PPGH/CCHLA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Telefone/Ramal: Não informado https://posgraduacao.ufrn.br/ppgh

Banca de DEFESA: GIOVANNI ROBERTO PROTÁSIO BENTES FILHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GIOVANNI ROBERTO PROTÁSIO BENTES FILHO
DATA : 31/08/2018
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório B - CCHLA
TÍTULO:

DO NORTE AO SUL: A MISSÃO DO CRUZADOR "JOSÉ BONIFÁCIO" E A INCORPORAÇÃO DO PESCADOR A UM PROJETO DE NAÇÃO (1900-1930).

 

PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chave: História da Pesca; Pescador; Marinha; Espaço; Nação.


PÁGINAS: 165
RESUMO:

O presente trabalho tem como objetivo analisar as ações e as políticas do Estado voltadas para o pescador, especificamente na primeira metade do século XX, com ênfase no processo que ficou conhecido como a missão do cruzador "José Bonifácio". A Marinha de Guerra, entre os anos de 1919 e 1923, organizou uma campanha que percorreu a costa brasileira, do extremo norte ao sul do país, tendo como alvo de suas ações os pescadores. A campanha ficou conhecida como a missão do cruzador "José Bonifácio". Os objetivos declarados dessa campanha, a princípio, eram a realização de estudos científicos no litoral, nas águas brasileiras, o saneamento do litoral, a organização dos pescadores em colônias, a conversão deles em reserva militar da Armada Nacional e a nacionalização da pesca. À frente dessa campanha estava o capitão de fragata Frederico Villar, oficial da Marinha que desde de 1909 estava envolvido com ações ligadas à atividade da pesca, como viagens à Europa para estudar as indústrias da pesca nos países daquele continente, bem como na elaboração de relatórios sobre como organizar a pesca no Brasil. Desde o século XIX que o poder público busca organizar a atividade da pesca no país, mas buscamos concentrar nossas análises entre os anos de 1900 a 1930, por ser um período no qual discutiu-se bastante sobre o desenvolvimento da pesca por meio de projetos, leis e decretos que procuravam estabelecer uma regularidade para a pesca, bem como, pela influência da Primeira Guerra Mundial na organização do projeto da campanha. A missão foi o ponto máximo de uma mudança administrativa em que a competência dos assuntos da pesca havia passado do Ministério da Agricultura para o da Marinha, em 1920, bem como das transformações dirigidas pelo Estado sobre a atividade da pesca. A partir da análise dos relatórios ministeriais da Marinha e da Agricultura, de periódicos, da legislação, de textos produzidos pelo oficial comandante Frederico Villar, procuramos identificar as motivações que levaram a Marinha de Guerra a organizar essa campanha, os sujeitos envolvidos, assim como os problemas, os conflitos e as resistências ao programa da missão. Alguns locais foram privilegiados em nossas análises, o Pará e o Rio de Janeiro. A escolha desses locais se fez necessário levando em consideração a maneira como a obra de Frederico Villar sobre a missão, publicada no ano de 1945, tratou o evento. Villar abordou pouco os aspectos da viagem em si. Ele restringiu-se a comentar sua atuação e a da comissão no extremo norte, nos estados do Amazonas e o Pará, e apresentou o evento como uma ação positiva. Entretanto, o que percebemos foi que aconteceram embates e tensões contra a missão do "José Bonifácio". No Rio de Janeiro, ele destacou alguns fatos como o “caso dos poveiros”, pescadores portugueses, e uma confusão envolvendo o cronista Paulo Barreto, conhecido como João do Rio. Os dois eventos ocorreram com base nas ações da missão e do governo na época em nome da lei de nacionalização da pesca, ou seja, a ideia de que o governo estava perseguindo pescadores portugueses fundamentada naquela lei. Nesses dois locais a campanha foi associada ao antilusitanismo, que Villar negou em um de seus textos, afirmando que tudo o que havia feito estava de acordo com a lei. Nesse sentido, vamos analisar uma primeira parte da viagem do cruzador José Bonifácio, quando o navio partiu do Rio de Janeiro no dia 13 de outubro de 1919 e retornou ao Rio no dia 3 de julho de 1920.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1149437 - RAIMUNDO PEREIRA ALENCAR ARRAIS
Interno - 1149464 - HELDER DO NASCIMENTO VIANA
Externo à Instituição - BERENICE ABREU DE CASTRO NEVES - UECE
Notícia cadastrada em: 17/08/2018 15:27
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