Dissertações/Teses

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2020
Teses
1
  • RODRIGO PORPINO MAFRA
  • Estudo imuno-histoquímico e in vitro de proteínas do sistema ativador de plasminogênio em carcinomas de células escamosas de língua oral.

  • Orientador : LEAO PEREIRA PINTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • CYNTIA HELENA PEREIRA DE CARVALHO
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • Data: 14/02/2020

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  • O carcinoma de células escamosas (CCE) é a neoplasia maligna mais frequente em cavidade oral e apresenta prognóstico desfavorável. Assim sendo, pesquisas têm buscado esclarecer o papel de biomarcadores no comportamento biológico do CCE oral. Nesta perspectiva, destacam-se o ativador de plasminogênio tipo uroquinase (uPA) e seu receptor (uPAR), além do inibidor do ativador de plasminogênio-1 (PAI-1). O presente trabalho analisou, por meio de imuno-histoquímica, a expressão das proteínas uPA, uPAR e PAI-1 no CCE de língua oral (CCELO) e sua relação com parâmetros clinicopatológicos. Este experimento também avaliou os efeitos in vitro da proteína recombinante humana PAI-1 (rhPAI-1) na linhagem celular SCC-25, derivada de CCELO. A imunoexpressão de uPA, uPAR e PAI-1 foi analisada em 60 casos de CCELO, de forma semiquantitativa, nas células neoplásicas do front de invasão tumoral. Visando a associação dos achados imuno-histoquímicos com variáveis clinicopatológicas, os casos foram classificados nas categorias baixa expressão (≤50% das células positivas) e alta expressão (>50% das células positivas). No experimento in vitro, foram analisados os seguintes grupos: G0 (controle; células cultivadas na ausência de rhPAI-1), G10 (células tratadas com rhPAI-1 a 10 nM) e G20 (células tratadas com rhPAI-1 a 20 nM). Diferenças entre estes grupos foram investigadas através dos ensaios: viabilidade celular (Alamar Blue), ciclo celular (marcação com iodeto de propídio, PI), apoptose/necrose (marcação com Anexina V e PI), atividade migratória (Wound healing) e invasão celular (Transwell). A análise imuno-histoquímica revelou alta expressão do uPA na maioria dos CCELOs, mas sem relações significativas com parâmetros clinicopatológicos (p>0,05). As elevadas expressões do uPAR e do PAI-1, em nível membranar, foram associadas a recidivas locais (p=0,019) e ao alto tumor budding (p=0,046), respectivamente. A análise estatística evidenciou ausência de associações significativas entre as variáveis imuno-histoquímicas (uPA, uPAR e PAI-1) e indicadores de prognóstico do CCELO (sobrevida específica e sobrevida livre da doença) (p>0,05). No estudo in vitro, decorridas 24 horas da administração da rhPAI-1, os grupos G10 e G20 exibiram maior viabilidade celular em comparação ao grupo controle (p=0,020), assim como aumento da progressão para a fase S do ciclo celular (p=0,024). No que concerne aos percentuais de células apoptóticas e necróticas, não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos (p>0,05). Nos grupos celulares cultivados na presença da rhPAI-1, também foi constatado aumento da atividade migratória (p=0,039) e do potencial de invasão (p=0,039), respectivamente, nos intervalos de 24 horas e 72 horas. Os achados deste estudo sugerem o envolvimento das proteínas uPA, uPAR e PAI-1 na patogênese do CCELO. Entretanto, a expressão destes biomarcadores pode não estar relacionada com o desfecho clínico dos pacientes. Os resultados in vitro sugerem que o PAI-1 exerce efeitos estimulatórios na proliferação, migração e invasão celular, podendo assim contribuir para a agressividade biológica dos CCELOs.


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  • Squamous cell carcinoma (SCC) is the most frequent malignant neoplasm of the oral cavity and has an unfavorable prognosis. Thus, studies have sought to clarify the role of biomarkers in the biological behavior of oral SCC. Within this context, urokinase-type plasminogen activator (uPA) and its receptor (uPAR), as well as plasminogen activator inhibitor 1 (PAI-1), are particularly interesting. The present study analyzed, by means of immunohistochemistry, the expressions of uPA, uPAR and PAI-1 in oral tongue SCC (OTSCC) and their relationship with clinicopathological parameters. This experiment also evaluated the in vitro effects of recombinant human PAI-1 (rhPAI-1) on the OTSCC-derived cell line SCC-25. The immunoexpression of uPA, uPAR and PAI-1 was analyzed semi-quantitatively in neoplastic cells of the invasion front of 60 OTSCC cases. Aiming to determine the association between immunohistochemical findings and clinicopathological variables, the cases were classified as low expression (≤50% of positive cells) and high expression (>50% of positive cells). The following groups were analyzed in the in vitro experiment: G0 (control; cells cultured in the absence of rhPAI-1), G10 (cells treated with 10 nM rhPAI-1), and G20 (cells treated with 20 nM rhPAI-1). Differences between these groups were investigated using the following assays: cell viability (Alamar Blue), cell cycle (staining with propidium iodide, PI), apoptosis/necrosis (staining with Annexin V and PI), migratory activity (Wound healing), and cell invasion (Transwell). Immunohistochemical analysis revealed high expression of uPA in most OTSCC  cases, but there were no significant associations with clinicopathological parameters (p>0.05). The high membrane expression of uPAR and PAI-1 was associated with local recurrence (p=0.019) and high tumor budding (p=0.046), respectively. Statistical analysis demonstrated the absence of significant associations between the immunohistochemical variables (uPA, uPAR and PAI-1) and prognostic indicators of OTSCC (disease-specific and disease-free survival) (p>0.05). In the in vitro experiment, 24 hours after administration of rhPAI-1, G10 and G20 exhibited greater cell viability compared to the control group (p=0.02), as well as increased progression to the S phase of the cell cycle (p=0.024). There were no significant differences in the percentages of apoptotic or necrotic cells between groups (p>0.05). In the groups cultured in the presence of rhPAI-1, migratory activity (p=0.039) and invasion potential (p=0.039) were found to be increased after 24 and 72 hours, respectively. The findings of this study suggest the involvement of uPA, uPAR and PAI-1 in the pathogenesis of OTSCC. Nevertheless, the expression of these biomarkers may not be related to the clinical outcome of patients. The in vitro results suggest that PAI-1 exerts stimulatory effects on cell proliferation, migration and invasion and may therefore contribute to the biological aggressiveness of OTSCC.

2019
Dissertações
1
  • NELMARA SOUSA E SILVA
  • EXPRESSÃO IMUNO- HISTOQUÍMICA DAS PROTEÍNAS NF-κB E  VEGF165 NO LÍQUEN PLANO ORAL

  • Orientador : ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • JAMILE MARINHO BEZERRA DE OLIVEIRA MOURA
  • Data: 28/02/2019

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  • O líquen plano oral (LPO) é uma doença inflamatória crônica relativamente comum cuja etiopatogênese ainda não é totalmente elucidada. Clinicamente o LPO é classificado em seis padrões bem identificados: placa, reticular, bolhoso, atrófico, papular e erosivo. O objetivo dessa pesquisa foi comparar a imunoexpressão do fator nuclear Kappa (NF-κB) e do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF165) no LPO. Esta pesquisa consistiu em um estudo transversal retrospectivo de caráter quantitativo e comparativo da expressão imuno-histoquímica da expressão do NF-κB e descritiva de VEGF165 em espécimes de líquen plano oral reticular (30 casos) e erosivo (10 casos) e ainda 15 casos de hiperplasia fibrosa inflamatória (Controle). Em seguida foi realizada a análise imuno-histoquímica para investigar diferenças na expressão do NF-κB (quantitativo de núcleos positivos) em relação ao número de células com núcleos negativos em regiões particulares do espécime, sendo utilizada a metodologia adaptada de Rich et al. (2018). Na análise estatística foram utilizados os testes (teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis, ANOVA one-way e o com correções de Bonferroni, com nível de significância de 5% (p < 0,05). Foi observado que para todos os casos de LPO presentes nesse estudo, houve marcação do VEGF165, tanto em tecido epitelial como nas células do infiltrado inflamatório e vasos sanguíneos. Nos casos de HFI, essa marcação teve menor intensidade quando comparada com a das lesões de LPO. Para o NF-κB não foi encontrada diferença estatisticamente significativa no revestimento epitelial em relação a hiperplasia fibrosa inflamatória (controle), já no tecido conjuntivo (infiltrado inflamatório superficial e profundo) a imunoexpressão dessa proteína foi inferior nos casos de LPO em relação a hiperplasia fibrosa inflamatória. Pode-se concluir que a resposta inflamatória no LPO seria coadjuvante na etiopatogenia, e não seria o fator isolado responsável pelo desenvolvimento e perpetuação do LPO, podendo ser crucial a presença de alterações epigenéticas no sistema imunológico para desencadear a doença.


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  • The oral Lichen Planus (LPO) is a relatively common chronic inflammatory autoimmune disease whose etiology and pathogenesis are not yet fully known. The involvement of the TCD4 + lymphocytes is already well established in the literature, because your participation crucial in the development of this lesion, in which the involvement of the epithelial basal layer keratinocytes, with formation of an inflammatory infiltrate discussion, in addition to also understand the process of angiogenesis in the LPO. Knowing this, the present study sought to observe and compare the expression of two proteins involved in inflammatory processes, the nuclear factor Kappa (NF-κB) and vascular endothelial growth factor (VEGF165). The simultaneous use of these markers can collaborate with other studies and thus contribute to possible elucidation of the pathogenesis of this pathology and thus assist in the development of treatments with maximum effectiveness and minor damage possible to patients.

2
  • AFONSO NÓBREGA DANTAS
  • ANÁLISE IMUNO-HISTOQUÍMICA DO GATA-3 E IL-4 EM CARCINOMAS EPIDERMÓIDES DE LABIO INFERIOR E LÍNGUA ORAL

  • Orientador : PATRICIA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDJA MARIA MELO DE BRITO COSTA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • PATRICIA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 28/02/2019

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  • O carcinoma epidermoide (CE) é a neoplasia maligna mais comum na cavidade oral, sendo o lábio inferior e a língua oral os sítios de maior ocorrência. Como todas as neoplasias malignas, o CE tem etiologia é multifatorial, com forte associação com o tabagismo, etilismo e exposição crônica a radiação solar. Na atualidade muitos estudos têm voltado atenção para o papel da resposta inflamatória no desenvolvimento e crescimento tumoral, principalmente no que se refere à resposta imune celular. O objetivo desse estudo é a analisar a expressão do GATA-3 e da IL-4 em carcinoma epidermoide de lábio inferior (CELI) e de língua oral (CELO). Os casos selecionados foram classificados de acordo com a gradação histológica de malignidade da OMS e a análise imuno-histoquímica do GATA-3 e IL-4 em 57 casos de CELI e CELO. Os resultados mostraram significância estatística do GATA-3 no estroma (p < 0,05) dessas lesões e da IL-4 no parênquima (p < 0,01), no estroma (p < 0,01) e no parênquima e estroma juntos (p < 0,01). Revelou também correlação positiva entre a expressão do GATA-3 no parênquima e a IL-4 no parênquima (r = 0.438; p = 0.001), entre o GATA-3 no parênquima e a IL-4 no estroma (r = 0.378; p = 0.004), e entre o GATA-3 no parênquima e a IL-4 no parênquima e estroma (r = 0.348; p = 0.008). Portanto, em todos os casos se observou a presença da resposta Th2, implicando na abertura de um novo horizonte nessa área para novos estudos que possam contribuir para o entendimento dessa resposta no crescimento e desenvolvimento dessas lesões.


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  • Squamous cell carcinoma (SCC) is the most common malignant neoplasm in the oral cavity, with the lower lip and oral tongue being the most frequent sites. Like all malignancies, SCC has etiology is multifactorial, with strong association with smoking, alcoholism and chronic exposure to solar radiation. At present many studies have turned attention to the role of the inflammatory response in the development and tumor growth, mainly with respect to the cellular immune response. The aim of this study is to analyze the expression of GATA-3 and IL-4 in squamous cell carcinoma of the lower lip (SCCLL) and oral tongue (SCCOT). The selected cases were classified according to the WHO histological grading of malignancy and the immunohistochemical analysis of GATA-3 and IL-4 in 57 cases of SCCLL and SCCOT. The results showed statistical significance of GATA-3 in the stromal (p < 0.05) of these lesions and IL-4 in the parenchyma (p < 0.01), in the stroma (p < 0.01) and in the parenchyma and stroma together (p < 0.01). It also showed a positive correlation between the expression of GATA-3 in the parenchyma and IL-4 in the parenchyma (r = 0.438, p = 0.001), between GATA-3 in the parenchyma and IL-4 in the stroma (r = 0.378; p = 0.004), and between GATA-3 in the parenchyma and IL-4 in the parenchyma and stroma (r = 0.348; p = 0.008). Therefore, in all cases, the presence of the Th2 response was observed, implying the opening of new horizons in this area for new studies that may contribute to the understanding of this response in the growth and development of these lesions.

3
  • CAMILA TATYANNE SANTOS DE FREITAS
  • ESTUDO IMUNOISTOQUÍMICO DAS PROTEÍNAS CD34 E α-SMA EM CISTOS RADICULARES E CISTOS RADICULARES RESIDUAIS


  • Orientador : HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • PEDRO PAULO DE ANDRADE SANTOS
  • MANUEL ANTONIO GORDON NUNEZ
  • Data: 28/02/2019

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  • Os miofibroblastos (MFs) e a angiogênese são fatores importantes no desenvolvimento e progressão das lesões císticas, de modo que essas células secretam fatores de crescimento e proteases, assim como a angiogênese estimula a deposição de matriz e a migração celular, afetando o crescimento das periapicopatias. O presente trabalho objetivou avaliar a expressão imunoistoquímica do CD34 e α-SMA em cistos radiculares (CRs) e cistos radiculares residuais (CRRs), com o propósito de contribuir para um maior entendimento a respeito da expansão e progressão das lesões periapicais. A presente pesquisa constituiu em uma análise descritiva, quantitativa e comparativa das expressões imunoistoquímicas positivas do CD34 e α-SMA nos espécimes de 30 CRs e 30 CRRs. A expressão do α-SMA foi avaliada na cápsula fibrosa das lesões, sob aumento de 100x, abaixo do revestimento epitelial, foram selecionados 10 campos de maior imunomarcação, posteriormente, sob aumento de 400X, foram quantificadas as células positivas e no final calculou-se as médias por campo. Entretanto, para o índice angiogênico foram quantificados os microvasos imunomarcados pelo anticorpo anti-CD34 em 5 campos (200x). Os resultados demonstraram diferenças estatisticamente significativas referente a imunomarcação do α-SMA (p=0,035) e a relação α-SMAXCD34 (p=0,050) nos CRs e (p=0,003) em CRRs, porém a imunomarcação para o CD34 não revelou existir diferença estatística entre as lesões (p=0,723). Em conclusão, diante dos resultados obtidos consideramos que a correlação significativa entre a presença de miofibroblastos e o índice angiogênico entre as lesões estudadas estão relacionados à expansão e crescimento dos CRs e CRRs.


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  • Myofibroblasts (MFs) and angiogenesis are important factors in the development and progression of cystic lesions, so that cells secrete growth factors and proteases, as well as angiogenesis stimulates matrix deposition and cell migration, affecting the growth of periapicopathies. This study aims to evaluate the immunohistochemical expression of CD34 and α-SMA in root cysts (CRs) and residual root cysts (CRRs) in order to contribute to a better understanding of the expansion and progression of periapical lesions. The present study constitutes a descriptive, quantitative and comparative analysis of the positive immunohistochemical expression of CD34 and α-SMA in the specimens on 30 CRs and 30 CRRs. Expression of α-SMA was evaluated in the fibrous capsule of the lesions, at a magnification of 100x below the epithelial lining 10 fields of higher immunolabeling were selected, thereafter at a 400X magnification, the positive cells were quantified and at the end were calculated the averages per field. However, the angiogenic index was performed by counting microvessels immunolabelled by the anti-CD34 antibody in 5 fields (200x). The results showed that there were statistically significant differences regarding α-SMA (p=0,035) immunostaining and the α-SMAXCD34 ratio (p = 0.050) in CRs and (p = 0.003) in CRRs, but the immunostaining for CD34 did not reveal statistical differences between the lesions (p=0,723). In conclusion, in view of the obtained results we consider that the significant correlation between the presence of myofibroblasts and the angiogenic index among the studied lesions are related to the expansion and growth of CRs and CRRs.

4
  • RANI IANI COSTA GONÇALO
  • EXPRESSÃO IMUNO-HISTOQUÍMICA DE PROTEÍNAS ING EM DESORDENS POTENCIALMENTE MALIGNAS

  • Orientador : LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • NATALIA GUIMARAES BARBOSA
  • Data: 28/02/2019

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  • As desordens potencialmente malignas (DPM) são lesões que podem acometer a cavidade oral e que apresentam um potencial de transformação maligna. Biomarcadores moleculares têm sido estudados com o objetivo de auxiliar na predição do risco de transformação maligna dessas lesões. Dentre eles, destacam-se as proteínas ING (1-5). O objetivo deste trabalho é avaliar a expressão das proteínas ING-1 e ING-2 em lesões diagnosticadas como hiperceratose e DE (leve, moderada e severa), e correlacionar o padrão de expressão observado com o grau de displasia epitelial. Trata-se de um estudo transversal retrospectivo, de caráter semi-quantitativo e comparativo. A amostra consistiu de 60 espécimes de hiperceratose e DE, os quais foram avaliados morfologicamente e reclassificados de acordo com o sistema binário de classificação das DE proposto por Kujan et al. (2006). A imunoexpressão para ING-1 e ING-2 nas lesões estudadas foi avaliada de forma semi-quantitativa a partir da atribuição de escores, que variavam de 0 a 4, de acordo com o percentual de células epiteliais positivas para aqueles marcadores. Para a análise estatística, foram realizados os testes de Mann-Whitney e de Spearman (p ≤ 0,05). Dos 60 casos analisados, 37 (61,7%) apresentaram-se como lesões de baixo risco e 23 (38,3%) como de alto risco. Tanto para ING-1 quanto para ING-2, 93,3% das lesões displásicas estudadas apresentaram marcação citoplasmática e nuclear nas células epiteliais, com predominância de positividade nas camadas basal e suprabasal. Em relação aos escores de marcação imuno-histoquímica, houve predominância de casos com elevada expressão (escore 4) para ambos os marcadores. No entanto, ao se comparar estes escores (nuclear, citoplasmática e geral) com a gradação histológica das DE, tanto para ING-1 quanto para ING-2, não foi observada diferença estatisticamente significativa. Dessa forma, os resultados do presente estudo sugerem que a imunoexpressão de ING-1 e ING-2 não têm relação com o grau de DE oral. No entanto, a alta expressão observada nessas lesões sugere que estas proteínas estariam envolvidas no processo da carcinogênese oral.


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  • Potentially malignant disorders (PMD) are lesions that can affect the oral cavity and present a potential for malignant transformation. Molecular biomarkers have been studied to help predict the risk of malignant transformation of these lesions. Among them, the ING proteins (1-5) are highlighted. The objective of this study is to evaluate the expression of ING-1 and ING-2 proteins in lesions diagnosed as hyperkeratosis and ED (mild, moderate and severe), and to correlate the expression pattern observed with the degree of epithelial dysplasia. This is a cross-sectional, retrospective, semi-quantitative and comparative study. The sample consisted of 60 specimens of hyperkeratosis and ED, which were morphologically evaluated and reclassified according to the binary classification system of ED proposed by Kujan et al. (2006). The immunoexpression for ING-1 and ING-2 in the studied lesions was evaluated semi-quantitatively from the assignment of scores ranging from 0 to 4, according to the percentage of epithelial cells positive for those markers. For the statistical analysis, the Mann-Whitney and Spearman tests (p ≤ 0.05) were performed. Of the 60 cases analyzed, 37 (61.7%) presented as low-risk lesions and 23 (38.3%) as high-risk lesions. For both ING-1 and ING-2, 93.3% of the dysplastic lesions studied presented cytoplasmic and nuclear marking on epithelial cells, with predominance of positivity in the basal and suprabasal layers. Regarding the immunohistochemical marking scores, there was a predominance of cases with high expression (score 4) for both markers. However, when comparing these scores (nuclear, cytoplasmic and general) with the histological gradation of ED, for both ING-1 and ING-2, no statistically significant difference was observed. Thus, the results of the present study suggest that immunoexpression of ING-1 and ING-2 is not related to the degree of oral ED. However, the high expression observed in these lesions suggests that these proteins would be involved in the oral carcinogenesis process.

5
  • RODRIGO RODRIGUES RODRIGUES
  • ANÁLISE DA EXPRESSÃO IMUNO-HISTOQUÍMICA DO T-BET E IFN-GAMA EM CARCINOMAS EPIDERMOIDES DE LÁBIO INFERIOR E LÍNGUA ORAL


  • Orientador : PEDRO PAULO DE ANDRADE SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • PEDRO PAULO DE ANDRADE SANTOS
  • POLLIANNA MUNIZ ALVES
  • Data: 07/06/2019

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  • Os carcinomas epidermoides orais (CEOs) estão entre os oito tipos de cânceres mais comuns no mundo, apresentando comportamentos distintos de acordo com a localização anatômica e a idade. Os carcinomas epidermoides de lábio inferior (CELI) são menos agressivos, com menores taxas de recidiva e mestástases que os carcinomas epidermoides de língua oral (CELO).  Nesta pesquisa, foram avaliados 57 casos de CEOs, sendo 27 de lábio inferior e 30 de língua oral do Serviço de Patologia Oral da Universidade Federal do Rio Grande do Norte,  sendo classificados de acordo com a gradação histológica de malignidade da Organização Mundial de Saúde (OMS) e posteriormente submetidos ao processo de imuno-histoquímica sendo o T-Bet avaliado quantitativamente e o IFN-γ avaliado semi-quantitativamente tanto no parênquima como no estroma dos CEOs. Verificamos que os CELI foram classificados em sua maioria como bem diferenciados, enquanto os CELO moderadamente diferenciados foram os mais evidenciados. A análise imuno-histoquímica revelou uma forte marcação citoplasmática e nuclear para T-Bet e IFN-γ tanto no parênquima quanto no estroma dos CEOs. Nesta pesquisa, a imunoexpressão do T-Bet foi maior nos CELO, sendo o estroma desses carcinomas os dententores das maiores quantidades de células imunorreativas, em especial nos CEOs moderadamente diferenciados. Durante a avaliação da imunoexpressão do IFN-γ observou-se uma maior expressão em CELI, principalmente em CEOs bem diferenciados. Os dados da pesquisa sugerem alterações diferentes nos microambientes tumorais de CELI e CELO, em que no CELO evidencia-se um inibição da atividade das células marcadas pelo T-Bet com menor expressão do IFN-γ em relação aos CELI, concluindo-se que a resposta Th1 está presente tanto nos CELO quanto nos CELI, sendo constatada Th1 mais eficiente nos CELI.


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  • Oral squamous cell carcinomas (OSCC) are among the eight most common cancers in the world, presenting distinct behaviors according to anatomical location and age. Lower lip squamous cell carcinomas (LLSCC) are less aggressive, with lower rates of relapse and mestastasis than oral tongue squamous cell carcinomas (OTSCC). In this research, 57 OSCC cases were evaluated, 27 of lower lip and 30 of oral tongue of the Service of Oral Pathology of the Federal University of Rio Grande do Norte, being classified according to the histological grading of malignancy of the World Health Organization (WHO) and subsequently submitted to the immunohistochemistry process being the T-Bet evaluated quantitatively and the IFN-γ evaluated semi-quantitatively in both the parenchyma and in the stroma of the OSCC. We found that the LLSCC were classified as well differentiated, while the moderately differentiated OTSCC were the most evidenced. Immunohistochemical analysis revealed strong cytoplasmic and nuclear labeling for T-Bet and IFN-γ both in the parenchyma and in the stroma of the OSCC. In this study, T-Bet immunoexpression was higher in OTSCC, with the stromal of these carcinomas being the dentent of the largest numbers of immunoreactive cells, especially in moderately differentiated OSCC. During the evaluation of IFN-γ immunoexpression a greater expression was observed in LLSCC, especially in well-differentiated OTSCC. The research data suggest different alterations in the LLSCC and OTSCC tumor microenvironments, in which in the OTSCC an inhibition of the activity of T-Bet-labeled cells with lower expression of IFN-γ in relation to LLSCC is evidenced, concluding that the Th1 is present in both OTSCC and LLSCC, with Th1 being more efficient in LLSCC.

6
  • PATRÍCIA DAVIN GOMES PARENTE
  • ESTUDO DA IMUNOEXPRESSÃO DO REG-GAMMA E DA BETA CATENINA EM QUEILITES ACTÍNICAS E CARCINOMAS DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE LÁBIO INFERIOR

  • Orientador : LEAO PEREIRA PINTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 28/06/2019

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  • A queilite actínica (QA) é uma lesão potencialmente maligna que ocorre principalmente em homens leucodermas com histórico de exposição crônica ao sol. Estima-se que 95% dos casos de carcinoma de células escamosas (CCE) de lábio inferior se desenvolvem a partir de quadros pré-existentes de QA. A compreensão do processo de transformação maligna da QA para CCE de lábio inferior é importante, uma vez que pode contribuir para avanços no diagnóstico e tratamento destas lesões. O CCE de lábio inferior é uma neoplasia maligna que se origina do epitélio pavimentoso estratificado e sua etiologia guarda relação com a exposição solar desprotegida. O prognóstico dos pacientes com CCE de lábio inferior é favorável quando a doença é diagnosticada em estágios iniciais.  A Adesão célula-célula e célula-matriz extracelular regulam importantes funções celulares como crescimento, diferenciação, migração, proliferação e morte celular, e a desregulação dessas funções são fatores determinantes para a progressão tumoral. A betacatenina é uma proteína de adesão que está envolvida nos processos de  adesão célula-célula e comunicação celular. A alteração do complexo caderina-catenina tem sido demonstrada  no CCE, e tem sido correlacionada com a invasão tumoral, metástase e com pior prognóstico dos pacientes. O REGγ  é um membro da família de ativadores de proteassoma que pode promover a degradação de múltiplas proteínas incluindo p53 e MDM2. Estudos mostram que o REGγ está superexpresso em numerosos tipos de câncer, incluindo cânceres de mama, tireóide, pulmão e fígado, sugerindo que a superexpressão do REGγ está envolvida na progressão do câncer.  Dessa forma, este estudo pretende analisar a expressão imuno-histoquímica da β-catenina e do REGγ em pacientes com Queilite Actínica e Carcinoma de células escamosas, comparando os achados imuno-histoquímicos com os dados clínico-patológicos afim de averiguar se há uma correlação do grau de imunoexpressão dessas moléculas com a progressão tumoral e se as mesmas exibem um fator sinérgico para a progressão do tumor.


