PPGH/CCHLA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Telefone/Ramal: Não informado https://posgraduacao.ufrn.br/ppgh

Banca de QUALIFICAÇÃO: HALYSON RODRYGO SILVA DE OLIVEIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HALYSON RODRYGO SILVA DE OLIVEIRA
DATA: 12/09/2011
HORA: 15:30
LOCAL: SETOR II SALA C-4
TÍTULO:

"MUNDO DE MEDO: INQUISIÇÃO E CRISTÃOS NOVOS NOS ESPAÇOS COLONIAIS (1593 - 1595)


PALAVRAS-CHAVES:

Inquisição, cristãos-novos, medo, espaços coloniais.


PÁGINAS: 57
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO:

ntegrando o painel do programa expansionista efetivado pela Coroa portuguesa na segunda metade do século XVI, as visitas de inspeção inquisitorial nos espaços coloniais encenam, em nosso trabalho, uma dimensão compreensiva que articula a demonização imputada aos cristãos-novos promovida por instituições religiosas, mormente o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição, cujas práticas persecutórias encontram na colônia sua configuração nas Capitanias de Pernambuco, Itamaracá e Paraíba entre anos 1593-1595. Nosso exercício de compreensão considera, baseando-se em uma discussão que envolve a experiência inquisitorial nas capitanias com maior índice de cristãos-novos, bem como índices econômicos consideráveis que as impulsionou como pólos da econômica colonial em fins do século XVI, uma discussão maior, na qual a Visitação do Santo Ofício da Inquisição instaura uma nova ordem nas sociabilidades coloniais e expressa a produção de uma nova dimensão espacial. Empregando em suas ações instrumentos variados que envolvia uma grande rede administrativa articulada, o Santo Ofício da Inquisição utilizou-se de uma intensa campanha anti-semita, que na colônia encontra nos cristãos-novos a configuração necessária para o mito do deicida·, bem como de uma pedagogia intimidatória, da promoção e circulação do medo entre aqueles que por ventura tivessem cometido algo condenado pelo Santo Tribunal. Partimos da idéia de que a vinda do Santo Ofício da Inquisição reordena o cotidiano colonial, expressando uma nova configuração espacial. As práticas cotidianas nos espaços públicos, a manutenção da religiosidade desviante no espaço privado, a pouca intimidade que as habitações coloniais representavam insere-se e encontra-se nesse movimento. Na historiografia dos espaços, as formulações de Michel de Certeau abrem caminhos para problematizarmos as questões relacionadas a tríade Inquisição, medo e práticas de espaços. A documentação utilizada na pesquisa é de natureza judicial: Regimentos, livros de denúncias e confissões, correspondências entre o Visitador e o Conselho Geral do Santo Ofício compõem, nesse sentido, nosso corpo documental.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANGELO ADRIANO FARIAS DE ASSIS - UFV
Interno - 1324248 - CARMEN MARGARIDA OLIVEIRA ALVEAL
Presidente - 1149446 - MARIA EMILIA MONTEIRO PORTO
Notícia cadastrada em: 17/08/2011 15:24
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