PPGH/CCHLA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Telefone/Ramal: Não informado https://posgraduacao.ufrn.br/ppgh

Banca de QUALIFICAÇÃO: RODRIGO OTAVIO DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RODRIGO OTAVIO DA SILVA
DATA: 31/08/2011
HORA: 11:00
LOCAL: SETOR II SALA C-4
TÍTULO:

COM MISERICÓRDIA E CARIDADE, O HOSPITAL SUBIU O MONTE: AS RELAÇÕES ENTRE MEDICINA E GEOGRAFIA NA VIA CRUCIS DO ESPAÇO NOSOCOMIAL JUVINO BARRETO (1856 - 1909)


PALAVRAS-CHAVES:

Hospital de Caridade Juvino Barreto, topografia médica, discurso higienista


PÁGINAS: 71
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO:

No cap. 1 da dissertação, buscamos compreender a relação entre Geografia e Medicina na construção do espaço hospitalar do Juvino Barreto, isto é, como as diversas teorias médicas correntes na época influenciaram na escolha da localização geográfica do hospital. Estudamos o processo de instalação de uma assistência hospitalar na cidade do Natal, iniciado com a construção do Hospital de Caridade, na segunda metade do século XIX (1855), pelo presidente de província Bernardo Pereira Passos. Acompanhamos a trajetória desse nosocômio, através dos documentos oficiais produzidos pelo governo, investigando sistematicamente as relações entre as práticas médicas e o espaço do hospital e da cidade. Depois de muitas críticas ao HC, culminando com seu fechamento em 1906, preparou-se um outro espaço para o novo hospital, que acabou por se instalar no extremo norte do Monte Petrópolis, nas proximidades da praia de Areia Preta em 1909.  Por que se deu o deslocamento do antigo nosocômio da Salgadeira, no Bairro da Ribeira, para a região da Cidade Nova, espaço de plena expansão da cidade do Natal? Que fatores médicos e geográficos participaram de tal escolha? Concentrando-nos no discurso de salubridade, que vinha sendo gestado desde 1835, na fala do presidente Quaresma Torreão, acreditamos que a geografia médica do HCJB relacionou-se intimamente com certa concepção do espaço urbano e da doença, que viam nas teses médicas (os “bons ares”, a teoria dos miasmas) a solução dos problemas de insalubridade do meio urbano. Tal discurso fora apropriado pelas elites natalenses para justificar sua intervenção no espaço urbano, reordenando-o segundo seus interesses de criar uma “cidade moderna”, de “civilizar” os natalenses, tomando como modelo as cidades européias, como a Paris do Barão de Haussmman.

Partimos da hipótese de que o deslocamento espacial do Hospital de Caridade, saindo do bairro da Ribeira, na Rua da Salgadeira, posteriormente 2 de Julho, e dirigindo-se para o Monte Petrópolis, acompanhou um plano de expansão da cidade, devendo ser compreendido a partir da produção de um discurso higienista sobre a salubridade do meio urbano e seus inconvenientes para a saúde da população. Medicina e Geografia se entrecruzaram numa politicamente eficaz topografia médica, que serviu de matriz ideológica para os rearranjos espaciais que foram produzidos no interior da cidade. Metodologicamente, nossas reflexões apontarão para um duplo movimento analítico: primeiramente, buscar entender a construção de uma “experiência hospitalocêntrica primitiva” situada, no plano local, entre 1856 e 1906; em seguida, aprofundar essa mesma “experiência hospitalocêntrica” com a sua segunda espacialidade, o Hospital de Caridade Juvino Barreto, entre 1906 e 1909, confrontando as teorias médicas da época com a escolha da localização geográfico-espacial do novo nosocômio.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1088824 - RAIMUNDO NONATO ARAUJO DA ROCHA
Interno - 1149437 - RAIMUNDO PEREIRA ALENCAR ARRAIS
Externo à Instituição - IRANILSON BURITI DE OLIVEIRA - UFCG
Notícia cadastrada em: 16/08/2011 10:32
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