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  • Actinic cheilitis is a potentially malignant lesion that occurs mainly in white men with a history of chronic exposure to the sun. It is estimated that 95% of cases of squamous cell carcinoma of the lower lip develop from pre-existing  Actinic cheilitis  frames. Understanding the malignant transformation process from Actinic cheilitis to lower lip SCC is important, as it may contribute to advances in the diagnosis and treatment of these lesions. The squamous cell carcinoma of the lower lip is a malignant neoplasm that originates from the stratified squamous epithelium and its etiology is related to unprotected sun exposure. The prognosis of patients with squamous cell carcinoma of the lower lip is favorable when the disease is diagnosed in the early stages. The cell-cell adhesion, extracellular cell-matrix regulate important cellular functions like growth, differentiation, migration, proliferation, cell death, and the deregulation of these functions are determining factors for tumor progression. Beta-catenin is an adhesion protein that is involved in the processes of cell-cell adhesion and cell communication. The alteration of the cadherin-catenin complex has been demonstrated in squamous cell carcinoma, and has been correlated with tumor invasion, metastasis and worse prognosis of patients. REGγ is a member of the proteasome activator family that can promote the degradation of multiple proteins including p53 and MDM2. Studies show that REGγ is overexpressed in numerous types of cancer, including breast, thyroid, lung and liver cancers, suggesting that overexpression of REGγ is involved in cancer progression. Thus, this study intends to analyze the immunohistochemical expression of β-catenin and REGγ in patients with Actinic Cheilitis and squamous cell carcinoma, comparing the immunohistochemical findings with the clinical-pathological data in order to ascertain if there is a correlation of the degree of immunoexpression of these molecules with tumor progression and whether they exhibit a synergistic factor for tumor progression.

2018
Dissertações
1
  • ISRAEL LEAL CAVALCANTE
  • IMUNOEXPRESSÃO DE TWIST E E-CADERINA EM QUEILITES ACTÍNICAS

  • Orientador : ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • ROBERTA BARROSO CAVALCANTE
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 29/01/2018

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  • A queilite actínica (QA) é uma lesão potencialmente maligna oral (LPMO) que resulta da exposição crônica aos raios solares. Atualmente, não é possível predizer quais os casos de QA progredirão para o carcinoma de células escamosas de lábio (CEEL) e, portanto, alguns marcadores biomoleculares têm sido alvo de pesquisas. Neste contexto, a proteína Twist, um fator de transcrição altamente conservado que pertence à família das proteínas helix-loop-helix, atua na regulação negativa da E-caderina agindo como um importante regulador do fenótipo mesenquimal. Pouco se sabe sobre o papel do Twist nas LPMOs, no entanto, estudos recentes demonstram que este fator de transcrição parece participar do processo de carcinogênese oral desde seus estágios iniciais. Objetivo: Esta pesquisa se propõe a avaliar a imunoexpressão de Twist e E-caderina em QAs, bem como verificar se essa expressão está associada com a progressão morfológica dessas lesões. Método: A imunoexpressão epitelial da E-caderina e Twist foi analisada semi-quantitativamente em 86 casos de QAs com graus variados de displasia epitelial, de acordo com os escores: (1) <25% de células positivas; (2) 25 a 50% de células positivas; (3) 50 a 75% de células positivas e (4) > 75% de células positivas. As comparações das medianas dos escores de expressão da E-caderina e do Twist de acordo com o grau histológico das QAs foram realizadas por meio do teste não paramétrico de Mann-Whitney. Resultados: A análise da expressão do Twist e E-caderina no epitélio das QAs revelou imunorreatividade membranar e citoplasmática para a E-caderina em todas as camadas epiteliais, exceto na camada de ceratina. Para o Twist verificou-se uma imunorreatividade nuclear e citoplasmática em todas as camadas epiteliais, exceto na camada de ceratina. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nas medianas dos escores de E-caderina e Twist total e nos diferentes compartimentos celulares analisados (membranar e citoplasmático para E-caderina e nuclear e citoplasmático para Twist) em relação ao grau histológico das QAs (p > 0,05).  Conclusão: Os resultados deste estudo sugerem uma elevada imunoexpressão do Twist e E-caderina nos casos de QAs, no entanto, essas proteínas parecem não estar associadas com a progressão morfológica nos casos analisados.


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  • Actinic cheilitis (AC) is a potentially malignant oral lesion (PMOL) that results from chronic exposure to the sun's rays. Currently, it is not possible to predict which cases of AC will progress to squamous cell carcinoma of the lower lip, therefore, some biomolecular markers have been subject of investigation. In this context, Twist protein, a highly conserved transcription factor that belongs to the family of helix-loop-helix acts on the negative regulation of E-cadherin acting as a great regulator of the mesenchymal phenotype. Little is known about the role of Twist in PMOLs, however, recent studies have shown that this transcription factor may be involved in the process of oral carcinogenesis process since its early stages. Aim: This study aims to evaluate the immunoexpression of Twist and E-cadherin in ACs as well as to verify if this expression is associated with the morphological progression of these lesions. Methods: The epithelial immunoexpression of E-cadherin and Twist was analyzed semi-quantitatively in 86 cases of ACs with different degrees of epithelial dysplasia, according to the scores: (1) <25% positive cells; (2) 25 to 50% positive cells; (3) 50 to 75% positive cells and (4) >75% positive cells. Median comparisons of the E-cadherin and Twist expression scores with the actinic cheilitis’ histological grade were performed using the non-parametric Mann-Whitney test. Results: Analysis of Twist and E-cadherin expression in the actinic cheilitis’ epithelium revealed membrane and cytoplasmic immunoreactivity for E-cadherin in all epithelial layers except in the keratin layer. For Twist, nuclear and cytoplasmic immunoreactivity were observed in all epithelial layers, except for the keratin layer. Statistically significant differences were not found in the medians of total E-cadherin and Twist scores and in the different cell compartments analyzed (membrane and cytoplasmic for E-cadherin and nuclear and cytoplasmic for Twist) in relation to the actinic cheilitis’ histological grade (p > 0,05). Conclusion: The results of this study suggest a high immunoexpression of Twist and E-cadherin in cases of ACs, however, these proteins appear not to be associated with morphological progression in the analyzed cases.

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  • YAILIT DEL CARMEN MARTINEZ VARGAS
  • ESTUDO DA EXPRESSÃO IMUNO-HISTOQUÍMICA DAS PROTEÍNAS ING3 E ING4 EM LESÕES ODONTOGÊNICAS EPITELIAIS BENIGNAS.

  • Orientador : LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • DENISE HELEN IMACULADA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • Data: 15/02/2018

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  • Os cistos e tumores odontogênicos constituem um grupo heterogêneo de lesões originadas de tecidos epiteliais e/ou ectomesenquimais a partir do desenvolvimento embrionário do órgão dentário, acometendo unicamente os ossos gnáticos. Considerando que estas lesões de natureza epitelial apresentam um comportamento biológico distinto, as mesmas se tornaram alvo de numerosas investigações. As proteínas INGs desempenham um papel importante no controle do ciclo celular, senescência, reparo do DNA, proliferação celular e apoptose em diversas neoplasias. O objetivo de este estudo foi avaliar comparativamente a imunoexpressão das proteínas ING3 e ING4 em uma serie de casos de lesões odontogênicas epiteliais benignas. A amostra consistiu de 20 Ameloblastomas (AMB), 15 Tumores odontogênicos adenomatóides (TOA) e 20 Ceratocistos Odontogênicos (CO). A imunoexpressão foi avaliada semiquantitativamente em cada caso estudado de acordo com o percentual de células epiteliais imunomarcadas positivamente, que variou de 0 a 3. Para análise estatística, foram utilizados os testes Kruskal-Wallis e Spearman (p<0,05). A análise da expressão de ING3 revelou positividade no citoplasma e núcleo das células epiteliais sem diferença estatisticamente significativa entre as lesões estudadas. A análise da expressão da ING4 revelou positividade no citoplasma das células epiteliais de todas as lesões estudadas. A pontuação de imunomarcação citoplasmática para ING4 revelou haver diferença estatisticamente significativa entre os grupos de lesões estudadas, com maior frequência em TOA (p <0,05). Após o pareamento, observou-se diferença significativa entre AMB e CO e entre AMB e TOA (p <0,05). E a análise da expressão nuclear da ING4 nas lesões estudadas, revelou perda de expressão nuclear, seguido de uma expressão nuclear reduzida para os casos de AMB e CO, e positividade no núcleo das células epiteliais dos TOAs. A pontuação de imunomarcação nuclear para ING4 revelou haver diferença estatisticamente significativa entre os grupos de lesões estudadas, com maior frequência em TOA (p <0,05). Após o pareamento, observou-se diferença significativa entre AMB e CO e entre AMB e TOA e entre CO e TOA (p <0,05). Em conclusão, os resultados do presente estudo, sugerem que a regulação do ING3 e ING4 no crescimento celular e na apoptose e indicam que essas proteínas podem desempenhar um papel importante no desenvolvimento e progressão das lesões odontogênicas estudadas.


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  • Odontogenic cysts and tumors represent a heterogeneous group of lesions originated from epithelial or ectomesenchymal tissues from the embryonic development of the dental organ, affecting only the gnathic bones. Considering that these epithelial lesions have a distinct biological behavior, they have become the subject of numerous investigations. INGs genes play an important role in cell cycle control, senescence, DNA replication and repair, cell proliferation and apoptosis in various neoplasms. The aim of this study was to comparatively evaluate the immunohistochemical expression of ING3 and ING4 proteins in a series of cases of benign epithelial odontogenic lesions. The sample consisted of 20 ameloblastomas (AM), 15 adenomatoid odontogenic tumors (AOT) and 20 odontogenic keratocysts (OK). The immunohistochemical staining was evaluated semiquantitatively on each case studied according to the percentage of positively immunostained epithelial cells, which ranged from 0 to 3. For statistical analysis were used the Kruskal-Wallis and Spearman tests (p <0.05). Analysis of ING3 expression was positive in the cytoplasm and nucleus of epithelial cells without statistically significant difference between group of lesions studied. Analysis of ING4 expression revealed positivity in the cytoplasm of epithelial cells of all lesions studied. The cytoplasmic immunostaining score for ING4 revealed a statistically significant difference between the groups of lesions studied, with a higher frequency in AOT (p <0.05). After pairing, there was a significant difference between the AM and OK, AM and AOT (p <0.05). And the analysis of ING4 nuclear expression in the studied lesions revealed loss of nuclear expression, followed by reduced nuclear expression for cases of AM and OK, and positivity in the nucleus of AOT epithelial cells. The nuclear immunostaining score for ING4 revealed a statistically significant difference between the groups of lesions studied, with a higher frequency in AOT (p <0.05). After pairing, we observed a significant difference between AM and OK and between AM and AOT and between OK and AOT (p <0.05). In conclusion, the results of the present study suggest that the regulation of ING3 and ING4 in cell growth and apoptosis indicate that these proteins may play an important role in the development and progression of odontogenic lesions.

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  • EVERTON FREITAS DE MORAIS
  • IMUNOEXPRESSÃO DAS PROTEÍNAS TWIST E E-CADERINA EM CARCINOMA EPIDERMOIDE DE LÁBIO INFERIOR

  • Orientador : ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • EDILMAR DE MOURA SANTOS
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 16/02/2018

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  • O carcinoma epidermoide de lábio inferior (CELI) corresponde a aproximadamente 30% de todos os casos de câncer de boca e resulta principalmente da exposição crônica à radiação ultravioleta. As proteínas E-caderina e Twist representam biomarcadores envolvidos no processo de transição epitélio-mesênquima, evento determinante no potencial de invasão tumoral. O objetivo desta pesquisa foi analisar o padrão de imunoexpressão das proteínas Twist e E-caderina em CELI, investigando possíveis associações com parâmetros clínico-patológicos indicadores do comportamento tumoral, além de avaliar a correlação entre as proteínas. Para o estabelecimento da gradação histopatológica de malignidade, foram utilizados os sistemas propostos por Bryne et al. (1992), Brandwein-Gensler et al. (2005) e Almangush et al. (2014). A análise imunoistoquímica revelou maior expressão de E-caderina (geral, membranar e citoplasmática) em CELI classificados em estádios clínicos iniciais (estágio I) (p<0,05) e maior expressão de E-caderina (geral e membranar) em casos com remissão da doença após 5 anos de acompanhamento (p < 0,05). Não foram observadas associações significativas da expressão de E-caderina com o tamanho do tumor, metástase regional, recidiva e grau histopatológico de malignidade (p>0,05). Em relação à proteína Twist, constatou-se maior expressão geral, nuclear e citoplasmática da mesma em lesões classificadas em estádios tardios (II, III e IV), com recidiva e de alto grau de malignidade (p<0,05). Além disso, também foi encontrada maior expressão geral da proteína Twist em lesões de alto risco de acordo com o sistema proposto por Brandwein-Gensler et al. (2005). Evidenciou-se, ainda, correlação positiva significativa entre a imunoexpressão nuclear de Twist e a expressão citoplasmática de E-caderina (r= 0,261; p= 0,046). Por sua vez, observou-se correlação negativa significativa entre a expressão citoplasmática de Twist e a expressão membranar de E-caderina (r= -0,286; p= 0,028). Os resultados do presente estudo sugerem o potencial envolvimento das proteínas Twist e E-caderina na modulação de eventos relacionados ao pior prognóstico do CELI.


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  • Lower lip squamous cell carcinoma (LLSCC) accounts for approximately 30% of all cases of oral cancer, and results mainly from chronic exposure to ultraviolet radiation. E-cadherin and Twist proteins represent biomarkers involved in the epithelial-mesenchymal transition process, a determinant event in the potential for tumor invasion. The objective of this study was to analyze the immunoexpression pattern of Twist and E-cadherin proteins in LLSCC, investigating possible associations with clinical-pathological parameters indicative of tumor behavior, as well as to evaluate the correlation between proteins. We also evaluated the correlation between Twist and E-cadherin proteins in LLSCC cases. For the analysis of histopathological grading systems of malignancy, the systems proposed by Bryne et al. (1992), Brandwein-Gensler et al. (2005) and Almangush et al. (2014). Increased expression of E-cadherin (general, membrane and cytoplasmic) in LLSCC classified in early clinical stages (stage I) (p <0.05) and higher expression of E-cadherin (general and membrane) in cases with remission after 5 years of follow-up (p<0.05). No significant relationships of E-cadherin expression were observed with tumor size, regional metastasis, relapse and the histopathological grade of malignancy. In relation to the Twist protein, it was found a greater general, nuclear and cytoplasmic expression of the same in lesions classified in late stages (II, III and IV), with recurrence and a high degree of malignancy (p<0.05). In addition, a greater overall expression of Twist protein was also found in high-risk lesions according to the system proposed by Brandwein-Gensler et al. (2005). There was also a significant positive correlation between Twist nuclear immunoexpression and cytoplasmic E-cadherin expression (r = 0.261, p = 0.046). In turn, a significant negative correlation was observed between Twist cytoplasmic expression and E-cadherin membrane expression (r = -0.286; p = 0.028). The results of the present study suggest the potential involvement of Twist and E-cadherin proteins in the modulation of events related to the worst prognosis of LLSCC.

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  • ONDINA KARLA MOUSINHO ROCHA TORRES
  • ANÁLISE DA PROTEÍNA DE CHOQUE TÉRMICO 27 (HSP27) EM CARCINOMAS DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE LÍNGUA ORAL

  • Orientador : MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KARUZA MARIA ALVES PEREIRA
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 20/02/2018

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  • O carcinoma de células escamosas de língua oral (CCELO) apresenta altas taxas de morbidade e mortalidade. Novos métodos de detecção precoce e avaliação de risco estão sendo estudados com o intuito de predizer o prognóstico dos pacientes e direcionar um tratamento diferenciado. Neste contexto, vários biomarcadores moleculares têm sido investigados com esta finalidade, dentre eles a heat shock protein 27 (HSP27).  Esta pesquisa objetivou analisar se a HSP27 exerce alguma influência na patogenia dos CCELOs, além de correlacionar a sua imunoexpressão com parâmetros clinicopatológicos e com a sobrevida dos pacientes. A amostra foi constituída por 55 casos de CCELO e 20 espécimes de mucosa oral normal. Para o estudo histomorfológico foram utilizados os sistemas de gradação de malignidade propostos pela OMS em 2005, por Brandwein-Gensler  et al. (2005) e por Almangush et al. (2014). A expressão da HSP27 foi avaliada através do Sistema de Escore de Imunorreatividade (IRS). Para verificar a associação de imunopositividade da HSP27 com os parâmetros clinicopatológicos foram utilizados os testes estatísticos de Qui-quadrado de Pearson e o Exato de Fisher. As curvas para análise de sobrevida foram realizadas pelo método de Kaplan Meier. Para todas as avaliações foram considerados valores significativos com p<0,05. Foi observado um maior IRS para a mucosa oral normal quando comparado aos casos de CCELO (p<0,001), indicando que há uma redução de expressão desta proteína nestas neoplasias, embora este achado seja documentado na literatura, os mecanismos envolvidos não são esclarecidos, estudos moleculares específicos são necessários a fim de elucidar os eventos genéticos e epigenéticos envolvidos na redução da expressão da HSP27 nos casos de CCELO. Não foram encontradas associações significativas entre a imunomarcação desta proteína com os parâmetros clinicopatológicos e com a sobrevida dos pacientes, sugerindo que esta proteína parece não influenciar o prognóstico dos pacientes com CCELO.


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  • Oral tongue squamous cell carcinoma (OTSCC) presents high rates of morbidity and mortality. New methods of early detection and risk assessment have being studied aiming to predict the prognosis of patients and directing a differentiated treatment. In this context, several molecular biomarkers have been investigated for this purpose among them the heat shock protein 27 (HSP27). This study aimed to analyze whether HSP27 has some influence on the pathogenesis of OTSCC, in addition to correlating its immunoexpression with clinicopathological parameters and patient survival. The sample consisted of 55 cases of OTSCC and 20 specimens of oral normal  mucosa. For the histomorphological study, it was used the malignancy grading systems proposed by WHO in 2005, by Brandwein-Gensler et al. (2005) and by Almangush et al. (2014). The expression of HSP27 was evaluated through the Immunoreactive Scoring System (IRS). To verify the association of HSP27 immunopositivity with the clinicopathological parameters, it was used the Pearson’s chi-square and Fisher’s exact test. The curves for survival analysis were performed using the Kaplan Meier method. For all evaluations, the significance values were set at p<0.05. A higher IRS for the oral normal mucosa was observed when compared to OTSCC cases (p<0.001), indicating that there is a reduction of expression of this protein in these neoplasms, despite this finding is documented in the literature, the involved mechanisms are unclear, so, specific molecular studies are needed to elucidate the genetic and epigenetic events involved in the reduction of HSP27 expression in OTSCC cases. No significant associations were found between the immunostaining of this protein and the clinicopathological parameters and patient survival suggesting that this protein does not seem to influence the prognosis of OTSCC patients.

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  • CAIO CÉSAR DA SILVA BARROS
  • ESTUDO DOS ASPECTOS CLÍNICO-PATOLÓGICOS E DA IMUNO-EXPRESSÃO DAS PROTEÍNAS APE1 E XRCC1 EM UMA SÉRIE DE LEUCOPLASIAS ORAIS

  • Orientador : ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KARUZA MARIA ALVES PEREIRA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • Data: 20/02/2018

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  • Introdução: A leucoplasia oral (LO) é a desordem potencialmente maligna mais frequente encontrada na prática odontológica. Ao exame de biópsia a maioria das LO exibe mudanças histológicas que podem estar associadas ou não a uma displasia epitelial (DE), entretanto, não há um consenso se a presença de DE é indicativa de transformação maligna. O reparo do DNA é um importante mecanismo genético relacionado à carcinogênese. Nesse processo, genes e proteínas específicas são utilizadas para detecção e remoção do dano com posterior reparo do DNA, destacando-se nesta pesquisa, a via de reparo por excisão de base (BER), na qual as proteínas APE1 e XRCC1. Assim, o objetivo desse estudo foi verificar se as proteínas APE1 e XRCC1 encontram-se associadas a parâmetros clínico-patológicos das LOs. Métodos: Foram selecionados 40 pacientes diagnosticados com LO, os dados clínicos foram coletados nos prontuários clínicos e nas consultas de acompanhamento de cada paciente e, para cada caso, foi realizada a análise morfológica, nos casos onde houve DE, foi realizada a gradação histopatológica de DE de acordo com a Organização Mundial de Saúde. A expressão imuno-histoquímica de APE1 e XRCC1 foi avaliada em 24 casos de LO e em seis casos de mucosa oral normal (MON). Os testes Qui-quadrado de Pearson e Exato de Fisher foram realizados para determinar a associação entre as expressões das proteínas e as características clínico-patológicas (significância de p≤0,05). Resultados: Dos 40 casos de LOs, 65% eram do gênero feminino, com idade média de 58 anos. Trinta pacientes possuíam histórico de tabagismo. A língua foi o sítio anatômico mais acometido (27.5%). Trinta e dois casos apresentaram lesões homogêneas, enquanto 60% e 41.2% dos casos exibiram lesões múltiplas e recidiva das lesões, respectivamente. Foi observada associação estatisticamente significativa nos casos gradados como DE moderada/severa com o aspecto clínico não-homogêneo da lesão (p=0.039). As proteínas APE1 e XRCC1 apresentaram alta expressão na MON e na LO independente da presença ou não de displasia epitelial. A APE1 demonstrou imunomarcação nuclear em 60% dos casos gradados como DE moderada ou severa (p=0.005). Conclusões: O aspecto clínico não-homogêneo das LOs foi um forte indicador da presença de DE moderada/severa. As proteínas APE1 e XRCC1 não parecem estar relacionadas aos processos moleculares envolvidos com desenvolvimento e com os aspectos clínico-patológicos das leucoplasias orais.


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  • Background: Oral leukoplakia (OL) is the most frequent oral potentially malignant disorder in dental practice. At biopsy examination, most of the OLs exhibit histological changes that may or may not be associated with epithelial dysplasia (ED), however, there is no consensus if the presence of ED is indicative of malignant transformation. DNA repair is an important genetic mechanism related to carcinogenesis. In this process, specific genes and proteins detect and remove the damage with subsequent DNA repair, highlighting in this research the base excision repair (BER) pathway which APE1 and XRCC1 proteins act. Thus, the aim of this study was to verify if the APE1 and XRCC1 proteins are associated with clinicopathological features. Methods: Forty patients diagnosed with OL were selected, clinical data were collected in the clinical records and during each patient’s follow-up. For each case, morphological analysis was performed, in case where there was ED the epithelial dysplasia grading according with the World Health Organization was performed. The immunohistochemical expression of APE1 and XRCC1 was evaluated in 24 cases of OL and in six cases of normal oral mucosa (NOM). Pearson’s chi-square and Fisher's exact tests were performed to determine the association between protein expression and clinicopathological features (significance of p≤0.05). Results: Of the 40 cases of OL 65% were female with a mean age of 58 years. Thirty patients had tobacco consumption habit. Tongue was the most affected location (27.5%). Thirty-two cases presented homogeneous lesions while 60% and 41.2% of the cases showed multiple lesions and lesions recurrence, respectively. A significant association was observed in the cases graded as moderate/severe ED with the non-homogeneous clinical aspect (p=0.039). APE1 and XRCC1 proteins showed high expression in NOM and OL independent of the presence or absence of epithelial dysplasia. APE1 demonstrated nuclear immunostaining in 60% of cases graded as moderate or severe epithelial dysplasia (p=0.005). Conclusions: The non-homogeneous clinical aspect of OL was a strong indicator of the presence of moderate/severe epithelial dysplasia. The APE1 and XRCC1 proteins do not appear to be related to molecular processes involved in the development and with the clinicopathological features of oral leukoplakias.

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  • DÁUREA ADÍLIA CÓBE SENA
  • ANÁLISE COMPARATIVA DA IMUNOEXPRESSÃO DE OCT4 E CD44 EM CARCINOMA EPIDERMOIDE DE LÁBIO INFERIOR E QUEILITE ACTÍNICA.

  • Orientador : LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JAMILE MARINHO BEZERRA DE OLIVEIRA MOURA
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • Data: 22/02/2018

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  •  

    O processo de carcinogênese é caracterizado pela transformação de uma célula normal em uma célula maligna, devido a alterações genéticas cumulativas, influenciadas pela predisposição genética do paciente, bem como por fatores ambientais. Em lábio inferior, a exposição à radiação UV apresenta-se como principal fator etiológico associado ao desenvolvimento de Carcinomas epidermoides e Queilites actínicas, sendo estas últimas consideradas como lesões com potencial para transformação maligna. Pela teoria do modelo hierárquico na carcinogênese, o desenvolvimento, crescimento e metástase do câncer são guiados por uma pequena população de células-tronco tumorais, com capacidade de multipotência e auto-renovação. Alguns marcadores como CD44 e OCT4 têm sido utilizados com o objetivo de identificar estas células e fornecer informações acerca do diagnóstico e prognóstico em Carcinomas epidermoides de diversas localizações. O objetivo deste estudo foi avaliar comparativamente a expressão do OCT4 e do CD44 em 40  casos de Carcinoma epidermoide de lábio inferior (CELI) e 40 de  Queilite actínica (QA)  sendo analisadas as características ciínicopatológicas e a imunoexpressão destas proteínas. A expressão de OCT4 e CD44 foi avaliada de forma semi-quantitativa através do percentual de células epiteliais positivas (PP) e da intensidade da expressão (IE),resultando na pontuação de imunomarcação total(PIT) que variou de 0 a 7.. A imunoexpressão do OCT4 revelou-se tanto nuclear quanto citoplasmática para a maioria dos casos de QA e CELI, enquanto para o CD44, esta apresentou-se membranar. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre a imunoexpressão de OCT4 e CD44 e parâmetros clinicopatológicos, exceto para metástase linfonodal em que foi observada diminuição da expressão de OCT4 no cório tumoral dos casos com metástase linfonodal. Foi evidenciada  correlação negativa e estatisticamente significativa entre a imunoexpressão destes marcadores em região de cório tumoral. Também, foi verificada  diminuição da expressão do CD44 nos casos de CELI quando comparados aos de QA. Os resultados da presente pesquisa sugerem maior participação destas proteínas em estágios iniciais da carcinogênese. Além disso, o desequilíbrio da imunoexpressão do OCT4 e CD44 em cório tumoral sugere a presença de diferentes  subpopulações de células neoplásicas com fenótipo de pluripotência  distinto, associadas  aos diferentes graus de diferenciação celular .


