Banca de DEFESA: FRANCISCO ROCHA VASCONCELOS NETO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FRANCISCO ROCHA VASCONCELOS NETO
DATA : 19/08/2016
HORA: 13:30
LOCAL: Sala de Aula do PPGAU/UFRN
TÍTULO:

CAIS DE MEMÓRIA: Espaço para vivências afetivas com a urbanidade de Natal


PALAVRAS-CHAVES:

Centro cultural. Projeto de Arquitetura. Urbanidade. Integração. Intermodalidade. Acessibilidade. Público x Privado. Intervenção em Sítio histórico.


PÁGINAS: 228
RESUMO:

Essa pesquisa procura evidenciar e contribuir para a importância da construção de espaços com ênfase na urbanidade. O trabalho trata do desenvolvimento de estudo preliminar para o projeto arquitetônico do Cais da Memória, um Complexo cultural intermodal, implantado às margens do rio Potengi entre o centro antigo tombado, o monumento da Pedra do Rosário e a comunidade AEIS Passo da Pátria, numa região de grande valor simbólico e histórico para a cidade de Natal. O projeto tem o propósito de tornar-se veículo para a ocupação do território de Natal por terra, água e ar e promover a apropriação dessa urbanidade pela população por reconhecimento cognitivo e sensorial de sua geomorfologia, história e memória. No trabalho protagoniza-se: 1) O estudo de referenciais projetuais antecedentes sobre o tema e Estratégias bioclimáticas, legais, tectônicas e compositiva arquitetônica 2) A Integração espacial pela intermodalidade da rede de sistemas do transporte público coletivo, 3) A costura e conexão entre espaços público e privados, 4) A configuração de espaços fenomenológicos e 5) A inserção de objeto arquitetônico em local de significância afetiva para a cidade/comunidade. Utilizando esses cinco pontos como método e ferramenta obtém-se proposta de arquitetura que redesenha e acolhe a urbanidade do centro da cidade para promover relações de encontros, acessibilidade, transparência visual, espacial, permeabilidades e usá-las como estratégia de revitalização, renovação e requalificação urbana por meio do desenho e ocupação de um edifício. Estrategicamente o projeto estabelece um modelo arquitetônico aberto e integrado visual e espacialmente ao seu entorno, em contraponto à lógica dos modelos segregados imposto pelo mercado imobiliário. O complexo pretende tornarse objeto para construção da dimensão afetiva da população de Natal com sua urbanidade, através da intervenção e apropriação de um contexto urbano negligenciado, com rupturas e entrincheiramentos espaciais e sociais, se dispondo também, a ser piloto para dar a orla fluvial da cidade o mesmo tratamento dispensado a Orla oceânica. Do ponto de vista didático arquitetônico, aborda a importância em considerar e integrar as características da malha urbana com seus equipamentos, instalações e soluções construtivas como elemento fundamental para nortear e engendrar a criação da tectônica e dos espaços no desenho do projeto. O resultado é um corpo maciço em madeira e aço, sustentado por uma estrutura de pórticos em filigrana que se projeta sobre a linha férrea e o leito do rio, do qual projetam-se também viaduto e plataforma a conectar as a partes segregadas da malha urbana. Dessa maneira a pesquisa contribuiu para o aperfeiçoamento de soluções de arquitetura para complexos e edifícios com significância urbana e com fins de usos culturais, com soluções que acolhem e redesenham a malha urbana existente e estabelecem possíveis características que deve possuir um espaço público para permitir uma urbanidade sadia por meio do encontro, da sociabilidade e apropriação de um lugar.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1694892 - EDNA MOURA PINTO
Interno - 1298938 - MAISA FERNANDES DUTRA VELOSO
Externo à Instituição - MARCIO COTRIM CUNHA - UFPB
Notícia cadastrada em: 10/08/2016 16:54
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