Banca de DEFESA: JORDÂNIA ABREU LIMA DE MELO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JORDÂNIA ABREU LIMA DE MELO
DATA : 02/09/2021
HORA: 14:00
LOCAL: Será realizada de forma remota
TÍTULO:
INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA INTRAPARTO E SUA REPERCUSSÃO EM VARIÁVEIS OBSTÉTRICAS E NEONATAIS: UM ESTUDO TRANSVERSAL

PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chave: Trabalho de Parto. Primeiro Estágio do Trabalho de Parto. Segundo Estágio do Trabalho de Parto. Técnicas de Fisioterapia. Lacerações. Assoalho Pélvico.


PÁGINAS: 80
RESUMO:

Introdução: A prática clínica aponta benefícios às parturientes quanto a presença do fisioterapeuta na assistência obstétrica. Porém, ainda é incipiente na literatura o escopo de evidências científicas que fundamentam tal prática. Objetivo: Essa dissertação abrange dois estudos que apresentaram como objetivos verificarem dissociadamente, a comparação de desfechos obstétricos, como a duração do trabalho de parto (TP) e período expulsivo de mulheres submetidas à fisioterapia durante o TP com aquelas que não receberam tal assistência; e a relação entre atuação fisioterapêutica intraparto, trauma perineal, variáveis obstétricas e neonatais. Métodos: Estudos transversais observacionais analíticos, realizados no Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB), Santa Cruz, Rio Grande do Norte, Brasil, com parturientes entre 18 a 40 anos, nulíparas, primíparas e multíparas, com feto único e idade gestacional entre 37 e 42 semanas de gestação. No primeiro estudo as variáveis dependentes foram duração do TP e do período expulsivo e as variáveis independentes foram recursos fisioterapêuticos intraparto. Utilizaram-se os testes de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney, a fim de comparar os resultados obstétricos observados. No segundo estudo, a variável dependente foi o trauma perineal (episiotomia e lacerações perineais espontâneas) e as variáveis independentes foram: intervenção fisioterapêutica intraparto, recursos fisioterapêuticos, variáveis obstétricas, sociodemográficas e neonatais. Realizou-se análise bivariada (Qui-quadrado) entre a variável dependente e as independentes. Aplicou-se Regressão Logística Binária para verificar se as variáveis independentes seriam preditoras de trauma perineal. Para todas as análises adotou-se um nível de significância de p<0,05. Resultados: Não houve diferenças estatisticamente significativas quanto à duração do TP e período expulsivo entre os grupos com acompanhamento fisioterapêutico e sem esta assistência, nas fases ativa (p=0,14) e latente (p=0,80). Foi observada diferença estatisticamente significativa entre mulheres que tiverem acompanhamento fisioterapêutico em diferentes fases do TP, em que aquelas que fizeram fisioterapia na fase ativa, apresentaram TP mais curto que aquelas que realizaram na fase latente (p=0,012). Verificou-se associação significativa entre trauma perineal versus: respiração lenta e profunda no período expulsivo (p=0,026), gestações anteriores (p=0,001) e número de partos vaginais (PV) (p=0,001). Na análise multivariada, observou-se diminuição do trauma perineal em 59,8% (OR: 0,402 IC95%: 0,164; 0,982) nas mulheres que receberam orientação respiratória no período expulsivo por fisioterapeutas, ao passo que, mulheres com até dois PV tem 5,38 (OR: 5,380 IC95%: 1,817; 15,926) vezes mais chances de apresentar trauma perineal quando comparadas àquelas com mais de dois PV. Conclusão: Os resultados deste estudo sugerem que mulheres que possuíram acompanhamento fisioterapêutico intraparto e não foram admitidas precocemente (fase ativa), apresentaram TP mais curto que aquelas que foram admitidas na fase latente e que tal assistência parece repercutir positivamente sobre o assoalho pélvico de parturientes de baixo risco ou risco habitual.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1242804 - ADRIANA GOMES MAGALHAES
Interna - 1892581 - GRASIELA NASCIMENTO CORREIA
Externa à Instituição - KARLA VERUSKA MARQUES CAVALCANTE DA COSTA - UFPB
Notícia cadastrada em: 30/08/2021 08:06
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