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  • The carcinogenesis process is characterized by the transformation of a normal cell into a malignant cell, due to cumulative genetic alterations, influenced by the genetic predisposition of the patient, as well as by environmental factors. In the lower lip, exposure to UV radiation is the main etiological factor associated with the development of epidermoid carcinomas and actinic cheilitis, and the latter have been considered lesions with potential for malignant transformation. By the hierarchical model theory in carcinogenesis, the development, growth and metastasis of cancer are driven by a small population of tumor stem cells, with multipower ability and self-renewal. Some markers such as CD44 and OCT4 have been used to identify these cells and provide information about diagnosis and prognosis in epidermoid carcinomas of many locations. The aim of this study was to compare the expression of OCT4 and CD44 in 40 cases of lower lip epidermoid carcinoma (LLEC) and 40 cases of actinic cheilitis (AC), being analyzed the clinicopathological features and immunoexpression of these proteins. OCT4 and CD44 expression was assessed semi-quantitatively by percentage of positive epithelial cells (PP) and intensity of expression (IE), resulting in total immunolabeling score (PIT) ranging from 0 to 7. OCT4 immunoexpression was shown to be both nuclear and cytoplasmic for most cases of AC and LLEC, while for CD44 it was membranous. No statistically significant differences were found between OCT4 and CD44 immunoexpression and clinicopathological parameters, except for lymph node metastasis in which there was a decrease in OCT4 expression in the core tumor of cases with lymph node metastasis. There was a negative and statistically significant correlation between the immunoexpression of these markers in the core tumor. Also, decreased CD44 expression was observed in LLEC cases when compared to AC cases. The results of this study suggest a higher participation of these proteins in early stages of carcinogenesis. In addition, the imbalance of OCT4 and CD44 immunoexpression in the tumor core suggests the presence of different subpopulations of neoplastic cells with distinct pluripotency phenotype, associated with different degrees of cell differentiation.

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  • DEBORAH GONDIM LAMBERT MOREIRA
  • ASSOCIAÇÃO DAS PROTEÍNAS XPF E XRCC1 COM ASPECTOS CLÍNICOS E HISTOPATOLÓGICOS EM CARCINOMA EPIDERMOIDE DE LÍNGUA ORAL E LÁBIO INFERIOR.

  • Orientador : ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA LUIZA DIAS LEITE DE ANDRADE
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 23/02/2018

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  • Introdução: O sistema de reparo do DNA envolve genes e proteínas essenciais à manutenção da integridade do genoma e consequente controle de diversos processos celulares. Alterações nesses genes e proteínas estão envolvidas no desenvolvimento de tumores, em sua evolução e na resistência a tratamentos radio e quimioterápicos. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi analisar a imunoexpressão das proteínas de reparo do DNA, XPF e XRCC1 em carcinoma epidermoide de lábio inferior (CELI) e de língua oral (CELO) e investigar possíveis associações com os parâmetros clínicos e histopatológicos. Material e Método: Foram selecionados casos de CELI e CELO, analisados por meio da técnica de imuno-histoquímica, utilizando para a análise estatística os testes de Qui-quadrado, ou quando aplicável, o teste exato de Fisher, para determinar a associação entre as expressões das proteínas com as características clínico-patológicas. Resultados: Alta expressão nuclear de XPF foi observada em 72,5% dos casos de CELO e em 70% dos casos de CELI. Quanto à imunoexpressão de XRCC1 nos casos de CELO, alta expressão foi observada em 60% dos casos, nos casos de CELI, cerca de 60% apresentaram alta expressão nuclear, não sendo observada expressão citoplasmática. Não foram observadas associações estatisticamente significativa relacionadas aos parâmetros clínicos e histopatológicos tanto para CELO quanto para CELI. Conclusões: A alta expressão das proteínas XPF e XRCC1 nos casos de CELO e CELI sugere sua importância no desenvolvimento e progressão destes tumores. Os resultados desta pesquisa indicam que a imunoexpressão imuno-histoquímica dessas proteínas não está associada a parâmetros clínicos e histopatológicos determinantes para o comportamento biológico tumoral.


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  • Introduction: The DNA repair system involves genes and proteins essential for the maintenance of genome integrity and subsequent control of many cellular processes. Alterations in these genes and proteins are involved in the development of tumors, in their evolution and in resistance to radiotherapy and chemotherapy. The objective of this work was to analyze the immunoexpression of DNA repair proteins, XPF and XRCC1 in squamous cell carcinoma of lower lip (LLSCC) and oral tongue (OTSCC) and to investigate possible associations with clinical and histopathological parameters. Material and Methods: Were selected cases LLSCC and OTSCC and analyzed by the immunohistochemical technique. for the statistical analysis, the chi-square test or, where appropriate, Fisher's exact test were used to determine an association between the expression of proteins with clinico-pathological features. Results: High XPF nuclear expression was observed in 72.5% of OTSCC cases and in 70% of LLSCC cases. Regarding the XRCC1 immunoexpression in the cases of OTSCC, high expression was observed in 60% of the cases, in the cases of LLSCC, about 60% presented high nuclear expression and no cytoplasmic expression was observed. There were no statistically significant associations related to clinical and histopathological parameters for both OTSCC and LLSCC. Conclusions: The high expression of XPF and XRCC1 proteins in cases of OTSCC and LLSCC suggests the importance in the development and progression of these tumors. The results of this research indicates that the immunohistochemical oexpression of these proteins is not associated with clinical and histopathological parameters that determinates tumor biological behavior.

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  • CRISTIANNE KALINNE SANTOS MEDEIROS
  • QUEILITE ACTÍNICA: ÍNDICE DE ANÁLISE CLÍNICA


  • Orientador : PATRICIA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • MANUEL ANTONIO GORDON NUNEZ
  • PATRICIA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 23/02/2018

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  • Introdução: A Queilite Actínica (QA) é uma condição inflamatória dos lábios ocasionada pela exposição crônica à radiação ultravioleta, sendo considerada uma desordem potencialmente maligna pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Objetivo: Desenvolver um Índice Clínico para QA (ICQA). Metodologia: Com base em uma revisão da literatura foi elaborado um questionário composto por 35 características clínicas da QA, as quais foram selecionadas e associadas a um escore de severidade clínica por um grupo de 52 cirurgiões-dentistas. Após o estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão foram selecionadas 16 características para compor o índice. Com a aplicação do ICQA e realização de biópsia incisional foram selecionados 20 pacientes para compor a nossa amostra. Os espécimes biopsiados foram classificados de acordo com a gradação histopatológica para displasias epiteliais orais da OMS (EL-NAGGAR et al., 2017) e do Sistema Binário (KUJAN et al., 2006). A associação entre as características clínicas e o grau de severidade histopatológica da lesão foi analisada através do Teste Exato de Fisher (p < 0,05). A acurácia do índice foi testada com base no percentual de sensibilidade, especificidade, VPP, VPN, acurácia e curva ROC para os pontos de corte 5, 7, 9, e 11. Resultados: Houve uma prevalência de indivíduos do sexo masculino (80%), com idade igual ou superior a 40 anos (90%), da raça branca (90%), com histórico de tabagismo (73,7%) e exposição ocupacional ao sol (75%). Não houve associação significativa entre as características clínicas da QA com as gradações histopatológicas. O ponto de corte estabelecido para o índice com melhor acurácia foi o valor 11. Conclusão: O ICQA mostrou ser uma ferramenta de diagnóstico de fácil aplicabilidade, rapidez e baixo custo que poderá ser aplicado nos pacientes com QA como forma de auxiliar o cirurgião-dentista a identificar os casos que apresentam indicação de biópsia, assim como, na escolha da área a ser biopsiada.


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  • Introduction: Actinic cheilitis (AC) is an inflammatory condition of the lips caused by chronic exposure to ultraviolet radiation and is considered an oral polenlially malignanl disorders by the World Health Organization (WHO). Objective: develop an Actinic Cheilitis Clinical Index (ACCI). Methodology: Based on a review of the literature, a questionnaire composed of 35 clinical characteristics of the QA was elaborated, which were selected and associated with a clinical severity score by a group of 52 dentists. After establishing inclusion and exclusion criteria, 16 characteristics were selected to compose the index. After ICQA application and incisional biopsy, 20 patients were selected to compose our sample. The biopsied specimens were classified according to the histopathological grading for oral epithelial dysplasia of WHO (EL-NAGGAR et al., 2017) and the Binary System (KUJAN et al., 2006). The association between the clinical characteristics and the degree of histopathological severity of the lesion was analyzed using Fisher's Exact Test (p <0.05). The accuracy of the index was tested based on the percentage of sensitivity, specificity, PPV, NPV, accuracy and ROC curve for cut off points 5, 7, 9, and 11. Results: There was a prevalence of males (80 (90%), white (90%), with history of smoking (73.7%) and occupational sun exposure (75%). There was no significant association between the clinical characteristics of QA and histopathological gradations. Conclusion: The ICQA proved to be a diagnostic instrument easy to apply, fast and low cost, which can be applied in patients with QA as a way of assisting the dentist to identify the cases that present indication of biopsy, as well as, in the choice of the area to be biopsied.

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  • GLÓRIA MARIA DE FRANÇA
  • ESTUDO IMUNOISTOQUÍMICO DAS SUBPOPULAÇÕES DE MACRÓFAGOS EM CISTOS RADICULARES E GRANULOMAS PERIAPICAIS.

  • Orientador : HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA LUIZA DIAS LEITE DE ANDRADE
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • PEDRO PAULO DE ANDRADE SANTOS
  • Data: 23/02/2018

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  • Introdução: Os cistos radiculares (CRs) e os granulomas periapicais (GPs) se desenvolvem em resposta aos mediadores inflamatórios da necrose da polpa. Os macrófagos desempenham um importante papel na etiopatogenia dessas lesões e estão envolvidos na resposta protetora do hospedeiro, bem como, na perpetuação das reações inflamatórias. A infiltração dos macrófagos dentro dos sítios de inflamação crônica permite a fagocitose de agentes estranhos, a liberação de mediadores químicos e ainda podem atuar como células apresentadoras de antígenos. Objetivo: identificar as subpopulações de macrófagos M1/M2 nos CRs e GPs e relacioná-los com aspectos clínicos e morfológicos. Material e Métodos: Foi realizado uma análise imunoistoquímica em 30 CRs e 30 GPs. A subpopulação de macrófagos M1 foi avaliada pelos percentuais de imunomarcação do CD68 associado à citocina pró-inflamatória TNF-α e a subpopulação de macrófagos M2, pelo seu anticorpo específico CD163. Características clínicas, radiográficas, sintomatologia, tratamento e parâmetros morfológicos das lesões foram coletados e para análise estatística foi adotado um nível de significância de 95%. Resultados: A razão das células CD68+/CD163+ foi maior nos CRs (mediana = 1,22; p = 0,002), somado a isso, os maiores escores de imunoexpressão pelo TNF-α foram encontrados nos CRs (p = 0,018), configurando a polarização para um fenótipo M1; nos GPs, a razão CD68+/CD163+ foi menor (mediana = 1,02) e associado com uma maior imunoexpressão das células CD163+ (p<0,001), configurando a polarização para um fenótipo M2. Além disso, as células CD68+ tiveram maiores percentuais de imunoexpressão em CRs com tamanhos menores (p = 0,034). Conclusão:  A maior imunoexpressão do CD68 associado ao TNF-α em CRs sugere a maior diferenciação para um fenótipo M1 neste tipo de lesão. A maior imunoexpressão do CD163 nos GPs configurou a maior diferenciação para um fenótipo M2. Portanto, o estado pró-inflamatório promovido pelos macrófagos M1 está relacionado com o surgimento e manutenção dos CRs, por outro lado, o estado imunomodulatório dos macrófagos M2 está relacionado com o desenvolvimento dos GPs.


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  • Introduction: Radicular cysts (RCs) and periapical granulomas (PGs) develop in response to inflammatory mediators from pulp necrosis. Macrophages play an important role in the etiopathogenesis of these lesions and are involved in the protective response of the host as well as in the perpetuation of inflammatory reactions. The infiltration of macrophages into sites of chronic inflammation allows the phagocytosis of foreign agents, the release of chemical mediators and may also act as antigen-presenting cells. Aim: to identify the subpopulations of macrophages M1/M2 in RCs and PGs, additionally relates them to clinical and morphological aspects. Material and Methods: An immunohistochemical analysis was performed on 30 RCs and 30 PGs. The M1 macrophages subpopulation was evaluated by the percentages of CD68 immunostaining associated with the TNF-α inflammatory cytokine and the M2 macrophages subpopulation by its specific CD163 antibody. Clinical, radiographic, symptomatology, treatment and morphological parameters of the lesions were collected and a statistical significance level of 95% was adopted for statistical analysis. Results: The ratio of CD68+/CD163+ cells was higher in the RCs (median=1.22, p=0.002), and the highest TNF-α immunostaining scores were found in the RCs (p=0.018) hence the M1 phenotype polarization was viwed; in the PGs, the CD68+/CD163+ ratio was lower (median=1.02) and associated with a greater CD163+ immunostaing (p<0.001) hence the M2 phenotype polarization was viwed. In addition, CD68+ cells had higher percentages of immunostaining in RCs with smaller sizes (p=0.034). Conclusion: The increased CD68 immunostaining associated with TNF-α cytokine in RCs suggests the greatest differentiation for a M1 phenotype. The greater CD163 immunostaining in PGs provide greater differentiation for the M2 phenotype. Therefore, the inflammatory state promoted by the M1 macrophages is related to appearance and maintenance of RCs, on the other hand, the immunomodulatory state of the M2 macrophages is related to the development of PGs.

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  • LARISSA SANTOS AMARAL ROLIM
  • ANÁLISE COMPARATIVA DA IMUNOEXPRESSÃO DE TWIST E DA PODOPLANINA ENTRE CARCINOMAS DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE LÍNGUA ORAL E DE LÁBIO INFERIOR.


  • Orientador : LEAO PEREIRA PINTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • Data: 23/02/2018

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  • Introdução: O câncer oral é um grande problema de saúde pública em todo o mundo, sendo que, entre as neoplasias orais, o Carcinoma de Células Escamosas Oral (CCEO) é o mais comum. Acredita-se que o mecanismo responsável pela progressão tumoral seja baseado na invasão coletiva ou de células individuais, chamado de Transição Epitelial-Mesênquimal (TEM), onde ocorre uma diminuição da expressão de biomarcadores epiteliais e aumento da expressão de biomarcadores mesenquimais, como Twist. A Podoplanina (PDPN), uma glicoproteína transmembranar, está relacionada às propriedades contrácteis de células e reorganização do citoesqueleto. Assume-se que ela está envolvida na motilidade das células neoplásicas que estão passando pela TEM para orientar o complexo celular durante a invasão. Objetivo: A pesquisa teve como objetivo realizar uma análise comparativa entre a imunoexpressão da PDPN e do Twist em 40 casos de CCEs de lábio inferior (CCELI) e 36 casos de língua oral (CCELO), para analisar possíveis associações com parâmetros clínicos-patológicos (tamanho do tumor primário, metástase linfonodal regional e à distância, estadiamento clínico, grau histológico de malignidade e padrão histológico de invasão). Métodos: Para avaliação do grau histopatológico de malignidade, utilizou-se o sistema proposto por Brandwein-Gensler et al (2005). Para os dois marcadores, cinco tipos de análises imuno-histoquímica foram realizados: análise do front de invasão, das áreas compressivas do tumor, das grandes ilhas tumorais (>15 células neoplásicas) e dos ninhos/células dissociadas (<15 células neoplásicas). Para a análise das relações entre os parâmetros clínicos e histopatológicos e as imunoexpressões de PDPN e Twist, foi utilizado o teste não paramétrico de Mann-Whitney. Para verificar possíveis correlações entre as imunoexpressões de PDPN e Twist, foi realizado o teste de correlação de Spearman (r). Para todos os testes estatísticos, foi estabelecido um nível de significância de 5% (p < 0,05). Resultados: Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre a imunoexpressão de PDPN e Twist e o tamanho do tumor, metástase e estadiamento clínico no front invasivo de CCELI (p > 0,05). Porém foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre a imunoexpressão citoplasmástica de PDPN e os padrões de invasão tipo 4 e 5 (p = 0,032) de Brandwein-Gensler et al. (2005). Também não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre a imunoexpressão de PDPN e Twist e o tamanho do tumor, metástase e estadiamento clínico no front invasivo de CCELO (p > 0,05). Observou-se diferenças estatisticamente significativas entre a expressão citoplasmática (p = 0,006), membranar (p = 0,030) e geral (p = 0,025) de PDPN nos CCELO com os padrões de invasão tipo 4 e 5 de Brandwein-Gensler et al. (2005). Além disso, o teste de correlação de Spearman demonstrou correlações negativas estatisticamente significativas entre a expressão membranar da PDPN e a expressão geral do Twist (r = -0,356; p = 0,024) e a expressão citoplasmática do Twist (r = -0,336; p = 0,034) nos CCELI. Conclusões: Conclui-se que a expressão da PDPN está inversamente relacionada com o Twist em CCELI, além de demonstrar que ambas proteínas estão associadas com um pior padrão de invasão nos CCELI e CCELO. Também, levantou-se a hipótese de que a relação da PDPN com o Twist em CCELI e CCELO possa estar mais envolvida com uma transição parcial do fenótipo epitelial para o mesenquimal do que uma transição completa coordenada pela PDPN.


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  • Introduction: Oral cancer is a major public health problem worldwide, and among oral cancers, Oral Squamous Cell Carcinoma (OSCC) is the most common. It is believed that the mechanism responsible for tumor progression is based on collective invasion of cell groups or individual cells, called Epithelial-Mesenchymal Transition (EMT), where there is a decrease in the expression of epithelial biomarkers and increased expression of mesenchymal biomarkers as Twist. Podoplanin (PDPN), a transmembrane glycoprotein, is related to cellular contractile properties and reorganization of the cytoskeleton and is assumed to be involved in the motility of neoplastic cells that are undergoing through EMT to guide the cell complex during an invasion. Objective: The aim of this study was to perform a comparative analysis of the immunoexpression of PDPN and Twist among 40 cases of lower lip CCEs and 36 cases of oral tongue, (primary tumor size, regional and distal lymph node metastasis, clinical staging, histological grade of malignancy and histological pattern of invasion). Methods: To evaluate the histopathological grade of malignancy, the system proposed by Brandwein-Gensler et al. (2005) was used. For the two markers, five types of immunohistochemical analysis were performed: analysis of the invasion front, tumor compressive areas, large tumor islands (> 15 neoplastic cells) and nests/dissociated cells (<15 neoplastic cells). The non-parametric Mann-Whitney test was used for the analysis of the relationships between the clinical and histopathological parameters and the PDPN and Twist immunoexpressions. To verify possible correlations between the PDPN and Twist immunoexpressions, the Spearman (r) correlation test was performed. For all statistical tests, a significance level of 5% (p <0.05) was established. Results: No statistically significant differences were found between PDPN and Twist immunoexpression and tumor size, metastasis, and clinical staging on the invasive front of lower lip SCC (p > 0.05). However, statistically significant differences were found between the cytoplasmic immunoexpression of PDPN and the invasion patterns type 4 and 5 (p = 0.032) of Brandwein-Gensler et al. (2005). Also, no statistically significant differences were found between PDPN and Twist immunoexpression and tumor size, metastasis and clinical staging on the invasive front of oral tongue SCC (p > 0.05). Statistically significant differences were observed between the cytoplasmic (p = 0.006), membrane (p = 0.030) and general (p = 0.025) PDPN expression in oral tongue SCC with the invasion patterns type 4 and 5 of Brandwein-Gensler et al. (2005). In addition, the Spearman correlation test demonstrated statistically significant negative correlations between PDPN membrane expression and Twist general expression (r = -0.356, p = 0.024) and Twist cytoplasmic expression (r = -0.336; p = 0.034) in the lower lip SCCs. Conclusions: It is concluded that PDPN expression is inversely related to Twist in lower lip SCC, it was demonstrated that both proteins are associatved with a worse invasion pattern in SCC. It has also been hypothesized that the relationship of PDPN with Twist in OSCC may be more involved with a partial transition from the epithelial to the mesenchymal phenotype than a complete transition coordinated by PDPN.

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  • RÔMULO AUGUSTO DE PAIVA MACEDO
  • EFEITO DA FOTOBIOMODULAÇÃO NA PROLIFERAÇÃO DE CÉLULAS-TRONCO DA POLPA DE DENTES DECÍDUOS ESFOLIADOS CULTIVADAS SOBRE FILMES DE ÁCIDO POLILÁCTICO

  • Orientador : CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • Data: 23/02/2018

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  • A fotobiomodulação (PBM) estimula a proliferação de diferentes tipos celulares, incluindo células-tronco. A células-tronco da polpa do dente decíduo esfoliado (SHEDs) apresentam um potencial de diferenciação maior do que as demais células-tronco mesenquimais, sendo o foco de diversas pesquisas na área da engenharia tecidual. Para que as células proliferarem e se diferenciem in vitro é necessário o desenvolvimento de um microambiente favorável, o qual pode ser fornecido por um biomaterial que mimetize a matriz extracelular natural, destacando-se para esta finalidade o ácido poliláctico (PLA) por suas propriedades de biocompatibilidade e biodegradabilidade, além do baixo custo. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da PBM em diferentes doses na proliferação e viabilidade de SHEDs cultivadas sobre arcabouços bidimensionais de PLA. As SHEDs foram cultivadas sobre os filmes e divididas em três grupos: (C) controle não irradiado; (L1) irradiadas com dose de 1 J/cm2; e (L4) irradiadas com dose de 4 J/cm2. As irradiações foram realizadas com laser diodo InGaAlP, com comprimento de onda de 660 nm e potência de 30 Mw, em dose única. A viabilidade e a proliferação celular foram avaliadas nos intervalos de 24, 48 e 72 horas após a irradiação, através do método de exclusão do Trypan blue e ensaio do Alamar blue, enquanto a morfologia e a distribuição das células na superfície dos filmes foram avaliadas por MEV no intervalo de 72 horas. Os dados quantitativos foram submetidos a testes estatísticos não paramétricos. Os resultados das contagens de celulares no ensaio de exclusão do Trypan blue revelaram que os grupos L1 e L4 apresentaram um número maior de células viáveis em comparação com o grupo C em todos os intervalos analisados, com diferenças estatisticamente significativas entre L1 e C nos intervalos de 48 e 72 h (p<0,01) e entre L4 e C nos intervalos de 24 (p<0,05), 48 (<0,0001) e 72h (p<0,01). Os dados do ensaio do Alamar blue confirmaram que os grupos L1 e L4 exibiram uma maior proliferação celular em comparação ao grupo C, sendo as diferenças significativas entre L1 e C em 48 e 72 h (p<0,0001) e entre L4 e C em 24 (p<0,01), 48 (p<0,001) e 72 h (p<0,0001). O percentual de redução do Alamar blue mostrou-se significativamente maior em L4 em comparação com L1 apenas em 24 h (p<0,05). A análise das amostras por MEV mostrou que nos grupos irradiados as células apresentavam uma distribuição mais homogênea ao longo da superfície dos filmes e uma maior densidade celular em comparação com o grupo C, sendo esta diferença ainda mais evidente no grupo L4. Conclui-se que a PBM nos parâmetros estudados, especialmente na dose de 4 J/cm2, estimula a proliferação de SHEDs em contato com filmes de PLA, constituindo assim uma ferramenta metodológica com potencial aplicação nas técnicas de engenharia tecidual.


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  • Photobiomodulation (PBM) stimulates the proliferation of different cell types, including stem cells. Stem cells from human exfoliated deciduous teeth (SHEDs) present a greater differentiation potential compared to other mesenchymal stem cells, being the focus of several studies in the field of tissue engineering. In order for cells to proliferate and differentiate in vitro it is necessary to develop a favorable microenvironment, which can be provided by a biomaterial that mimics the natural extracellular matrix, with polylactic acid (PLA) being distinguished for this purpose due to its properties of biocompatibility and biodegradability, as well as low cost. The aim of this study was to evaluate the effect of PBM in different doses on the proliferation and viability of SHEDs cultured on two-dimensional PLA scaffolds. SHEDs were cultured on the films and divided into three groups: (C) non-irradiated control; (L1) irradiated with a dose of 1 J/cm2; and (L4) irradiated with a dose of 4 J/cm2. The irradiations were performed with an InGaAlP diode laser, with wavelength of 660 nm and power of 30 Mw, in a single dose. Cell viability and proliferation were evaluated at 24, 48 and 72 h after irradiation by Trypan blue exclusion method and Alamar blue assay, while cell morphology and distribution on the surface of the films were evaluated by SEM at 72 hours. The quantitative data were submitted to non-parametric statistical tests. The results of the cell counts by Trypan blue exclusion method revealed that groups L1 and L4 presented a higher number of viable cells compared to the C group at all the intervals, with statistically significant differences between L1 and C at 48 and 72 h (p<0.01) and between L4 and C at 24 (p<0.05), 48 (p<0.0001) and 72h (p<0.01). Data from Alamar blue assay confirmed that groups L1 and L4 exhibited greater cell proliferation compared to group C, with significant differences between L1 and C at 48 and 72 h (p<0.0001) and between L4 and C in 24 (p<0.01), 48 (p<0.001) and 72 h (p<0.0001). The percentage of reduction of Alamar blue was significantly higher in L4 compared to L1 only at 24 h (p<0.05). Analysis of the samples by SEM showed that in the irradiated groups the cells had a more homogeneous distribution along the surface of the films and a higher cell density compared to the group C, with this difference being even more evident in the group L4. We conclude that PBM in the studied parameters, especially with the dose of 4 J/cm2, stimulates the proliferation of SHEDs in contact with PLA films, thus constituting a methodological tool with potential application in tissue engineering techniques.

