PPGH/CCHLA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Telefone/Ramal: Não informado https://posgraduacao.ufrn.br/ppgh

Banca de QUALIFICAÇÃO: HENRIQUE MASERA LOPES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : HENRIQUE MASERA LOPES
DATA : 06/09/2016
HORA: 15:00
LOCAL: Sala 807- CCHLA
TÍTULO:

Título do trabalho: A caminho do planetário: uma história das paisagens sonoras e poéticas de um Nordeste psicodélico ( Recife 1972-1976 ) 


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-Chave: Nordeste; Música; Psicodelia; Contracultura; Espaço


PÁGINAS: 89
RESUMO:

Este trabalho investiga a relação entre história, música e a invenção de espaços de enunciação coletivos. Partiremos das experiências artísticas ligadas à contracultura na década de 70 na cidade de Recife para compreender certos deslocamentos que se deram na maneira de pensar e sentir o Nordeste e que estão expressos na sonoridade e na poética desenvolvida entre jovens compositores que lançavam seus primeiros discos à época, como Zé Ramalho, Lula Cortes, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Marconi Notaro, Flaviola, a banda Ave Sangria, dentre outros. Primeiramente será preciso considerar o momento político que vivia o país com o endurecimento da censura e da repressão e de que maneira isto afetou a produção artística. Assim, iremos compreender a emergência de territórios existenciais alternativos e marginais através dos quais arte e vida cotidiana se misturavam com a criação de espaços heterotópicos de experimentação. No segundo capítulo, nosso foco será problematizar a emergência de uma semântica esotérica e mística que se disseminou na cultura brasileira do período e que parece estar diretamente ligada a expansão de fronteiras provocada pela chamada Corrida Espacial. Como veremos, este acontecimento reverberou na própria enunciação do Nordeste através do álbum Paêbiru: Caminho da Montanha do Sol, de Lula Cortes e Zé Ramalho. Por fim, farei uma historiografia musical do Nordeste durante a década de 70, buscando situar diferentes regimes de audibilidade regionais, como as do Movimento Armorial capitaneado por Ariano Suassuna, mas acima de tudo analisando as misturas que estes artistas imersos no universo da psicodelia e da contracultura desenvolveram através das paisagens sonoras e poéticas de seus discos, onde um outro Nordeste se faz ouvir. No que concerne ao exercício historiográfico, esta pesquisa conecta-se àquilo que Michel Onfray afirma ser uma contrahistória, ou seja, uma história que parte de experiências pouco iluminadas pelos holofotes da historiografia tradicional.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 336185 - DURVAL MUNIZ DE ALBUQUERQUE JUNIOR
Interno - 1149437 - RAIMUNDO PEREIRA ALENCAR ARRAIS
Interno - 1280374 - RENATO AMADO PEIXOTO
Notícia cadastrada em: 05/09/2016 16:55
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