PPGH/CCHLA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Telefone/Ramal: Não informado https://posgraduacao.ufrn.br/ppgh

Banca de QUALIFICAÇÃO: RISTEPHANY KELLY DA SILVA LEITE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RISTEPHANY KELLY DA SILVA LEITE
DATA : 26/08/2019
HORA: 16:00
LOCAL: Miniauditório da BCZM
TÍTULO:

PORTALEGRE DO APODI: AGÊNCIA INDÍGENA E TERRITORIALIZAÇÃO EM UMAVILA DE ÍNDIOS NA CAPITANIA DO RIO GRANDE DO NORTE (SEGUNDA METADE DO SÉCULO XVIII)


PALAVRAS-CHAVES:

Vilas de índios; Portalegre; Processo de territorialização; Territórios sociais.


PÁGINAS: 59
RESUMO:

Às margens do rio Apodi viviam diversos grupos indígenas no período anterior ao contato com os conquistadores europeus. A chegada dos portugueses provocou alterações sem precedentes nas formas destes grupos se relacionarem entre si e com os demais. Esse estudo pretende analisar as alterações socioculturais decorrentes do processo de territorialização da vila de índios de Portalegre, fundada em 1761 e localizada na serra de mesmo nome, na capitania do Rio Grande do Norte. Para a sua construção, foram enviados os grupos de índios Paiacu e Caboré que viviam na Missão do Apodi, estabelecida na mesma ribeira, na primeira metade do século XVIII, em decorrência dos conflitos da Guerra do Açu. Além destes, foram descidos índios das áreas circunvizinhas e transferidos, também, os índios Paiacu, do lugar de Montemor o novo da América, na capitania do Ceará e os índios Icó, da capitania da Paraíba. Somando-se a estes grupos étnicos, o Diretório dos Índios - legislação criada em 1757 para o Estado do Grão-Pará e Maranhão, e adaptada para o Estado do Brasil como Direção de Pernambuco em 1759 -, a mais importante e abrangente legislação indigenista da América portuguesa, que determinava a elevação dos antigos aldeamentos missionários em vilas e lugares de índios, estimulou ainda a convivência entre índios e não-índios no interior da vila. Desta forma, as interações, que já ocorriam nos sertões do Apodi, se intensificam com este inédito processo de territorialização empregado pela Coroa portuguesa. Pretendese, portanto, analisar as interações interétnicas na vila de Portalegre entre índios e não-índios, buscando compreender a agência indígena, através não somente da resistência armada e da submissão aos conquistadores, mas também da realização de alianças com as autoridades representativas da Coroa portuguesa na colônia. Para tanto, pretende-se refletir historicamente sobre como estes grupos indígenas se apropriavam de seus territórios sociais ao mesmo tempo que se confrontavam e experienciavam tal processo de territorialização promovido pela Coroa portuguesa na vila de Portalegre.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1324248 - CARMEN MARGARIDA OLIVEIRA ALVEAL
Interno - 2432663 - HELDER ALEXANDRE MEDEIROS DE MACEDO
Presidente - 1879280 - LIGIO JOSE DE OLIVEIRA MAIA
Interno - 307603 - RONALDO VAINFAS
Notícia cadastrada em: 16/08/2019 14:39
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