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  • MARIANA CARVALHO XEREZ
  • IMUNOEXPRESSÃO DE CLIC4 E α-SMA EM CARCINOMAS DE CÉLULAS ESCAMOSAS ORAIS E CARCINOMAS VERRUCOSOS ORAIS

  • Orientador : ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MARIA DE LOURDES SILVA DE ARRUDA MORAIS
  • Data: 26/02/2018

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  • Introdução: Dentre as neoplasias malignas que acometem a cavidade oral destacam-se o carcinoma de células escamosas oral (CCEO), por ser o mais frequente e apresentar altas taxas de morbidade e mortalidade, e o carcinoma verrucoso oral (CVO) que exibe um comportamento distinto, tratando-se de uma variante de baixo grau do carcinoma de células escamosas oral.  O desenvolvimento e a progressão destas neoplasias malignas estão relacionados ao desequilíbrio na regulação da divisão e morte celular, associado ao microambiente tumoral. A proteína CLIC4 está relacionada à regulação do ciclo celular, sendo supraregulada em resposta a apoptose e também participando do processo de transdiferenciação dos fibroblastos em fibroblastos associados ao câncer (FAC), que passam a expressar α-SMA. Os FACs são os principais componentes celulares do microambiente tumoral, tendo sido relacionados com a agressividade e o prognóstico de diversos tumores. Materiais e Métodos: Foram selecionados 20 casos de CCEO e 15 casos de CVO. A partir dos prontuários, foram coletados dados clínicos referentes à idade, gênero e localização da lesão. Foi realizada uma análise morfológica em HE e semiquantitativa da expressão imuno-histoquímica das proteínas CLIC4 e α-SMA em amostras de material parafinado das lesões. Para verificar associações foram utilizados os testes do Qui-quadrado de Pearson e Exato de Fisher, assumindo uma significância de 5%. Para buscar correlação foi utilizado o teste de Spearman. Resultados: Dentre os CCEO a maioria ocorreu em pacientes do sexo masculino (n=11/55,0%), com idade media de 66,95 anos e a localização anatômica mais acometida foi língua (n=9/45,0%). Para o CVO o sexo com maior frequência foi o feminino (n=9/60,0%), a idade media foi de 61,71 anos,  e a localização mais acometida foi o rebordo alveolar (n=4/26,7%) e a mucosa labial (n=4/26,7%). Para a análise da expressão de CLIC4 foi considerada sua localização celular. Observou-se uma diminuição da marcação nuclear e aumento a expressão citoplasmática de CLIC4 tanto nos casos de CCEO quanto nos CVO. Comparando as lesões para a marcação de CLIC4 no núcleo, citoplasma e núcleo/citoplasma das células epiteliais tumorais não foi observada diferença significativa. Quando comparada a expressão de CLIC4 no estroma dos CCEO e CVO foi observada diferença significativa (p<0,0001). A análise da imunomarcação de α-SMA nas células mesenquimais dos CCEO e CVO revelou um aumento da expressão desta proteína no estroma tumoral de ambos os tumores, não sendo observada diferença significativa entre as lesões. Quando comparada a imuno-expressão de αSMA e CLIC4 no estroma dos CCEO e CVO foi observada correlação positiva, mas não significativa no CCEO (r: 0,350 e p: 0,130). Já no CVO foi observada uma correlação positiva e significativa entre as proteínas CLIC4 e α-SMA (r: 0,612 e p: 0,015).  Conclusões: A diminuição da marcação nuclear e aumento da expressão citoplasmática de CLIC4, associada ao aumento de expressão desta proteína no estroma tumoral parece contribuir para o processo de carcinogênese e progressão do CCEO e CVO e pode ter influência na expressão de α-SMA.


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  • Introduction: Among the malignant neoplasias affecting the oral cavity, oral squamous cell carcinoma (OSCC) is the most frequent presenting high rates of morbidity and mortality, and oral verrucous carcinoma (OVC), which exhibits a behavior distinct from a low grade variant of oral squamous cell carcinoma. The development and progression of these malignant neoplasms are related to the imbalance in the regulation of cell division and death associated to the tumor microenvironment. CLIC4 protein is related to the regulation of the cell cycle, being supraregulated in response to apoptosis and also participating in the process of transdifferentiation of fibroblasts in cancer-associated fibroblasts (CAF), which now express α-SMA. CAFs are the main cellular components of the tumor microenvironment, having been related to the aggressiveness and prognosis of several tumors. Materials and Methods: Twenty cases of OSCC and 15 cases of OVC were selected. From the medical records, clinical data regarding the age, gender and location of the lesion were collected. A morphological analysis was performed on HE and semiquantitative immunohistochemical expression of the CLIC4 and α-SMA proteins in samples of paraffin-shaped lesion material. Pearson's Chi-square test and Fisher's exact test were used to verify associations. The Spearman test was used to search for correlation. Significance was set at of 5%. Results: Among the OSCC, the majority occurred in male patients (n = 11; 55.0%), with a mean age of 66.95 years and the most affected anatomic location was tongue (n = 9; 45.0%). The OVC was the female sex (n = 9; 60.0%), the mean age was 61.71 years, and the alveolar ridge was the most affected (n = 4; 26.7%) and lip mucosa (n = 4; 26.7%). For the analysis of CLIC4 expression, its cellular location was considered. There was a decrease in nuclear labeling and increased cytoplasmic expression of CLIC4 in both OSCC and OVC cases. Comparing the lesions for CLIC4 labeling in the nucleus, cytoplasm and nucleus /cytoplasm of tumor epithelial cells, no significant difference was observed. When comparing CLIC4 expression in the OSCC and OVC stroma, a significant difference was observed (p <0.0001). The analysis of α-SMA immunostaining in mesenchymal cells of OSCC and OVC revealed an increase in the expression of this protein in the tumor stroma of both tumors, and no significant difference was observed between the lesions. When comparing the immunoexpression of αSMA and CLIC4 in the stroma of OSCC and OVC, a positive correlation was observed but not significant in OSCC (r: 0.350 and p: 0.130). In the OVC, a positive and significant correlation was observed between the CLIC4 and α-SMA proteins (r: 0.612 and p: 0.015). Conclusions: Decreased nuclear marking and increased cytoplasmic expression of CLIC4, associated with increased expression of this protein in the tumor stroma, seems to contribute to the process of carcinogenesis and progression of OSCC and OVC and may have an influence on α-SMA expression.

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  • JULIANA CAMPOS PINHEIRO
  • RELAÇÃO ENTRE MASTÓCITOS E E-CADERINA EM CERATOCISTOS ODONTOGÊNICOS E CISTOS RADICULARES.

  • Orientador : PEDRO PAULO DE ANDRADE SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CYNTIA HELENA PEREIRA DE CARVALHO
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • PEDRO PAULO DE ANDRADE SANTOS
  • Data: 27/02/2018

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  • Os mastócitos são células secretoras que liberam diferentes mediadores químicos, dentre eles a triptase, participando tanto de estímulos fisiológicos quanto patológicos. A E-caderina é um elemento da família das caderinas conhecida por desempenhar um papel importante na regulação da adesão intercelular em tecidos epiteliais. O presente estudo se propôs a avaliar a relação entre mastócitos e a expressão da E-caderina em ceratocistos odontogênicos e cistos radiculares. A avaliação imuno-histoquímica da triptase consistiu na quantificação de mastócitos degranulados e não degranulados em 15 campos, sendo 5 no tecido epitelial, 5 no tecido conjuntivo superficial e 5 campos no tecido conjuntivo profundo.  A avaliação da E-caderina foi realizada de forma semi-quantitativa, utilizando os escores: 1 (0 a 50%) e 2 (>50%), sendo observado também o padrão de imunorreatividade celular (membranar, citoplasmática, membranar e citoplasmática) além da verificação do tamanho das lesões a partir da coleta de dados nas fichas clínicas dos pacientes. A análise das lesões císticas estudadas revelou maior média total de mastócitos nos cistos radiculares, quando comparados aos ceratocistos odontogênicos (IC 95%). No que diz respeito a quantidade de mastócitos no componente epitelial, verificou-se maior mediana nos cistos radiculares em relação aos ceratocistos odontogênicos, já no tecido conjuntivo constatou-se que os ceratocistos odontogênicos apresentaram a maior mediana. Ao verificar a densidade de mastócitos degranulados e não degranulados através do teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, constatou-se que as maiores concentrações estavam relacionadas a mastócitos degranulados no epitélio de cistos radiculares (KW=30.343; p=0.000), sendo que nos ceratocistos odontogênicos as maiores densidades desses tipos celulares degranulados foram encontrados no tecido conjuntivo (KW=0.092; p=0.762). Ao se examinar a expressão da E-caderina no componente epitelial, observou-se uma similaridade entre as lesões císticas com maior expressão nos ceratocistos odontogênicos (p=0.798) que apresentaram marcação membranar em 63.3% dos casos. Realizando a análise da correlação de Spearman(r) foi observada uma correlação negativa entre a expressão da E-caderina e o número total de mastócitos (r= -0.311; p= 0.016), número de mastócitos degranulados (r= -0.255; p= 0.049) e a localização desses tipos celulares no tecido conjuntivo total e profundo tanto nos cistos radiculares quanto nos ceratocistos odontogênicos. Observou-se também, outra correlação negativa entre os mastócitos intra-epiteliais (r= -0.265; p=0.016) e o tamanho das lesões císticas. Diante desses achados, verificamos que a maior concentração de mastócitos nos cistos radiculares confirma a sua natureza inflamatória, destacando a maior quantidade de mastócitos degranulados no componente epitelial, refletindo em menor expressão de e-caderina quando comparados aos ceratocistos odontogênicos, sugerindo desta forma, uma possível atuação da triptase na alteração das junções de adesão e consequente aumento na permeabilidade epitelial.  No que diz respeito ao tamanho das lesões, verificou-se que as maiores densidades mastocitárias no componente epitelial foram identificadas em lesões menores, sugerindo uma atuação desses tipos celulares em uma etapa inicial de crescimento das lesões císticas estudadas.


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  • Mast cells are secretory cells that release different chemical mediators, among them tryptase, participating in both physiological and pathological stimuli. E-cadherin is an element of the cadherin family known to play an important role in the regulation of intercellular adhesion in epithelial tissues. The present study aimed to evaluate the relationship between mast cells and E-cadherin expression in odontogenic keratocysts and root cysts. The immunohistochemical evaluation of tryptase consisted of the quantification of degranulated and non-degranulated mast cells in 15 fields, 5 in the epithelial tissue, 5 in the superficial connective tissue and 5 fields in the deep connective tissue. The evaluation of E-cadherin was performed semi-quantitatively, using the scores: 1 (0 to 50%) and 2 (> 50%), also observing the cellular immunoreactivity pattern (membrane, cytoplasmic, membrane and cytoplasmic) in addition to the verification of the size of the lesions from the data collection in the clinical records of the patients. The analysis of the cystic lesions studied revealed a higher total mean number of mast cells in the root cysts when compared to odontogenic keratocysts (95% CIs). With regard to the amount of mast cells in the epithelial component, a higher median was observed in the root cysts in relation to odontogenic keratocysts; in the connective tissue, odontogenic keratocysts were the largest median. When verifying the density of degranulated and non-degranulated mast cells through the Kruskal-Wallis non-parametric test, it was found that the highest concentrations were related to degranulated mast cells in the epithelium of root cysts (KW = 30,343; p = 0.000). Odontogenic keratocysts the highest densities of these degranulated cell types were found in connective tissue (KW = 0.092; p = 0.762). When examining the expression of E-cadherin in the epithelial component, a similarity was observed between cystic lesions with greater expression in odontogenic keratocysts (p = 0.798), which presented membrane marking in 63.3% of the cases. Spearman's correlation analysis showed a negative correlation between E-cadherin expression and total mast cells (r = -0.311; p = 0.016), number of degranulated mast cells (r = -0.255; p = 0.049) and the location of these cell types in total and deep connective tissue in both root cysts and odontogenic keratocysts. There was also another negative correlation between intraepithelial mast cells (r = -0.265; p = 0.016) and cystic lesion size. In view of these findings, we observed that the higher concentration of mast cells in the root cysts confirms their inflammatory nature, highlighting the greater amount of degranulated mast cells in the epithelial component, reflecting less e-cadherin expression when compared to odontogenic keratocysts. Possible tryptase activity in the alteration of adhesion joints and consequent increase in epithelial permeability. Regarding the size of the lesions, it was verified that the higher mast cell densities in the epithelial component were identified in smaller lesions, suggesting an action of these cell types in an initial stage of growth of cystic lesions studied.

Teses
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  • VIVIANE ALVES DE OLIVEIRA
  • IMUNOEXPRESSÃO DAS PROTEÍNAS APE1, XRCC1, p53 e Ki67 EM CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE LÍNGUA ORAL

  • Orientador : ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BETANIA FACHETTI RIBEIRO
  • BRUNO CESAR DE VASCONCELOS GURGEL
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • JAMILE MARINHO BEZERRA DE OLIVEIRA MOURA
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 25/01/2018

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  •  

    A perda de controle do processo de proliferação celular é considerada um dos precursores do câncer oral. Após exposição do organismo a agentes genotóxicos, proteínas de reparo do DNA são produzidas para remoção do dano genético. Acredita-se que as proteínas XRCC1 e APE1 da via de reparo BER estejam envolvidas nesses processos. Assim, o objetivo desta pesquisa foi analisar a expressão imunoistoquímica das proteínas de reparo APE1, XRCC1 e das proteínas envolvidas no ciclo celular p53 e ki67, associando-as entre si e com parâmetros prognósticos clínicos e histopatológicos, em carcinoma de células escamosas de língua oral (CCELO), visando contribuir para o melhor entendimento da participação dessas proteínas no desenvolvimento desta neoplasia. A expressão imunoistoquímica de APE1 e XRCC1 foi avaliada de forma semiquantitativa e a de p53 e ki67 de forma quantitativa, em 58 casos de CCELO. Os dados clínicos foram coletados no prontuário médico de cada paciente e a gradação histopatológica de Brandwein-Gensler efetuada para cada caso. Para a análise estatística foram realizados os testes de Qui-quadrado e Exato de Fisher e adotou-se significância de p<0,05. A maioria dos casos apresentou alta imunoexpressão para APE1 (n = 36; 62,1%), assim como para XRCC1 (n = 38; 65,5%). Já para as proteínas Ki67 e p53, houve uma distribuição igual quando os casos foram categorizados em baixa e alta expressão (n = 29, 50%). A imunoexpressão de XRCC1 foi significativamente maior nos casos de lesão em estágio inicial I e II (n = 23; 62,2%) em relação aos estágios avançados III e IV (n=16, 80%, p= 0,05). A imunoexpressão de p53 foi significativamente maior nos casos de lesão em estágio avançado (n = 19; 65,5%) e baixa em estágios iniciais (n=17, 60,7%; p = 0,047). Nenhuma das proteínas estudadas mostrou associação entre si, nem com os demais parâmetros clínicos e a gradação histopatológica. Verificou-se associação significativa da maior imunoexpressão de XRCC1 com melhor estadiamento clínico e da p53 com o pior estadiamento clínico, no entanto, tal associação não se confirmou quando analisado o desfecho dos pacientes. Os resultados deste experimento indicam que a expressão imunoistoquímica das proteínas XRCC1, APE1, p53 e Ki67 não possui associação com parâmetros prognósticos do CCELO.


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  • Control loss of the process of cell proliferation is considered as one of the precursors of oral cancer. After exposure of the organism to genotoxic agents, DNA repair proteins are produced in order to remove genetic damage. It is believed that the XRCC1 and APE1 proteins which are components of the BER repair pathway are involved in these processes. Thus, the aim of this study was to analyze the immunohistochemical expression of the DNA repair proteins APE1 and XRCC1, and also p53 and ki67, proteins involved in cell cycle, associating them with clinical and histopathological prognostic parameters in oral tongue squamous cell carcinoma (OTSCC), in an attempt to contribute to the better understanding of the participation of these proteins in the development of this neoplasia. The immunohistochemical expression of APE1 and XRCC-1 was evaluated semiquantitatively and that of p53 and ki67 quantitatively in 58 cases of OTSCC. The clinical data were collected in the medical records of each patient and the histopathological grading of Brandwein-Gensler carried out for each case. For the statistical analysis, Chi-square and Fisher's exact tests were performed, and significance was set at p <0.05. Most of the cases presented high immunoexpression for APE1 (n = 36; 62.1%), as well as for XRCC1 (n = 38; 65.5%). For the Ki67 and p53 proteins, there was an equal distribution when the cases were categorized into low and high expression (n = 29, 50%). XRCC1 immunoexpression was significantly higher in cases of early stage I and II lesions (n = 23; 62.2%) compared to advanced stages III and IV (n = 16, 80%, p = 0.05). Immunoexpression of p53 was significantly higher in cases of advanced stage lesion (n = 19; 65.5%) and low in early stages lesions (n = 17, 60.7%, p = 0.047). Neither the proteins studied showed association with each other, nor with the other clinical parameters and histopathological grading. It was observed that there was a significant association of the highest XRCC-1 immunoexpression with better clinical staging and p53 with the worst clinical staging, however, such association was not confirmed when the patients' outcome was analyzed. The results of this experiment indicate that the immunohistochemical expression of XRCC1, APE1, p53 and Ki67 proteins is not associated with prognostic parameters of OTSCC.

2
  • LAUDENICE DE LUCENA PEREIRA
  • ANÁLISE DA FORMA FOSFORILADA DO FATOR DE CHOQUE TÉRMICO 1 (pHSF 1) EM CARCINOMAS DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE LÍNGUA ORAL

  • Orientador : MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • GUSTAVO PINA GODOY
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • ROBERTA BARROSO CAVALCANTE
  • Data: 29/01/2018

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  • O carcinoma de células escamosas orais de língua (CCELO) apresenta altas taxas de morbimortalidade, apesar dos avanços recentes no tratamento das neoplasias. Assim, várias pesquisas vêm tentando detectar alterações morfológicas ou identificar biomarcadores que possam apresentar poder preditivo de recidiva e metástase e novas estratégias e/ou opções terapêuticas mais individualizadas com intuito de melhorar o prognóstico destes pacientes. O fator do choque térmico 1 (HSF1) atua de diferentes formas na progressão tumoral, favorecendo o surgimento, desenvolvimento e invasividade tumoral e sua superexpressão vem sendo pesquisada em neoplasias. Esta pesquisa objetivou analisar se a forma fosforilada do fator de choque térmico 1 (p-HSF1) exerce alguma influência na patogênese do CCELO. Foi realizado um estudo imunoistoquímico em 69 casos de carcinoma de células escamosas de língua oral, verificando-se a expressão do p-HSF1 e correlacionando esta imunoexpressão com alguns parâmetros clinicopatológicos e sobrevida dos pacientes. Foi avaliado e comparado o escore de imunopositividade do pHSF1 entre CCELO e mucosa oral normal (MON) e esta expressão foi ainda correlacionada aos sistemas de gradação histológica propostos por Brandwein-Gensler et al. (2005) e pelo modelo BD (ALMANGUSH et al., 2014). As curvas de associação de análise de sobrevida aos outros parâmetros foram realizadas pelo método Kaplan Meier e as diferenças dessas curvas submetidas ao teste log-rank (p<0,05). Verificou-se maior escore de imunoexpressão (p<0,001) de pHSF1 em CCELOs em relação a MON, sugerindo que esse fator pode influenciar a patogênese destes tumores. A imunoexpressão do pHSF1 não foi associada aos parâmetros clinicopatológicos pesquisados nesta amostra, isto pode ser parcialmente atribuído ao padrão da fosforilação do HSF1 pesquisado (S303) que ainda não tem função completamente estabelecida na ativação deste fator de transcrição. O tamanho do tumor (T) T3/T4 foi associado ao alto risco tanto pelo sistema de Brandwein-Gensler et al. (2005) quanto pelo modelo BD (ALMANGUSH et al., 2014), sugerindo que tumores maiores podem ser associados a piores parâmetros histopatológicos. Os resultados da análise por meio do método BD, mostraram relevância prognóstica, uma vez que pacientes classificados como de alto risco por este sistema, foram associados a uma menor sobrevida global e maior número de óbitos, sugerindo sua inclusão como uma ferramenta útil na determinação do prognóstico de pacientes com CCELO.

     


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  • The squamous cell carcinoma (SCC) of the oral tongue presents morbimortality high levels although recent achievements of malignancies treatment. This way, a lot of researches are trying to detect morphological alterations or identify biomarkers that may present recurrence prediction power and metastasis and new strategies and/or more individualized therapeutic options in order to improve the prognosis of these patients. The Heat shock factor 1 (HSF1) acts in different ways of tumoral progressing, facilitating the appearance, development and tumoral invasiveness and its overexpression has been researched in malignancies. This research had the aim to analize if the phosphorylated form of Heat shock factor 1 (p-HSF1) carries some influence in the SCC of the oral tongue pathogenesis. There was an immunohistochemical study in 69 cases of oral tongue squamous cell carcinoma observing the p-HSF1 expression and correlating this immunoexpression with some clinicopathological parameters and patients’ survival. It was evaluated and compared the immunohistochemical score of the pHSF1 between the squamous cell carcinoma (SCC) of the oral tongue and normal oral mucosa (MON) and this expression was correlated to the histological gradation systems proposed by Brandwein-Gensler et al. (2005) and by the model BD (ALMANGUSH et al., 2014). Survival analysis of  association curves with the other parameters were carried out with the Kaplan Meier method and the differences of these curves submitted to the test log-rank (p<0,05). It was found a bigger immunoexpression score (p<0,001) of  pHSF1 in squamous cell carcinoma (SCC) of the oral tongue in relation to the MON, suggesting this factor may influence the tumors pathogenesis. The pHSF1 immunoexpression was not associated to the clinicopathological parameters researched in this sample, this may be partially assigned to the fosforilation standard of the researched HSF1 (S303) which there is no completely stablished function in the transcription factor activation. The tumor size ( T ) T3/ T4 was associated to the high risk not only by system of Brandwein-Gensler et al. (2005) as by model BD (ALMANGUSH et al., 2014), suggesting bigger tumors may be associated to worse histopathological parameters. The analysis result through the BD method, showed prognostic implication, since as patients classified as high risk by this system were associated to a smaller global survival and bigger death number, suggesting its inclusion as a useful tool in the prognosis determination of patients with  squamous cell carcinoma (SCC) of the oral tongue.

3
  • MARIA LUIZA DINIZ DE SOUSA LOPES
  • RESPOSTA IMUNE E MECANISMOS DE EVASÃO NA CARCINOGÊNESE DE LÁBIO: UM ESTUDO IMUNOÍSTOQUÍMICO

  • Orientador : ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALINE CARVALHO BATISTA
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • Data: 30/01/2018

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  • A vigilância imunológica, principalmente mediada por linfócitos T CD8+, confere ao corpo humano a capacidade de reconhecer e destruir células malignas ou alteradas. Contudo, através de estratégias imunossupressoras, como as vias de sinalização do ligante de morte celular programada-1 (PD-L1) e do antígeno leucocitário humano-G (HLA-G), estas células mutadas muitas vezes conseguem escapar da resposta imune antitumoral. O objetivo deste estudo foi investigar e comparar a imunoexpressão de PD-L1, HLA-G, CD8 e GrB no microambiente de carcinomas de células escamosas (CCEs) de lábio (n = 40), de queilites actínicas (QAs; n = 55), que são desordens potencialmente malignas de lábio e de mucosa labial saudável (MLS; n = 10). As amostras foram submetidas à técnica da imunoistoquímica para proteínas PD-L1, HLA-G, CD8 e GrB. A análise da imunomarcação seguiu um método semi-quantitativo para o PD-L1 e HLA-G, enquanto a expressão de CD8 e GrB foi mensurada quantitativamente. A expressão das proteínas foi comparada entre os três grupos de amostras, bem como com parâmetros clinicopatológicos das lesões e sobrevida global dos pacientes com CCE de lábio. A correlação entre as proteínas e o tipo do microambiente tumoral de acordo com a presença de PD-L1 e CD8 também foram avaliados. Os testes estatísticos incluíram o qui-quadrado de Pearson, exato de Fisher, Mann-Whitney, Kruskal-Wallis, correlação de Spearman, bem como o log-rank para comparação das curvas de sobrevida global dos pacientes com CCE de lábio construídas pelo método Kaplan-Meier. O nível de significância foi estabelecido em p < 0,05. Os números de células CD8+ e GrB+ aumentaram progressivamente de MLS para CCEs de lábio, com QAs exibindo números intermediários (p < 0,01). A baixa expressão destas proteínas citotóxicas foi associada à metástase para linfonodos e tumores pobremente diferenciados (p < 0,05). A expressão de PD-L1 e HLA-G em células neoplásicas/ceratinócitos e estroma/tecido conjuntivo foi significativamente maior em CCEs de lábio e QAs, em comparação com MLSs (p < 0,05). O PD-L1 não foi significativamente associado a características clinicopatológicas das lesões. A expressão de HLA-G em células malignas foi significativamente maior em carcinomas com metástase à distância (p = 0,041). A maioria dos CCEs de lábio mostrou coexistência de células PD-L1+ e CD8+ (72,5%) no microambiente tumoral. A expressão de PD-L1 foi diretamente correlacionada à infiltração linfocítica CD8+ e GrB+ em CCEs de lábio (p < 0,05). Apenas o estágio N avançado, estágio M, estágio clínico TNM e tumores pouco diferenciados foram associados com menor sobrevida geral dos pacientes com CCEs de lábio (p < 0,05). Nossos achados sugerem que o microambiente dos CCEs de lábio é mais citotóxico que o de QAs e MLSs. As moléculas imunossupressoras PD-L1 e HLA-G estão consistentemente expressas desde QAs e se mantém até fases avançadas dos CCE de lábio e que a expressão de PD-L1 foi correlacionada com a atividade citotóxica nos carcinomas, o que sugere que estas proteínas podem surgir como um mecanismo de escape frente a uma resposta antitumoral ativa em diferentes fases da carcinogênese labial.


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  • Immune surveillance, mainly mediated by CD8 + T lymphocytes, gives the human body the ability to recognize and destroy malignant or altered cells. However, through immunosuppressive strategies, such as the signaling pathways of the programmed cell death ligand-1 (PD-L1) and human leukocyte antigen-G (HLA-G), these mutated cells often escape the antitumor immune response. The aim of this study was to investigate and compare the immunoexpression of PD-L1, HLA-G, CD8 and GrB in the microenvironment of lip squamous cell carcinomas (LSCCs; n = 40), actinic cheilitis (ACs; n = 55), which are potentially malignant disorders of lip, and healthy lip mucosa (HLM; n = 10). The samples were submitted to immunohistochemistry for PD-L1, HLA-G, CD8 and GrB proteins. Immunostaining analysis followed a semi-quantitative method for PD-L1 and HLA-G, while CD8 and GrB expression was measured quantitatively. Protein expression was compared between the three groups of samples, as well as with the lesion`s clinicopathologic parameters and overall survival of patients with LSCC. Correlation between proteins and the type of tumor microenvironment according to a presence of PD-L1 and CD8 were also evaluated. Statistical tests included Pearson's chi-square, Fisher's exact, Mann-Whitney, Kruskal-Wallis, Spearman's correlation, as well as the log-rank for comparison of the overall survival curves of patients with LSCC built through Kaplan-Meier method. Significance was set at p < 0.05. The CD8+ and GrB+ cell numbers progressively increased from HLMs to LSCCs, with ACs exhibiting intermediate numbers (p < 0.01). Low expression of these proteins was associated with lymph node metastasis and poor tumor differentiation (p < 0.05). PD-L1 and HLA-G expression in neoplastic cells/keratinocytes and stroma/connective tissue was significantly higher in LSCCs and ACs, compared to HLMs (p < 0.05). PD-L1 was not significantly associated with clinicopathological features of the lesions. HLA-G expression by malignant cells was significantly higher in LSCCs with distant metastasis (p = 0.041). Most LSCCs showed coexistence of PD-L1+ and CD8+ cells (72.5%) in the tumor microenvironment. PD-L1 was directly correlated to CD8+ and GrB+ lymphocytic infiltration in LSCCs (p < 0.05). Only advanced N stage, M stage, TNM clinical stage, and poorly differentiated tumors were associated with lower overall survival of LSCCs patients (p < 0.05). Our findings suggest that the microenvironment of LSCCs is more cytotoxic than that of ACs and HLMs. However, we also observed that as PD-L1 and HLA-G immunosuppressive molecules are consistently expressed from ACs and are maintained until advanced stages of LSCCs, and that PD-L1 expression was correlated with cytotoxic activity in carcinomas, which suggests that that these proteins may appear as an escape mechanism against an active antitumor response at different stages of lip carcinogenesis.

