda é por um modelo de formação menos “informativo” e pautado no aspecto individual e prático. Os cenários da educação inclusiva, desvelados neste estudo, mostram professores que reconhecem necessidades formativas relativas à educação inclusiva, contudo revelam pouca clareza sobre o que, de fato, deve compor experiências formativas com estudantes com deficiência. Ficou claro que a despeito de concepções ainda é dentro de um modelo classificatório e clínico de deficiência que os professores querem ensinar estes alunos. Talvez o maior desafio seja colaborar para que os docentes tenham acesso a formações que ampliem sua competência para compreender os caminhos do ensinar e do aprender para todos os seus alunos.

  • LARISSA FERNANDA DOS SANTOS OLIVEIRA
  • A AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL NA ESCOLA MUNICIPAL ESTUDANTE EMMANUEL BEZERRA: CONSTRUINDO UMA DINÂMICA DE PARTICIPAÇÃO

  • Orientador : LUCIANE TERRA DOS SANTOS GARCIA
  • Data: 31/01/2014
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  • Neste trabalho, investigamos a implementação da autoavaliação institucional na Escola Municipal Estudante Emmanuel Bezerra, situada na zona oeste de Natal, Rio Grande do Norte, analisando a participação dos sujeitos escolares. Realizamos uma pesquisa de cunho qualitativo, utilizando informações colhidas de diversas fontes, a saber: entrevistas com a equipe gestora, docente e administrativa; análise documental da legislação vigente, do projeto político-pedagógico, do regimento escolar e do plano de ações para 2013; e revisão da literatura, focada em artigos e livros que versam sobre avaliação, a constituição do Estado Avaliador e as políticas públicas de educação, com vistas a promover o diálogo entre a teoria e a realidade da escola. A avalição institucional tem sido tema debatido por diversos estudos, porém com seu foco maior na avaliação de sistemas e na Educação Superior, visando promover competição tendo como a justificativa subjacente alcançar a qualidade educacional, sob uma visão liberal. No entanto, para além da função de controle dos resultados educacionais e de fomento da competição entre as instituições de ensino com vistas ao incremento dos recursos recebidos, acreditamos que a avaliação institucional, quer seja construída no interior dos sistemas de ensino, quer seja nas instituições, pode auxiliar na melhoria dos serviços educacionais oferecidos à população, quando empreendida com o propósito de promover o desenvolvimento humano. Na análise dos dados obtidos, descrevemos e analisamos a implementação do processo de autoavaliação institucional da referida escola, quais as concepções que permeiam o ambiente escolar e como se deu a participação da comunidade nessa prática, dialogando com o projeto político-pedagógico e compreendendo a constituição de uma gestão mais democrática.

  • SUELDES DE ARAUJO
  • CANTOS, ENCANTOS E DESENCANTOS NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: UMA ANÁLISE DA CONCEPÇÃO E DA IMPLEMENTAÇÃO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DA UFRN

  • Data: 22/01/2014
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  • A tese intitulada ―Cantos, Encantos e Desencantos na Educação a Distância: uma análise da concepção e da implementação do curso de Administração Pública a Distância‖, objetiva analisar a concepção e a implementação do curso de Administração Pública a Distância da UFRN no contexto da expansão do ensino superior e da necessidade de formação de gestores públicos para a implementação de um novo modelo de gestão. De iniciativa do Fórum das Estatais, o curso Piloto de Administração a Distância visava atender, inicialmente, a qualificação dos funcionários do Banco do Brasil. Essa experiência se consolidou depois como um curso regular de Administração Pública a Distância, condição que deu suporte à institucionalização da Universidade Aberta do Brasil (UAB). A Tese parte do pressuposto de que essas iniciativas estão articuladas às mudanças ocorridas no cenário internacional e nacional no qual as tecnologias da comunicação e da informação possibilitaram o redimensionamento da educação a distância e a sua utilização em larga escala. Como método de análise optou-se pelo materialismo histórico dialético, pela possibilidade de identificar, analisar e explicar o movimento do real face às contradições sociais inerentes ao modo de produção capitalista. Para a realização da pesquisa, utilizou-se como procedimentos técnicos: a pesquisa bibliográfica, como forma de aprofundar os conhecimentos, precisar e objetivar o aspecto conceitual do objeto pesquisado; a pesquisa documental que possibilitou complementar informações e desvelar novos aspectos do objeto pesquisado. Por fim, utilizou-se a entrevista semiestruturada, fase que permitiu inferir as percepções dos sujeitos envolvidos sobre a concepção e a avaliação do curso. A análise dos dados evidencia que houve uma significativa expansão dos cursos de Administração Pública a Distância e que no RN a expansão da matrícula é bastante expressiva. No entanto, apesar de se utilizar uma metodologia inovadora, no que concerne a EAD e ao uso dos recursos tecnológicos, o curso mantém uma proposta pedagógica apropriada à modalidade presencial, o que dificulta a realização do mesmo ocasionando desistência. Verifica-se que o Projeto Político Pedagógico (PPP) do curso de Administração Pública a Distância foi concebido por uma equipe do MEC, de forma verticalizada, sem a participação dos professores, do próprio curso, no processo decisório. Tal ação incidiu sobre a autonomia e a democracia da universidade. Concluiu-se que a estrutura do curso está organizada com momentos presenciais de forma a reduzir a distância entre professores e alunos, no entanto, a opção pelo modelo de EAD com foco na tutoria, em detrimento da mediação pedagógica dos professores, reforça o caráter racionalista técnico-instrumental do curso. O estudo revelou, ainda, que o curso mantém uma gestão centralizada na Secretaria de Educação a Distância/UFRN (SEDIS) e os professores cumprem uma função limitada, fato que não os permite elaborar os conteúdos, os quais são repassados para os alunos em forma de módulos previamente concebidos pelo MEC/PNAP. Por fim, conclui-se, que a Educação a Distância, apesar de contribuir para a expansão dos cursos de graduação no país, apresenta limitações na sua organização tanto administrativa como pedagógica. Todavia, registram-se possibilidades em melhorar a mediação dos professores do curso de Administração Pública a Distância da UFRN, de modo que se oportunize avançar para uma concepção capaz de promover mais interação no âmbito do processo ensino-aprendizagem.

2013
Descrição
  • LARISSA MARIA DA COSTA FERNANDES
  • INTERNACIONALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR: CONTRIBUTOS DA MOBILIDADE ESTUDANTIL NA PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO (2001-2010)

  • Data: 20/12/2013
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  • O presente trabalho tem por objetivo analisar como se configura o processo de mobilidade de doutorandos em Educação na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, procurando investigar as suas contribuições na formação do pesquisador e na consolidação do Programa de pós-graduação em Educação. Para sua realização, foram utilizadas como procedimentos técnicos a revisão bibliográfica, a análise de documentos, a tabulação de dados quantitativos e as entrevistas semiestruturadas. A revisão bibliográfica permitiu aprofundar os conhecimentos acerca dos fenômenos e processos que permeiam o objeto em estudo, com destaque para a globalização e a internacionalização; a análise de documentos proporcionou maiores conhecimentos sobre as diretrizes internacionais e nacionais para a pós-graduação brasileira, com foco no fomento à internacionalização desse setor; a tabulação de dados referentes à mobilidade na pós-graduação permitiu verificar a concretude das diretrizes internacionais e nacionais em âmbito nacional e local; e as entrevistas semiestruturadas possibilitaram a verificação, com base nos relatos de experiência de doutorandos e orientadores, das contribuições da mobilidade estudantil para o exterior. Os estudos indicam, no que concerne ao processo de internacionalização brasileiro, que esse país se insere nesse contexto ainda de maneira passiva, por meio de uma política de indução de envio de estudantes e docentes para formação no exterior, em especial nos EUA e países europeus, principalmente em nível de doutorado, na modalidade sandwich. Especificamente no campo da Educação, no contexto da UFRN, essa mobilidade tem acontecido em sua grande maioria para instituições portuguesas, fato que pode ser atribuído à facilidade com a língua. As contribuições desse processo para o desenvolvimento das pesquisas dos doutorandos em Educação do PPGEd/UFRN dizem respeito tanto ao aprofundamento teórico como ao metodológico, o que tem garantido a ampliação das possibilidades de análise dos objetos em estudo. No entanto, esse processo tem se caracterizado pelo consumo de práticas de pesquisa e teorias dos nossos doutorandos em instituições estrangeiras. Quanto às contribuições para o PPGEd/UFRN, elas estão associadas às produções dos doutorandos em âmbito internacional, o que vem ocorrendo por meio de publicações e apresentações em evento nacionais e internacionais. Apesar de a mobilidade em nível de doutorado estar proporcionando maior visibilidade de nossas pesquisas e pesquisadores em âmbito mundial, não tem garantido a formação de redes de pesquisa conjuntas entre instituições, ficando as práticas de pesquisa em conjunto submetidas a ações temporárias proporcionadas pelas agências de fomento às pesquisas brasileiras. Portanto, a mobilidade na pós-graduação apresenta limites a serem superados para que possamos nos inserir ativamente no processo de internacionalização da educação superior.

  • ALISON PEREIRA BATISTA
  • CONHECIMENTOS SOBRE O CORPO: UMA POSSIBILIDADE DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO MÉDIO

  • Data: 17/12/2013
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  • O presente estudo tem como temática principal as reflexões concebidas em torno do corpo e da aprendizagem nas aulas de Educação Física na escola. Nesse sentido, a pesquisa teve como objetivo principal apresentar uma proposta de intervenção pedagógica na Educação Física para o ensino médio, centrada nos conhecimentos sobre o corpo, bem como, avaliar o impacto desta intervenção na aprendizagem dos discentes. Para delimitar o campo de investigação, elaboramos as seguintes questões de estudo: a) O que os estudantes têm aprendido a respeito dos conhecimentos sobre o corpo nas aulas de Educação Física no ensino médio no IFRN? b) Quais possibilidades metodológicas podem contribuir para a vivência de aprendizagens significativas na Educação Física escolar no ensino médio, considerando-se os aspectos relacionados aos conhecimentos sobre o corpo? No tocante aos aspectos metodológicos a pesquisa caracterizou-se como etnográfica, na qual utilizamos diversos instrumentos para a coleta e discussão dos dados, como diário de campo, atividade diagnóstica, atividade auto-avaliativa, portfólio, filmagem, fotos e postagens na rede social facebook. A materialização da intervenção pedagógica e todas as suas implicações advindas, nos permitem considerar que as aulas de Educação Física no ensino médio do IFRN, campus Parnamirim têm corroborado com experiências significativas de aprendizagem, além de fomentar discussões relevantes e aplicáveis ao cotidiano dos alunos, sendo as mesmas permeadas por reflexões relativas a influência da mídia sobre o corpo dos adolescentes, o uso indiscriminado dos anabolizantes, a massagem como possibilidade de relaxamento ou ativação corporal, dentre outras formas de refletir sobre o corpo. Destacamos ainda, que foram propiciadas aos estudantes, experiências corporais que extrapolaram os conteúdos históricos e hegemônicos da Educação Física na escola, como por exemplo, futsal, queimada, voleibol, basquete e handebol. Dessa forma, os estudantes puderam vislumbrar práticas corporais para além do esporte, que desencadearam reflexões pertinentes à respeito do universo e da cultura juvenil. Além da importância pessoal e profissional deste trabalho, evidenciamos a relevância científica para a produção do conhecimento na área educacional, haja vista, que o número de trabalhos que discutem os conhecimentos sobre o corpo no âmbito da Educação Física escolar ainda são bastante reduzidos, sendo esta reduzida produção voltada principalmente para as práticas corporais alternativas. Dessa forma, consideramos que os conhecimentos sobre o corpo podem e devem ser vislumbrados não apenas nas práticas alternativas, mas também, em outras temáticas como as diferentes abordagens que podem ser atribuídas ao fenômeno corporal da corrida. Por fim, acreditamos que as discussões fomentadas sobre o tema estão distantes de serem esgotadas, por isso, manifestamos o nosso interesse em aprofundar esses estudos em pesquisas posteriores a respeito dos conhecimentos sobre o corpo no âmbito da Educação Física no ensino médio.

  • IRACYARA MARIA ASSUNÇÃO DE SOUSA
  • A APLICAÇÃO DOS TEMAS TRANSVERSAIS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO MÉDIO INTEGRADO

  • Data: 17/12/2013
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  • A escola tem se guiado por ações pedagógicas do professor consideravelmente limitadas, as quais têm dificultado configurar com nitidez intenções educativas que contemplam a sua organização curricular. Nesse sentido, esta dissertação tem por objetivo apresentar uma experiência pedagógica da educação física a partir da operacionalização de temas transversais com os conteúdos curriculares no ensino médio integrado no IFRN, campus SGA. Os fundamentos teórico-metodológicos seguiram a linha qualitativa da pesquisa-ação. Participaram desta pesquisa estudantes dos cursos de Edificações e Informática do 1º ano do ensino médio integrado e a professora-pesquisadora, que é servidora efetiva do instituto. Optando pela pesquisa-ação, estruturamos uma intervenção pedagógica com intenção de promover a construção de conhecimento dos conteúdos da educação física com os temas transversais, tanto em amplitude como em profundidade, alicerçada no aporte teórico da teoria da ação dialógica (FREIRE, 2011) e da concepção aberta no ensino da educação física (HILDEBRANDT, 1986). A pesquisa teve como procedimentos a observação participante e a filmagem das aulas de educação física. As observações e os discursos dos estudantes foram organizados em categorias de questões, a saber: 1. Percepção dos estudantes sobre a educação física; 2. Sentidos e significados dos conteúdos da educação física na interfase com os temas transversais nas aulas; 3. Diálogos sobre a interação do conhecimento na relação professor-estudante. As observações e a análise dos depoimentos dos estudantes apontaram, em alguns momentos, que as aulas de educação física ainda são estruturadas no modelo “rola bola”, sem planejamento, configurando-se mera atividade, e não como prática pedagógica que trata dos saberes do campo da cultura de movimento. Por não constituir-se prática pedagógica que aborda os conteúdos de forma sistematizada, não se tem de forma precisa a ordenação e sequenciação dos aprendizados de práticas corporais, tampouco a introdução de temas transversais, os quais não poderiam ser aprendidos sem uma ação pedagógica concreta do professor. A interação professor-estudante afetiva e dialógica favoreceu que os estudantes se permitissem participar das experiências corporais de um jeito diferente, aceitando aprender os conteúdos curriculares em conjunto com os temas transversais, passando a perceber as aulas de educação física como espaços de experiências de movimento que lhes permitiram atribuir sentido/significado, além do conhecimento sobre o universo da cultura de movimento. A nosso ver, acrescentamos também que a escola não valorizou o trabalho com os temas transversais, pois a recente discussão sobre a inserção desses temas como temáticas relevantes, que devem ser tratadas pedagogicamente em conjunto nos componentes curriculares, ainda não é contemplada expressivamente no projeto curricular da escola.

  • ALBERTO ALEXANDRE LIMA DE ALMEIDA
  • A CONCEPÇÃO DE PAISAGEM DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA EM ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE PARNAMIRIM (RN)

  • Data: 16/12/2013
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  • Esse trabalho define-se como um estudo exploratório ancorado nos princípios da pesquisa qualitativa cujo objeto de estudo versa sobre a concepção de paisagem de professores de Geografia do município de Parnamirim (RN) e as implicações pedagógicas advindas dessa concepção na formação do educando. Para desencadearmos o nosso processo investigativo utilizamos como referencial teórico-metodológico as contribuições de alguns princípios do materialismo histórico e dialético (TRIVIÑOS, 2007) e da abordagem histórico-cultural da educação (FREIRE, 1987; FREIRE, 1991; VIGOTSKY, 1993; VIGOTSKY, 2001; VIGOTSKY, 2007), bem como recorremos ao significado de concepção (MORIN, 1996; FERREIRA, 2007) e à abordagem crítica da Geografia (MORAES, 2005; SANTOS, 1988; SANTOS, 2004; SANTOS, 2006; SILVA, 1989; SILVA, 2010). Além disso, fizemos uso da história oral como técnica de pesquisa (MORAES, 2004; BERTAUX, 2010; FERRAROTI, 2010; NÓVOA, 2010) e da entrevista semiestruturada como procedimento de coleta de dados. A nossa referência empírica constituiu-se de quatro professores lotados em quatro escolas da rede pública do referido município, os quais, através de depoimentos concedidos no próprio local de trabalho, forneceram os dados necessários à execução dessa pesquisa, não se configurando como objetivo do estudo a verificação na prática de sala de aula e fora dela dos dizeres dos partícipes, o que ressalta a transitoriedade das evidências ressaltadas na pesquisa. Desse modo, constatamos que a concepção de paisagem predominante entre os professores, processo permeado pelo seu fazer pedagógico e construído ao longo de suas vidas, prioriza os aspectos visíveis e morfológicos e as vivências sentimentais relacionadas ao referido conceito, o qual se situa em nível descritivo de concepção. Com efeito, as implicações pedagógicas da aplicação dessas concepções no lugar escola apontam uma materialização do ensino de Geografia centrada na reprodução acrítica de conteúdos escolares, que pouco instiga os educandos a processarem, por meio da dialogicidade, as ressignificações dos seus atributos múltiplos e essenciais, apesar das tentativas e possibilidades de algumas renovações teórico-metodológicas na aplicação dos conhecimentos geográficos sobre paisagem expressas nos depoimentos dos partícipes.

  • SANDRA CRISTINA DA SILVA
  • GUIANDO ALMAS FEMININAS: A EDUCAÇÃO  PROTESTANTE DA MULHER EM IMPRESSOS CONFESSIONAIS NO BRASIL E EM PORTUGAL (1890-1930)

  • Data: 16/12/2013
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  • O presente trabalho identifica os impressos confessionais como espaço não formal para a educação feminina, reflete acerca da importância do papel da mulher na difusão do Protestantismo em geral e da vertente presbiteriana em particular, além de dissertar sobre a proliferação dos impressos na Primeira República e sua relação com a educação. Compreende o Nordeste brasileiro como espaço de relevância na difusão do Protestantismo no Brasil, em especial as relações forjadas entre o Rio Grande do Norte e Pernambuco. As fontes utilizadas foram impressos confessionais, a saber, jornais, revistas, prospectos, coletadas em arquivos das cidades de Natal/RN, Recife/PE e São Paulo/SP. Vale salientar que uma breve incursão também foi feita nos jornais confessionais portugueses, coletados nos arquivos da cidade do Porto/PT. Como opção teórico-metodológica, elegeu-se a Nova História Cultural, transitando pela história do livro e da leitura, utilizando os conceitos Interdependência, Configuração Social e Representação, uma vez que a pesquisa em tela utilizou-se de materiais culturalmente produzidos – e logo, intencionais. Sabe-se que a atividade editorial, ou seja, a divulgação de material impresso esteve, frequentemente, aliada à atividade missionária dos protestantes desde o início da Reforma e, particularmente, no período investigado, tanto em terras brasileiras quanto portuguesas. Os impressos de um modo geral – livros, porções, opúsculos – e a imprensa, de forma singular, tiveram um papel central na difusão das ideias reformadas, de suas opções sociais e dos modos de estar e intervir no mundo. Sob tais aspectos, os impressos confessionais estabeleceram-se como um espaço educativo, não escolarizado, informal, mas de igual maneira relevante, uma vez que dialogavam com outra necessidade do grupo social em pauta: a educação escolar, letrada. Por se tratar da difusão de uma cultura impressa, balizada pela palavra escrita, exigia um modus operandi diferenciado por parte desse grupo social: a educação formal. As escolas de primeiras letras, inicialmente, e os grandes colégios depois, foram espaços propostos e criados a fim de que o impresso também pudesse circular, ser lido, divulgado, aprendido. Esta pesquisa pretende, ao fim e ao cabo, lançar um olhar sobre o Protestantismo que, nesse contexto de autoafirmação, destinou, de certa forma, um lugar específico à mulher, forjando uma proposta educativa não formal disseminada através dos impressos. O presente texto traz, ainda, um breve diálogo entre o Brasil e Portugal, pois quando um periódico, livro ou algo do gênero era publicado em uma das margens do Atlântico, a outra seguramente participava do feito, recebendo a mesma publicação ou, ao menos, fazendo menção a ela, o que corrobora o argumento da circulação desses impressos. Não apenas uma língua comum sobreviveu nas duas costas marítimas: algumas especificidades protestantes também navegaram por esse mar.

  • MARIA DALVACI BENTO
  • EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E MATERIAL DIDÁTICO: UM ESTUDO SOBRE O CURSO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO

  • Data: 06/12/2013
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  • A tese Educação a Distância e Material Didático: um Estudo sobre o Curso Mídias na Educação apresenta uma pesquisa que trata do material didático e sua inserção em cursos de formação de professores a distância. Temos visto que um dos fatores que vem preocupando os educadores que trabalham com a Educação a Distância é a forma como o material didático está sendo proposto para os alunos – os conteúdos e as atividades. Dessa forma, o desenvolvimento desta pesquisa teve como principal objetivo subsidiar as universidades no sentido de repensarem a forma de elaboração de material didático para cursos de formação de professores a distância. Para tanto, desenvolvemos uma pesquisa qualitativa que, em um primeiro momento, constitui-se de uma pesquisa documental, pois analisamos os materiais didáticos – conteúdos e atividades – dos seis módulos do curso Mídias na Educação e, em seguida, buscamos as contribuições da pesquisa-ação, a partir do momento em que elaboramos uma proposta de complementação das atividades do curso e aplicamos em duas turmas durante a quinta edição do citado curso. A pesquisa apresenta quatro fases: 1º) análise dos módulos do curso; 2º) elaboração de uma proposta complementar para as atividades; 3º) implementação da proposta de complementação das atividades durante a 5ª edição do curso, e; 4º) a análise de fóruns e os diários de bordo dos professores. A pesquisa mostrou que o material didático do curso Mídias na Educação não propôs a articulação entre a teoria e a prática, dificultando a integração de mídias. Na elaboração do material didático, é essencial a proposição de situações/atividades em que os professores/cursistas possam estabelecer a relação entre a teoria e a prática e isso pode começar pelo levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos acerca dos temas a serem abordados, o que possibilitará a aprendizagem significativa. Desse modo, a aproximação entre a teoria e a prática levam os professores/cursistas a repensarem sua prática, além de começarem a transformá-la durante o curso. A investigação evidenciou que os professores/cursistas têm problemas concretos para integrar as mídias em sua rotina escolar. A pesquisa confirma, por sua vez, que a forma como o material didático do curso Mídias na Educação foi elaborado não dá conta de os professores/cursistas integrarem as mídias nas atividades pedagógicas. Além disso, outros problemas que dificultam essa integração foram identificados, como os equipamentos tecnológicos na escola serem insuficientes (ou inexistentes), sem manutenção e muitos deles sem conexão com a internet; há, ainda, problemas quanto à organização escolar, que não destina tempo para a formação do professor; sem falar da falta de cultura tecnológica dos professores e gestores.

  • DIEGO FIRMINO CHACON
  • ENSINAR/APRENDER A GOSTAR DE HISTÓRIA: SABERES DOCENTES E CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO HISTÓRICO ESCOLAR COM PROFESSORES DE AREZ-RN

  • Data: 06/12/2013
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  • Esta dissertação tem o objetivo de analisar os saberes que se tornaram referenciais nas práticas docentes de professores interioranos de História no Ensino Médio e compreender a constituição do conhecimento escolar de História por estes professores, a partir da mobilização dos diferentes saberes que compõem a prática docente. Os colaboradores desta pesquisa foram três professores da Escola Estadual Jacumaúma e o pesquisador. Os fundamentos teórico-metodológicos desta investigação se baseiam nos pressupostos da pesquisa qualitativa de tipo colaborativa. A utilização de tal abordagem teve como intenção propiciar a construção de conhecimentos entre docentes e pesquisador a partir de relações menos opressivas de poder e, também, de contribuir para uma formação contínua dos sujeitos, possibilitando-lhes o entendimento da prática profissional como espaço para exercício da autonomia e da criticidade. A pesquisa empírica teve como procedimentos entrevistas orais individuais, sessões reflexivas e observações colaborativas. Os discursos dos sujeitos apresentaram, em alguns momentos, as inquietações dos docentes com um modelo escolar fragmentado em que existe pouco espaço para interações dialógicas entre os educadores e que dificulta a consolidação de interlocuções da escola com a realidade que os envolve. Suas colocações apontaram que os saberes entendidos como referenciais são aqueles que podem ser identificados no cotidiano do trabalho educacional e que encontram justificativas próprias a partir da finalidade que cada um exerce na construção da prática profissional. As relações em sala de aula sinalizam para uma interação mais intensa entre professores e alunos, mobilizando a afetividade como um saber para oportunizar relações menos autoritárias. Na compreensão dos professores interioranos, o conhecimento histórico escolar se produz no compartilhamento de interesses e sentidos atribuídos pelos sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Os saberes da ciência de referência perpassam o ensino escolar de História, mas eles são ressignificados de acordo com as especificidades próprias do espaço escolar. A dinâmica intensa e complexa do contexto educacional faz com que o conhecimento histórico praticado vá ganhando características específicas e que estão em constante movimento. Nestes movimentos existem marcas de elaborações e reelaborações do novo e do tradicional. 

  • ANALWIK TATIELLE PEREIRA DE LIMA SOLCI
  • SOMOS TODOS CANIBAIS: ANTROPOFAGIA, CORPO E EDUCAÇÃO SENSÍVEL

  • Data: 03/12/2013
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  • Esta tese apresenta a antropofagia como uma noção teórico-experiencial, uma atitude do corpo que reabilita o sensível e desperta o mundo percebido. A argumentação ressalta a dimensão sensível do corpo e do conhecimento, considerando sua sensibilidade e motricidade, corpo que não se separa da natureza e da história, atuando no mundo como presença viva, originária, em movimento, supondo um sujeito que, ao mesmo tempo em que constrói seus próprios sentidos, é dependente da experiência do outro no mundo, criando e recriando a cultura, ampliando o processo de conhecer, sentir, pensar, agir, ser, transformar-se. Essa atitude anuncia um conhecimento sensível e um corpo que é capaz de sensação, mas também de expressão, de comunicação, de criação, aspectos indispensáveis para se pensar a educação como um espaço sensível, de aprendizagem e ressignificação da cultura, que possibilita a convivência com o corpo, com o tempo, com o espaço; que ensina a reaprender a ver o mundo, que considera a reversibilidade dos sentidos e a estesia como campo da experiência sensível e da imputação de sentidos; que convoca a beleza de múltiplas leituras do vivido e que alarga a compreensão de si e do outro. Como objetivo, buscamos compreender a antropofagia como atitude do corpo e do conhecimento sensível, que aprofunda a relação do ser no mundo, a relação com o outro e permite a criação de sentidos culturais, estéticos e existenciais para a educação. Apresentamos a atitude fenomenológica de Maurice Merleau-Ponty como referência teórico-metodológica de nossa pesquisa. Trata-se de uma atitude de pensamento que coloca o conhecimento como centro de nossas experiências vividas no mundo, uma atitude que não propõe um sentido definitivo das coisas e das pessoas e que contribuiu na compreensão sobre a antropofagia, o corpo, o sensível, o mundo e o outro, apontando desdobramentos dessa reflexão para a educação. Ao criar horizontes de sentido e estratégias de percepção sobre a antropofagia, consideramos como escolhas a nossa experiência vivida; incluindo a experiência da viagem; uma oficina de extensão realizada com alunos do curso de Tecnologia em Produção Cultural do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN – Campus Cidade Alta; a antropofagia como elemento da Arte Moderna brasileira; as criações e os relatos dos alunos; imagens; filmes e livros pesquisados; além do diálogo com pensadores como Lévi-Strauss, Montaigne e Oswald de Andrade, que constituem nossas principais referências conceituais e que permitiram transversalizar saberes e promover um diálogo entre áreas de conhecimentos variadas como a Antropologia, a Filosofia, a Arte e a Educação. Essas estratégias constituíram-se como o resultado parcial e inacabado de um processo de conhecimento de si e do outro, que permitiu reviver memórias, ressaltar cores, sentidos, sabores, descobertas sensíveis e impulsionadoras sobre o conhecimento, sobre a arte, descobertas sobre si mesmo, sobre o outro, sobre o mundo, sobre a vida, indicando que a educação pode ser um processo mais sensível, em que o corpo é presença indispensável, assim como o tocar, o criar, os delírios, os afetos, os encontros e a invenção.

  • MOALDECIR FREIRE DOMINGOS JUNIOR
  • Por uma Educação dos sentidos: um diálogo entre Merleau-Ponty e Ueshiba

  • Data: 03/12/2013
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  • A pesquisa celebra o ato de ler como atitude que transforma nossa existência no mundo. O foco da reflexão foi pensar sobre o corpo e a natureza na filosofia do francês Maurice Merleau-Ponty (1908-1961) e na filosofia de Morihei Ueshiba (1883-1969), mestre que formulou uma arte marcial japonesa denominada de Aikido. No envolvimento com esses filósofos a partir do livro, esse objeto emblemático capaz de produzir significações em nós, direcionamos nosso olhar a três textos de Merleau-Ponty, a saber: Parte I – O corpo de sua tese Fenomenologia da Percepção, o livro A Natureza e o ensaio estético O olho e o Espírito. E, interpretamos dois livros sobre o Aikido, são eles: Budo: ensinamentos do fundador do Aikidô, escrito pelo próprio Morihei Ueshiba e Aikido e a harmonia da natureza, elaborado por Mitsugi Saotome, discípulo que viveu ao lado do mestre Morihei por um longo tempo. Além desses livros que compõem o cerne da discussão, dialogamos com outros pensadores para situar o contexto e as questões filosóficas que permeiam os livros. A atitude de leitura se inspira na fenomenologia de Merleau-Ponty, principalmente pela relação de noções como mundo-vivido, redução fenomenológica, interpretação e compreensão. Como variação imaginativa para apresentação dos resultados, imaginamos a dissertação como um diálogo, onde ouvimos a voz de Merleau-Ponty sobre corpo e natureza, pontuando o corpo próprio e a teoria da carne, e lemos as palavras de Ueshiba sobre corpo e natureza ao manter viva a tradição do samurai e sua contemplação da espada e da natureza como atitude no mundo. Esse diálogo de filosofias é visto como embates de teorias do conhecimento sobre corpo e natureza, compondo uma pesquisa de cunho epistemológico, movimentando a área da educação e da educação física para pensar uma educação dos sentidos, em que a técnica, a motricidade, a expressão são compreendidas como estudo do corpo na relação carnal com o mundo, com o outro, com os objetos. Uma educação dos sentidos celebra o visível e o invisível, o singular e a abertura ao outro, o diálogo e o silêncio...

  • ADELE GUIMARAES UBARANA SANTOS
  • NÃO É QUE EU SEI SER PROFESSORA!
    Formação continuada e construção do currículo da Matemática para o ciclo de alfabetização

  • Data: 18/10/2013
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  • Esta dissertação investiga como a prática da formação continuada em Matemática dos professores do Núcleo de Educação da Infância/Colégio de Aplicação (NEI/CAp) tem possibilitado a construção do currículo da Matemática para o ciclo de alfabetização nessa instituição. Assumimos os princípios metodológicos da abordagem qualitativa com ênfase na pesquisa colaborativa. Privilegiamos atividades de formação continuada organizadas em sessões de estudos e reflexões sobre a prática pedagógica que envolveram todos os partícipes. Para a construção dos dados realizamos a escolha de instrumentos e procedimentos metodológicos como a entrevista individual e as sessões reflexivas de videoformação e de estudo. Com a intensão de responder a questão central da pesquisa definimos duas categorias de interpretação: a formação continuada em Matemática dos professores do NEICAp dos anos iniciais do Ensino Fundamental e a construção do currículo da Matemática dos anos iniciais do Ensino Fundamental nesta escola. Constatamos que a prática da formação continuada em Matemática acontece dentro da própria instituição e tem como interesse, além da formação permanente dos seus professores, o desenvolvimento da escola e a aprendizagem dos alunos. Avaliamos que por meio de estudos e reflexões sobre as práticas docentes, análises de propostas pedagógicas de Secretarias de Educação e de outros documentos oficiais do Ministério da Educação, em momentos de formação continuada em contextos vivenciadas pelos professores do NEI/CAp, vem sendo possível construir o currículo desta instituição e, consequentemente, a sua proposta curricular, na qual privilegiamos a área da Matemática.

  • ISABEL CRISTINA AMARAL DE SOUSA ROSSO NELSON
  • A AUTOFORMAÇÃO MATERNAL: CENÁRIOS DE UMA EDUCAÇÃO VIVENCIAL HUMANESCENTE

  • Data: 14/10/2013
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  • A autoformação maternal: cenários de uma educação vivencial humanescente,
    apresenta a pesquisa realizada com gestantes e seus filhos com idade até um ano
    de vida, da comunidade de Barreta, situada no município de Nísia Floresta/RN,
    acompanhados pela equipe de estratégia saúde da família. A problemática se
    prende as fragilidades na concepção de uma prática educativa humanescente que
    vise o cuidado integral do binômio mãe e filho. Constituindo assim a garantia ao
    direito da mãe ter uma gestação saudável e da criança de viver uma infância feliz.
    Objetivando descrever e interpretar como o desenvolvimento das vivências
    integrativas de educação em saúde, contribui para o processo de autoformação
    maternal. Partindo deste pensamento de uma prática educativa humanescente,
    optou-se pelos seguintes pressupostos: a pedagogia vivencial humanescente
    (CAVALCANTI, 2006) e seus princípios e estes estarão durante a pesquisa
    relacionados à teoria da complexidade (MORIN, 2005) A teoria autopoiética
    (MATURANA; VARELA, 2001) as abordagens transdisciplinares (MORAES, LA
    TORRE, 2008) e os princípios do SUS. A pesquisa, de abordagem qualitativa adota
    princípios da pesquisa-ação, utilizando as seguintes ferramentas: a observação
    participante existencial; a escuta sensível; a fotorreportagem; práticas corporais
    transdisciplinares e as vivências lúdicas integrativas. O laboratório se deu na
    Unidade Básica de Saúde de Barreta. Os encontros foram desenvolvidos através de
    experiências vivenciadas nas quais foram abordadas a autoimagem e autoestima, a
    modelagem, a natureza e o corpo, a Shantalla e as práticas integrativas
    complementares em saúde. As vivências experenciadas permitiram um olhar
    sensível sobre as emoções e sentimentos, corporalizando a sensibilidade, a
    ludicidade, a criatividade e a reflexividade contribuindo ativamente para o processo
    de autoformação maternal humanescente.

  • XÊNIA SILVA GOMES BRANDÃO
  • UMA ANÁLISE DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA DO IFRN A PARTIR DA EPISTEMOLOGIA DE LUDWIK FLECK

  • Data: 30/09/2013
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  • Este estudo surge no contexto da formação de professores de física e objetiva, a partir do
    discurso do professor formador, identificar possíveis modelos pedagógicos e caracterizar
    estilos de pensamento presentes no curso de Licenciatura em Física do IFRN, utilizando a
    epistemologia de Ludwik Fleck. Caracterizamos a nossa pesquisa como qualitativa de
    natureza empírica e para a análise optamos pela análise textual discursiva – ATD (MORAES,
    2003). O lócus de nossa investigação será o curso de Licenciatura em Física do Instituto
    Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN, Campus Natal
    Central e os sujeitos de pesquisa um grupo de professores formadores dessa licenciatura.
    Foram entrevistados dez docentes, sendo seis do núcleo específico da Física e quatro das
    disciplinas do núcleo didático pedagógico. A partir desse desenho, compusemos uma coleta
    de dados desenvolvida por: 1) entrevista semi-estruturada; 2) análise documental. Nas
    análises dos dados, com o suporte das tendências pedagógicas que se apresentaram em nosso
    estudo - a partir da percepção das semelhanças e diferenças entre as concepções apresentadas
    pelos professores sobre: educação e ensino; prática de ensino ideal; função do professor;
    concepções de aprendizagem; e função do aluno – e do pensamento ideológico desses
    professores formadores sobre o perfil profissional do egresso, observamos subsídios para
    identificar indicativos da presença de 3 estilos de pensamento distintos e que se interrelacionam
    entre si de forma mais ou menos intensa. A relevância do estudo se apresenta na
    compreensão dos estilos de pensamento que participam da dinâmica do curso de formação de
    professores em física. E por consequência disso, elucidação de uma problemática apontada a
    priori como motivador da pesquisa, a dificuldade de interação comunicativa sobre as práticas
    educacionais entre os professores formadores. Trazemos a epistemologia de Fleck como uma
    possibilidade motivadora ao diálogo e à negociação, configurando, dessa forma um
    instrumento de mudança efetiva, tendo em vista a significação da formação de professores de
    física.

  • DANIELLE MEDEIROS DE SOUZA
  • AS CONTRIBUIÇÕES DO COMPUTADOR PARA A FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO: UMA CHAVE PARA O ENSINO DE LITERATURA NA ESCOLA

  • Data: 20/09/2013
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  • Este estudo investiga as contribuições do computador para o ensino de literatura na escola. Sua relevância consiste em fornecer ao professor subsídios para ampliar suas competências no ensino de literatura a partir do (re)conhecimento da função mediadora e formativa do computador, no fortalecimento do ensino literário e na abertura para novas possibilidades de apreciação da arte literária. Defende-se a tese de que o computador, por meio de suas multimídias integradas, pode trazer significativas contribuições para a formação do leitor de literatura no espaço escolar. Reafirma-se o valor da literatura para o desenvolvimento e para a aprendizagem dos sujeitos escolares, enfocando o papel do computador na mobilização do interesse e da curiosidade dos alunos, na recriação da arte literária e na democratização desse texto, no cenário escolar. O estudo alinha-se à vertente qualitativa, com base em princípios da pesquisa-ação, necessários para proceder a uma intervenção pedagógica. Como procedimentos e instrumentos metodológicos, foram adotados a análise documental, a entrevista, o diário de campo, a construção de um portfolio, a gravação em áudio e em vídeo das sessões de leitura e o registro em blog. A pesquisa realizou-se em uma escola pública do município de Natal – RN, numa turma de 5º ano do ensino fundamental, com 23 alunos, cuja faixa etária variava entre 9 e 14 anos. No curso da intervenção pedagógica, realizaram-se 8 aulas de leitura de literatura em diferentes suportes e gêneros, como o flipalbum/flipbook, a literatura eletrônica e o livro impresso. As sessões de leitura foram desenvolvidas conforme os moldes da andaimagem (scaffolding), descritos por Graves e Graves (1995). O corpus compõe-se de mensagens construídas nas etapas da pesquisa e é analisado com base em princípios da Análise de Conteúdos, especificados por Laurence Bardin (2011) e por Maria Laura Franco (2005). Tomou-se como referencial teórico os estudos de Amarilha (2011; 2010; 2009; 2007; 2006; 2003; 1994; 1993), Belloni (2010), Buckingham (2007), Coll e Monereo (2010), Eco (1972; 1994; 2003; 2008), Cazden (1991), Calvino (1990), Candido (2012), Coelho (2009), Cope e Kalantzis (2003), Culler (1999), Freire (1996; 2003), Hayles (2009), Hunt (2010), Iser (1979; 1996), Jauss (1979), Kress (2001), Lajolo (1982), Lucas (2001), Pacheco (2004), Paulino (2001), Pound (2006), Rettenmaier (2009; 2010), Santaella (2003; 2004; 2005; 2007), Sartre (2006), Smith (1999; 2003), Stierle (1979), Veen e Vrakking (2009), Vigotski (1998), Zilberman e Lajolo (2009), dentre outros. A análise
    aponta a importância do diálogo entre literatura e mídia-educação para enriquecer o ensino literário e para situá-lo frente às necessidades e aos interesses da escola atual e de seus aprendizes. Confirma o valor do computador como objeto de ensino e de mediação para o encontro prazeroso com o texto literário, em uma transposição multimidiática, por meio do flipalbum, com a literatura eletrônica e com o livro impresso. Revela, ainda, a possibilidade de apreciação do texto literário pela via computacional, em situações de vivência das diferentes modalidades de leitura e de experiência estética, em que se registra o exercício da coautoria no ato de ler, a renovação de percepções, a exploração dos sentidos e dos sentimentos. Sinaliza, dessa forma, as contribuições do computador em uma proposição pedagógica de formação do leitor de literatura, tais como: a acessibilidade, a recriação e a democratização do literário; a formação de repertório; o convite à literatura impressa, pelo diálogo intertextual e pelo compartilhamento da condição de leitor; a formação de habilidades específicas necessárias ao leitor contemporâneo, como a articulação entre imagens e palavras; a construção da autonomia e da autoestima; o acolhimento da subjetividade leitora; o alargamento das perspectivas culturais de promoção da leitura. Ressalta, por fim, a importância do mediador de leitura na seleção de estratégias que viabilizem a formação literária e midiática por meio dessa interface, de modo que atenda às necessidades dos educandos dos novos tempos, desenvolvendo habilidades leitoras, incentivando o gosto pelo texto literário e a criticidade no ato de ler.

  • JOSE JAILSON DE ALMEIDA JUNIOR
  • A FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO NA REFLEXIVIDADE

  • Data: 16/09/2013
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  • Neste trabalho nos propomos a compreender a formação do enfermeiro na reflexividade e a superação dos limites do modelo de formação biomédica a partir do pensamento de John Dewey inserido no panorama do profissional reflexivo apresentado por Donald Schön e dialogando com a perspectiva da ação transformadora de Paulo Freire. A investigação utilizou a abordagem qualitativa e foi realizada no município de Santa Cruz/RN na Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi/UFRN no ano 2012. A coleta do material empírico foi através de grupos focais realizados com estudantes de enfermagem do 3º ao 5º ano. A análise dos dados ocorreu pela técnica de análise temática de conteúdo constituída de três etapas: a pré-análise; a exploração do material; o tratamento dos resultados, inferência e a interpretação do material. As categorias foram formuladas através da organização, classificação e agregação do conteúdo das falas com agrupamentos de opiniões que partilhavam aproximações de pensamento levando a um conjunto de categorias de análise projetadas a partir dos conteúdos. Os resultados apresentam a vivência do estudante de enfermagem e suas reflexões demonstrando que o processo de reflexão permeia o itinerário de vida, porém os saberes adquiridos nem sempre participam do diálogo presente no processo formativo, reduzindo as experiências pregressas no campo da exemplificação de situações cotidiana. Por fim, considera-se que é necessário consolidar propostas pedagógicas inovadoras, que possibilitem o diálogo continuo com a realidade, rompendo com o processo de ensino descontextualizado da realidade de inserção da universidade. É fundamental o repensar das estruturas, reforçando ainda, o rompimento com o modelo biomédico e integrar saberes de forma dinâmica.

  • ANA MARIA CUNHA AGUIAR
  • A DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DOS PROFESSORES CURSISTAS DO PROINFANTIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE SOBRE O TRABALHO DOCENTE

  • Data: 13/09/2013
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  • O objetivo geral desta pesquisa é identificar e analisar representações sociais dos (as) professores(as) cursistas do Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil – PROINFANTIL - UFRN/MEC sobre o trabalho docente, buscando identificar seus elementos constituintes e compreender a dinâmica da sua organização. Partimos do pressuposto que esses (as) professores (as) trabalham fundamentalmente, nas Instituições de Educação Infantil, com conhecimentos do senso comum e referentes culturais inerentes ao ser / fazer docente na concepção de educação guardiã / assistencialista para garantir a integridade física das crianças, provocando uma cisão entre o cuidar e o educar. A partir desse objetivo geral, elegemos como objetivos específicos: identificar as condições sociais, econômicas e culturais desses (as) professores (as); identificar o que é trabalho docente para eles (as) bem como identificar quais as implicações psicossociais acionadas pelas RS sobre trabalho docente que apontam para tensões entre a formação e o exercício docente como atividade profissional. Como fundamentação teórica optamos pela Teoria das Representações Sociais de Moscovici (2003), Jodelet (2001); Especificidades do Trabalho docente na Educação Infantil: Kramer (2002; 2006); Oliveira-Formosinho (2007); Zilma de Oliveira (2007), Formação Docente: Ramalho, Nuñez e Galthier (2003) e Tardif e Lessard (2008), Análise de conteúdo: Bardin (2004). Como procedimento metodológico, escolhemos a teoria do Núcleo Central, desenvolvida por Jean Claude Abric (2000). Contribuíram para o alcance desse objetivo os 171 professores (as) que concluíram o Proinfantil no RN ao participarem da TALP com justificativas. O corpus decorrente das evocações em torno das palavras sugeridas pela Fundação Carlos Chagas: dar aula, professor, aluno e acrescentada a palavra Educação Infantil, foram submetidas a um tratamento com o auxílio do software EVOC (2000), identificando o núcleo central. Os resultados apontam as palavras mais evocadas e significativas: Planejamento, criança, educar, cuidar e brincar. Indicando que para esses (as) professores (as) o trabalho docente na Educação Infantil precisa ter uma sistematização pedagógica para educar as crianças. Essas palavras correspondem à especificidade do ser/fazer docente na Educação Infantil. No entanto, os dados revelam que é um trabalho com características diferentes do trabalho docente em outras etapas de ensino.

  • CLAUDIA PEREIRA DE LIMA
  • INGRESSAR NA UFRN: TRAJETÓRIAS ESCOLARES E UNIVERSITÁRIAS DE ESTUDANTES EGRESSOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA DA REDE PÚBLICA.

  • Data: 10/09/2013
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  • No início do século XXI as universidades brasileiras foram convocadas pelo poder público e pela sociedade a redimensionar suas formas de selecionar estudantes. Muitos dilemas estão por trás desta temática, que vão desde a preocupação das instituições de ensino superior em selecionar e formar estudantes, e agora também estudantes provenientes dos setores menos favorecidos da sociedade; como também dilemas pessoais, como preocupações que fazem parte do cotidiano dos milhões de jovens que integram a sociedade brasileira e que precisam decidir sobre o seu futuro profissional ao término da Educação Básica. A presente tese tem como objetivo analisar os processos de transição entre a Educação Básica e o Ensino Superior do ponto de vista de estudantes que conquistaram uma vaga na universidade pública. O estudo foi realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que implantou uma Política de Acesso e Inclusão Social (PAIS) no ano de 2003, e a partir daí uma série de ações foram desenvolvidas. Dentre as principais, destacamos o Argumento de Inclusão, um mecanismo de pontuação adicional para estudantes egressos de escolas públicas, que considera critérios sócio-econômicos e de desempenho dos candidatos ao longo de sua Educação Básica. Através de questionário e entrevistas com os estudantes universitários egressos da rede pública, pudemos conhecer o perfil social, econômico e acadêmico dos estudantes que ingressaram na UFRN no período de desenvolvimento de sua PAIS, suas trajetórias escolares e universitárias, revelando alguns dos dilemas, estratégias, dificuldades e o custo pessoal daqueles que procuram permanecer no sistema de ensino apesar das condições adversas de escolarização. Para a fundamentação teórica, trabalhamos com autores como Bourdieu (1992, 1996, 2003); Coulon (1993, 2008); Ramalho (2004, 2007, 2008, 2010); Ramalho, et al (2011); Charlot (2001, 2003, 2005); Zago (2011); Nogueira, Romanelli e Zago (2011), entre outros, que contribuíram para uma melhor análise e compreensão do pensamento e ações dos estudantes em suas trajetórias formativas. Embora saibamos que as desigualdades educacionais ainda são muitas, constatamos que a política da UFRN trouxe e vem trazendo resultados significativos, na perspectiva de contribuir com o aumento do acesso de estudantes egressos da rede pública, e com a inclusão dos mesmos na universidade.

  • RENATA KARLA LINS BEZERRA
  • FICÇÃO E ESCOLA: ESTRATÉGIAS DE MEDIAÇÃO PARA FORMAR LEITORES

  • Data: 30/08/2013
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  • O estudo investiga as estratégias de mediação docente nas aulas de leitura de ficção com diferentes gêneros textuais percebendo a contribuição dessas aulas para a formação do leitor e se justifica pela possibilidade de oferecer ao professor estratégias de mediação no ensino de ficção na escola. A investigação insere-se na abordagem qualitativa com características da pesquisa-ação participante e adota como procedimentos metodológicos a observação exploratória e a intervenção pedagógica. A pesquisa teve como locus uma escola pública do município de Parnamirim-RN, turma do 2º ano do Ensino Fundamental com 25 alunos, de faixa etária entre 8 e 9 anos. Como instrumentos, utilizou-se a gravação em áudio e vídeo; portfólio; entrevistas. O momento de intervenção pedagógica foi desenvolvido com encontros de estudos teóricos com a professora da turma com o objetivo de discutir os principais conceitos que norteavam a mediação de leitura de ficção, assim como foram selecionados os textos e produzidos os planejamentos das aulas com gêneros ficcionais (conto de fadas, conto contemporâneo, história em quadrinhos, fábula, lenda, canção, narrativa de imagens, poema). As sessões de leitura foram fundamentadas na metodologia da andaimagem (scaffolding) descritos por Graves e Graves (1995). Como referencial teórico, foram adotados os estudos de Amarilha (1997; 2006), Eco (2003), Culler (1999), Iser (1996), Stierle (1979), Zilberman (2005). Na análise, verificou-se a importância do professor mediador na seleção de estratégias que permitem a leitura de ficção para a experimentação do texto e na superação de conflitos dos alunos que motivam a formação do leitor na escola.

  • RITA SIDMAR ALENCAR GIL
  • FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA:

    CONEXÕES DIDÁTICAS ENTRE MATEMÁTICA, HISTÓRIA E ARQUITETURA

  • Data: 30/08/2013
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  • O trabalho que ora se apresenta aborda a formação inicial do professor de Matemática e as situações vivenciadas  em sala de aula durante a sua formação. A partir dessa inquietação, esta tese de doutorado propõe o uso da investigação do patrimônio histórico arquitetônico setencentista de Belém na formação de professores de Matemática com o objetivo de investigar a possibilidade de uso de uma abordagem didática para o ensino de tópicos matemáticos como geometria, medidas, simetria e proporcionalidade, apoiada na investigação histórica do patrimônio arquitetônico setecentista de Belém que possa ser incorporada às diretrizes metodológicas da formação inicial de professores de Matemática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará, de modo a contribuir com uma formação profissional centrada na investigação história e suas relações com a Educação Matemática. Nessa direção, realiza-se, no âmbito da investigação qualitativa, uma pesquisa-ação. Para a consolidação do estudo, foram selecionados vinte e cinco alunos regularmente matriculados no curso de Licenciatura em Matemática do IFPA. Utilizamos como instrumentos de recolhimento de informações: a observação participante, diários de campo, documentos de fontes primárias e secundárias, fotografias, filmagem, o curso de extensão, os questionários, materiais produzidos com o ensino por atividades (MENDES, 2009). Além desses procedimentos leituras de textos abordados por historiadores, antropólogos, cartógrafos, astrônomos e jornalistas, pesquisadores e profissionais envolvidos em estudos desse tema; estudos exploratórios “in loco” dos acervos de imagens e desenhos referentes ao patrimônio arquitetônico de Belém. A pesquisa demonstra que é a partir de suas experiências trazidas e vivenciadas os licenciandos neste estudo puderam melhorar a sua formação adicionando o patrimônio histórico arquitetônico de Belém como um elemento de pesquisa e investigação histórica para o ensino e aprendizagem da matemática de forma a relacionar e contextualizar o conhecimento a partir de situações vivenciadas na realidade, quando de suas atuações nas Escolas de Belém

  • MARIA JOSINALVA FELIPE DE CARVALHO
  • SABERES DOCENTES NA ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: DA EDUCAÇÃO ESCOLAR A PROGRAMAS DE REDUÇÃO DO ANALFABETISMO

  • Data: 30/08/2013
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  • O trabalho tem como temática a formação docente voltada para a alfabetização de jovens e adultos. O estudo se configura como a materialização de um processo inquietante e desafiador que teve sua gênese logo no início de nossa vida acadêmica na UFRN, no ano de 2001, e que continua vivo após 12 anos de buscas, onde envidamos esforços na tentativa de superação de nossa “curiosidade ingênua”, rumo à “curiosidade epistemológica”. Nesse caminho, a pesquisa tem se mostrado uma alternativa promissora para descobertas e incentivo a novas buscas. Os nossos interesses pessoais foram acrescidos das reflexões surgidas de nossa participação em Projetos de Pesquisa que tinham como preocupações centrais a alfabetização de crianças, jovens e adultos e a formação do professor alfabetizador. Nesse processo de pesquisa, formação e construção de conhecimento, estudamos desde o adulto não-alfabetizado, até o adulto alfabetizador, o que nos levou a refletir sobre equívocos e lacunas existentes na Educação de Jovens e Adultos. Pela relevância dessa experiência acadêmica, elegemos como objeto de estudo para esta Dissertação os saberes docentes requeridos na prática pedagógica de alfabetização de jovens e adultos na educação escolar e em programas de redução do analfabetismo. Assim, nossas dúvidas e inquietações nos motivaram a definir a seguinte Questão de Pesquisa: Como se revelam – em programas de redução do analfabetismo – os saberes docentes requeridos na prática pedagógica de alfabetizar jovens e adultos, na educação escolar? Nesse sentido, o trabalho objetiva investigar, sob a ótica de professores alfabetizadores, como se revelam – em programas de redução do analfabetismo – os saberes docentes requeridos na prática pedagógica da educação escolar de alfabetização de jovens e adultos. O trabalho foi desenvolvido no âmbito da abordagem qualitativa da pesquisa, onde realizamos um ‘estudo de caso múltiplo’ da Escola Municipal Professora Emília Ramos e do Programa Brasil Alfabetizado. Para a construção dos dados, foram utilizados o questionário, a entrevista semi-diretiva e a análise documental. Para a análise dos dados nos pautamos na triangulação e análise de conteúdo, como forma de confrontar, comparar e integrar os dados analisados. Da análise destes, emergiram as categorias ‘Fundamentos da Educação, Didática e Paradigmas da Alfabetização’, com quatro subcategorias relativas aos ‘Fundamentos Sócio-Econômicos, Histórico-Filosóficos e Psicológicos da Educação, à Didática da Alfabetização e ao Paradigma Psicogenético’. Este trabalho, que nos permitiu compreender melhor questões relativas aos saberes docentes requeridos do professor alfabetizador de jovens e adultos, poderá contribuir, ainda que de forma preliminar, para a reflexão sobre a profissão professor da EJA, e a formação de professores alfabetizadores.

  • JOSE JAILSON DE ALMEIDA JUNIOR
  • A FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO NA REFLEXIVIDADE

  • Data: 30/08/2013
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  • Neste trabalho nos propomos a compreender a formação do enfermeiro na reflexividade e a superação dos limites do modelo de formação biomédica a partir do pensamento de John Dewey inserido no panorama do profissional reflexivo apresentado por Donald Schön e dialogando com a perspectiva da ação transformadora de Paulo Freire. A investigação utilizou a abordagem qualitativa e foi realizada no município de Santa Cruz/RN na Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi/UFRN no ano 2012. A coleta do material empírico foi através de grupos focais realizados com estudantes de enfermagem do 3º ao 5º ano. A análise dos dados ocorreu pela técnica de análise temática de conteúdo constituída de três etapas: a pré-análise; a exploração do material; o tratamento dos resultados, inferência e a interpretação do material. As categorias foram formuladas através da organização, classificação e agregação do conteúdo das falas com agrupamentos de opiniões que partilhavam aproximações de pensamento levando a um conjunto de categorias de análise projetadas a partir dos conteúdos. Os resultados apresentam a vivência do estudante de enfermagem e suas reflexões demonstrando que o processo de reflexão permeia o itinerário de vida, porém os saberes adquiridos nem sempre participam do diálogo presente no processo formativo, reduzindo as experiências pregressas no campo da exemplificação de situações cotidiana. Por fim, considera-se que é necessário consolidar propostas pedagógicas inovadoras, que possibilitem o diálogo continuo com a realidade, rompendo com o processo de ensino descontextualizado da realidade de inserção da universidade. É fundamental o repensar das estruturas, reforçando ainda, o rompimento com o modelo biomédico e integrar saberes de forma dinâmica.

  • MARCIA CRISTINA DANTAS LEITE BRAZ
  • MECANISMOS SÓCIO-GENÉTICOS DA REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE TRABALHO DOCENTE POR GRUPOS DE LICENCIANDOS DE FÍSICA E DE QUÍMICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Data: 09/08/2013
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  • Esta pesquisa objetiva compreender as Representações Sociais de Trabalho Docente por grupos de licenciandos de Física e Química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Para isto, tomou como base a proposta teórico-metodológica dos três consensos de Carvalho (2012) na explicitação dos mecanismos sócio-genéticos constituintes da dinâmica consensual que deu funcionalidade à sua organização. Foi utilizado para o alcance desse objetivo, o referencial teórico-epistemológico de Serge Moscovici (1978; 2003), Jodelet (2011), Wagner (1998; 2011), e Carvalho (2012). O corpus analisado resulta de uma pesquisa qualitativa-quantitativa, desenvolvida em três etapas. A primeira com dois (2) questionários aplicados a cinquenta (50) licenciandos de cada curso, um questionário perfil e o outro para coleta das associações livres referentes aos motes indutores “Dar Aula”, “Aluno” e “Professor”. A segunda etapa com o Procedimento de Classificações Múltiplas, Roazzi (1995), destinadas a outros trinta (30) licenciandos de cada curso, bem como a Análise Documental dos Projetos Pedagógicos Curriculares dos cursos de Física e Química. As análises dos dados da primeira etapa centraram-se nas estatísticas descritivas e na frequência e ordem média das palavras associadas aos motes indutores. Os resultados provenientes do Procedimento de Classificação Múltipla submetidos às análises multidimensionais MSA (multidimensional scalogram analysis) e SSA (Similarity Structure Analysis), foram interpretados pela proposta teórico-metodológica dos três consensos, amparadas pela análise de cunho retórica das justificativas das classificações e categorizações das palavras, potencializadas nos momentos de aplicação do Procedimento de Classificação Múltipla. Os dados revelaram que os grupos pesquisados constituíram a mesma Representação Social com dinâmicas consensuais específicas. Pensar Trabalho Docente para esses grupos é considera-lo em três dimensões: a do SER-TER-FAZER da docência. No grupo de Física o consenso manifesto foi o semântico, no qual exprimiu uma dinâmica em que as interpretações sobre “Trabalho Docente” convivem pacificamente sobre percepções acerca de dois conceitos: Um identitário, em torno do “SER” “Professor” ou “SER” “Educador” e o outro, sobre o como pensam o desenvolvimento profissional. O tipo de consenso do grupo de Química apontou para uma lógica consensual hierarquizada na qual a ordem gradual entre os elementos do SER-TER-FAZER atestaram conflitos e discordâncias perceptivas sobre o objeto “Trabalho Docente”, em torno do que valorizam mais, se são os atributos de caráter pessoal ou a dimensão técnica-profissional da docência, no percurso do desenvolvimento profissional. 

