Banca de DEFESA: ANNE KALINE CLAUDINO RIBEIRO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANNE KALINE CLAUDINO RIBEIRO
DATA : 29/09/2020
HORA: 09:30
LOCAL: PLATAFORMA REMOTA
TÍTULO:

 

Fatores de risco a adaptação de novas próteses mandibulares:Ensaio clínico 


PALAVRAS-CHAVES:

Prótese Total Mandibular, Adaptação, Fatores de Risco


PÁGINAS: 72
RESUMO:

Esse ensaio clínico não randomizado se propôs a investigar a incidência e os fatores de risco a adaptação de prótese total convencional mandibular (PTCM). Um total de 108 edêntulos bimaxilares foram reabilitados com próteses totais e acompanhados por um período de 6 meses. Após 3 meses da instalação das próteses, os pacientes foram alocados em PTA (Pacientes adaptados a PTCM; n=67) e PTN (Pacientes não adaptados a PTCM; n=41). Os critérios que confirmaram a adaptação dos pacientes foram: realizar a mastigação, fonética e deglutição confortavelmente com as próteses. Os pacientes foram avaliados quanto a aspectos sociodemográficos e aos critérios centrados no paciente. Um questionário foi aplicado no momento da instalação das novas próteses para a obtenção dos dados sociodemográficos e individuais dos pacientes. A estimativa do tempo médio para adaptação à PTCM foi obtida a partir da curva de Kaplan-Meier. Os fatores de risco foram analisados estatisticamente pelo Teste do Qui-quadrado ou Exato de Fisher. Foi realizada análise multivariada e o risco relativo foi ajustado através da regressão múltipla de Poisson. Os resultados revelaram incidência de 38% dos indivíduos não adaptados a novas próteses totais mandibulares após 3 meses. Essa não adaptação à prótese total mandibular esteve associada significativamente à ausência de experiência prévia com PTCM, à presença de ulcerações após a reabilitação e a altura do rebordo mandibular posterior reduzida (p<0,05). Após 6 meses, essa incidência reduziu para 14,1%, sendo a ocorrência de lesões ulcerosas e o uso não regular da PTCM os fatores de risco associados à não adaptação à PTCM. A análise de sobrevida mostrou que 2,70 meses é suficiente para adaptação da maioria dos pacientes à prótese e revelou associação significativa do tempo de adaptação com o rebordo mandibular posterior reabsorvido. Conclui-se que após 3 meses, a ausência de experiência prévia com PTCM, registro de úlceras traumáticas em arco mandibular e a presença de rebordos mandibulares reduzidos interferem negativamente na adaptação às novas próteses inferiores constituindo-se como fatores de riscos ao não uso da PTCM. Todavia, após 6 meses de uso das próteses, apenas a ocorrência de lesões ulcerativas e uso não regular das próteses foram fatores de risco à não adaptação à prótese mandibular.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1459400 - ADRIANA DA FONTE PORTO CARREIRO
Externo ao Programa - 1031499 - LAERCIO ALMEIDA DE MELO
Externo à Instituição - JOEL FERREIRA SANTIAGO JUNIOR - UNISAGRADO
Notícia cadastrada em: 09/09/2020 10:56
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