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  • TIAGO JOÃO DA SILVA FILHO
  • VESÍCULAS EXTRACELULARES DERIVADAS DE MACRÓFAGOS ALTERAM O POTENCIAL DE INVASÃO, PROLIFERAÇÃO E MIGRAÇÃO DE LINHAGENS CELULARES DO CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE LÍNGUA


  • Orientador : LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • DENISE HELEN IMACULADA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • Data: 02/02/2018

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  • Atualmente, considera-se que o câncer é composto pelas células malignas em proliferação associadas às diferentes células circunjacentes, formando o microambiente tumoral (TME), onde há uma constante troca de informações. Uma das formas de comunicação entre os diferentes tipos celulares do TME se dá por meio da liberação de vesículas extracelulares (EVs), um campo de estudo ainda pouco explorado. O presente estudo se propôs a avaliar os efeitos das EVs liberadas por macrófagos do TME, células  altamente plásticas em seu fenótipo (M1 – perfil antitumoral; M2 perfil pró-tumoral), em diferentes linhagens do carcinoma de células escamosas de língua oral (CCELO) no tocante à capacidade invasiva, proliferativa e migratória. Foi observado que as amostras de EVs extraídas dos macrófagos eram relativamente puras em EVs, porém subtipo inespecíficas. No ensaio de invasão em miomas, foi observado que quando colocadas as células inflamatórias em cocultura com as células HSC-3, as células M1 inibiram a invasão e M2 aumentaram a capacidade invasiva das células malignas. Por outro lado, o tratamento com M1 EVs aumentou a capacidade invasiva das células HSC-3, e o tratamento com EVs de M2 inibiu a invasão dessas células, sendo observado um perfil semelhante nas células SCC-25 e SAS quando submetidas aos mesmos tratamentos. Quando analisada a proliferação das células malignas no IncuCyte®, tratadas com EVs dos diferentes tipos de macrófagos em diferentes concentrações, foi observado um aumento na capacidade proliferativa de células HSC-3 e SAS tratadas com M1 EVs em um padrão dose dependente. Um aumento da capacidade proliferativa seguindo um padrão dose dependente também foi observado quando as células SAS foram tratadas com M2 EVs. Nos demais ensaios de proliferação no IncuCyte® também foram identificados efeitos na capacidade proliferativa, no entanto um padrão dose dependente não foi observado. No ensaio de migração no IncuCyte®, foram observadas diferenças significativas na capacidade migratória de células SCC-25 e SAS tratadas com diferentes tipos de EVs nas diferentes concentrações, quando comparadas ao controle negativo. Os achados deste estudo consolidam as EVs derivadas de macrófagos como fatores importantes na tumorigênese do CCELO, bem como abre discussões sobre os diferentes efeitos das células inflamatórias no TME a depender do tipo de comunicação celular executada.


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  • Currently, cancer is considered as an entity composed of proliferating malignant cells associated with the different types surrounding cells, forming the tumor microenvironment (TME), where there is a constant exchange of information. One of the ways of communicating between different types of TME cells is through the release of extracellular vesicles (EVs), a field of study that remains poorly understood. The aim of the present study was to evaluate the effects of EVs released from TME macrophages, which are cells highly plastic in their phenotype (M1 showing an anti-tumor profile and M2 exhibiting a pro-tumor profile) in different cell lines of tongue squamous cells carcinoma (TSCC) regarding to invasive, proliferative and migratory capacity. It was observed that EVs samples obtained from macrophages were relatively pure in EVs, although they were non-specific subtypes. In the myoma invasion assay, it was observed that when inflammatory cells were co-cultured with HSC-3 cells, M1 cells inhibited invasion and M2 increased the invasive ability of the malignant cells. On the other hand, treatment with M1 EVs increased the invasive capacity of HSC-3 cells, and treatment with M2 EVs inhibited the invasion of these malignant cells, and a similar profile was observed in SCC-25 and SAS cells when they were submitted to the same treatments. When it was analyzed the proliferation of malignant cells in IncuCyte® treated with EVs derived from different types of macrophages at different concentrations, an increase in the proliferative ability of HSC-3 and SAS cells treated with M1 EVs was observed in a dose-dependent pattern. An increase in proliferative ability in dose-dependent profile was also observed when SAS cells were treated with M2 EVs. In the other proliferation assays performed in IncuCyte®, effects on proliferative capacity were also highlighted, however a dose-dependent pattern was not observed. In the IncuCyte® migration assay, significant differences were observed in the migration capacity of SCC-25 and SAS cells treated with different types of EVs at different concentrations when compared to the negative control. The findings of this study consolidate macrophages-derived EVs as pivotal factors in TSCC tumorigenesis, as well as permits discussions on the different effects of inflammatory cells on TME depending on the type of cell communication performed.

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  • MARCELO ANDERSON BARBOSA NASCIMENTO
  • ESTUDO DA EXPRESSÃO IMUNO-HISTOQUÍMICA DE SOX2, FGF-10 E WNT-1 EM LESÕES ODONTOGÊNICAS EPITELIAIS BENIGNAS


  • Orientador : LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BETANIA FACHETTI RIBEIRO
  • CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • Data: 02/02/2018

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  • Os dentes desenvolvem-se a partir de interações sequenciais entre o epitélio e o mesênquima derivado da crista neural em diferentes estágios de histodiferenciação e morfodiferenciação. Ao final da odontogênese, espera-se que as estruturas que participaram da formação destes tecidos desapareçam ou permaneçam quiescentes. Não é incomum que os remanescentes epiteliais da odontogênese originem lesões, como cistos e tumores odontogênicos. No desenvolvimento dentário precoce, a manutenção das células-tronco é regulada por uma série de fatores de transcrição específicos, que inclui OCT-4, SOX-2, Nanog, Stat-3 e c-Myc e diversos outros genes Homeobox e vias de transcrição (SHH, Wnt/β-catenina, FGF, BMP) contribuem para o destino e diferenciação celular. Porém, há a participação destes genes e vias na patogênese de vários tipos de tumores. O objetivo do presente estudo foi avaliar a imunoexpressão de SOX2, FGF-10 e Wnt-1 em uma série de casos de lesões odontogênicas e alguns espécimes de germes dentários. A amostra consistiu de 20 Ceratocistos Odontogênicos (CO), 20 Ameloblastomas sólidos (AM), 20 Tumores odontogênicos adenomatóides (TOA) e 10 Tumores odontogênico epitelial calcificante (TOEC). A imunoexpressão foi avaliada de acordo com o percentual de células epiteliais imunomarcadas e intensidade de células positivas resultando na pontuação de imunomarcação total (PIT) que variou de 0 a 7. A análise da imunoexpressão da SOX2 revelou positividade na maioria dos casos das lesões estudadas. A pontuação de imunomarcação para SOX2 revelou haver diferença estatisticamente significativa entre os grupos de lesões estudadas, com maior frequência em CO e TOEC (p <0,001). Após o pareamento, observou-se diferença significativa entre AM e CO, AM e TOEC, CO e TOA, CO e TOEC e, TOA e TOEC (p <0,05). A análise da imunoexpressão da FGF-10 e Wnt-1 revelou positividade em todos os casos das lesões estudadas, mas sem diferença estatisticamente significativa entre os grupos de lesões estudadas (p = 0,628). Houve diferença significativa em relação aos escores de positividade para Wnt-1 (p <0,001) com maior frequência em CO e TOA. Após o pareamento, observou-se existir diferença estatisticamente significativa entre AM e CO, AM e TOEC, CO e TOEC e, TOA e TOEC (p <0,05). O padrão de expressão de SOX2, FGF-10 e Wnt-1, em germes dentários e nas lesões odontogênicas aqui avaliadas, confirma a participação destas vias na odontogênese e também no desenvolvimento das lesões odontogênicas.


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  • Dental development occurs from sequential interactions between the epithelium and the mesenchyme derived from the neural crest at different stages of histodifferentiation and morphodifferentiation. At the end of tooth development, the structures that participated in the formation of these tissues are expected to disappear or remain quiescent. It is not uncommon that the epithelial remnants of the tooth development originate lesions such as odontogenic cysts and tumors. In early tooth development, stem cell maintenance is regulated by specific transcription factors, which includes OCT-4, SOX-2, Nanog, Stat-3 and c-Myc and several other Homeobox genes and transcription pathways (SHH, Wnt/β-catenin, FGF, BMP) contribute to cell fate and differentiation. However, there is involvement of these genes and pathways in the pathogenesis of several types of tumors. The aim of the present study was to evaluate the immunoexpression of SOX2, FGF-10 and Wnt-1 in a case series of odontogenic lesions and some specimens of dental germs. The sample consisted of 20 Odontogenic Keratocysts (OK), 20 solid ameloblastomas (AM), 20 adenomatoid odontogenic tumors (AOT) and 10 calcifying epithelial odontogenic tumors (CEOT). Immunoexpression was evaluated according to the percentage of immunostained epithelial cells and intensity of the positive cells resulting in total immunostaining score (PIT) ranging from 0 to 7. The analysis of SOX2 immunoexpression revealed positivity in most cases of the lesions studied. The immunostaining score for SOX2 revealed a statistically significant difference between the groups of lesions studied, with a higher frequency in OK and CEOT (p < 0.001). After pairing, we observed a significant difference between AM and OK, AM and CEOT, OK and AOT, OK and CEOT, and AOT and CEOT (p <0.05). Analysis of the FGF-10 and Wnt-1 immunoexpression revealed positivity in all cases of the lesions studied, with no statistically significant difference between the groups of lesions studied (p = 0.628). There was a significant difference in relation to the positivity scores for Wnt-1 (p <0.001) with higher frequency in OK and AOT. After pairing, there was a statistically significant difference between AM and OK, AM and CEOT, OK and CEOT and, AOT and CEOT (p <0.05). The expression pattern of SOX2, FGF-10 and Wnt-1 in dental germs and odontogenic lesions evaluated here confirms the participation of these pathways in the tooth development as well as in the development of odontogenic lesions.

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  • LUCIANA ELOÍSA DA SILVA CASTRO NÓBREGA
  • ESTUDO DA IMUNOEXPRESSÃO DO VEGF165 E DO VEGF165b EM LESÕES DE LÍQUEN PLANO ORAL E PÊNFIGO VULGAR

  • Orientador : ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • JEAN NUNES DOS SANTOS
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MAIARA DE MORAES
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 28/06/2018

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  • O Líquen Plano Oral é uma doença mucocutânea mediada imunologicamente, de etiologia desconhecida, relativamente comum, com prevalências, na população mundial, que variam de 0,22 a 5%. O pênfigo vulgar é uma doença autoimue crônica que pode acometer a mucosa oral sendo o mais comum dos tipos de pênfigo. Entretanto, sua ocorrência é rara, com incidência estimada na população geral de um a cinco casos por milhão de pessoas diagnosticadas a cada ano. A angiogênese exerce um importante papel no crescimento tumoral e na progressão de doenças crônicas inflamatórias. O VEGF-A é a proteína angiogênica mais potente tanto na angiogênese normal quanto na patológica. O splicing alternativo do éxon 8 do gene do VEGFA dá origem a duas famílias conhecidas de proteínas isofórmicas, uma desempenhando papel angiogênico, VEGFxxxa, e outra um papel antiangiogênico, VEGFxxxb. Este trabalho se propôs a avaliar a expressão imunoistoquímica do VEGF165 (angiogênico), do VEGF165b (antiangiogênico) em 46 casos de LPO reticular, 23 casos de LPO erosivo e 12 casos de PV, usando como controle 11 casos de hiperplasia fibrosa. Todos os espécimes das lesões e os casos controle foram divididos em e zonas para a análise das marcações, em zona superficial (Z1), média (Z2) e profunda (Z3). Os resultados deste experimento foram submetidos a testes estatístico não-paramétricos com nível de significância de 5%. Para todas as marcações a comparação das lesões com o grupo controle (HF) foram observadas diferenças significativas (média Z1VEGF165: p<0,0001; média Z2 VEGF165: p=0,002; média Z3 VEGF165: p=0,017; média total VEGF165: p<0,0001; média Z1 VEGF165B: p=0,003; média Z2 VEGF165B: p<0,0001; média Z3 VEGF165B: p=0,004 e média total VEGF165B: p<0,0001), sendo as marcações nas lesões bem superiores ao grupo controle. Comparando apenas as lesões para o marcador anti-VEGF165 foram observadas diferenças significativas apenas nas zonas mais profundas entre as lesões de LPO reticular X PV (p=0,007) e entre as lesões de LPO erosivo X PV (p=0,0340). Para o marcador anti-VEGF165b diferenças significativas foram observadas nas zonas médias entre as lesões de LPO reticular X PV (p=0,002); e nas zonas profundas entre LPO erosivo X PV (p=0,034) e entre LPO reticular e PV (0,001). E avaliando o marcador VEGF165b nos espécimes sem categorizá-los por zonas foi observado diferença significativa entre as lesões de LPO reticular e PV (p=0,012). Na análise da correlação entre ambos os marcadores em cada lesão foram observadas correlação positiva fraca e significativa nas zonas média e profunda do LPO reticular (p=0,008); e uma correlação positiva fraca na zona superficial do LPO erosivo (p=0,049).Os resultados do presente estudo permitem a afirmação da participação do processo angiogênico na patogênese e progressão das lesões de líquen plano oral e pênfigo vulgar, porém outros estudos devem ser realizados a fim de que essa hipótese, principalmente em relação ao pênfigo vulgar seja fundamentada, uma vez que esse é um dos primeiros estudos que avalia a angiogênese na lesão já estabelecida dessa doença.


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  • Oral Lichen Planus is an immunologically mediated mucocutaneous disease of relatively unknown etiology with prevalences in the world population varying from 0.22 to 5%. Pemphigus vulgaris is a chronic autoimmune disease that may affect the oral mucosa being the most common type of pemphigus. However, its occurrence is rare, with an estimated incidence in the general population of one to five cases per million people diagnosed each year. Angiogenesis plays an important role in tumor growth and in the progression of chronic inflammatory diseases. VEGF-A is the most potent angiogenic protein in both normal and pathological angiogenesis. The alternative splicing of exon 8 VEGF-A gene gives rise to two known families of isoform proteins, one playing angiogenic role, VEGFxxxa, and another an antiangiogenic role, VEGFxxxb. The aim of this study was to evaluate the immunohistochemical expression of VEGF165 (angiogenic), VEGF165b (antiangiogenic) in 46 cases of reticular OLP, 23 cases of erosive OLP and 12 cases of PV, using as control 11 cases of fibrous hyperplasia. All specimens of the lesions and the control cases were divided into zones for the analysis of the immunohistochemical stains, in superficial (Z1), medium (Z2) and deep zones (Z3). The results of this experiment were submitted to non-parametric statistical tests with significance level of 5%. For all immunohistochemical stains, the comparison between the lesions with the control group (HF) showed significant differences (mean Z1 VEGF165: p<0.0001; mean Z2 VEGF165: p=0.002; mean Z3 VEGF165: p=0.017; total mean VEGF165: p<0.0001, mean Z1 VEGF165B: p=0.003, mean Z2 VEGF165B: p<0.0001, mean Z3 VEGF165B: p=0.004 and total mean VEGF165B: p <0.0001), the immunohistochemical stains on the lesions being much higher than control group. Comparing only the lesions to the anti-VEGF165 stains, significant differences were observed only in the deeper zones between the reticular LPO lesions X PV (p = 0.007) and between erosive LPO lesions X PV (p = 0.0340). For the anti-VEGF165b stains, significant differences were observed in medium zones between reticular OLP X PV lesions (p = 0.002); and in deep zones between erosive LPO X PV (p = 0.034) and between reticular LPO and PV (0.001). And evaluating VEGF165b stains in specimens without categorizing them by zones was observed a significant difference between reticular LPO and PV lesions (p = 0.012). In the analysis of the correlation between both markers in each lesion, a weak and significant positive correlation was observed in medium and deep zones of reticular OLP (p = 0.008); and a weak positive correlation in superficial zone of erosive LPO (p = 0.049). The present study results allow the affirmation of the angiogenic process participation in the pathogenesis and progression of lesions of oral lichen planus and pemphigus vulgaris. However other studies must be carried out in order that this implication, mainly in relation to pemphigus vulgaris be based once this is one of the first studies to evaluate angiogenesis in the already established lesion of this disease.

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  • LAURA PRISCILA BARBOZA DE CARVALHO
  • EFEITO DE DIFERENTES DOSES DE LASERTERAPIA EM CÉLULAS-TRONCO DENTAIS CULTIVADAS SOBRE ARCABOUÇOS DE ÁCIDO POLILÁTICO

  • Orientador : CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • FERNANDO JOSE DE OLIVEIRA NOBREGA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MANUEL ANTONIO GORDON NUNEZ
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 31/10/2018

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  • As células-tronco mesenquimais dentais (dMSC) têm sido amplamente utilizadas na engenharia tecidual por sua capacidade de auto-renovação e potencial multi-linhagem. Dentre as dMSCs, as células-tronco da polpa do dente decíduo esfoliado (SHEDs) destacam-se pela facilidade de coleta, capacidade proliferativa e tempo sobrevivência. O objetivo do estudo foi avaliar, através de experimentos in vitro, o efeito de diferentes doses do laser de baixa intensidade (LBI) na atividade biológica de SHEDs cultivadas sobre arcabouços de ácido polilático (PLA). Células previamente isoladas e caracterizadas foram cultivadas sobre filmes de PLA e foram irradiadas ou não (controle) com um laser diodo InGaAlP (660 nm, 30 mW, modo de ação contínuo) em um screening de doses (1, 4, 7.5, 15, 22.5 e 30 J/cm²). A proliferação e viabilidade celular foram analisadas nos intervalos de 24, 48 e 72 h, através dos ensaios do Alamar Blue e Live/Dead. A morfologia celular foi avaliada por MEV no intervalo de 72h. A avaliação do estresse oxidativo foi realizada através das dosagens de malondialdeído (MDA) e glutationa (GSH). Densidades de energia de 1 J/cm² e 4 J/cm² promoveram um efeito estimulador da proliferação celular nos três intervalos de tempo quando comparados ao grupo controle e aos demais grupos irradiados. Por outro lado, doses elevadas de irradiação (22.5 e 30 J/cm²) promoveram redução significativa das células. Verificou-se que a viabilidade celular foi afetada ao longo do experimento nos grupos L22.5 e L30, que apresentaram maior quantidade de células mortas no intervalo de 72h. Na análise por MEV evidenciou-se uma maior densidade celular nos grupos L1 e L4, contrapondo-se às SHEDs arranjadas mais dispersamente nos grupos L22.5 e L30. Em relação ao estresse oxidativo, nos grupos L1 e L4 houve elevação dos níveis de GSH e redução do MDA, mostrando um efeito citoprotetor destas doses. De modo contrário, nos grupos L22.5 e L30 houve redução dos níveis de GSH e elevação do MDA, corroborando com os resultados dos ensaios anteriores. Conclui-se que doses baixas de LBI (1 e 4 J/cm²) promovem proliferação de SHEDs em arcabouços de PLA, enquanto doses elevadas (22.5 e 30J/cm²) promovem ação citotóxica e anti-proliferativa nestas células.


  • Mostrar Abstract
  • Dental mesenchymal stem cells (dMSCs) have been widely used in tissue engineering for their capacity for self-renewal and multi-lineage potential. Among the dMSCs, the stem cells from human exfoliated deciduous teeth (SHEDs) are highlighted for their ease of collection, proliferative capacity and survival time. The aim of the study was to evaluate, through in vitro experiments, the effect of different doses of low intensity laser (LLLI) on the biological activity of SHEDs cultured on polylactic acid (PLA) scaffolds. Pre-isolated and characterized cells were cultured on PLA films and irradiated or not (control) with an InGaAlP diode laser (660 nm, 30 mW, continuous action mode) in a dose screening (1, 4, 7.5, 15, 22.5 and 30 J/cm²). Cell proliferation and viability were analyzed at 24, 48 and 72 hr using the Alamar Blue and Live/Dead assays. Cell morphology was evaluated by SEM at 72 h. The evaluation of oxidative stress was performed through the dosages of malondialdehyde (MDA) and glutathione (GSH). Energy densities of 1 J/cm² and 4 J/cm² promoted a stimulating effect on cell proliferation in all intervals when compared to the control group and the other irradiated groups. On the other hand, high doses of irradiation (22.5 and 30 J/cm²) promoted significant reduction of the cells. It was verified that cell viability was affected throughout the experiment in groups L22.5 and L30, which presented a higher number of dead cells in the interval of 72h. The SEM analysis showed a greater cell density in L1 and L4 groups, opposing the SHEDs arranged more sparsely in L22.5 and L30 groups. Regarding to oxidative stress, in L1 and L4 groups there was elevation of GSH levels and reduction of MDA, showing a cytoprotective effect of these doses. Conversely, in groups L22.5 and L30 there was a reduction of GSH levels and elevation of MDA, corroborating with the results of the aforementioned assays. It is concluded that low doses of LLLI (1 and 4 J/cm²) promote proliferation of SHEDs on PLA scaffolds, while high doses (22.5 and 30 J/cm²) promote cytotoxic and anti-proliferative action in these cells.

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  • SALOMÃO ISRAEL MONTEIRO LOURENÇO QUEIROZ
  • SOBREVIDA E FATORES ASSOCIADOS AO PROGNÓSTICO DO CARCINOMA EPIDERMÓIDE ORAL E OROFARÍNGEO: ANÁLISE DE 2014 CASOS

  • Orientador : BRUNO CESAR DE VASCONCELOS GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRUNO CESAR DE VASCONCELOS GURGEL
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • KENIO COSTA DE LIMA
  • CLÁUDIA CAZAL LIRA
  • EDILMAR DE MOURA SANTOS
  • Data: 20/12/2018

  • Mostrar Resumo
  • Nos últimos anos, o câncer tem apresentado uma progressiva ascensão, crescendo 20% na última década e destacando-se dentre as doenças crônico-degenerativas. O carcinoma epidermóide (CE), destaque para o de boca (CEB) e orofaríngeo (CEOf), são os mais frequentes, com mais de 90% de apresentação nestas regiões, representando 6% de todos os carcinomas. No Rio Grande do Norte, a avaliação epidemiológica e de sobrevida dessa patologia ainda é escassa, sendo essa neoplasia um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Diante desses fatos, este estudo tem o propósito de descrever e analisar a sobrevida destacando os principais fatores associados ao seu prognóstico. Para isso foi realizado um estudo de prognóstico retrospectivo em bancos de dados e prontuários, onde foram selecionados todos os casos com diagnóstico de CEB e CEOf da Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, dos últimos 10 anos. Para Sobrevida Livre da Doença (SLD) do CEB destacaram-se como fatores de pobre prognóstico, a GH OMS (Gradação Histológica da Organização Mundial da Saúde em 2005) em pouco diferenciada, localização na região retromolar e não ter companheiro conjugal, independente de estadiamento e tratamento. Essas características se repetiram na Sobrevida Global (SG) para CEB, com exceção do status do companheiro. Na SG do CEOf, a localização em base de língua e beber obtiveram os piores prognósticos. Já para SLD do CEOf, o uso de álcool perde força e acrescenta-se a GH OMS em pouco diferenciado, fumar e não ter companheiro conjugal. Apesar da baixa reprodutibilidade dos sistemas de GH, o sistema OMS parece ser um fator prognóstico eficaz para o CEB. Não ter companheiro pode comprometer a SLD (CEB e CEOf), prejudicando a qualidade de vida do paciente, adesão e manutenção do tratamento. Os fatores de riscos já bem estabelecidos, como álcool e fumo, parecem se comportar como fatores prognóstico importantes no CEOf, mas devem ser abordados com cautela, principalmente quando não verifica-se o tipo e quantidade utilizados. Mesmo com a melhora na sobrevida do CEO e CEOf mediante avanços no tratamento, ela ainda é considerada baixa e decrescente a medida que aumenta a dificuldade do diagnóstico (Lábio>Oral>Orofaringe), tendo o Cirurgião Dentista um papel de destaque, pois geralmente é o primeiro profissional a ser procurado pelo paciente.  


  • Mostrar Abstract
  • In recent years, cancer has shown a progressive increase, growing 20% in the last decade and standing out among the chronic-degenerative diseases. Squamous cell carcinoma (SCC), prominent to the mouth (SCCB) and oropharyngeal (SCCO), are the most frequent, with more than 90% presentation in these regions, representing 6% of all carcinomas. In Rio Grande do Norte, the epidemiological and survival evaluation of this pathology is still scarce, and this neoplasm is a public health problem in Brazil and in the world. Faced with these facts, this study aims to describe and analyze the survival highlighting the main factors associated with its prognosis. For this, a retrospective prognostic study was carried out in databases and medical records, where all the cases diagnosed with SCCB and SCCO of the Northern Riograndense Contra Câncer League of the last 10 years were selected. For SCCB Disease Free Survival (DFS), low-prognosis factors such as WHO GH (World Health Organization Histological Grading in 2005) were poorly differentiated, location in the retromolar region, and no marital partner independent of staging and treatment. These characteristics were repeated in the Global Survival (GS) for SCCB, with the exception of the status of the partner. In the GS of the SCCO, localization on the basis of language and drinking have obtained the worst prognoses. Already for SCCO DFS, alcohol use loses strength and adds to GH OMS in low-differentiated, smoking and having no marital partner. Despite the low reproducibility of GH systems, the WHO system seems to be an effective prognostic factor for SCCB. Not having a partner can compromise the DFS (SCCB and SCCO), impairing the patient's quality of life, adherence and maintenance of treatment. Well-established risk factors, such as alcohol and smoking, appear to be important prognostic factors in SCCO, but should be approached with caution, especially when the type and quantity used are not checked. Even with the improvement in the survival of the SCCB and SCCO through advances in treatment, it is still considered low and decreasing as the difficulty of diagnosis increases (Lip> Oral> Oropharynx), and the Dentist has a prominent role, since it is usually the first professional to be sought by the patient.