  • JULIANA DA ROCHA E SILVA
  • A CONCEPÇÃO DE ENSINO SOB MEDIDA NA OBRA “HYGIENE MENTAL E EDUCAÇÃO” (1927), DE LUIZ ANTONIO DOS SANTOS LIMA

  • Data: 05/08/2013
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  • Esta dissertação examina a concepção de ensino sob medida proposta pelo
    médico e educador potiguar Luiz Antonio dos Santos Lima, em sua tese de
    doutoramento “Hygiene Mental e Educação”, publicada no ano de 1927. Para tanto,
    partimos da hipótese de que esse pensador apropriou-se de parte da teoria
    educacional formulada por Èdouard Claparède – especificamente, dos conceitos de
    ensino sob medida e educação completa pensados pelo suíço – e, considerando a
    realidade social brasileira do início do século XX, ressignificou esses conceitos,
    adaptando-os ao contexto do país. Para a execução do proposto, optou-se pelo
    estudo bibliográfico, no qual foi feito o aporte teórico da investigação, tendo como
    referência os autores cujos estudos remetiam ao momento histórico brasileiro do
    final do século XIX e início do século XX, nosso recorte temporal. Quanto à
    compreensão e tratamento metodológico do discurso, tido como socialmente
    construído, aderiu-se ao enfoque analítico das postulações foucaultianas, nas quais
    a sociedade disciplinar é analisada a partir das relações de poder e saber nela
    existente. A principal fonte de pesquisa foi a obra “Hygiene Mental e Educação”,
    publicada como requisito da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro para Luiz
    Antonio obter o diploma de médico. Desse modo, constatou-se que a concepção de
    ensino sob medida para a educação completa dos escolares, proposta na tese de
    doutoramento de Luiz Antonio dos Santos Lima, estava relacionada às
    anormalidades de caráter mental que as crianças pudessem apresentar. O ensino
    escolar pensado pelo potiguar seria na medida dos desvios morais, intelectuais e
    comportamentais do indivíduo e faria uso das práticas de higienização das mentes
    num processo normalizador que, voltado para o futuro civilizado e desenvolvido da
    nação brasileira, controlaria, vigiaria e corrigiria os pensamentos dos escolares.

  • KAROLINE LOUISE SILVA DA COSTA
  • LUIZ ANTÔNIO DOS SANTOS LIMA FACE AO SEU LEGADO EDUCACIONAL (Natal/RN, 1910-1961)

  • Data: 01/08/2013
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  • A pesquisa analisa a prática do intelectual Luiz Antônio Ferreira Souto dos Santos Lima face
    ao seu legado à história da educação no Rio Grande do Norte, durante o período de 1910 a
    1961. Fundamenta-se nos pressupostos da História Cultural, por meio do diálogo promovido
    por autores a exemplo de Chartier (1990), Elias (1994), Morais (2003; 2006), e Gondra
    (2003). Utilizamos os Jornais A República e Diário do Natal, as Revistas Pedagogium, do
    ensino e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e, as leis e decretos do
    Governo do RN, o Regimento Interno dos Grupos Escolares, além da Tese de doutoramento
    em Medicina intitulada Higiene Mental e Educação, escrita por Luiz Antônio dos Santos
    Lima. Documentos estes procedentes do acervo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio
    Grande do Norte (IHGRN). No Arquivo Público do Estado (APE/RN) encontramos o Livro
    de Honra, Livros de Ofícios, Relatórios e Atas das Reuniões da Diretoria Geral da Instrução
    Pública. Observamos que o professor Luiz Antônio dos Santos Lima exerceu o magistério no
    Grupo Escolar Augusto Severo, no Atheneu Norte-Rio-Grandense e na Escola Normal de
    Natal. Desenvolveu uma ampla atuação na sociedade, frente a cargos administrativos como o
    da Presidência da Associação de Professores do Rio Grande do Norte (APRN), Direção da
    Escola Normal de Natal, da Escola de Farmácia e do Departamento de Educação do Estado.
    Pertenceu a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras e ao Instituto Histórico e Geográfico
    do Rio Grande do Norte, como sócio efetivo. Destacou-se pela preocupação com a arte de
    ensinar e cultivar bons hábitos, como: metodização da alimentação, do asseio, da disciplina,
    da moral contra o jogo, do antialcoolismo, do antitabagismo, da educação sexual, dentre
    outros cuidados para a formação sadia das crianças. Defendia o método intuitivo e a
    realização da prática de ensino concreto realizada pelas lições de coisas, consideradas a chave
    para desencadear a pretendida renovação educacional. Evidenciamos que Luiz Antônio dos
    Santos Lima atuou na educação e na área médica do Estado em consonância com o ideal de
    modernidade do início do século XX.

  • MARIA ELIZABETE SOBRAL PAIVA DE AQUINO
  • EM CADA CANTO, UM CONTO, UMA CANÇÃO: O VELHO, A TRADIÇÃO ORAL E A EDUCAÇÃO NO MATO GRANDE/RN.

  • Data: 29/07/2013
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  • Esta dissertação trata de uma Educação que se concretiza na oralidade e na gestualidade dos velhos mestres brincantes do território do Mato Grande/RN e propõe uma reflexão sobre o trânsito entre esses saberes e a educação escolar. Assim, assume os seguintes objetivos: identificar os velhos mestres brincantes da região do Mato Grande, registrar suas experiências de vida relacionadas às brincadeiras da tradição e o modo como os mesmos percebem essas referências na atualidade, investigar e registrar práticas educativas que considerem as brincadeiras dos velhos na educação atual. A investigação ancora-se na metáfora da confecção de uma colcha de retalhos como recurso metodológico, nas ações de medir, escolher os retalhos, costurar e arrematar. Assim realiza um mapeamento do território do Mato Grande/RN a partir do qual identifica dezessete velhos brincantes. Considera e registra suas experiências com os folguedos populares e a partir desses registros passa a discutir os modos pelos quais a tradição oral do Mato Grande pode ser reconhecida a partir de quatro categorias/ações: narrar, cantar, dançar e envelhecer, as quais são analisadas tendo como referência autores como Benjamin, Zumthor, Almeida, Porpino, entre outros. Por último, lança um olhar para a relação entre o velho, o conhecimento da tradição e a educação sistematizada. Descreve e articula ações educativas capazes de conectar o conhecimento dos velhos brincantes aos conhecimentos abordados na escola, possibilidades de concretização de uma religação de saberes que possa aproximar a oralidade e a escrita, o novo e o velho, a ciência e a tradição.

  • FABIO ALEXANDRE ARAUJO DOS SANTOS
  • AS CRENÇAS DOCENTES SOBRE A CRIATIVIDADE E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS CRIATIVAS: O CASO DO PROGRAMA DO ENSINO MÉDIO INOVADOR NO RN

  • Data: 24/05/2013
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  • Estamos vivendo no século da criatividade, conforme Torre (2005), em que os sujeitos
    precisam ser estimulados a criar e inovar nos processos de aprendizagem escolar. Nesse
    sentido, a criatividade precisa ser compreendida como um bem cultural, um direito de
    todos e uma condição histórica e cultural do sujeito, e não como uma capacidade
    inerente ao sujeito ou pertencente alguns poucos eleitos. Para que a criatividade do
    aluno seja estimulada, faz-se necessário, dentre outros elementos, que o conhecimento
    profissional do professor considere as crenças como componente de seu processo de
    profissionalização com o objetivo de reconhecer o seu papel e influências como guias
    norteadores das ações profissionais docentes. Para tanto, a presente tese tem o objetivo
    de estudar as crenças dos professores sobre a criatividade dos estudantes no Ensino
    Médio Inovador. A escola, nessa perspectiva, mais especificamente, o ensino médio
    precisa inovar-se, e nesse processo, o Programa Ensino Médio Inovador – PROEMI
    emerge como uma das iniciativas das políticas públicas educacionais vigentes. Para
    tanto, no intuito de fundamentar as nossas discussões, o nosso corpus teórico se
    constituiu por Vygotsky (1930, 1987, 1998, 2009), Leontiev (????), Galperin (1981),
    Llantada (1981), Martinez (2002, 2009), Nuñez (2010), Nakano (2007, 2011), Amaral
    (2006, 2011), em relação à criatividade. No tocante às crenças discutimos à luz de
    Rockeak (1981), Barcelos (2003, 2006), Marrero (2006), Pórlan (2003), Marcelo (2002,
    2006, 2009), Pérez Goméz (2007) e, no que diz respeito ao ensino médio trazemos Pozo
    (2008) Ramalho (2002), Mitrulis (2002), Bolívar (2006),Ramalho, Nuñez e Gauthier
    (2003, 2005). Nessa pesquisa, os professores que atuam no ensino médio em escolas
    estaduais na cidade de Natal e sua Região Metropolitana dentro do PROEMI
    constituíram-se em nosso público-alvo. O instrumento de coleta de dados foi um
    questionário normativo de crenças contendo perguntas fechadas e abertas. Para a
    organização dos dados utilizamos os softwares estatísticos R. 2.15.1 e o Modalisa. O
    tratamento dos dados se deu mediante análises estatísticas como a análise da média, do
    desvio padrão e análise descritiva dos enunciados, assim como, a Análise de
    Componentes Principais – ACP em relação aos resultados oriundos das perguntas
    fechadas e a análise de conteúdo segundo Bardin (2006), em se tratando dos resultados
    referentes às perguntas abertas. Os resultados corroboraram com a tese de que os
    professores apresentam em suas crenças a predominância do enfoque tradicional ou
    clássico da criatividade, ou seja, creem na criatividade como algo inato ao ser humano e
    que se desenvolve independentemente dos fatores sociais e culturais. As principais
    características do aluno criativo são a autonomia e o alto grau de originalidade em sua
    aprendizagem. Suas crenças, em relação aos elementos que inibem a criatividade do
    aluno apontaram que a escola, ao privilegiar os conteúdos escolares compromete a
    criatividade dos alunos. Por fim, as áreas da Arte, da Educação Física e da Literatura
    como disciplinas, que preferencialmente, desenvolvem a criatividade dos alunos no
    contexto escolar. Assim, refletimos que as crenças dos professores se configuram de
    forma reducionista e inatista e que precisam, urgentemente, ser repensadas para que não
    continue a comprometer o desenvolvimento da criatividade do aluno no contexto
    escolar, e nesse caso, as crenças se constituem em um dos elementos básicos da
    profissionalização docente que precisam constantemente ser repensadas e incluídas nas
    discussões sobre a formação e atuação docente, principalmente, dentro do PROEMI que
    tem como objetivo principal inovar e estimular a criatividade dos alunos no ensino
    médio.

  • TACIO VITALIANO DA SILVA
  • Formação docente e conhecimento profissional: desafios para o ensino da matemática na EJA.

  • Data: 18/04/2013
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  • No âmbito da Educação de Jovens e Adultos, o desafio da formação desses docentes é fornecer subsídios para compreender e atuar no ensino da matemática. Percebe-se o quanto é específico o ensino nessa modalidade e como tal ensino é carente de uma formação adequada e sólida na área desse saber. Um dos maiores problemas que afeta essa modalidade de ensino é o abandono e os altos índices de reprovação e desmotivação dos alunos. Daí, a necessidade de se prover um profissional com perfil diferenciado para ensinar aos jovens e adultos de maneira que sejam capazes de mobilizar conhecimentos didático-pedagógicos, metodologias e referenciais teóricos que sirvam como base para a prática docente desenvolvida na escola. Esta tese tem o objetivo de investigar como o professor de matemática, que atua na EJA do Ensino Fundamental, desenvolve sua ação didática e pedagógica,e que conhecimentos profissionais mobiliza para ensinar? Ressalta-se a importância da formação inicial e continuada e da profissionalização docente voltada aos professores dessa específica modalidade de ensino, quando devem ser os professores os protagonistas do seu desenvolvimento profissional. O percurso metodológico iniciou-se com um levantamento bibliográfico, em seguida a pesquisa ancorou-seprincipalmente, nas ideias deGauthier, Nuñez e Ramalho (2004); Imbernón (2011); Garcia (2006);Perrenoud (2000); Tardif (2007); Haddad, Di Pierro (2000); D‘ambrósio (2002); Mendes (2006; 2009); Freire (1996; 2011); e demais teóricos e documentos oficiais do campo da EJA, no país e no exterior. O referido trabalho nos remete à compreensão do momento atual a partir de uma incursão nos aspectos históricos, conceituais e das políticas educativas de EJA, assim como a formação, a profissionalização, os saberes e as competências necessárias ao exercício profissional. Em seguida, definiu-se, guiados pelo objeto de estudo, os sujeitos e o lócus da pesquisa e também o instrumento de coleta de dados. Para consolidação do estudo foi selecionada uma amostra composta de 27 professores de Matemática, atuantes na EJA da Rede municipal de Ensino da cidade do Natal. A pesquisa de cunho investigativo, se insere nas abordagens quantitativa e qualitativa centrada nas respostas dos sujeitos pesquisados a partir da análise de conteúdos de Bardin (1977). Os resultados oriundos das análises revelaram quea formação inicial do professor de matemática da EJA precisa ser reconfigurada de modo a formalizar a base de conhecimentos profissionais (dos conteúdos matemáticos, da didática e dos saberes profissionais), Desse modo o estudo propõe que essa base de conhecimentos seja incorporada na prática pedagógica desses professores, para que haja uma completude do processo do ensino e da aprendizagem dos jovens e adultos.O estudo também aponta que há uma necessidade dos professores participarem de uma formação continuada que priorize planejar situações de aprendizagem dos conteúdos matemáticos considerando os conhecimentos prévios dos alunos. As análises conclusivas, logo, indicam que, o conhecimento da matemática e as estratégias didático-pedagógicas a serem mobilizadas pelo professorado devem ser capazes de motivar o alunado de tal maneira, que estes sintam necessidade de incorporar em seus conhecimentos, saberes matemáticos capazes de torná-los com maior chance de ter acesso aos benefícios sociais, econômicos e do mundo do trabalho. 

  • ADRIANO MEDEIROS COSTA
  • POR TRÁS DE LINKS, SEMPRE EXISTEM PESSOAS:

    O ANONIMATO COMO FATOR DE PERTENCIMENTO

    NO USO DE REDES SOCIAIS ON-LINE EM PROJETOS EDUCACIONAIS.

  • Data: 18/04/2013
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  • Esta tese investigou como as redes sociais on-line que permitem postagens anônimas podem ser utilizadas por professores e alunos para a promoção da Educação Sexual de modo a atender as necessidades e as expectativas dos jovens diante de um tema transversal notavelmente tabu. O qual necessita de estratégias pedagógicas mais eficientes do que as tradicionalmente oferecidas. Com essa experiência, realizada em um minicurso sobre sexualidade e saúde, buscou-se ir além da utilização das redes sociais para o entretenimento social, mostrando que podem ser um ambiente que favorece o processo de ensino-aprendizagem. A pesquisa foi fundamentada na convergência dos conceitos de comunicação para Paulo Freire e Jürgen Habermas. Bem como nos conceitos filosóficos de utopia, ideologia e dialética que se inter-relacionam não só entre si, mas também com o próprio campo da educação. Metodologicamente nesta tese foi adotada a categoria da pesquisa qualitativa, o método é uma combinação de estudo de caso com pesquisa-ação. A técnica foi à aplicação de questionários, a coleta de dados foi presencial e os tipos de dados foram primários. Por fim, apresentam-se, então, a concepção de que a comunicação não está no meio, mas sim na relação de confiança que se estabelece entre os interlocutores. Desta forma, é possível afirmar que quando um aluno tem sua necessidade atendida ao conseguir esclarecer suas dúvidas sobre sexo com seu professor através de uma rede social on-line que permita anonimato e através da qual o aluno sabe que quem responde é o seu professor, mas o professor não consegue distinguir a identidade de seu aluno, essa relação dialógica atende a pretensões de validez que a caracterizam como ação comunicativa em potencial.

  • RITA DE CASSIA ARAUJO ALVES MENDONCA
  • ATELIÊ BIOGRÁFICO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL: PRÁTICAS SOCIOEDUCATIVAS EM ESCOLA JUDICIAL.

  • Data: 22/03/2013
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  • Nas últimas décadas, intensificaram-se os debates sobre as narrativas biográficas e
    autobiográficas como práticas socioeducativas, alinhadas ao cenário educacional do século
    XXI, o qual impõe novas perspectivas pedagógicas, tecidas com fios epistemológicos e
    metodológicos ancorados na formação ao longo da vida. Diante dessas exigências, cresceu a
    necessidade de inovar a modalidade de formação continuada em Escola Judicial, como espaço
    de importância vital para responder à demanda constitucional de aprimoramento das práticas
    jurisdicionais. A tese tomou como objeto de estudo as narrativas autobiográficas e o grupo
    reflexivo como práticas socioeducativas, realizadas no ‘Ateliê biográfico de formação
    profissional’, como espaço-tempo para a formação continuada de oficiais de justiça –
    Avaliadores Federais, na Escola Judicial do TRT, em Natal/RN. Nortearam a pesquisa as
    seguintes questões: Quais os percursos de experiências e saberes compartilhados pelos oficiais
    de justiça no “Ateliê biográfico de Formação Profissional”? Como se organiza o grupo
    reflexivo enquanto prática socioeducativa na formação profissional? Que contribuições as
    narrativas de si trazem para a formação ao longo da vida no contexto das práticas
    jurisdicionais? Os princípios teóricos e métodos de pesquisa inspiram-se nos pressupostos
    epistemológicos de estudos e pesquisas que colocam no centro da investigação e da formação
    o sujeito da experiência e postulam sua capacidade de reflexão e de reinvenção de si
    (FREIRE, 1987, 1996, 2001; JOSSO, 2008, 2010, 2012; PINEAU, 2005, 2006; DOMINICÉ,
    2008, 2010; DELORY-MOMBERGER, 2006, 2008, 2012; PASSEGGI, 2008; 2010; 2011;
    2012). Participaram da pesquisa 09 (nove) oficiais de justiça, no exercício da profissão, que
    integraram o grupo reflexivo em 08 (oito) encontros no Ateliê biográfico, durante os quais
    partilharam narrativas sobre suas experiências existenciais e profissionais. O material
    empírico está constituído por suas narrativas escritas e orais e as transcrições das interações
    nos grupos reflexivos, cujas análises foram realizadas na perspectiva proposta por Schütze
    (2010). Das análises emergiram seis grandes categorias: reflexividade, experiencialidade,
    historicidade, reversibilidade, dialogicidade e formabilidade que confirmam a tese de que a
    reflexão conduzida por servidores em grupos reflexivos, mediante as narrativas de suas
    experiências de vida, favorecem à formação profissional, por lhes permitir melhor entrever os
    vínculos que articulam sua formação ao trabalho profissional. Os movimentos em espiral
    utilizados ao longo das análises simbolizam a expectativa de uma abertura dinâmica e
    contínua que prosseguirá para cada um dos participantes, que viveram o trabalho conjunto de
    biografização e a magia do conhecimento de si mesmo como um exercício autopoiético.

  • GEORGIANE AMORIM SILVA
  • CARACTERIZAÇÃO DAS CATEGORIAS DE SKEMP DE COMPREENSÃO RELACIONAL E COMPREENSÃO INSTRUMENTAL EM TERMOS DA SUA NOÇÃO DE ESQUEMA

  • Data: 15/03/2013
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  • O presente trabalho apresenta uma descrição sistemática acerca do que significa, segundo
    Skemp, compreensão relacional e compreensão instrumental, no âmbito da aprendizagem
    matemática, sendo que tivemos como norte à sua compreensão sobre esquema. Sobretudo,
    analisamos alguns trabalhos acadêmicos, na área de Educação Matemática, que fizeram uso
    das categorias de compreensão relacional e compreensão instrumental enquanto instrumento
    avaliativo e detectamos que na maioria dos casos a análise é pontual. Diante disso,
    considerando que o esquema inerente à compreensão relacional apresenta uma rede de ideias
    conectadas e não isoladas, investigamos se a análise global, na qual considera-se a
    compreensão da diversidade de conceitos contributivos à formação do conceito a ser
    aprendido, é mais apropriada que a pontual, na qual considera a compreensão de conceitos de
    modo isolado. Para tanto, aplicamos um módulo de ensino, tendo como conteúdo principal os
    Quaternos Pitagóricos utilizando a História da Matemática e a obra de Bahier (1916). Com o
    referido módulo de ensino obtivemos os dados para realizarmos tanto a análise global quanto
    a pontual, utilizando como modalidade de pesquisa o Estudo de Caso, e consequentemente
    realizamos nossas inferências acerca dos níveis de compreensão apresentados pelos sujeitos o
    que nos possibilitou investigarmos a apropriação da análise global em detrimento da análise
    pontual. Na oportunidade, comprovamos a tese que defendemos no decorrer do estudo e, além
    disso, apontamos como contribuição da nossa pesquisa a evidência da necessidade de um
    ensino de Matemática que promova a compreensão relacional e que avaliação a ser realizada
    deve ser global, sendo necessário levar em consideração a noção de esquema e
    consequentemente conhecer o diagrama esquemático do conceito a ser avaliado.

  • MARIA DA PAZ SIQUEIRA DE OLIVEIRA
  • PENSANDO E AGINDO: ESTUDO DA RELAÇÃO ENTRE DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR.

  • Data: 15/03/2013
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  • Este trabalho, intitulado pensando e agindo: estudo da relação entre o desenvolvimento do pensamento e a prática pedagógica do professor, tem como objetivo investigar a relação entre o desenvolvimento do pensamento teórico e a prática pedagógica de uma professora da educação infantil que atua numa escola pública de Natal/RN, com crianças com idades variáveis de quatro a cinco anos. Em termos específicos, pretendemos propiciar a continuidade de um processo de formação que permita a professora envolvida elaborar o significado dos conceitos que compõem os conhecimentos curriculares, especificamente, o conceito de família; ter domínio dos processos e procedimentos lógicos inerentes ao desenvolvimento do pensamento e a formação de conceito; mediar de forma consciente e planejada as etapas necessárias à efetivação dos processos de elaboração conceitual propícios ao desenvolvimento do pensamento. Para desencadear o processo investigativo, utilizamos os princípios do materialismo histórico-dialético enquanto método para análise, por compreendermos que, através dessa lógica, é que poderemos buscar os elementos que darão sustentação a uma mediação pedagógica que permita maior eficácia na compreensão dos fenômenos. Recorreremos à pesquisa colaborativa, uma vez que era nossa intenção desenvolver uma ação investigativa compartilhada, tendo em vista buscar meios para resolver os problemas da prática pedagógica. A investigação colaborativa possibilita ao sujeito partícipe refletir, ser pesquisador e co-construtor da sua prática. Assim, alguns procedimentos metodológicos foram considerados adequados para que pudéssemos alcançar os resultados desejados, como Reuniões, Planejamento, Ciclos de Estudos Reflexivos, Observação Colaborativa, e Sessões Reflexivas. Utilizamos a metodologia conceitual de Ferreira (2009) como suporte para a análise do conceito de família elaborado. Para fazer a análise desse processo nos utilizamos das teorizações de Vigotski, Rubinstein, Liublinskaia, Ferreira, Freire, entre outros. Podemos dizer que, na perspectiva da colaboração, a reflexão sobre a prática pode desencadear um novo olhar do professor sobre a sua prática pedagógica e o desenvolvimento do pensamento do seu aluno. Os resultados obtidos dão conta de que esse foi um trabalho bem sucedido no sentido de que percebemos uma relação estreita entre o que realizou a professora e as aprendizagens adquiridas pelos alunos. O sentido que a partícipe dá ao seu fazer possibilitou a abertura de caminhos para o desenvolvimento do pensamento, a partir do trabalho com a metodologia conceitual, revelando a consciência do significado da sua ação, e dialogando com as necessidades do aluno e trabalhando em função destas. Destacamos a importância da colaboração e do processo reflexivo para a formação e prática do profissional professor e as aprendizagens adquiridas com relação ao refletir crítico e colaborativamente, na argumentação e na reformulação das nossas ideias. Afirmamos que o que realizamos é apenas o começo de novos caminhos que surgirão pela necessidade que temos de busca, de descobertas e pela vontade de desenvolvermos ações produtivas, propiciadoras de condições para a expansão da formação profissional e da prática pedagógica do professor. As conclusões a que chegamos estão longe de se esgotarem, uma vez que é um tema complexo, que pode possibilitar o surgimento de novos estudos, de novas pesquisas, de novos conhecimentos.

  • FRANCISCA VANDILMA COSTA
  • UM ESTUDO SOBRE A APRECIAÇÃO DO RACIOCÍNIO MATEMÁTICO NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES.

  • Data: 08/03/2013
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  • O presente trabalho teve como foco desenvolver atividades de ensino, que proporcionassem,
    ao aluno na formação inicial de professores, uma melhoria à capacidade de raciocínio
    matemático e, consequentemente, uma maior apreciação dos conceitos relacionados à seção
    áurea, aos números irracionais, à incomensurabilidade e à demonstração da redução ao
    absurdo. A pesquisa classifica-se como de campo, cujos dados de coleta foram inseridos
    dentro de uma abordagem quanti-qualitativa. Atuaram, na investigação, duas turmas em
    formação inicial de professores. Esses eram docentes e funcionários da rede pública estadual e
    municipal, residentes na capital, na Região Metropolitana de Natal – Grande Natal – e no
    interior do estado. A parte empírica da pesquisa realizou-se nos cursos de Pedagogia e na
    licenciatura de Matemática do IFESP, em Natal – RN. A construção do caminho teórico e
    metodológico teve como propósito apresentar uma situação de ensino, baseada na história,
    envolvendo a matemática e a arquitetura, oriunda de um contexto concreto – a Villa Emo de
    Andrea Palladio. Centraram-se as discussões nos estudos atuais de Rachel Fletcher ao afirmar
    que o arquiteto usou seção áurea na construção da referida vila. Como resultado, observou-se
    que a proposta de realizar um estudo sobre a apreciação do raciocínio matemático
    proporcionou, no decorrer das sequências de ensino e atividade, diversas reflexões teóricas e
    práticas. Essas aplicações, aliadas a quatro sessões de estudo, em sala de aula, voltaram-se
    para uma organização do pensamento matemático capaz de desenvolver, nos acadêmicos, o
    raciocínio lógico e investigativo e demonstração matemática. Ao trazer aspectos da
    matemática da Grécia Antiga e de Andrea Palladio, em atividades de ensino para professores
    e futuros professores da educação básica, promoveu-se, neles, uma melhoria na capacidade de
    raciocínio matemático. Portanto, esse trabalho partiu de inquietações em oportunizar aos
    alunos pesquisados, o pensar matematicamente. De fato, um dos mais famosos irracionais, a
    seção áurea, foi definido através de certa construção geométrica, o que é refletido pela frase
    grega (o nome “seção áurea” é bastante posterior) usada para descrever o mesmo: divisão – de
    um segmento – em média e extrema razão. Posteriormente, a seção áurea chegou a ser
    considerada um padrão de beleza nas artes. Isso se reflete em como aproveitar a afirmação do
    questionamento feito por atuais estudiosos de Palladio, quanto ao uso da seção áurea nos seus
    projetos arquitetônicos, no nosso caso, na Villa Emo.

  • JULIANO CESAR PETROVICH BEZERRA
  • Os mestres e o aprendiz: perambulando por ilhas de resistência.

  • Data: 06/03/2013
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  • Monocultura da mente... Essa idéia, apresentada por Vandana Shiva, reflete bem a fase em que temos vivido no mundo: uma noção de civilização que, desde algumas décadas, caracterizada por uma forte onda tecnocrática, tem-se mostrado dominante e hegemônica. Baseada numa padronização de pensar e agir, sentir e desejar, essa onda acaba implicando no que se pode chamar da crise no processo civilizatório da humanidade. Destruição de modos de vida mais simples e harmônicos com a natureza, relações humanas cada vez mais distantes, fragilização de valores, como o respeito, a bondade e o amor, são algumas das conseqüências dessa homogeneização comportamental. Observa-se, por outro lado, um arquipélago de resistência cultural e cognitiva frente a essa onda devastadora. Edgar Morin e Ceiça de Almeida fazem alusão a esse arquipélago referindo-se ao “Pensamento do Sul”, o que não se trata de uma questão meramente geográfica. Referem-se, pois, a alguns lugares, pessoas, ilhas que mantêm costumes e saberes antigos, passados oralmente ou pelo exemplo, dos mais velhos aos mais novos, ou vice-versa, num fluxo quase constante. Formas particulares de sentir o mundo ao seu redor, os homens, os animais, as plantas, as rochas, até seres não-viventes, mestres ou encantados, guias espirituais. Próxima a uma lógica do sensível, como propõe Claude Lévi-Strauss, essa leitura, postura mais atenta, observadora e sábia do meio, baseia-se no tocar, no cheirar, no comer, no ver, e, acrescento, no sentir. Diante disso, procuro discorrer acerca de certas experiências que tive o prazer de vivenciar em algumas dessas ilhas de resistências. Conversas, percepções, observações, sensações... Histórias, prosas, poesias, músicas, fotografias, desenhos... o que pudesse servir para retratar um pouco das reflexões e formas de se (auto)conhecer e produzir conhecimento, bem como de uma formação/Educação para a vida, foi bem utilizado nesta obra etnográfica. Espaço para a subjetividade e emoções tive/tenho/terei bastante... tudo para que o amigo leitor possa se sentir viajando pelo mundo da tradição, da resistência...

  • JOSE EVERALDO PEREIRA
  • FORMAÇÃO DA HABILIDADE DE INTERPRETAR GRÁFICOS CARTESIANOS EM LICENCIANDOS EM QUÍMICA SEGUNDO A TEORIA DE P. YA. GALPERIN

  • Data: 28/02/2013
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  • É notória nas discussões da área de Didática das Ciências a necessidade de que os estudantes
    não só aprendam teorias, leis e conceitos, mas que também desenvolvam habilidades que lhes
    permitam o agir competente para a cidadania crítica. Nessa perspectiva, alguns dos
    procedimentos/habilidades para a aprendizagem das ciências naturais devem ser ensinados de
    modo consciente, intencional e planejados, como componente dessa competência básica.
    Estudos nos últimos vinte anos têm mostrado que estudantes e professores têm diversas
    dificuldades no desenvolvimento de habilidades, dentre elas, a de interpretar gráficos
    cartesianos, essencial para a compreensão das Ciências Naturais. Nesse sentido, o
    desenvolvimento desse conhecimento profissional na formação inicial de futuros professores
    de Química passa a ser estratégico não apenas para saber utilizá-lo, mas para saber ensiná-lo.
    Esta pesquisa teve como objetivo geral a organização, o desenvolvimento e o estudo de um
    processo de formação da habilidade de interpretar gráficos cartesianos como parte do
    conhecimento profissional docente, a partir de um estudo de caso com seis estudantes do
    curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
    Para o desenvolvimento dessa habilidade, utilizamos como referencial a Teoria da Formação
    por Etapas das Ações Mentais e dos Conceitos de P. Ya. Galperin e seus seguintes
    indicadores qualitativos: forma da ação, grau de generalização, grau de consciência, grau de
    independência e grau de solidez. A pesquisa, de natureza qualitativa, privilegiou como
    instrumentos de coleta de dados o registro de atividades dos licenciandos, a observação, o
    questionário e testes diagnósticos. No primeiro momento, foi planejado um Sistema Didático
    para o desenvolvimento da habilidade de interpretar gráficos cartesianos, com base nos
    pressupostos e etapas da Teoria de Galperin. No segundo momento, o referido Sistema foi
    aplicado junto aos licenciandos e o processo de formação da habilidade foi desenvolvido. Os
    resultados mostraram a possibilidade de formar a habilidade com consciência do sistema de
    operações invariante, com alto grau de generalização e internalizada a invariante operacional
    no plano mental. Os estudantes manifestaram as contribuições positivas desse tipo de
    experiência formativa. A pesquisa, por sua vez, revela a importância de se aprofundar na
    compreensão didática das individualidades no processo de assimilação, segundo a Teoria de
    Galperin, quando se trata da atualização de habilidades como parte do conhecimento
    profissional docente.

  • FRANCINAIDE DE LIMA SILVA NASCIMENTO
  • Um espaço de formação do professor primário: a Escola Normal de Natal (Rio Grande do Norte, 1908 – 1971).

  • Data: 26/02/2013
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  • A pesquisa analisa a história da formação de professores em Natal, Rio Grande do Norte, entre 1908 e 1971. Insere-se na temática da História das Instituições Escolares e da Formação de Professores e investiga o percurso da Escola Normal de Natal na preparação de professores primários. Fundamenta-se nos pressupostos de Chartier (1990), Chervel (1990), Elias (1994), Nóvoa (1987), Schriewer (2000), dentre outros, como também em documentos localizados, principalmente, no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte|IHGRN como Atas, Ofícios, Relatórios dos Diretores da Instrução Pública, Leis, Decretos, Mensagens dos Governadores, além de artigos dos jornais A Capital, A Ordem e A República, bem como da revista Pedagogium (1921-1940). No Arquivo Público do Estado|APE encontramos o Livro de Honra (1914-1919), Diários de Classe e o Livro de Inscrição dos Grupos Escolares. Do Memorial do Atheneu analisamos a Ata da Congregação do Atheneu e da Escola Normal (1897) e do Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy o Livro de Registro Nominal dos Professores Diplomados pela Escola Normal. Propomos o estudo comparado da gênese da Escola Normal Primária de Lisboa e de Natal, ancorados no problema da análise dos sentidos atribuídos ao modelo de instituição. Pesquisamos nos acervos da Biblioteca Nacional de Portugal|BNP e da Escola Superior de Educação de Lisboa|ESELX, antigo prédio da Escola Normal Primária, nos quais encontramos Atas, Livros, Manuais de Pedagogia e Regimentos Internos. O estudo evidenciou que estas Escolas Normais surgiram do mesmo substrato histórico, como também a consonância entre os dois países no que concerne a um modo de saber que associava políticos, professores, médicos, higienistas e os demais especialistas da sociedade envolvidos com a educação. Constatamos, ainda, a presença de um discurso pedagógico próprio à escola primária e ao preparo do magistério. De modo particular, a Escola Normal de Natal funcionou em diferentes espaços e consolidou-se como a instituição responsável pelo preparo dos mestres primários. Enquanto locus da formação de professores constituiu uma forma escolar própria, a partir da produção e veiculação de saberes específicos e de modos de fazer peculiares. Saberes os quais deram suporte ao preparo profissional para o magistério e que estavam em conformidade com o movimento pedagógico mundial, as ideias, discussões e reflexões dos pedagogos e dirigentes educacionais. A Escola Normal de Natal era um espaço de atividades pedagógicas, de afirmação profissional, um lugar de reflexão sobre as ações que conferiram aos professores a representação de profissionais produtores de saberes os quais legitimaram a instrução e a profissão docente.

  • THIAGO EMMANUEL ARAÚJO SEVERO
  • COMPREENSÃO DE NATUREZA E FORMAçÃO DO BIÓLOGO

  • Data: 22/02/2013
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  • Desde tempos antigos a maioria dos saberes e técnicas desenvolvidas pela humanidade tiveram como propósito compreender e estudar os fenômenos da natureza. A ciência, como uma destas narrativas, funciona como instrumento de tradução, transcrevendo aquilo que, sistematicamente é observado. Como parte do protocolo das ciências modernas, as Ciências Biológicas compreendem um metiê de saberes e técnicas que se dispõem a estudar os fenômenos da vida. Mas não só. Dentro do conjunto das transformações que passam as ciências modernas o diálogo com áreas correlatas tornou-se bastante estreito e pontualmente funcional, enquanto que, por sua vez, o diálogo com áreas não correlatas tornou-se inexistente. Nesta pesquisa problematizo o ensino de Ciências Biológicas como lugar estratégico para construir uma compreensão de natureza que amplie as relações conceituais entre diferentes eixos disciplinares, anteriormente fragmentados. Para isto, tomo como base quatro vias de aproximação metafóricas para problematizar a formação do biólogo no Brasil. Três delas propostas por Joël de Rosnay, representadas pelos artefatos: O Telescópio, O Microscópio e O Macroscópio. E por fim, uma proposição complementar que intitulo o Olho Nu. Por meio da metáfora do Telescópio, que permite construir um olhar mais geral sobre um fenômeno, trato do ensino de Ciências Biológicas no Brasil. Por meio da metáfora do Microscópio, que permite analisar o detalhe, construo um ranking dos principais cursos de Biologia e proponho uma discussão sobre as compreensões de natureza que fundamentam a formação do biólogo. Por meio da metáfora do Macroscópio, que permite religar e distanciar a parte e o todo de um fenômeno observado, problematizo as bases para um diálogo transdisciplinar tendo como referência autores como Ilya Prigogine, Basarab Nicolescu, Henri Atlan e Bruno Latour. Completa esse conjunto quaternário de metáforas uma leitura e compreensão do mundo a partir do Olho Nu, como estratégia de uma percepção mais próxima da natureza. A referência para este domínio é o filósofo da natureza Chico Lucas da Silva.

  • EUGENIO PACCELLI AGUIAR FREIRE
  • PODCAST NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA: NATUREZA, POTENCIALIDADES E IMPLICAÇÕES DE UMA TECNOLOGIA DA COMUNICAÇÃO

  • Data: 18/02/2013
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  • Esta tese busca construir uma análise ampla a fim de articular as diversas esferas educativas da tecnologia podcast no Brasil, tanto em contextos escolares quanto não escolares, abarcando cenários presenciais e a distância. Para isso, une quesitos abordados de modo fragmentado na área à novas perspectivas acerca da tecnologia em questão, de modo a caracterizar sua natureza, examinando o podcast a partir de um ótica própria de tecnologia educacional, bem como desvelando suas principais potencialidades e implicações educativas. A pesquisa foi realizada a partir da articulação entre categorias quantitativa e qualitativa, com ênfase nesta última. O método de observação participante foi seguido através da imersão do pesquisador nos grupos de audiência de diversos podcasts brasileiros. A coleta de dados junto às fontes realizou-se através de um olhar direcionado às interações dadas nos blogs das produções brasileiras, bem como por entrevistas semiabertas com produtores - realizadas on-line -, além de dar-se a partir da própria audição de inúmeros podcasts nacionais. No âmbito escolar, carente de projetos nacionais de uso do podcast, o levantamento de dados centrou-se em pesquisa bibliográfica, relativa especialmente a estudos oriundos de Portugal, país cujo uso pela escola da tecnologia aqui em pauta apresenta significativo grau de desenvolvimento, marcado pelo exercício de projetos de podcasts educativos em diversos níveis escolares. Somaram-se ao corpus descrito subsídios quantitativos, oriundos principalmente dos dados da “Podpesquisa 2009”, principal levantamento estatístico acerca do uso brasileiro de podcasts. Na articulação e análise do dados colhidos, utilizou-se do referencial educativo de Paulo Freire como norteador da concepção da educação seguida. De tal modo que, entendendo aquela como sinônima à comunicação, puderam-se revelar as diversas ramificações educativas do podcast brasileiro, marcado pela forte aproximação entre seus participantes. Além disso, as ideias de Célestin Freinet guiaram as análises produtivas acerca da tecnologia aqui em estudo. As perspectivas de Andrew Feenberg, por sua vez, balisaram a concepção tecnológica elaborada, a qual propiciou o alicerce para as reflexões e proposições oferecidas neste estudo. Além daqueles, buscou-se considerar diversos autores que versam sobre assuntos que perpassam a temática aqui delimitada, contemplando discussões acerca de oralidade, cooperação, ambiente on-line, entre outros pontos afins.

  • CRISTINE TINOCO DA CUNHA LIMA ROSADO
  • VOZES NÃO SILENCIADAS DE ALFABETIZANDOS JOVENS E ADULTOS E SUAS REPERCUSSÕES NA FORMAÇÃO DOCENTE.

  • Data: 06/02/2013
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  • Pessoas com baixa escolarização têm sido historicamente silenciadas perdendo vez e voz na sociedade. A partir dessa preocupação, este trabalho de Doutorado tem como finalidade discutir a problemática que assim se configura: que concepções apresentam alfabetizandos jovens e adultos sobre si mesmos, sobre seu direito à educação, sobre a escola e seu processo de alfabetização? - Que contribuições - de vozes não-silenciadas de alfabetizandos da EJA - podem ser oferecidas num processo de formação continuada de seus professores? Na tentativa de responder a essas questões, são elencados três objetivos: 1 - Oportunizar a voz de alfabetizandos da EJA sobre o seu direito à educação, e o seu processo de alfabetização na escola formal. 2 - Conhecer a avaliação de alfabetizandos da EJA sobre si mesmos e sobre a Escola, em termos de sua estrutura e prática pedagógica. 3 - Fomentar, a partir das vozes dos alunos, um processo reflexivo de formação continuada para professores, na perspectiva de aproximar a prática docente dos anseios dos sujeitos alfabetizandos. Nessa direção, realiza-se, no âmbito da investigação qualitativa, um estudo de caso complementado pela pesquisa-ação, o que caracterizou a modalidade de estudo misto. Para a consolidação do estudo, foram selecionados vinte e seis alunos alfabetizandos da EJA e nove docentes da referida modalidade de ensino, de uma escola pública da cidade de Natal/RN. Como procedimentos de construção de dados, no tocante aos alunos, foram utilizados o questionário, a observação, a entrevista semidiretiva e a análise documental. No que se refere ao trabalho com as professoras, os dados foram construídos nos encontros de formação continuada, sendo estes audiogravados e, posteriormente, transcritos, além de se utilizar a estratégia metodológica do grupo focal, unindo as necessidades formativas dos docentes com a voz dos alunos. A organização e a análise dos dados foram orientadas por princípios da análise de conteúdo. Nessa análise, emergiram três categorias: o aluno da EJA como sujeito de direitos; a língua escrita na escola da vida e na vida da escola; concepções dos alunos sobre o que deve saber e fazer um professor da EJA. Ressalta-se que a investigação tem como eixo fundante a fala dos alunos da EJA no seu contexto escolar, procurando lhe atribuir um sentido pedagógico no processo de formação continuada de seus professores. O estudo aponta que os jovens e adultos alfabetizandos destacam a necessidade do aprendizado da leitura e da escrita, atribuindo a esse aprendizado significados próprios, relacionados às suas vivências. Além disso, reconhecem a complexidade do processo de aprendizagem da língua escrita, valorizando tanto a apropriação desta, quanto das diversas experiências práticas de uso social. A percepção de jovens e adultos sobre o seu processo de alfabetização contribui para a consolidação da prática pedagógica de alfabetizar letrando, sendo a alfabetização percebida como um meio para inúmeras aquisições na vida pessoal e profissional. Os alunos da EJA, apesar de reconhecerem que seus direitos básicos à educação foram negados, assumem parte da responsabilidade do seu insucesso escolar, desconsiderando, parcialmente, as questões sociais e políticas que permeiam a problemática do analfabetismo. Apesar de a criticidade ser estimulada no ambiente escolar investigado, muitos alunos da EJA ainda carregam os estigmas sociais em suas falas e vivências, os quais lhes imputam a visão depreciativa de si mesmos, como a de pessoas que fracassaram e que sofrem as penalidades da não alfabetização na idade própria. A pesquisa demonstra que é necessário superar a visão reducionista ainda lançada sobre os alunos da EJA, numa perspectiva para além de seus fracassos escolares. Assim sendo, a voz do aluno, em um processo de formação continuada, pode trazer contribuições que ajudam a compreender suas visões e expectativas sobre a dinâmica escolar, podendo iluminar possíveis estudos e, quiçá, novas práticas pedagógicas.

  • GILMAR LEITE FERREIRA
  • O SERTÃO EDUCA.

  • Data: 04/02/2013
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  • Para construção desta tese, refletimos a respeito do sertão como um lugar que educa. Fundamentado na filosofia da Natureza de Merleau-Ponty, em alguns livros da literatura sertaneja, na obra do poeta Cancão (João Batista de Siqueira), nas orientações, nas conversas com os sertanejos do Cariri paraibano e do Pajeú pernambucano, foi possível pensar e compreender a educação emergida pela relação do homem do sertão com a natureza e a poesia. No campo da reflexão epistemológica, compreendemos que a educação da vida pode ser um caminho para a compreensão do homem, aprendendo por meio das relações e, com isso, construindo um conhecimento compartilhado e experimentado no dia a dia para novas aprendizagens.  Envolvido com o fenômeno sertão, a atitude fenomenológica foi de fundamental importância para podermos trilhar nas veredas da pesquisa, sempre tendo cuidado para não haver uma acomodação diante do fenômeno investigado, mas sim, um afastamento para criação de horizontes de sentidos, dando outras significações para uma melhor aproximação. Foi possível compreender que a educação se faz da experiência vivida dos sertanejos com a natureza e a poesia. Essa concepção fenomenológica revela que a educação do sertão emerge do mundo vivido do sertanejo, por meio do contato sensível com outros animais, plantas e poesia. É uma educação corpórea, porque acontece no universo da sensibilidade e abre o campo da existência humana, interligada com os seres animados e inanimados do sertão.

  • LAISE TAVARES PADILHA BEZERRA GURGEL DE AZEVEDO
  • ANAGRAMAS DO CORPO, PROCESSOS DE REPETIÇÃO E REPRESENTAÇÃO DA CONDIÇÃO HUMANA: UM DIÁLOGO ENTRE HANS BELLMER E PINA BAUSCH.

  • Data: 01/02/2013
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  • A relação entre ignorância, aprendizagem e criação compõe um cenário instigante para refletirmos sobre educação e ciência. Para dar luz a essa reflexão partimos das proposições de Ilya Prigogine (1986), para quem a arte é a metáfora que representa a ciência no século XX; das ideias de Edgar Morin (2004), ao enfatizar a contribuição fundamental da arte para a condição humana; e de Maurice Merleau-Ponty (1980), que credita à arte a possibilidade de um novo olhar sobre o mundo, um olhar sensível, estético. Tendo por referência esses argumentos reafirmamos a tese de que a arte pode apresentar metáforas para pensarmos a ciência, a educação e a condição humana em bases complexas e transdisciplinares. Focalizamos, em particular, as categorias de deformação e repetição. A primeira é pensada como a desordem necessária ao corpo, à ciência e à educação, lugares de metamorfoses constantes, conforme os princípios da complexidade. A segunda é tomada como um operador sem o qual não podem emergir a variação, o desvio, o novo, a invenção. Nossas metáforas surgem a partir da obra estética de dois artistas consagrados: Pina Bausch e Hans Bellmer, transgressores que se insurgem definitivamente contra a trivialidade na arte e na vida. Operaram por sonhos, manifestações amorosas irreverentes, estéticas inaugurais, antiparadigmáticas e impertinentes. Numa palavra, incorporam para si o que se convenciona chamar de um pensamento complexo. Entendemos que os dois artistas acionam dispositivos que dialogam com o manifesto de Merleau-Ponty ao buscar na “aisthesis” possibilidade de uma produção natural que é, em si própria, criadora. Tendo como horizonte essa potência criadora centramos nosso olhar nos anagramas do corpo propostos por Bellmer e na repetição tal qual expressa por Pina Bausch. Deformação e Repetição são estados embrionários de criação.

2012
Descrição
  • IVLA CRISTINA GOMES
  • Cultura leitora do professor e a prática pedagógica na formação de alunos leitores de literatura na escola fundamental

  • Data: 19/10/2012
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  • O estudo investiga como acontece a formação da cultura leitora do professor formador de leitores de literatura, do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, discutindo questões sobre a formação das professoras, e as práticas de leituras e práticas de formação de leitores e a repercussão na atuação profissional. Para tanto, procura conhecer, juntos aos professores, memórias de suas vivências de leitura na infância, no período escolar, na formação profissional e atualmente. A relevância do estudo está na importância de se investigar as relações existentes entre a história de vida, a cultura leitora e a prática do professor-formador de leitores. O estudo se caracteriza como uma pesquisa qualitativa, utilizando a metodologia de histórias de vida. Para a coleta de dados foi utilizada a entrevista do tipo semi-estruturada. As entrevistas foram realizadas com 5 professoras de uma mesma escola municipal de Natal/RN que lecionam do 1º ao 5º ano e com 5 alunos do 5º ano que já foram alunos das respectivas professoras. Tomamos como referencial teórico os estudos de Amarilha (1991; 1993; 1994; 2006); Silva (1982; 2003); Martins (1994); Smith (2003); Yunes (2003); Nóvoa (1995); Delory-Momberger (2008); Santos (1994). A análise das entrevistas revela que muitos são os fatores que influenciam na formação da cultura leitora do professor e que essa formação se dá e se transforma durante toda a vida. Os dados da pesquisa revelam o quão importante é para o professor ter uma prática de leitura constante, considerando que a cultura leitora está em permanente processo de formação, pois ela não se dá apenas em determinados momentos, e essa, influencia na prática pedagógica diária do professor mediador e formador de leitores.

  • RUTILENE SANTOS DE SOUSA
  • A BIBLIOTECA COMO CONTEXTO DE FORMAÇÃO DA CRIANÇA LEITORA: AÇÕES E SIGNIFICAÇÕES DE CRIANÇAS E PROFESSORAS.

  • Data: 02/10/2012
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  • O presente estudo teve como objetivos: a) colaborar para a implementação e
    dinamização de uma biblioteca escolar e, b) analisar as práticas desenvolvidas na
    biblioteca escolar e sua contribuição para a constituição da criança leitora segundo
    as significações de crianças e professoras envolvidas como sujeitos dessas práticas.
    Tomar o lugar da biblioteca pública escolar como espaço de reflexão e análise é
    reconhecer a sua importância enquanto espaço de múltiplas aprendizagens acerca
    do ato de ler, reconhecendo a leitura enquanto prática social que, para ser
    apreendida e desenvolvida, implica mediações intencionais e sistemáticas que
    propiciem, às crianças aprendizes, a interação e experimentação com escritos
    diversos e significativos. A biblioteca escolar, antes considerada espaço alternativo
    ou opcional no contexto da escola, hoje é considerada espaço obrigatório em todas
    as instituições escolares de ensino público ou privado, de acordo com a lei
    12.244/24 de maio de 2010. Concebemos a ideia de que este espaço precisa ser
    garantido e fortalecido nas instituições de educação, como lugar legítimo de
    formação do sujeito leitor. A investigação assumiu os princípios da abordagem
    qualitativa, bem como das premissas da pesquisa-ação crítico-colaborativo, posto
    que envolvesse, além dos objetivos relativos à análise das significações de crianças
    e professoras sobre as práticas vivenciadas na biblioteca, uma ação colaborativa,
    solicitada e negociada junto à equipe da escola, para a implementação de sua
    biblioteca. O estudo desenvolveu-se em uma escola pública do município de
    Parnamirim/RN. Os sujeitos envolvidos, além de todos que se engajaram na
    construção da biblioteca como espaço de práticas leitoras, foram, de modo mais
    direto específico, quatro professoras (três regentes das salas de aula e uma
    responsável pela biblioteca) e dez crianças com idades entre seis e oito anos,
    matriculadas em três turmas de primeiro e segundo anos do Ensino Fundamental. A
    pesquisa envolveu observações participativas, entrevistas semiestruturadas, análise
    de documentos e diário de campo. As significações das professoras e das crianças
    apontam que as práticas vivenciadas na biblioteca sob a mediação da professora
    responsável podem propiciar a apropriação de conhecimentos, procedimentos e
    atitudes pertinentes à constituição da criança leitora, corroborando a compreensão
    de que a biblioteca escolar é/pode/precisa ser espaço fundamental experimentação
    de práticas de leitura e da formação de sujeitos leitores, o que requer políticas
    públicas que viabilizem estruturas físicas, acervos e formação/disponibilização de
    profissionais qualificados para as tarefas específicas da biblioteca.

  • ROUSEANE DA SILVA PAULA
  • Representações Sociais do “ser idoso” e suas implicações para a assistência e práticas educativas voltadas à população idosa em Natal/RN.

  • Data: 29/09/2012
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  • No Brasil, os idosos correspondem a 21 milhões da população, 11,3% total da população. A pesquisa cujo objetivo foi investigar as representações sociais do ser idoso e sua influência sobre as práticas educativas para a velhice, aconteceu nos grupos de convivência e envolveu 103 idosos, os sujeitos da pesquisa tinham acima de 60 anos. Para tanto apoiamo-nos, dentre outros suportes, na teoria das representações sociais de Serge Moscovici e na teoria do Núcleo Central desenvolvida por Jean-Claude Abric (2000), bem como, nos estudos sobre envelhecimento humano (NERI, 2001; ELIAS, 2001; MATTA, 2003, PEIXOTO, 2005, BOSI, 2002). Do ponto de vista metodológico, utilizamos o método de determinação do núcleo central e entrevistas semi-estruturadas com idosos não participantes dos grupos de contraste para fins de contraste. Realizamos também a análise da frequência de evocação e ordem média de evocação, conforme propõe Abric (2000) e a análise categorial de conteúdo para entrevistas e justificativas das evocações. A análise das evocações foi realizada pelo software EVOC 2000, este apresentou o quadro com os possíveis elementos do Núcleo Central da representação social para o grupo investigado: feliz, saúde, liberdade, e vida. Ao analisarmos a estrutura do conteúdo representacional, identificamos que as cognições feliz e liberdade estão associadas à natureza descritiva da representação social, enquanto as cognições vida e saúde referem-se a natureza prescritiva para os idosos. Constatamos que acontece a reprodução do discurso circulante e estereotipado da velhice como “melhor idade” e, ao mesmo tempo, como sinônimo de doenças; o que reproduz práticas estigmatizadas, com base em atividades recreativas e, por vezes, a infantilização dessa população. Assim, a representação social compreendida como um guia para a ação, nesta visão estigmatizada da pessoa idosa, resulta em práticas educativas esvaziadas do propósito de envelhecimento com dignidade, a despeito da legislação vigente que garante esse direito para o idoso brasileiro. 

  • ELEIDE GOMES TEIXEIRA TORRES LIRA
  • A COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA E O PROCESSO DE INCLUSÃO DO ALUNO COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS E ESPECIAIS: UM ESTUDO DE CASO

  • Data: 29/09/2012
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  • O processo de inclusão escolar apresenta uma série de desafios que vem mobilizando estudos e iniciativas em torno de sua efetivação. Se por um lado em tais estudos e iniciativas ganha relevo a ênfase na atuação e formação dos professores, por outro, verifica-se poucos estudos sobre o papel (e a atuação) da coordenação pedagógica face a esse processo. Nesse sentido, a nossa investigação centra-se no papel da coordenação pedagógica em face da inclusão escolar de alunos com Necessidades Educacionais Especiais (NEE) e assume as seguintes questões de estudo: a atuação do coordenador tem contribuído para o processo de inclusão de alunos com Necessidades Educacionais Especiais? Como se apresenta as ações pedagógicas do coordenador no processo de inclusão de aluno com NEE no ensino regular? E tem por objetivos: investigar a atuação do coordenador pedagógico no processo de inclusão de aluno com Necessidades Educacionais Especiais no Ensino Fundamental na escola regular; e analisar os limites e possibilidades das ações do coordenador no processo inclusão de alunos com NEE. Para a efetivação da pesquisa tomamos como campo empírico uma escola estadual de Ensino Fundamental, da cidade de Natal/RN. Foram selecionados como sujeitos da pesquisa 4 coordenadores, 2 professores da Sala de Recursos Multifuncionais e 2 professores das turmas do 6º ao 9º ano. O percurso metodológico que utilizamos insere-se na abordagem qualitativa e se configura como um Estudo de Caso, por compreendermos que essa modalidade de pesquisa responde ao objetivo do estudo, assumindo como procedimentos e instrumentos de construção de dados, a observação do cotidiano escolar, a análise de documentos educacionais e a realização de entrevistas com os sujeitos da pesquisa. A construção e a análise dos dados foram acompanhadas da interlocução com a literatura que se dedica à coordenação pedagógica e à inclusão escolar. Considerando as atribuições contemporâneas da coordenação pedagógica em decorrência dos desafios e possibilidades da escolarização de todos os alunos, sobretudo no que se refere ao trabalho colaborativo e à formação continuada dos professores, o nosso estudo aponta para uma ausência de uma ação articulada no que se refere ao processo de inclusão escolar, considerando o acompanhamento das atividades docentes e sua interlocução com a Sala de Recursos Multifuncionais. Além disso, a ênfase no atendimento das rotinas do cotidiano escolar e da observância de procedimentos burocráticos, secundarizaram, entre outras coisas, a reestruturação do Projeto Político-Pedagógico e a possibilidade de mobilização da escola em torno da problematização e da sistematização de um projeto escolar inclusivo. A efetivação da inclusão escolar, por conseguinte, implica no redimensionamento das atribuições da coordenação pedagógica, bem como, da própria reorganização escolar, no sentido de assegurar a mediação de ações colaborativas, contemplando, inclusive, a formação continuada dos professores, tendo como marco as dificuldades, os problemas e as experiências construídas no contexto escolar.

