PPGH/CCHLA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Telefone/Ramal: Não informado https://posgraduacao.ufrn.br/ppgh

Banca de QUALIFICAÇÃO: FRANCISCO DIDIER GUEDES ALBUQUERQUE JUNIOR

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FRANCISCO DIDIER GUEDES ALBUQUERQUE JUNIOR
DATA : 22/08/2022
HORA: 09:00
LOCAL: Atividade remota: meet.google.com/irv-gsdp-tjw
TÍTULO:
DE TOCAIA COM O MEU SOM: BANDA TOCAIA DA PARAÍBA E A CONSTRUÇÃO DE UMA PAISAGEM SONORA HÍBRIDA NO ALTO SERTÃO PARAIBANO (1995-2010)
 

PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chave: Tocaia da Paraíba; Paisagem Sonora; Hibridismo Cultural; Canção Popular; Rock ‘n’ Roll.


PÁGINAS: 121
RESUMO:

Este trabalho tem como objetivo historicizar a composição de novas paisagens sonoras no Alto Sertão paraibano, particularmente através dos hibridismos musicais empreendidos pela banda Tocaia da Paraíba, entre os anos de 1995 a 2010. Para tanto, compreende-se que o grupo é fruto de uma complexa cena musical underground formada na cidade de Cajazeiras (Paraíba), em finais dos anos 1980, que teve suas linhas e contornos iniciais estabelecidas pelos primeiros sons produzidos pela banda Conspiração Apocalipse. Nesse ritmo, como uma ramificação dessa cultura musical local, a banda Tocaia da Paraíba se tornou um dos principais expoentes do circuito musical paraibano, durante as décadas de 1990 e 2000, destacando-se sobretudo por dois motivos: primeiramente, pela estrutura híbrida de sua sonoridade que, instaurada inauguralmente em pleno Alto Sertão paraibano, trouxe para suas práticas culturais novas referências musicais do Rock ‘n’ Roll às bandas de Pífano, do Jazz ao Coco de Roda, do Samba ao Forró, unindo a esfera local ao global e levando o grupo a compor canções autorais que tensionaram as pétreas concepções tradicionalistas da musicalidade nordestina, particularmente a do espaço sonoro do sertão paraibano; em seguida, pela grande notoriedade conquistada nos eventos musicais aos quais participaram, que se espalharam por praticamente todas as regiões do território nacional, bem como da aparição em matérias jornalísticas de destacados meios da imprensa nacional. Em vista dessa temática, a presente análise histórica busca compreender o fazer cultural que esse grupo cajazeirense propôs a partir de suas concepções artísticas e da configuração de uma paisagem sonora híbrida, marcada por uma postura de alternância ao mainstream musical. Como fontes, utiliza-se das canções inseridas nos discos Tocaia (2000) e Botando pra quebrar (2005), além de periódicos que noticiaram o grupo (a exemplo da Folha de São Paulo, Tribuna da Imprensa e Gazeta do Alto Piranhas), blogs, sites, materiais de divulgação física (panfletos e cartazes dos shows), registros fotográficos, gravações audiovisuais e entrevistas – tanto com os integrantes da banda Tocaia como dos outros grupos da cena alternativa local. Em relação ao embasamento teórico, realiza-se a partir da operacionalização dos conceitos de: paisagem sonora, edificados por Murray Schafer (2011a; 2011b) e Tim Ingold (2015); canção popular, amplificados por Marcos Napolitano (2002), José Geraldo Vinci de Moraes (2000), Adalberto Paranhos (2004) e Luiz Tatit (2012); Rock ‘n’ Roll, instrumentalizados por Paulo Chacon (1982) e Elton John da Silva Farias (2013); e de hibridismo cultural, possibilitado por Nestor Canclini (2019) e Peter Burke (2003). 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ADALBERTO DE PAULA PARANHOS
Interno - ***.095.524-** - DURVAL MUNIZ DE ALBUQUERQUE JUNIOR - UEPB
Presidente - ***.394.804-** - FRANCISCO FIRMINO SALES NETO - UFCG
Interno - 1088824 - RAIMUNDO NONATO ARAUJO DA ROCHA
Notícia cadastrada em: 09/08/2022 13:55
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