Banca de DEFESA: BRUNO MATTOS SILVA WANDERLEY

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BRUNO MATTOS SILVA WANDERLEY
DATA: 15/10/2012
HORA: 14:30
LOCAL: Anfiteatro das Aves
TÍTULO:

ESTUDO PRELIMINAR DA ATIVIDADE MALARICIDA E TOXICOLÓGICA DE PLANTAS MEDICINAIS USADAS POPULARMENTE NO BRASIL: UMA ABORDAGEM ETNOBOTÂNICA.


PALAVRAS-CHAVES:

Malária, resistência, atividade antimalárica, toxicidade aguda, extrato etanólico, extrato hidroalcoólico, Boerhavia paniculata Rich.


PÁGINAS: 102
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Parasitologia
RESUMO:

A malária é uma doença de distribuição global, reconhecida por governos de todo o mundo como grave problema de saúde pública, ocorrendo em mais de 109 países e territórios e pondo em risco mais de 3,3 bilhões de pessoas. Os custos econômicos da doença são também relevantes: apenas o continente africano tem um ônus de cerca de US$12 bilhões anuais. Hodiernamente, além da cloroquina, o Plasmodium falciparum apresenta resistência aos diversos medicamentos usados na rotina, como amodiaquina, mefloquina, quinina e sulfadoxina-pirimetamina; a resistência de Plasmodium vivax, apesar de menos estudada, também é relatada. A natureza, de um modo geral, é a responsável pela produção da maioria das substâncias orgânicas conhecidas, sendo o reino vegetal responsável pela maior parcela da diversidade química conhecida e registrada na literatura. A maioria das plantas medicinais comercializadas no Brasil, contudo, é de origem exótica, o que torna a busca por plantas medicinais endêmicas, além de uma patente necessidade, um fascinante assunto de pesquisa acadêmica e de desenvolvimento. Este trabalho teve por objetivo: (i) verificar a atividade antimalárica dos extratos etanólico e hidroalcoólico de Boerhavia paniculata Rich. em camundongos albinos Swiss infectados por Plasmodium berghei NK65; (ii) observar possíveis efeitos combinados entre o curso da infecção por P. berghei NK65 e a administração destes extratos em camundongos albinos Swiss; e (iii) realizar um estudo preliminar da toxicidade aguda destes extratos em camundongos albinos Swiss. Notam-se, em todos os extratos, atividades farmacológicas notórias – com inibições da parasitemia variando de 22% a 54% - características estas que sugerem atividades relevantes, apesar de comparativamente inferior à atividade apresentada pelo grupo controle positivo (sempre superior a 90%). O quadro geral da análise de sobrevivência demonstra uma redução global dos tempos de sobrevida para todos os grupos testados, muito embora, durante a avaliação da atividade toxicológica, não tenham sido observados sinais clínicos de toxicidade em nível de sistemas nervoso central (SNC) e autônomo (SNA). A necroscopia não apontou, em um quadro geral, qualquer alteração de cor, forma, tamanho e/ou consistência nos órgãos avaliados nos estudos – a única exceção recaiu sobre os fígados dos animais submetidos ao extrato hidroalcoólico: estes se apresentaram sob um aspecto levemente congestivo, com aumento de massa cerca de 28% superior aos outros dois grupos e um p-valor de 0,0365. O grupo etanólico 250 mg/Kg foi apontado, pelo pós-teste de Dunn, como a única classe com desigualdades simultâneas (p< 0,05) entre os grupos controles positivo e negativo. Os extratos analisados, notadamente o extrato etanólico, apresentam, de fato, uma atividade malaricida resquicial, embora muito abaixo da percebida para grupos tratados com cloroquina; não obstante, os tempos de sobrevida dos animais submetidos aos tratamentos com os extratos não se elevam mediante a presença de tal terapêutica. Tanto o estudo tóxico-farmacológico do sinergismo entre a evolução clínica da malária e a administração dos extratos quanto a avaliação isolada de toxicidade nos permitem afirmar a ausência de toxicidade dos extratos em nível de SNC e SNA, bem como a não influência destes nos padrões de consumo hídrico e alimentar, até as doses de 500 mg/Kg. A análise necroscópica nos leva à dedução de um possível efeito hepatotóxico do extrato hidroalcoólico, em doses de 500 mg/Kg, e uma atividade tecidual inócua do extrato etanólico, em mesma dosagem. Propomos uma continuação dos estudos destes extratos, com modificações protocolares capazes de abordar, de forma mais clara e objetiva, seus aspectos farmacológicos e toxicológicos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2213126 - VALTER FERREIRA DE ANDRADE NETO
Interno - 1720860 - VANESSA DE PAULA SOARES RACHETTI
Externo à Instituição - ADRIAN MARTIN POHLIT - INPA
Notícia cadastrada em: 10/10/2012 12:46
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