  • MARIA DAS DORES DA SILVA TIMOTEO DA CAMARA
  • CORPOREIDADE E HUMANESCÊNCIA: CENÁRIOS LUDOPOIÉTICOS NA VIDA DE PROFESSORES CONTADORES DE HISTÓRIA.

  • Data: 28/09/2012
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  • RESUMO

  • KIZE ARACHELLI DE LIRA SILVA
  • SABERES E PERSPECTIVAS DOS DOCENTES EM TORNO DO CURRÍCULO DE UMA ESCOLA PÚBLICA RURAL DO RN

  • Data: 28/09/2012
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  •  

     

    Este trabalho tem por objetivo analisar os saberes e as perspectivas docentes em torno do currículo de uma escola pública rural de Ensino Fundamental do Rio Grande do Norte, considerando, sobretudo, os debates sobre a Educação do Campo ancorados em Souza (2006, 2007), Arroyo, Caldart e Molina (2004) e Fernandes (2002, 2004). A proposta surge como uma alternativa para elaboração de proposições curriculares focadas na melhoria da qualidade do ensino nessas escolas, segundo as especificidades da educação escolar em contexto rural, na expectativa de que esta seja um elemento para o desenvolvimento local e global das comunidades rurais. A fundamentação teórica utilizada para responder a investigação respalda-se nas considerações sobre os saberes docentes à luz das leituras de Gauthier (1998), Tardif (2011), Pimenta, (2009), Paulo Freire (1996), Nóvoa (2007, 2008) e nas referências sobre o currículo crítico e pós-crítico discutidas em Giroux (1997), Silva (1999), Moreira (2008) e Moreira e Candau (2003, 2010), Sacristán (2000) e Sacristán e Gómez (1998). A referência empírica constitui-se de uma escola pública de uma comunidade rural no município de São José de Mipibu-RN. Os sujeitos sociais da pesquisa são quatro professores(as) que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Recorreu-se à pesquisa de cunho etnográfico fundamentada nos estudos de Lüdke e André (1986), Sandín Estebán (2010) e Gil (2007), uma vez que a análise do cotidiano escolar, sob o olhar etnográfico, por meio dos procedimentos da observação participante e da entrevista semiestruturada, permite o contato direto do pesquisador com o ambiente em estudo, registra o não documentado e percebe a instituição escolar como espaço cultural, caracterizando vários graus de acomodação, contestação e resistência imersos numa pluralidade de linguagens e objetivos conflitantes. As observações da sala de aula e as falas dos(as) professores(as) permitem compreender que os saberes e as perspectivas docentes, com base em suas experiências, lançam expectativas socioprofissionais sobre a docência e intensificam o papel fundamental do docente na construção dos saberes, das práticas e concepções do mundo rural, da escola rural e de sua função social. Os achados da pesquisa realizada com os professores sobre o contexto rural apontam para a necessidade em problematizar verdades socialmente construídas, sob a orientação de uma racionalidade que reconheça o espaço rural como produtor da existência. A partir das análises construídas, pôde-se reconhecer a necessidade de uma política de formação conceitual específica para os(as) professores(as) das escolas rurais, alicerçada no conceito histórico-cultural do rural. Também se reitera a urgência em revisar os processos de formação permanente e continuada vividos na escola, que contemplem as peculiaridades do ensino rural, numa visão contra-hegemônica do urbanocentrismo, a partir de uma análise crítica sobre o marco legal da Educação do Campo.

  • AUREA EMILIA DA SILVA PINTO
  • LUDOPOIESE E HUMANESCÊNCIA NA VIDA DE EDUCADORES EM SAÚDE DA ANEPS-RN

  • Data: 28/09/2012
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  • Este estudo foi desenvolvido com educadores em saúde que atuam no Núcleo Estadual da Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular em Saúde do Rio Grande do Norte, tendo como objetivo central descrever e interpretar como a ludopoiese e a humanescência se revelam na vida de educadores em saúde e contribuem para a sua autoformação humanescente. Pesquisa compreendida no contexto da abordagem qualitativa e caracterizada como pesquisa-ação existencial, adotando os princípios e fundamentos etnofenomenológicos que contemplam valores, desejos, sentidos e significados. Como recurso para explorar a riqueza da construção do conhecimento, utilizamos a Metafóra Água atenta as suas ações e consciente de sua importância para a humanidade. Buscamos construir novo saberes, experienciar novas descobertas, iluminada pelos momentos de autorreflexão e de autorreconhecimento, fazendo novas conexões ontológicas, epistemológicas e metodológicas, mediadas pela emoção, sensibilidade, criatividade e pela ludicidade. A pesquisa delimitou-se a um grupo de dez educadores em saúde participantes do Núcleo Estadual da ANEPS/RN, nos anos 2010 a 2011. Utilizamos como instrumentos o questionário, a entrevista, a observação participante, o jogo de areia e o registro fotográfico. O processo de análise e interpretação dos dados foi centralizado nas propriedades ludopoiéticas: autotelia, autovalia, autoterritorialidade, autoconectividade e autofruição, fazendo relações com o referencial teórico trabalhado. As análises também revelam a importância do diálogo, da escuta das experiências comunitárias. É na interação, na experiencialidade, na reflexividade sobre a vida que a humanescência se revela transformando, embelezando, configurando a Teia da Corporeidade, onde emerge o fenômeno da ludopoiese. Na riqueza dos processos revelados na vida dos educadores em saúde se expressaram a beleza do encontro das águas com o oceano ludopoiético e humanescente.

  • ELIANA RODRIGUES ARAUJO
  • Efeitos de um programa de intervenção precoce baseado no modelo Mais que Palavras – HANEN, para crianças menores de 3 anos, com risco de autismo.

  • Data: 28/09/2012
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  • Nas últimas décadas, estudos em intervenção precoce realizados com crianças com risco de autismo concluem não haver uma abordagem única que possa ser aplicada a todas as crianças com essa síndrome. Recomenda-se, no entanto, que os pais sejam envolvidos como agentes ativos nas intervenções de tratamento. O More Than Words-HANEN (HMTW) é um programa de capacitação criado especificamente para pais de crianças menores de cinco anos de idade, as quais apresentam características de Transtornos do Espectro do Autismo – TEA. A intervenção tem como objetivo a melhoria da competência social e da compreensão da linguagem da criança, bem como o fortalecimento dos pais. Até a atualidade, foram produzidos apenas três estudos com o objetivo de avaliar a eficácia da capacitação HMTW. A presente pesquisa visa ampliar o campo de investigação em intervenção precoce focada na família sob a abordagem desenvolvimentista, avaliando os efeitos da implementação de um programa de intervenção precoce, inspirado na capacitação do modelo HMTW. Participaram do estudo um menino de dois anos, com risco de autismo, sua mãe e sua babá. A pesquisa, conduzida na residência da criança, localizada na cidade de Mossoró/RN, utilizou delineamento quase experimental do tipo A-B-A (linha de base, tratamento e follow-up). As cuidadoras participaram de 100 horas de capacitação, distribuídas em 25 encontros semanais. Os resultados do estudo evidenciaram ganhos nos níveis de responsividade das cuidadoras durante a interação social com o menino, e indicaram aumento na frequência de turnos comunicativos e ampliação nas modalidades de comunicação da criança.

  • ROSEMEIRE DA SILVA DANTAS
  • Formação continuada de professores de Ciências para o ensino de astronomia nos anos iniciais do ensino fundamental.

  • Data: 28/09/2012
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  • Situado na interseção entre Formação Continuada, Ensino de Ciências e conteúdos de astronomia, a pesquisa tem como finalidade discutir a problemática que assim se configura: Quais os desafios encontrados numa formação continuada em serviço, de professores de Ciências, para os anos iniciais do Ensino Fundamental com conteúdos de astronomia?  Visando responder esta questão, realizou-se uma pesquisa-ação colaborativa em uma escola da Rede Municipal de Natal/RN, com 6 professores que lecionam/lecionavam Ciências Naturais nos anos iniciais do Ensino Fundamental. O estudo envolveu a realização de 14 encontros de formação continuada em serviço, com a finalidade de possibilitar, por meio de uma discussão compartilhada, uma compreensão mais crítica e propositiva a respeito do ensino de Ciências, sobretudo, de alguns conteúdos de astronomia para os anos iniciais. Para tanto, consideramos que a compreensão mais aprofundada dos conhecimentos astronômicos possibilita o estabelecimento de relações e conexões entre os conhecimentos teóricos e o cotidiano do exercício docente. Todos os encontros foram gravados em áudio e transcritos. A pesquisa contou ainda com o uso de questionários e diário de campo, todavia, a gravação em áudio foi seu principal instrumento de trabalho. Dos dados coletados, emergiram várias questões, como, o pouco domínio do conteúdo conceitual, diversas concepções alternativas entre os professores sobre os conteúdos de astronomia, falta de espaço adequado no ambiente escolar para estudo coletivo e necessidade de reflexão sobre a ação. Para finalizar, sinaliza-se que os conteúdos de astronomia devem ser utilizados nas salas de aula de Ciências, desde que, o planejar da ação docente considere a existência de diversas concepções alternativas sobre a temática, tanto entre os professores, como entre os alunos, e a necessidade, no trabalho docente, de formação continuada permanente.

  • RAPHAEL LACERDA DE ALENCAR PEREIRA
  • Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Públicas Federais (REUNI): repercussões na UFRN.

  • Orientador : ALDA MARIA DUARTE ARAUJO CASTRO
  • Data: 28/09/2012
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  • RESUMO

  • FABIOLA FONTENELE GIRARDI
  • A escola sob o olhar da família: relações que se compreendem e se praticam no cotidiano

  • Data: 27/09/2012
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  • Este estudo aborda a temática da relação família e escola, sob a perspectiva da família, e tem como objetivos analisar os sentidos atribuídos pelas mães à escola, como espaço de relações plurais, e compreender as relações que as mães constituem culturalmente com as escolas e suas práticas pedagógicas cotidianas. Ao se buscar a compreensão dessa problemática, foram estabelecidos como orientadores os princípios da pesquisa no/do/com o cotidiano. Nesse sentido, privilegiou-se, como interlocutores principais, as mães e os autores como Certeau (1994), Morin (2000) e Freire (1978), dentre outros, na compreensão de que a pluralidade cultural é um  elemento constitutivo da relação complexa entre família e escola pública, pois elas advêm de contextos culturais distintos. No caminhar da pesquisa, se fez uso do procedimento da conversa dialógica como processo de produção e análise das informações. As análises empreendidas ressaltam que as famílias observam a diferença entre espaços culturais e relatam que são oriundas de um contexto sociopolítico distinto do configurado pela escola, vieram do espaço rural e suas vidas foram marcadas pela luta por sobrevivência, sendo o trabalho a atividade prioritária desde a infância. Para as famílias participantes dessa pesquisa, a escola não fez/faz parte do repertório de significação cultural em suas vidas, e os sentidos que elas lhes atribuem, estão em processo de negociação com os seus universos simbólicos. As mães mantêm um discurso de vinculação e pertinência escolar, mas a escola tem o tempo possível em seus cotidianos. Assim, a dinâmica da relação família e escola, se configura como complexa, sendo a ambiguidade nos discursos maternos as marcas de um pensarfazer sobre a escola no qual elas demonstram as maneiras de fazer do homem comum, que envolvem as artes da duplicidade do dizer e fazer, astúcias e antidisciplinas.

  • SIMONE LEITE DA SILVA
  • LITERATURA E INFÂNCIA: OUVINDO E DANDO VOZ AS CRIANÇAS

  • Data: 27/09/2012
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  • Esse estudo se propõe a investigar o papel da literatura no desenvolvimento e na educação infantil considerando às concepções de crianças nesse processo. Sua relevância consiste na possibilidade de perceber os pensamentos e construções sócio-culturais das crianças enquanto sujeitos que vivenciam a prática literária na escola. Respalda-se metodologicamente na abordagem qualitativa, onde a pesquisa assumiu as características do tipo exploratório e se desenvolveu em duas etapas: estudos teóricos e empíricos através de entrevistas com crianças de cinco anos em uma instituição de Educação Infantil com práticas sistemáticas de leitura literária do município de Natal-RN. A análise dos dados ocorreu por meio da análise de conteúdo, na modalidade temática, proposta por Bardin (2011) e descrição das etapas da pesquisa-ação. Como referencial teórico adotou-se Amarilha (2006; 2010); Bettelheim (1980); Coelho (1987); Oliveira (2001); Zilberman (2003) Dalhberg; Moss, Pence, (2003); Sarmento (2008); Kramer (2008), Cruz (2008). As análises das observações e entrevistas mostram uma ampla compreensão das crianças acerca do papel/função da literatura, o que reafirma a perspectiva de que a criança é capaz de criar e produzir uma nova cultura a partir de sua visão.

  • ALCIO FARIAS DE AZEVEDO
  • O PROGRAMA BOLSA REUNI DE ASSISTÊNCIA AO ENSINO COMO ESTRATÉGIA DE FORMAÇÃO PARA A DOCÊNCIA UNIVERSITÁRIA: PERSPECTIVAS DOS BOLSISTAS DA PÓS-GRADUAÇÃO NA UFRN

  • Data: 26/09/2012
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  • O presente estudo está inserido no contexto de expansão e reestruturação do ensino superior, em que a universidade se abre para o acesso de novos e diferentes públicos, antes excluídos e, com isso, provoca a inclusão à pauta de discussão questões relacionadas à formação para a docência universitária. No espaço local, em atendimento às políticas defendidas pelo Ministério da Educação (MEC), a UFRN pactua um projeto de expansão e reestruturação, denominado Programa REUNI, que focaliza esforços para a melhoria do ensino de graduação, estabelecendo, entre outras, a meta de elevar a taxa de sucesso dos cursos de graduação. Para isso, o projeto prevê dentro da dimensão de suporte da pós--graduação ao desenvolvimento e aperfeiçoamento qualitativo dos cursos de graduação, a institucionalização do Programa Bolsa REUNI de assistência ao ensino da UFRN. Delimitando o objeto de investigação, toma-se para análise esse Programa de Bolsa REUNI, orientada pela seguinte questão: “Os dispositivos formativos adotados pelo Programa Bolsa REUNI de Assistência ao Ensino da UFRN o credenciam como estratégia de formação para docência universitária?”. Com intuito de atender ao questionamento posto, foi estabelecido, como objetivo central, identificar e analisar, a partir das perspectivas dos bolsistas REUNI, se os dispositivos formativos adotadas pelo Programa Bolsa REUNI de Assistência ao Ensino da UFRN o legitimam como estratégia de formação para a docência universitária, adentrando a contribuição da Pós-Graduação, quanto ao fomento da formação docente para o Ensino Superior. Para tanto, a partir de uma abordagem qualitativa em educação, recorreu-se ao estudo de caso como abordagem teórico--metodológica, utilizando-se dos procedimentos de análise documental e de entrevista semiestruturada com os bolsistas REUNI para a construção das informações que foram analisadas, com fulcro na análise de conteúdo. Entende-se que pesquisar sobre a formação para a docência universitária sob a perspectiva dos pós-graduandos contribui para adequação dos dispositivos formativos utilizados no processo formativo, como também, desvela elementos que podem aprofundar uma reflexão sobre o papel dos programas de pós-graduação.  A relevância desse estudo deve-se, portanto, às contribuições que suscitam para repensar a pós-graduação como espaço de formação para a docência, tendo em vista a forte articulação que se estabelece com os cursos de graduação e com a produção de conhecimentos que orientam a ação docente na formação dos profissionais das diversas áreas de abrangência da Universidade.

  • ANETE ALVES DA SILVA NOGUEIRA
  • EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA CIDADE DE NATAL: UMA REFLEXÃO SOBRE INSUCESSO E SUCESSO

  • Data: 24/09/2012
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  • O presente trabalho teve como objetivo pesquisar o insucesso e o sucesso na Educação de Jovens e Adultos (EJA), com base nos índices de reprovação, aprovação e abandono das escolas do Município de Natal/RN. Foi necessário refletir sobre as razões pelas quais os educandos dessa modalidade estavam abandonando a escola, ficando assim desprovidos do acesso à escolaridade, enquanto outros permaneciam. Assim buscamos conhecer esses sujeitos e seu ambiente escolar. Na busca por esses fatores, iniciamos abordando a política da EJA, fazendo um percurso histórico, evidenciando fatos significativos na história do Brasil e da cidade de Natal. Na construção dos dados para a pesquisa, percorremos caminhos que nos levaram às Secretarias Estadual e Municipal, em busca dos índices de aprovação, reprovação e abandono. Baseados nesses índices escolhemos duas escolas: uma de maior e outra de menor índice de insucesso em relação ao encontrado no município. Pesquisamos o seu funcionamento através de entrevistas com alunos, professores, gestores e funcionários, análise de documentos das secretarias das escolas, e de documentos que regem a modalidade de EJA no município de Natal. Retomando o caminho trilhado, apontamos fatores internos e externos que possam vir a contribuir com o insucesso e o sucesso dos alunos das escolas pesquisadas, ressaltando que o diferencial entre as duas está no trabalho em equipe realizado pela escola que apresenta índice melhor. Apresentamos como aporte as contribuições de Cunha (1999), Beisegel (1974), Fávero (2009), Germano (1989), Haddad, Di Pierro (2000), Paiva (2004), Germano (1982), Martha Kohl (1999), Freire (1992), Ireland (2005), Patto (1992), Pocho (2003), Santos (2003) e documentos oficiais que regem essa modalidade de ensino no Estado do Rio Grande do Norte e na Cidade de Natal.

  • VALERIA MARIA SOARES SILVA DE GOES
  • REFLEXÃO SOBRE AGRESSIVIDADE, VIOLÊNCIA E BULLYING NA ESCOLA: PERSPECTIVAS DE CONTRIBUIÇAO DAS PRATICAS CORPORAIS COOPERATIVAS

  • Data: 24/09/2012
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  • A presente dissertação relata uma proposta de intervenção pedagógica embasada
    na utilização de práticas corporais cooperativas durante aulas de educação física, no
    intuito de criar situações que permitam ao educando refletir sobre a violência e suas
    consequências nas relações sociais na escola. Para tanto, partimos da seguinte questão
    de estudo: quais as perspectivas de a educação física contribuir para minimizar as
    atitudes agressivas e violentas dos alunos na escola? Centrado no objetivo de refletir
    sobre a agressividade, a violência e o bullying na escola, à luz de uma fundamentação
    teórica e nas perspectivas de contribuição das práticas corporais cooperativas para a
    diminuição dos seus efeitos no ambiente escolar, em particular nas aulas de educação
    física, buscamos envolver os alunos em atividades que estimulavam a expressão de
    valores humanos, como solidariedade, respeito e cooperação, entre outros. Nesse
    intuito, optamos por um estudo etnográfico, devido à possibilidade de interação próxima
    entre investigador e investigado. Nossa pesquisa está diretamente ligada aos aspectos
    sociais que envolvem os problemas da sociedade de uma maneira geral, na tentativa de
    diminuir os problemas decorrentes de situações de agressão que acontecem numa
    determinada escola municipal da cidade de Natal/RN, sendo a amostra constituída por
    alunos do 6º ano do Ensino Fundamental. A análise das situações práticas vivenciadas
    pelos alunos mostrou-se eficaz para minimizar as atitudes agressivas no espaço escolar,
    bem como abrem perspectivas para que os educadores lidem melhor com tais atitudes,
    aproveitando-as para educar os alunos no sentido de estimular as boas relações.
    Acreditamos, com esta pesquisa, podermos compartilhar com outras escolas nossas
    experiências, na tentativa de resolução de problemas semelhantes a respeito da temática
    da agressividade, respeitando naturalmente a especificidade de cada escola em
    particular.

  • FADYLA KESSIA ROCHA DE ARAUJO
  • Fundef (1996-2006): a remuneração dos professores do ensino fundamental da rede pública municipal de Natal/RN.

  • Data: 21/09/2012
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  • Este trabalho discute a remuneração de professores do ensino fundamental em face da implementação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef), na rede pública municipal de Natal/RN no período de 1996 a 2006. Considera-se, pois, a remuneração como uma das dimensões da política de valorização do magistério. O objetivo é analisar as implicações desse Fundo na remuneração dos docentes, com diferentes níveis de formação, em início de carreira, comparando-a com o salário mínimo nacional anual, no período citado. O estudo efetivou-se numa abordagem histórico-crítica, estabelecendo a relação entre os elementos situados em um contexto particular (valorização do magistério/remuneração docente) com elementos em contextos gerais (financiamento/Fundef). Ao analisar, dados da remuneração dos professores, oriundos das folhas de pagamento do município e compará-los com o salário mínimo nacional anual, observou-se que os professores, em inicio de carreira, não apresentam uma remuneração com evolução considerável. Professores com nível médio de formação que ganhavam até três salários mínimos antes da implementação do Fundef (1996-1997), passaram a receber menos de dois salários após a sua implementação, ou seja, em 1998. Notou-se ainda que, independente do nível de formação do professor, o total de salários mínimos a que corresponde suas remunerações não ultrapassou a três. Portanto, pode-se inferir que a política de Fundos apresenta, ainda, um distanciamento do ideal para se valorizar o profissional do magistério municipal.

  • MARIA DO CARMO DE SOUSA SEVERO
  • UM ESTUDO SOBRE A TRAJETÓRIA DE PROFESSORES ITINERANTES NA ESCOLA REGULAR, EM NATAL/ RN - (1971 - 2011)

  • Data: 17/09/2012
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  • O presente estudo aborda a trajetória de atuação de professores itinerantes ligados à Subcoordenadoria de Educação Especial/SEEC/RN, em escolas estaduais de Natal/RN, no período de 1971 a 2011. Neste sentido, de uma maneira específica, procuramos reconstituir, historicamente, o trabalho de professores itinerantes realizado em escolas estaduais de Natal/RN, e assim analisar o percurso desenvolvido na rede escolar pública estadual. Para efetivação do trabalho, utilizamos como referência metodológica a abordagem qualitativa. A investigação empreendida se constituiu numa pesquisa histórica, com base na historia oral temática, que possibilitou recorrer às vozes de professores itinerantes, como principal fonte de evidência. Para tanto, utilizamos a entrevista semiestruturada e fontes documentais. Tivemos como participantes 10 (dez) professores, tendo como critério a sua atuação no referido serviço, na área da Educação Especial, por um período mínimo de 3 anos. O local da entrevista foi variado, segundo a conveniência dos participantes, no entanto, houve maior concentração no âmbito da Subcoordenadoria de Educação Especial/SEEC. Para organização e análise dos dados recorremos à Análise de Conteúdo, sistematizando-os em categorias temáticas. Os resultados apontaram que os professores itinerantes atentam para o fato de que as barreiras para a participação e a aprendizagem não são concentradas no aluno com deficiência e com outras necessidades educacionais especiais, mas no contexto no qual estão inseridos. Com base nesta realidade, dialogam, articulam intervenções, propõem soluções, inclusive, atuam como interlocutores entre a escola e a Secretaria de Educação, evidenciando situações problemas que angustiam os educadores, no cotidiano escolar. Demonstram, ainda, que têm procurado atuar como agentes de sensibilização, como articuladores, mediadores e orientadores do processo de inclusão junto à comunidade escolar. Revelam, assim, que a atuação do professor itinerante não está restrita a apoiar a prática pedagógica, mas abrange a construção de valores e atitudes coerentes com as relações inclusivas, contribuindo com o emergir de uma nova cultura no âmbito escolar, tornando-a uma opção política. Foi possível percebermos que – no caminhar desses professores por mais de quatro décadas, na Educação Especial, em Natal/RN, diante das mudanças de paradigmas que foram se instaurando – eles foram reconstituindo o seu saber e o seu fazer, com vistas ao desenvolvimento de uma educação efetivamente inclusiva, em escolas regulares de ensino.

  • IRACY GABRIELLA MORAIS CAVALCANTE
  • NARRATIVAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORAS DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL:

     concepções de necessidades formativas na Geografia Escolar

  • Data: 14/09/2012
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  • Este trabalho trata de um estudo sobre as necessidades de formação de professoras do Ensino Fundamental. É nosso objetivo apreender as suas concepções de necessidades de formação e refletir sobre as suas necessidades formativas para ensinar Geografia. Consideramos a formação como processo reflexivo que pressupõe movimento de mudanças e aperfeiçoamento das aprendizagens formais em suas múltiplas dimensões. Refletimos sobre Necessidades Formativas à luz das leituras de Rodrigues e Esteves (1993), Silva (2000), Rodrigues (2006), Vieira (2010). A referência empírica constitui-se de uma escola privada situada na cidade de Ceará-Mirim/RN, SECAT – Centro de Ensino. Os sujeitos sociais da nossa pesquisa são cinco professoras que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Recorreremos a pesquisa (auto)biográfica ancorada nos estudos de Passeggi (2011), Delory (2008), Bertaux (2010) e Josso (2010), uma vez que é nossa intenção voltar-se para a historicidade do sujeito e de suas aprendizagens, reconhecendo os vínculos entre ele e o mundo e as experiências como base para o aprendizado e a formação do adulto. Como procedimento técnico-metodológico utilizamos as Narrativas de Formação, cuja aplicação possibilita a compreensão de memórias e histórias de escolarização de professores, uma vez que relatam acontecimentos ocorridos durante o desenvolvimento do indivíduo por meio de Seminários Biográficos. Verificamos nas narrativas construídas pelas professoras, a ausência de atribuições de significados para uma reelaboração teórica das necessidades formativas e questionamentos dos seus princípios organizadores. No entanto, constatamos que foram capazes de elaborarem sentidos e significados para conceber o fenômeno em estudo, de forma descritiva, através de enunciações articuladas, incluindo aspectos e possibilidades atreladas às suas práticas pedagógicas e perspectivas formativas futuras. No tocante a Geografia Escolar, fundamentamos nossos estudos nas reflexões de Soares Júnior (1994, 2000), Tonini (2003), Vesentini (2004) e Vlach (1991), entre outros. Verificamos que as necessidades evidenciadas pelas professoras para ensinar Geografia foram construídas a partir dos contextos de suas práticas de ensino, presentes nas suas trajetórias escolares e profissionais. Não realizamos intervenções formativas no desenvolvimento de nossa pesquisa, visto que não era essa nossa pretensão, embora reconheçamos situações formativas no exercício de retrospecção e compreensão das próprias trajetórias. No entanto, constatamos a necessidade de capacitação pedagógica formal para que se possa conceber o fenômeno em estudo além do seu caráter descritivo, entendendo que se faz necessário pontuar reflexões e questionamentos sobre a dinâmica da produção do capital global, que veicula os seus interesses nos contextos que frequentemente emergem necessidades formativas do sistema educacional.

  • MARIA ALIETE CAVALCANTE BORMANN
  • PROPOSTA CURRICULAR PARA O ENSINO MÉDIO NOTURNO DA SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO RIO GRANDE DO NORTE: FOCO NA FORMAÇÃO DO TRABALHADOR ESTUDANTE

  • Data: 31/08/2012
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  • O objetivo deste trabalho é a análise da Proposta Curricular do Ensino Médio Noturno (EMN) implementada, inicialmente, como um projeto piloto focando princípios teóricos e metodológicos que tomam o estudante noturno e suas expectativas de aprendizagem como referência, desenvolvida em onze escolas da rede pública estadual do Rio Grande do Norte. A proposta surge como uma alternativa para diminuir os altos índices de abandono, evasão e de repetência dos trabalhadores estudantes, uma problemática recorrente e com forte prejuízo nesse nível de ensino. A pesquisa parte do princípio de que o EMN não pode ser pensado como continuidade do ensino regular diurno, uma vez que os sujeitos têm características, aspirações e interesses bem diversificados, o que exige uma escola com um projeto respeitoso às necessidades do trabalhador estudante, no que tange à carga horária, à organização curricular, às metodologias de ensino e ao sistema avaliativo. Isso implica conceber uma estrutura formativa diferenciada (currículo, conteúdos, metas, entre outros) que reflita os interesses dos envolvidos, sem ser uma mera repetição da escola diurna. Conferir ao EMN uma identidade diferenciada passa por (re) pensá-lo no contexto real em que se insere, o que exige profundas modificações no sistema político, pedagógico e ideológico que o sustenta. A adesão à proposta por parte dos educadores envolvidos levou-os a mudar suas práticas pedagógicas no espaço escolar para melhorar a aprendizagem deles próprios e dos estudantes. Essa experiência revela-se como pertinente e aparece como uma possível política estadual em expansão desde 2007. A fundamentação teórica para responder à investigação, respalda-se na ideia da escola unitária de Gramsci (1987, 1991, 2006) que tinha como objetivo preparar o homem para o exercício da cidadania e para ser dirigente, o que implica um currículo fundamentado no conhecimento técnico, em noções científicas aplicadas à indústria; currículo crítico de Sacristán (2000, 2002, 2006, 2008); de Apple (2001, 2002) e de Bourdieu (2003, 2006, 2008) e formação e profissionalização docente na perspectiva de Ramalho, Núñez e Gauthier (2004), entre outros. A análise dos dados leva em consideração as Orientações Curriculares para o Ensino Médio Noturno do Rio Grande do Norte, questionários aplicados aos educadores e aos trabalhadores estudantes, e relatórios das escolas envolvidas no projeto com base na Análise de Conteúdo de Bardin (2010) e no software Modalisa 6.0, desenvolvido na Universidade de Paris 8. 

  • DENISE CORTEZ DA SILVA ACCIOLY
  • TELEVISÃO UNIVERSITÁRIA DO RN (TVU): CONTRIBUIÇÃO PARA A DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO E A DIFUSÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO PRODUZIDO PELA UNIVERSIDADE.

  • Data: 30/08/2012
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  • Nesta tese propomos investigar a contribuição que a Televisão Universitária do Rio Grande do Norte (TVU RN) oferece para a democratização da informação e a difusão do conhecimento científico produzido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) a partir da percepção dos próprios alunos da instituição. Adotamos o pressuposto fundamental no qual a TVU RN precisa estar conectada no âmbito do atual contexto da UFRN, pois exerce um papel importante face à política de democratização e inclusão social da UFRN. Defendemos a tese que a TVU RN oferece informações importantes para os que fazem parte dessa cultura acadêmica (COULON, 1995a; 1995b, CHARLOT, 2000; BOURDIEU, 2007, 2005, 1997, 1996, 1975), assim como para a sociedade em que está inserida, pois contribui com a disseminação do conhecimento científico e com informações relevantes sobre a universidade. Consideramos a TVU RN um Espaço Público (HABERMAS, 2002; 2003a, 2003b; 2003c; 1999; 1989) propício ao debate das questões que envolvem o ensino superior. As pesquisas sobre Televisão Universitária são recentes e alguns estudos realizados sobre ela avançaram na direção de conceituá-la e apresentá-lacomo meio de divulgação do conhecimento científico (ROCHA, 2006; COUTINHO, 2006; CALLIGARO, 2007; AIRES, 1999; PORCELLO, 2002; PRIOLLI, 2003, 2008, 2009; MAGALHÃES, 2002, 2008; RAMALHO, 2008; 2010; CARVALHO, 2006). Para essa investigação optamos pela combinação de métodos quantitativos e qualitativos, ambos igualmente válidos e aceitos por diversos autores (FLICK, 2009; BAUER; GASKELL, 2002; RICHARDSON, 1999; LAVILLE; DIONNE, 1999). Elaboramos um questionário com questões inicialmente fechadas e finalizamos com questões abertas de texto livre. O questionário foi desenvolvido e hospedado a partir de uma ferramenta do Google Docs e enviado por e-mail através de um link pela Comissão Permanente do Vestibular da UFRN, Comperve, para todos os alunos que estavam com suas matrículas (status) ativas no cadastro único da Comperve no segundo semestre de 2010. A análise desse material foi realizada utilizando-se as técnicas da análise de conteúdo e, dentro dessa modalidade foi escolhida a análise temática, considerada apropriada tanto para as investigações qualitativas quanto quantitativas (BARDIN, 2004; MINAYO, 2002). A investigação constatou que apesar da maioria dos alunos considerarem que a TVU RN contribui para a democratização da informação e a difusão do conhecimento científico produzido na Universidade, e ainda despertar o interesse de uma parte da comunidade acadêmica, mesmo assim não se tornou ainda objeto de interesse de toda a academia. Diante disso, a pesquisa destaca a relevância e a abrangência de mais estudos sobre a TVU RN devido ao papel estratégico que ela desempenha nessa nova realidade das universidades públicas do país. Ainda, sugerimos aos gestores da UFRN que coloquem a TVU dentro da pauta de discussões para que possa receber investimentos tão necessários a qualquer órgão da universidade.

  • VALCINETE PEPINO DE MACEDO
  • TRABALHO E FORMAÇÃO DOCENTE NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE NATAL

  • Data: 30/08/2012
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  • O estudo “Trabalho e formação docente na rede municipal de ensino de Natal” teve por
    objetivo analisar a formação e as condições de trabalho dos docentes na rede municipal de
    ensino de Natal, situando-as no cenário das políticas públicas delineadas para a Educação
    Básica (2005-2010). A tese firma-se na perspectiva de que as reformas educacionais
    implementadas, pelo governo brasileiro, ao buscarem responder às novas demandas
    contextuais advindas do mundo do trabalho e da globalização, exigindo dos professores
    níveis, cada vez mais, elevados de qualificação e constante ampliação de suas funções
    docentes na escola, têm, ao mesmo tempo, se configurado como uma estratégia de
    intensificação do trabalho docente. O campo empírico do estudo foi constituído por 13 escolas
    da rede municipal que ofertam o ensino fundamental. Participaram do estudo 417 sujeitos
    docentes pertencentes à rede municipal de ensino de Natal, duas representantes da Secretaria
    Municipal de Educação de Natal (SME) que atuam na equipe pedagógica e uma representante
    do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte. Os
    procedimentos/instrumentos utilizados na pesquisa foram: revisão bibliográfica, pesquisa
    documental, questionários e registro de informações em diário de campo. O estudo constatou
    que a maioria dos docentes que atua na rede municipal de ensino ingressou por meio de
    concurso público, atendendo, assim, à exigência da Lei 9.394/96. Grande parte dos docentes
    possui a formação inicial exigida para atuar na educação fundamental, mas com limitações
    porque não vem atendendo às necessidades do sistema de ensino. A SME possui um plano de
    formação continuada dos docentes compatível com as ideias defendidas na atualidade por
    pesquisadores dessa temática. Existe, todavia, uma desarticulação entre a proposta do plano e
    as estratégias de formação, visto que, na prática, têm predominado ações pontuais e
    repetitivas que não contemplam as necessidades formativas dos docentes, tampouco as
    demandas do sistema. Embora as condições de trabalho sejam avaliadas, pelos sujeitos
    docentes, como relativamente boas, observam-se limites com relação à estrutura física das
    escolas (paredes sujas, com buracos, ventiladores quebrados, carteiras e cadeiras velhas,
    quadros envelhecidos e manchados, banheiros inadequados, manutenção precária dos
    computadores, dentre outros). Constatou-se, também, que vêm ocorrendo uma ampliação nas
    funções dos docentes e uma intensificação de seu trabalho materializado na sobrecarga de
    atividades realizadas no cotidiano da escola (e fora dela) e nas exigências de participação em
    atividades que vão além daquelas inerentes aos processos de ensino e de aprendizagem, como
    a elaboração do projeto político-pedagógico, participação em colegiados, registro de
    informações do aluno solicitadas pela SME e a participação em comissões.

  • SEBASTIAO ALVES MAIA
  • GRUPO ESCOLAR DUQUE DE CAXIAS FESTAS ESCOLARES: UMA CELEBRAÇÃO DE MÚLTIPLOS SIGNIFICADOS - 1949 – 1962

  • Data: 29/08/2012
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  • O trabalho aqui apresentado teve como objetivo investigar uma importante instituição escolar da cidade de Macau/RN. Essa instituição que foi inovadora, no seu contexto social e pedagógico, foi pesquisada à luz dos parâmetros da história cultural (CASTRO, 1997). Uma escola que foi criada no início do século XX, mas especificamente no ano de 1923, o país ainda vivia a efervescência da implantação da nova ordem política nacional – A República. Procuramos estabelecer uma metodologia que durante toda a narrativa, mantivesse uma relação entre o geral e o particular, ou seja, tanto nos aspectos relativos aos movimentos da história da educação brasileira, quanto nos aspectos das festas do Grupo Escolar Duque de Caxias, elegendo um recorte temporal que vai de 1949 a 1962. A análise e a interpretação das fontes documentais coletadas e a consequente construção de parcela da história da instituição e as suas singularidades no que diz respeito às festas escolares, são as versões lidas e relidas, escritas e reescritas com alterações, inclusões, em parceria com a orientadora ou no solitário trabalho de produzir uma dissertação de mestrado acadêmico. O objetivo deste trabalho é esclarecer como ocorriam a realização das festas escolares no Grupo Escolar em destaque e como elas foram fundamentais para o funcionamento das relações políticas, sociais e culturais no entorno do educandário. A análise e interpretações das fontes documentais escolar, dos documentos das instituições, das entrevistas abertas, informações orais, legislação da educação e dos educandários, jornais da época e documentos oficiais, relacionados à temática e que formaram o corpus documental, nortearam-se pelas obras de Souza (1998), Juliá (2001), Castro (1997), Kossoy (2001) Saviani (2005), Escolano (1992) e Carvalho (1990). Por se tratar de uma instituição de ensino, a categoria de análise central é cultura escolar, elencando uma categoria específica que são as festas escolares. Na narrativa, reconstituem-se os eventos festivos nas categorias cívicas, solenes e recreativas, além de elementos de formação que se evidenciam no discurso da educação moderna. Para isso, buscamos compreender que, nas práticas cotidianas da escola, havia um método de atuação que seguia as orientações do Departamento de Educação. Tais orientações eram dadas através das normas e decretos editados e adentravam-se nos discursos em torno das iniciativas empreendidas para difundir as novas práticas pedagógicas, e dentro delas, nos momentos adequados, as professoras dedicavam um tempo das suas aulas para explanar sobre as datas festivas e suas organizações que viriam a seguir.  Essas constatações foram certificadas pela documentação elencada e pelas entrevistas abertas, e nos apontou para o modelo escolar propugnado pelo Grupo Escolar Duque de Caxias, que era a nova ordem republicana.

  • TERESA CRISTINA COELHO DOS SANTOS
  • EDUCAÇÃO INCLUSIVA: práticas de professores frente à deficiência intelectual

  • Data: 29/08/2012
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  • O presente trabalho se constitui numa pesquisa sobre práticas pedagógicas de professores que vivenciam o cotidiano escolar com alunos com Deficiência Intelectual (DI) nas suas turmas, consideradas inclusivas. A investigação foi realizada no ano letivo de 2010 em uma escola municipal de Natal-RN, tendo como objetivo geral investigar as práticas pedagógicas desenvolvidas pelos professores participantes, bem como sua visão acerca da Deficiência Intelectual frente a alunos que a apresentam, inseridos em anos iniciais do Ensino Fundamental. Na escolha metodológica, considerando a natureza do fenômeno estudado, optamos pela abordagem qualitativa e pelo método estudo de caso. Foram utilizados, como procedimentos, a observação e a entrevista semiestruturada, que contribuíram para uma coleta de dados significativos, numa tentativa de dar respostas aos objetivos propostos. Os sujeitos da pesquisa foram selecionados por conveniência e se constituíram em duas professoras do Ensino Fundamental I, vinculados à rede pública, as quais se dispuseram voluntariamente a colaborar nessa investigação. A análise das observações e dos discursos dos sujeitos possibilitou construirmos considerações sobre a ação pedagógica com educandos com Deficiência Intelectual, em uma escola regular. Os resultados obtidos apontam para uma prática revestida de uma pedagogia tradicional, com poucas adequações, embora haja um processo inicial de mudança, o que observamos nas aulas e captamos nas falas, visto que, em vários momentos, percebemos um interesse por desenvolver uma pedagogia freireana. Um aspecto que chamou nossa atenção se refere à ação formativa efetivada na escola para esses professores. Constatamos sua incipiência, pois essa não acontece de forma sistematizada na escola. Durante todo o ano investigado, os professores não tiveram acesso a nenhuma modalidade de formação e a pouco acompanhamento especializado. Percebemos que há, ainda, uma concepção de Deficiência Intelectual que dificulta “enxergar” esse aluno como um ser com possibilidades de aprendizagem. Os aspectos que interferiram na formação prejudicam o desenvolvimento de uma prática pedagógica que atenda a singularidade da clientela e que promova uma inclusão escolar verdadeiramente efetiva, coerente com os direitos sociais proclamados neste século. Acreditamos na irreversibilidade do processo inclusivo desencadeado há algumas décadas e que os obstáculos para a prática pedagógica de alunos com DI estão visíveis e possíveis de serem superados, desde que sejam transformados em desafios para todos os que compõem a escola, o sistema municipal de educação e os que constroem as políticas públicas para a educação inclusiva.

  • SILVIA REGINA GROTO
  • LITERATURA DE MONTEIRO LOBATO NO ENSINO DE CIÊNCIAS

  • Data: 27/08/2012
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  • Defendendo a educação como uma tarefa humanizante, a função humanizadora da literatura e a importância da educação científica, este estudo propõe uma aproximação entre Ciência e Literatura no Ensino de Ciências, por meio da utilização de duas obras específicas de Monteiro Lobato nas séries finais do Ensino Fundamental. Adotando a metodologia da pesquisa-ação, numa abordagem interdisciplinar, foram utilizadas as obras A Reforma da Natureza e os Serões de Dona Benta em duas turmas (8º e 9º anos) da Escola Estadual Professor José Mamede, localizada no município de Tibau do Sul/RN. As leituras das obras foram realizadas na disciplina de Língua Portuguesa e os conteúdos científicos foram discutidos nas aulas de Ciências. A Obra A Reforma da Natureza oportunizou, principalmente, a abordagem de temas relativos ao meio ambiente, enquanto a utilização da obra Serões de Dona Benta se mostrou particularmente eficiente na problematização dos conceitos de matéria, massa, peso e de algumas questões acerca da Natureza da Ciência. De um modo geral, a análise dos resultados aponta que a leitura das obras oportunizou a interação e a dialogicidade em sala de aula, bem como indica o potencial dessas duas obras na contextualização e na problematização dos conteúdos científicos nelas presentes. Alertamos, entretanto, para a necessidade de o professor de ciências estar atento aos erros conceituais presentes em obras literárias, evitando aprendizagens equivocadas e o reforço de concepções alternativas.

  • MIGUEL CHAQUIAM
  • GUILHERME DE LA PENHA: Uma história do seu Itinerário intelectual em três dimensões

  • Data: 17/08/2012
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  • Este estudo tem como foco central a historiografia brasileira da ciência, voltando-se especificamente para a vida e obra de um matemático-físico da contemporaneidade e passa a fazer parte de uma série de pesquisas que investigam, organizam e descrevem itinerários pessoais, intelectuais e profissionais de cientistas e educadores brasileiros. O objeto de análise constitui-se em organizar e descrever a história de vida, formação, atuação profissional e produção científica de Guilherme Mauricio Souza Marcos de La Penha (Guilherme de La Penha), considerando sua trajetória acadêmica, profissional e intelectual, de modo que a sua produção acadêmica e intelectual seja disseminada junto a comunidade científica e acadêmica brasileira. O estudo tomou a pesquisa histórica como base teórico-metodológica para a construção de uma primeira aproximação da história sobre vida e obra de Guilherme de La Penha com vista argumentar favoravelmente sobre seu perfil de um intelectual múltiplo, cujo pensamento sobre ciência, tecnologia, formação de cientistas e educadores estiveram em harmonia nos seus escritos e na sua prática profissional. Neste sentido, tomou-se os aspectos teóricos relacionados a pesquisa histórica, biografias, itinerários intelectuais, arquivos e inventários como fontes e veículos de construção histórica tendo em vista apontar os elementos essenciais à formação de um perfil transdisciplinar do intelectual historiado. Os resultados apontaram em diversas direções dentre as quais pode-se destacar a criação da Seção Guilherme de La Penha, a produção de vários artigos e a proposta de exposições documentais que possam contribuir para o entendimento da implantação de uma área científica no Estado do Pará, área essa que não se reduz apenas à produção do conhecimento, e sim, inclui a difusão, que se estabelece de diversos meios, principalmente através da educação. Assim foi possível assegurar que La Penha tem um perfil intelectual que pode ser considerado um intelectual transdisciplinar que defende a possibilidade de se formar um cientista uno e múltiplo, de atitude não linear e que dialoga com todas outras áreas de modo a ser compreendido sob um modelo de cientista neo-iluminista para o século XXI.

  • ANDREIA KELLY ARAUJO DA SILVA
  • A TESSITURA DE SENTIDOS: REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE LICENCIANDOS DO CURSO DE LETRAS DA UFRN SOBRE O ENSINAR.

  • Data: 16/08/2012
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  • Nessa pesquisa buscamos compreender os processos formativos dos licenciandos do Curso de Letras da UFRN, a partir das representações sociais desses licenciandos sobre o ensinar. Assim objetivamos conhecer e analisar as representações sociais de licenciandos do Curso de Letras da UFRN sobre o ensinar. Para tanto, aplicamos a Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP) com 20 participantes A TALP foi realizada individualmente, utilizando como palavra-estímulo “Ensinar” e limitando o número de evocações por participante a 03 palavras. Essa técnica foi escolhida por ser uma técnica projetiva que viabiliza a redução da racionalização e possibilita acessar o campo semântico das representações sociais, em nosso caso, sobre o ensinar de licenciandos do Curso de Letras da UFRN. Dessa forma, chegamos ao total de 60 evocações, após análise de frequência 41 e após análise de sentido 24 as quais foram utilizadas no outro procedimento aplicado nessa investigação, o Procedimento de Classificações Múltiplas (PCM). Essas palavras, com base nas justificativas das evocações e nos sentidos que os participantes da pesquisa atribuíram foram distribuídas em 4 Campos semânticos: Campo 1: Aspectos técnicos do ensinar, Campo 2: Aspectos volitivos, Campo 3: Aspectos relacionais do ensinar e, Campo 4: Elementos do campo de atuação. O PCM foi aplicado individualmente com 50 licenciandos, para análise dos dados gerados fizemos uso de Análises Multidimensionais (MDS), para Classificação Livre a Análise Escalonar Multidimensional (MSA: Multidimensional Scalogram Analysis) e para a Classificação Dirigida a Análise dos Menores Espaços (SSA: Smallest Space Analysis). O mapa gerado pela análise MSA foi dividido em três regiões: Aspectos da docência, Aspectos técnicos da formação e Mobilizadores da profissionalização; tendo a primeira região uma sub-regionalização denominada de Dimensão negativa. Já o mapa da análise SSA foi dividido em duas facetas e uma sub-faceta, a faceta denominada Aspecto técnicos da docência e da formação, a segunda faceta chamada Articuladores entre o campo específico e a docência e sua sub-faceta nomeada Aspecto relacional. A partir da Análise Conteúdo das justificativas do PCM chegas a 5 Categorias, sendo elas: Fazer docente, Faceta negativa, Escola, Faceta afetiva e Formação do professor. A TALP nos traz indícios de que parte desses licenciandos vislumbra a possibilidade tanto da aquisição de conhecimentos específicos desta área, na formação em nível superior, quanto desejam apenas ter um diploma de curso superior para realização de concurso público. O PCM nos fez entender que o conteúdo representacional em questão se configura a partir do universo consensual ligado à profissão e à formação. Por isso podemos afirmar que os licenciandos com relação ao objeto estudado ancoram a representação social de “Ensinar” na imagem de ser professor e a objetivam na imagem de profissão.

  • MARTA BEZERRA RODRIGUES
  • CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA NOS REGIMENTOS ESCOLARES NO RIO GRANDE DO NORTE (1910 – 1930)

  • Data: 10/08/2012
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  • Esta pesquisa tem como objetivo analisar a concepção de infância na dimensão da prática pedagógica, a qual se encontra presente nos regimentos escolares e historicamente construído nas relações de poder, durante o período de 1910 a 1930, no Rio Grande do Norte. Para contextualizar este estudo, se faz necessário abordar o Regimento Interno dos Grupos Escolares (1925), Regimento Interno das Escolas Isoladas (1925), Regimento Interno das Escolas Rudimentares (1925), Regulamento da Escola Normal (1922) e a Reforma do Ensino (1916). A ampliação da educação no Estado, visando preparar o indivíduo para a nova ordem social capitalista era a preocupação de todos os governos da primeira república. Nesse período, a instituição escolar é concebida como cenário privilegiado de um conjunto de práticas voltadas para disciplinamento da infância, tendo em vista explorar, em alguns aspectos a concepção de Infância. Ao longo dos tempos, essa concepção foi sendo construída historicamente. Paralelamente, a escola recebe as crianças, as quais, no final do século XIX e início do século XX, são inseridas em um processo educacional em consonância com o Estado, materializado por meio de leis, regimentos escolares e práticas discursivas.

  • ANA LUIZA MEDEIROS
  • A PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO HIGIENISTA NO JORNAL DAS MOÇAS

  • Data: 09/08/2012
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  • O estudo que ora se apresenta, examina a formação e aparição do discurso da educação
    higienista no Jornal das Moças, em 1926, ano de criação do periódico, na cidade de Caicó.
    Para tanto, partimos da hipótese de que ele se constituiu em um privilegiado veículo para a
    intervenção educativa da sociedade caicoense, no período inicial do Regime Republicano,
    reconhecido pelas intensas movimentações sociais. Para a execução do proposto, optou-se
    pela base teórica estabelecida pelo paradigma historiográfico instaurado pela Escola dos
    Annales, que permitiu a conjugação entre os pressupostos conceituais de Norbert Elias, Roger
    Chartier e Michel Foucault, com vistas a abranger um estudo da configuração social em que
    se formou a prática discursiva disposta no jornal em estudo, tendo como linha investigativa as
    proposições da história cultural. Quanto à compreensão e tratamento metodológico do
    discurso, contido como prática materialmente construída, aderiu-se ao enfoque analítico
    apresentado nas postulações foucaultianas, nas quais são considerados os conjuntos das
    formações enunciativas, esparsas em fontes e documentos que, coligidas, formam grupos de
    enunciados pertinentes à descrição de um mesmo objeto. A principal fonte de pesquisa foi a
    coleção dos números do Jornal das Moças, editados, apenas, em 1926, parte dela composta
    por peças documentais originais, a que tivemos acesso nos locais de pesquisa durante o
    esforço investigativo, como o Acervo da Biblioteca Central Zila Mamede, o Laboratório de
    Documentação Histórica do Centro de Ensino Superior do Seridó, da Universidade Federal do
    Rio Grande do Norte, bem como o acervo de imagens históricas da cidade de Caicó,
    disponibilizado pela Professora Ana Zélia Moreira. Desse modo, constatou-se que a prática
    discursiva que se examinou, na constituição desta dissertação, foi um meio para a
    compreensão das representações advindas do momento histórico e social das primeiras
    décadas do século XX, quando se tornam evidentes as articulações discursivas de uma prática
    pedagógica como dispositivos higienistas.

  • MARIA JOSE COSTA DOS SANTOS
  • Geometria e simetria nas rendas de bilro: contribuições para matemática escolar

  • Data: 06/08/2012
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  • Este trabalho teve como objetivos descrever e discutir as características e princípios
    dos padrões das rendas de bilro de modo a estabelecer relações com a Matemática
    escolar, principalmente, no que se refere aos tópicos matemáticos como geometria,
    simetria, isometria, área, perímetro, entre outros. Desse modo, elaboramos
    atividades didáticas, com base na Matemática explorada nos padrões da criação da
    renda de bilro, visando concretizar um exercício investigatório nas aulas de
    Matemática, de modo que, sejam estabelecidas relações conceituais entre a prática
    investigada e os conteúdos da Matemática escolar. Para satisfazer esses objetivos
    buscamos apoio metodológico na pesquisa bibliográfica, do tipo documental em
    catálogos como da Professora Valdelice Girão (1984) e também de Dawson (1984).
    Realizamos também a pesquisa empírica durante as visitas ao museu do Ceará e ao
    Centro das rendeiras na Prainha-Aquiraz/Ceará. Para realizar as atividades didáticas
    nos apoiamos em Mendes (2009). Consideramos relevante essa abordagem de
    ensino porque pressupõe a experiência direta do aprendiz com situações reais
    vivenciadas, nas quais a abordagem instrucional é centrada no aluno. Desse modo,
    concluímos que para o ensino de conteúdos como geometria, simetria, isometria,
    relação entre perímetro e área, entre outros que são abordados na Educação
    Básica, os modelos decorrentes da criação renda de bilro e outros modelos já
    descritos na tradição cearense podem ser usados como artefato cultural na criação
    de atividades didáticas.

  • SANDRA LUCIA PARIS
  • Os ateliês (auto)formativos como possibilidades de mediação na constituição do sujeito docente da educação matemática.

  • Data: 03/08/2012
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  • Objeto de estudo desta tese é o uso de ateliês (auto)formativos como um processo fundamental para a constituição do sujeito docente na Educação Matemática. As finalidades centrais do trabalho foram descrever e analisar um processo formativo de professores de Matemática apoiado na metodologia da pesquisa-formação, cujos procedimentos se efetivaram com a prática de ateliês (auto)formativos como uma forma de contribuir para a constituição do sujeito docente na Educação Matemática. A pesquisa foi realizada com um grupo de professores de matemática do município
    de Nova Cruz, Rio Grande do Norte por meio de um processo de formação continuada concretizado nos ateliês formativos tendo como meta principal a realização de sessões (auto)formativas do grupo com vistas a levar os participantes ao alcance de sua autonomia nas suas transformações pessoais e profissionais. Os resultados obtidos nos processos formativos mostraram a necessidade de se desenvolver atividades de ensino de Matemática como contribuição para superar as dificuldades conceituais dos professores, além das suas (auto)reflexões sobre si e sobre os processos educativos aos quais estão inseridos. Os resultados suscitaram algumas proposições acerca de ateliês (auto)formativos que poderão se constituir em práticas a serem incluídas nas estruturas curriculares ou materializar-se como estratégia de trabalho pedagógico nos cursos de formação de professores de
    Matemática. Além disso, podem se constituir em uma atividade administrativopedagógica a ser instituída nas escolas públicas de Educação Básica.

  • MASSILDE MARTINS DA COSTA
  • Ludopoiese e humanescência no educador infantil.

  • Data: 06/07/2012
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  • Este pesquisa tem como objeto de estudo o desenvolvimento de vivências humanescentes no processo de autoformação das professoras da Unidade Educacional Infantil, do Centro de Educação da Universidade Federal do rio Grande do Norte. Apresenta como objetivo geral: descrever e analisar como as vivências humanescentes contribuem e se evidenciam no educador infantil na sua forma de ser, no conviver e na sua prática pedagógica. Como objetivos específicos: identificar as contribuições das vivências humanescentes no educador infantil na sua forma de ser, no conviver e na sua prática pedagógica; Analisar as contribuições das vivências humanescentes para o educador infantil a partir das categorias ludopoiéticas autotelia, autovalia, autofruição, autoterritorialidade e autoconectividade. Trata-se de um estudo descritivo de natureza qualitativa compreendido como uma pesquisa ação existencial, que adota os princípios e fundamentos da etnometodologia e da fenomenologia. Participaram da investigação 16 (dezesseis) professoras, sendo 6 (seis) professoras efetivas, 6 (seis) professoras substitutas e 4 (quatro) bolsistas. Com elas, foram desenvolvidas 6 (seis) vivências humanescentes. Como principais instrumentos destacamos: a observação participante, o jogo de areia, o registro fotográfico e a entrevista semi estruturada. As análises foram centralizadas nas categorias do sistema ludopoiéticos: descritas acima e referenciadas nos fundamentos teóricos elegidos para o estudo. A partir das analises e em respostas aos objetivos do estudo, evidenciamos as seguintes considerações: Os relatos das professoras revelaram que as vivências humanescentes contribuíram para que se tornassem pessoas mais lúdicas, sensíveis, emocionais e amorosas, sendo isto tudo extensivos a sua prática educativa, que passou a ter sentido e significado para a sua vida e de seus educandos. Nesse sentido, evidenciamos que as vivências humanescentes contribuíram para impulsionar a ludopoiese das professoras, revelando na corporeidade mudanças na sua forma de ser, de conviver e na sua prática educativa. Em relação às contribuições das vivências humanescentes para o educador infantil a partir das categorias ludopoiéticas autotelia, autovalia, autofruição, autoterritorialidade e autoconectividade ressaltam-se os seguintes aspectos: Com a autotelia as professoras tornaram mais criativas, recriando suas possibilidades de experienciar intensamente o prazer nos seus modos de viver/conviver encontrando sentido para sua vida; No contexto da autoterritorialidade as professoras propiciaram a concretização dos desejos e expressão de si mesmo ao interagir vivencialmente com o meio e com os outros nos diferentes territórios do processo educacional, em um processo contínuo de demarcações. Em termos da categoria da autoconectividade evidenciamos que as professoras passaram a entrar em sintonia consigo mesmo, com o meio e com as demais professoras em função de um bem comum ao sucesso de metas pessoais, pedagógicas e institucionais promovendo um ambiente harmonioso, afetivo e lúdico. Para a categoria da autovalia se revelaram nas professoras o valor na luta por uma escola mais comprometida com a busca de ser feliz, da felicidade e da alegria de viver; A partir da autofruição as professoras revelaram um autorreconhecimento enquanto ser lúdico, jogando com a beleza na sua vida e permitindo o fluir em plenitude. Destacamos que as considerações acima não se esgotaram no que foi apresentado a partir das riquezas das experiências relevadas pela pesquisa.

