Dissertações/Teses

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2017
Dissertações
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  • FRANCISCO ASSIS VIEIRA LIMA JUNIOR
  • ZIKA VÍRUS X ANOMALIAS CONGÊNITAS: DA AUDIÊNCIA PRESUMIDA AOS DADOS REAIS DA DISTRIBUIÇÃO TEMPORO-ESPACIAL NO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : SILVANA ALVES PEREIRA
  • Data: 20/11/2017
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  • Introdução: Apesar da cobertura midiática trazer a certeza de uma relação entre o ZIKV e microcefalia em recém-nascidos, configurando um aumento no agrupamento das anomalias congênitas no Nordeste brasileiro, sugere-se que a incidência de anomalia congênitas no Rio Grande do Norte não seja diferente quando comparada a sua distribuição espacial antes e após ZIKV, isso porque fatores como os ambientais, socioeconômicos e biológicos podem contribuir para a permanência de  uma alta incidência no estado. O objetivo do presente estudo é analisar a distribuição temporo-espacial das taxas de incidência de anomalias congênitas no Rio Grande do Norte, antes e após a epidemia ZIKV através de uma análise geoestatística e correlação com os determinantes sociais em saúde  Metodologia: trata-se de um estudo ecológico, retrospectivo que avaliou os casos notificados de anomalias congênitas no Rio Grande do Norte agrupando em dois biênios (2005-2006 e 2016-2016), configurando períodos antes e após a epidemia de ZIKV através de uma análise espacial, cujos dados foram agrupados no SPSS 13.0 e analisados no TERRAVIEW versão 4.2.2. Resultados: A taxa de anomalias congênitas no período pré-ZIKV foi de 6,2 casos/1.000 nascidos vivos e no período pós-ZIKV aumentou para 13,95 casos/1.000 nascidos vivos, resultado do aumento dos casos notificados. Foi visualizado no cartograma de distribuição que a mesorregião Agreste Potiguar é a que possui maior número de casos notificados de ZIKV assim como é a região que concentra maior número de casos de anomalias congênitas no período estudado. Discussão: A distribuição espacial de anomalias congênitas no estado do Rio Grande do Norte não apresentou mudanças após a epidemia de ZIKV, sendo abordado por diversos autores que outros fatores podem estar relacionados com a distribuição de anomalias, em especial os determinantes sociais em saúde. Além disso, a mídia é um grande influenciador da população, assim como nas decisões governamentais frente ao sistema único de saúde. Conclusão: O presente estudo revelou que as anomalias congênitas sempre estiveram presentes no estado e nenhuma outra ação foi suscitada com tamanha importância como no período ZIKV. Estratégias para minimizar os casos de anomalias congênitas através de ações de planejamento familiar, controle da idade materna, programas de vacinação, controle na venda de medicamentos abortivos, combate ao consumo de drogas, álcool e fumo podem facilmente ser desenvolvida e ganhar adesão midiática, fato que nem sempre é percebido.

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  • ISABELLE FERREIRA DA SILVA SOUZA
  • AVALIAÇÃO DO CONSUMO DE ENERGIA E NUTRIENTES DE IDOSAS COM E SEM DOR NOS JOELHOS RESIDENTES NA COMUNIDADE

     

     

