Banca de DEFESA: MARIANA RIOS BERTOLDO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIANA RIOS BERTOLDO
DATA : 28/01/2021
HORA: 09:00
LOCAL: Modo Remoto - Plataforma zoom
TÍTULO:

Presença de cefaleia e o uso de equipamentos de proteção individual em Cirurgiões-Dentistas e Médicos do Rio Grande do Norte durante a COVID-19


PALAVRAS-CHAVES:

COVID-19; Coronavírus; Cefaleia; Equipamentos de Proteção Individual; Profissionais de saúde


PÁGINAS: 40
RESUMO:

Introdução: O estado de alerta provocado pela doença do novo Coronavírus (COVID-19) pode impactar negativamente na saúde dos indivíduos. Os profissionais da saúde estão expostos à contaminação pelo vírus, em especial os Cirurgiões-Dentistas e Médicos, devido a sua forma de atuação frequente, muito próxima ao paciente. Sabe-se que a cefaleia pode estar relacionada aos equipamentos de proteção individuais (EPIS) utilizados no dia a dia desses profissionais. Objetivo: O presente estudo busca avaliar a presença da cefaleia e o uso de equipamentos de proteção individual em Cirurgiões-Dentistas e Médicos no Rio Grande do Norte. Metodologia: Foi realizado um estudo do tipo observacional, analítico e transversal com cirurgiões dentistas e médicos convidados a participar da pesquisa via mensagens eletrônicas através do Google formulários acerca de sinais e sintomas, através do questionário para cefaleia (Questionário de dores de cabeça associadas a equipamentos de proteção individual - Adaptado). Para análise estatística os dados foram reunidos em um banco de dados criado no programa Statistical Package for the Social Science (SPSS) 22.0. Foram realizados testes Qui quadrado de Pearson e Fischer para o cruzamento das variáveis, com um intervalo de confiança de 95%. Resultados: A amostra do estudo foi composta por 181 profissionais, sendo 23,2% médicos (n=42) e 76,8% cirurgiões dentistas (n=139), 34,8% (n=63) do gênero masculino e 65,2% (n=118) do gênero feminino. 84% (n=152) dos profissionais atuavam em ambiente ambulatorial. 43,6% dos profissionais (n=79) relataram uma resposta positiva à cefaleia, sendo os participantes do gênero feminino, mais propensos a desenvolver a cefaleia (p<0,01). Um aumento do uso dos EPIS (87,3% n=158) (p=0,183), uso de máscaras faciais com óculos ou viseiras (96,7% n=175), (p=0,234) ou máscaras N95 ou PFF-2 (88,4% n=160) (p=0,062) não foram relacionados à cefaleia. Porém, seu uso por 5 horas ou mais (58,6% n=106) (p<0,01) foram estatisticamente significativos. Relatos de cefaleias bilaterais, dor na região parietal e temporal e em toda a cabeça, qualidade da dor, intervalo de tempo e intensidade, foram significativos para o desenvolvimento da cefaleia devido ao uso dos EPIs. Conclusões: Baseado em nosso estudo, o aumento da utilização dos EPIs não influenciou estatisticamente nos quadros de cefaleia. Além disso, observou-se que o tipo de máscara utilizada, não influenciou os relatos de cefaleias. Ainda, quando analisados sobre o período de tempo de utilização dos EPIs, observou-se um aumento nos relatos de cefaleias naqueles profissionais que os utilizava por cerca de cinco horas ou mais.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1466265 - GUSTAVO AUGUSTO SEABRA BARBOSA
Interna - 2946627 - ERIKA OLIVEIRA DE ALMEIDA
Externo à Instituição - EDUARDO JOSE GUERRA SEABRA - UERN
Notícia cadastrada em: 18/01/2021 18:00
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