PPGH/CCHLA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Telefone/Ramal: Não informado https://posgraduacao.ufrn.br/ppgh

Banca de QUALIFICAÇÃO: JOÃO GILBERTO NEVES SARAIVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOÃO GILBERTO NEVES SARAIVA
DATA: 03/09/2014
HORA: 14:00
LOCAL: Sala C-5 do setor II de aulas
TÍTULO:

TÍTULO: TODO NORDESTE QUE COUBER A GENTE PUBLICA: REPRESENTAÇÕES ESPACIAIS NAS PÁGINAS DO THE NEW YORK TIMES (1932-54


PALAVRAS-CHAVES:

Nordeste do Brasil, The New York Times, representações espaciais;


PÁGINAS: 65
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO:

No início dos anos 1930 um dos jornais mais influentes dos Estados Unidos, o New York Times, vivia uma fase de transformações institucionais e ampliação de sua cobertura nacional e internacional. Nesse contexto de expansão o diário nova-iorquino contratou em 1932 Frank M. Garcia, seu primeiro correspondente para trabalhar no Brasil. A partir de então o jornal passou a contar com um jornalista para escrever matérias diretamente do Rio de Janeiro, entre os diversos temas abordados pelos correspondentes esteve o Nordeste brasileiro. Entre as décadas de 1930 e 1950 esse recorte espacial foi representado de variadas formas e em diversas conjunturas no New York Times. Ao longo desse recorte temporal esteve em matérias de diversas importâncias, de grandes reportagens na primeira página ilustradas com fotografias e mapas até pequenas notas no fundo do jornal. As matérias de capa sobre os movimentos de 1935 que ficaram conhecidos como Intentona Comunista, apresentavam cidades importantes da região como palco de revoluções e combates entre forças fiéis a Getúlio Vargas e tropas rebeldes. Após a instalação do Estado Novo em 1937, uma série de reportagens sobre leis de migração, demarcavam o Nordeste como lugar marcado pela seca e necessitado de intervenção estatal. Na primeira metade da década de 1940, a região voltou a ser um tema de destaque no New York Times com a Segunda Guerra Mundial. O Nordeste surge como um espaço estratégico para o teatro de guerra no Oceano Atlântico e também de intercâmbio entre os Estados Unidos e o Brasil. Depois do conflito global, ele ingressou nas análises sobre a crise econômica brasileira na virada para a década seguinte. Sob um novo enfoque de produção jornalística no início dos anos 1950 jornal estadunidense noticiou diversas vezes os saques e revoltas na região e as dificuldades dos nordestinos que migravam para o Sudeste em caminhões pau de arara. Tratou também das grandes obras de modernização, que incluíam da instalação de usinas hidroelétricas a retirada de material atômico passando pela assistência técnica norte-americana. Podemos destacar entre outros aspectos relevantes para se pensar historicamente essas representações do Nordeste do Brasil, suas relações os jornais do país e as pressões do governo brasileiro, as condições de cobertura dos correspondentes, transformações institucionais do próprio jornal e o esforço de guerra norte-americano.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1518086 - FRANCISCO DAS CHAGAS FERNANDES SANTIAGO JUNIOR
Presidente - 6350775 - HENRIQUE ALONSO DE ALBUQUERQUE RODRIGUES PEREIRA
Interno - 1675519 - SEBASTIAO LEAL FERREIRA VARGAS NETTO
Notícia cadastrada em: 27/08/2014 15:15
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