  • Orientador : MARCELO CARDOSO DE SOUZA
  • Data: 01/12/2017
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  • Introdução: O aumento da expectativa de vida suscitou os novos desafios de saúde pública na população, como as doenças crônicas. Dentre as principais doenças crônicas osteoarticulares, podemos citar a osteoartrite (OA) de joelhos, caracterizada principalmente pela dor nos joelhos, o que limita a realização das atividades diárias. Neste contexto, a literatura sugere existir correlação positiva entre o desenvolvimento da OA de joelhos e a obesidade, ademais, o excesso de peso é um dos fatores modificáveis mais significativos no agravamento dos sintomas. Desta forma, torna-se relevante averiguar se idosas com dor nos joelhos comparadas às idosas assintomáticas, apresentam diferenças no consumo alimentar. Objetivo: Avaliar a ingestão habitual de energia e nutrientes de idosas com e sem dor nos joelhos, residentes em Santa Cruz/RN. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, com idosas (n=100) sintomáticas e assintomáticas quanto à dor nos joelhos. A ingestão alimentar foi determinada pela média de 2 dias do Recordatório de 24 horas. As dietas foram analisadas no Dietbox®. A necessidade energética individual foi estimada através de fórmulas e o consumo de calorias totais foi analisado considerando o intervalo de 97 a 103% do gasto energético. A adequação dos macronutrientes foi verificada de acordo com os Acceptable Macronutrient Distribution Ranges. A ingestão média de ácidos graxos, colesterol e fibra, foi analisada de acordo com os valores propostos pela IV Diretriz Brasileira sobre Dislipidemias. A inadequação dos micronutrientes foi estimada pelo método da Estimated Average Requirement como ponto de corte e o consumo hídrico foi avaliado a partir da recomendação do Guia Alimentar para a População Brasileira. Para análise dos dados, foi utilizado o Statistical Package for the Social Sciences versão 20.0. Para a comparação das distribuições dos dados entre os grupos foi utilizados os testes t-Student ou o de Mann-Whitney de acordo com a normalidade, avaliada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. Resultados: A média de idade foi de 67(±8,0) anos para o grupo assintomático e 67(±9,0) anos para o sintomático. Quanto ao consumo de energia, macronutrientes, ácidos graxos, colesterol, fibra e água, observam-se diferenças entre os grupos, que não se mostraram estatisticamente significativas. A ingestão de energia foi inadequada em 96,1% das assintomáticas e em 93,9% das sintomáticas. Também não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre as idosas quanto ao consumo alimentar dos micronutrientes, exceto para o consumo habitual do mineral zinco (p valor = 0,033), o grupo sintomático teve um consumo médio de zinco inferior ao grupo assintomático. Nos grupos, as maiores inadequações (> 50%) foram para vitaminas A, D, E e ácido fólico e magnésio e cálcio. As menores inadequações foram para vitamina C e piridoxina (valores entre 21,6% e 22,4%). Destaca-se a ingestão inadequada da vitamina D (100% das avaliadas). Conclusão: Entre os grupos, foram observadas elevadas prevalências de inadequação para ingestão calórica, consumo dos ácidos graxos saturados, colesterol, fibra, ingestão hídrica, macros e micronutrientes. Contudo, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no consumo alimentar dos nutrientes, com exceção do mineral zinco, pois as idosas sintomáticas tiveram um consumo médio de zinco inferior ao grupo assintomático.

     
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  • ROSA SA DE OLIVEIRA NETA
  • ESTADO NUTRICIONAL, SARCOPENIA E FUNCIONALIDADE EM IDOSAS RESIDENTES NA COMUNIDADE

     

     

     

  • Orientador : MARCELO CARDOSO DE SOUZA
  • Data: 01/12/2017
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  • Introdução: A população mundial encontra-se em um processo de reestruturação demográfica caracterizada pela redução das taxas de fecundidade e mortalidade e consequente envelhecimento populacional. Esta fase da vida é determinada, muitas vezes, pela presença de doenças crônicas não transmissíveis. Uma das alterações corporais típicas do envelhecimento é a perda da massa e da função do muscular (sarcopenia), que contribui para a limitação funcional assim como a obesidade que também é um dos fatores de risco relacionados ao desenvolvimento de doenças que limitam a funcionalidade. Objetivo: Avaliar a relação entre a capacidade funcional, a sarcopenia e o estado nutricional de idosas da comunidade. Métodos: Estudo observacional analítico de caráter transversal realizado com 100 idosas acima de 60 anos que frequentaram a clínica-escola de fisioterapia da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (FACISA-UFRN). Para a coleta de dados, aplicou-se um questionário, contendo informações de identificação, dados socioeconômicos (escolaridade e renda familiar), prática de atividade física, dados antropométricos (peso, altura e índice de massa corporal) e de composição corporal (circunferência da cintura, circunferência do pescoço, razão cintura-altura e massa muscular mensurada através da aplicação da bioimpedância) e dados funcionalidade (teste de caminhada de seis minutos). Resultados: A média de idade da amostra foi de 67±8,0 anos, A maioria das idosas não praticava atividade física (59%), possuíam pelo menos o ensino fundamental (38%), recebiam até dois salários mínimos (48%) e eram obesas. As taxas de prevalência quanto à presença de sarcopenia foram: obesidade sarcopênica (5%), sarcopenia (14%), obesidade (63%) e normais (18%). Idosas ativas, que estudaram mais que o ensino fundamental até o ensino médio, com renda entre dois e quatro salários, e não obesas tiveram melhor desempenho no teste de caminhada que as demais. Não houve diferenças estatisticamente significativas no teste de caminhada de acordo com a renda ou IMC (p>0,05). As idosas não obesas e não sarcopênicas caminharam mais no teste de funcionalidade que as demais (p=0,021). Conclusões: A obesidade sarcopênica foi presente em 5% das idosas e tem relação com pior desempenho físico, também presente em idosas com sarcopenia e obesidade, gerando novas demandas para os sistemas de saúde e seguridade social. Os resultados encontrados poderão auxiliar na elaboração de estratégias de promoção à saúde para prevenir a morbidade e mortalidade associados a essas condições nessa população vulnerável no município de Santa Cruz/RN. 