     

2017
Teses
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  • VILSON LACERDA BRASILEIRO JUNIOR
  • ANÁLISE DA EXPRESSÃO IMUNOISTOQUÍMICA DE REGΓ E PROTEÍNAS ENVOLVIDAS NA REGULAÇÃO DA APOPTOSE EM CARCINOMAS EPIDERMÓIDES DE LÍNGUA ORAL

  • Orientador : LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MARCIO CAMPOS OLIVEIRA
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 23/02/2017

  • Mostrar Resumo
  • O câncer na cavidade oral é uma das lesões malignas mais frequentes na população mundial. Como o processo de desenvolvimento das neoplasias malignas remete a danos que promovem um desequilíbrio na regulação da divisão e morte celular, nos últimos anos, diversos estudos foram realizados com o intuito de verificar a influência desses danos no comportamento global das células e na evolução da doença. Nesse contexto, pesquisas recentes mostraram que alterações na expressão de REGg podem desempenhar um importante papel na progressão tumoral de várias neoplasias malignas, por interferir na regulação da apoptose. Diante disso, o presente trabalho propõe investigar a expressão imunoistoquímica dos marcadores REGg, p53, MDM-2, Bcl-2 e Bax em carcinomas epidermóides de língua (CELs) oral, com a finalidade de promover uma análise comparativa da imunoexpressão destas proteínas com os parâmetros clínico-patológicos de agressividade da lesão, no intuito de identificar se o REGg contribui para a progressão do tumor e se interfere na expressão das proteínas relacionadas a apoptose. Para tanto, foram coletadas informações clínicas de 58 pacientes acometidos por CELs. Em seguida, foi realizada análise histopatológica e imunoistoquímica dos marcadores supracitados, em amostras de material biológico parafinado da lesão. Os resultados mostraram que os tumores sem metástase nodal e de baixo grau histopatológico de malignidade apresentavam percentuais significativamente maiores de REGg (p<0,05). Em adição, o confronto dos padrões de expressão de p53, MDM-2 e Bax com os parâmetros clínico-patológicos avaliados nesse trabalho, não revelou diferenças significativas nos percentuais de imunopositividade desses marcadores. Com relação ao Bcl-2, foi visto que tumores de alto grau de malignidade e com óbitos relacionados a doença apresentavam percentual significativamente menor de positividade dessa proteína (p<0,05). Por fim, o teste de correlação de Spearman demonstrou existir fraca correlação positiva, estatisticamente significativa, entre os percentuais de REGg e das proteínas MDM-2 e Bcl-2. Baseado nesses achados, pode-se concluir que o aumento da expressão de REGg não parece contribuir para a progressão do CEL oral, todavia, pode influenciar na expressão das proteínas relacionadas a regulação da apoptose.


  • Mostrar Abstract
  • Cancer of the oral cavity is one of the most common malignancies in the world. Since the development of malignant neoplasms is related to damage that causes an imbalance in the regulation of cell division and cell death, many studies have been conducted in recent years to verify the influence of this damage on overall cell behavior and on the progression of the disease. Within this context, recent studies suggest that changes in the expression of REGg play an important role in the progression of different malignant tumors by interfering with the regulation of apoptosis. Therefore, the objective of the present study was to investigate the immunohistochemical expression of REGg, p53, MDM-2, Bcl-2 and Bax in oral tongue squamous cell carcinoma (OTSCC), correlating the immunoexpression of these proteins with clinical-pathological parameters of tumor aggressiveness, in order to determine whether REGg contributes to tumor progression and interferes with the expression of apoptosis-related proteins. For this purpose, the clinical data of 58 patients with OTSCC were collected and paraffin-embedded tumor specimens were submitted to histopathological analysis and immunohistochemistry using the markers cited above. The results showed significantly higher expression of REGg (p<0.05) in low-grade tumors and without lymph node metastases. In addition, comparison of the expression patterns of p53, MDM-2 and Bax according to the clinical-pathological parameters studied revealed no significant differences in the percentage immunostaining for these markers. Regarding Bcl-2, significantly lower percentage immunostaining for this protein was observed in tumors with a high grade of malignancy and tumors associated with deaths related to the disease (p<0.05). Finally, Spearman’s correlation test demonstrated a significant weak positive correlation between the percentages of REGγ and of MDM-2 and Bcl-2. These findings suggest that the increase in the expression of REGg does not contribute to the progression of OTSCC, but may influence the expression of proteins related to the regulation of apoptosis.

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  • FERNANDA GINANI ANTUNES
  • EFEITO DO LASER DE BAIXA INTENSIDADE NA ATIVIDADE BIOLÓGICA DE CÉLULAS-TRONCO DA POLPA DE DENTES DECÍDUOS HUMANOS

  • Orientador : CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • EUDES EULER DE SOUZA LUCENA
  • HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • Data: 23/02/2017

  • Mostrar Resumo
  • O laser de baixa intensidade (LBI) tem apresentado resultados positivos na proliferação de diversos tipos celulares in vitro. A primeira parte do trabalho avaliou o efeito do LBI na proliferação e viabilidade de células-tronco da polpa de dentes decíduos humanos esfoliados (SHED). As células foram irradiadas ou não (controle) com um laser diodo InGaAlP (660 nm, 30 mW, modo de ação contínuo) usando duas diferentes doses (0,5 J/cm2 por 16 segundos e 1,0 J/cm2 por 33 segundos) e os três grupos foram estudados nos intervalos de 0, 24, 48 e 72 h. Foi observado que a dose de 1,0 J/cm2 promoveu um aumento na proliferação celular nos intervalos de 48 e 72 h quando comparada ao grupo controle e à dose de 0,5 J/cm2 e que a viabilidade celular não foi afetada pela irradiação ao longo do experimento. Em conjunto, os dados mostraram que os parâmetros do LBI utilizados (660 nm, 30 mW, 1,0 J/cm2) promoveram proliferação das SHEDs e mantiveram a sua viabilidade. A partir destes resultados favoráveis, a segunda parte do trabalho avaliou o efeito do LBI com os mesmos parâmetros na proliferação de SHEDs cultivadas sobre arcabouços nanofibrosos de PLA confeccionados pela técnica de eletrofiação. Este procedimento permite a obtenção de arcabouços tridimensionais que simulam a matriz extracelular a partir de um biomaterial com propriedades físicas favoráveis e baixo custo. Três grupos experimentais (G1 – não irradiado; G2 – irradiado com 0,5 J/cm2; G3 – irradiado com 1,0 J/cm2) foram analisados nos intervalos de 0, 24, 48 e 72 h. Os resultados indicaram que o PLA não é citotóxico para as SHEDs e que os grupos submetidos à laserterapia tiveram maior crescimento celular quando comparados com o grupo controle não irradiado. Com base nos achados, evidenciou-se que as nanofibras de PLA são arcabouços favoráveis para o cultivo de SHEDs e que a laserterapia estimulou a proliferação quando aplicada nas células cultivadas sobre este arcabouço. Com base nos dados gerais obtidos, conclui-se que a laserterapia nos parâmetros avaliados apresenta efeitos bioestimulatórios nas SHEDs cultivadas tanto na superfície padrão (plástico da placa de cultivo) quanto sobre arcabouços nanoestruturados de PLA.


  • Mostrar Abstract
  • The low-level laser therapy (LLLT) has been shown positive results in the in vitro proliferation of several cell types. The first part of the study evaluated the effect of LLLT on the proliferation and viability of stem cells from human exfoliated deciduous teeth (SHED). Cells were irradiated or not (control) with an InGaAlP diode laser (660 nm, 30 mW, continuous action mode) using two different doses (0.5 J/cm2 for 16 seconds and 1.0 J/cm2 for 33 seconds) and the three groups were analyzed at the intervals of 0, 24, 48 and 72 h. It was observed that the dose of 1.0 J/cm2 promoted an increase in cell proliferation at the 48 and 72 h intervals when compared to the control group and the dose of 0.5 J/cm2, and that cell viability was not affected by irradiation throughout the experiment. Taken together, the data showed that the LLLT parameters (660 nm, 30 mW, 1.0 J/cm2) promoted proliferation of SHEDs and maintained their viability. Based on these favorable results, the second part of the study evaluated the effect of LLLT with the same parameters on the proliferation of SHEDs cultured on PLA nanofibrous scaffolds obtained by electrospinning. This procedure allows obtaining three-dimensional scaffolds that mimic the extracellular matrix from a biomaterial with favorable physical properties and low cost. Three experimental groups (G1 - non-irradiated; G2 - irradiated with 0.5 J/cm2; G3 - irradiated with 1.0 J/cm2) were analyzed at 0, 24, 48 and 72 h. The results indicated that PLA is not cytotoxic to SHEDs and that the groups submitted to laser therapy had higher cell growth when compared to the non-irradiated control group. Based on these findings, it was shown that PLA nanofibers are favorable scaffolds for the cultivation of SHEDs and that laser therapy stimulated the proliferation when applied to the cells cultured on this scaffold. Based on the general data obtained, it is concluded that the laser therapy in the evaluated parameters has biostimulatory effects on the proliferation of SHEDs on both the standard surface (plastic of the culture plate) and on nanostructured PLA scaffolds.

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  • ANDRÉIA FERREIRA DO CARMO
  • STANNIOCALCINA 2 MODULA EVENTOS IMPORTANTES PARA A TUMORIGÊNESE ORAL E É UM MARCADOR PROGNÓSTICO PARA PACIENTES COM CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS ORAL


  • Orientador : HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MANUEL ANTONIO GORDON NUNEZ
  • RICARDO DELLA COLLETA
  • Data: 15/12/2017

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  • O hormônio glicoproteico stanniocalcina 2 (STC2) está envolvido na carcinogênese e progressão de muitos tipos de câncer. No entanto, seu significado clínico e mecanismos moleculares no carcinoma de células escamosas oral (CCEO) foram pouco estudados e permanecem incertos. O presente estudo investigou associações da expressão da STC2 com parâmetros clinicopatológicos e de sobrevida em pacientes com CCEO. Além disso, foram avaliados os efeitos biológicos causados pela redução dos níveis de STC2 em linhagens celulares de CCEO e fibroblastos associados ao câncer (do inglês CAF – carcinoma associated fibroblasts). A análise imunoistoquímica em 100 casos de CCEOs primários indicou que a superexpressão da STC2 foi correlacionada com o parâmetro N do sistema TNM e foi um fator de risco independente para sobrevida específica da doença e sobrevida livre de doença em pacientes com CCEO. Usando ensaios in vitro, foi demonstrado que o silenciamento da STC2 em linhagens de CCEO promoveu apoptose e reduziu proliferação celular, migração, invasão e transição epitélio-mesenquimal. Análises adicionais revelaram que o CAF expressa maiores níveis de STC2 do que as células de CCEO. O silenciamento da STC2 no CAF reduziu a invasão celular do CCEO, sugerindo que a STC2 liberada por CAFs contribui para um fenótipo mais invasivo no CCEO. Esses resultados sugerem que a STC2 modula eventos importantes para a tumorigênese oral e pode ser um biomarcador prognóstico para pacientes com CCEO.


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  • The glycoprotein hormone stanniocalcin 2 (STC2) is involved in carcinogenesis and progression of several cancer types. However, its clinical significance and molecular mechanisms in oral squamous cell carcinoma (OSCC) have been little studied and remain uncertain. In the present study, we investigated associations of STC2 expression with clinicopathological and survival parameters of OSCCs patients. We also determined the biological effects caused by STC2 downregulation in OSCC and cancer associated fibroblasts (CAF) cell lines. Immunohistochemical analysis in 100 cases of primary OSCC indicated that STC2 overexpression was correlated with N stage (TNM staging) and was an independent risk factor for disease-specific survival and disease-free survival  in patients with OSCC. Using in vitro assays, we demonstrated that STC2 knockdown in OSCC cell lines promoted apoptosis, and reduced cell proliferation, migration, invasion and epithelial-mesenchymal transition. Further analysis revealed that CAF expresses higher levels of STC2 than OSCC cells. Knockdown of STC2 in CAF reduced OSCC cell invasion, suggesting that STC2 released by CAF contributes to a more invasive phenotype in OSCC. These results suggest that STC2 modulates important events for oral tumorigenesis and can be a prognostic biomarker for OSCC patients.

2016
Dissertações
1
  • MARIANNA SAMPAIO SERPA
  • Expressão imuno-histoquímica do ativador de plasminogênio do tipo uroquinase e seu receptor em carcinoma epidermóide de língua oral e sua relação e sua relação com parâmetros clínico-patológicos

  • Orientador : LEAO PEREIRA PINTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BÁRBARA VANESSA DE BRITO MONTEIRO
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 12/02/2016

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  • O carcinoma epidermoide oral (CEO) é a neoplasia maligna mais comum da cavidade oral, apresentando uma alta taxa de mortalidade. Devido a isto, a descoberta de biomarcadores que facilitem a compreensão do comportamento biológico desse tumor e aprimorem o tratamento é necessário. O ativador de plasminogênio do tipo uroquinase (uPA) e o seu receptor, uPAR, têm se destacado por atuarem na proteólise de estruturas da membrana basal e matriz extracelular, facilitando a invasão tumoral. O presente estudo se propôs a avaliar a imunoexpressão dessas proteínas em 46 casos de carcinoma epidermoide de língua oral (CELO). Esses resultados foram relacionados com a presença de metástase, estadiamento clínico TNM, recidiva locoregional, desfecho da lesão e gradação histológica de malignidade. A imunomarcação de cada caso foi avaliada semiquantitativamente, tanto no front de invasão como no centro do tumor, na qual foram atribuídos os escores: 0 (0% de células positivas), 1(1-10% de células positivas), 2 (11-50% de células positivas), 3 (mais de 50% de células positivas). A expressão do uPA foi observada em 93,5% dos casos no front de invasão, com predomínio do escore 2 (34,8%), e em 67,9% dos casos no centro do tumor, com predomínio do escore 1 (32,6%). De modo geral, os parâmetros clínicos não exerceram influência na imunoexpressão do uPA. Em relação à gradação histológica, foi observada uma maior expressão de uPA nos casos de alto grau de malignidade em relação aos de baixo grau de malignidade (p=0,05). Quando analisado em relação aos parâmetros morfológicos, foi identificado uma maior expressão do uPA nos casos de pior padrão de invasão (p=0,03). A expressão do uPAR foi observada em 73,9% dos casos no front de invasão, com predomínio do escore 1 (45,65%), e em 47,5% dos casos no centro do tumor, com predomínio do escore 0 (54,35%). Embora não tenham sido observadas significâncias estatísticas em relação à metástase linfonodal, estadiamento clínico TNM, desfecho e gradação histológica, houve uma maior expressão do uPAR nos casos com recidiva locoregional em relação aos sem recidiva (p=0,04). Em relação à análise da localização tumoral, foi observada uma maior expressão de uPA e uPAR no front de invasão em relação ao centro do tumor (p<0,001). Na correlação entre uPA e uPAR, não foi observada significância estatística. Com base nestes resultados, sugere-se que o uPA e uPAR estejam envolvidos na progressão do CELO, atuando principalmente na região mais profunda do tumor.


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  • O carcinoma epidermoide oral (CEO) é a neoplasia maligna mais comum da cavidade oral, apresentando uma alta taxa de mortalidade. Devido a isto, a descoberta de biomarcadores que facilitem a compreensão do comportamento biológico desse tumor e aprimorem o tratamento é necessário. O ativador de plasminogênio do tipo uroquinase (uPA) e o seu receptor, uPAR, têm se destacado por atuarem na proteólise de estruturas da membrana basal e matriz extracelular, facilitando a invasão tumoral. O presente estudo se propôs a avaliar a imunoexpressão dessas proteínas em 46 casos de carcinoma epidermoide de língua oral (CELO). Esses resultados foram relacionados com a presença de metástase, estadiamento clínico TNM, recidiva locoregional, desfecho da lesão e gradação histológica de malignidade. A imunomarcação de cada caso foi avaliada semiquantitativamente, tanto no front de invasão como no centro do tumor, na qual foram atribuídos os escores: 0 (0% de células positivas), 1(1-10% de células positivas), 2 (11-50% de células positivas), 3 (mais de 50% de células positivas). A expressão do uPA foi observada em 93,5% dos casos no front de invasão, com predomínio do escore 2 (34,8%), e em 67,9% dos casos no centro do tumor, com predomínio do escore 1 (32,6%). De modo geral, os parâmetros clínicos não exerceram influência na imunoexpressão do uPA. Em relação à gradação histológica, foi observada uma maior expressão de uPA nos casos de alto grau de malignidade em relação aos de baixo grau de malignidade (p=0,05). Quando analisado em relação aos parâmetros morfológicos, foi identificado uma maior expressão do uPA nos casos de pior padrão de invasão (p=0,03). A expressão do uPAR foi observada em 73,9% dos casos no front de invasão, com predomínio do escore 1 (45,65%), e em 47,5% dos casos no centro do tumor, com predomínio do escore 0 (54,35%). Embora não tenham sido observadas significâncias estatísticas em relação à metástase linfonodal, estadiamento clínico TNM, desfecho e gradação histológica, houve uma maior expressão do uPAR nos casos com recidiva locoregional em relação aos sem recidiva (p=0,04). Em relação à análise da localização tumoral, foi observada uma maior expressão de uPA e uPAR no front de invasão em relação ao centro do tumor (p<0,001). Na correlação entre uPA e uPAR, não foi observada significância estatística. Com base nestes resultados, sugere-se que o uPA e uPAR estejam envolvidos na progressão do CELO, atuando principalmente na região mais profunda do tumor.

2
  • RODRIGO PORPINO MAFRA
  • Análise da imunoexpressão da podoplanina e da triptase em carcinoma epidermóide de língua e sua relação com parâmetros clinicopatológicos

  • Orientador : LEAO PEREIRA PINTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CYNTIA HELENA PEREIRA DE CARVALHO
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • Data: 16/02/2016

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  • O carcinoma epidermóide de língua oral (CELO) apresenta um comportamento biológico agressivo, com elevada propensão ao desenvolvimento de metástases nodais. Nesse contexto, a linfangiogênese é considerada um fenômeno importante para a disseminação das células tumorais e pode sofrer influência de estímulos do microambiente. Os mastócitos têm sido relacionados à progressão de neoplasias malignas, no entanto o seu papel na formação de vasos linfáticos ainda não está bem estabelecido. O propósito desta pesquisa foi avaliar possíveis correlações entre a densidade linfática, a contagem de mastócitos e o perfil clinicopatológico em casos de CELO, incluindo o estadiamento clínico TNM, a gradação histológica de malignidade (Bryne, 1998) e a presença/ausência de metástases nodais. A amostra foi constituída por 50 casos de CELO, dos quais 26 apresentavam metástase nodal, e os 24 restantes eram isentos de metástases. A densidade linfática foi estabelecida como a média de vasos linfáticos imunomarcados pelo anticorpo anti-podoplanina (D2-40), identificados em cinco campos microscópicos (200x). Para a análise dos mastócitos, foram quantificadas as células imunorreativas ao anticorpo anti-triptase, em cinco campos (400x). Destaca-se que ambas as imunomarcações foram analisadas no centro tumoral e no front de invasão. A densidade linfática intratumoral (DLI) foi superior nos casos em estágios clínicos avançados (III-IV), quando comparados àqueles em estágios iniciais (I-II), assim como nos casos metastáticos em relação aos não-metastáticos (p<0,05). Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os casos de baixo grau e alto grau de malignidade no tocante à DLI (p>0,05). De outro modo, a densidade linfática peritumoral (DLP) e as contagens de mastócitos não demonstraram relações significativas com nenhum dos parâmetros clinicopatológicos avaliados (p>0,05). Também não foram encontradas correlações significativas entre as densidades linfáticas e as contagens de mastócitos, seja na região intratumoral (r = -0,004; p=0,977) ou na peritumoral (r = -0,154; p=0,285). Os resultados do presente estudo sugerem que os vasos linfáticos intratumorais contribuem na progressão do CELO. Por sua vez, a DLP pode não ser suficiente para justificar diferenças no comportamento biológico do CELO, o que sustenta a hipótese de envolvimento de outros mecanismos na disseminação metastática das células malignas, que complementariam os efeitos da linfangiogênese. Os mastócitos, ainda que realizem diversas funções pró- e antitumorais, parecem não influenciar diretamente o potencial de agressividade do CELO. Adicionalmente, é possível que a quantidade destas células não seja um fator determinante para a formação de vasos linfáticos.


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  • O carcinoma epidermóide de língua oral (CELO) apresenta um comportamento biológico agressivo, com elevada propensão ao desenvolvimento de metástases nodais. Nesse contexto, a linfangiogênese é considerada um fenômeno importante para a disseminação das células tumorais e pode sofrer influência de estímulos do microambiente. Os mastócitos têm sido relacionados à progressão de neoplasias malignas, no entanto o seu papel na formação de vasos linfáticos ainda não está bem estabelecido. O propósito desta pesquisa foi avaliar possíveis correlações entre a densidade linfática, a contagem de mastócitos e o perfil clinicopatológico em casos de CELO, incluindo o estadiamento clínico TNM, a gradação histológica de malignidade (Bryne, 1998) e a presença/ausência de metástases nodais. A amostra foi constituída por 50 casos de CELO, dos quais 26 apresentavam metástase nodal, e os 24 restantes eram isentos de metástases. A densidade linfática foi estabelecida como a média de vasos linfáticos imunomarcados pelo anticorpo anti-podoplanina (D2-40), identificados em cinco campos microscópicos (200x). Para a análise dos mastócitos, foram quantificadas as células imunorreativas ao anticorpo anti-triptase, em cinco campos (400x). Destaca-se que ambas as imunomarcações foram analisadas no centro tumoral e no front de invasão. A densidade linfática intratumoral (DLI) foi superior nos casos em estágios clínicos avançados (III-IV), quando comparados àqueles em estágios iniciais (I-II), assim como nos casos metastáticos em relação aos não-metastáticos (p<0,05). Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os casos de baixo grau e alto grau de malignidade no tocante à DLI (p>0,05). De outro modo, a densidade linfática peritumoral (DLP) e as contagens de mastócitos não demonstraram relações significativas com nenhum dos parâmetros clinicopatológicos avaliados (p>0,05). Também não foram encontradas correlações significativas entre as densidades linfáticas e as contagens de mastócitos, seja na região intratumoral (r = -0,004; p=0,977) ou na peritumoral (r = -0,154; p=0,285). Os resultados do presente estudo sugerem que os vasos linfáticos intratumorais contribuem na progressão do CELO. Por sua vez, a DLP pode não ser suficiente para justificar diferenças no comportamento biológico do CELO, o que sustenta a hipótese de envolvimento de outros mecanismos na disseminação metastática das células malignas, que complementariam os efeitos da linfangiogênese. Os mastócitos, ainda que realizem diversas funções pró- e antitumorais, parecem não influenciar diretamente o potencial de agressividade do CELO. Adicionalmente, é possível que a quantidade destas células não seja um fator determinante para a formação de vasos linfáticos.

3
  • ANGÉLICA LOPES CORDEIRO MANDÚ
  • Expressão imuno-histoquímica das proteínas E-caderina e BCL2 em nevos melanocíticos orais e cutâneos

  • Orientador : ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA PAULA VERAS SOBRAL
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • Data: 18/02/2016

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  • Os nevos melanocíticos (NMs) são proliferações benignas de células névicas, que podem ser
    encontradas na pele e em mucosas de revestimento, incluindo a mucosa oral. Contudo, os
    NMs cutâneos são mais comuns, quando comparados os que acometem a mucosa oral. Os
    mecanismos moleculares envolvidos no desenvolvimento dos nevos e os fatores que podem
    influenciar no padrão de migração das células névicas são pouco explorados. O objetivo desta
    pesquisa foi analisar a expressão imuno-histoquímica das proteínas E-caderina e Bcl-2 em
    NMs orais/cutâneos e relacioná-las com as características clínicas (sexo, idade, localização,
    exposição à radiação solar) e tipos histopatológicos. Foram analisados 36 casos de NMs orais
    34 de NMs cutâneos. Foi utilizada a técnina de imuno-histoquímica das proteínas E-caderina
    e bcl-2, na qual foram analisados a intensidade (fraca, intermediária e forte) e distribuição de
    marcação (focal e difusa). A imunoexpressão também foi analisada quanto aos tipos de células
    névicas (A, B e C). A análise estatística foi realizada através dos testes de Qui-Quadrado
    de Pearson e Correlação de Spearman com nível de significância estabelecido em 5%. Dos 70
    casos de NMs, 82,9% eram do sexo feminino, 48,6% com idade entre 26-50 anos, 60% eram
    da raça branca, 51,4% foram diagnosticados histopatologicamente como nevos intradérmicos/
    intramucosos e 80% eram NMs adquiridos. A expressão imuno-histoquímica da bcl2 e Ecaderina
    foram variáveis na amostra e não exibiram associação com os parâmetros clínicos. A
    expressão da bcl-2 e E-caderina foram variáveis de acordo com os tipos de células névicas (A,
    B e C) (p=0,001). A expressão da bcl-2 foi mais difusa em NMs congênitos (p=0,002). A Ecaderina
    foi positiva em 83,3% dos NMs <1cm (p=0,001) e em exibiu uma fraca marcação
    em 73,9% dos NMs que se encontravam em áreas expostas (p=0,010). Com base nestes resultados,
    sugere-se que a E-caderina tenha um controle na determinação dos tipos histopatológicos
    dos NMs, e que a bcl-2 seja um possível marcador de NMs com maior susceptibilidade ao
    desenvolvimento de lesões malignas.