  • DANIELA CUNHA TERTO
  • O TRABALHO DO GESTOR ESCOLAR: INTENSIFICAÇÃO E IMPLICAÇÕES ADMINISTRATIVAS E PEDAGÓGICAS NA GESTÃO DA ESCOLA

  • Data: 06/07/2012
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  • Analisa o trabalho do gestor escolar frente às mudanças vivenciadas na gestão escolar ao curso das duas últimas décadas. Parte do pressuposto de que têm ocorrido mudanças na gestão escolar que geram uma demanda maior de atividades a serem desenvolvidas pelos gestores, ocasionando tanto a intensificação do trabalho quanto um envolvimento maior desses profissionais na dimensão financeiro-administrativa de seu trabalho em detrimento da dimensão político-pedagógica. Consiste como referencial metodológico o materialismo histórico dialético. Nesse sentido, para fins de delimitação, foi feito um “recorte” na realidade que, longe do intuito de isolar os fatos, teve como objetivo a análise das múltiplas determinações que configuram uma dada realidade a partir de um movimento maior de totalidade. A metodologia utilizada foi a realização de entrevistas semi-estruturada com gestores escolares da rede municipal de ensino do município de Natal/RN, bem como a análise da literatura pertinente à temática e análise documental. Conclui que as mudanças ocorridas no campo da gestão escolar e do trabalho docente têm induzido a intensificação do trabalho dos gestores escolares e que tais mudanças não têm sido acompanhadas de correspondente melhoria nas condições de trabalho e na carreira docente destes profissionais. Estes, via de regra, são considerados pelos órgãos gestores e comunidade escolar os principais responsáveis pela escola e pela implementação de medidas ou projetos que busquem a melhoria dos objetivos e resultados institucionais, incluindo-se a própria manutenção da instituição. Outrossim, a crescente demanda de atividades consideradas administrativas acaba por implicar sobrecarga de trabalho para estes profissionais gestores, os quais, ao buscarem o cumprimento das crescentes demandas burocráticas, acabam por secundarizar outros aspectos políticos e pedagógicos do trabalho escolar, o que pode comprometer a realização da atividade fim da escola. Destaca que é preciso ampliar o debate em relação ao trabalho do gestor escolar, afim de que este profissional possa efetivar uma atuação mais comprometida com um projeto político pedagógico de cunho emancipatório, a despeito do desafio de manter a escola funcionando em condições muitas vezes precárias.

  • ANDREZA SOUZA SANTOS
  • INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA NAS INTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR DA CIDADE DO NATAL/RN: ANÁLISE DAS CONDIÇÕES OFERECIDAS NO PROCESSO SELETIVO VESTIBULAR

  • Data: 05/07/2012
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  • O número de pessoas com deficiência que tem ingressado no Ensino Superior, no Brasil, aumentou significativamente no início do século XXI. Essa mudança resulta das discussões em torno da implantação da política de educação inclusiva no contexto internacional, inclusive em nosso país, refletindo no campo da pesquisa. A temática começa a se destacar impulsionada pelo aumento do número de matrículas de estudantes com deficiência nas Instituições de Ensino Superior (IES). No entanto, a quantidade de estudos ainda é escassa, principalmente no que se refere ao atendimento oferecido pelos candidatos com deficiência no vestibular das IES. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi investigar em que medida as IES da cidade do Natal-RN estão seguindo as recomendações contidas na legislação brasileira, especificamente a do Aviso Circular Nº 277/96-MEC/GM, no que tange às condições oferecidas aos estudantes com deficiência para o processo seletivo vestibular. A investigação caracteriza-se por uma abordagem metodológica qualitativa do tipo Estudo Exploratório. A construção dos dados se deu através da aplicação de questionário, entrevista semiestruturada e análise documental, sendo os dados coletados organizados e interpretados segundo as etapas indicadas por MInayo (1998). Em relação aos resultados, constatou-se que das dez instituições de ensino superior que devolveram o questionário, nenhuma delas possuía reserva de vagas para candidatos com deficiência e, apenas seis afirmaram oferecer Banca Especial no processo seletivo para ingresso na graduação. Dos dezoito editais analisados, somente dois apresentavam informações claras aos candidatos sobre os serviços e recursos oferecidos pela IES a quem solicita atendimento especial para realização das provas. Dos quatro gestores que participaram da entrevista semiestruturada, contatou-se que todos revelaram preocupação em oferecer um processo seletivo igualitário, mas parte deles não demonstrou possuir muito conhecimento acerca da legislação específica. Conclui-se, que há necessidade de os gestores das instituições investigadas cumprirem com a legislação em vigor assegurando aos candidatos com deficiência o direito de concorrer no processo seletivo vestibular, em igualdade de oportunidades, em todas as etapas, desde a inscrição até a correção final das provas. Espera-se, com esta investigação, também contribuir para o avanço das discussões e novos estudos em torno do acesso das pessoas com deficiência ao ensino superior.

  • PAULEANY SIMOES DE MORAIS
  • AS RELAÇÕES DE PODER NA GESTÃO DA ESCOLA ESTADUAL PRESIDENTE KENNEDY EM NATAL/RN: AS AÇÕES DECISÓRIAS DOS ÓRGÃOS COLEGIADOS – O CONSELHO DE ESCOLA E O CAIXA ESCOLAR

  • Data: 28/06/2012
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  • O presente trabalho analisou as relações de poder na gestão da Escola Estadual Presidente Kennedy, compreendendo as decisões deliberadas no Conselho Escolar e Caixa Escolar que orientaram a organização da escola. Procurou-se perceber os modelos de gestão que influenciaram a organização escolar, promovendo contradições na condução do processo decisório. A gestão escolar encontra-se intensamente marcada por modelos de gestão oriundos da lógica empresarial como é o caso do gerencialismo e da burocracia. A formulação de políticas educacionais baseadas no gerencialismo propôs uma gestão centrada na escola com intensa responsabilização (accountability) da comunidade escolar no planejamento e no acompanhamento dos serviços públicos. As influências desses modelos subsidiam relações de poder hierarquizadas que comprometem as ações decisórias dos órgãos colegiados para a democratização da gestão da escola. Para desenvolver a pesquisa sobre o poder, fundamentou-se nos estudos de Bourdieu e Foucault. Esses autores entendem o poder em um sistema relacional em sentido duplo, tanto em seu sentido disciplinador como na possibilidade de resistência. Desenvolveu-se uma matriz teórico-metodológica voltada para a revisão de literatura, análise documental, entrevistas semiestruturadas com doze representantes dos segmentos pertencentes ao Conselho de Escola e Caixa Escolar, bem como observações em reuniões com produção de notas de campo. Identificou-se que as relações de poder vivenciadas na organização da escola e atuação dos colegiados são marcadas pelas transformações da gestão pública ao longo dos anos, promovendo contradições entre a concepção da gestão empresarial oriunda da lógica empresarial e a perspectiva da gestão democrática subsidiada por documentos legislativos oficiais em âmbito nacional e estadual. As observações em reuniões e as análises das atas mostraram que os representantes relacionados à gestão (presidente e gestora da escola) possuem posição privilegiada no que concerne à exposição de suas proposições, tendo maiores possibilidades de tomar posição no jogo político de atuação dos órgãos colegiados. Observou-se, ainda, que a irregularidade das reuniões, particularmente do Caixa Escolar, limita à vivência de atuação dos representantes em reflexões referentes ao planejamento e acompanhamento das ações de gestão da escola. Os relatos dos representantes do Conselho de Escola mostraram que determinados segmentos relacionados à gestão reconhecem seu poder de decisão, no entanto os demais pouco interferem na tomada de posição, intervindo no processo decisório de maneira a expor os anseios dos que representam. No Caixa Escolar, a análise das atas e as entrevistas revelam restritos momentos de encontro dos representantes, sendo esses apenas para escolha ou aprovação do plano de aplicação elaborado pela gestão da escola. Nos resultados, não houve indícios de momentos de reflexões para o estudo das melhores possibilidades para a aplicabilidade dos recursos. Esse órgão colegiado (Caixa Escolar) tem atuação questionável para planejamento e acompanhamento da aplicabilidade dos recursos financeiros da Escola. De modo geral, verificou-se que a Escola Estadual Presidente Kennedy ainda vivencia relações de poder hierarquizadas que comprometem a institucionalização da gestão democrática em que os diversos segmentos representativos possam assumir posição no jogo político de processos decisórios necessários à organização da escola.

  • DIVOENE PEREIRA CRUZ
  • O CURRÍCULO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA EJA: CONCEPÇÕES E CRENÇAS DOS PROFESSORES DA ESCOLA MUNICIPAL FRANCISCA LEONÍSIA.

  • Data: 22/06/2012
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  • A presente investigação trata do Currículo e das Práticas Pedagógicas da Educação de Jovens e Adultos-EJA, e articula-se com as concepções e crenças dos professores assentados. O campo empírico desta investigação se constituiu na Escola Municipal Francisca Leonísia, localizada no Assentamento de Reforma Agrária Serra Nova, município de Florânia/Rn. Busca-se analisar a relação entre o Currículo e as Práticas Educativas da Educação de Jovens e Adultos-EJA e as concepções/crenças desses professores. Este trabalho fundamenta-se na pesquisa qualitativa, de caráter interpretativo/reflexivo e faz uso da análise documental, entrevistas semiestruturadas e sessões reflexivas enquanto procedimentos metodológicos que asseguraram o alcance dos nossos objetivos na pesquisa. Esses procedimentos nos permitiram adentrar na prática curricular dos professores assentados e compreender como os mesmos pensam, elaboram e praticam o currículo da EJA na escola campo de pesquisa. A análise documental propiciou o repensar dos referenciais curriculares selecionados, Projeto Político Pedagógico e Proposta Curricular da EJA, a partir de uma leitura crítica das conceituações e concepções inscritas nesses referenciais, com vistas à construção e reconstrução de conceitos que resgatem a identidade das pessoas jovens e adultas do campo, inseridas no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra/MST. As sessões reflexivas se constituíram em espaços de formação coletiva e propiciaram ao grupo cooperador a autorreflexão e a reflexão coletiva acerca das concepções e crenças que permeiam o currículo e orientam as suas práticas educativas na EJA. Nesses espaços de formação também são discutidos a problemática atual, a construção de um projeto educativo do campo para EJA, as garantias de aprendizagem e a identidade cultural da EJA do campo, inserida no contexto do MST. Sob essa visão, conclui-se que as concepções e crenças dos professores assentados se relacionam diretamente com o currículo pensado, elaborado e praticado na EJA, bem como com as práticas educativas que permeiam esse currículo. Essa relação se dá em meio às adversidades da Educação do Campo, inserida no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-MST, e requer o comprometimento desses professores para as mudanças necessárias a uma formação escolar crítica e emancipadora.

  • DAISY CLECIA VASCONCELOS DA SILVA
  • NO COTIDIANO DA ESCOLA: O PENSAR E AGIR DE JOVENS E ADULTOS

  • Data: 11/05/2012
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  • A necessidade de ver os sujeitos da Educação de Jovens e Adultos – EJA para além de seus fracassos escolares torna-se imprescindível para uma reconfiguração desta modalidade de ensino. Portanto, o compromisso dessa pesquisa é adentrar no universo desses sujeitos, dar-lhes voz e, com isso, compreender a teia de relações que se dá entre esses sujeitos e a escola de uma maneira geral.Entende-se não ser possível compreender os significados atribuídos pelos sujeitos sem considerar, como elemento primordial, o contexto social no qual esses significados são construídos. Para o desenvolvimento deste estudo foi adotada como metodologia a pesquisa etnográfica. Os procedimentos utilizados para a construção dos dados foram observação participante, entrevistas semi-estruturadas com grupo focal e entrevistas semiestruturadas individuais. Para a compreensão dos dados construídos no campo, utilizou-se a técnica da análise de conteúdo, que atende as expectativas de uma analise interpretativa. As observações ocorreram principalmente dentro das salas de aula, de uma escola municipal, situada na cidade do Natal/RN. As entrevistas individuais foram realizadas com uma amostra de oito alunos, homens e mulheres, com faixa etária entre 25 e 60 anos. As entrevistas evidenciam que para o jovem e adulto, a escola é muito mais do que o lugar onde se aprendem conteúdos. Eles percebem este espaço como propiciador de interação social e como a possibilidade de galgar novos horizontes profissionais e, dessa forma, alcançar uma ascensão social.Nos alunos mais velhos, em especial nas mulheres, esta volta aos bancos escolares traz embutida no discurso da aprendizagem, o desejo de fazer novos amigos, de ter momentos de encontros, conversas e descontração, enfim, de esquecer os problemas do dia-a-dia. A observação do cotidiano escolar permite melhor entender a ação destes sujeitos em relação às práticas escolares. Por fim, afirma-se que a busca pela escola não se dá apenas para recuperar o tempo perdido na infância. Aprender acaba por ser secundário. Não importa se ficarão retidos ou serão promovidos para o nível seguinte, o importante é estar na escola.

  • MARIA AUXILIADORA LISBOA MORENO PIRES
  • UM ESTUDO SOBRE O ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA NA BAHIA.

  • Data: 04/05/2012
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  • Esta tese analisa a configuração do Estágio Curricular Supervisionado (ECS) na formação inicial do professor de Matemática, explicitando como ele acontece e vem sendo construído nos cursos de Licenciatura em Matemática, no Estado da Bahia. O estudo não teve o objetivo de generalizar aspectos e características das propostas de ECS, tampouco fazer comparações que apontassem alguma delas como modelo ou motivo de críticas nas propostas de ECS implementadas nos cursos de Licenciatura em Matemática. A finalidade principal foi investigar a configuração do ECS em três instituições de ensino superior da Bahia, com vistas a ampliar os debates sobre o tema e enriquecer o conhecimento já produzido no Brasil sobre o assunto. A pesquisa foi operacionalizada com base nos documentos sobre o assunto, existentes nas instituições envolvidas e complementada com depoimentos de um grupo amplo de sujeitos participantes. Além disso, o estudo envolveu a participação de autores de livros que tratam do ECS na formação de professores de Matemática. Foram trabalhadas duas perspectivas: o Estágio Curricular Supervisionado na formação inicial do professor de Matemática e o desenvolvimento profissional desses futuros professores. Essencial destacar o processo da formação inicial do futuro professor de Matemática que passa por profundas mudanças em virtude de um conjunto de fatores impactados pela legislação, pelos novos projetos curriculares dos cursos, pelas novas demandas da sociedade, incluindo-se as expectativas das escolas em relação ao ensino-aprendizagem da Matemática. Em face do estudo realizado, a situação revelada na configuração do ECS nas instituições pesquisadas está longe de ser caracterizada como ideal. São inúmeras as dificuldades, tensões e problemas enfrentados pelos estudantes e professores no dia a dia nos cursos de formação dos professores de Matemática e nas escolas públicas. Essas mesmas deficiências foram reveladas através das análises dos diferentes documentos construídos na pesquisa, como questionários, entrevistas, memoriais dos professores e relatórios.

  • VERUSKA DE ARAUJO VASCONCELOS GRANJA
  • Fatores de sucesso e insucesso no desempenho acadêmico do alunado na UFRN.

  • Data: 27/04/2012
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  • Ingressar na Universidade e permanecer nela é um desafio para todos os estudantes que deixam o ensino médio e entram nesse nível de ensino. Os anseios por uma graduação se dão por vários fatores que apresentam repercussões decisivas na vida pessoal dos indivíduos que adquirem a formação em nível superior, tanto no que concernem as capacidades profissionais quanto às oportunidades econômicas. Várias são as trajetórias possíveis ao entrar em um curso superior. Os estudantes podem ser classificados pelo seu desempenho de sucesso ou insucesso devido a vários fatores intervenientes que interagem entre si. O propósito deste trabalho é identificar os fatores de sucesso e de insucesso no desempenho acadêmico dos alunos da UFRN. A partir desse objetivo desencadearam-se os seguintes objetivos específicos: Analisar a problemática da expansão e democratização da educação superior no Brasil e na UFRN, por meio dos programas federais e locais; Analisar as definições de sucesso e insucesso no ensino superior; Descrever fatores de sucesso e insucesso do alunado construído por meio de pesquisas já desenvolvidas; Identificar fatores que contribuem para o sucesso e insucesso do alunado na UFRN. Esse estudo se respalda na teoria da reprodução e seus avanços epistemológicos a fim de responder aos objetivos propostos. Para tanto foi realizada uma vasta revisão bibliográfica sobre o tema e analisados dados secundários de fontes estatísticas oficiais nacionais, regionais e locais sobre o assunto. Na delimitação dos dados a população pesquisada é referente aos alunos que ingressaram na UFRN por meio do vestibular nos anos de 2000 a 2010 e que cursaram no mínimo 1 semestre letivo. À luz das análises, interpretação do referencial teórico e dos dados resultantes da investigação, foi possível identificar os principais fatores influenciadores das categorias de sucesso e insucesso nesta universidade, fato que se destaca a seguir: Há que se considerar, a história escolar do aluno anterior ao ingresso na graduação;Outro ponto que merece destaque nas análises é a condição socioeconômica do aluno; Ainda incluída na categoria acima descrita (sucesso) a apropriação da cultura universitária, aqui neste trabalho é identificada a partir dos dados sobre o desempenho acadêmico. Os bons resultados são derivados também do envolvimento do aluno, nas disciplinas cursadas. O desempenho nessas disciplinas também refletem a participação dos alunos em campos de pesquisas, ambientes de estudo como bibliotecas, participação em eventos, congressos e seminários de sua área e atividades extra-classe. A trajetória de análise interpretativa dos resultados que este documento possibilita, seja levada para pontos de discussão em diversas instâncias e conselhos superiores com fins de melhorar os seus índices acadêmicos. Que seja possível também promover estratégias de orientação e de apoio ao aluno, para que ele persista na sua escolha.

  • FRANCILEIDE BATISTA DE ALMEIDA VIEIRA
  • FORMAÇÃO, SUBJETIVIDADE E CRIATIVIDADE: ELEMENTOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA INCLUSIVA.

  • Orientador : LUCIA DE ARAUJO RAMOS MARTINS
  • Data: 13/04/2012
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  • ESTA PESQUISA BUSCOU COMPREENDER DE QUE MODO UM PROCESSO DE FORMAÇÃO PODE CONTRIBUIR PARA A EXPRESSÃO CRIATIVA DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, VISANDO À EFETIVAÇÃO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA. PARA ISSO RESPALDOU-SE NA TEORIA DA SUBJETIVIDADE, ELABORADA EM UMA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CULTURAL POR GONZÁLEZ REY, BEM COMO NO CONCEITO DE CRIATIVIDADE, DESENVOLVIDO POR MITJÁNS MARTÍNEZ, DIALOGANDO COM OUTROS AUTORES QUE DISCUTEM SOBRE A FORMAÇÃO DE PROFESSORES E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA. PARA A CONCRETIZAÇÃO DO TRABALHO, REALIZAMOS UMA PESQUISA-AÇÃO, COMO ESTRATÉGIA DE INTERVENÇÃO, QUE SE EFETIVOU POR MEIO DE UM CURSO DE FORMAÇÃO DESENVOLVIDO EM UMA ESCOLA DA REDE ESTADUAL DE ENSINO, LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE ASSU-RN, ENVOLVENDO TRÊS SUPERVISORAS ESCOLARES E DUA PROFESSORAS, QUE ATUAM NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E QUE SÃO LOTADAS NA SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS DAQUELA INSTITUIÇÃO. PARA A CONSTRUÇÃO DA INFORMAÇÃO, OPTAMOS PELA EPISTEMOLOGIA QUALITIATIVA, QUE ORIENTA A PRODUÇÃO  DO CONHECIMENTO POR MEIO DA ANÁLISE CONSTRUTIVO-INTERPRETATIVA, PARA A QUAL UTILIZAMOS INSTRUMENTOS ESCRITOS E NÃO ESCRITOS. A ANÁLISE DAS INFORMAÇÕES REVELOU QUE NEM TODAS AS PARTICIPANTE ELABORARAM ESTRATÉGIAS CRIATIVAS PARA EFETIVAÇÃO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA EM DECORRÊNCIA DE SUAS PARTICIPAÇÕES NO CURSO DE FORMAÇÃO, EMBORA DUAS DELAS TENHAM DESENVOLVIDO ALTERNATIVAS CRIATIVAS BASTANTE SIGNIFICATIVAS. NOSSAS CONSTRUÇÕES APONTARAM ALGUNS ASPECTOS DO CURSO REALIZADO QUE CONTRIBUÍRAM PARA QUE TAIS MUDANÇAS FOSSEM ALCANÇADAS, PORÉM, ENTENDEMOS QUE ESTES, ISOLADAMENTE, NÃO EXPLICAM PORQUE ALGUMAS PASSARAM A ATUAR DE FORMA MAIS CRIATIVA E OUTRAS NÃO. ASSIM, FOI POSSÍVEL CONSTATAR QUE A CRIATIVIDADE É UMA EXPRESSÃO DA SUBJETIVIDADE, EM SUAS DIMENSÕES INDIVIDUAL E SOCIAL. IDENTIFICAMOS QUE OS ELEMENTOS DA SUBJETIVIDADE SOCIAL DA ESCOLA, EM SUA MAIORIA, ERAM INCONGRUENTES COM AS PRÁTICAS EDUCACIONAIS INCLUSIVAS E IMPACTAVAM, NEGATIVAMENTE, AM ALGUMAS PARTICIPANTES. CONTUDO, AS DUAS QUE SE EXPRESSARAM MAIS CRIATIVAMENTE APRESENTARAM UMA POSTURA PRÓPRIA, ATIVA E INTENCIONAL, DEMONSTRANDO EXERCER A CPNDIÇÃO DE SUJEITO, CONTRAPONDO-SE A TAIS ELEMENTOS E BUSCANDO SUPERÁ-LOS. PERCEBEMOS, AINDA, QUE OS ELEMENTOS SUBJETIVOS INDIVIDUAIS TAMBÉM IMPLICARAM NA EXPRESSÃO CRIATIVA E NÃO CRIATIVA DAS PARTICIPANTES. COM BASE NESSAS CONSTRUÇÕES, ENTENDEMOS QUE UM PROCESSO DE FORMAÇÃO PODERÁ CONSTRIBUIR PARA A EXPRESSÃO CRIATIVA SE CONSIDERAR E INTERVIR NA DIMENSÃO PESSOAL DOS PARTICIPANTE, IMPULSIONANDO O DESENVOLVIMENTO DE ELEMENTOS SUBJETIVOS QUE A FAVOREÇAM, BEM COMO A ASSUNÇÃO DA CONDIÇÃO DE SUJEITO. ESTA PRODUÇÃO APONTA REFLEXÕES E CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, PARA OS ESTUDOS DA CRIATIVIDADE, PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA E PARA AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS, DENTRE OUTROS ASPECTOS CONCERNENTES AO ATO EDUCATIVO ESCOLAR.

  • SANDRA CRISTINNE XAVIER DA CAMARA
  • O memorial autobiográfico. Uma tradição acadêmica do ensino superior no Brasil.

  • Data: 30/03/2012
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  • A tese tem como objeto de estudo os memoriais autobiográficos. O objetivo geral é descrever o percurso histórico do memorial como uma tradição acadêmica do ensino superior no Brasil. Considerados um gênero híbrido, os memoriais trazem a peculiaridade de focalizar cientificamente trajetórias de vida. A investigação situa-se em três vertentes que se articulam: História da Educação, práticas educativas e usos da Linguagem, as quais nos permitem dialogar com múltiplas referências teórico-metodológicas na sustentação de nossas análises. O corpus utilizado para a análise constituiu-se por 40 memoriais autobiográficos, assim distribuídos: 16 memoriais acadêmicos, datados de 1935 a 1970; 07 memoriais acadêmicos, datados de 1980 a 2007; e 17 memoriais de formação, datados de 1995 a 2000. Nesse corpus reunimos, ainda, documentos oficiais, que dizem respeito à legislação disposta em editais, resoluções, portarias, regimentos, com os quais tivemos como propósitos: 1) conhecer e compreender o contexto maior de regulamentação do ensino superior no Brasil e seus aspectos concernentes à carreira do magistério superior; 2) investigar a escrita dos memoriais à luz do discurso injuntivo característico dos editais e resoluções nos quais se pautavam. A análise do memorial respaldada na legislação que o regulamenta permitiu reconstituir a imagem do professor ao longo de 80 anos na universidade pública brasileira. Para tanto, o trabalho foi desenvolvido no marco teórico-metodológico da pesquisa (auto)biográfica em Educação e dos estudos sociolinguísticos sobre os gêneros do discurso e as tradições discursivas. As investigações revelam o memorial como um gênero acadêmico no qual se entrelaça a história acadêmico-profissional do professor com a história da carreira do magistério superior no Brasil. Ancorados na perspectiva bakhtiniana sobre os gêneros do discurso, segundo a qual os gêneros evoluem e se complexificam à medida que seus contextos de uso também evoluem e se tornam mais complexos, os resultados de nossas análises permitiram correlacionar, nas décadas estudadas, as alterações dos memoriais ao contexto sociohistórico e ao seu uso como uma prática educativa no âmbito da universidade. Desse modo, as análises evidenciaram que essas escritas de si: passam da subjetividade latente para a pura objetividade entre as décadas de 1930 e 1960; apresentam total apagamento do sujeito entre as décadas de 1960 a 1970; ressurgem na década de 1980, tendo como marco o memorial da professora Magda Soares; expandem-se e diversificam-se a partir dos anos 1990, tornando-se também um dispositivo de formação e de projeção profissional. No que concerne aos usos da linguagem, investigamos a relação do sujeito com a linguagem, especificamente a manifestação da alteridade no tecido discursivo dos memoriais. Nessa vertente, as análises apontaram a influência do discurso de autoridade na formação do professor; dos discursos de injunção no processo de inserção profissional e de reinvenção de si no processo de autoria. Nesse sentido, o memorial autobiográfico revela-se como expressão específica da esfera cultural da academia brasileira e nos permite confirmar a hipótese de que cada memorial trata de uma situação singular-plural, ao apresentar uma articulação dialética entre o privado e o público, segundo as estruturas institucionais, nas quais e com as quais o professor|a se formou e com as quais dialoga.

  • JANIRA BEZERRA DE BRITO
  • ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS: SUPERANDO DESAFIOS DA INCLUSÃO ESCOLAR

     

  • Data: 30/03/2012
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  • Este trabalho tem sua gênese na vida profissional de uma professora. Contempla o relato de uma grande história que expressa a vontade política de pessoas anônimas, que buscaram/buscam a superação de desafios e preconceitos, num esforço conjunto de tornar realidade o direito à alfabetização. A história relatada foi desenvolvida na Clínica Pedagógica Professor Heitor Carrilho, em Natal-RN que, preocupada com a sentença de ‘incapazes de aprenderem a língua escrita’, imputada a crianças e jovens alunos da escola pública, decidiu investir na superação de preconceitos e na luta contra o fracasso escolar desses deserdados. A problemática que motivou o estudo foi, assim, configurada: Que peculiaridades caracterizam uma prática pedagógica que objetiva alfabetizar/letrar crianças e jovens da escola pública, considerados não-capazes de aprenderem a língua escrita? Que procedimentos teórico-metodológicos são evidenciados como potencializadores da alfabetização/letramento, no desenvolvimento de uma prática pedagógica, refletida e sistematicamente orientada na perspectiva de alfabetizar os referidos alunos da escola pública? Objetivando responder tais questões, foi realizada uma pesquisa de natureza qualitativa, tendo como metodologia, as Histórias de Vida e a Pesquisa/Formação. Para a construção dos dados, optou-se pela observação participante, entrevista semi-estruturada e análise documental. Norteada por princípios da análise de conteúdo, foi construída a análise dos dados, de onde emergiram duas categorias: Procedimentos teórico-metodológicos transversais aos grandes eixos da alfabetização/letramento e Procedimentos teórico-metodológicos específicos dos grandes eixos da alfabetização/letramento. Como subcategorias dos procedimentos transversais, foram apreendidos: procedimentos didático-pedagógicos; procedimentos sócio afetivos. No tocante a estes, a pesquisa aponta a importância do professor construir uma relação de escuta com seus alunos e familiares, a fim de organizar o trabalho pedagógico, contemplando as múltiplas dimensões do sujeito: o intelecto, o criativo, o afetivo, o moral, destacando que entre a metodologia e a didática ou como parte dela, os vínculos bem construídos representam grandes possibilidades de favorecer a alfabetização. Com relação aos procedimentos específicos, foram construídos: procedimentos que privilegiam a oralidade; procedimentos que privilegiam a escrita; procedimentos que privilegiam a leitura. No âmbito desses procedimentos, os resultados da pesquisa apontam que só é possível promover a alfabetização/letramento, se o professor propiciar aos alunos condições efetivas de compreensão dos princípios de notação alfabética, a partir do uso dos mais diversos gêneros textuais, conduzindo-os a compreenderem e utilizá-los nos diferentes contextos. Para tanto, o docente precisa respeitar os conhecimentos prévios dos aprendizes, sua linguagem, necessidades reais de aprendizagem, para que venha a lançar novos desafios compatíveis com as suas possibilidades. A pesquisa ratifica a importância do Apoio Pedagógico no contraturno da escola. Todavia, é fundamental que se enfatize que é função da escola promover a alfabetização de todos os seus alunos nos primeiros anos de escolaridade. Registra-se, porém, que para a concretização desse anseio, é preciso romper com o modelo de escola marcada por uma rígida tradição, em que só há espaço para aqueles que aprendem o conteúdo ensinado, num tempo mínimo. Infelizmente, apesar do discurso de inclusão e da garantia do direito à educação, a escola permanece excludente e seletiva, dissociando as aprendizagens escolares das relações interpessoais e de inserção e atuação social. Por um lado, a investigação evidenciou as dificuldades de se desenvolverem estudos e/ou estratégias que contemplem as particularidades de crianças e jovens ditos não-capazes de aprenderem. Por outro lado, o compromisso político e a motivação têm ampliado a percepção de que é possível atenuar os deficits existentes no contexto educacional, começando pela prática docente cotidiana, onde novos saberes podem ser apreendidos, metodologias podem ser melhoradas e, a despeito de tudo, o sucesso escolar pode ser construído.

  • FRANCISCA EDILMA BRAGA SOARES AURELIANO
  • O Programa Pró-Letramento e a formação de alfabetizadores: repercussões nas concepções e práticas de professores cursistas.

  • Data: 30/03/2012
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  • O presente trabalho objetiva investigar repercussões do Programa Pró-Letramento – Curso Alfabetização e Linguagem nas concepções e práticas de alfabetização de professores cursistas, segundo suas próprias perspectivas. O Programa, que integra a Rede Nacional de Formação do Ministério da Educação e é desenvolvido desde 2006 em parceria com universidades públicas, destina-se à formação de professores que atuam nos três primeiros anos do ensino fundamental da rede pública com a finalidade de qualificar professores para o trabalho com alfabetização com vistas a uma melhoria da qualidade dos processos e resultados de aprendizagem. A investigação assumiu os princípios do paradigma qualitativo de pesquisa e, como metodologia, o Estudo de Caso, sendo o nosso campo empírico uma Escola Pública do Município de Belém do Brejo do Cruz/PB. Os sujeitos do estudo são cinco professoras que participaram do Programa, incluindo a tutora-formadora, responsável por ministrar o curso, e quatro professoras que concluíram esta formação e atuam nos três primeiros anos do Ensino Fundamental. Os dados, construídos mediante análise documental, entrevista semiestruturada individual e coletiva, e observação não-participante, foram analisados a partir de princípios da Análise do Discurso. Com base nesses princípios, entrecruzamos as enunciações das professoras, as proposições do Programa, os registros das sessões de observação realizadas em suas salas de aula e construímos interpretações com base nas teorizações que assumimos como fundamentos de todos os passos do percurso investigativo, dentre as quais destacamos: estudos acerca da formação docente numa perspectiva crítico-reflexiva; formação continuada como processo de desenvolvimento permanente; princípios da abordagem histórico-cultural acerca dos processos de aprendizagem e desenvolvimento com a centralidade da linguagem; alfabetização numa perspectiva interacionista. A análise focalizou repercussões do Programa: 1) nas concepções dos professores acerca de 1.1) aprendizagem; 1.2) alfabetização e letramento; e nas concepções e práticas relativas a: 1.3) alfabetização numa perspectiva de letramento e 1.4) apropriação do sistema de escrita. A análise do córpus evidenciou relações de continuidade e descontinuidade, aproximação e distanciamento entre as concepções das professoras e as proposições do Programa, bem como entre as concepções/significações e sentidos enunciados por elas em seus discursos e as práticas relatadas ou observadas. As elaborações enunciadas pelas professoras em relação a cada eixo analisado evidenciam repercussões da formação desenvolvida pelo Programa, ao mesmo tempo em que explicitam lacunas e descompassos em seus processos de apropriação – tanto dos conceitos/pressupostos, como das proposições didáticas. Esses descompassos envolvem as relações de interação e mediação entre formadores e formandos, com suas possibilidades e limites, em torno da complexidade dos objetos de conhecimento propostos pelo Programa, como também vinculam-se a condicionantes sociais, econômicos, políticos e culturais que envolvem, tanto a implementação do programa em cada contexto, como as condições em que são desenvolvidas as práticas de alfabetização nas escolas públicas, o que demanda, além de processos formativos permanentes e acompanhados, investimentos para melhoria das condições de trabalho e valorização docente.

  • MARIANNE DA CRUZ MOURA
  • A rotina na educação infantil e as especificidades das crianças de zero a dois anos.

  • Data: 30/03/2012
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  • RESUMO

  • KARINA DE OLIVEIRA
  • Currículo e arquitetura escolar: concepções de professores e equipe gestora do Colégio Nossa Senhora das Neves – Natal/RN.

  • Data: 30/03/2012
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  • O presente trabalho objetiva investigar as concepções de professores e equipe de gestores do Colégio Nossa Senhora das Neves - Natal/RN sobre currículo, arquitetura escolar e as possíveis relações que estabelecem entre esses componentes. Para desenvolvermos o estudo, baseamo-nos nas contribuições teóricas de Vinão Frago (2001), Escolano (2001); Benconstta (2005), entre outros, sobre a arquitetura escolar; e no que concerne ao currículo, ancoramo-nos nas reflexões teóricas de Silva (2000, 2006, 2008,). Partimos do pressuposto de que o lugar escolar é uma construção social e, como tal, traduz interesses de determinados grupos que, ao organizá-lo, instituem formas de condicionar suas funções e usos. Nesse espaço, a vida das pessoas é planejada, tanto a dos que lá trabalham, como a dos que lá estudam. Assim, a arquitetura escolar promove, através de representações, signos, símbolos e contornos, certas imposições que impactam nos modos de ser e agir dos sujeitos, ao instituir apropriações e expropriações de direitos, bem como legitimar formas de inclusão e exclusão. Desse modo, ela é expressão de poder. Um poder que se expressa na forma de conduzir o modo como às pessoas devem se portar num determinado espaço. Ter clareza sobre esses aspectos da arquitetura escolar é relevante, pois do mesmo modo que a opinião de diversos especialistas é importante para discutir a adequação da arquitetura escolar (ambientalistas, arquitetos, engenheiros, urbanistas), os/as professor/as e os/as gestores/as precisam também conhecer a natureza educativa da arquitetura escolar, para assim apresentarem sua parcela de contribuição, a fim de tornar o lugar-escolar propício ao desenvolvimento de múltiplas aprendizagens. Nessa perspectiva, analisamos as concepções de quatro professores e oitos sujeitos que fazem parte da equipe gestora do CNSN, cujas concepções foram apreendidas através de observações participantes, entrevistas semi-estruturadas e análise documental. A construção dos dados indicou níveis conceptuais de currículo variados, oscilando desde aquelas arraigadas nas teorias tradicionais de currículo como as que consideram o currículo atrelado a seus aspectos discursivos e contextuais. As concepções de arquitetura escolar, predominantemente, incidiram para os aspectos materiais da arquitetura escolar e a maioria dos sujeitos estabeleceu, de forma diferenciada, relações entre currículo e arquitetura escolar.

  • REBECA RAMOS CAMPOS
  • Necessidades de formação de professores principiantes da educação infantil/pré-escola.

  • Data: 30/03/2012
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  • Este trabalho se originou das nossas preocupações com as questões relativas à formação do professor de educação infantil. A partir das dificuldades experimentadas como professora principiante na pré-escola, julgamos importante pesquisarnecessidades de formação desses profissionais. Assim sendo, definimos como objetivo dessa pesquisa, investigar necessidades de formação docente de professores principiantes da Educação Infantil/Pré-escola. Nosso trabalho se inscreve na Abordagem Qualitativa da Pesquisa Educacional, e tem como procedimentos de construção dos dados a entrevista semiestruturada e a análise documental. Nosso campo empírico foi constituído por escolas da região metropolitana de Natal/RN, que oferecem educação infantil/pré-escolar. Os sujeitos da pesquisa são cinco professoras que atuam como titular de turma de pré-escola e que possuem de 0 a 3 anos de prática docente, se caracterizando segundo Huberman (2007) como professoras principiantes. Da análise dos dados, fundamentada em princípios da analise de conteúdo, emergiram três temas: Docência de Professor Principiante na Educação Infantil/Pré-escola; Razões explicativas das Dificuldades Docentes/Necessidades Formativas e Formação para Docência na Educação Infantil/Pré-escola, a partir da Análise de Necessidades de Formação, com suas respectivas categorias, subcategorias, contribuindo para a nossa compreensão acerca do objeto de estudo. O ingresso na profissão é marcado por sentimentos ambíguos de euforia e medo, em que parece haver um “choque” com a realidade. As dificuldades estão relacionadas ao planejamento/execução das atividades, ao atendimento às necessidades individuais de aprendizagem e à avaliação das crianças.Como estratégia de superação das dificuldades as professoras exercitam a ação-reflexão-açãoem suas práticas e buscam atualizações contínuas no plano teórico-metodológico da Educação Infantil As razões que definem essas dificuldades podem estar relacionadas ao professor, a escola, a família e ainda aos alunos dessas instituições. Na vivência dessas dificuldades tem se delineado as necessidades de formação docente, dentre as quais se destacam os estudos sobre ética na docência com crianças, conceito de criança e suas infâncias,especificidades do ensinar/aprender na pré-escola, brinquedos e brincadeiras, determinações legais sobre a educação infantil, múltiplas linguagens e expressões na educação da infância, conteúdos específicos das áreas do conhecimento, dentre outros. Além disso, estudos acerca de teóricos como Piaget, Vygotsky, Maria Carmem Barbosa e Emília Ferreiro. Para essas profissionais ser um bom profissional de educação infantil consiste em: gostar de criança, ser afetuosa, paciente e cuidadosa, ter formação teórico-prática específica para a docência na Educação Infantil, ser capaz de improvisar com seriedade e competência e buscar atualizações na formação continuada. As pesquisasrealizadas, junto aos autores e às professoras, ratificam a nossa compreensão de que as necessidades de formação das principiantes podem estarrelacionadas a lacunas da formação inicial e continuada.

     

  • ELENY GIANINI
  • Professores surdos de Libras: a centralidade de ambientes bilíngües em sua formação.

  • Data: 29/03/2012
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  • O objeto de estudo desta tese entrecruza a história da educação de surdos, nos últimos 30 anos, em três escolas para surdos nos municípios de Campina Grande, Gado Bravo e Aroeiras, na Paraíba, as histórias de vida de seis docentes surdos de Língua Brasileira de Sinais (Libras), que se formaram e atuam nessas instituições de ensino para surdos e o nosso próprio percurso, como formadora e pesquisadora. O trabalho foi desenvolvido no marco teórico-metodológico da pesquisa (auto)biográfica em Educação e dos estudos sócio-históricos sobre a formação social do humano. O corpus utilizado para a análise constou de seis entrevistas narrativas, realizadas em língua de sinais e transcritas para o português, de documentos e arquivos pessoais e institucionais. A análise nos possibilitou delimitar três momentos charneiras dessa história: o da criação da primeira escola para surdos, no marco do Oralismo (1980 – 1991), o da passagem para a Comunicação Total (1991 – 1995) e, finalmente, o da introdução do Bilinguismo (1995 aos dias de hoje). As análises revelam que as trajetórias de formação docente dos participantes da pesquisa refletem a história das três escolas que constituíram espaços sociais bilíngues de suma importância para os sujeitos e a comunidade surda enquanto grupo social de minoria linguística e cultural. A evolução dessa trajetória permitiu demarcar duas gerações entre os participantes da pesquisa. A geração dos herdeiros do oralismo, que tiveram acesso tardio à Libras e que viveram uma educação referenciada no Oralismo, cujas reminiscências da infância e da adolescência estão fortemente marcadas por sofrimento pela falta de comunicação, o que dificulta sua trajetória social e profissional até hoje. E a geração dos filhos do bilinguismo, os mais novos em idade, que tiveram acesso à Libras na infância e à escolaridade nos marcos do bilinguismo, cujas reminiscências não estão marcadas pelo sofrimento e têm uma visão positiva do futuro. No que concerne à sua formação docente, destacam-se três figuras de professor. A do professor improvisado, mais próxima dos docentes da primeira geração que foram chamados a ensinar sem a devida formação. A figura do professor artesão, que corresponde à imagem que a maioria deles tem de si mesmo atualmente, entendendo que seus saberes fundamentam-se na troca entre pares. E finalmente a figura do professor de verdade, que se coloca em seu horizonte de expectativas como futuros graduados em Letras/Libras. As narrativas permitiram perceber que a evolução entre essas figuras está alicerçada nas contribuições do outro: professores ouvintes da EDAC e da Universidade Federal de Campina Grande e professores surdos das duas gerações que aprendem mutuamente. As análises e reflexões permitiram defender a tese da centralidade de ambientes bilíngues para a constituição da pessoa surda como cidadão de plenos direitos, com base na voz do surdos, silenciados pela história da educação, conduzida por ouvintes. 

  • ADAILSON TAVARES DE MACEDO
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    A TEORIA DE DIENES NO ENSINO DE TRANSFORMAÇÃO DE
    MEDIDAS DE COMPRIMENTO, ÁREA E VOLUME NO CURSO DE
    PEDAGOGIA
    NATAL/

    A TEORIA DE DIENES NO ENSINO DE TRANSFORMAÇÃO DEMEDIDAS DE COMPRIMENTO, ÁREA E VOLUME NO CURSO DE PEDAGOGIA.

  • Data: 29/03/2012
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    A pesquisa teve como objetivo geral testar um módulo de ensino baseado na teoria de Dienes, focalizando o conteúdo de transformação de medidas de comprimento, área e volume. O estudo – baseado na teoria de Zoltan Paul Dienes – consistiu numa intervenção metodológica com alunos do Curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Um estudo preliminar com 40 alunos – denominado avaliação diagnóstica – verificou que os alunos não compreendiam o conceito de transformação de medida, mas somente aplicar a tabela de conversão de medidas. A intervenção metodológica foi levada a efeito na turma de Pedagogia do 7º período da UFRN. Aplicou-se um pré-teste, um conjunto de atividades de ensino e um pós-teste. Este último foi utilizado como instrumento de avaliação da aprendizagem dos alunos. As respostas dos alunos foram avaliadas segundo o conceito de abstração reflexionante de Jean Piaget, um dos autores que influenciou a teoria de Zoltan Paul Dienes.
    Palavras–chaves: Zoltan Paul Dienes. Jogos. Transformação de medidas. Abstração reflexionante. Ciências Cognitivas.

    A pesquisa teve como objetivo geral testar um módulo de ensino baseado na teoria de Dienes, focalizando o conteúdo de transformação de medidas de comprimento, área e volume. O estudo – baseado na teoria de Zoltan Paul Dienes – consistiu numa intervenção metodológica com alunos do Curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Um estudo preliminar com 40 alunos – denominado avaliação diagnóstica – verificou que os alunos não compreendiam o conceito de transformação de medida, mas somente aplicar a tabela de conversão de medidas. A intervenção metodológica foi levada a efeito na turma de Pedagogia do 7º período da UFRN. Aplicou-se um pré-teste, um conjunto de atividades de ensino e um pós-teste. Este último foi utilizado como instrumento de avaliação da aprendizagem dos alunos. As respostas dos alunos foram avaliadas segundo o conceito de abstração reflexionante de Jean Piaget, um dos autores que influenciou a teoria de Zoltan Paul Dienes.

  • LIVIA CRISTINA CORTEZ LULA DE MEDEIROS
  • LITERATURA E EDUCAÇÃO: O BULLYING NOS CONTOS DE FADA, UMA DISCUSSÃO POSSÍVEL

  • Data: 29/03/2012
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  • Este estudo investiga como a leitura de contos de fada pode se constituir um meio para a reflexão sobre o fenômeno bullying presente na vida de escolares. Sua relevância consiste em apresentar o trabalho com a Literatura como alternativa para favorecer o entendimento, de crianças e jovens, a respeito dessa prática de violência, a partir de momentos de discussão, mediados em sala de aula. Respalda-se, metodologicamente, nos princípios da abordagem qualitativa, configurando-se como uma pesquisa bibliográfica, sendo vinculada à análise de conteúdo, no intuito de realizar inferências e construir interpretações a partir do estudo de contos que favoreça a discussão e a reflexão em torno do tema bullying. Para compor este trabalho foram selecionados os seguintes contos: A Gata Borralheira (1812) e Um-olhinho, Dois-olhinhos, Três-olhinhos (1812), dos irmãos Grimm; João-Trapalhão (1837), As Cegonhas (1838) e O Patinho Feio (1844), de Andersen, por possibilitarem uma interface, mais explícita, entre a Literatura e o bullying e por serem histórias inquietantes e desafiadoras, que proporcionam material fecundo para momentos de debate. Tomou-se como referencial teórico os estudos de Eco (2003), Jouve (2002), Zilberman (2003, 2004), Lajolo (2001), Coelho (2008), Bettelheim (2007), Amarilha (2004), Held (1980), Beaudoin e Taylor (2006), Fante e Pedra (2008), Middelton-Moz e Zawadski (2007), Olweus (2006), Jares (2002, 2006), Beane (2010), La Taille (2006, 2009) e Piaget (1994). As análises mostraram que as características inerentes à Literatura permitem a realização de leituras em que o tema bullying possa ser discutido entre os alunos, de modo a contribuir na formação de crianças e jovens capazes de refletir sobre a violência entre pares. Essa alternativa é possível, especialmente pelo envolvimento promovido pela leitura de textos literários, de maneira a permitir que os alunos enxerguem, a partir da ficção, possibilidades de mudança. 

  • ROSANE FELIX FERREIRA
  • Ensinamentos do Barro, conversas com Francisco Brennand.

  • Data: 28/03/2012
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  • RESUMO

  • MARIA DA CONCEICAO GUILHERME COELHO
  • PERGUNTOU O JUIZ AO TUTOR PELA PESSOA DESTE ÓRFÃO

    Os magistrados na ordem sócio educacional do Seridó (Século XIX)

  • Data: 26/03/2012
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  • RESUMO

  • PRISCILA FERREIRA RAMOS DANTAS
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    CONCEPÇÕES E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORAS
    DA EDUCAÇÃO INFANTIL, NA INCLUSÃO DE ALUNOS COM
    DEFICIÊNCIA.

    CONCEPÇÕES E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORASDA EDUCAÇÃO INFANTIL, NA INCLUSÃO DE ALUNOS COMDEFICIÊNCIA.

     

  • Data: 26/03/2012
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    Esta investigação enfoca a educação inclusiva na educação infantil. O seu objetivo foi investigar e analisar as concepções e expectativas de professoras da Educação Infantil, de um Centro de Educação Infantil do Munícipio de Natal/ RN, sobre a inclusão escolar de alunos com deficiência, bem como as práticas pedagógicas desenvolvidas e suas implicações para aprendizagem dos alunos. Tendo como base teórica a perspectiva histórico-cultural, a pesquisa pautou-se pela análise qualitativa dos dados a partir do método de Estudo de Caso. Utilizamos como procedimentos metodológicos: análise documental, observação participante, diário de campo e entrevista semiestruturada. Participaram da pesquisa três professoras da referida escola que tinham alunos com deficiência em suas salas de aula. Essas educadoras foram denominadas de: Rapunzel, Branca de Neve e Bela. A identificação das professoras foi baseada em nomes de personagens da literatura infantil tendo em vista, este estudo envolver professoras dessa modalidade de educação. Para a escolha do nome de cada professora utilizamos como critério a aproximação de características das personagens com as características atribuídas, por nós, às professoras, em seu fazer pedagógico. Os dados obtidos a partir das observações indicaram que a escola regular de educação infantil possibilita práticas pedagógicas que favorecem a participação e o desenvolvimento dos alunos com deficiência; como também, situações que podem criar barreiras para a aprendizagem e para o desenvolvimento dessas crianças. A análise dos dados da entrevista feita a partir da análise de conteúdo de Bardin (1994) baseou-se nos estudos de Cunha (2011), Bruno (2006,2008), Mantoan (2006,2008), Paniagua, Palácios (2007), entre outros. Os dados revelaram concordância e divergências de concepções e expectativas sobre as questões que envolvem a inclusão na educação infantil. Os resultados evidenciaram ainda que, estratégias de ensino, vínculos afetivos, sensibilidade e a própria rotina da educação infantil são fatores que podem favorecer a proposta inclusiva, mas também é necessário um maior atendimento às diferenças individuais de cada criança no sentido de potencializar o seu desenvolvimento. O estudo, também, revelou falta de apoio pedagógico às professoras, o desconhecimento delas quanto as orientações e estratégias que contemplem a diversidade dos alunos; a importância de ter concepções positivas a respeito da aprendizagem e do desenvolvimento do aluno com deficiência e a necessidade de uma formação pedagógica e de um trabalho coletivo na escola que conte com a colaboração de todos: pais, direção, coordenação na busca de uma escola inclusiva. Acreditamos que este estudo apontou questões relevantes a serem foco de novas pesquisas, uma vez que, o tema ainda é carente de estudo , sendo assim, ressaltamos, a importância da realização de pesquisas que deem continuidade a este trabalho.
    Palavras-chave: Educação Infantil; Educação Inclusiva; Concepções e Prática Pedagógica.

    Esta investigação enfoca a educação inclusiva na educação infantil. O seu objetivo foi investigar e analisar as concepções e expectativas de professoras da Educação Infantil, de um Centro de Educação Infantil do Munícipio de Natal/ RN, sobre a inclusão escolar de alunos com deficiência, bem como as práticas pedagógicas desenvolvidas e suas implicações para aprendizagem dos alunos. Tendo como base teórica a perspectiva histórico-cultural, a pesquisa pautou-se pela análise qualitativa dos dados a partir do método de Estudo de Caso. Utilizamos como procedimentos metodológicos: análise documental, observação participante, diário de campo e entrevista semiestruturada. Participaram da pesquisa três professoras da referida escola que tinham alunos com deficiência em suas salas de aula. Essas educadoras foram denominadas de: Rapunzel, Branca de Neve e Bela. A identificação das professoras foi baseada em nomes de personagens da literatura infantil tendo em vista, este estudo envolver professoras dessa modalidade de educação. Para a escolha do nome de cada professora utilizamos como critério a aproximação de características das personagens com as características atribuídas, por nós, às professoras, em seu fazer pedagógico. Os dados obtidos a partir das observações indicaram que a escola regular de educação infantil possibilita práticas pedagógicas que favorecem a participação e o desenvolvimento dos alunos com deficiência; como também, situações que podem criar barreiras para a aprendizagem e para o desenvolvimento dessas crianças. A análise dos dados da entrevista feita a partir da análise de conteúdo de Bardin (1994) baseou-se nos estudos de Cunha (2011), Bruno (2006,2008), Mantoan (2006,2008), Paniagua, Palácios (2007), entre outros. Os dados revelaram concordância e divergências de concepções e expectativas sobre as questões que envolvem a inclusão na educação infantil. Os resultados evidenciaram ainda que, estratégias de ensino, vínculos afetivos, sensibilidade e a própria rotina da educação infantil são fatores que podem favorecer a proposta inclusiva, mas também é necessário um maior atendimento às diferenças individuais de cada criança no sentido de potencializar o seu desenvolvimento. O estudo, também, revelou falta de apoio pedagógico às professoras, o desconhecimento delas quanto as orientações e estratégias que contemplem a diversidade dos alunos; a importância de ter concepções positivas a respeito da aprendizagem e do desenvolvimento do aluno com deficiência e a necessidade de uma formação pedagógica e de um trabalho coletivo na escola que conte com a colaboração de todos: pais, direção, coordenação na busca de uma escola inclusiva. Acreditamos que este estudo apontou questões relevantes a serem foco de novas pesquisas, uma vez que, o tema ainda é carente de estudo , sendo assim, ressaltamos, a importância da realização de pesquisas que deem continuidade a este trabalho.

     

  • CONCEIÇÃO APARECIDA OLIVEIRA LOPES
  • O brincar e a criança com deficiência física na educação infantil: o que pensam as crianças e suas professoras.

  • Data: 26/03/2012
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  • O presente estudo teve como objetivo investigar o brincar da criança com deficiência
    física nas situações cotidianas de três Centros Municipais de Educação Infantil de
    Natal/RN, a partir da observação e da escuta de três crianças e de suas professoras,
    buscando compreender como os diferentes sujeitos que participam do processo de
    aprendizagem se envolvem nas brincadeiras presentes nesses contextos e que
    contribuições poderão emergir para um trabalho pedagógico significativo, propiciador
    da inclusão da criança na Educação Infantil. A investigação, de abordagem
    qualitativa, se constituiu de um estudo de caso, cujos dados foram coletados por
    meio de observações e entrevistas. No contínuo das observações, tornou-se
    imprescindível lançar olhares para os diferentes contextos da rotina escolar, de
    forma a recortar e analisar episódios que pudessem responder ao que estava sendo
    investigado. Também foram objeto de observação as condições de acessibilidade
    nos espaços escolares. As entrevistas possibilitaram extrair dos sujeitos o que
    pensam e como se percebem na ação do brincar. Os dados obtidos foram
    analisados tendo como interlocutores estudos contemporâneos e teorias sobre o
    brincar, infância e inclusão escolar, e os documentos publicados pelo Ministério da
    Educação e Cultura, que tratam da temática como eixo norteador das propostas
    pedagógicas voltadas para a Educação Infantil. As revelações da pesquisa apontam
    para a necessidade de se investir esforços para o brincar de crianças com
    deficiência física na Educação Infantil, no referente ao cumprimento da legislação
    voltada para a acessibilidade nos espaços escolares e provimento de equipamentos
    e materiais que respeitem as características das crianças, como também em prover
    oportunidades de formação inicial e continuada dos professores, na perspectiva da
    educação inclusiva e do brincar.

  • MARIA DA GUIA DE SOUSA SILVA
  • ESCOLA PARA OS FILHOS DOS OUTROS: TRAJETÓRIA HISTÓRICA DA ESCOLA INDUSTRIAL DE NATAL (1942-1968)

  • Data: 26/03/2012
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  • Este trabalho apresenta a reconstituição da trajetória histórica da Escola Industrial de Natal, no período de 1942 a 1968, fundamentada na análise de suas características culturais, sociais e pedagógicas, num processo em que as práticas educativas e os sujeitos que as constituíram foram sendo desvelados em suas ações. Nesse sentido, os conceitos de memória e cultura escolar ocuparam um lugar central para a compreensão dos elementos que caracterizaram a sua organização administrativa e pedagógica como, por exemplo, o currículo, finalidades, normas disciplinares, clientela, professores, dirigentes e a configuração do poder institucional. Criada para atender à demanda de um processo industrial que se fortaleceu no país, a Escola Industrial de Natal foi se constituindo num espaço majoritariamente ocupado por sujeitos, oriundos dos grupos sociais economicamente desfavorecidos da sociedade, em busca de uma formação profissional que lhes garantisse o exercício de uma profissão. O recorte temporal de 1942 a 1968 permitiu verificar as mudanças provocadas pela Lei Orgânica do Ensino Industrial, de 1942, e a Lei nº 3.552, de 1959, na estrutura organizativa dessa escola. Nesse contexto, uma característica que se evidenciou foi o propósito de fazer fluir entre os estudantes o amor à pátria, o respeito aos valores cívicos e a crença de que o ensino industrial seria capaz de impulsionar o desenvolvimento do país, aspecto que tomou uma maior dimensão a partir dos anos de 1950. Marcaram o caráter disciplinador dessa instituição o controle sobre as ações dos sujeitos, desenvolvido por meio de múltiplas práticas educativas, nos espaços específicos e no tempo previamente determinado, sob o olhar constante daqueles que participavam de alguma forma da condução desse processo. Por outro lado, a formação profissional e humana, assegurada aos seus alunos, possibilitou novas oportunidades de inserção social não só no Estado do RN, mas também em outras regiões do Brasil. Contraditoriamente, durante a sua trajetória, a Escola Industrial de Natal permaneceu sendo vista como uma instituição organizada, com bons professores, porém destinada aos filhos dos outros.

  • WHARTON MARTINS DE LIMA
  • CAMINHANDO PARA O CONCEITO DE LIMITE NUMA ÓTICA CONSTRUTIVISTA

  • Data: 22/03/2012
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  • A presente tese discute sobre uma pesquisa metodológica realizada, que trata sobre a construção do conceito de limites junto aos alunos do IFRN. A metodologia consiste nas resoluções de atividades emuladoras aplicadas em grupos como uma ação cooperativa, promovendo arguições que encaminhem o aluno a uma reflexão sobre aproximações, sequências e continuidade, e concluindo com o conceito de limite. O suporte matemático deste estudo foi embasado nos livros de Cálculo Diferencial e Integral usado nas Universidades Federais e nos Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia do Brasil. Como pressupostos teóricos, a pesquisa se baseia na Teoria Psicogenética de Jean Piaget para compreender os processos de aprendizagem. A análise dos resultados teve como referencial teórico para validação os critérios de compreensão instrumental e compreensão relacional segundo Richard Skemp.