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  • EMELYNNE GABRIELLY DE OLIVEIRA SANTOS
  • ANÁLISE ESPAÇO-TEMPORAL DA MORTALIDADE POR SUICÍDIO NO RIO GRANDE DO NORTE NO PERÍODO DE 2000 A 2015

  • Orientador : ISABELLE RIBEIRO BARBOSA
  • Data: 04/12/2017
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  • O suicídio constitui um dos tipos de mortes violentas mais incidentes no mundo, de modo que as transições demográfica e epidemiológica têm contribuído para o aumento global da carga deste agravo. Apesar da difusão de programas de prevenção do suicídio no Brasil, o panorama de mortalidade por essa causa no país é preocupante, principalmente em algumas regiões em que se observa uma elevação no percentual de óbitos.O objetivo deste estudo foi analisar a distribuição espaço-temporal da mortalidade por suicídio no Estado do Rio Grande do Norte (RN) no período de 2000 a 2015. Trata-se de um estudo ecológico misto que avaliou os óbitos decorrentes de suicídio registrados no RN, ocorridos no período de 1º de janeiro de 2000 a 31 de dezembro de 2015. Os dados dos óbitos foram obtidos no Sistema de Informação sobre Mortalidade, e as informações sobre população foram obtidas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A análise espacial foi realizada utilizando as taxas brutas, taxas padronizadas e taxas pelos estimadores Bayesianos. A análise univariada foi realizada através do Índice de Moran Global e Local para avaliar a intensidade e significância dos aglomerados espaciais utilizando o software Terraview 4.2.A análise bivariada espacial foi realizada pelo cruzamento entre as variáveis sociodemográficas e as taxas de mortalidade padronizadas por suicídio utilizando o software GeoDa 1.6.1. Os Anos Potenciais de Vida Perdidos também foram calculados ao longo da série histórica. Foi aplicada a Regressão loglineal (Joinpointregression) com taxas padronizadas (população mundial) para estimar o AnnualPercentageChange (APC), o intervalo de confiança 95% e os pontos de inflexão da curva, a fim de verificar a tendência de mortalidade por suicídio no RN utilizando o software Joinpoint 4.5.0. A análise estatística clássica foi aplicada para avaliar a correlação entre as variáveis do estudo e para isso utilizou-se o software SPSS 23.0. Foram registrados 2.266 óbitos por suicídio de 2000 a 2015, sendo a razão entre os sexos de 5:1 no último ano. A análise espacial mostrou fraca autocorrelação espacial (I<0,3) para as Taxas de Mortalidade Padronizadas (TMP) para ambos os sexos, com formação de aglomerados espaciais na Região do Seridó, principalmente, para o sexo masculino. A análise bivariada mostrou formação de clusters na Região do Seridó com as variáveis IDH e Envelhecimento. Os estimadores bayesianos mostraram uma homogeneização das taxas de mortalidade, sobretudo nos municípios com pequenos grupos populacionais. Foram perdidos 63582.5 anos potenciais de vida ao longo da série histórica. Além disso, foi observada uma tendência de aumento da mortalidade no sexo masculino até o ano de 2003 (APC = 15,3%; IC = 9,2-21,8), seguido de um período de estabilidade. Para o sexo feminino, a tendência foi de estabilidade (APC= 0,4%; IC95%=-0,9-1,7). A análise de variância apontou ainda para ausência de diferenças estatisticamente significativa (p>0,05) entre as TMP e o porte dos municípios e regiões de saúde para a maioria dos anos do estudo.  Conclui-se que a mortalidade por suicídio no RN está desigualmente distribuída no território, estando associando espacialmente às áreas com os melhores indicadores socioeconômicos. Não há tendência significativa de aumento, porém as diferenças entre as regiões do estado e de acordo com o porte dos municípios aumentaram ao longo da série histórica.

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