  • Mostrar Abstract
  • Os nevos melanocíticos (NMs) são proliferações benignas de células névicas, que podem ser
    encontradas na pele e em mucosas de revestimento, incluindo a mucosa oral. Contudo, os
    NMs cutâneos são mais comuns, quando comparados os que acometem a mucosa oral. Os
    mecanismos moleculares envolvidos no desenvolvimento dos nevos e os fatores que podem
    influenciar no padrão de migração das células névicas são pouco explorados. O objetivo desta
    pesquisa foi analisar a expressão imuno-histoquímica das proteínas E-caderina e Bcl-2 em
    NMs orais/cutâneos e relacioná-las com as características clínicas (sexo, idade, localização,
    exposição à radiação solar) e tipos histopatológicos. Foram analisados 36 casos de NMs orais
    34 de NMs cutâneos. Foi utilizada a técnina de imuno-histoquímica das proteínas E-caderina
    e bcl-2, na qual foram analisados a intensidade (fraca, intermediária e forte) e distribuição de
    marcação (focal e difusa). A imunoexpressão também foi analisada quanto aos tipos de células
    névicas (A, B e C). A análise estatística foi realizada através dos testes de Qui-Quadrado
    de Pearson e Correlação de Spearman com nível de significância estabelecido em 5%. Dos 70
    casos de NMs, 82,9% eram do sexo feminino, 48,6% com idade entre 26-50 anos, 60% eram
    da raça branca, 51,4% foram diagnosticados histopatologicamente como nevos intradérmicos/
    intramucosos e 80% eram NMs adquiridos. A expressão imuno-histoquímica da bcl2 e Ecaderina
    foram variáveis na amostra e não exibiram associação com os parâmetros clínicos. A
    expressão da bcl-2 e E-caderina foram variáveis de acordo com os tipos de células névicas (A,
    B e C) (p=0,001). A expressão da bcl-2 foi mais difusa em NMs congênitos (p=0,002). A Ecaderina
    foi positiva em 83,3% dos NMs <1cm (p=0,001) e em exibiu uma fraca marcação
    em 73,9% dos NMs que se encontravam em áreas expostas (p=0,010). Com base nestes resultados,
    sugere-se que a E-caderina tenha um controle na determinação dos tipos histopatológicos
    dos NMs, e que a bcl-2 seja um possível marcador de NMs com maior susceptibilidade ao
    desenvolvimento de lesões malignas.

4
  • JEFFERSON DA ROCHA TENORIO
  • ESTUDO DA EXPRESSÃO IMUNO-HISTOQUÍMICA DAS PROTEÍNAS P53, BAX E BCL-2 EM TUMORES BENIGNOS DERIVADOS DO EPITÉLIO ODONTOGÊNICO

  • Orientador : LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA PAULA VERAS SOBRAL
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • Data: 19/02/2016

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  • Os tumores odontogênicos (TOs) representam um grupo muito complexo e heterogêneo de lesões que são oriundos de tecidos que participam da formação do órgão dental. Mesmo quando agrupados em lesões da mesma origem, como aqueles derivados do epitélio odontogênico, os TOs podem apresentar distintos comportamentos biológicos. Tal característica pode estar relacionada com a expressão de proteínas ligadas à apoptose e controle do ciclo celular. Material e método: A amostra foi constituída de 60 TOs sendo 20 Ameloblastomas (AMBs), 20 Tumores odontogênicos ceratocísticos (TOCs) e 20 Tumores odontogênicos adenomatoides (TOAs). Foi realizada a técnica imuno-histoquímica, pelo método da estreptoavidina-biotina-peroxidase, utilizando os anticorpos anti: p53, BCL-2 e BAX. Para análise estatística, foram utilizados os testes Kruskal-Wallis e Spearman (p<0,05). Resultados: Todos os TOs apresentaram marcação para as proteínas estudadas. Não houve associação estatisticamente significativa entre a expressão das proteínas entre os TOs analisados, no entanto foi identificado correlação positiva entre a expressão de p53 e BCL-2 (r=0,200) juntamente com correlação negativa entre p53 e BAX (r=-0,100). Além disso, as proteínas p53 e BAX estiveram expressas de modo similar entre os AMBs e TOCs. Por semelhante modo, a proteína BCL-2 apresentou-se expressa de maneira equivalente entre AMBs e TOAs. Conclusão: Proteínas reguladoras da apoptose bem como proteínas ligadas ao ciclo celular estão envolvidas no desenvolvimento dos tumores odontogênicos e sua expressão diferencial está relacionada com o comportamento biológico dessas lesões.


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  • Os tumores odontogênicos (TOs) representam um grupo muito complexo e heterogêneo de lesões que são oriundos de tecidos que participam da formação do órgão dental. Mesmo quando agrupados em lesões da mesma origem, como aqueles derivados do epitélio odontogênico, os TOs podem apresentar distintos comportamentos biológicos. Tal característica pode estar relacionada com a expressão de proteínas ligadas à apoptose e controle do ciclo celular. Material e método: A amostra foi constituída de 60 TOs sendo 20 Ameloblastomas (AMBs), 20 Tumores odontogênicos ceratocísticos (TOCs) e 20 Tumores odontogênicos adenomatoides (TOAs). Foi realizada a técnica imuno-histoquímica, pelo método da estreptoavidina-biotina-peroxidase, utilizando os anticorpos anti: p53, BCL-2 e BAX. Para análise estatística, foram utilizados os testes Kruskal-Wallis e Spearman (p<0,05). Resultados: Todos os TOs apresentaram marcação para as proteínas estudadas. Não houve associação estatisticamente significativa entre a expressão das proteínas entre os TOs analisados, no entanto foi identificado correlação positiva entre a expressão de p53 e BCL-2 (r=0,200) juntamente com correlação negativa entre p53 e BAX (r=-0,100). Além disso, as proteínas p53 e BAX estiveram expressas de modo similar entre os AMBs e TOCs. Por semelhante modo, a proteína BCL-2 apresentou-se expressa de maneira equivalente entre AMBs e TOAs. Conclusão: Proteínas reguladoras da apoptose bem como proteínas ligadas ao ciclo celular estão envolvidas no desenvolvimento dos tumores odontogênicos e sua expressão diferencial está relacionada com o comportamento biológico dessas lesões.

5
  • AMANDA KATARINNY GOES GONZAGA
  • Queilites actínicas: Expressão imuno-histoquímica da COX-2 e avaliação do diclofenaco sódico gel como uma terapia alternativa

  • Orientador : ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • Data: 19/02/2016

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  • A queilite actínica (QA) é uma lesão potencialmente maligna que acomete o vermelhão do lábio e resulta da exposição crônica aos raios solares. Atualmente, não é possível predizer quais os casos de QA progredirão para o carcinoma de células escamosas e, portanto, alguns marcadores biomoleculares têm sido estudados. A ciclo-oxigenase 2 (COX-2) é uma enzima associada com a resposta inflamatória e superexpressa no câncer oral; no entanto, pouco se sabe sobre o papel desta proteína em queilites actínicas. Além disso, as modalidades terapêuticas atualmente disponíveis para QA podem ocasionar efeitos deletérios e citotóxicos aos pacientes. Portanto, o objetivo desse trabalho foi avaliar a expressão imuno-histoquímica da COX-2 em QAs de diferentes riscos de transformação maligna e analisar, através de acompanhamento clínico, a eficácia do gel de diclofenaco sódico a 3% no tratamento dessa lesão. A imunoexpressão da COX-2 foi analisada semi-quantitativamente em 90 casos de QAs graduadas em baixo risco (n = 55) e alto risco (n = 35) de transformação maligna. O teste Qui-quadrado de Pearson foi realizado para verificar possíveis associações entre a imunoexpressão da COX-2 e a gradação histológica das queilites actínicas. O coeficiente ponderado de Kappa denotou uma boa concordância interobservador (0.677). Para o estudo clínico, dezenove pacientes diagnosticados com QA foram orientados a realizar aplicação tópica do gel de diclofenaco, três vezes por dia, durante 90 dias. A cada visita, os casos foram documentados através de fotografia digital e, ao final do tratamento, dois pesquisadores analisaram todas as imagens para avaliar o aspecto clínico do lábio. Também foi avaliada a tolerabilidade ao fármaco e satisfação do paciente ao final do tratamento. A COX-2 esteve superexpressa em 74.4% dos casos de queilites actínicas. Ambos os grupos, de baixo e alto risco, revelaram predominância do escore 3 (elevada imunoexpressão), seguida dos escores 2 e 1 (baixa expressão e ausência de expressão, respectivamente). Não foi observada associação significativa (p = 0.283) entre a expressão de COX-2 e a gradação histológica das QAs analisadas. Dos indivíduos que participaram do estudo clínico, dez apresentaram remissão total das características clínicas da lesão (escore 1), e em três pacientes, a melhora foi considerada parcial (escore 2). Um participante apresentou piora do quadro clínico (escore 4). Em cinco casos, o tratamento foi descontinuado devido ao desenvolvimento de leves efeitos adversos no local de aplicação do gel. Quanto à análise de satisfação e tolerabilidade ao fármaco, a maioria dos pacientes mostrou-se plenamente satisfeita com a terapia (n = 11) e relatou que o fármaco não era irritante para os lábios (n = 9). Os resultados desse estudo demonstram que a elevada imunoexpressão da COX-2 é frequente em QAs; no entanto, essa proteína não esteve associada ao risco de transformação maligna nos casos analisados. A aplicação tópica do gel de diclofenaco sódico a 3% forneceu uma abordagem conveniente, não invasiva e bem tolerada na maioria dos casos, podendo constituir uma alternativa promissora no tratamento da queilite actínica.


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  • A queilite actínica (QA) é uma lesão potencialmente maligna que acomete o vermelhão do lábio e resulta da exposição crônica aos raios solares. Atualmente, não é possível predizer quais os casos de QA progredirão para o carcinoma de células escamosas e, portanto, alguns marcadores biomoleculares têm sido estudados. A ciclo-oxigenase 2 (COX-2) é uma enzima associada com a resposta inflamatória e superexpressa no câncer oral; no entanto, pouco se sabe sobre o papel desta proteína em queilites actínicas. Além disso, as modalidades terapêuticas atualmente disponíveis para QA podem ocasionar efeitos deletérios e citotóxicos aos pacientes. Portanto, o objetivo desse trabalho foi avaliar a expressão imuno-histoquímica da COX-2 em QAs de diferentes riscos de transformação maligna e analisar, através de acompanhamento clínico, a eficácia do gel de diclofenaco sódico a 3% no tratamento dessa lesão. A imunoexpressão da COX-2 foi analisada semi-quantitativamente em 90 casos de QAs graduadas em baixo risco (n = 55) e alto risco (n = 35) de transformação maligna. O teste Qui-quadrado de Pearson foi realizado para verificar possíveis associações entre a imunoexpressão da COX-2 e a gradação histológica das queilites actínicas. O coeficiente ponderado de Kappa denotou uma boa concordância interobservador (0.677). Para o estudo clínico, dezenove pacientes diagnosticados com QA foram orientados a realizar aplicação tópica do gel de diclofenaco, três vezes por dia, durante 90 dias. A cada visita, os casos foram documentados através de fotografia digital e, ao final do tratamento, dois pesquisadores analisaram todas as imagens para avaliar o aspecto clínico do lábio. Também foi avaliada a tolerabilidade ao fármaco e satisfação do paciente ao final do tratamento. A COX-2 esteve superexpressa em 74.4% dos casos de queilites actínicas. Ambos os grupos, de baixo e alto risco, revelaram predominância do escore 3 (elevada imunoexpressão), seguida dos escores 2 e 1 (baixa expressão e ausência de expressão, respectivamente). Não foi observada associação significativa (p = 0.283) entre a expressão de COX-2 e a gradação histológica das QAs analisadas. Dos indivíduos que participaram do estudo clínico, dez apresentaram remissão total das características clínicas da lesão (escore 1), e em três pacientes, a melhora foi considerada parcial (escore 2). Um participante apresentou piora do quadro clínico (escore 4). Em cinco casos, o tratamento foi descontinuado devido ao desenvolvimento de leves efeitos adversos no local de aplicação do gel. Quanto à análise de satisfação e tolerabilidade ao fármaco, a maioria dos pacientes mostrou-se plenamente satisfeita com a terapia (n = 11) e relatou que o fármaco não era irritante para os lábios (n = 9). Os resultados desse estudo demonstram que a elevada imunoexpressão da COX-2 é frequente em QAs; no entanto, essa proteína não esteve associada ao risco de transformação maligna nos casos analisados. A aplicação tópica do gel de diclofenaco sódico a 3% forneceu uma abordagem conveniente, não invasiva e bem tolerada na maioria dos casos, podendo constituir uma alternativa promissora no tratamento da queilite actínica.

6
  • LEORIK PEREIRA DA SILVA
  • ESTUDO DA IMUNOEXPRESSÃO DA PROTEÍNA ENDONUCLEASE APURÍNICA/APURIMIDÍNICA (APE-1) EM ADENOMAS PLEOMÓRFICOS E CARCINOMAS Ex-ADENOMAS PLEOMÓRFICOS


  • Orientador : CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • ANA PAULA VERAS SOBRAL
  • Data: 19/02/2016

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  • Introdução: A endonuclease apurínica/apurimidínica (APE-1) é uma proteína essencial para a via do reparo por excisão de bases (BER) do DNA, além de regulação de atividades redox. A capacidade de células malignas em reconhecer e reparar danos no DNA é um mecanismo importante para sobrevivência tumoral, e estudos recentes sugerem que a superexpressão da APE-1 pode se relacionar com o pobre prognóstico em alguns tumores. Objetivo: Analisar a imunoexpressão da APE-1 em Adenomas Pleomórficos (AP) e Carcinomas Ex-Adenomas Pleomórficos (CaExAP) de glândulas salivares. Materiais e Métodos: Foram selecionados 49 tumores fixados em formol e incluídos em parafina (33 AP e 16 CaExAP) que foram submetidos a estudo imuno-histoquímico pela técnica da imunoperoxidase. A imunoexpressão da APE-1 foi avaliada de forma quantitativa pelo percentual de células imunopositivas. Para análise estatística foi adotado nível de significância de 5% (p ≤ 0,05).  Resultados: Todos os casos de AP e CaExAP (n=49) foram positivos para APE-1, no entanto, houve maior expressão em CaExAP  havendo diferença estatisticamente relevante (p<0,001). Não foi encontrada associação da expressão da APE-1 entre tumores de glândula salivar maior ou menor, entretanto, em AP não encapsulados (Mediana de expressão= 54,2%) houve maior expressão quando comparados a tumores encapsulados (p=0,02). A superexpressão da APE-1 foi constatada principalmente em casos de CaExAP com metástase linfonodal (Mediana de expressão= 90,3% - p=0,002) e padrão invasivo (Mediana de expressão= 89,9% - p=0,003) quando comparados aos casos sem metástase e intracapsulares. Conclusão: Este estudo sugere que a APE-1 encontra-se desregulada nos tumores estudados. A maior expressão da APE-1 está associada com a ausência de cápsula completa em AP e a superexpressão está relacionada com o comportamento mais agressivo do CaExAP.


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  • Introdução: A endonuclease apurínica/apurimidínica (APE-1) é uma proteína essencial para a via do reparo por excisão de bases (BER) do DNA, além de regulação de atividades redox. A capacidade de células malignas em reconhecer e reparar danos no DNA é um mecanismo importante para sobrevivência tumoral, e estudos recentes sugerem que a superexpressão da APE-1 pode se relacionar com o pobre prognóstico em alguns tumores. Objetivo: Analisar a imunoexpressão da APE-1 em Adenomas Pleomórficos (AP) e Carcinomas Ex-Adenomas Pleomórficos (CaExAP) de glândulas salivares. Materiais e Métodos: Foram selecionados 49 tumores fixados em formol e incluídos em parafina (33 AP e 16 CaExAP) que foram submetidos a estudo imuno-histoquímico pela técnica da imunoperoxidase. A imunoexpressão da APE-1 foi avaliada de forma quantitativa pelo percentual de células imunopositivas. Para análise estatística foi adotado nível de significância de 5% (p ≤ 0,05).  Resultados: Todos os casos de AP e CaExAP (n=49) foram positivos para APE-1, no entanto, houve maior expressão em CaExAP  havendo diferença estatisticamente relevante (p<0,001). Não foi encontrada associação da expressão da APE-1 entre tumores de glândula salivar maior ou menor, entretanto, em AP não encapsulados (Mediana de expressão= 54,2%) houve maior expressão quando comparados a tumores encapsulados (p=0,02). A superexpressão da APE-1 foi constatada principalmente em casos de CaExAP com metástase linfonodal (Mediana de expressão= 90,3% - p=0,002) e padrão invasivo (Mediana de expressão= 89,9% - p=0,003) quando comparados aos casos sem metástase e intracapsulares. Conclusão: Este estudo sugere que a APE-1 encontra-se desregulada nos tumores estudados. A maior expressão da APE-1 está associada com a ausência de cápsula completa em AP e a superexpressão está relacionada com o comportamento mais agressivo do CaExAP.

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  • THALITA SANTANA CONCEIÇÃO
  • IMUNOEXPRESSÃO DAS PROTEÍNAS APE-1 E XRCC-1 EM CARCINOMA EPIDERMOIDE DE LÍNGUA ORAL

  • Orientador : ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • RICARDO DELLA COLLETA
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 19/02/2016

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  • Os sistemas de reparo do DNA desempenham um papel crítico na proteção do genoma humano contra danos causados por agentes cancerígenos presentes no ambiente. Mutações em genes de reparo de DNA podem ser responsáveis pelo desenvolvimento de tumores e de resistência das células malignas a agentes quimioterapêuticos. A principal via de reparo de danos oxidativos do DNA é a via de reparo por excisão de bases. O objetivo deste estudo foi investigar a imunoexpressão da APE-1 e XRCC-1, que são proteínas envolvidas no reparo do DNA por excisão de bases, e sua associação com parâmetros clínicos e histopatológicos em carcinoma epidermoide de língua oral (CELO), a fim de investigar um possível valor prognóstico para essas proteínas. A expressão de APE-1 e XRCC-1 foi avaliada por meio de imuno-histoquímica em 50 casos de CELO. Os dados clínicos foram coletados no prontuário médico de cada paciente e a gradação histopatológica foi efetuada para cada caso. A análise estatística com os testes de Qui-quadrado e Exato de Fisher foi realizada para determinar a associação entre as expressões das proteínas e características clínico-patológicas; adotou-se um valor de significância de p<0,05. APE-1 foi altamente expressa no núcleo e no citoplasma em 56% dos casos. XRCC-1 mostrou alta expressão apenas no núcleo em 60% dos casos. A alta expressão de XRCC-1 foi significativamente associada aos estádios clínicos I e II (p = 0,02). Ambas as proteínas não foram associadas a outros parâmetros clínicos ou gradação histopatológica. Por fim, nossos resultados demonstraram que as proteínas de reparo do DNA por excisão de bases APE-1 e XRCC-1 estão positivamente expressas em CELO, no entanto, não estão relacionadas com parâmetros clínicos e histológicos, exceto a associação de XRCC-1 com melhor estadiamento clínico. Os resultados deste experimento indicam que a expressão imuno-histoquímica dessas proteínas não possui valor prognóstico para esta neoplasia.


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  • Os sistemas de reparo do DNA desempenham um papel crítico na proteção do genoma humano contra danos causados por agentes cancerígenos presentes no ambiente. Mutações em genes de reparo de DNA podem ser responsáveis pelo desenvolvimento de tumores e de resistência das células malignas a agentes quimioterapêuticos. A principal via de reparo de danos oxidativos do DNA é a via de reparo por excisão de bases. O objetivo deste estudo foi investigar a imunoexpressão da APE-1 e XRCC-1, que são proteínas envolvidas no reparo do DNA por excisão de bases, e sua associação com parâmetros clínicos e histopatológicos em carcinoma epidermoide de língua oral (CELO), a fim de investigar um possível valor prognóstico para essas proteínas. A expressão de APE-1 e XRCC-1 foi avaliada por meio de imuno-histoquímica em 50 casos de CELO. Os dados clínicos foram coletados no prontuário médico de cada paciente e a gradação histopatológica foi efetuada para cada caso. A análise estatística com os testes de Qui-quadrado e Exato de Fisher foi realizada para determinar a associação entre as expressões das proteínas e características clínico-patológicas; adotou-se um valor de significância de p<0,05. APE-1 foi altamente expressa no núcleo e no citoplasma em 56% dos casos. XRCC-1 mostrou alta expressão apenas no núcleo em 60% dos casos. A alta expressão de XRCC-1 foi significativamente associada aos estádios clínicos I e II (p = 0,02). Ambas as proteínas não foram associadas a outros parâmetros clínicos ou gradação histopatológica. Por fim, nossos resultados demonstraram que as proteínas de reparo do DNA por excisão de bases APE-1 e XRCC-1 estão positivamente expressas em CELO, no entanto, não estão relacionadas com parâmetros clínicos e histológicos, exceto a associação de XRCC-1 com melhor estadiamento clínico. Os resultados deste experimento indicam que a expressão imuno-histoquímica dessas proteínas não possui valor prognóstico para esta neoplasia.

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  • HUGO COSTA NETO
  • AVALIAÇÃO IMUNOISTOQUÍMICA DE CD34 E TRIPTASE EM CISTOS ODONTOGÊNICOS RADICULARES E CISTOS DENTÍGEROS INFLAMADOS

  • Orientador : HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MANUEL ANTONIO GORDON NUNEZ
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • Data: 22/02/2016

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  • Dentre os cistos odontogênicos comumente encontrados na prática clínica odontológica, os cistos radiculares (CRs) e os cistos dentígeros (CDs) representam conjuntamente os mais frequentes cistos dos ossos gnáticos. Os cistos odontogênicos possuem origem inflamatória ou de desenvolvimento. No entanto, alterações inflamatórias secundárias podem ser vistas nos últimos. Alguns estudos têm identificado os mastócitos nessas lesões císticas e sua possível relação com a angiogênese. Nesta perspectiva, a presente pesquisa objetivou avaliar e comparar a expressão imunoistoquímica do CD34 e da triptase em CDs inflamados e CRs e verificar se os mastócitos influenciam na angiogênese destas lesões. Para tanto, foram selecionados 20 casos de CDs inflamados e 20 casos de CRs para serem submetidos à análise morfológica e imunoistoquímica. A imunomarcação de cada caso foi avaliada de forma quantitativa. Após a identificação das áreas de maior imunorreatividade, foram analisadas a densidade microvascular (DMV), a área microvascular (AMV) e o perímetro microvascular (PMV) mensurados através da imunoexpressão do CD34 e a densidade dos mastócitos (DMC) mensurada por meio da imunoexpressão da triptase, realizadas nas mesmas áreas dos consecutivos campos representativos de cada caso. A análise estatística foi realizada através dos testes de Mann-Whitney, Qui-quadrado de Pearson, Exato de Fisher e Correlação de Spearman (r), com nível de significância estabelecido em 5% (p < 0,05). Os resultados demonstram diferenças estatisticamente significativas entre as lesões císticas supracitadas em relação à avaliação da DMC (p < 0,001). Além disso, a análise da DMV revelou diferenças estatisticamente significativas entre as lesões císticas (p = 0,007) e também no que se refere à intensidade do infiltrado inflamatório (p = 0,021). Por fim, observou-se nos casos de CDs inflamados, moderada correlação positiva entre a DMC e a AMV (r = 0,660; p = 0,002), assim como moderada correlação positiva entre a DMC e o PMV (r = 0,634; p = 0,003). Face ao exposto, pode-se concluir que os mastócitos participam em diferentes etapas da angiogênese associada à inflamação dos CRs e CDs.


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  • Dentre os cistos odontogênicos comumente encontrados na prática clínica odontológica, os cistos radiculares (CRs) e os cistos dentígeros (CDs) representam conjuntamente os mais frequentes cistos dos ossos gnáticos. Os cistos odontogênicos possuem origem inflamatória ou de desenvolvimento. No entanto, alterações inflamatórias secundárias podem ser vistas nos últimos. Alguns estudos têm identificado os mastócitos nessas lesões císticas e sua possível relação com a angiogênese. Nesta perspectiva, a presente pesquisa objetivou avaliar e comparar a expressão imunoistoquímica do CD34 e da triptase em CDs inflamados e CRs e verificar se os mastócitos influenciam na angiogênese destas lesões. Para tanto, foram selecionados 20 casos de CDs inflamados e 20 casos de CRs para serem submetidos à análise morfológica e imunoistoquímica. A imunomarcação de cada caso foi avaliada de forma quantitativa. Após a identificação das áreas de maior imunorreatividade, foram analisadas a densidade microvascular (DMV), a área microvascular (AMV) e o perímetro microvascular (PMV) mensurados através da imunoexpressão do CD34 e a densidade dos mastócitos (DMC) mensurada por meio da imunoexpressão da triptase, realizadas nas mesmas áreas dos consecutivos campos representativos de cada caso. A análise estatística foi realizada através dos testes de Mann-Whitney, Qui-quadrado de Pearson, Exato de Fisher e Correlação de Spearman (r), com nível de significância estabelecido em 5% (p < 0,05). Os resultados demonstram diferenças estatisticamente significativas entre as lesões císticas supracitadas em relação à avaliação da DMC (p < 0,001). Além disso, a análise da DMV revelou diferenças estatisticamente significativas entre as lesões císticas (p = 0,007) e também no que se refere à intensidade do infiltrado inflamatório (p = 0,021). Por fim, observou-se nos casos de CDs inflamados, moderada correlação positiva entre a DMC e a AMV (r = 0,660; p = 0,002), assim como moderada correlação positiva entre a DMC e o PMV (r = 0,634; p = 0,003). Face ao exposto, pode-se concluir que os mastócitos participam em diferentes etapas da angiogênese associada à inflamação dos CRs e CDs.