  • SILCIA SOARES DA SILVA
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    Trajetórias de estudantes da rede pública que ingressam, permanecem e obtém êxito numa universidade pública
    Natal

    Trajetórias de estudantes da rede pública que ingressam, permanecem e obtém êxito numa universidade públicaNatal

  • Data: 16/03/2012
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    O acesso e permanência de estudantes universitários tem estado presente nos debates atuais relacionado ao Ensino Superior. Muitas políticas de acesso e medidas são realizadas no intuito de diminuir as desigualdades e favorecer estudantes com menos chances de ingressar no Ensino Superior, como os alunos oriundos da educação básica pública, que ainda apresenta uma qualidade abaixo da desejável. Quando estes estudantes conseguem concluir o Ensino Médio, passam no vestibular e ingressam no Ensino Superior são considerados vitoriosos. Portanto, esse estudo, a nível de Mestrado, desenvolvido junto ao grupo de pesquisa Formação e Profissionalização Docente do PPGed/UFRN, teve como objetivo investigar a trajetória de estudantes da rede pública que ingressaram em uma universidade pública. Entrevistamos 12 estudantes, sendo 6 da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e 6 da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), de diferentes cursos de graduação. Propomos conhecer como se deu esse percurso dentro da Universidade, no que diz respeito a preparação para o vestibular, a motivação da escolha do curso, o primeiro ano na universidade, os hábitos de estudos, a relação com o aprender e as perspectivas para o futuro dos estudantes entrevistados. Apoiamos nos estudos de Zago (2006), Ramalho (2003), Charlot (1997), Galland et Gruel (2009), Coulon (2008), Tinto (1993), Doray e a equipe Canadense do Cirst (2009). A entrada na universidade contempla um processo triplo, institucional (regras formais e informais), intelectual (os componentes cognitivos e acadêmicos) e social (vida social dentro da universidade).. O estudante entra para a universidade e se depara com uma nova cultura, novos saberes e vai ter que aprender a ser universitário. Superando o tempo de estranheza e passando bem para o processo de aprendizagem das regras, dos códigos do seu novo status e tendo uma acomodação de sua posição como estudante na universidade, chega, enfim, o tempo de afiliação, ou seja, o momento da admissão, o estudante se sente “veterano,” e pode-se dizer que passou os perigos do abandono e poderá permanecer com sucesso. É de grande pertinência esse estudo realizado para trazer conhecimentos novos sobre os estudantes da rede pública,. Será á uma contribuição no campo das políticas de acesso, permanência e acompanhamento pedagógico dos alunos dentro dessa instituição.
    Palavras chaves: ensino superior, acesso e permanência, trajetórias.

    O acesso e permanência de estudantes universitários tem estado presente nos debates atuais relacionado ao Ensino Superior. Muitas políticas de acesso e medidas são realizadas no intuito de diminuir as desigualdades e favorecer estudantes com menos chances de ingressar no Ensino Superior, como os alunos oriundos da educação básica pública, que ainda apresenta uma qualidade abaixo da desejável. Quando estes estudantes conseguem concluir o Ensino Médio, passam no vestibular e ingressam no Ensino Superior são considerados vitoriosos. Portanto, esse estudo, a nível de Mestrado, desenvolvido junto ao grupo de pesquisa Formação e Profissionalização Docente do PPGed/UFRN, teve como objetivo investigar a trajetória de estudantes da rede pública que ingressaram em uma universidade pública. Entrevistamos 12 estudantes, sendo 6 da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e 6 da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), de diferentes cursos de graduação. Propomos conhecer como se deu esse percurso dentro da Universidade, no que diz respeito a preparação para o vestibular, a motivação da escolha do curso, o primeiro ano na universidade, os hábitos de estudos, a relação com o aprender e as perspectivas para o futuro dos estudantes entrevistados. Apoiamos nos estudos de Zago (2006), Ramalho (2003), Charlot (1997), Galland et Gruel (2009), Coulon (2008), Tinto (1993), Doray e a equipe Canadense do Cirst (2009). A entrada na universidade contempla um processo triplo, institucional (regras formais e informais), intelectual (os componentes cognitivos e acadêmicos) e social (vida social dentro da universidade).. O estudante entra para a universidade e se depara com uma nova cultura, novos saberes e vai ter que aprender a ser universitário. Superando o tempo de estranheza e passando bem para o processo de aprendizagem das regras, dos códigos do seu novo status e tendo uma acomodação de sua posição como estudante na universidade, chega, enfim, o tempo de afiliação, ou seja, o momento da admissão, o estudante se sente “veterano,” e pode-se dizer que passou os perigos do abandono e poderá permanecer com sucesso. É de grande pertinência esse estudo realizado para trazer conhecimentos novos sobre os estudantes da rede pública,. Será á uma contribuição no campo das políticas de acesso, permanência e acompanhamento pedagógico dos alunos dentro dessa instituição.

  • SELMA ANDRADE DE PAULA BEDAQUE
  • O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO NO PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE MOSSORÓ/RN

  • Data: 12/03/2012
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  • A presente dissertação tem por objetivo analisar o atendimento educacional especializado, implantado em quatro escolas da rede municipal de ensino de Mossoró/RN, com atenção ao processo de colaboração entre professores de sala de recursos multifuncionais e professores de salas regulares. Como referencial teórico utilizamos as obras de Vygotsky e de autores que tratam de Educação Inclusiva e Colaboração. Para a realização da investigação optamos por uma abordagem qualitativa, utilizando como recursos metodológicos : o estudo de caso, a pesquisa bibliográfica, documental e de campo. Na pesquisa de campo realizamos observações em salas de recursos multifuncionais e em salas de aula regular. Produzimos entrevistas coletivas com professores de sala de recursos multifuncionais e professoras de sala de aula regular.  Pelas análises realizadas identificamos que as concepções e as práticas dos professores das salas regulares variam, com predominância ao aspecto integracionista. As professoras do atendimento educacional especializado apresentaram concepções mais inclusivas e maior investimento em formação continuada do que as professoras de sala regular.  As práticas das professoras de sala regular apresentavam-se mais tradicionais dificultando a participação e aprendizagem dos alunos. Os alunos com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento, apresentavam maior dificuldade pela pouca interação produtiva em sala. Com as professoras de atendimento educacional especializado a prática pedagógica era mais interativa e criativa, contudo, o atendimento era mais individual. Em três, das quatro escolas investigadas destacam-se tentativas de colaboração das professoras especialistas com as professores de sala regular por meio de estudos, interação por bilhetes, emails, telefonemas e compartilhamento de recursos. Em uma escola a relação estabelecida entre as professoras de AEE e as professoras de sala regular apresentou-se com uma perspectiva mais colaborativa. A escola que menos repercutiu em melhoria, foi aquela em que as ações das professoras de AEE ficaram limitadas a ações em sala de recursos multifuncionais. A resistência a esses profissionais foi identificada nos enunciados das professoras de sala regular. Outra questão levantada foi a dificuldade de tempo para os professores de AEE realizarem ações que contribuam com o processo escolar dos alunos, pois, seu horário de trabalho fica restrito ao turno inverso do aluno na escola. Dificuldades de transporte para o aluno freqüentar a sala de recursos multifuncionais e ausência de diálogo com a área da saúde foram desafios nas quatro escolas investigadas. Já a participação da família na escola, por meio das professoras de AEE constituiu-se prática interativa constante nas quatro escolas. Assim, consideramos que a presença do atendimento educacional especializado na escola pode trazer contribuições ao processo educacional, porém, torna-se necessário ficar atento aos processos colaborativos entre os professores desse segmento e demais agentes da comunidade escolar.

  • FERNANDA CELESTE DA ROCHA FILGUEIRAS DE BALDERRAMA
  • EVENTOS DE ORALIDADE EM AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA: um estudo de caso

  • Orientador : MARCOS ANTONIO DE CARVALHO LOPES
  • Data: 09/03/2012
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  • Este trabalho tem como objetivo investigar o tratamento oferecido ao estudo da linguagem na modalidade oral nas aulas de língua portuguesa nos 3º e 4º ciclos do Ensino Fundamental, à luz de concepções sociointeracionistas da linguagem. Para tal, fundamentamo-nos nas contribuições de Bakhtin (1992), Marcuschi (2005), Batista (2001), Antunes (2009), Bagno (2002), Suassuna (2009), Ramos (2002), Castilho (2002), Oliveira (2003), dentre outros, como também fundamentamo-nos nos objetivos estabelecidos nos programas oficiais, dentre os quais estão os PCN de língua portuguesa, o PNLD e o regimento escolar. O campo de pesquisa escolhido foi uma escola pública da cidade de Parnamirim-RN, onde os dados foram coletados durante as visitas, em entrevistas gravadas com os sujeitos e também durante as observações às aulas. Após esses procedimentos de coleta de dados, procedeu-se à sua análise, que esteve vinculada ao referencial teórico. Os resultados da pesquisa apontam características no tratamento da linguagem oral que refletem, principalmente, uma concepção de língua e linguagem trazida pelos professores, ainda muito vinculada a concepções estruturalistas, sem conseguir efetivar um trabalho que contemple a oralidade como objeto de estudo.

  • FRANCISCO VITORINO DE ANDRADE JUNIOR
  • SABERES E PRÁTICAS DOCENTES: A REELABORAÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA DO CONCEITO DE TERRITÓRIO NO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Data: 08/03/2012
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  • Esta pesquisa é de uma intervenção no processo de elaboração conceitual em uma escola pública municipal de Ceará Mirim/RN, buscando responder a questão: qual a contribuição teórico-metodológica que o processo de elaboração conceitual, em particular, de território exerce nas práticas de ensino de Geografia desenvolvidas no espaço escolar? Nesse sentido, objetivou-se investigar com professoras do Ensino Fundamental a contribuição teórico-metodológica do processo de elaboração conceitual de Território nas práticas de ensino de Geografia e analisar, com essas profissionais, por meio de situações crítico-reflexivas à produção desse processo, na reconstrução das práticas de ensino da referida área do saber. A pesquisa foi norteada pela abordagem sócio-histórica, em particular, baseada nos estudos desenvolvidos por Vigotski (2000a/2000b/2001) e Saviane (2003/2005) na perspectiva da educação; Vigotski (2000b), Guetemanova (1989) e Ferreira (1995/2007/2009) sobre o processo de formação e desenvolvimento de conceitos; os estudos efetivados por Soares Júnior (1994/1995//2000), Straforini (2004), Silva (1991/1998/2004), Raffestin (1993), Moraes (1999), Santos (1994/2007), Felipe (1998a) e Souza (1994) entre outros sobre a concepção crítica da Geografia e no tocante à leitura sobre o conceito de território; como também, Da Silva (2005), Azzi (2002), Pimenta (2002b), Alarcão (2005), Freire (1996), Tardif (2002) e Charlot (2000/2005) nos estudos acerca dos saberes docentes; além dos realizados em Ibiapina (2004/2008), Ibiapina e Ferreira (2005), Desgagné (2003) e Ibiapina, Ribeiro e Ferreira (2008), Guedes (2008) sobre a pesquisa colaborativa. Assim, define-se como uma pesquisa colaborativa que possibilitou aos partícipes situações de estudos crítico reflexivos, acerca de temáticas pertinentes ao objeto de investigação, que promoveram rupturas nos saberes e práticas docentes. Portanto, constatamos que o processo de elaboração conceitual contribuiu para a efetivação da reelaboração teórico-metodológica das práticas de ensino dos partícipes, intrinsecamente, vinculados ao referido processo formativo, crítico reflexivo e colaborativo.

  • FRANCISCO CANINDE DA SILVA
  • OS CURRÍCULOS PRATICADOS NO COTIDIANO DA EJA: REGULAÇÕES E EMANCIPAÇÕES NA ESCOLA CENTRO EDUCACIONAL DR. PEDRO AMORIM
  • Data: 02/03/2012
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  • Este trabalho de investigação tem como objeto de estudo o currículo praticado no cotidiano da Educação de Jovens e Adultos e considera em seu bojo de discussão as concepções do conhecimento de regulação e emancipação. O nosso campo de pesquisa se relaciona aos saberes/fazeres das professoras da referida modalidade de ensino, no Centro Educacional Dr. Amorim-CEPA, no município de Assú/RN e está articulado com o desejo emergente de entender como as professoras investigadas têm pensado, organizado e praticado o currículo de modo a considerar as diversas situações que se fazem presentes no cotidiano escolar. Nosso percurso foi orientado pela necessidade de refletir acerca da realidade curricular da EJA, a fim de melhor compreender e significá-la, estudar as relações complexas do currículo regulamentado na prática cotidiana das professoras da EJA, bem como compreender, a partir dos saberes/fazeres das professoras, as concepções que norteiam suas práticas pedagógicas e curriculares. Neste sentido, recorremos aos fundamentos da pesquisa qualitativa, adotando os procedimentos da pesquisa documental, entrevista semiestruturada e observação participante, que nos permitiu adentrar num universo de dimensões, que agregam sentidos e significados diferenciados, pois as formas de uso dos praticantes são diversas e singulares, na medida em que inscrevem no cotidiano escolar suas marcas e definem suas identidades. A predominância de uma prática pedagógica com cariz tradicional resultante de um processo de formação e experiência docente; as linhas de fuga, volatilidades e inventividades promovidas pelas circunstâncias do cotidiano são algumas das conclusões a que chegamos a partir dos contextos investigados. Dessa realidade, entendemos que a prática das professoras oscila entre a regulação curricular prescritiva e emancipatória, constituindo uma rede de saberes/fazeres/poderes, complexa e desafiadora a ser compartilhada nos processos de formação continuada, no aprofundamento conceitual da temática currículo e na compreensão relacional da existência de diferentes saberes/fazeres criados, usados e produzidos no/do/com o cotidiano escolar da Educação de Jovens e Adultos.

  • IVONE PRISCILLA DE CASTRO RAMALHO
  • LAGOA DO PIATÓ: A EDUCAÇÃO COMO UMA OBRA DE ARTE

  • Data: 29/02/2012
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  • A partir da concepção da educação como uma obra de arte, a dissertação traz à tona os estudos realizados em uma escola da comunidade de Areia Branca Piató, na Lagoa do Piató em Assu-RN. Como uma forma de fazer dialogar conhecimentos científicos e saberes da tradição, a pesquisa estabelece a troca de saberes e afetos, principalmente por meio do intelectual da tradição Francisco Lucas da Silva. Para construir um ‘conhecimento pertinente’, aquele que está inserido num contexto, conforme Edgar Morin, busca-se aqui a compreensão de uma pedagogia viva e da imaginação. A dissertação teve na Lagoa um laboratório vivo para pensar um ‘ensino educativo’ e para exercitar o pensamento complexo. A partir de estudos e pesquisas anteriores pude organizar o que considero se constituir em constelações de saberes que permitem dar continuidade a esse eixo de pesquisa que se iniciou desde 1986 no Grupo de Estudos da Complexidade – GRECOM. No percurso de construção deste trabalho, pude aprender valores que acredito serem importantes para uma educação complexa: a humildade diante da vida; a abertura para diversas linguagens do mundo; o diálogo com a natureza; a aposta nas nossas crenças; o sonho para ressignificar a realidade a partir da ligação entre a profundeza do nosso ser e o mundo; o pleno uso das nossas potencialidades imaginativas e criativas; e por fim, a vivência intensa dos sentidos. Partindo dessa aprendizagem, a pesquisa teórico-prática teve por centralidade o desenvolvimento de oficinas por meio da temática da água com alunos do ensino fundamental multisseriado, e com a participação ativa das duas professoras da comunidade de Areia Branca Piató. Foram desenvolvidas experiências que contemplaram a visão sistêmica da natureza, as fotografias, os ateliês, as aulas-passeio, a arte de educar, a narração de histórias, e principalmente os ensinamentos do intelectual da tradição Francisco Lucas da Silva.

  • EUCLIDES TEIXEIRA NETO
  • O GRUPO ESCOLAR DESEMBARGADOR VICENTE DE LEMOS: Presença da professora Anália Maciel (1936-1946)

  • Data: 29/02/2012
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  • Este estudo tem como propósito reconstruir a História da Educação do Grupo Escolar Desembargador Vicente de Lemos e as atividades exercidas pela professora Anália Maciel, na cidade de Senador Elói de Souza, situada na região Agreste do Estado do Rio Grande do Norte. Utilizamos como fontes documentais os registros disponíveis no jornal A República e Diário de Natal, noArquivo Público do Rio Grande do Norte, além de entrevistascom contemporâneos que vivenciaram a criação desse estabelecimento de ensino e foram alunos da referida professora. Os resultados desta pesquisa fornecem subsídios parauma leitura da educação de Senador Elói de Souza e reflexões acerca das práticas pedagógicas da época a fim de compreendermos um passado– ainda tão presente– e todo o processo de desenvolvimento da educaçãono contexto da própria história de Senador Elói de Souza. Constatamos, ainda, que a criação desse Grupo Escolar representou um marco na educação deste município, contribuindo de forma determinante na formação dos alunos.

  • MARIA ALDECY RODRIGUES DE LIMA
  • FORMAÇÃO E VIVÊNCIAS: A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DO SER PROFESSOR EM COMUNIDADES RIBEIRINHAS DO VALE DO JURUÁ – ACRE

  • Data: 29/02/2012
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  • Ser professor constitui uma tarefa desafiadora, propulsora de estratégias de ação que mobilizam dimensões técnicas do ser/fazer docente, mas também do afeto. Esta pesquisa foi realizada junto a professores/alunos do Programa Especial de Formação de Professores da Educação Básica – zona rural (PROFIR) desenvolvido pela Universidade Federal do Acre em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE) e prefeituras da região; lócus tipicamente amazônico e que, nesta pesquisa, compreende cinco municípios do Vale do Juruá – Acre. Norte do Brasil. Tem como objetivo apreender a representação social do ser professor em comunidades ribeirinhas. Realizamos este estudo à luz da Teoria das Representações Sociais (MOSCOVICI, 1978, 1990, 2003, 2005, 2009, 2011; JODELET, 2001), das discussões sobre a formação de professores (LDB nº 9.394 de 1996). Trabalhamos, dentre outros, com (TARDIF, 2004, 2007), (NÓVOA, 1992, 1999), (ARROYO, 2007). Utilizamos, como estratégia metodológica, o Procedimento de Classificações Múltiplas (PCM), que se organiza em duas etapas: Classificação Livre e Classificação Dirigida; bem como a entrevista semiestruturada, envolvendo, assim, 137 professores pesquisados. Para a análise dos dados, recorremos ao software SPSS, for Windows versão 13.0, mapeando os elementos do conteúdo representacional, através de Análises Multidimensionais (MSA e SSA). Das diferentes estratégias de análise, identificamos, a partir da Classificação Livre, as regionalizações: Além floresta; Atributos da docência e Atributos mobilizados. Já com os dados da Classificação Dirigida, a análise foi feita com base na Teoria da Facetas (BILSKY, 2003) e (BUSCHINI, 2005) e encontramos: Referência de professor; Dimensão negativa e Atributos afetivos e técnicos. Por fim, com a Análise de Conteúdo (BARDIN, 2004) e (FRANCO, 2005) das entrevistas emergem as categorias: Relação urbano versus rural, Saberes em construção e Apostas possíveis. As experiências vivenciadas às margens dos rios, ouvidas nessas diferentes estratégias metodológicas e de análise, evidenciam a existência de elementos simbólicos e representacionais que influenciam e norteiam as condutas e as ações educacionais desses professores e que estão fortemente ancoradas e objetivadas em elementos técnicos e afetivos do fazer docente. Vivenciam cotidianamente a concretude do realismo amazônico redesenhando o real e o simbólico como forma de se compreender professor na adversidade desse contexto. Observamos, também, as marcas históricas, sociais e culturais locais, emoldurando, assim, a personalidade coletiva e gerando seus guias de ação.

  • SIMONE MARIA DA ROCHA
  • Narrativas infantis: o que nos contam as crianças de suas experiências no hospital e na classe hospitalar.

  • Data: 29/02/2012
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  • Esta dissertação tem como foco as narrativas de crianças hospitalizadas com doenças crônicas. O objetivo geral é depreender, a partir do olhar da criança em tratamento de saúde, as contribuições da classe hospitalar para seu processo de inclusão escolar. A pesquisa se insere na abordagem qualitativa de cunho etnográfico e fundamenta-se nos princípios e métodos da pesquisa (auto)biográfica em educação e nas teorias da escolarização hospitalar. Participaram da investigação 05 (cinco) crianças, entre 06 (seis) e 12 (doze) anos de idade, em tratamento no Centro de Onco-Hematologia Infantil, do Hospital Infantil Varela Santiago, em Natal-RN. O corpus utilizado para a análise compreende 05 (cinco) entrevistas narrativas, 03 (três) desenhos, realizados pelas crianças, além dos registros no diário de campo da pesquisadora. As fontes foram recolhidas durante os meses de agosto de 2010 a fevereiro de 2011. A análise revelou que a inclusão pela classe hospitalar, além de assegurar o direito à educação, contribui para a construção de estratégias de enfretamento ao adoecimento e à hospitalização, na medida em que promove autonomia, conforto, ludicidade e o conhecimento de si mesmo, do outro e do mundo, amenizando o estresse decorrente da internação hospitalar. A figura da professora da classe hospitalar assumiu, nas vozes das crianças, um papel apaziguador e minimizador da dupla exclusão que o adoecimento e a hospitalização provocam, evidenciando as contribuições para a (re)construção de identidades fortalecidas e a constituição de subjetividades. As crianças entrevistadas afirmam que as classes hospitalares deixa o hospital mais alegre. A ludicidade e as aprendizagens experienciadas no hospital são vistas pelas crianças como ações que vão além do tratamento físico da doença, uma vez que lhes proporciona a aceitação e a compreensão da hospitalização e do adoecimento, ao transmitir-lhes segurança afetiva e emocional. Em conclusão, as narrativas das crianças ratificam que o serviço da classe hospitalar assegura a continuidade da escolarização, mas elas revelam, notadamente, que esse serviço proporciona-lhes a socialização entre pares e com os adultos, fortalecendo os aspectos emocionais, sociais e cognitivos, numa perspectiva de atenção biopsicossocial.
    Palavras-chave: Narrativas infantis. Pesquisa (auto)biográfica. Infância hospitalizada. Escolarização hospitalar. Classe hospitalar.
    Esta dissertação tem como foco as narrativas de crianças hospitalizadas com doenças crônicas. O objetivo geral é depreender, a partir do olhar da criança em tratamento de saúde, as contribuições da classe hospitalar para seu processo de inclusão escolar. A pesquisa se insere na abordagem qualitativa de cunho etnográfico e fundamenta-se nos princípios e métodos da pesquisa (auto)biográfica em educação e nas teorias da escolarização hospitalar. Participaram da investigação 05 (cinco) crianças, entre 06 (seis) e 12 (doze) anos de idade, em tratamento no Centro de Onco-Hematologia Infantil, do Hospital Infantil Varela Santiago, em Natal-RN. O corpus utilizado para a análise compreende 05 (cinco) entrevistas narrativas, 03 (três) desenhos, realizados pelas crianças, além dos registros no diário de campo da pesquisadora. As fontes foram recolhidas durante os meses de agosto de 2010 a fevereiro de 2011. A análise revelou que a inclusão pela classe hospitalar, além de assegurar o direito à educação, contribui para a construção de estratégias de enfretamento ao adoecimento e à hospitalização, na medida em que promove autonomia, conforto, ludicidade e o conhecimento de si mesmo, do outro e do mundo, amenizando o estresse decorrente da internação hospitalar. A figura da professora da classe hospitalar assumiu, nas vozes das crianças, um papel apaziguador e minimizador da dupla exclusão que o adoecimento e a hospitalização provocam, evidenciando as contribuições para a (re)construção de identidades fortalecidas e a constituição de subjetividades. As crianças entrevistadas afirmam que as classes hospitalares deixa o hospital mais alegre. A ludicidade e as aprendizagens experienciadas no hospital são vistas pelas crianças como ações que vão além do tratamento físico da doença, uma vez que lhes proporciona a aceitação e a compreensão da hospitalização e do adoecimento, ao transmitir-lhes segurança afetiva e emocional. Em conclusão, as narrativas das crianças ratificam que o serviço da classe hospitalar assegura a continuidade da escolarização, mas elas revelam, notadamente, que esse serviço proporciona-lhes a socialização entre pares e com os adultos, fortalecendo os aspectos emocionais, sociais e cognitivos, numa perspectiva de atenção biopsicossocial.

  • FRANCISCO ANDERSON TAVARES DA SILVA
  • AUGUSTO TAVARES DE LYRA:
    A REPÚBLICA EM VÁRIOS TONS
    AUGUSTO TAVARES DE LYRA:A REPÚBLICA EM VÁRIOS TONS

  • Data: 28/02/2012
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  • O presente estudo tem por escopo analisar as práticas político-intelectuais de Augusto Tavares de Lyra, pertencente a uma elite que governou o Rio Grande do Norte, durante os dois primeiros decênios da “República Velha” de 1889 a 1918. O recorte temporal firmado tem início no final do século XIX, em 1872, ano de seu nascimento, até o ano de 1958, quando faleceu aos oitenta e seis anos incompletos, no Rio de Janeiro. Justificamos a ausência de referencias relacionadas ao homem público em seus vários aspectos da atividade funcional. No entanto, analisaremos as vivências e práticas de Tavares de Lyra como homem público a partir de documentos pesquisados. As referências estão centradas nas suas atividades políticas de 1894 a 1918. Utilizamos como principal suporte artigos, reportagens, discursos e livros escritos por seus contemporâneos. Observamos que as fontes documentais, tais como mensagens, leis e decretos governamentais, bibliografias acerca do período evocado e o arquivo do intelectual Tavares de Lyra foram de grande valia para a construção do personagem Augusto Tavares de Lyra. Entendemos que embora político de práticas liberais e empenhado em reformar o sistema educacional brasileiro, ele foi fruto de um instante da política nacional que privilegiou poucos núcleos familiares em detrimento da democracia descrita somente na lei e que, por isso, possuía comprometimentos com as práticas da Primeira República. Seu legado reside em uma obra literária ligada diretamente ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e aos estudos realizados, enquanto jurista e economista, conhecedor dos problemas que afligiam o Brasil da época.
    Palavras-Chave: Tavares de Lyra. História da Educação. República. Instrução Pública.
    O presente estudo tem por escopo analisar as práticas político-intelectuais de Augusto Tavares de Lyra, pertencente a uma elite que governou o Rio Grande do Norte, durante os dois primeiros decênios da “República Velha” de 1889 a 1918. O recorte temporal firmado tem início no final do século XIX, em 1872, ano de seu nascimento, até o ano de 1958, quando faleceu aos oitenta e seis anos incompletos, no Rio de Janeiro. Justificamos a ausência de referencias relacionadas ao homem público em seus vários aspectos da atividade funcional. No entanto, analisaremos as vivências e práticas de Tavares de Lyra como homem público a partir de documentos pesquisados. As referências estão centradas nas suas atividades políticas de 1894 a 1918. Utilizamos como principal suporte artigos, reportagens, discursos e livros escritos por seus contemporâneos. Observamos que as fontes documentais, tais como mensagens, leis e decretos governamentais, bibliografias acerca do período evocado e o arquivo do intelectual Tavares de Lyra foram de grande valia para a construção do personagem Augusto Tavares de Lyra. Entendemos que embora político de práticas liberais e empenhado em reformar o sistema educacional brasileiro, ele foi fruto de um instante da política nacional que privilegiou poucos núcleos familiares em detrimento da democracia descrita somente na lei e que, por isso, possuía comprometimentos com as práticas da Primeira República. Seu legado reside em uma obra literária ligada diretamente ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e aos estudos realizados, enquanto jurista e economista, conhecedor dos problemas que afligiam o Brasil da época.

  • FRANCISCO JEAN CARLOS DA SILVA
  • ENTRE CRISTO E O DIABO: O IDEÁRIO DO COLÉGIO AMERICANO BATISTA DE RECIFE (1902-1942)

  • Data: 27/02/2012
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  • Devido à ausência de trabalhos sobre a história das escolas batistas na região Nordeste do Brasil, se faz importante compreender a reconstituição histórica da educação protestante batista. Embarcamos nessa empreitada como possibilidade de compreender a presença das escolas protestantes e seu ideário em solo brasileiro. O nosso objetivo é o de promover uma reflexão que tenha como dimensão axial a educação protestante dos batistas, no tempo, situaremos o debate entre 1902-1942. A escolha da delimitação temporal (1902-1942) se deu porque 1902 foi o ano de fundação do Colégio Americano Batista do Recife e 1942 o ano do término do ciclo da gestão dos diretores norte-americanos. Compreender a funcionalidade temporal de uma instituição escolar se justifica quando entendemos que a história da educação é a história de um trabalho de auto e heteroformação, num quadro que tem a instituição escolar como principal suporte que pode possibilitar uma leitura da realidade. Também pretendemos analisar a cultura escolar trazida ao Brasil pelos missionários norte-americanos e sua aplicabilidade no contexto histórico-cultural brasileiro, e assim demonstrar a hipótese de que a contribuição educacional dos batistas somada à participação dos demais protestantes históricos promoveu avanços na sociedade brasileira. Possivelmente tendo como pressuposto que os batistas foram portadores dos ideais democráticos da liberdade religiosa, tidos por muitos como representantes e versão religiosa do regime republicano. Além de promover no Brasil um modelo metodológico diferenciado de fazer escola, pautado nos ideais da Escola Nova e na ética da Bíblia. Nossa proposta de pesquisa busca o entendimento de como os missionários norte-americanos se fixaram no Brasil e quais foram os propósitos de adicionarem aos esforços da evangelização a educação formal, binômio que fundamentou a criação de escolas. Uma visão de salvar, pela evangelização e educação, os homens que sofreram ataques do Diabo em detrimento da ética de Cristo. 

  • MARINALVA NICACIO DE MOURA
  • O corpo na experiência do ator: diálogos entre teatro e educação

  • Data: 27/02/2012
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  • Nessa pesquisa reflito sobre a experiência vivida como atriz/professora/narradora de histórias no teatro e na sala de aula, para tanto considero a experiência do corpo no acontecimento teatral. Meu interesse é saber como posso falar da experiência como atriz/professora/narradora de história a partir da atitude fenomenológica apontada pelo filosofo francês Maurice Merleau-Ponty, observando como a estesia do corpo propícia uma comunicação sensível e oferece outro modo de pensar o corpo no teatro e na educação. Para tanto, a experiência da criação do personagem Gurdulu no espetáculo “Matrióchka: uma história dentro da história”, do Grupo Estandarte de Teatro e o trabalho como professora de teatro do IFRN – Campus Natal Central possibilitou a compreensão da estesia do corpo. Ao narrar minha jornada de atriz/professora/narradora percebo o corpo é fundo imemorial e ele constitui o suficiente. Mas não só o corpo individual trata-se do corpo atado a certo mundo, no qual a experiência vivida é algo que se pode narrar, é história. A história por sua vez é instituição, um fenômeno de expressão que fecunda uma tradição e abre horizonte de vida, desejo, encantamento, arte, poesia e conhecimento. 

  • MARIA DAS DORES DE SOUSA
  • Identidade e docência: o saber-fazer do professor de Sociologia do ensino médio das escolas públicas estaduais de Picos-PI.

  • Data: 27/02/2012
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  • FLAVIO JOSE DE OLIVEIRA SILVA
  • Das tendas às telhas: a educação escolar das crianças da Praça Calon – Florânia/RN.

  • Data: 24/02/2012
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  • O presente trabalho é resultado de uma investigação realizada com um grupo de ciganos da etnia Calon, no território do seridó potiguar, mais precisamente na cidade de Florânia, estado do Rio Grande do Norte, tendo como lócus a Escola Municipal Domingas Francelina das Neves. O grupo em evidência passou a ocupar um novo espaço na cidade nos inícios dos nos l980, construindo casas de morar e encontraram neste caminho, uma escola para seus filhos, passando a consumir uma cultura diferente do seu modo de viver e estar no mundo, se tornando usuários de políticas públicas de grupos sociais estabelecidos.  Optamos como base de análise os pressupostos teórico-metodológicos da História Cultural destacando a Cultura Escolar, conceitos como práticas, estratégias e táticas (Michel de Certeau), entrevista compreensiva (Kaufmann); e memória (Le Goff). Como estratégia na pesquisa de campo, utilizamos a técnica de observação participante (Minayo). Neste trabalho, evidenciamos o exercício educativo da vida familiar, social dos ciganos como prática cultural, o trabalho de escolarização da instituição de ensino e os elementos postulados por teóricos que abordam as transformações dos modos de vida a partir da inclusão na escola, de culturas silenciadas ou negadas. A pesquisa traduz um trabalho de diálogo intercultural em uma investigação resultante de intensas buscas em fontes documentais e arquivísticas, tendo sido constituído um corpo empírico, com materiais de leituras no Arquivo Público da Prefeitura Municipal de Florânia, arquivo da Escola Municipal Domingas Francelina das Neves, entrevistas, fotografias, filmagens, cadernos de anotações, documentos pessoais e jornais de circulação nacional. Nossa investigação resultou em estudos sobre cultura escolar e cotidiano escolar; o lugar da escola enquanto instrumento de inclusão social de grupos marginalizados e de etnias sem poder; estudos para a compreensão de convivências com os diferentes sujeitos da diversidade,  bem como  entendimentos  e possibilidades de formulação de políticas afirmativas, tendo como ponto de partida as práticas sociais e culturais do cotidiano escolar.

  • DULCIANA DE CARVALHO LOPES DANTAS
  • A inclusão de pessoas com deficiência intelectual na Educação de Jovens e Adultos (EJA): um estudo de caso.

  • Data: 10/02/2012
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  • TEREZINHA MARTINS DA SILVA
  • A EDUCAÇÃO ESCOLAR NA COMUNIDADE NEGRA DE SIBAÚMA: a trajetória educacional da Escola Municipal Armando de Paiva

  • Data: 19/01/2012
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  •  

    As comunidades negras, hoje denominadas quilombolas, estiveram por muito tempo segregadas em distanciamentos sociais e culturais com relação aos demais agrupamentos do país. Gradativamente, o estabelecimento de políticas públicas tem possibilitado a inserção dessas comunidades em novas instancias sociais, favorecendo a melhoria dos níveis de aprendizagens. No intuito de conhecer o percurso da escola em relação ao seu entorno, este trabalho apresenta, uma reflexão sobre a trajetória educacional da Escola Municipal Padre Armando de Paiva, inserida num contexto de afrodescendência na comunidade denominada Sibaúma, município de Tibau do Sul - RN, caracterizada como objeto deste estudo. Metodologicamente, a pesquisa se circunscreve na pesquisa descritiva da reconstrução histórica da escola, considerada um caso merecedor de análise. A partir de uma reflexão sobre a presença dos afrodescendentes no Brasil e no Rio Grande do Norte, o estudo apresenta também informações sobre a educação brasileira. Por fim, apresenta as trajetórias direcionadas para a análise das condições físicas, a dinâmica da matrícula, da evasão e da repetência do seu alunado e da qualificação do seu corpo técnicopedagógico. A pesquisa elegeu para análise períodos letivos quinquenais, cuja série se inicia no ano de mil novecentos e oitenta e termina no ano de dois mil e dez.
    Palavras chave: afrodescendente, comunidade, escola, educação

    As comunidades negras, hoje denominadas quilombolas, estiveram por muito tempo segregadas em distanciamentos sociais e culturais com relação aos demais agrupamentos do país. Gradativamente, o estabelecimento de políticas públicas tem possibilitado a inserção dessas comunidades em novas instancias sociais, favorecendo a melhoria dos níveis de aprendizagens. No intuito de conhecer o percurso da escola em relação ao seu entorno, este trabalho apresenta, uma reflexão sobre a trajetória educacional da Escola Municipal Padre Armando de Paiva, inserida num contexto de afrodescendência na comunidade denominada Sibaúma, município de Tibau do Sul - RN, caracterizada como objeto deste estudo. Metodologicamente, a pesquisa se circunscreve na pesquisa descritiva da reconstrução histórica da escola, considerada um caso merecedor de análise. A partir de uma reflexão sobre a presença dos afrodescendentes no Brasil e no Rio Grande do Norte, o estudo apresenta também informações sobre a educação brasileira. Por fim, apresenta as trajetórias direcionadas para a análise das condições físicas, a dinâmica da matrícula, da evasão e da repetência do seu alunado e da qualificação do seu corpo técnicopedagógico. A pesquisa elegeu para análise períodos letivos quinquenais, cuja série se inicia no ano de mil novecentos e oitenta e termina no ano de dois mil e dez.

     

2011
Descrição
  • LÚCIA HELENA BEZERRA FERREIRA
  • ATELIÊS DE HISTÓRIA E PEDAGOGIA DA MATEMÁTICA: CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS.

  • Data: 28/12/2011
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  • O presente trabalho apresenta uma discussão a respeito da utilização da História da Matemática como um recurso mediador didático e conceitual na formação de professores que ensinam Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, na modalidade pesquisa-ação, com o intuito de mostrar a importância da realização de Ateliês de História e Pedagogia da Matemática como contribuição na superação das dificuldades didáticas e conceituais desses professores com relação aos conteúdos abordados no curso de Pedagogia e que posteriormente eles têm de ensinar nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Partimos do princípio de que a compreensão histórica, social e cultural sob um enfoque conceitual e didático, oportuniza de forma efetiva, o exercício de um ensino e aprendizagem da Matemática seguro e justificado aos alunos, de modo a contribuir na superação das dificuldades de ensino e de aprendizagem costumeiramente ocorridas nas salas de aula dos anos iniciais. Neste sentido, organizamos um grupo de estudos, formados por alunos de Licenciatura em Pedagogia e em Matemática da Universidade Federal do Piauí, desenvolvemos cinco ateliês formativos em História e Pedagogia da Matemática, com carga horária de 20 horas cada um e quatro sessões de acompanhamento e assessoramento, perfazendo um total de 180 horas. A finalidade dos ateliês foi desenvolver estudos sobre história da Matemática que pudessem subsidiar a formação conceitual e didática de um grupo de alunos das licenciaturas em Matemática e Pedagogia com vistas à elaboração de materiais didáticos e atividades baseadas nas informações extraídas dos estudos históricos realizados. O material e as atividades elaboradas seriam utilizados na formação do próprio grupo e que posteriormente serão aplicados na formação de professores da Rede Pública de Ensino de Teresina, na forma de um ateliê de História e Pedagogia da Matemática visando a superar problemas didáticos e conceituais decorrentes da sua formação de licenciatura em Pedagogia. Com base nas informações obtidas sugerimos novos encaminhamentos processuais em nível de ensino e extensão universitária que possam contribuir para reorientação da formação inicial e continuada dos professores dos anos iniciais, envolvendo a História da Matemática como um recurso mediador didático e conceitual dessa formação.

  • MARIA ALVENI BARROS VIEIRA
  • A EDUCAÇÃO DESTINADA A ALGUMAS CRIANÇAS DEO PIAUÍ (1730-1859).

  • Data: 27/12/2011
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    No Brasil, o século XVIII foi o tempo de ascensão à vida civilizada que requeria a
    educação de crianças índias e colonas. No Brasil e no Piauí, cumpriu-se, primeiramente, a
    Lei do Diretório ou Lei da Liberdade dos Índios, de 3 de maio de 1757. No ano de 1759,
    com a proposição de uma educação escolar pública, o Rei de Portugal, Dom José I (1750-
    1777), ordenava pelo Alvará régio de 28 de junho uma reforma da educação escolar no
    reino e nos domínios ultramarinos, face da extinção do sistema escolar da Companhia de
    Jesus. Anos depois, uma reforma dos Estudos Menores consubstanciada na Lei de 6 de
    novembro de 1772, impulsionava a abertura de escolas menores ou escolas de primeiras
    letras em terras brasileiras, graças ao subsídio literário à educação da criança. No século
    XIX, em cumprimento à Lei Imperial de 15 de outubro de 1827, as escolas de primeiras
    letras foram gradativamente abertas nas cidades, vilas e povoados piauienses. A história
    cultural da educação da criança no território do Piauí do ano de 1730 ao ano de 1859, como
    escrita nesse trabalho de tese, está fundamentada na análise sócio-histórica da forma
    escolar à luz das teorizações dos historiadores Vincent, Lahire e Thin, com o objetivo de
    refletir acerca das formas escolares de educar as crianças nas escolas públicas, religiosas,
    particulares e domésticas. A investigação concernente à temática educação da criança em
    seus desígnios políticos e culturais levou-nos a definir, como objeto de estudo, os modos
    de educar as crianças na(s) escola(s) e na(s) família(s). A tese do trabalho aqui defendida é
    de que a educação da criança estava submetida às aquisições das habilidades de leitura e
    escrita, principalmente, análoga aos seus desígnios políticos e culturais. A criteriosa
    pesquisa do corpus documental (alvarás, avisos, bandos, cartas, correspondências,
    consultas, ofícios, regulamentos, regimentos, relatórios, leis, provisões, mapas escolares,
    mapas de matrículas) para a escrita da tese procedeu-se nos acervos impressos e digitais de
    Portugal, Brasil, Pará, Maranhão e Piauí. No século XVIII e parte do século XIX, as
    formas escolares de socialização aparecem permeadas pela multidimensionalidade do
    global, do nacional e do local. Trazer as crianças (até mesmo as pobres) para a escola e a
    escolarização teria sido um vasto empreendimento de ordem pública nos séculos XVIII e
    XIX.
    Palavras-chave: Educação da criança. Séculos XVIII e XIX. Piauí.

    No Brasil, o século XVIII foi o tempo de ascensão à vida civilizada que requeria aeducação de crianças índias e colonas. No Brasil e no Piauí, cumpriu-se, primeiramente, aLei do Diretório ou Lei da Liberdade dos Índios, de 3 de maio de 1757. No ano de 1759,com a proposição de uma educação escolar pública, o Rei de Portugal, Dom José I (1750-1777), ordenava pelo Alvará régio de 28 de junho uma reforma da educação escolar noreino e nos domínios ultramarinos, face da extinção do sistema escolar da Companhia deJesus. Anos depois, uma reforma dos Estudos Menores consubstanciada na Lei de 6 denovembro de 1772, impulsionava a abertura de escolas menores ou escolas de primeirasletras em terras brasileiras, graças ao subsídio literário à educação da criança. No séculoXIX, em cumprimento à Lei Imperial de 15 de outubro de 1827, as escolas de primeirasletras foram gradativamente abertas nas cidades, vilas e povoados piauienses. A históriacultural da educação da criança no território do Piauí do ano de 1730 ao ano de 1859, comoescrita nesse trabalho de tese, está fundamentada na análise sócio-histórica da formaescolar à luz das teorizações dos historiadores Vincent, Lahire e Thin, com o objetivo derefletir acerca das formas escolares de educar as crianças nas escolas públicas, religiosas,particulares e domésticas. A investigação concernente à temática educação da criança emseus desígnios políticos e culturais levou-nos a definir, como objeto de estudo, os modosde educar as crianças na(s) escola(s) e na(s) família(s). A tese do trabalho aqui defendida éde que a educação da criança estava submetida às aquisições das habilidades de leitura eescrita, principalmente, análoga aos seus desígnios políticos e culturais. A criteriosapesquisa do corpus documental (alvarás, avisos, bandos, cartas, correspondências,consultas, ofícios, regulamentos, regimentos, relatórios, leis, provisões, mapas escolares,mapas de matrículas) para a escrita da tese procedeu-se nos acervos impressos e digitais dePortugal, Brasil, Pará, Maranhão e Piauí. No século XVIII e parte do século XIX, asformas escolares de socialização aparecem permeadas pela multidimensionalidade doglobal, do nacional e do local. Trazer as crianças (até mesmo as pobres) para a escola e aescolarização teria sido um vasto empreendimento de ordem pública nos séculos XVIII eXIX.

     

  • MARIA DO SOCORRO LEAL LOPES
  • ELABORANDO CONCEITOS/TRANSFORMANDO A AÇÃO: UM ESTUDO DA RELAÇÃO ENTRE ELABORAÇÃO CONCEITUAL E PRÁTICA DOCENTE.

  • Data: 26/12/2011
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  • ELABORANDO CONCEITOS/TRANSFORMANDO A AÇÃO: UM ESTUDO DA RELAÇÃO ENTRE ELABORAÇÃO CONCEITUAL E PRÁTICA DOCENTE.

  • NORMA PATRICYA LOPES SOARES
  • Dimensões didática, afetiva e formativa de docência que tecem as representações sociais entre licenciandos da UFPI.

  • Data: 19/12/2011
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  • O objetivo desse estudo consistiu em analisar a representação social de docência para os estudantes dos primeiros anos de cursos de Licenciaturas em Pedagogia, Letras e Biologia. O campo dessa pesquisa foi a Universidade Federal do Piauí – Campus de Picos no ano de 2009. Para o atendimento do objetivo acima proposto foi utilizado a teoria das representações sociais para apreensão dos elementos constitutivos de tais representações conforme Moscovici e colaboradores, considerando-se aqui a contribuição de Abric com sua Teoria do Núcleo Central e Wagner com a Teoria da Sociogênese. Os dados foram coletados em duas fases: inicialmente através da Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP) da qual 100 sujeitos evocaram suas representações de docência por meio dos termos indutores ‘dar aula’, ‘aluno’ e ‘professor’. Para o tratamento desses dados utilizamos o software EVOC que permitiu detectar os elementos do núcleo central e concluir ser a Representação Social de Docência a de um trabalho executado por um mestre/educador que transmite, direcionado a um aprendiz que aprende, circunscrito à escola envolvendo o aluno com todas as suas virtudes de ser inteligente, interessado, e dedicado e o professor amigo, sábio portador de conhecimento e também inteligente. Depois, por meio do Procedimento de Classificação Múltipla (PCM) apenas 10 sujeitos fizeram as classificações das 25 palavras mais evocadas na primeira fase, para a análise dos dados do PCM com a utilização do software SPSS utilizamos Análise Estatística Multidimensional (MSA) para a Classificação Livre constatamos três dimensões da Representação Social de Docência: a Didática, cujos focos são educador e aluno estando sobrepostos significando a indissociabilidade desses elementos, a Afetiva apresenta elementos inerentes ao docente tendo o amor como o ponto forte dessa dimensão, e a Formativa, ao mesmo tempo é ambígua e ambivalente porque é um profissional vocacionado que tem a responsabilidade de ajudar o aluno a obter educação; para a Classificação Dirigida com Análise da Estrutura de Similitude (SSA), apreendemos que a docência é uma profissão que se materializa na sala de aula, o que é extremamente verdadeiro porque a ação docente acontece nesse espaço, pressupondo um educador atencioso, amoroso, alegre, capacitado, vocacionado, paciente, companheiro, responsável, dedicado, compromissado, que tenha sabedoria e saiba ensinar e ajudar o aluno através do diálogo para que haja estudo e aprendizado, tudo isso para que ocorra o resultado da docência, que é a educação de forma disciplinar. Os resultados apontam para uma representação social bem tradicional do que seja o papel docente, o papel discente e da própria relação de ensinar e aprender por meio do ato de dar aula. Reside nesta assertiva a confirmação de que a estrutura da Representação Social de Docência para os sujeitos investigados espelha as condições sociogenéticas que as engendraram, e que estas permeiam sua organização estrutural, no determinado momento-contexto em que a representação social foi captada.

  • OLIVIA MORAIS DE MEDEIROS NETA
  • Cidade e sociabilidades (Príncipe, Rio Grande do Norte – século XIX).

  • Data: 16/12/2011
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  • Nesse trabalho que tem como temática cidade e educabilidade e como objeto pedagogias da cidade no Príncipe no século XIX, objetivamos problematizar como a relação entre cidade e sociabilidades constitui educabilidades no Príncipe no século XIX, a partir de espaços de veiculação de enunciados pedagógicos. Assim, propomos a tese de que há uma pedagogia da cidade, uma vez que o modus vivendi da urbe é enredado por sociabilidades em instâncias diversas, constituindo a cidade como investida de uma orientação pedagógica e o habitante da urbe como formado em e por sociabilidades. O corpus documental para o estudo da pedagogia da cidade é composto por fontes distintas e amplas. São elas: eclesiásticas, político-administrativas, cartoriais e judiciárias. Para a análise e interpretação das fontes, o estudo assenta-se no método indiciário, permitindo o apreço aos pormenores e a conciliação entre a racionalidade e a sensibilidade. Este trabalho se inscreve na dimensão da história cultural aqui empreendida, de conformidade com Roger Chartier e Peter Burke enquanto estudo dos processos com os quais se constrói sentidos, pois é preciso aproximá-la das configurações sociais e conceituais de um tempo e de um espaço próprios. Dessa forma, localizamos e focalizamos o modus vivendi no Príncipe a partir de práticas sociais e valores da vida material e elaborações simbólicas que constituem um conjunto de aprendizagens decorrentes da relação entre os espaços e as sociabilidades, sendo essas constituídas e constituidoras de pedagogias à cidade. Mirando os espaços e suas escrituras, sociabilidades e educabilidades é que nos voltamos a um entendimento de que estamos constituindo uma história das educabilidades no Príncipe no século XIX, tendo como constructor maior a cidade e seus componentes de educação socializadora e instrutiva. Em termos conclusivos, pensar sobre cidade e educabilidade é ressaltar que a pedagogia da e na cidade se deixa ler pelas práticas e ações veiculadas às sociabilidades que, na intersecção da pedagogia da cidade e das educabilidades se (com)figuraram como formativas.
    Palavras-chave: Príncipe (Rio Grande do Norte). Sociabilidades. Educabilidades.
    Nesse trabalho que tem como temática cidade e educabilidade e como objeto pedagogias da cidade no Príncipe no século XIX, objetivamos problematizar como a relação entre cidade e sociabilidades constitui educabilidades no Príncipe no século XIX, a partir de espaços de veiculação de enunciados pedagógicos. Assim, propomos a tese de que há uma pedagogia da cidade, uma vez que o modus vivendi da urbe é enredado por sociabilidades em instâncias diversas, constituindo a cidade como investida de uma orientação pedagógica e o habitante da urbe como formado em e por sociabilidades. O corpus documental para o estudo da pedagogia da cidade é composto por fontes distintas e amplas. São elas: eclesiásticas, político-administrativas, cartoriais e judiciárias. Para a análise e interpretação das fontes, o estudo assenta-se no método indiciário, permitindo o apreço aos pormenores e a conciliação entre a racionalidade e a sensibilidade. Este trabalho se inscreve na dimensão da história cultural aqui empreendida, de conformidade com Roger Chartier e Peter Burke enquanto estudo dos processos com os quais se constrói sentidos, pois é preciso aproximá-la das configurações sociais e conceituais de um tempo e de um espaço próprios. Dessa forma, localizamos e focalizamos o modus vivendi no Príncipe a partir de práticas sociais e valores da vida material e elaborações simbólicas que constituem um conjunto de aprendizagens decorrentes da relação entre os espaços e as sociabilidades, sendo essas constituídas e constituidoras de pedagogias à cidade. Mirando os espaços e suas escrituras, sociabilidades e educabilidades é que nos voltamos a um entendimento de que estamos constituindo uma história das educabilidades no Príncipe no século XIX, tendo como constructor maior a cidade e seus componentes de educação socializadora e instrutiva. Em termos conclusivos, pensar sobre cidade e educabilidade é ressaltar que a pedagogia da e na cidade se deixa ler pelas práticas e ações veiculadas às sociabilidades que, na intersecção da pedagogia da cidade e das educabilidades se (com)figuraram como formativas.

  • HILDA MARA LOPES ARAUJO
  • Processo identitário profissional: as experiências formativas de licenciandos do curso de Física – UFPI.

  • Data: 16/12/2011
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  • RESUMO

  • EVANIR DE OLIVEIRA PINHEIRO
  • DANÇANDO COM GATOS E PÁSSAROS: O MOVIMENTO ECOSSISTÊMICO DA LUDOPOIESE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

  • Data: 13/12/2011
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  • Este estudo apresenta o movimento ecossistêmico da ludopoiése dos educadores do Centro de Educação Infantil Marise Paiva-CEIMAP. Utilizou-se a metáfora da dança, como uma possibilidade de estimular a criatividade cientifica. O Pensamento Ecossistêmico, o Pensamento Complexo, a Teoria da Autopoiése e a Teoria do Fluxo, se constituíram os principais passos teóricos para compreender o fenômeno da ludopoiese, a partir do olhar de sua totalidadem tendo como objetivos específicos: 1- Identificar e interpretar o processo de autoformação ludopoiética dos Educadores Infantis do CEIMAP nas ações do brincar, cuidar e educar no cotidiano escolar; 2 - Analisar a partir do Pensamento Ecossistêmico como estes processos ludopoiéticos afetam e/ou possibilitam mudanças e transformações humanescentes na prática educacional do CEIMAP. Os passos teórico-metodógicos para encaminhar os objetivos propostos se fundam na Pesquisa-ação Existencial que parte da apreciação da complexidade do real, considerando o ser humano uma totalidade dinâmica. Nesse sentido o jogo de areia, as vivências lúdicas, os estudos sistematizados e a vídeo formação foram explorados visando a relevância da transdisciplinaridade nos fenômenos cotidianos. Os novos conhecimentos adquiridos conforme as direções dadas indicam o movimento ecossistêmico da ludopoiése dos educadores estudados, implicado em quatro fluxos essenciais: amar, brincar, cuidar e educar que se dinamizam a partir do amor de forma interdependente. A ludopoiese de cada educador seria então alimentada por essa teia gerada pelo amor que permeia as demais ações educacionais, nutrindo e mantendo uma constante auto-organização criativa do saber ser e saber fazer docente. Assim, toda rede que gera e dinamiza o sistema ludopoiético emerge da Biologia do amor, da abertura dialógica do amar e brincar, no querer bem ao educando, na beleza estética do cuidar e do educar, como uma condição humana possível e relevante de viver/conviver não apenas no ensino infantil, mas nos demais contextos educacionais de ensino e formação docente.

  • LUIZ RICARDO RAMALHO DE ALMEIDA
  • O SABER E O APRENDER DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS DE ASSÚ, RIO GRANDE DO NORTE

  • Data: 12/12/2011
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  • Esta pesquisa objetiva compreender como se caracteriza a relação com o saber e o aprender de professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na escola pública. Para isto, tomou como base as experiências profissionais e os processos que perpassam o desenvolvimento da sua função docente. Para o alcance do objetivo foi utilizado o conceito teórico de Bernard Charlot (2000). O corpus analisado resulta de uma pesquisa qualitativa, desenvolvida por meio da abordagem sócio-histórica, constituído a partir de dois instrumentos metodológicos: balanço do saber e entrevista semiestruturada, trabalhados com 10 (dez) professores da EJA do município de Assú/RN. A análise realizada centrou-se nas experiências significativas para os professores e nos processos que mobilizaram a aprendizagem da função professor, observando as dimensões: epistêmica, identitária e social da relação com o saber, bem como, a construção dos saberes e sentidos utilizados na prática pedagógica dos professores. Os dados revelaram que a relação com o saber e o aprender dos professores da EJA apresenta uma fragilidade em duas dimensões: epistêmica e identitária. Não obstante, houve a análise positiva da dimensão social dessa relação, tendo em vista que os professores, mesmo com as adversidades, buscam descobrir os próprios caminhos para o saber e o aprender, contradizendo as forças sociais. Tal fato evidencia que os professores não se veem na função de professor apenas para melhorar as suas vidas, mas, também, para contribuírem com a formação ético-moral e intelectual dos jovens e adultos. No tocante à construção dos saberes, destacam-se quatro tendências dessa relação específica com a atividade de educar jovens e adultos. A primeira revela que a função de educar é compreendida pela maioria dos professores como algo que depende, fundamentalmente, de sua aproximação com os alunos, revelada pela afetividade entre ambos. A segunda, por sua vez, mostra que o educar implica  um esforço e uma postura ativa dos professores para a instrução do aluno. As outras duas tendências sinalizam para uma aprendizagem que promova a transformação tanto da vida dos alunos como dos professores e, sobretudo, para uma experimentação constante em suas práticas, na tentativa de amenizar as incertezas e dificuldades das situações difíceis e imprevistas da sala de aula da Educação de Jovens e Adultos.

  • NAZINEIDE BRITO
  •  A recepção da criança com deficiência intelectual ao texto literária na educação infantil

  • Data: 08/12/2011
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  • Focalizamos nesta tese a recepção da criança com deficiência intelectual ao texto literário a partir da observação de uma vivência literária num contexto escolar inclusivo, evidenciando as possibilidades que se apresentam na sua construção como leitora/ouvinte de literatura. Mediante um estudo de caso, investigamos os modos de participação de uma criança com deficiência intelectual em situações de oferta e recepção de textos literários, buscando compreender e explicitar os aspectos de seu processo de formação leitora inicial. Os dados foram levantados a partir de observações nos momentos de leitura e de contação de histórias no período de novembro e dezembro/2008 e maio e junho/2009 numa turma de uma escola de Educação Infantil na qual se encontrava matriculada uma criança que apresenta deficiência intelectual associada à Síndrome de Down. Como instrumentos de pesquisa foram utilizados: diário de campo, roteiros de entrevistas e videogravações. As análises se fundamentaram nos estudos de Amarilha (2001, 2006a, 2006b), Bettelheim (2007), Coelho (2008), Iser (1996), Jauss (1979, 1994), Luria (1990a, 1990b), Vygotsky (1991, 1993), Wallon (2007, 2008) dentre outros. O estudo mostrou que, embora pouco se expressando verbalmente e por vezes apresentando limitados níveis de atenção, as atitudes corporais, os movimentos e as falas da criança investigada denunciavam engajamento e rendição ao apelo da sonoridade dos textos partilhados. Esses dados nos dão indícios de que, sob a realização de uma ação mediadora, a criança com deficiência intelectual pode se constituir como uma leitora/ouvinte de literatura, desenvolvendo uma escuta sensível, seletiva e atenta ao texto literário. Dentre outros aspectos, identificamos que (1) a concepção de deficiência apresentada pela escola que reconhece seu potencial de desenvolvimento e de aprendizagem, (2) a situação de partilhamento, que favorece o exercitar de diferentes formas de se relacionar com os textos através do outro, e (3) a relevância da oralidade fornecendo as pistas semânticas que auxiliam a criança na construção de sentidos, se apresentam como fundamentais para seu acercamento ao texto literário, e, portanto, sua formação leitora. Dessa forma, reconhecendo suas capacidades e possibilidades, pensamos ser importante garantir à criança com deficiência intelectual um espaço para a interação com o texto ficcional no qual ela possa aprender a reconhecer e vivenciar o seu caráter lúdico e interativo, degustar de forma prazerosa a sua escuta, beneficiando-se, assim, da experiência estética vivenciada, principalmente, quando em situações coletivas mediadas pelo leitor mais experiente e partilhadas com seus diferentes pares. O estudo indica ainda que, atentar para condições que garantam um clima favorável à escuta de histórias nas salas de aula da educação infantil, como o cuidado com a seleção e a prosódia da história, o contrato didático, a atenção às reações individuais, dentre outras, ampliam as possibilidades de que qualquer criança – deficiente ou não – se experimente como leitora/ouvinte de literatura, usufruindo de sua riqueza e magia.

