Banca de DEFESA: JULLY ANNE LEMOS BATISTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JULLY ANNE LEMOS BATISTA
DATA: 31/08/2015
HORA: 13:30
LOCAL: Sala Catolé – Centro de Biociências - UFRN
TÍTULO:

OCORRÊNCIA DE INFECÇÃO POR Toxoplasma gondii EM MATRIZES OVINAS DA RAÇA MORADA NOVA E SUAS CRIAS


PALAVRAS-CHAVES:

Toxoplasmose; Ovis aries; ELISA; IgG anti-T. gondii; ovinos.


PÁGINAS: 52
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Zootecnia
RESUMO:

A exploração de pequenos ruminantes domésticos, por muito tempo, tem sido considerada uma atividade de grande importância econômica e social, realizada em todos os continentes, especialmente nos países que possuem regiões áridas ou semiáridas. No entanto, a adoção de práticas adequadas de manejo dos animais se constitui um verdadeiro desafio para os criadores em todo o mundo. Nesse contexto, fazem-se necessários conhecimentos epidemiológicos sobre as espécies de parasitos de importância patogênica presentes nas diferentes regiões, para fundamentar as práticas de manejo e a promoção da saúde dos animais. O que significa poder estimar o risco de ocorrência de doenças determinadas por esses agentes etiológicos, tais como os parasitos, que interfiram no estado geral dos animais, e, por consequência, no desempenho produtivo dos rebanhos. Em algumas áreas do semiárido brasileiro tem sido demonstrado que as infecções por Toxoplasma gondii determinam perdas econômicas devido ao fato deste parasito estar implicado na determinação de abortamento e ocorrência de natimortos. Sendo assim, o objetivo deste trabalho é avaliar a ocorrência de T. gondii em matrizes da raça Morada Nova e em suas crias, exploradas em regime de manejo semi-intensivo, na zona semiárida da microrregião de Angicos, RN. Mensalmente, foram feitas colheitas de amostras de sangue de 47 matrizes, desde o início da estação de monta até o desmame das crias. Também foram colhidas amostras de sangue de 44 crias (sendo 22 machos e 22 fêmeas), do primeiro ao quinto mês de vida, no caso dos machos; e do primeiro ao décimo segundo mês, no caso das fêmeas. Foi feita a pesquisa de anticorpos IgG específicos anti-Toxoplasma,  através do teste imunoenzimático (ELISA), no soro desses animais; e realizado o teste de avidez dos anticorpos para as amostras das crias. Todas as matrizes apresentaram positividade para IgG anti-T. gondii, em algum momento do estudo. Os resultados mostraram também que 18,2% das cordeiras apresentaram soropositividade já no primeiro mês de vida (níveis de IgG de avidez variando de 52,6 a 88,3). No terceiro mês de vida, mais 13,6% das cordeiras tornaram-se soropositivas (níveis de IgG de avidez variando 21,5 a 40,0); e no quinto mês de vida todas estavam soropositivas para T. gondii (níveis de IgG de avidez variando 28,5 a 95,1). Dos cordeiros, 9,1% tornaram-se soropositivos no segundo mês de vida (níveis de IgG de avidez de 77,4 e 98,5) e até o quinto mês de vida apenas 36,4% dos cordeiros apresentavam-se soropositivos (níveis de IgG de avidez variando 38,0 a 96,6). Esses resultados mostram que a infecção por T. gondii é muito prevalente no rebanho e que a soroprevalência é maior e mais precoce nas cordeiras, do que nos cordeiros. Oito animais (18,2%) apresentaram anticorpos de baixa avidez o que indica primoinfecção pós-natal.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 057.116.734-91 - AURINO ALVES SIMPLICIO - UFRN
Externo à Instituição - MARCIANE DA SILVA MAIA - EMBRAPA
Externo ao Programa - 6349507 - MARIA DE FATIMA DE SOUZA
Externo ao Programa - 2213126 - VALTER FERREIRA DE ANDRADE NETO
Notícia cadastrada em: 21/08/2015 11:42
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