PPGH/CCHLA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Telefone/Ramal: Não informado https://posgraduacao.ufrn.br/ppgh

Banca de DEFESA: RISTEPHANY KELLY DA SILVA LEITE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RISTEPHANY KELLY DA SILVA LEITE
DATA : 10/07/2020
HORA: 14:00
LOCAL: VIDEOCONFÊNCIA
TÍTULO:

O REGRESSO DOS PAIAKU:

DESLOCAMENTOS E AGÊNCIAS INDÍGENAS ENTRE AS CAPITANIAS DO RIO GRANDE DO NORTE E CEARÁ (1700-1768)


PALAVRAS-CHAVES:

Paiaku. Portalegre. Processo de Territorialização. Territórios sociais. Agência indígena.


PÁGINAS: 147
RESUMO:

Percorrendo os sertões do que posteriormente foi dividido administrativamente como Capitanias do Rio Grande do Norte e do Ceará, viviam diversos grupos indígenas no período anterior ao contato com os conquistadores europeus. A chegada dos portugueses provocou alterações sem precedentes nas formas destes grupos se relacionarem entre si e com os demais. Esse estudo analisa os processos de territorialização pelos quais os indígenas Paiaku são submetidos no decorrer do século XVIII. O primeiro processo de territorialização ocorreu quando, em decorrência dos conflitos que ficaram conhecidos como Guerra do Açu (c. 1680-1720), os Paiaku foram aldeados em diversos locais entre as ribeiras dos rios Apodi e Choró. O segundo processo ocorreu quando, por determinação régia, dois desses grupos Paiaku são enviados, com outros grupos de índios, para compor a Vila de Portalegre. O Diretório dos Índios - legislação criada em 1757 para o Estado do Grão-Pará e Maranhão, e adaptada para o Estado do Brasil como Direção de Pernambuco em 1759, foi o dispositivo legal que promoveu os deslocamentos destes grupos indígenas que, por vezes eram voluntários e outras vezes eram impostos pelos oficiais da Coroa. No entanto, uma parte do grupo dos Paiaku que havia se deslocado voluntariamente do Ceará, empreendeu viagem de regresso para o território que habitava. Pretende-se, portanto, analisar as agências realizadas pelos Paiaku, através não somente da resistência armada e da submissão aos conquistadores, mas também da realização de alianças com as autoridades representativas da Coroa portuguesa e da tomada de decisões. Para tanto, analisando fontes manuscritas produzidas por estas autoridades coloniais que estavam coordenando estes processos e em constante contato com esses grupos indígenas, cruzando-as com a bibliografia existente sobre os Paiaku e a criação das missões e vilas de índios, pretende-se refletir historicamente sobre como estes grupos indígenas se apropriavam de seus territórios sociais ao mesmo tempo que se confrontavam e experienciavam esses processos de territorialização.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ISABELLE BRAZ PEIXOTO DA SILVA - UFC
Interna - 1324248 - CARMEN MARGARIDA OLIVEIRA ALVEAL
Interno - 2432663 - HELDER ALEXANDRE MEDEIROS DE MACEDO
Presidente - 1879280 - LIGIO JOSE DE OLIVEIRA MAIA
Notícia cadastrada em: 25/06/2020 08:36
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