     

  • MIRTES GONCALVES HONORIO
  • ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM SERVIÇO DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Data: 23/11/2011
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  • Este relatório tem como objetivo apresentar os resultados da pesquisa sobre as possibilidades e os limites de o Estágio Supervisionado em um curso de Formação de Professores em Serviço dos anos iniciais do ensino fundamental realizado por meio de convênio entre a Universidade Federal do Piauí e a Prefeitura Municipal de Teresina (PI) UFPI/PMT, oferecer subsídios a práticas pedagógicas que contemplem a realidade dos alunos que vivem, trabalham e/ou estudam em escolas localizadas no meio rural. A investigação fundamenta-se em uma abordagem teórico-metodológica que situa o objeto de estudo na perspectiva crítica e utilizando como procedimentos: pesquisa bibliográfica, análise documental, entrevista semiestruturada e registro fotográfico. Constituíram sujeitos da pesquisa 10 (dez) professores egressos do curso promovido pela UFPI – concluintes em 2006 – e que desenvolvem atividades docentes em escolas situadas no meio rural no município de Teresina-PI, 2 (duas) professoras supervisoras de estágio da UFPI e a coordenadora do curso. A análise do objeto evidenciou que, historicamente, as políticas educacionais modificaram-se, mas não aconteceram rupturas nos padrões tradicionais de formação de professores, o suficiente, principalmente nas propostas curriculares, em face das mudanças requeridas pela sociedade informacional e global. Constatamos, ainda, que, no Estágio Supervisionado, o processo de reflexão crítica sobre a prática pedagógica foi viabilizado, parcialmente, e suscitou a reconstrução de saberes específicos ao fazer pedagógico de modo a conduzir o processo ensino-aprendizagem articulando diferentes realidades do ensino fundamental e enfrentando situações decorrentes de práticas conservadoras em relação ao ensino no meio rural. Contribuiu, portanto, esse componente curricular para redimensionar, em parte, a ação pedagógica dos(as) professores(as) egressos(as).  Acena, também, a pesquisa para estudos similares na perspectiva de superar o “modelo” atual de formação de professores que não corresponde aos reclamos da sociedade em mudanças e à crise do capital, com repercussões imensuráveis no mundo do trabalho. A contemporaneidade reclama por uma Universidade que forme profissionais capazes de conduzir os destinos da sociedade, sendo que a formação de professores é uma demanda política e social sobre a qual é corresponsável. 

  • NILZA MARIA CURY QUEIROZ
  • Praxiologia e representação social sobre formação de professores nas licenciaturas da UFPI.

  • Data: 14/11/2011
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  • A presente investigação analisa o conteúdo e organização da representação social sobre o objeto formação de professores, construída pelos professores de licenciatura da Universidade Federal do Piauí (Ufpi), entendendo que tal representação está articulada aos habitus docentes desses formadores de professores, o que remete a considerações sobre a posição que ocupam na estrutura do campo acadêmico nacional e do subcampo da formação de professores. Esse objetivo geral se desdobra em: caracterizar a Ufpi como instituição do campo acadêmico nacional e o subcampo da formação de professores como região desse campo acadêmico; articular o conteúdo e organização da representação social analisada com as especificidades de atuação dos formadores e apreender os habitus docentes dos desses formadores tendo em vista sua origem, trajetória social e a especificidade de suas posições no campo e subcampo analisados. A pesquisa cinge-se aos cursos de licenciatura específica do Campus “Ministro Petrônio Portella”, de Teresina (PI), e foi aplicada a 134 professores de licenciaturas desse Campus. A coleta de dados junto aos participantes se deu no segundo período de 2008 e no primeiro de 2009. O referencial teórico adotado articula os aportes teóricos desenvolvidos por Serge Moscovici, com a teoria das representações sociais, e por Pierre Bourdieu, com os conceitos que compõem sua praxiologia, como habitus, campo social, capital, poder simbólico e outros, bem como por alguns de seus intérpretes e continuadores, dentre os quais assinalamos Domingos Sobrinho. Adotamos procedimentos plurimetodológicos, combinando técnicas associativas adequadas ao acesso às representações sociais – a Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP), o Procedimento de Classificações Múltiplas (PCM), complementado pela Análise de Facetas, e uma técnica clássica, um Questionário sobre habitus docentes dos sujeitos. Os dados coletados originados pela TALP foram organizados manualmente; os oriundos do PCM e do Questionário foram processados pelo Programa de Computador SPSS (Statistical Package for Social Sciences). O pressuposto é de que os docentes constroem diferentes representações sociais do objeto formação de professores por força das distintas posições que ocupam na estrutura do campo acadêmico e do subcampo da formação de professores. As posições alcançadas nessas estruturas devem-se a diferenças na origem e trajetória social desses agentes, que, portanto, têm diferentes habitus docentes a partir dos quais constroem sua representação social sobre seu objeto de trabalho. A pesquisa evidenciou que os habitus docentes e a representação social de dois subgrupos, identificados pela pertença a diferentes dimensões da formação de professores nas licenciaturas, têm semelhanças e, também, diferenças. Estas permitem sustentar que os sujeitos são detentores de distintos habitus docentes que engendram práticas diferentes, lutas, tensões e conflitos em torno do sentido de formação de professores.
    Palavras-chave: Praxiologia. Campo social. Habitus. Representação social. Formação de professores. Licenciaturas
    A presente investigação analisa o conteúdo e organização da representação social sobre o objeto formação de professores, construída pelos professores de licenciatura da Universidade Federal do Piauí (Ufpi), entendendo que tal representação está articulada aos habitus docentes desses formadores de professores, o que remete a considerações sobre a posição que ocupam na estrutura do campo acadêmico nacional e do subcampo da formação de professores. Esse objetivo geral se desdobra em: caracterizar a Ufpi como instituição do campo acadêmico nacional e o subcampo da formação de professores como região desse campo acadêmico; articular o conteúdo e organização da representação social analisada com as especificidades de atuação dos formadores e apreender os habitus docentes dos desses formadores tendo em vista sua origem, trajetória social e a especificidade de suas posições no campo e subcampo analisados. A pesquisa cinge-se aos cursos de licenciatura específica do Campus “Ministro Petrônio Portella”, de Teresina (PI), e foi aplicada a 134 professores de licenciaturas desse Campus. A coleta de dados junto aos participantes se deu no segundo período de 2008 e no primeiro de 2009. O referencial teórico adotado articula os aportes teóricos desenvolvidos por Serge Moscovici, com a teoria das representações sociais, e por Pierre Bourdieu, com os conceitos que compõem sua praxiologia, como habitus, campo social, capital, poder simbólico e outros, bem como por alguns de seus intérpretes e continuadores, dentre os quais assinalamos Domingos Sobrinho. Adotamos procedimentos plurimetodológicos, combinando técnicas associativas adequadas ao acesso às representações sociais – a Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP), o Procedimento de Classificações Múltiplas (PCM), complementado pela Análise de Facetas, e uma técnica clássica, um Questionário sobre habitus docentes dos sujeitos. Os dados coletados originados pela TALP foram organizados manualmente; os oriundos do PCM e do Questionário foram processados pelo Programa de Computador SPSS (Statistical Package for Social Sciences). O pressuposto é de que os docentes constroem diferentes representações sociais do objeto formação de professores por força das distintas posições que ocupam na estrutura do campo acadêmico e do subcampo da formação de professores. As posições alcançadas nessas estruturas devem-se a diferenças na origem e trajetória social desses agentes, que, portanto, têm diferentes habitus docentes a partir dos quais constroem sua representação social sobre seu objeto de trabalho. A pesquisa evidenciou que os habitus docentes e a representação social de dois subgrupos, identificados pela pertença a diferentes dimensões da formação de professores nas licenciaturas, têm semelhanças e, também, diferenças. Estas permitem sustentar que os sujeitos são detentores de distintos habitus docentes que engendram práticas diferentes, lutas, tensões e conflitos em torno do sentido de formação de professores.

  • JOICE DE ANDRADE DANTAS
  • De Solutione Problematum Diophanteorum Per Números Integros: o primeiro trabalho de Euler sobre equações diofantinas

  • Data: 07/11/2011
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  • Nesta pesquisa analisamos historicamente e matematicamente o primeiro trabalho de Leonhard Euler sobre Equações Diofantinas foi o De solutione problematum diophanteorum per números integros (―Sobre a solução de problemas diofantinos por números inteiros‖). Foi publicado em 1738, embora apresentado à Academia de São Petersburgo cinco anos antes. No texto, Euler trata do problema de fazer com que a expressão generalizada do segundo grau seja igual a um quadrado perfeito, isto é, procura soluções no conjunto dos números inteiros para equação ax2+bx+c = y2. Para tanto, Euler mostra como descobrir mais soluções depois que uma primeira é encontrada, para tanto, faz uma série de substituições combinando termos e eliminando variáveis, até que o trabalho se resume a encontrar a solução para , uma equação de Pell. Este trabalho é o primeiro também em que Euler atribui erroneamente esse tipo de equação a Pell. Euler faz também, uma série de restrições para a equação ax2+bx+c = y2 e trabalha com diversos subcasos, que vão desde equações incompletas até o trabalho com números poligonais.
    Palavras-chave: História da Teoria dos Números. Equações Diofantinas. Leonhard Euler.
    Nesta pesquisa analisamos historicamente e matematicamente o primeiro trabalho de Leonhard Euler sobre Equações Diofantinas foi o De solutione problematum diophanteorum per números integros (―Sobre a solução de problemas diofantinos por números inteiros‖). Foi publicado em 1738, embora apresentado à Academia de São Petersburgo cinco anos antes. No texto, Euler trata do problema de fazer com que a expressão generalizada do segundo grau seja igual a um quadrado perfeito, isto é, procura soluções no conjunto dos números inteiros para equação ax2+bx+c = y2. Para tanto, Euler mostra como descobrir mais soluções depois que uma primeira é encontrada, para tanto, faz uma série de substituições combinando termos e eliminando variáveis, até que o trabalho se resume a encontrar a solução para , uma equação de Pell. Este trabalho é o primeiro também em que Euler atribui erroneamente esse tipo de equação a Pell. Euler faz também, uma série de restrições para a equação ax2+bx+c = y2 e trabalha com diversos subcasos, que vão desde equações incompletas até o trabalho com números poligonais.

  • ISAAC SAMIR CORTEZ DE MELO
  • Um estudante cego no Curso de Licenciatura em Música da UFRN: questões de acessibilidade curricular e física.

  • Data: 01/11/2011
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  • RESUMO

  • ALDA MACEDO
  • PRÁTICAS EDUCATIVAS ESCOLARES ANCORADAS AS MÍDIAS TECNOLÓGICAS

  • Data: 24/10/2011
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  • Apresenta um estudo acerca das práticas educativas escolares ancoradas ao uso das mídias e tecnologias educacionais. Busca colocar em evidência, como os meios tecnológicos se constituem na atualidade, mais precisamente na educação. Como sujeitos sociais, as crianças da pesquisa fazem uso de mídias. Aborda temas referentes aos modos do olhar do lugar de vivência das crianças. intermediadas por instrumentos técnicos, campos tecnológicos de múltiplas linguagens.  A pesquisa levanta uma discussão de como podemos promover um encontro das práticas educativas escolares mediadas por meio tecnológicos, ancoradas ao contexto educacional e a vivência dos alunos. E possível resposta de como o professor pode repensar o seu papel como educador e tentar construir, junto com o aprendiz, os conhecimentos de forma significativa.

  • VENANCIO FREITAS DE QUEIROZ NETO
  • O ARTESÃO, O ARTESANATO E A EDUCAÇÃO AO LONGO DA VIDA: UM OLHAR A PARTIR DO ASSENTAMENTO PALHEIROS III - UPANEMA/RN.

  • Data: 24/10/2011
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  • O objetivo principal desta pesquisa foi analisar a prática artesanal, a influência da mesma na formação da identidade social do artesão/artesã e sua relação com a educação ao longo da vida. Trata-se de uma investigação de caráter descritivo desenvolvida junto às artesãs do assentamento rural Palheiros III, em Upanema–RN, no qual foram adotadas como estratégias metodológicas a entrevista semi-estruturada, realizada individualmente e em grupo, e a observação direta participante. A análise dos conteúdos discursivos foi realizada através do método de análise categorial de conteúdo (BARDIN, 1997; BAUER, 2002) e os demais dados foram sistematizados e analisados com base nos apoios teóricos (MORIN; BOURDIEU; KAMPER; SENETT, dentre os principais). Constatou-se que ser artesã na realidade pesquisada é falar de um lugar distinto ocupado pela mulher; que, ao contrário da imagem do artesão/artesã, tão difundida principalmente pela mídia ligada ao turismo, como símbolo de defesa da tradição e do artesanato como arte, a população artesã de Palheiros encara sua atividade como um meio de sobrevivência; que essa atividade é também uma forma de ter acesso aos saberes formais e continuar se educando ao longo da vida.
    Palavras-chave: Educação. Artesanato. Artesã. Identidade.
    RÉSUMÉ
    O objetivo principal desta pesquisa foi analisar a prática artesanal, a influência da mesma na formação da identidade social do artesão/artesã e sua relação com a educação ao longo da vida. Trata-se de uma investigação de caráter descritivo desenvolvida junto às artesãs do assentamento rural Palheiros III, em Upanema–RN, no qual foram adotadas como estratégias metodológicas a entrevista semi-estruturada, realizada individualmente e em grupo, e a observação direta participante. A análise dos conteúdos discursivos foi realizada através do método de análise categorial de conteúdo (BARDIN, 1997; BAUER, 2002) e os demais dados foram sistematizados e analisados com base nos apoios teóricos (MORIN; BOURDIEU; KAMPER; SENETT, dentre os principais). Constatou-se que ser artesã na realidade pesquisada é falar de um lugar distinto ocupado pela mulher; que, ao contrário da imagem do artesão/artesã, tão difundida principalmente pela mídia ligada ao turismo, como símbolo de defesa da tradição e do artesanato como arte, a população artesã de Palheiros encara sua atividade como um meio de sobrevivência; que essa atividade é também uma forma de ter acesso aos saberes formais e continuar se educando ao longo da vida.

  • EDILEUZA DE MEDEIROS MONTEIRO ROQUE
  • Corporeidade e formação docente: cenários geográficos das histórias de vida.

  • Data: 30/09/2011
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  • O estudo apresenta a pesquisa realizada na formação de professores do Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy em Natal-RN com professores em formação do sétimo período do Curso Normal Superior. A problemática prende-se às práticas formativas dos professores em formação pelas dificuldades que apresentavam em compreender as relações entre as áreas do conhecimento e a interface com as experiências e o processo formativo. Teve como objetivo identificar, nas vivências ludopoiéticas, os espaços de construção da autoterritorialidade dos professores em formação. Dos pressupostos teóricos que subsidiaram o desenvolvimento da pesquisa, destacamos: Humana docência; Corpo-espaço; Corporeidade; Autoformação e Transdisciplinaridade. A pesquisa, de abordagem qualitativa, adota princípios da pesquisa-ação-formação, numa perspectiva etnofenomenológica. O laboratório vivencial se deu na disciplina de Memorial de Formação com a utilização do Jogo de Areia, instrumento de pesquisa que subsidiou a construção das narrativas autobiográficas. A perspectiva transdisciplinar do estudo aglutinou na dimensão epistemológica o referencial teórico da geografia, da corporeidade e das histórias de vida em formação. O Ateliê Corpo bio-geográficofoi desenvolvido em cinco encontros: Paisagem do Sensível, Lugar do sentipensar, Territórios de Descobertas, Região dos Saberes e Espaço Geográfico da Ecoformação. As vivencialidades experienciadas no Ateliê permitiram uma escuta sensível e atenta sobre a sua própria história, possibilitando-os a reconstrução da memória e fazendo-os refletir sobre sua autoformação. Desvendando mapas e construindo uma nova paisagem autoformativa com as memórias lúdicas nas diferentes fases da vida, a propriedade ludopoiética da autoterritorialidade emergiu, registrando a construção ontológica do ser refletido em sua corporeidade.

  • MARSILVIO GONÇALVES PEREIRA
  • FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS EM JOÃO PESSOA (PB): OLHARES, DIZERES E FAZERES QUE SE CRUZAM

  • Data: 30/09/2011
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    A secretaria de educação do município de João Pessoa (PB), tem implementado um programa municipal de formação continuada (FC) de profissionais da educação, entre eles, os professores de Ciências Naturais (CN). Não havendo no momento atual nenhum estudo que analise essa experiência voltada para a FC de professores de Ciências e sobre os formadores de professores. Nesse contexto, esta pesquisa procurou analisar os pressupostos teóricos do programa de Formação Continuada (FC) da Rede Municipal de João Pessoa (PB), no período de 2005 – 2010, as concepções de técnicos e de formadores envolvidos sobre a FC e as relações entre o que é proposto e as atividades de formação desenvolvidas entre formadores frente à percepção das necessidades de formação de professores de Ciências e às características da FC desejada na área de CN. O aporte teórico utilizado é constituído por trabalhos da literatura especializada sobre a temática formação de professores. Para isso foi realizado um levantamento de documentos oficiais que tratam da FC na esfera municipal. Como instrumentos de coleta de dados foram aplicados questionários e realizadas entrevistas com técnicos e formadores de professores de Ciências que estiveram envolvidos com a FC na Secretaria de Educação do município de João Pessoa. Os resultados revelam que embora, do ponto de vista teórico, a SEDEC assuma uma concepção de FC voltada para a apropriação do conhecimento científico, tecnológico e didático; elegendo a escola como espaço de referência e tendo uma orientação construtivista e interdisciplinar, na prática isto não acontece. A concepção de FC predominante entre técnicos e formadores é a de atualização e capacitação de conteúdos e principalmente de método e técnicas de ensino para que os professores possam aplicá-los na sala de aula, indo de encontro a um modelo de formação clássico que permeia todo o processo formativo. Os professores de CN não participam do planejamento da FC e suas necessidades formativas são ignoradas. Foram detectadas várias incoerências nos documentos e entre o discurso e a prática de técnicos e formadores e algumas limitações e dificuldades dos professores em participar da FC são apresentadas.
    Palavras-chave: Formação continuada de professores. Formadores de professores. Ensino de Ciências.

    A secretaria de educação do município de João Pessoa (PB), tem implementado um programa municipal de formação continuada (FC) de profissionais da educação, entre eles, os professores de Ciências Naturais (CN). Não havendo no momento atual nenhum estudo que analise essa experiência voltada para a FC de professores de Ciências e sobre os formadores de professores. Nesse contexto, esta pesquisa procurou analisar os pressupostos teóricos do programa de Formação Continuada (FC) da Rede Municipal de João Pessoa (PB), no período de 2005 – 2010, as concepções de técnicos e de formadores envolvidos sobre a FC e as relações entre o que é proposto e as atividades de formação desenvolvidas entre formadores frente à percepção das necessidades de formação de professores de Ciências e às características da FC desejada na área de CN. O aporte teórico utilizado é constituído por trabalhos da literatura especializada sobre a temática formação de professores. Para isso foi realizado um levantamento de documentos oficiais que tratam da FC na esfera municipal. Como instrumentos de coleta de dados foram aplicados questionários e realizadas entrevistas com técnicos e formadores de professores de Ciências que estiveram envolvidos com a FC na Secretaria de Educação do município de João Pessoa. Os resultados revelam que embora, do ponto de vista teórico, a SEDEC assuma uma concepção de FC voltada para a apropriação do conhecimento científico, tecnológico e didático; elegendo a escola como espaço de referência e tendo uma orientação construtivista e interdisciplinar, na prática isto não acontece. A concepção de FC predominante entre técnicos e formadores é a de atualização e capacitação de conteúdos e principalmente de método e técnicas de ensino para que os professores possam aplicá-los na sala de aula, indo de encontro a um modelo de formação clássico que permeia todo o processo formativo. Os professores de CN não participam do planejamento da FC e suas necessidades formativas são ignoradas. Foram detectadas várias incoerências nos documentos e entre o discurso e a prática de técnicos e formadores e algumas limitações e dificuldades dos professores em participar da FC são apresentadas.

     

  • MARIA DA CONCEICAO ALVES FERREIRA
  • SABERES PEDAGÓGICOS/COMUNICACIONAIS, PESQUISA/FORMAÇÃO: REFLEXÕES SOBRE AS EXPERIÊNCIAS FORMATIVAS DAS PROFESSORAS ONLINE

  • Data: 29/09/2011
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    A presente tese, intitulada ―Saberes pedagógicos/comunicacionais, pesquisa/formação: reflexões sobre as experiências formativas das professoras online‖, desenvolveu reflexões sobre os saberes pedagógicos/comunicacionais, a pesquisa/formação e as experiências formativas das professoras online, objetivando compreender como os saberes pedagógicos/comunicacionais são instituintes/instituídos a partir das experiências formativas dessas professoras. Para isso, partiu-se da seguinte questão: como os saberes pedagógicos/comunicacionais estão sendo instituídos/instituintes a partir das experiências formativas das professoras online? A abordagem metodológica de pesquisa escolhida foi a pesquisa/formação, alicerçada na Etnopesquisa Crítica/formação. Esta se constituiu como itinerário fecundo de reflexões sobre os saberes pedagógico-comunicacionais e experiências formativas, contribuindo para a formação e autoformação do professor/pesquisador e das professoras online. Proporcionou momentos de formação, de reflexão-na-ação e sobre-a-ação, potencializou/estruturou o processo de compreender, analisar, interpretar e refletir sobre as experiências formativas e de contribuir para as reflexões acerca dos saberes pedagógicos/comunicacionais das professoras online. O referencial teórico dialogado foi baseado em conceitos como: educação online, interatividade Silva (2002), Santos (2005), Moran (2003), docência Veiga (2005), Pimenta (2002), Freire (2005), Tardif (2002), docência online Sacramento (2006), saberes docentes Tardif (2002), Charlot (2000), Porlán (1997), García (1992), Freire (2005), Etnopesquisa-formação Macedo (2000) e formação Macedo (2010), Josso (2010). Os achados revelam que os saberes pedagógicos/comunicacionais foram instituintes/instituídos a partir das experiências formativas das professoras online, da emergência de um coletivo comunicativo/dialógico, estruturante e potencializado pelas experiências do contexto online, da organização didática pedagógica/comunicacional online, da pesquisa, da relação constituída com o saber e dos saberes apresentados pelo itinerário familiar, escolar, acadêmico e profissional. Com isso, é possível dizer que esses saberes e as experiências são plurais, fractais, pois são partes que se relacionam com outras partes, que reúnem, num todo, o singular e o plural, o local e o global, o texto e o contexto, agregando princípios para a perspectiva pedagógica comunicacional online que articularam: a pesquisa, o diálogo, a interatividade, a hipertextualidade, a multivocalidade, os dispositivos formativos, as experiências formativas como possibilidades para a pesquisa e para formação de professores/as que tenham como ponto de partida e de chegada o pedagógico e a experiência.
    Palavras-chave: Saberes pedagógicos/comunicacionais. Experiências formativas. Docência online. Educação online. Pesquisa-formação.

    A presente tese, intitulada ―Saberes pedagógicos/comunicacionais, pesquisa/formação: reflexões sobre as experiências formativas das professoras online‖, desenvolveu reflexões sobre os saberes pedagógicos/comunicacionais, a pesquisa/formação e as experiências formativas das professoras online, objetivando compreender como os saberes pedagógicos/comunicacionais são instituintes/instituídos a partir das experiências formativas dessas professoras. Para isso, partiu-se da seguinte questão: como os saberes pedagógicos/comunicacionais estão sendo instituídos/instituintes a partir das experiências formativas das professoras online? A abordagem metodológica de pesquisa escolhida foi a pesquisa/formação, alicerçada na Etnopesquisa Crítica/formação. Esta se constituiu como itinerário fecundo de reflexões sobre os saberes pedagógico-comunicacionais e experiências formativas, contribuindo para a formação e autoformação do professor/pesquisador e das professoras online. Proporcionou momentos de formação, de reflexão-na-ação e sobre-a-ação, potencializou/estruturou o processo de compreender, analisar, interpretar e refletir sobre as experiências formativas e de contribuir para as reflexões acerca dos saberes pedagógicos/comunicacionais das professoras online. O referencial teórico dialogado foi baseado em conceitos como: educação online, interatividade Silva (2002), Santos (2005), Moran (2003), docência Veiga (2005), Pimenta (2002), Freire (2005), Tardif (2002), docência online Sacramento (2006), saberes docentes Tardif (2002), Charlot (2000), Porlán (1997), García (1992), Freire (2005), Etnopesquisa-formação Macedo (2000) e formação Macedo (2010), Josso (2010). Os achados revelam que os saberes pedagógicos/comunicacionais foram instituintes/instituídos a partir das experiências formativas das professoras online, da emergência de um coletivo comunicativo/dialógico, estruturante e potencializado pelas experiências do contexto online, da organização didática pedagógica/comunicacional online, da pesquisa, da relação constituída com o saber e dos saberes apresentados pelo itinerário familiar, escolar, acadêmico e profissional. Com isso, é possível dizer que esses saberes e as experiências são plurais, fractais, pois são partes que se relacionam com outras partes, que reúnem, num todo, o singular e o plural, o local e o global, o texto e o contexto, agregando princípios para a perspectiva pedagógica comunicacional online que articularam: a pesquisa, o diálogo, a interatividade, a hipertextualidade, a multivocalidade, os dispositivos formativos, as experiências formativas como possibilidades para a pesquisa e para formação de professores/as que tenham como ponto de partida e de chegada o pedagógico e a experiência.

  • ALEKSANDRE SARAIVA DANTAS
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    AS MÚLTIPLIAS FACES DA EVASÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR A
    DISTÂNCIA: A EXPERIÊNCIA DO CURSO DE TECNOLOGIA EM
    GESTÃO AMBIENTAL DO IFRN EM DOIS POLOS DE APOIO
    PRESENCIAL

    AS MÚLTIPLIAS FACES DA EVASÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR ADISTÂNCIA: A EXPERIÊNCIA DO CURSO DE TECNOLOGIA EMGESTÃO AMBIENTAL DO IFRN EM DOIS POLOS DE APOIOPRESENCIAL

  • Data: 12/09/2011
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    Este trabalho apresenta uma reflexão sobre a evasão em cursos superiores oferecidos
    através da educação a distância em um contexto marcado por profundas mudanças nas mais
    diversas esferas da sociedade e pelo crescimento desordenado dessa modalidade educativa.
    Para isso, toma como objeto de análise a realidade dos alunos do curso de Tecnologia em
    Gestão Ambiental oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio
    Grande do Norte através da educação a distância nos polos de apoio presencial localizados
    nas cidades de Mossoró e Martins. No desenvolvimento desta pesquisa de campo, faz uso de
    estratégias de coleta de dados variadas, como: a observação participante da realidade; a
    análise dos documentos referentes à educação a distância e ao curso de Tecnologia em Gestão
    Ambiental; e a aplicação de questionários com os alunos evadidos e com os alunos que
    permaneceram no curso. Os resultados dessa pesquisa nos permitem afirmar que a evasão em
    cursos superiores a distância é, predominantemente, fruto de uma combinação de aspectos
    inerentes ao desenvolvimento do curso, dificuldades de ordem pessoal enfrentadas pelos
    alunos durante o período em que frequentam o curso e elementos inerentes ao contexto em
    que o curso e os alunos estão inseridos, podendo haver situações específicas em que o aluno
    evade devido à influência de um único aspecto, seja ele inerente ao desenvolvimento do
    curso, de ordem pessoal, ou ainda, um fator determinado pelo contexto em que o curso ou o
    aluno está inserido.
    Palavras-chave: percepções, dificuldades, motivações, evasão, educação a distância

    Este trabalho apresenta uma reflexão sobre a evasão em cursos superiores oferecidosatravés da educação a distância em um contexto marcado por profundas mudanças nas maisdiversas esferas da sociedade e pelo crescimento desordenado dessa modalidade educativa.Para isso, toma como objeto de análise a realidade dos alunos do curso de Tecnologia emGestão Ambiental oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RioGrande do Norte através da educação a distância nos polos de apoio presencial localizadosnas cidades de Mossoró e Martins. No desenvolvimento desta pesquisa de campo, faz uso deestratégias de coleta de dados variadas, como: a observação participante da realidade; aanálise dos documentos referentes à educação a distância e ao curso de Tecnologia em GestãoAmbiental; e a aplicação de questionários com os alunos evadidos e com os alunos quepermaneceram no curso. Os resultados dessa pesquisa nos permitem afirmar que a evasão emcursos superiores a distância é, predominantemente, fruto de uma combinação de aspectosinerentes ao desenvolvimento do curso, dificuldades de ordem pessoal enfrentadas pelosalunos durante o período em que frequentam o curso e elementos inerentes ao contexto emque o curso e os alunos estão inseridos, podendo haver situações específicas em que o alunoevade devido à influência de um único aspecto, seja ele inerente ao desenvolvimento docurso, de ordem pessoal, ou ainda, um fator determinado pelo contexto em que o curso ou oaluno está inserido.

  • ADELIA DIEB UBARANA
  • EM QUE CONTEXTOS APRENDERAM A ENSINAR OS PROFESSORES QUE PROPICIAM APRENDIZAGENS PERTINENTES À ALFABETIZAÇÃO?

  • Data: 09/09/2011
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  • Com o presente trabalho, objetivamos investigar, no percurso formativo de professores que conseguem alfabetizar crianças na escola pública, contextos por eles percebidos como originários e propiciadores dos modos de ação didático-pedagógicos definidores de sua prática exitosa. Ancorada em um marco teórico-metodológico multirreferencial que envolveu, de modo especial, a abordagem histórico-cultural, o paradigma indiciário e os aspectos das histórias de vida, nossa investigação tomou como sujeitos três professoras dos primeiros anos do Ensino Fundamental que atuam em três escolas públicas da cidade de Natal-RN. Mediante múltiplas sessões de entrevistas semiestruturadas e entrelaçando o passado com o presente em narrativas, as professoras rememoraram seus percursos formativos e identificaram, no movimento íntimo de sua constituição pessoal e profissional, em que radicam os sentidos que orientam suas práticas e que se aproximam de significações sociais relativas às teorizações que compõem, na atualidade, um novo paradigma em relação à alfabetização. Compreendemos que a apropriação de modos próprios de funcionamento psíquico – de pensar, sentir, agir – constitui-se como uma conversão de modos sociais em modos individuais, como significação – constituição de sentidos em situações de relação social. Nessa perspectiva, encontramos os seguintes contextos de aprendizagem das ações de alfabetizar das professoras: em vivência na infância; vinculados à formação inicial e vinculados à formação continuada. Desvelamos ainda que desses/nesses contextos a constituição dos sentidos se mostra como: relacional; mediacional; dialógica; contraditória, nem sempre harmônica; multidimencional, ao envolver cognição, emoção e volição; singular e plural, por ser única, não repetível, múltipla e semelhante; e, por fim, imprevisível quanto ao momento de sua constituição, mas previsível quanto à sua natureza sígnica e dialógica. Os resultados do processo investigativo apontam que o processo de formação de professor é sempre histórico, social, longo, complexo, não completamente acabado nem precisamente definido; e que compreendendo melhor a constituição das professoras aventamos possibilidades teóricas de renovação das práticas da formação profissional de professores.

  • ANTONINO CONDORELLI
  • DERSU UZALA: Hibridação Homem-Natureza

  • Data: 02/09/2011
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  • Esta dissertação explora de que forma as hibridações entre ser humano e
    ambientes naturais não-urbanos contribuem para configurar as estratégias de
    atenção, de construção de conhecimento e de interação com o mundo do
    sujeito e como, recursivamente, as atitudes perceptivo-cognitivas e as
    maneiras de se aproximar do real, de imputar sentido aos fenômenos e de
    interagir com o ambiente praticadas pelo sujeito condicionam e contribuem
    para definir as hibridações entre humanos e não-humanos. Norteia essa
    exploração o conceito de híbrido que, inspirando-me em Bruno Latour (2008),
    concebo como uma associação entre elementos sem características inerentes,
    mutuamente imbricados, que se redefinem, recriam e reconfiguram
    reciprocamente. Utilizo como operadores cognitivos uma narrativa literária e
    uma cinematográfica: o livro autobiográfico Dersu Uzala, do escritor e
    explorador russo Vladimir Klavdievich Arseniev (1872-1930), publicado pela
    primeira vez em 1923, e o filme homônimo do diretor japonês Akira Kurosawa
    (1910-1998), lançado em 1975. Essas obras reconstroem três expedições
    realizadas por Arseniev no começo do século XX na região siberiana do Uçuri,
    tendo como guia o caçador nômade de etnia gold Dersu Uzala, com quem o
    escritor travou uma profunda amizade. A escolha de fazer dialogar no mesmo
    plano dois registros complementares de conhecimento, arte e ciência,
    fundamenta-se na concepção de Edgar Morin (2003b) da literatura e do cinema
    como escolas de vida e de complexidade humana, e na visão de Claude Lévi-
    Strauss (2007) da arte como modelo reduzido que favorece um olhar mais
    abrangente sobre os fenômenos. Inicialmente, relaciono minha pesquisa com
    os trabalhos de Silmara Lídia Marton (2008) e Samir Cristino de Souza (2009),
    que analisaram as estratégias de construção de conhecimento e interação com
    o mundo de um habitante da Lagoa do Piató (Município de Assú, Rio Grande
    do Norte), Francisco Lucas da Silva, e mostro algumas analogias entre estas e
    as de Dersu Uzala, sendo ambas produtos de determinadas hibridações com o
    ambiente. Em seguida, exploro as implicações cognitivas da amizade de
    Arseniev com o caçador gold, metáfora/encarnação do diálogo possível entre
    saberes de matrizes diferentes. Em um terceiro momento, dialogando com
    pensadores que se interrogaram sobre o trinômio homem-naturezarepresentações
    e com as narrativas de Arseniev (1997) e Kurosawa (1975),
    reflito sobre as ideias de híbrido, de humano e não-humano, de vivo e não-vivo,
    de proximidade e afastamento do sujeito de outros sistemas leitores do mundo,
    de relação direta e mediada com o real, de ambientes naturais urbanos e nãourbanos.
    Em seguida, incursiono no livro de Arseniev e no longa-metragem de
    Kurosawa, tentando identificar quais fatores mais contribuíram para configurar
    as estratégias de conhecimento e de interação com o ambiente manifestadas
    pelo explorador e pelo caçador gold e, recursivamente, de que forma tais
    estratégias contribuíram para definir suas hibridações com o ambiente
    siberiano. Por último, a partir das reflexões tecidas ao longo do trabalho, me
    interrogo sobre o que elas podem nos dizer sobre nossa forma de interagir com
    a natureza não-humana e sobre o diálogo entre diversas formas de perceber,
    conhecer e relacionar-se com o mundo.

  • LUISA DE MARILLAC RAMOS SOARES
  • HABITUS, REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E A CONSTRUÇÃO DO SER PROFESSORA DA EDUCAÇÃO INFANTIL DA CIDADE DE CAMPINA GRANDE – PB.

  • Data: 31/08/2011
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  • Apresentam-se aqui os resultados de uma pesquisa cujos objetivos foram identificar a representação social do ser professor da educação infantil em Campina Grande – PB, nas redes públicas estadual e municipal, e detectar os esquemas mentais estruturantes de um possível habitus professoral dos docentes da educação infantil, que estariam na base da construção dessa representação. Como referencial teórico básico, adotou-se o modelo desenvolvido por Domingos Sobrinho (1998, 2000, 2003, 2010, 2011), que articula a Teoria das Representações Sociais, de Serge Moscovici, e os fundamentos e conceitos da Praxiologia de Pierre Bourdieu. Fundamenta-se, também, na Teoria do Núcleo Central, cujo enfoque é a abordagem estrutural da representação social. Dessa forma, põe-se em evidência a dinâmica relacional e simbólica, através da qual os indivíduos entram em contato, descrevem, compreendem e reproduzem o mundo exterior à sua imagem e semelhança. Participaram da pesquisa 199 professoras das creches e pré-escolas municipais de Campina Grande – PB e 109 das estaduais. Os métodos e técnicas utilizados foram: a) observação participante do cotidiano das professoras das creches e pré-escolas; b) entrevista semi-estruturada; c) associação livre de palavras com a expressão indutora „ser professor da educação infantil é...’; e d) questionário semi-estruturado. Os dados foram analisados, no caso das entrevistas, com a ajuda da análise categorial de conteúdo, conforme Bauer (2010); as associações-livres, por meio do software Ensemble de Programmes Permettant L‟analyse des Evocations (EVOC), proposto por Vergès (2002), que combina frequência e ordem média de evocação; os dados do questionário com o auxílio do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS). Constatou-se a existência de uma única representação social compartilhada pela população pesquisada, embora seu conteúdo estruture-se de modo diferenciado. Para as docentes municipais, a centralidade do conteúdo é dada pelos elementos compromisso, dedicação, responsabilidade, gratificante e para as docentes estaduais essa gira em torno dos elementos amor, paciência, gratificante e responsabilidade. Conclui-se, também, que a mesma é construída fundamentalmente com base nos referentes produzidos por um habitus religioso e um habitus maternal os quais fazem parte da gênese de constituição do habitus professoral em foco, dentre outros referentes culturais de influência secundária. Ser professora da educação infantil na realidade pesquisada materializa-se nas práticas do educar, mas também, do cuidar, numa clara fusão do papel de professora e mãe.

  • MARCIA BARBOSA DA SILVA
  • O LUGAR DO ESTUDO DAS MÍDIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NUMA PERSPECTIVA EMANCIPATÓRIA.

  • Data: 30/08/2011
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  • As mídias exercem na atualidade a dupla função de estruturação física e simbólica
    da organização social. É através das mídias que as empresas têm realizado o
    controle e a distribuição de sua produção. É através não só das mídias, mas
    principalmente por elas, também, que circulam e se legitimam determinadas visões
    de mundo. O acesso aos bens materiais e simbólicos se tornou um marco de
    distinção social. O projeto de uma sociedade mais democrática passa também pelo
    preparo de seus cidadãos para serem capazes tanto de lidarem com os produtos
    midiáticos que já circulam, como de elaborar produtos midiáticos numa perspectiva
    crítica. Esta pesquisa partiu da necessidade de compreensão sobre qual o lugar que
    esse estudo das mídias ocupa na formação de professores das séries iniciais, uma
    vez que as crianças já se encontram mergulhadas num mundo midiático desde a
    mais tenra idade. A pesquisa mostrou que este lugar está em construção e apesar
    das condições adversas existentes, as práticas emancipatórias estão em gestação.
    A pesquisa se pautou pelo estudo das mídias na formação de professores numa
    perspectiva emancipatória. Essa perspectiva se desenvolve num tempo, que neste
    caso, se mostrou lento e fragmentado, mas não inexistente. O processo de formação
    docente é atravessado por condições de trabalho e políticas educacionais que
    dificultam tanto o trabalho com as mídias na escola, quanto o avanço na
    compreensão crítica das mídias. Mostrou que as ofertas de formação, ainda que
    nestas condições, conseguem acrescentar camadas de sentido mais críticas. A
    perspectiva emancipatória também inclui uma reflexão sobre as práticas. Essas
    práticas estão em gestação, a pesquisa procurou oferecer subsídios para uma
    proposta de estudo das mídias nessa perspectiva.

  • RIDALVO MEDEIROS ALVES DE OLIVEIRA
  • CUSTO SOCIAL DE OPORTUNIDADE NA TRAJETÓRIA DE ACESSO AO ENSINO SUPERIOR: O CASO DOS INGRESSANTES NA UFRN NOS VESTIBULARES DE 2006 A 2010.

  • Data: 30/08/2011
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    O acesso é um problema do ensino superior no Brasil que existe desde a formalização deste, ocorrida após a instalação da corte portuguesa no país, em 1808. Somente 10% dos jovens entre 18 e 24 anos de idade frequentavam esse nível de ensino no ano 2000, chegando em 2010 a apenas 15%, muito distante do que determinava o Plano Nacional de Educação em 2001: triplicar aquele percentual até o ano 2010. Além disso, a maioria das vagas das IES públicas é preenchida por alunos provenientes da rede privada, principalmente nos cursos de alta demanda. Nesse contexto, o presente estudo objetiva identificar os custos relacionados com as trajetórias dos estudantes que obtiveram sucesso no vestibular da UFRN nas edições de 2006 a 2010. Apresenta uma retrospectiva do ensino superior no Brasil, um breve histórico do vestibular, bem como das novas formas de acesso, e algumas das políticas de ampliação desse acesso, destacando o Argumento de Inclusão da UFRN. Focando o tema central do trabalho, são apresentados os conceitos de custos de oportunidade e sociais. Após coletar dados através de um questionário e de consultas aos bancos de dados da COMPERVE, foi desenvolvida a pesquisa de caráter descritivo e analítico, com a participação de 3.995 alunos, dos quais 1.642 (41,1%) cursaram o ensino médio em escolas da rede pública, e 2.078 (52%) em escolas da rede privada. O perfil indica que 90% são solteiros; cerca de 50% tem até 21 anos de idade, são de cor branca e do sexo feminino. Na trajetória de preparação para o vestibular, 80% escolheram o curso durante ou após a conclusão do último ano do ensino médio, e quase 70% afirmaram ter iniciado a preparação nessa mesma época. Descobertas relacionadas aos custos envolvidos com essa preparação apontam que: na maioria dos casos houve desembolsos com mensalidades escolares e cursinhos, e com a aquisição de livros e outros materiais, sendo os pais os principais responsáveis por esse custeio; o valor desembolsado mensalmente foi de até R$ 300 para 64% dos respondentes e, para apenas 7% destes ultrapassou R$ 1.000; os principais custos não-financeiros se caracterizaram pelas seguintes renúncias: oportunidades de empregos (24%) ou trabalhos temporários (20%); frequentar cursos de idiomas (26%); atividades de lazer (48%); viagens de lazer (43%); e festas e/ou shows (54%). Dos investimentos sociais por parte do governo, destacam-se a renúncia fiscal na concessão de bolsas de estudo em IES privadas, a concessão de isenção de taxa de inscrição do vestibular, os cursinhos preparatórios da UFRN, e a realização de seminários pela COMPERVE/UFRN com as redes de ensino médio. A partir da junção dos custos de oportunidade (custos privados) com os custos sociais (custos públicos), surge um novo conceito: o de custo social de oportunidade, que mede o esforço conjunto das famílias e do governo para o financiamento da oportunidade de acesso ao ensino superior de um indivíduo. Esse conceito pode e deve ser incorporado como um vetor estratégico para a causa da universidade democrática, que reflete o modelo de sociedade que se busca.
    Palavras-chave: Acesso. Ensino Superior. Custo de Oportunidade. Custo Social. Custo Social de Oportunidade.

    O acesso é um problema do ensino superior no Brasil que existe desde a formalização deste, ocorrida após a instalação da corte portuguesa no país, em 1808. Somente 10% dos jovens entre 18 e 24 anos de idade frequentavam esse nível de ensino no ano 2000, chegando em 2010 a apenas 15%, muito distante do que determinava o Plano Nacional de Educação em 2001: triplicar aquele percentual até o ano 2010. Além disso, a maioria das vagas das IES públicas é preenchida por alunos provenientes da rede privada, principalmente nos cursos de alta demanda. Nesse contexto, o presente estudo objetiva identificar os custos relacionados com as trajetórias dos estudantes que obtiveram sucesso no vestibular da UFRN nas edições de 2006 a 2010. Apresenta uma retrospectiva do ensino superior no Brasil, um breve histórico do vestibular, bem como das novas formas de acesso, e algumas das políticas de ampliação desse acesso, destacando o Argumento de Inclusão da UFRN. Focando o tema central do trabalho, são apresentados os conceitos de custos de oportunidade e sociais. Após coletar dados através de um questionário e de consultas aos bancos de dados da COMPERVE, foi desenvolvida a pesquisa de caráter descritivo e analítico, com a participação de 3.995 alunos, dos quais 1.642 (41,1%) cursaram o ensino médio em escolas da rede pública, e 2.078 (52%) em escolas da rede privada. O perfil indica que 90% são solteiros; cerca de 50% tem até 21 anos de idade, são de cor branca e do sexo feminino. Na trajetória de preparação para o vestibular, 80% escolheram o curso durante ou após a conclusão do último ano do ensino médio, e quase 70% afirmaram ter iniciado a preparação nessa mesma época. Descobertas relacionadas aos custos envolvidos com essa preparação apontam que: na maioria dos casos houve desembolsos com mensalidades escolares e cursinhos, e com a aquisição de livros e outros materiais, sendo os pais os principais responsáveis por esse custeio; o valor desembolsado mensalmente foi de até R$ 300 para 64% dos respondentes e, para apenas 7% destes ultrapassou R$ 1.000; os principais custos não-financeiros se caracterizaram pelas seguintes renúncias: oportunidades de empregos (24%) ou trabalhos temporários (20%); frequentar cursos de idiomas (26%); atividades de lazer (48%); viagens de lazer (43%); e festas e/ou shows (54%). Dos investimentos sociais por parte do governo, destacam-se a renúncia fiscal na concessão de bolsas de estudo em IES privadas, a concessão de isenção de taxa de inscrição do vestibular, os cursinhos preparatórios da UFRN, e a realização de seminários pela COMPERVE/UFRN com as redes de ensino médio. A partir da junção dos custos de oportunidade (custos privados) com os custos sociais (custos públicos), surge um novo conceito: o de custo social de oportunidade, que mede o esforço conjunto das famílias e do governo para o financiamento da oportunidade de acesso ao ensino superior de um indivíduo. Esse conceito pode e deve ser incorporado como um vetor estratégico para a causa da universidade democrática, que reflete o modelo de sociedade que se busca.

     

  • KILZA FERNANDA MOREIRA DE VIVEIROS
  • O INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA À INFÂNCIA: SAÚDE E EDUCAÇÃO DA CRIANÇA MARANHENSE (1911-1922).

  • Data: 29/08/2011
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  • Este trabalho se propõe a estudar a institucionalização da infância em São Luís por meio do Instituto de Assistência à Infância do Maranhão. Objetiva identificar e configurar a implantação e trajetória do Instituto de Assistência à Infância do Maranhão de 1911 a 1922, focalizando as circunstâncias sócio históricas em que se dava a saúde e a educação das crianças desvalidas de São Luís evidenciando sua finalidade e suas repercussões. O recorte temporal se justifica pela implantação e fundação do instituto, assim como pelo estabelecimento dos segmentos de assistência à criança desvalida originadas a partir do mesmo. Atrelado a um modelo de assistência mediado pelo saber médico, esse instituto foi organizado com finalidades educativas de atendimento à criança pobre a partir da experiência de instituto semelhante criado na cidade do Rio de Janeiro. Assim, construímos a tese de que a institucionalização da infância em São Luís se estrutura através de práticas higienistas mediante a organização do campo médico. Para tal análise usamos como fonte o jornal A pacotilha, o regulamento do Instituto de Assistência à Infância do Maranhão e os relatórios da Instituição. Utilizamos os pressupostos teórico-metodológicos de análise documental (LE GOFF, 2003), trazendo à reflexão o campo médico (BOURDIEU, 1989), a higiene (PEIXOTO, 1923), a infância (ÀRIES, 1981) e instituição (SAVIANI, 2007). Esses pressupostos e a análise das fontes nos permitiram compreender que: a relação do Instituto de Assistência à Infância do Maranhão com o projeto de normalização da sociedade defendido por representantes das elites intelectuais e por autoridades do país que pretendia eliminar as desordens de cunho social, físico e moral nos centros urbanos; a articulação do campo médico social às finalidades sociais do Instituto de Assistência à Infância; a elaboração de um discurso médico-higienista e educativo de caráter político objetivando a consolidação do campo médico na sociedade ludovicense; a organização da creche, da maternidade Benedito Leite, do Hospital Infantil Dr. Moncorvo Filho e da escola de enfermagem que através do Instituto de Assistência à Infância ratifica a autoridade do saber médico na consolidação desse campo em São Luís. Assim, concluímos que o instituto foi de grande importância para institucionalização da infância ludovicence através das ações organizadas pelo saber médico, bem como foi através dele que o campo médico se consolidou nessa sociedade a partir do início do século XX. Este estudo também deixa indicativos para novas pesquisas.
    Palavras-chave: Campo Médico. Infância. Assistência. Instituição.
    Este trabalho se propõe a estudar a institucionalização da infância em São Luís por meio do Instituto de Assistência à Infância do Maranhão. Objetiva identificar e configurar a implantação e trajetória do Instituto de Assistência à Infância do Maranhão de 1911 a 1922, focalizando as circunstâncias sócio históricas em que se dava a saúde e a educação das crianças desvalidas de São Luís evidenciando sua finalidade e suas repercussões. O recorte temporal se justifica pela implantação e fundação do instituto, assim como pelo estabelecimento dos segmentos de assistência à criança desvalida originadas a partir do mesmo. Atrelado a um modelo de assistência mediado pelo saber médico, esse instituto foi organizado com finalidades educativas de atendimento à criança pobre a partir da experiência de instituto semelhante criado na cidade do Rio de Janeiro. Assim, construímos a tese de que a institucionalização da infância em São Luís se estrutura através de práticas higienistas mediante a organização do campo médico. Para tal análise usamos como fonte o jornal A pacotilha, o regulamento do Instituto de Assistência à Infância do Maranhão e os relatórios da Instituição. Utilizamos os pressupostos teórico-metodológicos de análise documental (LE GOFF, 2003), trazendo à reflexão o campo médico (BOURDIEU, 1989), a higiene (PEIXOTO, 1923), a infância (ÀRIES, 1981) e instituição (SAVIANI, 2007). Esses pressupostos e a análise das fontes nos permitiram compreender que: a relação do Instituto de Assistência à Infância do Maranhão com o projeto de normalização da sociedade defendido por representantes das elites intelectuais e por autoridades do país que pretendia eliminar as desordens de cunho social, físico e moral nos centros urbanos; a articulação do campo médico social às finalidades sociais do Instituto de Assistência à Infância; a elaboração de um discurso médico-higienista e educativo de caráter político objetivando a consolidação do campo médico na sociedade ludovicense; a organização da creche, da maternidade Benedito Leite, do Hospital Infantil Dr. Moncorvo Filho e da escola de enfermagem que através do Instituto de Assistência à Infância ratifica a autoridade do saber médico na consolidação desse campo em São Luís. Assim, concluímos que o instituto foi de grande importância para institucionalização da infância ludovicence através das ações organizadas pelo saber médico, bem como foi através dele que o campo médico se consolidou nessa sociedade a partir do início do século XX. Este estudo também deixa indicativos para novas pesquisas.

  • MARCUS VINICIUS DE FARIA OLIVEIRA
  • PENSAMENTO TEÓRICO E FORMAÇÃO DOCENTE: apropriação de saberes da tradição lúdica na perspectiva da teoria da formação das ações mentais por etapas de P. Ya. Galperin
  • Data: 24/08/2011
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  • O estudo investigou a possibilidade de se organizar uma unidade didática para formação da habilidade de identificar e explicar os jogos populares tradicionais no processo de formação do licenciado em educação Física. Teve como premissa básica a tese formulada Piorte Yakovleviche Galperin que a condição fundamental que determina o modo de pensar do aluno e que estrutura o pensamento teórico, se dá a partir do método de organização da atividade as quais formam a base orientadora das habilidades que se assimila. A partir deste prssuposto o estudo defendeu a tese de que os conteúdos dos jogos populares tradicionais podem ser organizados segundo o enfoque sistêmico funcional-estrutural como via para se planejar uma unidade didática que contribua com o desenvolvimento do pensamento teórico e com o desenvolvimento profissional dos licenciando em Educação Física. Neste sentido, o objetivo geral foi estudar e desenvolver uma proposta de formação da habilidade de identificar e explicar os jogos populares tradicionais para professores de educação física orientada a contribuir com o desenvolvimento do pensamento teórico. No processo de construção da tese, em um primeiro momento determinou-se a invariante conceitual do conteúdo dos jogos populares tradicionais, a partir do método de análise da atividade. Logo em seguida, organizou-se o conteúdo do jogos populares tradicionais segundo o enfoque sistêmico funcional-estrutural, revelado as propriedades essenciais, os elementos e níveis de relação. Estes procedimentos forneceram elementos para a construção do conceito jogos populares tradicionais, que por sua vez foi a base para o planejamento de uma unidade didática para a formação da habilidade em estudo. Essas estratégias possibilitam se construir um conjunto de proposições para argumenar a tese que defendemos na pesquisa. Como resultdo para os avanços no conhecimento da formação do profissional de educação física o estudo apresentou as seguintes contribuições: formulou uma proposta de ensino para desenvolver a habilidade de identificar jogos populares tradicionais enquanto contribuição histórico-cultural e de desenvolvimento do indivíduo na formação inicial do professor de educação física, sintonizada com as demandas formativas e de aproveitamento de conhecimento que esse nível de ensino exige, e definiu e organizou o conhecimento dos jogos populares tradicionais o que possibilita um ensino capaz de elevar as capacidades cognoscitivas e o pensamento teórico da personalidade do licenciando em Educação Física.
  • MARIA APARECIDA DA SILVA FERNANDES
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    DA RESISTÊNCIA À AÇÃO POLÍTICA, A EDUCAÇÃO PELO CONSENSO:
    a ação educativa de Pe. Sabino em Mãe Luiza – Natal/RN

    DA RESISTÊNCIA À AÇÃO POLÍTICA, A EDUCAÇÃO PELO CONSENSO:a ação educativa de Pe. Sabino em Mãe Luiza – Natal/RN

     

  • Data: 19/08/2011
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    Este trabalho debruça-se sobre uma metodologia de ação desencadeada por Pe.
    Sabino Gentili, em Mãe Luiza, bairro periférico da cidade de Natal-RN, que
    potencializou a participação social em torno do que Castells chama de identidade de
    projeto. A percepção da existência de ações coletivas, focadas na constituição de
    sujeitos – na perspectiva de Alain Touraine – se dão de modo contínuo em um bairro
    popular cuja história é marcada por conflitos, relacionados, principalmente, à
    resistência pela permanência no espaço habitado. Defende-se que houve a
    apropriação de uma identidade de resistência, já presente na comunidade de Mãe
    Luiza, de modo a canalizá-la para a construção de uma identidade de projeto,
    através de uma metodologia implícita que foi identificada como uma Pedagogia do
    Consenso, calcada nos conceitos de diálogo e de participação de Paulo Freire.
    Assim, por meio da pesquisa qualitativa, utilizando de instrumentos como entrevistas
    semiestruturadas e fontes documentais, buscou-se descrever a intencionalidade da
    ação de um ator social e as estratégias políticas e educativas que perpassam a ação
    coletiva com vistas à mudança social, observando os elementos presentes nessa
    ação que propiciaram a continuidade de processos organizativos e participativos em
    meio à dinâmica própria do bairro de Mãe Luiza.
    Palavras-chave: Ação coletiva. Ator social. Participação. Diálogo.

    Este trabalho debruça-se sobre uma metodologia de ação desencadeada por Pe.Sabino Gentili, em Mãe Luiza, bairro periférico da cidade de Natal-RN, quepotencializou a participação social em torno do que Castells chama de identidade deprojeto. A percepção da existência de ações coletivas, focadas na constituição desujeitos – na perspectiva de Alain Touraine – se dão de modo contínuo em um bairropopular cuja história é marcada por conflitos, relacionados, principalmente, àresistência pela permanência no espaço habitado. Defende-se que houve aapropriação de uma identidade de resistência, já presente na comunidade de MãeLuiza, de modo a canalizá-la para a construção de uma identidade de projeto,através de uma metodologia implícita que foi identificada como uma Pedagogia doConsenso, calcada nos conceitos de diálogo e de participação de Paulo Freire.Assim, por meio da pesquisa qualitativa, utilizando de instrumentos como entrevistassemiestruturadas e fontes documentais, buscou-se descrever a intencionalidade daação de um ator social e as estratégias políticas e educativas que perpassam a açãocoletiva com vistas à mudança social, observando os elementos presentes nessaação que propiciaram a continuidade de processos organizativos e participativos emmeio à dinâmica própria do bairro de Mãe Luiza.

