Banca de DEFESA: FERNANDA ARAGÃO FELIX

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FERNANDA ARAGÃO FELIX
DATA : 18/02/2020
HORA: 09:00
LOCAL: SALA III DO DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA
TÍTULO:

ANÁLISE DA IMUNOEXPRESSÃO DE PROTEÍNAS DE REPARO DO DNA EM TUMORES MALIGNOS DE GLÂNDULA SALIVAR


PALAVRAS-CHAVES:

Neoplasias das Glândulas Salivares. Reparo do DNA. DNA Liase (Sítios Apurínicos ou Apirimidínicos). Proteína 1 Complementadora Cruzada de Reparo de Raio-X. Fator de Complementação F do Xeroderma Pigmentoso. Imuno-Histoquímica.


PÁGINAS: 73
RESUMO:

Os tumores malignos de glândula salivar (TMGS) são lesões raras, heterogêneas e de prognóstico variável. As células dos mamíferos estão sujeitas a milhares de modificações espontâneas na molécula de ácido desoxirribonucleico (DNA). A proteína endonuclease apúrica ou apirimídica 1 (APE1) e a proteína 1 de complementação cruzada de reparo de raios-x (XRCC1) são dois componentes importante da via de reparo por excisão de base (BER), e a proteína fator de complementação F do xeroderma pigmentoso (XPF), da via de reparo por excisão nucleotídeo (NER). Este estudo analisou a expressão imuno-histoquímica das proteínas APE1 e XRCC1 da via BER, e XPF da via NER, em amostra de tumores primários de carcinoma de células acinares (CCA), adenocarcinoma polimorfo (AcP), carcinoma adenoide cístico (CAC) e carcinoma mucoepidermoide (CME). Um total de 62 TMGS foram incluídos, correspondendo a 14 CCA, 15 AcP, 16 CAC e 17 CME. As secções dos tecidos foram submetidas a imuno-histoquímica para APE1, XRCC1 e XPF. As células do parênquima tumoral foram avaliadas quantitativamente, a partir de fotomicrografias de 5 campos (em aumento de 400x), por um único avaliador. Foram consideradas células imunorreativas aquelas com coloração acastanhada no núcleo, independente da intensidade. As células imunomarcadas e negativas foram contadas nos 5 campos, estabelecendo o porcentual de células positivas em relação ao número total de células contadas. Ademais, estabeleceu-se a razão núcleo ou núcleo/citoplasma, inferindo se a localização era predominantemente uni ou bicompartimental. Os testes estatísticos incluíram o exato de Fisher, Mann-Whitney, Kruskal-Wallis, correlação de Spearman e log-rank para comparação das curvas de sobrevida global construídas pelo método Kaplan-Meier. O nível de significância foi estabelecido em 5%. Todos os TMGS selecionados marcaram para APE1, XRCC1 e XPF. Não houve diferença entre a expressão de APE1 e XPF entre os tumores estudados. Para XRCC1, contudo, observou-se diferença significativa entre AcP e CME (p=0.032). A marcação nuclear de APE1 foi estatisticamente maior nos TMGS selecionados (p<0.0001). Houve relação estatística de APE1 com tumores T1-T2 no CAC (p=0.006), bem como de aumento de XPF em pacientes com CME acima de 60 anos (p=0.015) e CAC em glândula salivar menor (p=0.012), embora tenha reduzido em pacientes tratados com cirurgia associado à terapia adjuvante no CCA e no CAC (p=0.036 e p=0.020, respectivamente). A baixa expressão de XRCC1 (p=0.028) ou a expressão de XRCC1 concomitante no núcleo e no citoplasma (p=0.017) foram associadas com menor taxa de sobrevida global em 5 anos. Finalmente, o teste de correlação de Spearman demonstrou correlação positiva entre a APE e XRCC1 em todos os TMGS analisados, embora a correlação entre as três proteínas (APE1, XRCC1 e XPF) tenha sido observada apenas em CAC e CME (p<0,05). Este trabalho demonstrou alta expressão das proteínas de reparo APE1, XRCC1 e XPF em CCA, AcP, CAC e CME, o que pode sugerir atividade reguladora dessas proteínas nos TMGS.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2220417 - CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
Externa à Instituição - JAMILE MARINHO BEZERRA DE OLIVEIRA MOURA - UERN
Interna - 346077 - LELIA BATISTA DE SOUZA
Notícia cadastrada em: 06/02/2020 11:19
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