Banca de QUALIFICAÇÃO: BARBARA MORAIS FERREIRA THEREZA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : BARBARA MORAIS FERREIRA THEREZA
DATA : 08/03/2018
HORA: 14:00
LOCAL: HUOL
TÍTULO:

USO DE SIMULAÇÃO PARA O ENSINO DE PRÁTICAS COLABORATIVAS E O TRABALHO EM EQUIPE NO INTERNATO EM MEDICINA: UMA ESTRATÉGIA DE INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO.


PALAVRAS-CHAVES:

Atenção Primária à Saúde, Prática colaborativa, Trabalho em equipe, Urgência e emergência


PÁGINAS: 25
RESUMO:

Esse estudo descreve a implantação do treinamento integrado do estudante do internato do curso de medicina com a equipe de saúde durante situação de emergência clínica, utilizando o TOSCE como estratégia de avaliação de habilidades não técnicas para a prática colaborativa e o trabalho em equipe. Trata-se de um estudo de desenho quasi-experimental para avaliar os ganhos de desempenhos técnico e humano em RCP, utilizando a ferramenta de avaliação de equipes TOSCE durante OSPE realizadas entre outubro de 2016 e julho de 2017. Foram realizados quatro workshops em RCP com duração de seis horas, em um laboratório de habilidades com manequins de alta fidelidade. Foram preparadas duas estações simuladas, sendo uma de PCR extrahospitalar (PCRE) e outra intrahospitalar (PCRI), nas quais os participantes eram agrupados em duplas contendo um estudante e um técnico de enfermagem. Os casos simulados tinham como objetivo de aprendizagem a tomada imediata de decisões, colaboração e comunicação entre os membros para o cumprimento das tarefas desejadas. Além de realizar autoavaliação, os participantes receberam feedback a cada avaliação de desempenho. Resultados: Houve incremento significante na média da avaliação cognitiva antes e após o treinamento, com de 5,9± 2,7 e7,5± 1,8, respectivamente, p <0,001. De forma semelhante, o desempenho durante o OSPE também apresentou melhora significante na estação de PCR extrahospitalar, com mediana16 antes e 22 após o treinamento (p <0,001).  Os escores médios observados na estação de PCR intrahospitalar (PCRI) foram20,8± 9,6 e 30,0± 8,9antes e após a intervenção (p <0,001). Um expressivo percentual de participantes apresentaram um desempenho individual inicial ruim, com 63,9% dos mesmos numa faixa inferior à esperada, sendo 23,2% "bem abaixo do esperado". Esse dado se modificou de forma muito expressiva após o treinamento, apresentando uma verdadeira inversão numérica, com um desempenho "dentro ou acima do esperado" em 63,9% dos indivíduos e uma queda no número de participantes com a performance e "bem abaixo do esperado" para 4,8%. A avaliação das equipes mostrou desempenho inicialmente insatisfatório, em que 66% das duplas tiveram um desempenho "abaixo" ou "muito abaixo do esperado", enquanto somente 33,3% atingiram uma avaliação "dentro" ou "acima do esperado". Após a intervenção, com 62,5% das duplas teve uma performance considerada "dentro" ou "acima do esperado" no TOSCE. As respostas dadas nos questionários de avaliação do workshop externam aceitação e fácil adaptação ao método de ensino-aprendizagem, apesar de novo para boa parte do grupo. Realizar autoavaliação durante a atividade foi considerado um ponto positivo de uma forma unânime, com 25,3% concordando e 74,7% concordando totalmente que o ato de refletir sobre o desempenho auxiliou na melhora. Considerações finais: O uso da ferramenta TOSCE foi factível quando aplicado num cenário de emergência como estratégia de avaliação de grupos de caráter formativo, sendo bem aceito pelos participantes. Sua utilização proporcionou identificar fragilidades e domínios das habilidades não técnicas essenciais ao trabalho em equipe.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2495713 - ROSIANE VIANA ZUZA DINIZ
Interno - 2172036 - MARIA JOSE PEREIRA VILAR
Interno - 1645299 - MARISE REIS DE FREITAS
Notícia cadastrada em: 01/03/2018 09:41
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