Banca de DEFESA: VICTOR HENNEG CAMPELO DE LIMA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VICTOR HENNEG CAMPELO DE LIMA
DATA : 05/04/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do E-TEC/EAJ
TÍTULO:

PALMA FORRAGEIRA ASSOCIADA A DIFERENTES FONTES DE FIBRA NA DIETA PARA CABRITOS EM CONFINAMENTO


PALAVRAS-CHAVES:

bagaço de cana, capim elefante, caprinocultura, carne caprina, fibra efetiva


PÁGINAS: 90
RESUMO:

Nos sistemas de produção de leite caprino, os cabritos geralmente recebem manejo e nutrição deficiente, dada a pouca contribuição que dão ao faturamento da propriedade e, desta forma, tem-se o mau aproveitamento de uma potencial fonte de proteína de origem animal de qualidade. Neste sentido, objetivou-se avaliar o desempenho, consumo e digestibilidade dos nutrientes, comportamento ingestivo e as características de carcaça de cabritos de origem leiteira mantidos em confinamento. Foram utilizados 24 animais (12 inteiros e 12 castrados), com peso inicial médio de 18,5 ± 3,8 kg, alimentados durante 70 dias com dietas a base de palma forrageira, recebendo bagaço de cana-de-açúcar (PBCA) ou feno de capim-elefante (PFCE) como fontes de fibra, com dietas formuladas para possuírem quantidades semelhantes de fibra em detergente neutro (FDN). O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado num arranjo fatorial 2 x 2, com duas condições sexuais, duas fontes de fibra e seis repetições por tratamento, totalizando 24 parcelas. Foram realizadas análises de variância para a condição sexual e fonte de fibra e, quando necessário, as médias foram comparadas pelo teste de Tukey ao nível 5%. Não houve diferença estatística para os consumos de matéria seca (CMS), consumo de proteína bruta (CPB) e consumo de FDN (CFDN) avaliados, com médias de 567 e 670 g/dia, 78 e 88 g/dia e 219 e 258 g/dia, para o PBCA e PFCE, respectivamente, entretanto, foram constados maiores consumos de carboidratos não-fibrosos (CCNF) pelos animais que consumiram a dieta contendo feno de capim-elefante (247 g/dia). Maiores coeficientes de digestibilidade para matéria seca (DMS), proteína bruta (DPB) e carboidrato não-fibrosos (DCNF), foram constatados para o tratamento PBCA, com médias de 66,12, 74,26 e 91,94%, respectivamente, quando comparada a 62,88, 70,95 e 83,07%, respectivamente, para o PFCE. A digestibilidade da FDN não variou de acordo com os tratamentos. Houve efeitos da interação para o consumo de nutrientes digestíveis totais (NDT), com maiores resultados para os animais inteiros que consumiram a dieta PFCE (471 g/dia). No que se refere ao desempenho, não foram detectadas diferenças para as variáveis analisadas, com médias para peso final (PF) de 22,40 e 22,95 kg, ganho médio diário (GMD) 55 e 71 g/dia, ganho total (GT) 3,89 e 4,92 kg e conversão alimentar (CA) de 11,59 e 10,02, para os tratamentos PBCA e PFCE, respectivamente. Em relação ao comportamento ingestivo, houve diferença para os tempos de ócio, ruminação e tempo de mastigação total, com tempos médios de 1812,20 e 1539,00 minutos, 865,62 e 1100,58 minutos, 202,17 e 240,43 minutos, respectivamente para PBCA e PFCE, mas não houve efeito para as eficiências de alimentação e ruminação avaliadas. No tocante as características de carcaça, foram observadas diferenças estatísticas para peso da carcaça quente (PCQ) e peso da carcaça fria (PCF), com médias de 9,87 e 10,79 kg, 9,69 e 10,52 kg, para PBCA e PFCE, respectivamente, e para os rendimentos da carcaça quente (RCQ), rendimento comercial (RC) e rendimento biológico (RB), com médias de 43,81 e 46,87%, 42,90 e 45,73%, e 55,32 e 59,76% para PBCA e PFCE, respectivamente. O peso final (PF), peso corpóreo vazio (PCV), pH e temperatura da carcaça não se mostraram diferentes estatisticamente. Verificou-se efeito da condição sexual para o PCQ e PCF, com médias de 10,80 e 9,86 kg e 10,56 e 9,64 kg, para inteiros e castrados, respectivamente, bem como interação significativa entre as fontes de variação, com maiores valores para os animais inteiros do tratamento PFCE, com médias de 11,76 e 11,48 kg para o PCQ e PCF, respectivamente. Em relação aos cortes cárneos, houve influência da dieta sobre o peso do pernil (1,526 e 1,679 kg, para os tratamentos PBCA e PFCE, respectivamente), bem como efeito da condição sexual sobre os pesos de pescoço e costelas, com médias de 654 e 500 g e 900 e 752 g, para inteiros e castrados, respectivamente, assim como maior rendimento do pescoço para os animais inteiros (11,91%). As medidas morfométricas foram influenciadas pela dieta, com média para o índice de compacidade da carcaça sendo 0,160 e 0,173, para os tratamentos PBCA e PFCE, respectivamente, com interação significativa e maiores medidas para os animais inteiros que consumiram a dieta a base de feno de capim-elefante (0,18). Os pesos e rendimentos da buchada e panelada não foram alterados. Recomenda-se, como alternativa para o confinamento de caprinos de origem leiteira, o uso do feno de capim elefante associado à palma forrageira, sem aplicar a prática da castração.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2257055 - LUCIANO PATTO NOVAES
Externo à Instituição - MARCELO DE ANDRADE FERREIRA - UFRPE
Presidente - 2339534 - STELA ANTAS URBANO
Notícia cadastrada em: 26/03/2019 14:53
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