Banca de DEFESA: TENORIO JOSE DE BRITO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : TENORIO JOSE DE BRITO
DATA : 30/10/2020
HORA: 09:00
LOCAL: meet.google.com/djy-eebf-xdz
TÍTULO:

USO DE GEOTECNOLOGIAS NO MAPEAMENTO DE ALAGAMENTOS EM CENÁRIOS DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO: ESTUDO DE CASO NO BAIRRO ALTO SUMARÉ – MOSSORÓ/RN


PALAVRAS-CHAVES:

Expansão urbana, Sensoriamento Remoto, GNSS, SIG, Nordeste do Brasil


PÁGINAS: 79
RESUMO:

Inundações, enchentes e alagamentos têm se tornado eventos frequentes nos espaços urbanos em todo o mundo e têm sido analisados tanto como consequência de eventos relativos às mudanças climáticas, quanto de alterações desordenadas no espaço urbano. No Município de Mossoró/RN ocorreu acelerado processo de ocupação urbana nos últimos 10 anos, fomentado pelo Programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal. Mesmo sendo um programa onde os empreendimentos precedem de planejamento sob as boas práticas de engenharia, em que é observada a implantação da infraestrutura de drenagem e, obrigatoriamente, requerem avaliação e chancela do poder público municipal, foram relatados ocorreram problemas de alagamentos no bairro Alto Sumaré, tratado como área de estudo. Na análise do crescimento urbano foram usadas imagens de sensoriamento remoto disponíveis no Google Earth Pro tratadas em ambiente de Sistema de Informações Geográficas (SIG). Tal análise permitiu estimar para o bairro Alto Sumaré o percentual de expansão urbana de 180,75% entre 2010 e 2017 e de 112,75% entre 2017 e 2019. A elaboração de Modelo Digital de Superfície (MDS) calibrado com pontos de controle no terreno, baseados em técnicas de levantamentos planialtimétricos com Global Navigation Satellite System (GNSS) e referidos ao Sistema Geodésico Brasileiro, permitiu a avaliação de pontos de alagamento. Os resultados indicaram que os dispositivos de drenagem instalados nos empreendimentos residenciais do bairro Alto Sumaré foram balizados pelo conceito de amortecimento incompleto, pois a maior parte das lagoas de amortecimento implantadas não possui descarregador de fundo. A ausência desse equipamento promoveu um falso efeito de segurança, pois impõe o escoamento rápido quando os volumes das lagoas são atingidos, o que aumenta a área de contribuição e, por conseguinte, o caudal à jusante, causando as inundações e alagamentos. Os volumes de acumulação para tempos de recorrência de 5, 10 e 25 anos apreciando as sub-bacias de contribuição de cada lagoa e baixos topográficos identificados no MDS indicaram volume acumulado maior que a capacidade de reserva da lagoa Cidade Jardim 1 e Res. Monte Olimpo, a exemplo, para os 3 TR calculados. Assim, os cálculos demonstram que a capacidade de amortecimento da maioria das lagoas é insuficiente.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 350698 - VENERANDO EUSTAQUIO AMARO
Interna - 1222082 - ADA CRISTINA SCUDELARI
Externo à Instituição - ALEXANDRE BERNADINO LOPES - UFPR
Notícia cadastrada em: 16/10/2020 11:01
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