     

  • NARLA SATHLER MUSSE DE OLIVEIRA
  • VIVÊNCIAS LUDOPOIÉTICAS NO JOGO DE AREIA: A TATILIDADE NA AUTOFORMAÇÃO HUMANESCENTE

  • Data: 19/08/2011
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  • Este estudo apresenta a as vivências ludopoiéticas no Jogo de Areia e a expressão da tatilidade na autoformação humanescente de futuros professores de Geografia. O objetivo geral foi Analisar e interpretar como a tatilidade nas vivências ludopoiéticas com o Jogo de Areia facilita o sentipensar e impulsiona a autoformação humanescente. A pesquisa de abordagem qualitativa segue os princípios da pesquisa-ação existencial, numa perspectiva etnofenomenológica, que considera os estudos da etnografia e da fenomenologia com a etnometodologia. Neste estudo utilizamos a rocha sedimentar denominada de arenito e seus grãos minerais como operadora cognitiva para dinamizar as discussões das vivências ludopoiéticas no Jogo de Areia. Participaram da pesquisa alunos da Licenciatura em Geografia do IFRN. Para alcançar os objetivos da pesquisa foram organizados encontros vivenciais presenciais e encontros virtuais. As vivências ludopoiéticas no Jogo de Areia revelaram a repercussão da tatilidade para a autoformação humanescente, evidenciando a importância do tocar para o apreender e vivenciar o mundo com beleza, alegria e sensibilidade. Estas vivências evidenciaram as propriedades do sistema ludopoiético, os fios da corporeidade e o significado do sentipensar da tatilidade como fenômeno que impulsiona a autoformação humanescente, evidenciado pela etnofenomenologia. Os dados foram obtidos por meio do Jogo de Areia, da escuta sensível, do diário vivencial, do registro fotográfico e de filmagens. No processo de análise dos dados desvelaram-se os princípios etnofenomenológicos da experiencialidade, indicialidade, reflexividade, auto-organizabilidade, filiabilidade, arquetipalidade e humanescencialidade. O Jogo de Areia favorece, por meio da tatilidade, a conscientização da condição do ser, retoma histórias de vida, proporcionando a construção do conhecimento de forma significativa e contextual.

  • ANA TERESA SILVA SOUSA
  • A díade saberes e práticas docentes: um estudo de suas inter-relações.
  • Data: 16/08/2011
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  • O estudo que apresentamos, intitulado A díade saberes e práticas docentes: um estudo de suas inter-relações, trata da relação entre os saberes conceituais de professor e docência e as práticas docentes. Teve como objetivo investigar a relação entre os significados conceituais relativos a professor e docência e a prática docente de três (03) professoras do Ensino Fundamental que atuam em escolas públicas da cidade do Natal. Realizamos uma pesquisa colaborativa, de natureza qualitativa, com foco na colaboração e reflexão crítica, tendo os princípios da teoria sócio-histórica e a metodologia conceitual de Ferreira (2009) como suporte analítico para as reflexões que realizamos sobre os conceitos de professor e docência, assim como sobre a arqueologia desses conceitos. Fizemos uso dos seguintes procedimentos metodológicos: Autobiografias de Formação, Ciclos de Estudos Reflexivos, Observação Colaborativa e Sessões Reflexivas. O corpus de análise se constituiu das informações obtidas por meio desses procedimentos metodológicos, acrescidos do processo colaborativo reflexivo e crítico. Os estudos que realizamos permitiram ampliar nosso conhecimento relativo ao significado conceitual de professor e de docência, porém nem todas nós conseguimos (re)elaborar esses significados no estágio conceitual, fato compreensível se voltarmos o olhar para as nossas Autobiografias de Formação, as quais revelaram que o processo de elaborar conceitos não fez parte do nosso percurso formativo. Os momentos dedicados para tal finalidade não foram suficientes porque esse processo de elaboração de conceitos demanda tempo e um longo aprendizado, nem sempre atingido de uma só etapa de estudo, fato comprovado nos estágios diferenciados de nossas elaborações conceituais. As práticas docentes que analisamos caracterizaram-se como predominantemente heterogêneas, fundamentadas ora nos significados dos conceitos de professor e de docência, internalizados anteriormente, ora nos (re)elaborados, determinando muitas vezes situações conflituosas e contraditórias. Quanto ao processo reflexivo colaborativo vivenciado por nós durante as Sessões Reflexivas, a predominância foi da reflexão técnica e prática, mas em alguns momentos refletimos criticamente sobre as práticas docentes, graças à instauração do processo de colaboração por nós vivenciado. Destacamos a importância que tem a pesquisa colaborativa para formação e desenvolvimento profissional de professores de modo geral. No caso desta pesquisa, crescemos como profissionais e enquanto pessoas, aprendendo juntas a refletir colaborativamente, argumentar, contra-argumentar, reformular concepções e conceitos, objetivando a transformação de nossa prática docente.

  • HOSTINA MARIA FERREIRA DO NASCIMENTO
  • Círculo de ação-reflexão-ação: uma possibilidade praxiológica para a prática pedagógica da formação de professores.

  • Data: 15/08/2011
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  • Considerando o diálogo como um ato gnosiológico e o professor como um
    pesquisador de sua prática, esta tese aborda a contribuição do pensamento de
    Paulo Freire para a formação de professores, analisando uma intervenção realizada
    no Curso de Pedagogia voltado para a formação de professores em serviço através
    do Programa Especial de Formação Profissional Para a Educação Básica
    (PROFORMAÇÃO) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). A
    partir das ideias freireanas de educação problematizadora, ação-reflexão-ação,
    conscientização e da análise da intervenção, defendo que a dinâmica de construção
    coletiva de conhecimentos - três momentos pedagógicos (ANGOTTI, DELIZOICOV e
    PERNAMBUCO) - quando intermediada pela reflexão individual proporcionada pelo
    registro escrito, permite o desenvolvimento de três importantes dimensões do
    conhecimento sobre a prática pedagógica: a observação e auto-observação; a
    compreensão das teorias que fundamentam a ação; e a teorização. Assim, a
    formação inicial e permanente de professores pode materializar seu compromisso
    político numa ação concreta, coletiva e participativa de conscientização e
    transformação da realidade da prática pedagógica na escola, desenvolvendo-se
    como um verdadeiro círculo de ação-reflexão-ação

  • MARIA DO SOCORRO DA SILVA BATISTA
  • A TEMÁTICA AMBIENTAL NA EDUCAÇÃO SUPERIOR:  POLÍTICAS, GESTÃO ACADÊMICA E PROJETOS DE FORMAÇÃO NOS CURSOS DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE.

  • Data: 15/08/2011
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  • O estudo sobre a Temática Ambiental na Educação Superior – políticas, gestão acadêmica e projetos de formação nos cursos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, foi realizado com o objetivo de analisar a inserção da educação ambiental na educação superior, a partir do que determinam as principais políticas ambientais no Brasil, formuladas nas três últimas décadas, tendo como campo empírico a UERN. Para a realização da pesquisa, utilizamos como procedimentos metodológicos revisão bibliográfica e análise documental centrada nos documentos gerais das políticas de meio ambiente e educação ambiental, bem como documentos relativos ao campo empírico da pesquisa: o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI); as matrizes curriculares e os projetos pedagógicos de cursos de graduação selecionados. Realizou-se, também, entrevistas com docentes, gestores e um técnico da Instituição. A análise foi desenvolvida a partir da perspectiva histórica e dialética, buscando compreender os fatos em sua totalidade. Os resultados analisam o aprofundamento da crise ambiental intensificada pelo desenvolvimento histórico do capitalismo que na atualidade se expressa sob o processo de globalização. Demonstram ainda que as políticas ambientais implementadas trouxeram novas demandas formativas para as instituições educativas (escolas e universidades), exigindo destas um compromisso com a inserção da temática no âmbito da formação. Apesar disto, o tema meio ambiente é pouco referenciado no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI/UERN), ainda que as entrevistas realizadas tenham demonstrado clareza conceitual sobre à sua importância e do papel da universidade quanto à sua mediação no contexto local. As ações desenvolvidas se caracterizam por iniciativas pontuais e descontínuas. Entre outros fatores, essa realidade é determinada pela estrutura compartimentalizada da universidade e excessiva valorização da chamada formação específica. Porém, incide também sobre esse processo os determinantes das políticas educacionais em curso que, através de mecanismos diversos, como a ênfase na competitividade e uma concepção de adequação da educação ao mercado de trabalho, tencionam as instituições educativas a se adequarem às suas diretrizes políticas. Verificou-se  que, em função da ausência de autonomia financeira, a instituição busca aporte financeiro em órgãos externos, sendo suas ações pautadas pelos objetivos expressos em editais, principalmente no que se refere à pesquisa e à extensão. A análise sobre a inserção da temática nos projetos pedagógicos dos cursos demonstrou que prevalece a disciplinarização do conhecimento, sendo que na maioria dos cursos, as disciplinas relativas ao meio ambiente e educação ambiental é de caráter optativo. O projeto pedagógico do curso de pedagogia apresenta uma experiência diferenciada e, ao nosso entendimento, mais avançada, porém mantém o mesmo viés metodológico, observado nos demais cursos, concentrando o estudo da temática em uma área específica de aprofundamento de estudos – a educação ambiental. Consideramos que, mesmo no contexto analisado, as iniciativas existentes atualmente na UERN se apresentam como relevantes.  Ainda que não se constituam uma intervenção da Universidade de forma articulada na problemática ambiental local, expressam que a comunidade acadêmica não está alheia à temática atuando sobre a mesma a partir da capilaridade da qual é detentora, da subjetividade de cada segmento acadêmico e das possibilidades postas pela realidade concreta.

  • JOSENEIDE SOUZA PESSOA DOS SANTOS
  • AS RELAÇÕES ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO NO PROCESSO DE EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL:  DEMOCRATIZAÇÃO OU MERCANTILIZAÇÃO?

  • Data: 05/08/2011
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  • O presente estudo analisa a expansão do ensino superior brasileiro, investigando como os setores público e o privado se inserem nesse processo, tomando como dimensões de análise a filantropização, a democratização e a mercantilização. O estudo teve por objetivo geral analisar a dinâmica da expansão do ensino superior no Brasil, investigando como se configura a imbricação entre o público e o privado neste processo. Mais especificamente procurou-se: a) compreender o processo de participação dos setores público não-estatal, estatal e privado com fins lucrativos na expansão do ensino superior; b) analisar os limites entre a democratização e a mercantilização no processo de expansão do ensino superior; c) analisar os mecanismos que expressam a privatização no processo de expansão do ensino superior; d) investigar, em um programa do governo, como se materializa a imbricação entre o público e o privado, na expansão do ensino superior. No desenvolvimento do estudo, adotou-se como caminho teórico-metodológico, a perspectiva histórico-crítica, porque considera-se que ela permite compreender as mediações que se estabelecem entre o objeto da investigação e o contexto histórico no qual ele se desenvolve, favorecendo, desse modo, a verdadeira explicação do objeto estudado. No que se refere aos procedimentos técnicos, adotou-se a pesquisa bibliográfica, documental e, também, buscou-se dados secundários, obtidos em sítios dos principais órgãos governamentais (INEP, SISPROUNI, INEP, PNUD; IBGE) que produzem estatísticas sobre o ensino superior e de mantenedoras de instituições privadas de ensino superior a exemplo da ABMES e do Tribunal de Contas da União, dentre outros. Os resultados do estudo delinearam um quadro que permite constatar que vem ocorrendo, no país, um processo de expansão do ensino superior, marcado pela participação articulada dos setores público estatal, privado com fins lucrativos e privado sem fins lucrativos, mas com prevalência, notadamente, nos últimos anos, do setor privado com fins lucrativos. Em decorrência, conclui-se que esse processo de expansão não pode ser considerado como dimensão da democratização porque ocorre mediante mecanismos que se afastam da educação como direito para situar-se no âmbito do mercado, transfigurando o direito em um serviço que é apropriado por relações mercantis. 

  • DEBORA MARIA DO NASCIMENTO
  • SABERES DOCENTES NA ORGANIZAÇÃO DO ENSINO-APRENDIZAGEM: UMA CONSTRUÇÃO REFLEXIVA COM PROFESSORAS DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Data: 06/07/2011
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  • O presente estudo tem como objetivo analisar com professoras do ensino fundamental os saberes mobilizados na organização do processo de ensino-aprendizagem e suas implicações na dinamização desse processo. A investigação foi desenvolvida com duas professoras dos anos iniciais do ensino fundamental de uma escola pública do município de Pau dos Ferros-RN. Adota como fundamento a noção de saber como um conjunto de relações individuais e sociais que os sujeitos mantêm com o mundo e consigo mesmo, na relação com o ensinar e o aprender. Considera, ainda, que tais saberes são processos mediados, (re)construídos e mobilizados pelo exercício da reflexão, em contextos dialógicos e interacionais na relação com o outro. A abordagem colaborativa foi o referencial teórico-metodológico que orientou o processo de investigação-formação. Ao escolher a investigação colaborativa como orientação do caminho investigativo, parte do pressuposto de que a reflexão crítica e colaborativa desenvolvida com as professoras dos anos iniciais do ensino fundamental contribui para explicitar e ressignificar os sentidos atribuídos aos saberes que estas mobilizam na organização do ensino-aprendizagem e suas implicações nesse processo. Os resultados do processo investigativo e reflexivo desenvolvido com as professoras demonstram que os saberes da trajetória familiar, escolar, acadêmica, profissional e do trabalho vivido constituem o saber-ser docente, e que esses saberes implicam-se na dinâmica do processo de ensinar-aprender, mas nem sempre as professoras tomam consciência deles. A reflexão crítica e colaborativa, mediada pelas ações do descrever, informar, confrontar e reconstruir, oportunizou às partícipes da pesquisa a percepção dos saberes de si e do outro, das dificuldades e das possibilidades na organização do processo de ensino-aprendizagem.

  • MARIA DA CONCEICAO BEZERRA VARELLA
  • TRILHAS DA INCLUSÃO ESCOLAR PERCORRIDAS POR UMA ALUNA COM PARALISIA CEREBRAL NA EJA: CONCEPÇÕES E PRÁTICAS

  • Data: 04/07/2011
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  • Nesta pesquisa qualitativa se discute as trilhas da inclusão escolar percorridas por uma aluna com paralisia cerebral, que denominamos LIZ, e que foi o sujeito referência deste estudo. Para a representação das paisagens encontradas, segue-se por caminhos históricos, políticos e pedagógicos, recolhendo-se através do método de estudo de caso, referências do atual contexto educacional brasileiro, analisando-se, quais as concepções atribuídas à inclusão e as práticas pedagógicas desenvolvidas por gestores e professores de uma escola regular da Cidade do Natal/RN. O marco teórico foi fundamentado a partir das ideias centrais de Vygotski (1991; 1997; 2004), seus seguidores, dentre outros. Foi essencial trazer para este caminhar investigativo uma pesquisa bibliográfica que dialogasse com os aspectos mais relevantes da abordagem histórico-cultural, ressaltando os pressupostos de uma tendência progressista de educação, que promove o envolvimento do sujeito em sua ação no mundo e para o mundo. Dessa forma, foi necessário, buscar respaldo teórico na Tecnologia Assistiva e na comunicação alternativa, no sentido de mostrar a importância do estabelecimento de comunicações outras, que fujam do padrão convencionalmente estabelecido pela escola. Neste itinerário recorreu-se a procedimentos para a construção de dados, como: a observação; a realização de entrevistas semi-estruturadas e questionários; e, a análise de documentos que respaldam e legitimam a inclusão, além do permanente registro em diários de campo. Nas trilhas de acesso a essa paisagem adentrou-se na educação de jovens e adultos procurando estabelecer um diálogo dessa modalidade com a Educação Especial. Verificou-se, ainda, que há grande fragilidade nas políticas da Educação de Jovens e Adultos. Dentre os resultados obtidos foram levantadas discussões acerca de um novo cenário onde a EJA desponta como modalidade de destaque nas relações estabelecidas pelo processo de inclusão escolar. Foram alvos de reflexões: a sistemática de planejamento e avaliação, a articulação pedagógica entre os professores da educação de jovens e adultos e das ações da sala de recursos multifuncionais e, a importância da formação continuada dos educadores envolvidos. Considerou-se, assim, que as mediações necessárias à inclusão escolar podem ser sustentadas se os caminhantes envolvidos estiverem em permanente contato com a natureza de uma proposta da Educação Especial na perspectiva inclusiva.

  • CLAUDIA ROSANA KRANZ
  • Os jogos com regras na educação matemática inclusiva.

  • Data: 01/07/2011
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  • O presente estudo teve por objetivo analisar a utilização dos jogos com regras no trabalho
    com Educação Matemática em classes regulares inclusivas do Ensino Fundamental I, de
    escolas da rede municipal de ensino de Natal/RN, atentando para o processo de aprendizagem
    e desenvolvimento de todos os alunos, principalmente daqueles com deficiência. O referencial
    teórico utilizado se constitui das obras de Vygotsky e de outros autores da perspectiva
    histórico-cultural, bem como de pesquisadores na área da Educação Inclusiva e da Educação
    Matemática. Valeu-se, na investigação, das diretrizes da pesquisa qualitativa, com a
    realização de entrevistas semiestruturadas junto a coordenadores pedagógicos e professores
    das escolas envolvidas e de observações de aulas, buscando nos discursos dos envolvidos e
    nas suas práticas pedagógicas elementos para refletir acerca da Educação Matemática
    Inclusiva, da utilização de jogos com regras – desde seus objetivos, a participação dos alunos
    com deficiência, as mediações pedagógicas, até sua acessibilidade – e da aprendizagem dos
    alunos com deficiência. Os resultados da análise apontaram que as concepções que norteiam
    as práticas pedagógicas inclusivas ainda remetem ao paradigma médico-clínico, entendendo o
    aluno com deficiência a partir de suas incapacidades; que os professores se utilizam, em sua
    maioria, dos jogos matemáticos com regras em suas aulas, mas que a mediação pedagógica,
    no decorrer dessas atividades, ainda precisa ser qualificada para que eles possam,
    efetivamente, contribuir para a aprendizagem e para o desenvolvimento de todos os alunos;
    que os alunos com deficiência nem sempre participam dos jogos com os demais colegas; que
    os jogos com regras raramente são acessíveis; e que os princípios do Desenho Universal não
    são adotados nas salas de aula integrantes da pesquisa. Desse modo, percebe-se que ainda há
    muito a ser feito para que a Educação Matemática possa contribuir para a aprendizagem e
    para o desenvolvimento de todos os alunos; entre essas ações, recomenda-se a formação
    continuada de professores.

  • ROSEMERI SCALABRIN
  • DIÁLOGOS E APRENDIZAGENS NA FORMAÇÃO EM AGRONOMIA PARA ASSENTADOS.

  • Data: 30/06/2011
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  • Esta tese investiga o Curso de Agronomia na formação de assentados da Universidade
    Federal do Pará-Campus Marabá, por demanda e parceria com movimentos sociais da Região
    Norte do país, com o propósito de compreender as aprendizagens (produção do conhecimento)
    a partir de trocas e relação de confiabilidade no outro, construídas na organização e realizadas
    do Curso. O pressuposto que orienta este estudo é que os diálogos e aprendizagens ocorridas
    no curso de Agronomia provocaram mudanças nos professores, nos integrantes dos movimentos
    e, principalmente, nos assentados egressos. Tais mudanças acontecem pela promoção do
    diálogo entre conhecimentos, áreas, pessoas e instituições nas tomada de decisões e no
    desenvolvimento das ações coletivas. Observo as concepções de educação, de pesquisa, de
    extensão e de desenvolvimento presente nos discursos e nas práticas que orientam as ações
    relativas à educação discutidas por Freire (1985), Simões (2001, 2003) e de Amartya Sen (2000)
    e assumo como referencial teórico básico as idéias de Boaventura de Souza Santos (1985; 1989;
    2000; 2004; 2005; 2006; 2008), Paulo Freire (1975; 1981; 1985; 1997; 1996) e Miguel Altiere
    (1989). Metodologicamente analiso a produção do conhecimento através das teses e
    dissertações relativas a Educação do Campo, Movimentos Sociais, Universidade e Educação
    Superior, nos últimos 20 anos. Analiso as monografias de conclusão de curso de todos os
    educandos assentados, além de realizar entrevistas abertas com cada um/a. Utilizo a entrevista
    aberta, também, com os docentes do curso e com os dirigentes dos de movimentos sociais
    (MST, FETAGRI, CPT, EFA/FATA). Organizo e analiso os discursos a partir da idéia de ecologia
    de saberes como definido por Boaventura de Souza Santos (2006). Finalmente, realizo visitas
    em cinco municípios da mesorregião Sudeste do Pará, recorte metodológico final da pesquisa,
    para verificação in locu da execução dos experimentos propostos como atividade final do Curso
    de Agronomia. Organizo o trabalho em cinco eixos composto pelo processo de ocupação e as
    iniciativas que dele emergiram; modelo de desenvolvimento e as conseqüências sociais e
    ambientais; criação e papel da Universidade e as relações estabelecidas entre pessoas e
    instituições que deram origem ao Curso de Agronomia na UFPA e aos programas desenvolvidos
    na região; conjuntura de criação da turma de educandos assentados, proposta curricular,
    princípios e foco do curso e as ações vivenciadas; as práticas desenvolvidas no curso e as
    relações de confiabilidade vivenciadas interna e externamente a academia, os aprendizados e os
    diálogos promovidos pelo curso. Considero que o diálogo provocou mudanças na organização do
    conhecimento e nas práticas educativas dos professores, bem como nas práticas sócioprodutivas
    dos educandos egressos e dos assentados.
    Palavras-Chave: Educação do Campo. Diálogo. Aprendizagem. Educação Superior.
    Movimentos Sociais. Curso de Agronomia.
    Esta tese investiga o Curso de Agronomia na formação de assentados da UniversidadeFederal do Pará-Campus Marabá, por demanda e parceria com movimentos sociais da RegiãoNorte do país, com o propósito de compreender as aprendizagens (produção do conhecimento)a partir de trocas e relação de confiabilidade no outro, construídas na organização e realizadasdo Curso. O pressuposto que orienta este estudo é que os diálogos e aprendizagens ocorridasno curso de Agronomia provocaram mudanças nos professores, nos integrantes dos movimentose, principalmente, nos assentados egressos. Tais mudanças acontecem pela promoção dodiálogo entre conhecimentos, áreas, pessoas e instituições nas tomada de decisões e nodesenvolvimento das ações coletivas. Observo as concepções de educação, de pesquisa, deextensão e de desenvolvimento presente nos discursos e nas práticas que orientam as açõesrelativas à educação discutidas por Freire (1985), Simões (2001, 2003) e de Amartya Sen (2000)e assumo como referencial teórico básico as idéias de Boaventura de Souza Santos (1985; 1989;2000; 2004; 2005; 2006; 2008), Paulo Freire (1975; 1981; 1985; 1997; 1996) e Miguel Altiere(1989). Metodologicamente analiso a produção do conhecimento através das teses edissertações relativas a Educação do Campo, Movimentos Sociais, Universidade e EducaçãoSuperior, nos últimos 20 anos. Analiso as monografias de conclusão de curso de todos oseducandos assentados, além de realizar entrevistas abertas com cada um/a. Utilizo a entrevistaaberta, também, com os docentes do curso e com os dirigentes dos de movimentos sociais(MST, FETAGRI, CPT, EFA/FATA). Organizo e analiso os discursos a partir da idéia de ecologiade saberes como definido por Boaventura de Souza Santos (2006). Finalmente, realizo visitasem cinco municípios da mesorregião Sudeste do Pará, recorte metodológico final da pesquisa,para verificação in locu da execução dos experimentos propostos como atividade final do Cursode Agronomia. Organizo o trabalho em cinco eixos composto pelo processo de ocupação e asiniciativas que dele emergiram; modelo de desenvolvimento e as conseqüências sociais eambientais; criação e papel da Universidade e as relações estabelecidas entre pessoas einstituições que deram origem ao Curso de Agronomia na UFPA e aos programas desenvolvidosna região; conjuntura de criação da turma de educandos assentados, proposta curricular,princípios e foco do curso e as ações vivenciadas; as práticas desenvolvidas no curso e asrelações de confiabilidade vivenciadas interna e externamente a academia, os aprendizados e osdiálogos promovidos pelo curso. Considero que o diálogo provocou mudanças na organização doconhecimento e nas práticas educativas dos professores, bem como nas práticas sócioprodutivasdos educandos egressos e dos assentados.

  • VIVIANNE SOUZA DE OLIVEIRA NASCIMENTO
  • Ser bacharel e professor: sentidos e relações entre o bacharelado e a docência universitária.

  • Data: 28/06/2011
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  • A necessidade de se pesquisar sobre os sentidos e relações entre bacharelado e docência pode ser considerado um exercício capaz de auxiliar a compreensão da própria atuação do bacharel como professor. Este trabalho tem como questão norteadora: que relações são estabelecidas pelos docentes bacharéis entre a sua formação profissional e a sua ação como professor? Tenho como objetivo compreender os sentidos atribuídos pelos professores bacharéis a docência e a sua ação na universidade, buscando indicativos sobre as relações estabelecidas por eles, entre a sua formação profissional e o ser professor. Para isto, a metodologia utilizada é a Entrevista Compreensiva que permite por meio do discurso oral do indivíduo, a interpretação dos sentidos e valores explicitados pelos docentes à sua ação. A pesquisa é realizada através do discurso oral coletado por meio de entrevistas e a partir delas, analiso compreensivelmente os elementos que se desvelam e que me auxiliaram no desenvolvimento deste objeto de estudo. Entendo que seja cada vez mais necessário, por meio da pesquisa, a contribuição sobre as possibilidades de ação e de formação continuada para bachareis que atuam como docentes no Ensino Superior, pois por meio da formação continuada eles podem rever suas ações e resignificar os sentidos que atribuem a docência como profissão. Considero que o debate sobre os sentidos de docência e as relações com a formação inicial não é algo necessário só na investigação sobre os bacharéis que atuam como professores, mas também aos licenciados, pois a identidade docente e seu desenvolvimento profissional se constroem em processo historicamente e em relação com as alteridades nos contextos em que estão inseridos.
    Palavras chaves: Docência Universitária, Bacharel docente, Formação docente
    A necessidade de se pesquisar sobre os sentidos e relações entre bacharelado e docência pode ser considerado um exercício capaz de auxiliar a compreensão da própria atuação do bacharel como professor. Este trabalho tem como questão norteadora: que relações são estabelecidas pelos docentes bacharéis entre a sua formação profissional e a sua ação como professor? Tenho como objetivo compreender os sentidos atribuídos pelos professores bacharéis a docência e a sua ação na universidade, buscando indicativos sobre as relações estabelecidas por eles, entre a sua formação profissional e o ser professor. Para isto, a metodologia utilizada é a Entrevista Compreensiva que permite por meio do discurso oral do indivíduo, a interpretação dos sentidos e valores explicitados pelos docentes à sua ação. A pesquisa é realizada através do discurso oral coletado por meio de entrevistas e a partir delas, analiso compreensivelmente os elementos que se desvelam e que me auxiliaram no desenvolvimento deste objeto de estudo. Entendo que seja cada vez mais necessário, por meio da pesquisa, a contribuição sobre as possibilidades de ação e de formação continuada para bachareis que atuam como docentes no Ensino Superior, pois por meio da formação continuada eles podem rever suas ações e resignificar os sentidos que atribuem a docência como profissão. Considero que o debate sobre os sentidos de docência e as relações com a formação inicial não é algo necessário só na investigação sobre os bacharéis que atuam como professores, mas também aos licenciados, pois a identidade docente e seu desenvolvimento profissional se constroem em processo historicamente e em relação com as alteridades nos contextos em que estão inseridos.

  • MARCELO PEREIRA MARUJO
  • AS CRENÇAS DE GADUANDOS EM ADMINISTRAÇÃO DA UFRN SOBRE A TEMÁTICA SOCIOAMBIENTAL: SUSTENTABILIDADE.

  • Data: 16/06/2011
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  • A presente pesquisa converte seu interesse no problema da formação, pois sua fonte de desenvolvimento é a Base de Pesquisa: Formação e Profissionalização Docente da UFRN. Sendo assim, busca-se nas crenças sobre a sustentabilidade orientação para propor alternativas possíveis de favorecer o processo formativo de graduandos em administração da UFRN, a fim de atender as demandas de uma sociedade orientada pelo mercado. Pois, a tendência do mercado é de se desenvolver a partir de atividades ambientáveis e os futuros administradores devem ser formados para atenderem tais condições. A necessidade da criação de um instrumento capaz de apreender as crenças de graduandos sobre a sustentabilidade converte-se no problema objeto de análise. A pesquisa tem o objetivo de elaborar um questionário normativo para estudar as crenças sobre a sustentabilidade de graduandos em administração. A complexidade e suscetibilidade da pesquisa demandaram a integração de variados procedimentos metodológicos. Tais proposições seguiram a trajetória: análise e seleção da literatura especializada, procedimentos de validação por especialistas e por métodos psicométricos e estatísticos. Nas literaturas foi identificado e categorizado tipologias da sustentabilidade, como: política, social, econômica e ambiental. Contudo, entende-se que a tipologia educacional, embora já pertencente aos conteúdos de todas estas, necessitou ser convertida numa outra tipologia e se aliar à temática. Pois, defende-se que a educação é a melhor forma para se conscientizar sobre a sustentabilidade. Dessa forma, necessitou-se da categorização das tipologias a qual foi definida através de critérios, como: contextos, objetivos, metas, vias e hipóteses. O questionário normativo foi o instrumento norteador para se investigar as representações dos graduandos em administração, no concernente ao nível de conhecimento estabelecidos e normatizados pelo contexto socioeducacional, em especial por se converter numa condição básica para se proceder a investigação sobre as crenças. O estudo corroborou que as tipologias da sustentabilidade – política, social, econômica, ambiental e educacional - por terem como fontes literaturas institucionalizadas, em nível internacional e nacional, são representativas nas identificações dos futuros administradores. Portanto, acredita-se que as tipologias da sustentabilidade categorizadas para prover caracterização da sustentabilidade compreendem uma estruturação de conhecimentos dos graduandos; não obstante, as tipologias econômica e política não tenham sido tão representativas no que concerne aos seus índices de tipicidade e polaridade, quanto as tipologias educacional, ambiental e social. As crenças dos graduandos mostram o quanto compartilham ideias sobre todas as tipologias, todavia apresentam mais identificação com a educacional e ambiental. Por fim, espera-se que o instrumento seja objeto de aplicação em contextos semelhantes para que se possa averiguar se tais enunciados fazem parte da estrutura de conhecimento de futuros administradores de outras instituições. Logo, espera-se com esta estratégia poder fortalecer a validação do questionário normativo.

  • MARIA GORETTI CABRAL BARBALHO
  • Políticas para a educação superior no período de 1995 a 2006: a (re)configuração do ensino superior no RN.

  • Data: 26/05/2011
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  • Torna-se, na presente época, imprescindível a atualização do conhecimento sobre a
    configuração que assume o ensino superior, tanto na perspectiva acadêmica quanto da
    capacidade interna em criar soluções adequadas às demandas e desafios
    sociopolíticos e econômicos colocados à região e ao país. Trata-se, pois, esse
    trabalho, apoiando-se na identificação das principais tendências para a educação
    superior, de analisar o delineamento do ensino superior, no período de 1995-2006, no
    Brasil como resultado da implementação das políticas de expansão, designadamente,
    focalizando a diversificação institucional e a sua relação com as funções docentes por
    titulação, regime de trabalho e produção intelectual e, tendo como exemplo o sistema
    de ensino superior do Rio Grande do Norte. A questão central da pesquisa é balizada
    na compreensão de que a expansão e a diversificação do ensino superior têm se
    desenvolvido de forma a buscar uma refuncionalização pragmática da educação
    superior e de seus paradigmas organizativos, nos quais os problemas centrais não
    seriam mais os de aspectos universalistas vinculados à democratização do acesso ao
    conhecimento, conforme se anuncia nos discursos oficiais, mas sim, a da valoração
    utilitarista dos processos educativos, da certificação como instrumento para o
    atendimento ao processo de produção. Os procedimentos teórico-metodológicos
    selecionados para o desenvolvimento do estudo inserem-se numa abordagem de
    caráter qualitativo. Os dados estatísticos constituem a base empírica do estudo. Utilizase,
    ainda, a pesquisa bibliográfica, uma vez que esta permite uma revisão da literatura
    de domínio público, além da pesquisa documental que se constituindo em uma técnica
    de coleta dos dados qualitativos, permite a análise de documentos legais que
    institucionalizaram a reforma da educação e do ensino superior. Os estudos
    evidenciam que as políticas educacionais reconfiguram-se ciclicamente, buscando
    ajustar-se aos diferentes contextos sócio-históricos em que são geradas e
    implementadas. Assim, no período de 1995 a 2006, nos sistemas de educação superior
    brasileiro e norteriograndense constata-se uma expressiva ampliação do domínio
    privado e, por conseguinte, diminuição do público impulsionadas pela implementação
    das reformas do Estado e da educação, que se processam em consonância com as
    diretivas das políticas de cunho neoliberal e com as orientações dos organismos
    multilaterais, em que sobressai a defesa do mercado como princípio regulador da
    sociedade, passando a orientar as mudanças globais, com graves implicações para a
    instituição universitária e para a qualidade da educação superior.

  • CECILIA MARIA MACEDO DANTAS
  • O DESENVOLVIMENTO DA DOCÊNCIA NAS ENGENHARIAS: UM ESTUDO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE (UFCG)

  • Data: 27/04/2011
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  • Esta pesquisa tem por objeto de estudo conhecer a percepção da prática de ensino dos docentes-engenheiros dos cursos de Engenharia Civil, Elétrica e de Materiais da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).  Apresenta e analisa temas importantes do trabalho docente sobre o ensino que desenvolvem.  Paralelamente, identifica as necessidades para uma boa prática na universidade. Do ponto de vista dos aportes teórico-metodológicos, orientam o estudo conceitos como de bricolagem (KINCHELOE; BERRY, 2007) e de multirreferencialidade (ARDOINO, 1998). Como estratégia de investigação, adota-se o Estudo de Caso (YIN, 2004; AFONSO, 2005). O levantamento dos dados foi realizado através de questionário padronizado fundamentado nos paradigmas formativos dos docentes (ZEICHNER, 1983; SACRISTAN, 1998; ALTET, 2001; BRÜTTEN, 2008). O referencial teórico dos eixos temáticos está orientado pelas reflexões sobre docência universitária (MASETTO, 2003; 2007; ZABALZA, 2004; CUNHA et al, 2005; GRILLO, 2008; PIMENTA; ANASTASIOU, 2010); sobre o ensino de Engenharia (BAZZO, 2001; MASETTO, 2009) e sobre as relações entre políticas educacionais e ensino superior no contexto atual (MENEZES, 2001; SANTOS,1995;2005; BOSI, 2007;). A análise dos dados, apoiada na abordagem quantitativa e qualitativa (SAMPIERI; COLLADO; LUCIO, 2006) nos permite entender como professores pesquisados vivenciam sua atividade de ensino. As conclusões nos permitem generalizar num momento preliminar que valorizam a pesquisa como componente da formação docente e consideram a pedagogia universitária importante para aperfeiçoar a prática. Grande parte tem interesse em participar de grupos de reflexão institucionais, visando à melhoria da docência universitária. Dedicam-se à prática docente universitária sem partilhar com outros docentes, consolidando uma tendência já registrada na literatura internacional e nacional. Tendem a experimentar uma pedagogia da prática construída no cotidiano, pois acreditam que a docência se aprende com a prática, embora reconheçam não é suficiente para o desenvolvimento profissional. Na visão da maior parte dos sujeitos respondentes, para o exercício da boa docência são necessários elementos inerentes à atitude de boa vontade, aliados ao componente político, ao domínio do conteúdo e ao conhecimento dos objetivos das disciplinas enquanto orientadores da formação discente. No exercício da docência utilizam estratégias pedagógicas variadas, como a contextualização e a exemplificação dos conteúdos ministrados, a fundamentação epistemológica do campo científico e o trabalho em grupo. Não apresentam consenso quanto ao vínculo estabelecido entre eles e os alunos, embora considerem importante a participação destes. Em termos gerais, manifestam uma ausência da preparação para a docência universitária e pouco  investimento e interesse, em termos institucionais, em dar apoio ao desenvolvimento da qualidade do ensino.

  • EVALDO ROBERTO DE SOUZA
  • A representação social de educação tecnológica de docentes da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica: CEFETs do Rio Grande do Norte - Natal e do Amazonas - Manaus.

  • Data: 25/04/2011
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  • O objetivo deste trabalho foi pesquisar a representação social de educação tecnológica dos
    docentes da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (RFEPT). A pesquisa foi
    desenvolvida de (2007) a (2010), da qual participaram 275 docentes, sendo 135 do Centro
    Federal de Educação Tecnológica (CEFET) do estado do Amazonas, unidade sede em
    Manaus e 140 do CEFET do estado do Rio Grande do Norte, unidade sede em Natal.
    Adotamos a concepção de educação tecnológica como sendo o nível superior da modalidade
    Educação Profissional, ou seja, os cursos superiores de curta duração denominados
    tecnológicos ou cursos de Tecnologia. A RFEPT congrega centenas de instituições
    vinculadas, coordenadas e supervisionadas pela Secretaria de Educação Profissional e
    Tecnológica (SETEC) do Ministério da Educação (MEC). Apesar de muitas destas
    instituições ministrarem cursos de educação tecnológica não encontramos nenhuma pesquisa
    que abordasse tal objeto sob a ótica da Teoria das Representações Sociais (TRS). Buscamos
    desvendar a representação social de educação tecnológica dos docentes adotando a abordagem
    processual da TRS. Tal abordagem se caracteriza por um enfoque qualitativo, centrado nos
    aspectos significantes da atividade representativa e nos mecanismos de formação da
    representação. Assim, procuramos conhecer a sócio gênese da representação, nas articulações
    entre discursos, instituições e práticas sociais. Iniciamos a pesquisa através da leitura crítica e
    de uma perspectiva analítica sobre documentos históricos e normativos da educação
    profissional e tecnológica brasileira, do início do século XX até os dias atuais. Adotamos o
    Procedimento de Classificações Múltiplas (PCM) a partir da Técnica de Associação Livre de
    Palavras (TALP) para acessar os elementos do conteúdo representacional. Para análise dos
    dados da TALP e seleção das principais palavras/expressões do campo semântico relativo à
    educação tecnológica utilizamos o software Hamlet II. Para análise dos dados do PCM,
    Classificação Livre (CL) fizemos uso do SPSS® (Statistical Package for the Social Sciences)
    versão 17.0 e utilizamos o método de análise de escalonamento multidimensional -
    Multidimensional scaling - (MDS). A saída (output) do MDS central toma a forma de um
    conjunto de gráficos de dispersão - "mapas perceptuais" -, nos quais os pontos são os
    elementos do conteúdo representacional. Para análise dos dados da classificação livre
    utilizamos o método escalonar multidimensional - MSA (Multidimensional Scalogram
    Analysis) - que faz uso dos dados originais em sua forma bruta e possibilita que os dados
    categóricos sejam interpretados no mapa como medidas de (di)similaridade. Para auxiliar a
    compreensão das configurações dos mapas perceptuais da CL utilizamos a Análise de
    Conteúdo dos fragmentos de discurso dos docentes entrevistados. Os resultados encontrados
    confirmam nossa hipótese inicial quanto à presença de uma mesma trama sócio-cognitiva
    entre os sujeitos pesquisados, que serve de base a uma representação social de educação
    tecnológica alinhada ao histórico pressuposto da dicotomia entre trabalho intelectual e
    trabalho manual. Apesar dos três elementos representacionais aglutinadores dos conteúdos
    representacionais, os mapas perceptuais elaborados a partir das estatísticas MSA explicitam a
    citada dicotomia, com exceção para o mapa referente ao subgrupo de docentes com formação
    na área de ciências humanas.

  • MARIA DA CONCEICAO SILVA
  • O Curso Normal de 1º Ciclo, em Assu/RN (1951-1971).

  • Data: 31/03/2011
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  • A proposta deste estudo é a análise da história do Curso Normal de 1º Ciclo em Assu, Rio Grande do Norte, desde a sua criação pela Lei Estadual n. 621, de 06 de dezembro de 1951, até a sua extinção, com a implementação do Curso de Magistério, pela Lei Federal n. 5.692 de 11 de agosto de 1971. O objetivo é responder como se constituíram o funcionamento e as práticas educativas de tal instituição, formadora de professoras, ao longo de sua existência. Para tanto, são analisados documentos da instituição em destaque, entrevistas, legislações da educação, jornais e livros da época, norteando-se pelos estudos de Chartier (1991), Elias (2001), Certeau (2001), Frago (1995), Magalhães (2005) e Julia (2001).  Em se tratando de uma instituição de ensino, a categoria de análise central é a de cultura escolar, a qual subsidiou o recorte das categorias específicas do estudo, a saber: o ingresso no Curso Normal, a colação de grau, a Semana da Normalista em Assu e elementos formativos. O Curso Normal de 1º Ciclo formava professores em nível ginasial, diferenciando-se das escolas de formação docente de 2º Ciclo. Foi fundado em Assu como Curso Normal Regional e denominado de Ginásio Normal em 1961. No recorte temporal pesquisado, formaram-se 279 mulheres e 07 homens como Regentes de Ensino Primário, evidenciando-se como uma escola frequentada, praticamente, pelo sexo feminino. Na narrativa, reconstitui-se a inserção das alunas no Curso Normal, enfocando os processos de matrícula e os Exames de Admissão; os eventos de formatura, permeados de discursos sobre a função social da professora e a festa Semana da Normalista, que valorizava o sentimento de pertença das estudantes em relação à profissão. Por meio de peças de teatro escolar, de práticas formadoras de comportamentos e dos estágios das alunas na escola primária, elementos de formação são recompostos, evidenciando-se o discurso da educação moderna, entremeado com valores da cultura cristã católica para a educação feminina. A recomposição da identidade histórica dessa instituição ora próxima, ora singular, quando confrontada com outras escolas de formação docente, traz uma contribuição para a configuração da história da educação escolar norte-rio-grandense. 

  • CLARICE FERREIRA GUIMARAES DIOGENES
  • Ações inclusivas para permanência das pessoas com deficiência no ensino superior: um estudo em IES de Natal/RN.

  • Data: 31/03/2011
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  • A presente dissertação tem como objetivo identificar as ações inclusivas desenvolvidas pelas IES da cidade do Natal-RN para a permanência das pessoas com deficiência em cursos de graduação. Metodologicamente, fundamenta-se em uma abordagem qualitativa de investigação, caracterizando-se como pesquisa exploratória. Utilizou-se como instrumentos para a obtenção dos dados empíricos: o formulário, a entrevista semiestruturada e a análise documental. Como referencial teórico o trabalho fundamentou-se, principalmente, nas discussões sobre a Educação Inclusiva realizadas por Stainback e Stainback (1996) Sassaki (1997), Carvalho (2000; 2002), Mittler (2003), Martins (2002; 2006), Laplane (2007), Glat e Blanco (2007), nos documentos oficiais do MEC e na legislação brasileira que dispõem sobre as políticas de inclusão no ensino superior e nas pesquisas realizadas sobre a Inclusão no Ensino Superior, especialmente quanto aos aspectos relativos à permanência dos estudantes com deficiência: Mazzoni (2003), Moreira (2004), Chahini, (2006), Castanho (2007), Fortes (2005), MELO (2009) e Albino (2010). A pesquisa foi realizada em quatro IES da cidade do Natal-RN, com mais de dez alunos matriculados que apresentam deficiência e ações desenvolvidas para a sua permanência. Foram entrevistados doze profissionais responsáveis por encaminhar as ações inclusivas nas instituições investigadas. Para refletir sobre as entrevistas utilizou-se como fundamento a Análise de Conteúdo estudada por Bardin (1977), dentre as quais foram eleitas as seguintes categorias: Acessibilidade nos meios físicos, de informação e comunicação; Formação e sensibilização da comunidade; Estratégias de Apoio e Acompanhamento; Organizadores das ações inclusivas. Os resultados apontam que as quatro IES analisadas sinalizaram o desenvolvimento de ações inclusivas de maneira esporádica, ocorrendo de forma isolada de um contexto mais amplo. Tais fatores dependiam das necessidades apresentadas pela demanda de alunos com deficiência matriculada e das solicitações realizadas pelos mesmos e/ou profissionais envolvidos no processo. Percebe-se, também, a existência de iniciativas quanto às questões da acessibilidade, restrita apenas a alguns setores das instituições, além da existência de serviços específicos de apoio aos alunos com deficiência e a escassez de uma Política de Inclusão Institucional que organize e oriente o desenvolvimento de ações inclusivas de maneira contínua e efetiva.

  • AFFONSO HENRIQUES DA SILVA REAL NUNES
  • A EDUCAÇÃO INFORMAL PARA O CONSUMO INFANTIL E JUVENIL NA TELEVISÃO E NA MÍDIA.

  • Data: 30/03/2011
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  • O consumo se tornou um dos principais pilares do capitalismo moderno e, ao mesmo tempo, um dos fatores que se relacionam à desigualdade social. Karl Marx desenvolveu a tese do materialismo histórico que defende uma história da sociedade determinada pela luta de classes e pela ‟exploração do homem pelo homem”. Considerado ultrapassado por aqueles que acreditam que marxismo é sinônimo de socialismo real, as ideais marxistas nos parecem mais do que atuais num mundo ocidental que leva cada indivíduo à individualização (perda da noção de público e coletivo) e à alienação pelo trabalho. A teorização de Lukács sobre as teorias marxistas reforça esta ideia, quando diz que este processo engloba todo o sistema social. Partimos do pressuposto que poderíamos trabalhar estes temas na formação do aluno, ainda no Ensino Fundamental, através do questionamento da sociedade de consumo, com a crítica à televisão e à mídia, principal promotora do atual sentido de consumo, como passo inicial que poderia levar à futura autonomia do indivíduo. A teoria da ideologia e as ideias de educação libertadora de Paulo Freire permearam teoricamente a experiência que aconteceu como observação participativa numa das turmas da disciplina de Sociologia numa das unidades do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, capital do estado, instituição sob administração direta do Ministério da Educação. Encontramos um terreno fértil em que os alunos se mostraram aptos a entender e a questionar o sentido da publicidade midiática.

  • MILENA PAULA CABRAL DE OLIVEIRA
  • Formando-se professor(a) da Educação Infantil: a escola como contexto.

  • Data: 30/03/2011
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  • RESUMO

  • AUGUSTO RIBEIRO DANTAS
  • Avaliação do processo ensino-aprendizagem da Educação Física na escola.

  • Data: 25/03/2011
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  • Dedicamos este estudo à reflexão sobre o processo de avaliação escolar. Para tanto, elaboramos a seguinte questão: quais as possibilidades para a avaliação na Educação Física escolar, considerando seus significados e suas implicações no processo ensino-aprendizagem vivenciado pelos alunos? Tendo-se tal problema como eixo norteador da reflexão sobre a nossa prática pedagógica, discutiremos a avaliação na Educação Física escolar a partir de quatro questões consideradas fundamentais para reflexão, a saber: por que avaliamos (razões); quando avaliamos (momentos); como avaliamos (estratégias metodológicas); quem avalia (responsáveis pela avaliação)? Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo discutir o processo de avaliação na Educação Física escolar, refletindo sobre o seu significado e suas implicações pedagógicas no processo de ensino-aprendizagem da educação física, tendo-se como eixo norteador o relato de uma experiência pedagógica vivenciada numa turma do 6º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Arcelina Fernandes, situada na cidade de Macaíba/RN. Observamos a partir desse estudo que a avaliação escolar constitui-se um processo complexo, determinado por diversos fatores sociais, legais, culturais, estruturais, que interferem no processo ensino-aprendizagem. Observamos também que a avaliação na Educação Física ainda possui algumas limitações em sua prática pedagógica na escola, no entanto, constitui-se um caminho aberto a novas possibilidades e experiências exitosas. Constatamos que é possível realizar uma avaliação na Educação Física escolar que faça refletir não somente os resultados de aprendizagem dos conteúdos técnicos, das habilidades e destrezas motoras, mas, que permite analisar o desempenho dos atores sociais em outros aspectos/dimensões do conhecimento, tais como, as atitudes e os conceitos. 

  • CESAR QUINTAO FROES
  • DIMENSÃO EDUCATIVA DO TRABALHO: ESTUDO DE CASO DA ASSOCIAÇÃO DE BORDADEIRAS DO SERIDÓ - ABS - CAICÓ/RIO GRANDE DO NORTE.

  • Data: 25/03/2011
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  • O presente estudo aborda questões sobre a dimensão educativa do trabalho e seus
    processos de organização e gestão pelos próprios trabalhadores. Tem como objetivo
    compreender como os saberes e os processos pedagógicos, na perspectiva da
    práxis educativa. Constituem-se em elementos de uma nova cultura do trabalho nos
    processos de organização e gestão de trabalho pelos trabalhadores no espaço da
    Associação das Bordadeiras do Seridó (ABS) / Caicó - RN. Adota, como referencial
    teórico-metodológico, a abordagem do estudo de caso, privilegiando o procedimento
    da entrevista semi-estruturada, tendo sido realizada com seis bordadeiras da ABS.
    O estudo nos revela que os processos educativos de aprendizagem e de construção
    de saberes, no e pelo trabalho, e se desenvolvem em redes de trocas de
    experiências no espaço de um empreendimento econômico solidário e criam
    elementos de uma cultura do trabalho muito peculiar aos trabalhadores que ali
    atuam. As bordadeiras aprendem a bordar bordando e esse aprendizado é, muitas
    vezes, influenciado por condições de vida, local de residência e trabalho infantil na
    área rural, bem como pela migração para a área urbana, particularmente para Caicó.
    A relação de saber é central no aprendizado do bordado, significando uma relação
    social fundamentada nas diferenças de saberes vinculadas à posição que se ocupa,
    e envolve a parcelarização ou divisão do trabalho, em que cada artesã domina cada
    etapa do bordado, tipo de ponto ou tipo de máquina, com clara e rígida separação
    entre decisão, execução e repetitividade dos movimentos da máquina. São
    focalizadas categorias que correspondem à atual configuração do trabalho no
    capitalismo flexível: a encomenda e, o trabalho domiciliar. Grande parte da produção
    do bordado, atualmente, é efetivada para atender a uma encomenda determinada
    que se constitua em meta de produção sendo, pois, trabalho domiciliar. Outra
    categoria importante é o tempo do bordado: tempo e experiência que está no cerne
    do eu profissional e de sua representação do saber de ofício/profissão; tempo
    concebido como um processo de aquisição de certo domínio do trabalho e de certo
    conhecimento de si mesmo, tempo somados às modificações que foram sendo
    impostas na prática, pelas novas características nos móveis e roupas de cama e
    mesa, pela introdução dos novos meios de comunicação e da influência disso em
    seu trabalho. Assim, esse estudo reúne eixos da articulação entre saberes,
    processos educativos e organização do trabalho artesanal de bordados que
    permitem concluir, em relação ao estudo de caso da ABS, com suas peculiaridades:
    a atividade artesanal do bordado percebida como profissão, fonte de renda informal
    - onde não há emprego disponível, e como atividade transitória enquanto estudo,
    trabalho domiciliar e “trabalho flexível”

  • ANA KARINNE DE MOURA SARAIVA
  • A OUSADIA COMO HORIZONTE. Religando vida e idéias na formação em enfermagem.

  • Data: 25/03/2011
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  • Uma proposta de formação em saúde/enfermagem calcada na ciência clássica, no
    pensamento redutor e no paradigma flexneriano é insuficiente para compreender e
    intervir de forma ampliada nas necessidades de saúde da população uma vez que é
    produzida pela fragmentação dos saberes, racionalização do pensamento, tecnificação
    e biologização das atitudes. É preciso que a formação em saúde/enfermagem
    oportunize a construção de conhecimentos a partir de uma ciência aberta que
    possibilite a construção e efetivação dos princípios e diretrizes do Sistema Único de
    Saúde (SUS). Nesse contexto de emergência de uma formação complexa em
    saúde/enfermagem, as trajetórias de vida e formação das enfermeiras Abigail Moura,
    Francisca Valda e Raimunda Germano são exemplos de experiências transgressoras e
    exitosas que possibilitam inquietar, mudar e transformar padrões de formação e
    autoformação. O presente estudo é construído a partir da compreensão de “método
    como estratégia”, defendido por Morin e pelas ciências da complexidade. Tem como
    objetivos construir as biografias de formação dessas três enfermeiras que expressam
    um modelo de formação mais totalizador e humanitário; analisar e discutir a partir dos
    três fragmentos biográficos princípios norteadores para o atual processo de formação
    em saúde/enfermagem. Das biografias, a coragem e a humildade emergem enquanto
    princípios balizadores de suas experiências. A humildade não enquanto
    autodepreciação, nem humilhação, mas enquanto consciência da nossa incompletude e
    inacabamento, aceitação dos limites e potencialidades e redução da vaidade intelectual.
    A coragem, por sua vez, é a pulsão humana, incerta por natureza, que nos leva a agir,
    enfrentar e perseverar em momentos de temor e dificuldades. Uma formação em saúde
    e enfermagem pautada na coragem e humildade permite que os sujeitos sejam
    retirados da indiferença, da arrogância, da inércia, do pragmatismo: aposta em sujeitos
    éticos e políticos capazes de minimizar processos desiguais, desumanos e excludentes.
    Uma atitude intelectual e profissional que politize o pensamento e a ciência é o que se
    deve esperar de uma formação complexa na área da saúde, de modo latu na
    enfermagem em particular.

  • KEILA CRUZ MOREIRA
  • EM NOME DA REPÚBLICA: ESCOLAS E TRADIÇÕES MODERNAS

  • Data: 21/03/2011
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  • Nossa pesquisa prioriza a análise das instituições de ensino primário na
    chamada Primeira República em Natal/RN, enquanto instâncias privilegiadas na
    formação, divulgação e criação da identidade nacional republicana e suas tradições.
    Assim, buscamos investigar e compreender a criação do homem novo e a invenção
    de novas tradições para confirmarem o status de modernidade republicana dentro de
    duas instituições escolares na cidade do Natal, o Colégio Americano (de iniciativa
    privada) e o grupo escolar modelo, Augusto Severo (pública). Temos como base de
    análise a História das instituições, tendo o cuidado de considerar a imitação do uso
    de bens culturais bem como o uso de estratégias de distinção. A noção de
    apropriação segue, para fins deste trabalho, seu foco de estudo na observação do
    emprego diverso e contrastante dos mesmos bens culturais, textos, leituras e idéias
    das instituições pesquisadas. Para análise das relações que ocorrem dentro do
    ambiente escolar, em cada período de sua história, utilizamos o conceito de cultura
    escolar, enquanto um conjunto de normas e práticas que definem conhecimentos a
    ensinar e condutas a introjetar. Uma cultura que incorpora o fazer escolar, mantendo
    um conjunto com outras culturas religiosas, políticas e populares de seu tempo e
    espaço. Nesse sentido, as instituições educativas estudadas neste trabalho, ao
    disporem de culturas, códigos, práticas diferenciadas, singulares e específicas,
    constituíram-se em locais privilegiados para se darem apropriações culturais
    modernas, como estratégia de inovação educacional e fator de racionalidade e
    eficiências, observáveis e controláveis. Paulatinamente, a educação escolar
    moderna, se organizava ao produzir a própria sociedade. No desafio da afirmação e
    incorporação de diversas experiências sociais para produzir o homem republicano
    moderno e civilizado, a escola, como parte do social, singularizava em suas práticas,
    não somente o conjunto de reformas, decretos, leis e projetos, mas expressões de
    concepções de sociedade e vida no plano material, simbólico e cultural, no contexto
    social em modernização. Detemo-nos nessas duas instituições porque dentro do
    diverso estado material e cultural da cidade foram as primeiras escolas republicanas
    que objetivavam homogeneizar culturalmente homens e mulheres na perspectiva de
    adequá-los ao movimento da modernidade para fazê-los
    civilizados/educados/racionais. Sobre esse prisma convém destacar que essa
    reinvenção necessita de uma afirmação como nova forma escolar através da
    produção de novos espaços, práticas, ritos e símbolos escolares, produzindo e
    expressando uma nova identidade, o moderno, contrário aos símbolos ultrapassados
    do Império. Para tanto, nada melhor do que a organização da instrução escolar, com
    ênfase na formação do indivíduo, e suas responsabilidades com a ordem e o
    progresso. É entendermos o passado como resultado dos conflitos, com suas
    potencialidades e limites dentro do contexto histórico e social e a invenção de
    tradições enquanto processo de formalização e ritualização de atos que se quer
    perpetuar como referência de identidade a um grupo. São essas práticas e as
    representações sócio-educativas que favoreceram a compreensão das idéias
    pedagógico-educacionais nesse momento histórico, destinadas a formar um novo
    modo de ser e fazer no universo republicano.

  • ROSANA CARVALHO GOMES
  • INTERAÇÕES COMUNICATIVAS ENTRE UMA PROFESSORA E UM ALUNO COM TRANSTORNO INVASIVO DO DESENVOLVIMENTO NA ESCOLA REGULAR.

  • Data: 18/03/2011
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  •  

    A inclusão de alunos com autismo em ambientes regulares de ensino é um tópico pouco explorado na literatura científica nacional. O tema é complexo e, em função da amplitude dos aspectos envolvidos, delimitamos um recorte como alvo da presente investigação. A direção tomada por este estudo foi avaliar os efeitos de um programa de intervenção nas interações comunicativas entre um aluno com autismo e sua professora, no contexto da sala de aula regular. Os dados foram coletados em uma escola particular de Ensino Fundamental, localizada na cidade de Natal no estado do Rio Grande do Norte no decorrer do ano letivo de 2010. Participaram deste estudo uma professora e um aluno não-vocal de 10 anos com diagnóstico de autismo. A pesquisa utilizou delineamento quase experimental do tipo A-B (linha de base e tratamento). No programa de intervenção, a professora foi capacitada a empregar estratégias do Ensino Naturalístico (EN) e recursos da Comunicação Alternativa Ampliada (CAA) para aumentar a frequencia de interações com o aluno durante três rotinas da sala de aula (hora da entrada, lanche e atividade pedagógica). Os resultados indicaram mudanças qualitativas e quantitativas nas interações da díade após o programa de intervenção. O aluno passou a utilizar os pictogramas para se comunicar com a professora em duas das três rotinas investigadas. A frequência no uso da CAA foi, também, observada no repertório da professora, principalmente quando o aluno falhava em compreender gestos e palavras. A professora avaliou o programa de intervenção de forma positiva.

