PPGH/CCHLA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Telefone/Ramal: Não informado https://posgraduacao.ufrn.br/ppgh

Banca de QUALIFICAÇÃO: CAMILA RAFAELA PEREIRA DE SOUZA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CAMILA RAFAELA PEREIRA DE SOUZA
DATA : 08/06/2020
HORA: 14:00
LOCAL: VIDEOCONFÊNCIA
TÍTULO:

MULHERES, ESPAÇO E LITERATURA: UMA ANÁLISE DA CONSTITUIÇÃO DOS ESPAÇOS A PARTIR DA EXPERIÊNCIA FEMININA EM RAZÃO E SENSIBILIDADE E EMMA


PALAVRAS-CHAVES:

História & Literatura. Jane Austen. Espaço. Mulheres. Século XIX.


PÁGINAS: 152
RESUMO:

Esta Dissertação produz uma análise historiográfica sobre como se constituíam os espaços públicos e os privados no Sul da Inglaterra através da experiência feminina. Para tanto, utilizase como objetos de análise doisromances: Razão e Sensibilidade, publicado em 1811, e Emma, publicado em 1815, ambos de autoria da romancista inglesa Jane Austen, que viveu, escreveu e publicou durante a era georgiana (1714-1830). A pesquisa escolheu como recorte temporal os anos de 1811 a 1815 e ele se dá a partir das publicações das fontes escolhidas e daquilo que elas proporcionam, o que significa que recuos e avanços no tempo em relação a este recorte terão que ser feitos por questões que a própria obra da autora exige e pelo fato de ela mesma ter vivido entre 1775 e 1817; por esta razão, o contexto temporal insere-se entre a passagem do século XVIII para o XIX, período em que as fontes foram elaboradas, e que é visto por muitos como um momento da História inglesa marcado por transformações que até hoje são tidas como fundamentais para o mundo tecnológico contemporâneo. Aquele era um momento de partida para o progresso decorrente da Revolução Industrial, evento que se intensificou a partir do século XIX e transformou quase todos os âmbitos daquela sociedade. Foi naquele período de transformações que Jane Austen escreveu sobre o cotidiano de famílias da gentry e de suas propriedades nos vilarejos situados no ambiente rural inglês, ambiente este que se opunha ao frenesi industrial das cidades, mas que não deixava de ser influenciado de alguma maneira pelas novas mudanças em curso. Por isto, o exercício desta pesquisa vai além de uma leitura do que a autora escreveu: foi preciso interpretar aquilo que não estava escrito para, assim, circunscrever tudo aquilo que serviu como questão relevante para as obras. A partir daí, recorreu-se ao stimmungen (ou o clima da época), proposto pelo teórico alemão Hans Gumbrecht, para compreender o processo que impulsionou a insatisfação da autora no que diz respeito à condição das mulheres de seu tempo, o que a fez transformar tais incômodos em Literatura. Além disso, incorporam-se a esta pesquisa as teorias de gênero propostas pela filósofa estadunidense Judith Butler, a fim de possibilitar uma observação das manifestações espaciais de vários grupos sociais e perceber como suas práticas sociais puderam construir diferentes espaços geográficos. Pensando a partir das interseções estabelecidas entre relações de gênero e outros pertencimentos identitários. No caso deste trabalho, tanto as relações de gênero quanto as de classe servem como variáveis para entender os processos de experiência e de transformação do espaço. Aliado a esta perspectiva, o pensamento da geógrafa britânica Doreen Massey torna-se de muita relevância para esta pesquisa: afinal, para pensar sobre as multiplicidades dos espaços e de como eles podem ser experienciados de distintas formas é preciso perceber as posições que cada pessoa ocupa na sociedade. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 380.095.524-53 - DURVAL MUNIZ DE ALBUQUERQUE JUNIOR - UEPB
Interno - 1518086 - FRANCISCO DAS CHAGAS FERNANDES SANTIAGO JUNIOR
Interno - 043.394.804-36 - FRANCISCO FIRMINO SALES NETO - UFCG
Notícia cadastrada em: 25/05/2020 11:05
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