Banca de QUALIFICAÇÃO: CRISTIANE NIKELY SILVA PALMEIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CRISTIANE NIKELY SILVA PALMEIRA
DATA : 15/12/2016
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de aula do PPGCB/PRODEMA
TÍTULO:

ECOLOGIA TÉRMICA E TRÓFICA DE POPULAÇÃO DE Phyllopezus periosus RODRIGUES, 1986 (SQUAMATA, PHYLLODACTYLIDAE) EM ÁREA PROTEGIDA NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO


PALAVRAS-CHAVES:

Uso de hábitats e microhábitats, Dieta e forrageamento em lagarto, Termorregulação em lagarto da Caatinga


PÁGINAS: 80
RESUMO:

Dentre as famílias de lagartos que habitam o semiárido brasileiro, destaca-se Phyllodactylidae, em especial o gênero Phyllopezus, com as espécies P. pollicaris e P. periosus. A primeira possui distribuição ampla na Caatinga e em outras formações abertas brasileiras, enquanto que P. periosus é endêmica e com distribuição restrita a algumas áreas de Caatinga. Diante destes fatos, este estudo teve como objetivos registrar e analisar a ecologia térmica, dieta e modo de forrageamento de P. periosus, na tentativa de identificar fatores que possam influenciar a aparente distribuição relictual desta espécie na Caatinga. Foram realizadas duas excursões nos períodos de seca e chuva, com duração de dez dias cada, à Estação Ecológica do Seridó (ESEC Seridó), área de proteção da Caatinga no Estado do Rio Grande do Norte. Para cada espécime de P. periosus coletado foram mensuradas a temperatura corpórea do lagarto e as temperaturas ambientais (substrato e ar). Para análise da dieta e comportamento alimentar foi utilizada a técnica de regurgitação forçada do alimento, além de gravações das descrições observadas sobre a atividade de forrageamento dos lagartos. No total, foram coletados 45 espécimes de P. periosus para registros dos dados, e soltos em seguida. Phyllopezus periosus utilizou como hábitat os afloramentos rochosos com fendas, apresentou hábito noturno com perfil de atividade bimodal, com picos das 18:00 às 20:59hs e de 01:00h até as 04:59h. Não houve diferença significativa na temperatura corpórea entre machos e fêmeas, porém os juvenis apresentaram temperatura do corpo mais elevada que os adultos. A temperatura média corpórea de 28.5 ± 2.1°C, foi influenciada pelas temperaturas das variáveis analisadas, porém apresentou maior relação com a temperatura do substrato, demonstrando que esta espécie é tigmotérmica. Na dieta, dos 31 estômagos com conteúdo, foram identificados 107 presas pertencentes a 19 categorias de itens alimentares. Houve diferença na composição da dieta entre espécimes adultos e juvenis, mas não entre os sexos. Os indivíduos observados passaram em média 1,72 ± 1,94% do tempo em movimento (PTM) e cerca de 0,37 ± 0,32 movimento por minuto (MPM), indicando modo de forrageamento do tipo senta-e-espera ou forrageadores de tocaia.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1149552 - ARRILTON ARAUJO DE SOUZA
Presidente - 1121066 - ELIZA MARIA XAVIER FREIRE
Interno - 1439088 - MAURO PICHORIM
Notícia cadastrada em: 12/12/2016 08:42
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