  • LIGIA SOUZA DE SANTANA PEREIRA
  • Festa na escola e a autopoiese do lazer.

  • Data: 18/03/2011
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  • Este estudo apresenta a problemática da festa na escola e as suas relações com a perspectiva da autopoiese do lazer na vida de estudantes que residem em moradia estudantil. Teve como objetivo descrever e interpretar as vivências de lazer mais significativas no cotidiano de uma moradia estudantil e os processos ludopoiéticos para a autoformação humanescente. Dos pressupostos teóricos que subsidiaram o desenvolvimento desta pesquisa, destacamos: Educação com Freire (1996); Corporeidade com Pierrakos (1990); Lazer com Dumazedier (1999); Festa com Duvignaud (1983); Lúdico com Schiller (2002); Trabalho com Freneit (1998); Autopoiese com Maturana e Varela (2001); Cotidiano com Certeau (1994). A pesquisa de abordagem qualitativa adota princípios da pesquisa-ação existencial, numa perspectiva etnofenomenológica. Como recurso metodológico, utilizamos a Metáfora do Semear que abrange o plantio, o florescer, a colheita e a nova semeadura. O cenário do semear foi a Escola Agrícola de Jundiaí - RN. Participaram da investigação 25 estudantes residentes na escola nos anos de 2007 a 2008, que se envolveram mais ativamente no desenvolvimento de um projeto de extensão para implantação de vivências lúdicas e de lazer na referida instituição. Os principais instrumentos utilizados para a construção dos dados foram: observação participante, questionário, entrevista, o jogo de areia e o registro fotográfico.  O processo de análise dos dados com os princípios etnofenomenológicos destacou os seguintes aspectos: experiencialidade, indicialidade, reflexividade, auto-organizabilidade, filiabilidade, arquetipalidade e humanescencialidade. Novos sentidos e significados da florescência ludopoiética da semente “festa na escola” foram revelados, sendo possível constatar a emergência do lazer autopoiético como uma grande árvore frondosa, capaz de brotar em solos adequadamente fertilizados para produzir frutos maravilhosos da alegria de viver.

  • KATIENE SYMONE DE BRITO PESSOA DA SILVA
  • Formação continuada em serviço: um caminho possível para ressignificação da prática pedagógica, numa perspectiva inclusiva.

  • Data: 14/03/2011
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  • O processo de inclusão escolar de educandos que apresentam deficiência tem despertado no professor uma série de questionamentos em relação a como conduzir a sua prática pedagógica. Nesse contexto, acreditamos que um dos caminhos possíveis para efetivação do processo de inclusão escolar envolve um investimento na formação continuada em serviço, de modo a possibilitar condições para maior qualidade do ensino e da aprendizagem. Visando contribuir com a formação de professores no processo de inclusão escolar de alunos que apresentam deficiência, desenvolvemos uma pesquisa-ação, tomando por base os estudos de Barbier (2007). A investigação, realizada em uma escola da rede municipal de ensino, em Natal/RN, envolveu a participação de professores, coordenador pedagógico e gestor. Foi marcada por três fases distintas: 1) estudo exploratório, realizado na Rede Municipal de Educação de Natal/RN; 2) investigação, que objetivou conhecer a realidade social da escola campo de pesquisa e identificar as dificuldades e necessidades apresentadas pelos docentes frente ao processo de inclusão escolar de educandos com deficiência; 3) ação, que teve como propósito o desenvolvimento de um programa de formação continuada em serviço, tomando como referência os apontamentos dos docentes. Durante o período em que desenvolvemos o programa de formação, os docentes tiveram oportunidade de trocar experiência, discutir, refletir e ressignificar suas práticas pedagógicas, frente ao processo de inclusão vivenciado. Os dados analisados consistiram dos discursos dos profissionais, registrados por meio de questionários aplicados, antes, durante e ao final do programa formativo empreendido. Ao organizarmos os dados relativos aos discursos dos participantes, optamos por tratá-los e analisá-los por meio da Análise de Discurso, respaldados em Orlandi (2005). Agrupamos os discursos em três momentos: visão inicial, envolvendo conceitos iniciais dos profissionais de ensino sobre o processo de inclusão escolar; visão processual, que diz respeito às concepções dos professores durante a formação continuada; visão final, que se refere às implicações decorrentes do programa formativo. Os resultados indicam que: em relação à escola campo da pesquisa-ação, percebemos que existia um esforço da equipe pedagógica no sentido de reduzir as diferenças e as dificuldades dos alunos, incentivando uma maior formação dos professores; inicialmente, os alunos com deficiência eram excluídos das atividades escolares, por acreditarem que esses educandos não eram capazes de participar ou por considerarem que não tinham interesse em realizar as atividades propostas; durante o processo formativo foi possível observar que os professores demonstraram interesse em ressignificar a prática pedagógica, assim  como  na prática identificamos mudanças significativas no dizer e no fazer docente frente a esses alunos. O programa de formação desenvolvido, portanto, produziu resultados significativos nas percepções e atitudes dos professores, coordenador e gestor, bem como na vivência pedagógica desses profissionais frente à diversidade do alunado, no cotidiano escolar.

  • MARIA DALVACI BENTO
  • UMA VISÃO LOCAL DE UM PROJETO NACIONAL: O CURSO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO.

  • Data: 03/03/2011
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  • A dissertação “Uma visão local de um projeto nacional: o curso Mídias na Educação” apresenta uma pesquisa que visa fazer uma análise de como vem sendo implementado o curso Mídias na Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, com a intenção de apontar lacunas em sua oferta, que devem ser sanadas na perspectiva de contribuir para o desenho de outros cursos nesses moldes. Para tanto, realizamos uma pesquisa participante em que na coleta dos dados, utilizamo-nos de questionários abertos disponibilizados em páginas online criadas, especificamente, para esse fim e respondidos por cursistas que concluíram o curso, cursistas que desistiram bem como tutores das duas universidades envolvidas na pesquisa. Através destes questionários, procuramos identificar, principalmente, os aspectos que interferem de forma negativa na oferta do curso, relacionados ao perfil do cursista, o ambiente virtual de aprendizagem  onde o curso está hospedado, os encontros presenciais, os conteúdos e atividades, a tutoria e a evasão, assim como as mudanças para melhorar a implementação do curso.  Os colaboradores da pesquisa são professores da educação básica pública do RN. Para entendermos a formação continuada de professores, desenvolvida através da educação a distância, utilizando-se de ambiente virtual de aprendizagem, fizemos uma contextualização desta a partir da década de noventa, no contexto da reforma educacional brasileira ocorrida na referida década. O curso Mídias na Educação se apresenta como uma proposta diferente por possibilitar aos professores seguir diferentes percursos, materializados em ciclos de aprendizagem. Ao final da pesquisa, concluímos que na implementação deste curso, RN, as condições para que aconteça o diálogo, concretamente, não são dadas e, assim, a ação instrumental prevalece sobre a ação comunicativa. 

  • MOYSÉS DE SOUZA FILHO
  • A CONFIGURAÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIENCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE – IFRN: TRAJETÓRIA HISTÓRICA E PERSPECTIVAS ATUAIS.

  • Data: 01/03/2011
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  • Ao longo do tempo a Educação Física no IFRN tem considerado o esporte como única possibilidade pedagógica de ação. No proposito de investigar os aspectos que     determinaram tal condição, este trabalho objetivou analisar a trajetória histórica da Educação Física no âmbito institucional e suas perspectivas atuais no IFRN. Nesse sentido, foram abordadas as seguintes as questões de estudo: Quais os aspectos politico pedagógicos que influenciaram a trajetória histórica da Educação Física no IFRN? Como a experiência pedagógica no campus Mossoró se contextualizou com as perspectivas de transformação curriculares propostas para o Ensino Médio? Qual o perfil pedagógico da Educação Física nos IF’S brasileiros? e Quais as perspectivas de consolidação da Educação Física como componente curricular contextualizado ao projeto político pedagógico institucional do IFRN? O grupo de colaboradores da pesquisa se constituiu de 37 sujeitos. Desses, 16 são professores de Educação Física do IFRN, onze dos quais com mais de quinze anos de atuação na instituição e de cinco professores recém-concursados que atuam nos campi da primeira fase da expansão institucional; Dois são professores de Educação Física aposentados do IFRN e  um professor da área técnica do quadro de professores ativos do instituto; Um gestor acadêmico e  quatro pedagogos do campus Mossoró além de alguns professores de Educação Física de outros Institutos Federais do Brasil, sendo três da região centro sul e cinco da região nordeste. O percurso metodológico do trabalho associou a pesquisa ex-post-facto para o relato da experiência considerando que a sua descrição ocorreu após o experimento realizado [...], todavia os procedimentos lógicos do delineamento ex-post-facto são semelhantes aos dos experimentos propriamente ditos (GIL, 1994, p.75), com os fundamentos da pesquisa descritiva qualitativa para as entrevistas e os questionários unidades de registro da investigação correlacionadas ao tema da pesquisa como unidade de contexto, visto que a descrição qualitativa de um fenômeno [...] leva em consideração todos os componentes de uma situação em suas interações e influencias reciprocas (ANDRÉ, 1995 p. 17). A técnica da análise do Discurso foi empregada nas falas dos colaboradores da pesquisa e analisadas considerando [...] um dado tipo de discurso, em determinadas circunstancias, ou condições de produção (BARDIN, 1977 p. 210). A análise dos dados nos possibilitou inferir que os pressupostos teóricos metodológicos da pratica pedagógica da Educação Física no IFRN precisam ser revistos e que se faz necessário a contextualização com os princípios curriculares do projeto político pedagógico institucional, com as Orientações Curriculares para o Ensino Médio e com a produção teórica da Educação Física brasileira. A prática pedagógica dos Institutos Federais considera o esporte como conteúdo hegemônico no planejamento curricular da Educação Física. A experiência pedagógica desenvolvida no Campus Mossoró esteve contextualizada com as diretrizes curriculares nacionais para o Ensino Médio e com as transformações teóricas da Educação Física brasileira. Concluímos que se faz necessário uma ação coletiva do grupo de professores para transformar o perfil pedagógico da Educação Física do IFRN além do respaldo institucional para que seja possível consolidar a Educação Física como componente curricular nas atuais dimensões de sociedade, ser humano, educação, ciência, tecnologia e trabalho propostos pelos princípios filosóficos e epistemológicos do Projeto político pedagógico do IFRN.

  • JOADSON MARTINS DA SILVA
  • CONSCIÊNCIA CORPORAL E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO.

  • Data: 01/03/2011
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  • A investigação sobre a consciência corporal na Educação Física escolar teve como objetivo principal relatar uma possibilidade de intervenção desta, relacionando-a diretamente aos conteúdos da Educação Física e considerando-a como um tema transversal nesta pesquisa. Neste escopo, especificamente trabalhamos com dois conteúdos da Educação Física - o conhecimento sobre o corpo e as lutas. No decorrer do estudo, discutiremos as estratégias pedagógicas para a tematização da consciência corporal nos referidos tópicos. Para o desenvolvimento deste trabalho, utilizamos as seguintes questões de estudo: como é tratada a consciência corporal na Educação Física e como tem sido abordada nas intervenções pedagógicas? Quais as dificuldades encontradas para a tematização da consciência corporal nos diferentes assuntos da Educação Física escolar? Como a consciência corporal tematizada nos conteúdos da Educação Física escolar é recebida pelos alunos e quais as atitudes demonstradas por estes no desenvolvimento das aulas? Partindo das questões de estudo, recorremos aos seguintes recursos metodológicos: observação participante, entrevistas, registros fotográficos, debates, exibição de filmes, dramatizações e dinâmicas, os quais foram realizados para estimular a reflexão crítica dos alunos a respeito do seu corpo e do corpo das outras crianças. A pesquisa com características etnográficas foi desenvolvida em duas escolas públicas: uma de ensino fundamental I, no município de Natal e outra do ensino fundamental II, realizada no município de João Câmara, no interior do estado do Rio Grande do Norte. Desenvolvemos uma estrutura para que as três dimensões dos conteúdos conceitual, procedimental e atitudinal fossem vivenciadas pelos alunos. O trabalho foi estruturado em cinco capítulos. No primeiro, fizemos uma introdução para justificar as motivações que nos levaram a escrever sobre a consciência corporal na escola. No segundo capítulo, discorremos a respeito da reflexão corporal e suas possibilidades de compreensão, refletindo sobre o corpo e sobre como a consciência deste vem sendo tratada nas aulas de Educação Física escolar. No terceiro capitulo, tratamos da consciência corporal e do diálogo com a Educação Física, no qual fizemos uma abordagem teórica, a partir de autores como: CLARO (1988), NÓBREGA (2000), ARAGÃO (2004), MELO (2006), LORENZETTO E MATTHIESEN (2008), a fim de situar a consciência corporal e sua relação com a Educação Física escolar. No quarto capitulo, falamos sobre a consciência corporal tematizada nos conteúdos da Educação Física escolar: o conhecimento sobre o corpo e as lutas. Apresentamos as experiências pedagógicas desenvolvidas na escola e discutimos com autores como OLIVIER (2000), DARIDO e RANGEL (2008), dentre outros, acerca de como é feita a reflexão sobre o corpo partindo destas vivências. O quinto capítulo foi destinado às considerações finais, no qual concluímos que a consciência corporal, tratada na Educação Física escolar pelos aspectos socioculturais e históricos, contribuirá na construção de um novo homem, de um novo corpo e de uma nova sociedade.  Embora a consciência corporal seja trabalhada em alguns momentos da Educação Física, pautada nas práticas corporais de conscientização ou  alternativas; em nossa proposta, apontamos outra perspectiva para se trabalhar a consciência corporal, trazendo elementos dela para permear e atravessar todos os conteúdos da Educação Física. No trabalho pode se observar uma sugestão para que essas experiências sejam desenvolvidas por outros profissionais de Educação Física, obviamente adaptando as atividades às faixas etárias e ao nível educacional dos alunos.

     
  • LIEGE MONIQUE FILGUEIRAS DA SILVA
  • CORPO E BELEZA: UMA ANÁLISE DAS PRODUÇÕES DA EDUCAÇÃO FÍSICA EM NÍVEL DE MESTRADO.

  • Data: 22/02/2011
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  • Falar em corpo e beleza parece algo bastante familiar à Educação Física. Compreendemos que a linguagem do corpo na área possibilita sentidos e significados diversos sobre a aparência, a beleza e a estética, exigindo, portanto, a necessidade da crítica e a necessidade de interrogá-la para percebermos o modo como a Educação Física vem sendo ressignificada. Para tanto, partindo da multiplicidade de sentidos que envolvem o corpo e a beleza, buscamos as implicações que essa discussão traz para área da Educação Física, analisando a concepção de corpo e beleza na produção acadêmica dessa área, em nível de mestrado, a partir de alguns questionamentos: Quais concepções de corpo e beleza têm sido discutidas na produção acadêmica da Educação Física em nível de mestrado? Qual a relação entre os significados do corpo e da beleza identificados nas produções analisadas e os modelos de beleza delineados historicamente na Educação Física? Compreendemos a relevância desta pesquisa e sua contribuição epistemológica ao analisar os estudos já existentes. E, principalmente, porque há uma ausência de estudos que discutam essas produções. Para edificação deste texto e para nossas reflexões, nos apoiamos em pensamentos como os de David Le Breton, Claude Lévi-Strauss, Michel Foucault, Maurice Merleau-Ponty, Ana Márcia Silva, Carmem Soares, Isabel Mendes, Karenine Porpino e Petrucia Nóbrega. O presente estudo caracterizase como uma pesquisa de natureza qualitativa, tendo a Análise de Conteúdo proposta por Laurence Bardin (1977) para tratamento dos dados. O corpus de análise foi composto por 8 dissertações da área de Educação Física, publicadas no Banco de Teses da Capes no período de 2004 a 2008, selecionados a partir da temática corpo e beleza. A leitura flutuante permitiunos selecionar unidades significativas e pautar nossas discussões em 2 eixos temáticos, os quais compõem os 2 capítulos do trabalho. No primeiro capítulo, intitulado Corpo, Beleza e Cultura, são evidenciadas as compreensões de corpo, natureza e cultura, que estão presentes nos trabalhos dissertativos. No segundo capítulo, Padrão Corporal e Transformações da beleza, apresentam-se as concepções de corpo e de beleza encontradas nas dissertações, com enfoque na mutabilidade das representações dos modelos de beleza, nas singularidades corporais, nas relações de poder-saber e na importância dada ao corpo na sociedade, sobretudo, no que se refere aos profissionais de Educação Física. Constatamos, assim, que, considerando as dissertações analisadas, a compreensão de corpo e de beleza vem sendo ressignificada, ao tratar de outras concepções estéticas, que consideram as singularidades expressas no corpo humano e na cultura da qual o indivíduo faz parte.

  • VIVIANE PREICHARDT DUEK
  • EDUCAÇÃO INCLUSIVA E FORMAÇÃO CONTINUADA: CONTRIBUIÇÕES DOS CASOS DE ENSINO PARA OS PROCESSOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE PROFESSORES.

  • Data: 22/02/2011
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  • Este estudo focaliza os processos de aprendizagem e desenvolvimento
    profissional vividos por professoras do Ensino Fundamental que têm alunos com
    necessidades educacionais especiais em suas salas de aula. Nesse sentido, aposta
    nos casos de ensino e método de casos enquanto recurso metodológico capaz de
    articular a formação continuada de professores em uma perspectiva inclusiva.
    Nesta pesquisa-intervenção, foi adotado o modelo construtivo-colaborativo para
    a formação continuada de professores, que teve como principal objetivo
    investigar as possíveis contribuições dos casos de ensino, enquanto estratégia
    formativa e investigativa, para os processos de aprendizagem e desenvolvimento
    profissional de docentes que atuam na escola regular. Os dados foram coletados
    por meio de atividades de análise, elaboração e discussão coletiva de casos de
    ensino, tendo como participantes oito professoras de uma escola pública regular,
    localizada no município de Natal/RN. O referencial teórico abarca a educação
    inclusiva, a aprendizagem da docência, o desenvolvimento profissional de
    professores, a base de conhecimento para o ensino e os casos de ensino como
    recurso para a formação continuada de professores em uma perspectiva
    inclusiva. Os resultados indicaram que os casos de ensino oportunizaram a
    descrição e a análise de práticas pedagógicas desenvolvidas pelas professoras do
    ensino regular e o estabelecimento de processos reflexivos sobre as situações
    relatadas e sobre o seu próprio fazer pedagógico com indícios de mudanças.
    Apontaram também, a contribuição dos casos de ensino para a explicitação,
    sistematização e ampliação dos conhecimentos profissionais acerca do processo
    educacional inclusivo, bem como para o envolvimento pelas professoras do
    estudo em um processo de raciocínio pedagógico. As aprendizagens
    evidenciadas dizem respeito, principalmente, ao próprio papel enquanto
    professoras do ensino regular, ao papel do profissional de apoio e das
    instituições especializadas frente à inclusão escolar. As análises demonstram que
    a opção metodológica se mostrou bastante adequada ao desenvolvimento de um
    processo de formação centrado na escola, permitindo que os professores
    busquem, em sua realidade, alternativas visando à construção de uma nova
    lógica de ensino que acolha a diversidade. Conclui-se, portanto, que os casos, ao
    trazerem situações de ensino próximas àquelas vivenciadas pelos professores em
    seu cotidiano profissional, desempenham função primordial nos processos de
    aprendizagem docente, uma vez que permitem tomar a formação em articulação
    com as experiências e os conhecimentos que os docentes já possuem.

  • JOSE JACKSON REIS DOS SANTOS
  • SABERES NECESSÁRIOS PARA A DOCÊNCIA: REFLETINDO SOBRE A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS.

  • Data: 02/02/2011
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  • Nesta tese, intitulada “Saberes para a docência: refletindo sobre a Educação de Jovens e Adultos”, são privilegiados aspectos que se entrecruzam sobre os saberes docentes e a Educação de Jovens e Adultos. Teve-se como objetivo central analisar, com os partícipes envolvidos, os saberes necessários para a docência na Educação de Jovens e Adultos. A preocupação centrou-se na seguinte questão: que saberes para a docência são necessários para o profissional atuar nos anos iniciais do ensino fundamental com jovens e adultos?  A pesquisa foi desenvolvida na Escola Municipal São Lucas, localizada na cidade de Vitória da Conquista/Bahia, tomando como referência os discursos de quatro partícipes envolvidos na experiência de pesquisa-formação.  A abordagem colaborativa, de natureza qualitativa, foi o caminho teórico-metodológico adotado, considerando quatro ações: descrever, informar, confrontar e reconstruir. Foram realizados, ao longo da pesquisa, entrevista coletiva, sessões de estudo, sessões reflexivas, observações da prática alfabetizadora, análise documental e registro escrito de notas de campo. Para análise e sistematização dos dados, tomou-se como referência os pressupostos da análise do discurso, baseando-se em estudos de Bakhtin (1997), especificamente sobre as discussões em torno das ideias de tema e de significação, conceitos estes articulados a uma análise processual e dialética. Os resultados e conclusões da pesquisa permitem afirmar que a prática pedagógica, as experiências profissionais, o diálogo com outros sujeitos, os conhecimentos adquiridos na universidade e em outros espaços formativos são as principais fontes de saberes dos partícipes. Estas se entrecruzam com outros conceitos, como o de docência e o de alfabetização. Na pesquisa, percebemos a docência ainda como doação e a ideia de alfabetização e de letramento compreendida de forma equivocada pelos envolvidos. No âmbito da política educacional da rede municipal de ensino, saberes como os da organização curricular, da avaliação, da formação continuada, do planejamento e dos recursos didático-pedagógicos orientam as práticas desenvolvidas na escola. Nestes, são observadas contradições entre o que desejam os partícipes na prática cotidiana da instituição e o que propõe a Secretaria Municipal de Educação. Os  saberes identificados e analisados nesta tese exigem, do nosso ponto de vista, o desenvolvimento de um processo formativo (inicial e continuado) rigoroso, técnico-científico e politicamente planejado, requerendo das instâncias formativas o investimento necessário para reelaborar as políticas educacionais e, consequentemente, ressignificar as experiências pedagógicas no interior das escolas, contribuindo, desse modo, para o processo de profissionalização na Educação de Jovens e Adultos.

2010
Descrição
  • FRANCISCO DAS CHAVAS SILVA SOUZA
  • Escafandristas do tempo: narrativas de vida e regeneração da memória em São Rafael - RN.

  • Data: 22/12/2010
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  • Em fins da década de 70 do século XX, o semiárido do Rio Grande do Norte foi o
    cenário do Projeto Baixo-Açu, cujo ponto alto seria a construção da barragem Engº
    Armando Ribeiro Gonçalves, projetada para acumular 2,4 bilhões de m³ de água.
    Considerava-se que tal iniciativa traria desenvolvimento econômico e social para
    milhares de potiguares que sofriam as agruras da seca. Entretanto, a barragem
    atingiria várias cidades da região, chegando a cobrir totalmente uma delas: São
    Rafael. Em função disso, nos primeiros anos da década de 1980, próximo dali, uma
    nova cidade foi edificada pelo DNOCS. A presente tese visa discutir como, após três
    décadas, a população de São Rafael rememora esse fato e reconstrói a sua história
    por meio da oralidade, da escrita e da informática. Tendo por base a perspectiva
    moriniana de método como estratégia, foram realizadas visitas à cidade de São
    Rafael e entrevistas abertas (individuais e coletivas) com dois grupos de sujeitos: um
    composto por aqueles que viveram na sua antiga terra natal, e outro, por jovens que
    já nasceram na nova cidade. Além dos relatos desses sujeitos, foram observadas as
    narrativas visuais apresentadas pelas imagens, sobretudo fotográficas,
    disponibilizadas num perfil criado para a cidade na rede social Orkut. Também foram
    considerados como fontes para esse estudo os diálogos entre os rafaelenses que
    acessam o referido perfil. Tendo como centralidade a observação de Edgar Morin de
    que “o que não se regenera, degenera”, essa tese tem como argumento central a
    ideia de que o “orkut de São Rafael” cumpre hoje um duplo e interdependente papel:
    ser uma ferramenta que potencializa uma inteligência coletiva, por meio da
    cooperação, da troca de ideias e de reconstituição de narrativas visuais e escritas.
    Distante de uma concepção congelada do que seja a perspectiva histórica,
    defendemos a tese de que o orkut regenera, repara, reproduz, restaura, reorganiza e
    renova a memória e a história de uma cidade que sucumbiu à imensidão das águas
    de uma barragem há quase trinta anos.

  • MARLUCIA BARROS LOPES CABRAL
  • O PROFESSOR E SUA FORMAÇÃO LINGUÍSTICA: UMA INTERLOCUÇÃO TEORIA/PRÁTICA
  • Data: 22/12/2010
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  • Este trabalho constitui um estudo de doutoramento intitulado O professor e sua formação linguística: uma interlocução teoria/prática. Nele, a pesquisadora, discorrendo sobre questões que envolvem o ensino-aprendizagem da linguagem verbal, focaliza a importância da formação linguística para profissionais que atuam nos anos iniciais da Educação Fundamental. Nessa perspectiva, objetiva analisar as interrelações entre os saberes dos professores, referentes à linguagem (verbal), mobilizados no processo ensino-aprendizagem da produção de textos escritos pelos educandos, inscritos nos anos iniciais do ensino fundamental. Para tanto, desenvolveu uma pesquisa colaborativa, de natureza qualitativa, com quatro partícipes, sendo três delas professoras do campo empírico, a EETB (escola apontada pelo “Prova Brasil” (2005) como entre as dez escolas brasileiras com o pior índice de rendimento discente nas habilidades de ler, escrever e interpretar) e a outra (pesquisadora) docente da UERN. A pesquisa fez uso de diversos procedimentos metodológicos, dentre os quais se destacam: questionário, entrevista, Sessões Reflexivas e Ciclos de Estudos Reflexivos. Estes específicos da metodologia da elaboração conceitual ferreiriana, adotada no processo de (re)elaboração, pelas partícipes, dos conceitos de linguagem, texto, gênero textual, língua falada e língua escrita. Quanto aos procedimentos analíticos, esses foram embasados em aportes da teoria da formação de conceitos, da Linguística Aplicada e da arqueologia dos conceitos eleitos. Os resultados apontam que o processo de formação linguística, instaurado por meio da pesquisa colaborativa e da metodologia da elaboração conceitual ferreiriana, unindo conhecimentos das áreas da Educação e da Linguagem, foi produtivo e revela uma estreita relação entre os conhecimentos adquiridos pelas partícipes, a (re)organização do processo ensino-aprendizagem da linguagem e a melhoria das produções escritas pelos alunos dessas docentes.

  • MÉRCIA DE OLIVEIRA PONTES
  • OBSTÁCULOS SUPERADOS PELOS MATEMÁTICOS NO PASSADO E VIVENCIADOS PELOS ALUNOS NA ATUALIDADE: A POLÊMICA MULTIPLICAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS

  • Data: 22/12/2010
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  • Na literatura especializada na área de Matemática, existem registros que ressaltam as dificuldades enfrentadas no processo de ensino/aprendizagem de números inteiros. Tais dificuldades, vivenciadas e superadas pelos matemáticos do passado por um longo período, tornam-se obstáculos epistemológicos que se impõem a alunos e professores na atualidade. Este trabalho contém os resultados de uma pesquisa desenvolvida na cidade de Natal (RN) no decorrer no primeiro semestre de 2010, em uma escola pública estadual de educação básica e em uma universidade pública federal e envolveu 45 alunos assim discriminados: 20 do ensino fundamental, 9 do ensino médio e 16 do ensino superior. Teve-se como objetivo central identificar, de um lado, a abordagem da justificativa da multiplicação entre números inteiros que é mais bem compreendida pelos alunos e de outro, os elementos presentes nas justificativas que contribuem para a superação dos obstáculos epistemológicos nos processos de ensino e aprendizagem de números inteiros. Para tanto, procurou-se determinar em que medida os obstáculos epistemológicos enfrentados pelos alunos na aprendizagem de números inteiros aproximam-se das dificuldades vivenciadas pelos matemáticos ao longo da história da humanidade. Em decorrência da natureza do objeto de pesquisa buscaram-se, no referencial teórico, os estudos relativos ao cotidiano do ensino de Matemática e os teóricos que se dedicam ao processo de construção do conhecimento. Foram elaborados dois instrumentos de pesquisa com a finalidade de apreender as seguintes informações sobre os sujeitos pesquisados: vida estudantil; diagnóstico dos conhecimentos de números inteiros e suas operações, em especial da multiplicação de dois números inteiros negativos; compreensão de quatro justificativas diferentes – elaboradas pelos matemáticos – para a regra dos sinais na multiplicação. No trabalho de campo identificou-se, dentre as abordagens – aritmética, geométrica, algébrica e axiomática – dadas ao produto de dois números negativos, que os alunos compreendiam melhor a que usava argumentos aritméticos. Os resultados obtidos indicam que a justificativa para a regra de sinais que é considerada de mais fácil compreensão pela maioria dos alunos dos ensinos fundamental, médio e superior pode ser usada para facilitar a compreensão da unificação da reta numérica, um obstáculo amplamente identificado no processo de ensino/aprendizagem na atualidade.

  • ANDREA JANE DA SILVA
  • SER PROFESSOR DE PORTUGUÊS: O QUE DIZEM OS DISCURSOS REGULADORES, OS ALUNOS E OS PROFESSORES DA FORMAÇÃO INICIAL (UMINHO/PORTUGAL e UFRN/BRASIL)

  • Data: 21/12/2010
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  • A constituição do “ser professor de Português” se dá em um processo dinâmico no qual muitos fatores estão implicados, tais como: as exigências dos documentos reguladores, o contexto de formação docente e a própria configuração da sociedade atual. Neste estudo, o nosso foco é refletir sobre a formação inicial de professores de Português e sobre os documentos oficiais que se voltam para essa formação, os quais nos suscitaram os seguintes questionamentos: o que significa ser professor de Português? Qual a visão dos sujeitos envolvidos com a formação para o ensino de Língua Portuguesa (professores e alunos)? Como esses sujeitos lidam com os documentos oficiais? E, finalmente, como esses discursos se relacionam? Para entender o contexto dos processos formativos e os saberes que lhes são inerentes, tomamos como referencial teórico, principalmente, os estudos de Garcia (1999) e Tardif (2005) e, para compreender e interpretar os enunciados dos entrevistados, ancoramo-nos em escritos de Bakhtin (2003), para quem o objeto das Ciências Humanas, ciências do homem, é o texto, uma vez que o homem é, por natureza, um ser expressivo. Situamos este estudo no âmbito da pesquisa qualitativa. Trata-se de um estudo de casos múltiplos, pois tem dois contextos como foco: a formação de professores de Português na Universidade do Minho/Portugal e na Universidade Federal do Rio Grande do Norte/Brasil. Os dados que compõem o nosso corpus advêm de documentos elaborados pelos Ministérios da Educação de Portugal e do Brasil e adotados pelas duas instituições de formação citadas, de entrevistas individuais realizadas com oito professores formadores (sendo quatro de cada universidade) e de duas entrevistas coletivas (uma em cada instituição), realizadas com alunos em formação. Nosso percurso de análise está dividido em três momentos: no primeiro, fizemos análise dos documentos; no segundo, a do discurso dos professores nos dois contextos estudados e; por fim, a da fala de alunos em formação. Vale salientar que, nesta pesquisa, nosso propósito não foi chegar a uma definição do tipo: “ser professor de Português é X”, mas nos interessou, sobremaneira, discutir a problemática que cerca a formação inicial, buscar pontos de vista distintos e ouvir vozes vindas de lugares sociais diferentes para melhor compreender nosso objeto de estudo. O que fica de nossa análise é que a formação inicial de professores de Português, tanto em Portugal quanto no Brasil, ocorre de forma complexa, sob a influência de fatores diversos, entre os quais destacamos: 1) as dificuldades de adequação dos sujeitos envolvidos às exigências dos órgãos reguladores; 2) a adequação de alunos e professores ao modelo organizacional da instituição de ensino superior; 3) as dificuldades dos professores de lidar com os problemas de aprendizagem de alunos que vêm de uma formação escolar básica e oriundos de realidades socioeconômicas distintas; 4) a busca pelo estabelecimento de metodologias de ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa mais adequadas à realidade e; 5) a procura pela definição dos saberes profissionais necessários para o exercício docente.

  • JOAO BOSCO FILHO
  • As lições do vivo: a natureza e as ciências da saúde.

  • Data: 13/12/2010
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  • As ciências da saúde, apoiadas nos argumentos das ciências modernas, assumem em grande parte o conhecimento científico em sua linearidade. Como consequência desse modelo, a condição humana é reduzida ao domínio mecânico e biológico. Essa matriz de conhecimento fomenta um processo de formação dos profissionais de saúde que dificulta uma prática integral, capaz de visualizar a saúde de forma ampliada, conforme preconizam os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde, atual política pública de saúde do Brasil. Nesse contexto, torna-se urgente a formulação de estratégias reunificadoras, capazes de construir um olhar ampliado para a formação em saúde. Esta tese tem por suporte as ciências da complexidade e reconhece o homem como parte integrante da natureza, da qual é dependente. Daí porque, talvez, seja urgente reconhecer que a natureza estendida – para além do propriamente humano – é pródiga em mensagens para as quais os profissionais da saúde precisam estar atentos. Identificar e ouvir as lições do vivo podem ajudar a entender o domínio da vida e possibilitar intervenções mais sensíveis no cuidar do humano. A proposição de uma nova prática em saúde foi influenciada pelos macroargumentos filosóficos, antropológicos e epistemológicos de Claude Lévi-Strauss. De igual forma, as hipóteses do limite difuso entre vivo e não-vivo e de uma comunicação ampliada entre o homem e todas as coisas do mundo redimensionam na tese concepções levistraussianas. Henri Atlan, Jean-Marie Pelt e Francisco Lucas da Silva são aqui operadores cognitivos que dão atualidade às ideias de Lévi-Strauss. São sobretudo essas quatro matrizes de pensamento que compõem, nesta tese, a estratégia de operar o pensamento complexo na área das Ciências da Vida. Autorizar as lições da natureza viva permite refletir sobre a cegueira e a surdez que são impressas na formação, acionando canais para a escuta de outras linguagens para religar os conhecimentos e operar efetivamente a integralidade na formação em saúde.

  • MARCIA DE PAULA BRILHANTE PORTELA SBRUSSI
  • O bordado de uma prática: A pedagogia Freinet e a formação do professor comprometido.

  • Data: 10/12/2010
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  • A pesquisa O bordado de uma prática: a pedagogia Freinet e a formação do professor comprometido tem como objeto de estudo a formação inicial de professores no curso de Pedagogia da Universidade Potiguar (Natal RN), utilizando a pedagogia Freinet como fundamento principal. Seus objetivos são compreender as bases teórico-práticas da Pedagogia Freinet que alicerçam a formação de professores, percebendo os desafios e possibilidades de utilização dos seus princípios e técnicas numa experiência formativa com alunos do Curso de Pedagogia da UnP, assim como discutir como a pedagogia Freinet contribui na intervenção docente dos alunos do Curso de Pedagogia durante a sua prática pedagógica no estágio supervisionado. Ao longo da tese busca-se responder duas questões principais: Como são desenvolvidos, no curso de Pedagogia da Universidade Potiguar - UnP, os estudos sobre os fundamentos e as práticas pedagógicas relacionadas à Pedagogia Freinet? E como acontece a prática pedagógica de professores em processo educativo de formação inicial no Curso de Pedagogia da UnP, após conhecerem as particularidades e a aplicabilidade da Pedagogia Freinet? Para responder a essas questões foi criado um Grupo de Estudos Freinetianos que contou com a participação assídua de seis alunas, bem como foi realizada observação e orientação sobre a utilização dos princípios freinetianos durante o Estágio Supervisionado. Entende-se que a formação de professores a partir da pedagogia Freinet configura-se como crítico-emancipatória e se volta para a formação social do professor democrático. Como referencial teórico utilizou-se obras de Célestin Freinet (com destaque para A Educação do Trabalho, Para uma Escola do Povo, Pedagogia do Bom Senso e As Técnicas Freinet da Escola Moderna); além de outros autores com quem dialogou-se (FREIRE; ELIAS; PIRES; CUNHA; PEREIRA; PIMENTA; LIBÂNEO; GADOTTI; DEMO; SAVIANI; NÓVOA; SACRISTÁN E GÓMEZ; ZEICHNER; TAVARES; JARES; SOUZA; GARCIA E SANTIAGO). O pressuposto da tese é: formar professores com princípios freinetianos contribui para uma prática humanística e uma educação transformadora. A tese defende que a formação de professores, como pessoas em constante processo de convivência interativa, atravessa a obra freinetiana e a visão humanística de Célestin Freinet é essencial para influenciar uma prática pedagógica comprometida com uma educação transformadora. A metodologia é de natureza qualitativa (BOGDAN; BIKLEN), parte do “tateamento experimental” (FREINET; POURTOIS; DESMET; PIRES), e procede a um Estudo de Caso (ANDRÉ; YIN) associando referenciais teóricos como a “escuta sensível” (BARBIER), a “relação com o saber” (CHARLOT), a noção de “artesão intelectual” (MILLS), e a “categorização conceitual” da documentação segue a orientação de Bardin. As entrevistas e observações (MAY) foram procedimentos importantes e essenciais para a construção da documentação, pois propiciaram elementos reflexivos para a discussão dos dados, tendo-se como parâmetros norteadores os invariantes pedagógicas e o trabalho de tateamento experimental desenvolvido por Freinet. Os resultados da pesquisa evidenciam que os princípios e práticas da pedagogia Freinet são os grandes referenciais para a formação pedagógica das alunas participantes, ressaltando-se que nas práticas desenvolvidas no Estágio Supervisionado as atividades, tarefas e projetos referenciados na pedagogia Freinet concorreram para o processo de interação e partilha entre as alunas em formação, as professoras das escolas e as crianças com quem estagiaram num clima de respeito e liberdade de expressão, onde a palavra da criança foi valorizada. Considera-se que a formação teórico prática no curso de Pedagogia da UnP pode contribuir para dinamizar os estudos e pesquisas sobre a formação de professores a partir das bases formativas em Freinet.

  • SANDRA MARIA BORBA PEREIRA
  • O ato pedagógico como ato gnosiológico em Paulo Freire

    Ensinar como uma aventura criadora

  • Data: 03/12/2010
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  • A presente tese tem como objeto de estudo a visão epistemológica de Paulo Freire e como questão central sua compreensão sobre o ato pedagógico enquanto  ato gnosiológico e suas conseqüências para a práxis docente. A tese original afirma que perpassa a obra freireana uma compreensão sobre o conhecimento que situa o ato pedagógico como situação gnosiológica, compreensão esta indispensável a uma práxis educacional libertadora. Para identificar essa compreensão, a presente pesquisa de caráter bibliográfico e qualitativa foi realizada a partir de indicações do próprio Paulo Freire sobre o ato de ler/estudar e da abordagem hermenêutica de Hans-Georg Gadamer, utilizando o diálogo com os textos do autor, em busca dos sentidos capazes de responder às questões desdobradas na presente tese. O trabalho apresenta, além de uma pré-compreensão do tema, os resultados dos exercícios dialógicos mantidos com os textos de Freire sobre o conhecimento e a educação como situação gnosiológica. Oportunamente foram construídos mapas conceituais dos achados da autora, para melhor visualização espacial do leitor bem como diálogos com três estudiosos do pensamento freireano. O pensamento freireano sobre o conhecimento e a educação enquanto situação gnosiológica engloba as seguintes dimensões, além da dimensão epistemológica propriamente dita: dimensão histórico-filosófica; dimensão político-ideológica; dimensão comunicativa e dialógica; dimensão ética e estética; dimensão pedagógico-cultural; e dimensão institucional e de gestão. A compreensão pelo educador dessas dimensões bem como sobre o Ciclo de Ensinar e Aprender  podem contribuir de modo significativo para uma práxis docente capaz de percorrer o caminho do diálogo problematizador, aquele que pode tornar o ato pedagógico num ato verdadeiramente gnosiológico, capaz de auxiliar homens e mulheres em seu processo de humanização.

  • MAURILIO GADELHA AIRES
  • O ensino de filosofia no Ensino Médio mediado pela literatura sartriana.

  • Data: 16/11/2010
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  • Analisa-se uma experiência de ensino de Filosofia no ensino médio através da mediação da
    literatura. O palco da intervenção foi o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
    do Rio Grande do Norte (IFRN), no ano de 2008. O estudo, de caráter qualitativo, adotou um
    modelo de pesquisa participante, no qual o pesquisador interveio em seu próprio contexto de
    sala de aula. Utilizou-se na investigação uma obra existencialista de Jean-Paul Sartre, o
    romance A Náusea, como contribuição metodológica para o ensino de Filosofia. Adotou-se o
    recurso da literatura com conteúdo filosófico a partir da proposição trazida pelos Parâmetros
    Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM), a de que nem se deve ter a pretensão
    de formar filósofos profissionais, nem se deve banalizar a filosofia junto aos alunos. Partindose
    do princípio de que o existencialismo foi uma corrente filosófica que utilizou a literatura
    enquanto expressão de idéias filosóficas, vislumbrou-se o potencial pedagógico da vizinhança
    comunicante entre a filosofia e a literatura que une a experiência literária com textos que
    também mostram a discussão filosófica. A ideia força foi a de tratar conceitos filosóficos a
    partir da literatura como convite à reflexão, analisando o elemento lúdico na literatura
    enquanto jogo do pensamento. O pensamento, considerado como ação lúdica, dar-se-ia
    através do ideal de se buscar melhores maneiras de se entender a realidade, sendo este ideal
    estético assumido no esforço de imprimir sentido ao caos das experiências. As situações
    pedagógicas em sala de aula contaram frequentemente com momentos de diálogo acerca dos
    problemas existenciais enfrentados pelo protagonista do romance, Antoine Roquentin,
    considerados como questões filosóficas, e debatidos através da investigação dialógica logo
    após a leitura de trechos do livro. Nesse sentido, procurou-se seguir os passos do método
    socrático, em que o perguntar e o perguntar-se seriam as molas propulsoras da reflexão
    filosófica. A investigação dialógica estendeu-se durante cinco encontros de noventa minutos,
    interpretados através de uma análise discursiva que tentou estabelecer relações entre o
    discurso do professor e dos alunos com o discurso da tradição filosófica. Esta pesquisa
    também intentou produzir uma reflexão acerca da própria prática pedagógica do autor deste
    estudo. Este, talvez, tenha sido o objetivo mais amplamente alcançado: conscientizar-se da
    importância da formação de um professor reflexivo que combine na sua práxis o saber fazer
    com a crítica honesta da sua própria capacidade profissional.

  • PABLO CRUZ SPINELLI
  • O livro de leitura da Campanha de Pé no Chão também se Aprende a Ler/RN: um estudo dos pressupostos histórico-culturais.

  • Data: 16/11/2010
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  • Este trabalho é um estudo sobre os pressupostos históricos e culturais inseridos nos conteúdos de alfabetização da Campanha de Pé no Chão Também se Aprende a Ler, Movimento de cultura e educação popular, desenvolvido no Estado do Rio Grande do Norte no período de 1961 a 1964. A hipótese é a da existência de um ideário romântico-político que permeava uma concepção nacional-desenvolvimentista presente em seu instrumento didático-pedagógico de alfabetização, o Livro de Leitura De Pé no Chão Também se Aprende a Ler/RN (1963). Objetiva compreender como se deu a conscientização popular marcada pelas concepções de cultura e educação popular em suas relações sociais, culturais e ideológicas. Analisa o objeto de estudo por meio da cartografia simbólica, procedimento metodológico que tem como princípio retirar de uma fonte antecedente significados implícitos, passíveis de descobertas de novas realidades, articulando as palavras-chave daquele documento ao ideário que circulava na Campanha de Pé no Chão Também se Aprende a Ler/RN. Como resultados, a pesquisa mostrou que, considerando os pressupostos histórico-culturais do pensamento nacional desenvolvimentista presente no Livro de Leitura estudado, as condições do contexto político-cultural e de avanço da indústria nacional brasileira no início da década de 1960, admitia um processo de integração social prodigalizado pela alfabetização popular na Campanha de Pé no Chão/RN, junto com a possibilidade de transição da consciência popular, numa perspectiva romântico-política da cultura e educação popular.

  • JAILMA CAVALCANTE BARAUNA
  • OS SENTIDOS DADOS AO PLANEJAMENTO E À FORMAÇÃO CONTINUADA POR PROFESSORES DE UMA ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL DE NATAL/RN

  • Data: 10/11/2010
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  • Este trabalho tem como objetivo compreender os sentidos dados à relação entre o planejamento e o processo de formação continuada pelos professores de uma escola pública municipal da cidade de Natal/RN. Temos como pressuposto a ideia de que os professores não concebem o planejamento escolar como espaço de formação coletiva e continuada, o que nos motiva à reflexão, uma vez que o planejamento pode ser visto como processo permeado por tensões e conflitos estruturais reprimidos na escola. Nosso princípio teórico-metodológico é a abordagem multirreferencial, baseada em conceitos de diferentes modelos de análise para compreensão de uma realidade em que diferenciadas dimensões estão emaranhadas. Adotamos como metodologia a entrevista compreensiva, a partir da qual o objeto de pesquisa é construído por meio da elaboração teórica das hipóteses forjadas no campo da investigação. O pesquisador busca dominar e personalizar os instrumentos e as teorias em meio a um projeto concreto de pesquisa, cuja imagem mais próxima é a do artesanato intelectual. No processo de construção, compreendemos a necessidade de entender o registro de um saber social incorporado pelos indivíduos à sua historicidade, às suas orientações e às definições de sua ação em relação com o conjunto da sociedade. Nesse sentido, os professores entrevistados comentam seu entendimento, revelando sentidos sobre como efetivar um planejamento que atenda as realidades do cotidiano dos alunos. Percebemos, nas análises, que parte do grupo de professores tem consciência do fazer do planejamento como base do trabalho docente, não apenas voltado ao aspecto prático – elaboração e execução –, mas também atrelado a um processo de outros aspectos concomitantes, como a reflexão e ação-reflexão sobre a ação. Sendo assim, há a possibilidade de melhorar o planejamento, tornando-o mais dinâmico e participativo, através dos projetos de trabalho desenvolvidos como alternativa de ensino e de aproximação da prática pedagógica à realidade do aluno. Por esse motivo, o planejamento diário é de fundamental relevância, uma vez que o espaço escolar é complexo e dinâmico. No entanto, percebemos que há uma incompreensão do planejamento como espaço escolar de formação continuada em detrimento das práticas irrefletidas. Nesse sentido, o processo de planejamento tende a ser visto apenas como técnico, e não como processo político-reflexivo. Por essas razões, surgem as tensões externas e internas, atreladas às incertezas do fazer docente no cotidiano escolar, associadas aos sentimentos antagônicos, que podem ser elementos que dificultam e limitam esse fazer, conduzindo à improvisação. Os professores sugerem a construção da proposta pedagógica voltada à formação continuada em serviço e aliada à introdução de uma prática reflexiva que envolva a coletividade, sendo incluídas a autonomia, a flexibilidade e a abertura do planejamento, ressaltando a atuação mediadora do coordenador pedagógico como de fundamental importância para fortalecer o trabalho coletivo na escola e enfatizar práticas reflexivas.

  • MARCILIO DE SOUZA VIEIRA
  • PASTORIL: UMA EDUCAÇÃO CELEBRADA NO CORPO E NO RISO.

  • Data: 27/10/2010
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  • Por meio do Pastoril desvenda-se uma Educação celebrada no corpo e no riso, visível por meio das cançonetas e da gestualidade licenciosa dos brincantes desse folguedo. Para tal, apoiamo-nos na fenomenologia de Merleau-Ponty, na tradição e transmissão da oralidade como é concebida por Paul Zumthor, bem como na fenomenologia da memória dos brincantes e nos estudos da história cultural e da filosofia do corpo. A pesquisa objetiva discutir o corpo e o riso como aprendizagem da cultura, bem como realizar a produção de uma cartografia dos pastoris potiguar, no sentido de discutir os elementos da gestualidade licenciosa pelo olhar e das cançonetas pelo ouvir. A pesquisa é de natureza fenomenológica e ao recorrermos a Fenomenologia como uma atitude, reconhecemos o nosso olhar sobre o fenômeno, àquilo que se mostra para nós enquanto sujeitos pesquisadores e assumimos a redução e o mundo vivido como abordagens metodológicas para se pensar o fenômeno pesquisado. Conforme ficou evidenciado nesse estudo, buscou-se dimensionar o alcance de uma reflexão centrada no corpo e no riso através da escuta das cançonetas do Pastoril e da visão através dos gestos licenciosos; uma reflexão centrada no corpo do brincante de Pastoril.

  • NIVEA PRISCILLA OLINTO DA SILVA
  • A LEITURA DE LITERATURA NA ESCOLA: POR UMA EDUCAÇÃO EMOCIONAL DE CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL.

  • Data: 25/10/2010
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  • Esta dissertação investiga as contribuições da leitura de literatura infantil na
    problematização das experiências e conflitos emocionais de crianças de
    educação infantil. Sua relevância consiste em oferecer subsídios ao trabalho
    pedagógico com a leitura de literatura nas séries iniciais, com o intuito de
    ampliar a competência do professor para explorar o texto literário em sua
    natureza problematizadora e enriquecedora das experiências e conflitos
    emocionais da criança. Respalda-se, metodologicamente, nos princípios da
    pesquisa qualitativa, caracterizando-se como um estudo de caso. A pesquisa
    realizou-se em uma turma de nível V de educação infantil, com 28 alunos de
    faixa etária de 5 e 6 anos de idade, em escola pública de Natal-RN (Brasil). Os
    instrumentos utilizados foram: gravação em áudio, diário de campo, entrevistas.
    As aulas realizadas se constituíram em 17 sessões de leitura de contos
    clássicos, contemporâneos, fábulas e lendas, com a utilização de diferentes
    estratégias didáticas. Essas sessões foram desenvolvidas conforme a
    experiência de leitura por andaime (scaffolding), descrita por Graves & Graves.
    Tomou-se como referencial teórico os estudos de Amarilha (1997/ 2006),
    Bettelheim (2004), Coelho (1987/2000), Damásio (2005), Del Nero (2003), Eco
    (1994/2006), Held (1980), Iser (1996), Jauss (2002), Stierle (1979), Wallon
    (2007), Telles (2006), Yunes (2003), Zilberman (1987). As análises assinalaram
    que a leitura de literatura em sala de aula se constituiu como um território
    privilegiado de inclusão da subjetividade do leitor, das suas experiências
    emocionais e de seus conflitos na trama da história, de forma a auxiliar as
    crianças a refletirem e se apropriarem de estratégias para lidar com sua
    realidade interior. Evidencia a leitura literária como atividade experiencial e
    formativa, que auxilia a criança a compreender sua realidade emocional,
    através do processo de identificação, exteriorização e catarse, em que a
    experiência estética, proposta pelo texto, propicia ao leitor o autoconhecimento,
    ampliando a percepção sobre sua realidade interior e exterior e lhe oferecendo
    capital emocional para lidar com as adversidades da vida. É salutar destacar
    que as discussões propostas em sala de aula se configuraram como campo de
    confronto de experiências, em que os leitores tiveram a possibilidade de
    compartilhar suas vivências, suas dores e seus sofrimentos com outros que
    experienciaram os mesmos problemas, auxiliando-os na construção de
    estratégias que melhor orientem sua atuação sobre o meio.

  • JOSILDO JOSÉ BARBOSA DA SILVA
  • ERAM REALMENTE PITAGÓRICO(A)S OS HOMENS E MULHERES CATALOGADO(A)S POR JÂMBLICO EM SUA OBRA VIDA DE PITÁGORAS?

  • Data: 15/10/2010
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  • Pitágoras foi um dos mais importantes pensadores pré-socráticos, e o movimento por ele fundado, o pitagorismo, influenciou todo um pensar posterior na religião e na ciência. Jâmblico, importante filósofo neoplatônico e neopitagórico do século III d.C., elaborou uma das mais importantes biografias de Pitágoras em sua obra Vida de Pitágoras. Nela ele retrata a vida de Pitágoras e nos fornece informações sobre o pitagorismo, como, por exemplo: a comunidade religiosa pitagórica, assemelhada ao culto de mistérios; o envolvimento de pitagóricos em assuntos políticos e no governo no sul da Itália; o uso da música pelos pitagóricos (meio de purificação de cura, recurso de estudo teórico); a ética pitagórica (amizade e lealdade pitagórica, temperança, autocontrole, equilíbrio interior); a justiça; e o ataque aos pitagóricos. Também nessa biografia, Jâmblico, quase setecentos anos após a extinção da escola pitagórica, elabora um catálogo com os nomes de duzentos e dezoito homens e dezesseis mulheres, suposto(a)s pitagórico(a)s de diversas nacionalidades. Tomando como base essa biografia, lança-se a questão: até que ponto, e em quais aspectos, o(a)s pitagórico(a)s citado(a)s por Jâmblico podem realmente ser classificados como pitagórico(a)s? Tomaremos como elementos norteadores à busca de respostas para nosso problema central os seguintes objetivos geral, identificar, quando possível, quais dos homens e mulheres listados no catálogo de Jâmblico podem ser considerados pitagóricos, e específicos: caracterizar as religiões de mistérios; refletir sobre as semelhanças entre o culto de mistérios e a Escola Pitagórica; desenvolver critérios que vão definir o que é ser um pitagórico; definir um pitagórico; identificar, se possível, através dos nomes, locais de nascimento, vidas, pensamentos, obras, estilo de vida, geração, etc., cada um dos homens e mulheres listados por Jâmblico; destacar, no catálogo, quem realmente poderia ser considerado um(a) pitagórico (a), ou se adequando a um ou vários critérios estabelecidos em c, ou atendendo ao disposto no item d. Para dar conta de tais objetivos, realizamos uma pesquisa bibliográfica valendo-se de fontes antigas que discutem o pitagorismo, principalmente Aristóteles (2009), Platão (2000), Jâmblico (1986), bem como modernos estudiosos do movimento pitagórico, Cameron (1938), Barnes (1997), Burkert (1972), Burnet (1955), Gorman (s.d.), Guthrie (1988), Kirk, Raven e Shofield (2005), Mattéi (2000), Khan (1999) e Fossa (2006). Os resultados de nossa pesquisa mostram que, apesar da pouca ou nenhuma disponibilidade de informações sobre os nomes de suposto(a)s pitagórico(a)s listado(a)s por Jâmblico, se aplicarmos os critérios e a definição por nós estabelecidos sobre o que vem a ser um pitagórico para alguns nomes para os quais dispomos de evidências, é possível supor que Jâmblico elaborou uma lista na qual poderiam estar incluídos alguns pitagóricos.

  • MARIA DIVA DE MEDEIROS AZEVEDO
  • DOCÊNCIA NA MULTISSERIAÇÃO: A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL NA
    ARTICULAÇÃO DAS DIFERENÇAS

  • Data: 05/10/2010
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  • Um dos principais desafios colocados à educação do meio rural está
    relacionado ao ensino das escolas rurais multisseriadas. Estas compreendem
    alunos de diferentes comunidades, séries, idades, aprendizagem e níveis de
    conhecimentos. São turmas heterogêneas, que têm como característica
    central a diversidade. Em muitas regiões rurais do Brasil, a educação
    escolar é organizada em turmas multisseriadas devido às grandes distancias
    entre as comunidades e o baixo número de alunos em cada série/ano. É comum
    encontrar os que estão em fase de alfabetização estudando com quem já sabe
    ler e escrever - e todos sob a orientação de uma só professora, que
    precisa ensinar a partir do que está disponível na escola e das
    vinculações com o contexto e a cultura local. O ponto principal a ser
    tratado nesse estudo diz respeito às práticas exercidas na ação educativa
    das professoras que atuam em escolas rurais multisseriadas da região do
    Seridó do Rio Grande do Norte, precisamente nos municípios de Caicó,
    Jardim do Seridó e Ouro Branco. Acreditamos ser este um dos pontos
    centrais na discussão sobre a organização, a diversidade e sua relevância
    para o avanço do conhecimento como forma de democratizar as oportunidades
    educacionais tanto no RN quanto no Brasil. As contribuições de Werthein e
    Bordenave, Calazans, Paiva, Ramalho, Therrien e Damasceno, Leite,
    Passador, Molina, Arroyo, Nascimento, Hage, bem como documentos oficiais
    do MEC, como cadernos SECAD 2, Lei de Diretrizes e Bases da Educação
    Nacional, nº 9.394/97, Diretrizes Operacionais para a Implantação do
    Ensino Fundamental de 9 (nove) anos, Projeto Base do Programa Escola
    Ativa,  entre outros, fundamentaram a análise sobre docência na
    multisseriação: a importância da formação profissional na articulação das
    diferenças. O estudo envolveu 24 (vinte e quatro) professoras e 06 (seis)
    profissionais da educação que desempenham suas funções nos Centros
    Municipais de Ensino Rural (CMER). Os instrumentos de pesquisa empregados
    foram questionários e observações "in loco" aplicados para responder as
    seguintes questões: que fatores influenciam as condições do trabalho
    docente das professoras e pro