Banca de DEFESA: MARIA SOCORRO DANTAS FERNANDES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA SOCORRO DANTAS FERNANDES
DATA : 23/07/2019
HORA: 08:30
LOCAL: Escola multicampi de ciências médicas do RN
TÍTULO:

 Avaliação do padrão de sono dos estudantes de medicina da Escola Multicampi de Ciências Médicas do Rio Grande do Norte

 


PALAVRAS-CHAVES:

 

Qualidade do Sono; Estudantes de medicina; Aprendizado Baseado em Problemas.

 


PÁGINAS: 100
RESUMO:

 

Distúrbios do sono são comuns em estudantes de medicina e podem causar prejuízos na formação acadêmica. As demandas curriculares tendem a dessincronizar o ciclo sono-vigília e alterar a qualidade do sono, e por vezes obrigar que os estudantes optem entre manter a regularidade do padrão de sono ou atender às exigências acadêmicas. O presente trabalho avaliou o padrão de sono dos estudantes de medicina da Escola Multicampi de Ciências Médicas do Rio Grande do Norte, situada no município de Caicó-RN, cujo currículo adotado fundamenta-se na Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem Based Learning – PBL). Posteriormente à obtenção da aprovação deste estudo (Comitê de Ética FACISA/UFRN - N° 2.042.796), realizamos a coleta de dados com os graduandos em medicina de três anos acadêmicos (1º, 2º e 3º) em maio de 2017. Foram aplicados 3 questionários: (1) Questionário de Munique, para caracterização dos horários de sono e cronotipo; (2) Escala de Sonolência de Epworth (ESE) e (3) Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (IQSP). Partiparam deste estudo 118 estudantes voluntários, com média de idade de 22,4 ± 4,45 anos, com maior prevalência do sexo masculino, solteiro, com peso corporal dentro da normalidade e sem relato de uso regular de medicamentos. Os resultados evidenciaram que os estudantes dormiam cerca de 7 horas/noite nos dias de semana e 9 horas/noite no final de semana, evidenciando um padrão de privação e extensão do sono. Houve maior prevalência do cronotipo intermediário com tendência à vespertinidade entre os estudantes avaliados. A queixa de sonolência excessiva diurna (SED) foi relatada por 54,3% dos estudantes (ESE: 10,78 ± 3,72 pontos). Em relação à qualidade do sono (QS), 88,1% apresentaram qualidade do sono ruim (IQSP: 8,86 ± 2,91 pontos). Observou-se uma correlação positiva entre SED e QS (Pearson, p<0,05). Os homens apresentaram maior prevalência de SED e qualidade do sono ruim (QSR); no entanto, não foram encontradas diferenças significativas dessas variáveis em relação ao sexo (teste X2; p>0,05). A regressão logística binária indicou que o ano acadêmico manteve-se como um fator associado à queixa de SED, independente do sexo, idade, cronotipo, utilização de medicamentos e da qualidade do sono, de forma que os estudantes do 1º ano de graduação apresentaram uma maior chance de SED em relação aos do 2º ou 3º anos de graduação (p<0,05). A menor duração de sono observada nos dias de semana sugere uma privação de sono decorrente de mais horas de estudo. O cronotipo intermediário, que diverge sutilmente ao esperado para esta faixa etária, pode estar relacionado aos hábitos sociais matutinos vivenciados em um cidade interiorana como Caicó-RN. Os elevados índices observados de SED e QSR podem estar associados com as altas demandas acadêmicas do curso de medicina PBL, que seriam ainda mais impactantes nos recém-ingressos. Sabendo que a privação do sono, SED e QSR podem prejudicar a formação acadêmica, torna-se imprescindível a promoção de programas que visem a higiene do sono, como forma de conscientizar os estudantes acerca da importância do sono regular e adequado em sua vida acadêmica e na sua atuação como promotor de saúde em seu contexto profissional.



MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ALINE SILVA BELISIO - UNIFACEX
Interno - 3050287 - EUDES EULER DE SOUZA LUCENA
Interna - 3549899 - FABIANA BARBOSA GONCALVES
Presidente - 2072824 - MARCELO DOS SANTOS
Notícia cadastrada em: 12/07/2019 14:19
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - | | Copyright © 2006-2023 - UFRN - sigaa02-producao.info.ufrn.br.sigaa02-producao