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  • PATRÍCIA GUERRA PEIXE
  • Estudo imunoistoquímico do CD34 e podoplanina no tecido gengival clinicamente saudável e com doença
     periodontal
  • Orientador : BRUNO CESAR DE VASCONCELOS GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRUNA RAFAELA MARTINS DOS SANTOS
  • BRUNO CESAR DE VASCONCELOS GURGEL
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 22/02/2016

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  • A angiogênese e a linfangiogênese são alterações também decorrentes da inflamação gengival provocada por microrganismos presentes no biofilme dental, bem como pela a migração de células de defesa e secreção de mediadores inflamatórios no local da agressão. Este estudo teve por objetivo avaliar a angiogênese e linfangiogênese em 90 espécimes de biópsias de tecido gengival clinicamente saudável, com gengivite e com periodontite crônicas. Os cortes histológicos foram avaliados pela coloração de hematoxilina e eosina e pela técnica de imunoistoquímica através da imunomarcação de CD34 e podoplanina, para avaliar, respectivamente, o índice angiogênico e linfangiogênico, por meio da técnica de contagem microvascular. Os resultados mostraram que há correlação entre os índices (p=0,030), porém, mostrou que na periodontite há menos números de vasos linfáticos do que no tecido gengival clinicamente saudável (p=0,016). A podoplanina mostrou marcação no epitélio e que há relação da intensidade de marcação com a intensidade do infiltrado inflamatório, sendo mais intensa a marcação na presença de infiltrado inflamatório severo (p=0,033). Concluiu-se neste estudo que há menor número de vasos sanguíneos na periodontite em comparação com a gengiva clinicamente saudável. As sinalizações presentes no processo inflamatório, bem como o real papel da vasculatura sanguínea e linfática gengival ainda não estão totalmente elucidadas


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  • A angiogênese e a linfangiogênese são alterações também decorrentes da inflamação gengival provocada por microrganismos presentes no biofilme dental, bem como pela a migração de células de defesa e secreção de mediadores inflamatórios no local da agressão. Este estudo teve por objetivo avaliar a angiogênese e linfangiogênese em 90 espécimes de biópsias de tecido gengival clinicamente saudável, com gengivite e com periodontite crônicas. Os cortes histológicos foram avaliados pela coloração de hematoxilina e eosina e pela técnica de imunoistoquímica através da imunomarcação de CD34 e podoplanina, para avaliar, respectivamente, o índice angiogênico e linfangiogênico, por meio da técnica de contagem microvascular. Os resultados mostraram que há correlação entre os índices (p=0,030), porém, mostrou que na periodontite há menos números de vasos linfáticos do que no tecido gengival clinicamente saudável (p=0,016). A podoplanina mostrou marcação no epitélio e que há relação da intensidade de marcação com a intensidade do infiltrado inflamatório, sendo mais intensa a marcação na presença de infiltrado inflamatório severo (p=0,033). Concluiu-se neste estudo que há menor número de vasos sanguíneos na periodontite em comparação com a gengiva clinicamente saudável. As sinalizações presentes no processo inflamatório, bem como o real papel da vasculatura sanguínea e linfática gengival ainda não estão totalmente elucidadas

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  • MARA LUANA BATISTA SEVERO
  • Imunoexpressão de receptores de calcitonina e corticosteróides em lesões centrais de células gigantes dos ossos maxilares

  • Orientador : ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • GUSTAVO PINA GODOY
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • Data: 25/02/2016

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  • Objetivo desse estudo foi analisar a imunoexpressão de receptores de calcitonina (CTRs) e glicocorticoides (GCRs) em lesões centrais de células gigantes (LCCGs) agressivas e não agressivas. Trata-se de um estudo imuno-histoquímico (técnica da imunoperoxidase), quantitativo e descritivo de 52 casos de LCCGs dos ossos maxilares, nos quais 13 pacientes portadores de LCCG foram tratados com triancinolona intralesional ou calcitonina spray intranasal. A média de imunomarcação foi comparada entre os tipos celulares e subtipo clínico da lesão. O teste de Mann-Whitney foi realizado para essas comparações. Dos 52 casos de LCCGs, 53.8% eram do gênero feminino, com uma média de idade de 25.69 anos. A mandíbula foi o sítio anatômico mais acometido. Trinta casos (57.7%) foram de LCCGs agressivas e 22 (42.3%) de não agressivas. A cirurgia foi o tratamento de escolha em 75% das LCCGs estudadas. Em 56.7% das LCCGs agressivas foi realizada cirurgia, enquanto 43.4% foram submetidas ao tratamento conservador. Dos submetidos ao tratamento conservador, a maioria (n = 8; 61.5%) respondeu bem ao tratamento. A expressão de CTR foi evidenciada em 67.3% da amostra e para o GCR em 96.15% dos casos. Não houve diferença estatisticamente significante entre a expressão de CTRs e GCRs em células mononucleares e multinucleadas das LCCGs em relação à agressividade, em relação ao tratamento realizado para os casos de lesões agressivas e em relação à resposta ao tratamento conservador realizado nos casos de LCCGs agressivas (p>0.05). Os resultados da nossa pesquisa sugerem que a imunoexpressão dos CTRs e GCRs não influenciou na resposta ao tratamento clínico com calcitonina ou triancinolona na amostra estudada e exibiu uma expressão variada independente da agressividade da lesão.


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  • Objetivo desse estudo foi analisar a imunoexpressão de receptores de calcitonina (CTRs) e glicocorticoides (GCRs) em lesões centrais de células gigantes (LCCGs) agressivas e não agressivas. Trata-se de um estudo imuno-histoquímico (técnica da imunoperoxidase), quantitativo e descritivo de 52 casos de LCCGs dos ossos maxilares, nos quais 13 pacientes portadores de LCCG foram tratados com triancinolona intralesional ou calcitonina spray intranasal. A média de imunomarcação foi comparada entre os tipos celulares e subtipo clínico da lesão. O teste de Mann-Whitney foi realizado para essas comparações. Dos 52 casos de LCCGs, 53.8% eram do gênero feminino, com uma média de idade de 25.69 anos. A mandíbula foi o sítio anatômico mais acometido. Trinta casos (57.7%) foram de LCCGs agressivas e 22 (42.3%) de não agressivas. A cirurgia foi o tratamento de escolha em 75% das LCCGs estudadas. Em 56.7% das LCCGs agressivas foi realizada cirurgia, enquanto 43.4% foram submetidas ao tratamento conservador. Dos submetidos ao tratamento conservador, a maioria (n = 8; 61.5%) respondeu bem ao tratamento. A expressão de CTR foi evidenciada em 67.3% da amostra e para o GCR em 96.15% dos casos. Não houve diferença estatisticamente significante entre a expressão de CTRs e GCRs em células mononucleares e multinucleadas das LCCGs em relação à agressividade, em relação ao tratamento realizado para os casos de lesões agressivas e em relação à resposta ao tratamento conservador realizado nos casos de LCCGs agressivas (p>0.05). Os resultados da nossa pesquisa sugerem que a imunoexpressão dos CTRs e GCRs não influenciou na resposta ao tratamento clínico com calcitonina ou triancinolona na amostra estudada e exibiu uma expressão variada independente da agressividade da lesão.

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  • EDUARDO ALONSO CRUZ MONROY
  • Análise da imunoexpressão de Oct-4 e CD44 em lesões odontogênicas epiteliais benignas

  • Orientador : LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • Data: 26/02/2016

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  • Lesões odontogênicas epiteliais benignas são entidades de grande importância clínica que se desenvolvem nos ossos maxilares a partir dos tecidos que formam os dentes. Tem sido demonstrado que em tumores benignos e malignos, estão presentes um grande número de células tronco tumorais, as quais tem grandes implicações no desenvolvimento dos tumores. Oct-4 e CD44 têm sido demostrados como importantes marcadores para células-tronco tumorais. O objetivo deste estudo foi identificar células epiteliais que expressam marcadores de células tronco através da expressão imuno-histoquímica de Oct-4 e CD44 em uma série de casos de lesões odontogênicas epiteliais benígnas. A amostra foi constituída por 20 casos de ceratocisto odontogênico (CCO), 20 caos de Ameloblastoma sólido/multicístico e 20 casos de Tumor Odontogênico Adenomatoide (TOA). A expressão de Oct-4 e CD44 foi avaliada no epitélio das lesões através do percentual de células positivas(PP) e da intensidade da expressão ( IE ), sendo realizado o somatório destes escores, resultando na Pontuação de Imunomarcação Total (PIT) que variou de 0 a 7. Os resultados do presente estudo foram analisados pelo valor da pontuação de PIT. Todos os casos apresentaram positividade para os dois marcadores e a maioria exibiu alta expressão para ambos os marcadores. A análise da expressão de Oct-4 não revelou diferenças estatisticamente significativas (p = 0,406) entre as lesões estudadas. Com relação à expressão do CD44, houve diferença estatisticamente significativa entre os casos de ameloblastoma e CCO, apresentando este último maior número de casos no score 7 (p = 0,034). Na analise da correlação da imunoexpressão de ambos os marcadores nas três lesões estudadas, não houve correlação estatisticamente significativa . Os resultados do presente estudo identificaram a presença de células com características troncais dispostas em locais variados do componente epitelial das lesões ora estudadas sugerindo a sua possível participação na histogênese e diferenciação em lesões odontogênicas epiteliais benignas contribuindo assim para o desenvolvimento destas lesões.


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  • Lesões odontogênicas epiteliais benignas são entidades de grande importância clínica que se desenvolvem nos ossos maxilares a partir dos tecidos que formam os dentes. Tem sido demonstrado que em tumores benignos e malignos, estão presentes um grande número de células tronco tumorais, as quais tem grandes implicações no desenvolvimento dos tumores. Oct-4 e CD44 têm sido demostrados como importantes marcadores para células-tronco tumorais. O objetivo deste estudo foi identificar células epiteliais que expressam marcadores de células tronco através da expressão imuno-histoquímica de Oct-4 e CD44 em uma série de casos de lesões odontogênicas epiteliais benígnas. A amostra foi constituída por 20 casos de ceratocisto odontogênico (CCO), 20 caos de Ameloblastoma sólido/multicístico e 20 casos de Tumor Odontogênico Adenomatoide (TOA). A expressão de Oct-4 e CD44 foi avaliada no epitélio das lesões através do percentual de células positivas(PP) e da intensidade da expressão ( IE ), sendo realizado o somatório destes escores, resultando na Pontuação de Imunomarcação Total (PIT) que variou de 0 a 7. Os resultados do presente estudo foram analisados pelo valor da pontuação de PIT. Todos os casos apresentaram positividade para os dois marcadores e a maioria exibiu alta expressão para ambos os marcadores. A análise da expressão de Oct-4 não revelou diferenças estatisticamente significativas (p = 0,406) entre as lesões estudadas. Com relação à expressão do CD44, houve diferença estatisticamente significativa entre os casos de ameloblastoma e CCO, apresentando este último maior número de casos no score 7 (p = 0,034). Na analise da correlação da imunoexpressão de ambos os marcadores nas três lesões estudadas, não houve correlação estatisticamente significativa . Os resultados do presente estudo identificaram a presença de células com características troncais dispostas em locais variados do componente epitelial das lesões ora estudadas sugerindo a sua possível participação na histogênese e diferenciação em lesões odontogênicas epiteliais benignas contribuindo assim para o desenvolvimento destas lesões.

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  • LUIZ ARTHUR BARBOSA DA SILVA
  • Correlação da imunoexpressão do fator de choque térmico 1 (HSF1) com aspectos clinicopatológicos de carcinomas de células escamosas de língua oral

  • Orientador : MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • GUSTAVO PINA GODOY
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • Data: 26/02/2016

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  • O carcinoma de células escamosas oral apresenta altas taxas de morbidade e mortalidade na população, com isso, enormes esforços estão sendo feitos para categorizar alterações morfológicas e identificar biomarcadores que tenham valor prognóstico, bem como que estratifiquem os pacientes em opções terapêuticas individualizadas. Nessa perspectiva, destaca-se o fator do choque térmico 1 (HSF1), o qual é um fator de transcrição de proteínas do choque térmico (HSPs) que permite ao câncer lidar com estressores associados à malignidade, atuando de diferentes formas na progressão tumoral. Esta pesquisa objetivou realizar a análise clinicopatológica de 70 casos de carcinoma de células escamosas de língua oral (CCELO) e o estudo imunoistoquímico dos níveis de expressão da proteína HSF1 em CCELO em comparação com 30 espécimes de mucosa oral normal (MON), correlacionando-se, ainda, esta imunoexpressão com aspectos clinicopatológicos do CCELO. Quanto aos casos de CCELO, 57,1% exibiram estadiamento clínico III ou IV, 82,9% foram gradados como de alto grau segundo Bryne (1998) e 47,1% como de alto risco de malignidade segundo Brandwein-Gensler et al., (2005). Foi observada uma taxa de sobrevida livre de doença de 47,84% e taxa de sobrevida global de 68,20% nos casos analisados e que o alto grau de malignidade segundo a Gradação de Bryne (1998) (p= 0,05) e tamanho do tumor T3 ou T4 (p= 0,04), recidiva local (p= 0,02) e invasão perineural (p= 0,02) determinaram impactos negativos nesses tempos de sobrevida. Estes resultados corroboram as informações consolidadas na literatura quanto à influência negativa de alguns indicadores clinicopatológicos na sobrevida dos pacientes com CCELO. Encontrou-se resultado estatisticamente significativo (p<0,01) quando comparou-se a imunoexpressão de HSF1 entre a MON e o CCELO. Esta significativa maior expressão de HSF1 nos casos de CCELO sugere que esta proteína atue, de fato, no processo de patogênese desta lesão. Entretanto, não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre esta superexpressão com os parâmetros clínicopatológicos analisados. Esse achado pode refletir a influência de eventos epigenéticos sobre o gene HSF1 ou uma possível estabilidade da expressão desta proteína ao longo da progressão da doença.


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  • O carcinoma de células escamosas oral apresenta altas taxas de morbidade e mortalidade na população, com isso, enormes esforços estão sendo feitos para categorizar alterações morfológicas e identificar biomarcadores que tenham valor prognóstico, bem como que estratifiquem os pacientes em opções terapêuticas individualizadas. Nessa perspectiva, destaca-se o fator do choque térmico 1 (HSF1), o qual é um fator de transcrição de proteínas do choque térmico (HSPs) que permite ao câncer lidar com estressores associados à malignidade, atuando de diferentes formas na progressão tumoral. Esta pesquisa objetivou realizar a análise clinicopatológica de 70 casos de carcinoma de células escamosas de língua oral (CCELO) e o estudo imunoistoquímico dos níveis de expressão da proteína HSF1 em CCELO em comparação com 30 espécimes de mucosa oral normal (MON), correlacionando-se, ainda, esta imunoexpressão com aspectos clinicopatológicos do CCELO. Quanto aos casos de CCELO, 57,1% exibiram estadiamento clínico III ou IV, 82,9% foram gradados como de alto grau segundo Bryne (1998) e 47,1% como de alto risco de malignidade segundo Brandwein-Gensler et al., (2005). Foi observada uma taxa de sobrevida livre de doença de 47,84% e taxa de sobrevida global de 68,20% nos casos analisados e que o alto grau de malignidade segundo a Gradação de Bryne (1998) (p= 0,05) e tamanho do tumor T3 ou T4 (p= 0,04), recidiva local (p= 0,02) e invasão perineural (p= 0,02) determinaram impactos negativos nesses tempos de sobrevida. Estes resultados corroboram as informações consolidadas na literatura quanto à influência negativa de alguns indicadores clinicopatológicos na sobrevida dos pacientes com CCELO. Encontrou-se resultado estatisticamente significativo (p<0,01) quando comparou-se a imunoexpressão de HSF1 entre a MON e o CCELO. Esta significativa maior expressão de HSF1 nos casos de CCELO sugere que esta proteína atue, de fato, no processo de patogênese desta lesão. Entretanto, não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre esta superexpressão com os parâmetros clínicopatológicos analisados. Esse achado pode refletir a influência de eventos epigenéticos sobre o gene HSF1 ou uma possível estabilidade da expressão desta proteína ao longo da progressão da doença.

Teses
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  • CLARISSA FAVERO DEMEDA
  • Análise do comportamento das linhagens celulares SCC-25, SAS e HSC-3 frente à presença dos exossomos derivados dos macrófagos (TAMs) dos subtipos M1 e M2

  • Orientador : LEAO PEREIRA PINTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • JOHANNA KATARIINA KORVALA
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • RICARDO DELLA COLLETA
  • Data: 17/02/2016

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  • Os exossomos são responsáveis pela comunicação célula-célula e podem influenciar na progressão tumoral, metástase e eficácia terapêutica. Dentre as células capazes de secretar exossomos estão as células tumorais e as células imunes. Sabe-se que a presença das células imunes é importante para erradicar os tumores. No entanto, achados recentes demonstram que a inflamação pode promover o crescimento tumoral. Os macrófagos associados a tumores (TAMs) são conhecidos por apresentarem diferentes subtipos, M1 e M2, capazes de secretarem exossomos. O presente estudo se propôs a observar o comportamento dos exossomos derivados dos TAMs, dos subtipos 1 e 2, frente a cultura de células humanas SCC-25, HSC-3 e SAS derivadas de CE de língua, por meio da análise da capacidade de invasão, proliferação e viabilidade das células tumorais na presença dos exossomos. Observou-se que as microvesículas derivadas dos TAMs apresentam positividade para CD63, caracterizando-as como exossomos. Os exossomos dos TAMs do subtipo M2 foram os únicos a apresentarem marcação para TGF-β, quando em comparação com os exossomos M1, THP1 e das linhagens celulares de CE, sugerindo que os exossomos M2 podem ser responsáveis pela expressão de TGF-β nas células tumorais, uma vez que são internalizados. Nos ensaios de migração, observou-se que as células SCC-25 em presença de meio de cultura DMEM F/12, apresentaram maior capacidade de invasão frente aos exossomos M2 (p≤0,001), para concentração de 0,1 µg/ml. Para as células HSC-3 e SAS, não foi observada relação estatisticamente significante entre a presença de exossomos cultivados juntamente com as células tumorais e a capacidade de invasão celular (p>0,05). Quando os exossomos foram colocados no compartimento inferior do transwell, as células HSC-3 em presença dos exossomos M2 (1,0 µg/ml) apresentaram maior capacidade de invasão (p≤0,001). O teste de viabilidade demonstrou que as células HSC-3 tornam-se mais viáveis frente à presença dos exossomos M2 (p≤0,001) na concentração de 50 µg/ml. Para as células SCC-25, o resultado foi o mesmo (p≤0,05). A imunofluorescência demonstrou a internalização dos exossomos nas linhagens celulares estudadas. Os achados sugerem que a presença de exossomos M2, frente às culturas de células de CE de língua, pode ser um campo de pesquisa importante para futuros estudos com terapias-alvo.


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  • Os exossomos são responsáveis pela comunicação célula-célula e podem influenciar na progressão tumoral, metástase e eficácia terapêutica. Dentre as células capazes de secretar exossomos estão as células tumorais e as células imunes. Sabe-se que a presença das células imunes é importante para erradicar os tumores. No entanto, achados recentes demonstram que a inflamação pode promover o crescimento tumoral. Os macrófagos associados a tumores (TAMs) são conhecidos por apresentarem diferentes subtipos, M1 e M2, capazes de secretarem exossomos. O presente estudo se propôs a observar o comportamento dos exossomos derivados dos TAMs, dos subtipos 1 e 2, frente a cultura de células humanas SCC-25, HSC-3 e SAS derivadas de CE de língua, por meio da análise da capacidade de invasão, proliferação e viabilidade das células tumorais na presença dos exossomos. Observou-se que as microvesículas derivadas dos TAMs apresentam positividade para CD63, caracterizando-as como exossomos. Os exossomos dos TAMs do subtipo M2 foram os únicos a apresentarem marcação para TGF-β, quando em comparação com os exossomos M1, THP1 e das linhagens celulares de CE, sugerindo que os exossomos M2 podem ser responsáveis pela expressão de TGF-β nas células tumorais, uma vez que são internalizados. Nos ensaios de migração, observou-se que as células SCC-25 em presença de meio de cultura DMEM F/12, apresentaram maior capacidade de invasão frente aos exossomos M2 (p≤0,001), para concentração de 0,1 µg/ml. Para as células HSC-3 e SAS, não foi observada relação estatisticamente significante entre a presença de exossomos cultivados juntamente com as células tumorais e a capacidade de invasão celular (p>0,05). Quando os exossomos foram colocados no compartimento inferior do transwell, as células HSC-3 em presença dos exossomos M2 (1,0 µg/ml) apresentaram maior capacidade de invasão (p≤0,001). O teste de viabilidade demonstrou que as células HSC-3 tornam-se mais viáveis frente à presença dos exossomos M2 (p≤0,001) na concentração de 50 µg/ml. Para as células SCC-25, o resultado foi o mesmo (p≤0,05). A imunofluorescência demonstrou a internalização dos exossomos nas linhagens celulares estudadas. Os achados sugerem que a presença de exossomos M2, frente às culturas de células de CE de língua, pode ser um campo de pesquisa importante para futuros estudos com terapias-alvo.

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  • ANA LUIZA DIAS LEITE DE ANDRADE
  • Análise do papel dos exossomos derivados das linhagens celulares SCC-15 e HSC-3 no processo de angiogênese tumoral

  • Orientador : HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • RICARDO DELLA COLLETA
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 18/02/2016

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  • Os exossomos são vesículas extracelulares originadas por brotamento interno da membrana de endossomos tardios que representam uma eficiente forma de comunicação intercelular e são produzidos por uma variedade de tipos celulares. Devido às suas múltiplas funções biológicas, o foco de alguns estudos atuais tem se concentrado na análise do seu papel no desenvolvimento do câncer, progressão da doença, invasão, angiogênese e formação de metástases tumorais. Nesta perspectiva, o presente estudo objetivou analisar duas linhagens celulares de carcinomas epidermoide oral (CEO) (SCC-15 e HSC-3) quanto ao seu potencial invasivo e migratório, bem como caracterizar os exossomos secretados por tais células e avaliar seus efeitos sobre uma linhagem de células endoteliais (HUVEC), em relação à sua capacidade de formação de estruturas vasculares, taxas de migração, proliferação e índices de apoptose/necrose. Médias significativamente maiores de células com potencial invasivo (p=<0,0001) e migratório (p=<0,0001) foram observadas para a linhagem HSC-3. Ultraestruturalmente, verificou-se que as partículas derivadas da linhagem SCC-15 exibiram morfologia arredondada e diâmetro inferior a 150 nm. Nenhuma diferença estatisticamente significativa foi revelada entre as linhagens celulares estudadas, considerando a quantificação de nanovesículas (p=0,2252) e tamanho exossomal (p=0,1765). Por imunofluorescência indireta, identificou-se que 22,15% dos exossomos secretados pelas células SCC-15 e 18,37% dos exossomos derivados da linhagem HSC-3 expressaram o anticorpo anti-Anexina. No que se refere aos ensaios funcionais com as HUVECs, o tratamento com exossomos derivados da linhagem SCC-15 induziu um aumento significativo da capacidade de formação de estruturas vasculares (p=<0,0001), potencial migratório (p=0,0016) e taxa de apoptose (p=<0,0001), enquanto que uma redução da proliferação celular foi apontada (p=0,0030). Por outro lado, o tratamento com exossomos secretados pela linhagem HSC-3 promoveu uma redução significativa da formação tubular (p=<0,0001), motilidade (p=0,0042) e proliferação celular (p=0,0010), ao passo que nenhuma diferença estatisticamente significativa foi observada no índice apoptótico (p=0,3004). Os resultados do presente estudo indicaram a participação dos exossomos derivados de linhagens de CEO no processo de angiogênese tumoral, onde as células SCC-15 exibiram forte resposta proangiogênica e a linhagem HSC-3 demonstrou efeito antiangiogênico.


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  • Os exossomos são vesículas extracelulares originadas por brotamento interno da membrana de endossomos tardios que representam uma eficiente forma de comunicação intercelular e são produzidos por uma variedade de tipos celulares. Devido às suas múltiplas funções biológicas, o foco de alguns estudos atuais tem se concentrado na análise do seu papel no desenvolvimento do câncer, progressão da doença, invasão, angiogênese e formação de metástases tumorais. Nesta perspectiva, o presente estudo objetivou analisar duas linhagens celulares de carcinomas epidermoide oral (CEO) (SCC-15 e HSC-3) quanto ao seu potencial invasivo e migratório, bem como caracterizar os exossomos secretados por tais células e avaliar seus efeitos sobre uma linhagem de células endoteliais (HUVEC), em relação à sua capacidade de formação de estruturas vasculares, taxas de migração, proliferação e índices de apoptose/necrose. Médias significativamente maiores de células com potencial invasivo (p=<0,0001) e migratório (p=<0,0001) foram observadas para a linhagem HSC-3. Ultraestruturalmente, verificou-se que as partículas derivadas da linhagem SCC-15 exibiram morfologia arredondada e diâmetro inferior a 150 nm. Nenhuma diferença estatisticamente significativa foi revelada entre as linhagens celulares estudadas, considerando a quantificação de nanovesículas (p=0,2252) e tamanho exossomal (p=0,1765). Por imunofluorescência indireta, identificou-se que 22,15% dos exossomos secretados pelas células SCC-15 e 18,37% dos exossomos derivados da linhagem HSC-3 expressaram o anticorpo anti-Anexina. No que se refere aos ensaios funcionais com as HUVECs, o tratamento com exossomos derivados da linhagem SCC-15 induziu um aumento significativo da capacidade de formação de estruturas vasculares (p=<0,0001), potencial migratório (p=0,0016) e taxa de apoptose (p=<0,0001), enquanto que uma redução da proliferação celular foi apontada (p=0,0030). Por outro lado, o tratamento com exossomos secretados pela linhagem HSC-3 promoveu uma redução significativa da formação tubular (p=<0,0001), motilidade (p=0,0042) e proliferação celular (p=0,0010), ao passo que nenhuma diferença estatisticamente significativa foi observada no índice apoptótico (p=0,3004). Os resultados do presente estudo indicaram a participação dos exossomos derivados de linhagens de CEO no processo de angiogênese tumoral, onde as células SCC-15 exibiram forte resposta proangiogênica e a linhagem HSC-3 demonstrou efeito antiangiogênico.

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  • MELKA COÊLHO SÁ
  • Associação da imunoexpressão das proteínas XRCC1, TFIIH e XPF com características clinicopatológicas e sobrevida em carcinoma epidermoide de língua oral

  • Orientador : ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BETANIA FACHETTI RIBEIRO
  • BRUNA RAFAELA MARTINS DOS SANTOS
  • BRUNO CESAR DE VASCONCELOS GURGEL
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 19/02/2016

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  • Os genes de reparo do DNA são essenciais para manutenção da integridade do genoma, evitando graves doenças como o câncer. O papel de várias proteínas codificadas por esses genes vem sendo associado tanto ao risco do desenvolvimento, como na evolução de variados cânceres humanos, dentre eles, o carcinoma epidermoide oral. O objetivo deste trabalho foi analisar a imunoexpressão das proteínas de reparo do DNA, XRCC1, THIIF e XPF em carcinoma epidermoide de língua oral e investigar associação com parâmetros clínicos, histopatológicos e de desfecho. Tamanho do tumor, comprometimento linfonodal, estágio do tumor, profundidade de invasão >4mm e o sistema de gradação de Almangush, mostraram-se como fatores prognósticos. Evidenciou-se de uma maneira geral, alta expressão imuno-histoquímica das proteínas de reparo nas células parenquimatosas; no entanto, apenas verificou-se associação significativa da elevada expressão de XRCC1 com melhor estadiamento clínico. Os resultados deste experimento sugerem que as proteínas XRCC1, TFIIH e XPF participam do processo de tumorigênese, entretanto a imunoexpressão das mesmas não pode ser utilizada como indicador prognóstico para o carcinoma epidermoide de língua oral.


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  • Os genes de reparo do DNA são essenciais para manutenção da integridade do genoma, evitando graves doenças como o câncer. O papel de várias proteínas codificadas por esses genes vem sendo associado tanto ao risco do desenvolvimento, como na evolução de variados cânceres humanos, dentre eles, o carcinoma epidermoide oral. O objetivo deste trabalho foi analisar a imunoexpressão das proteínas de reparo do DNA, XRCC1, THIIF e XPF em carcinoma epidermoide de língua oral e investigar associação com parâmetros clínicos, histopatológicos e de desfecho. Tamanho do tumor, comprometimento linfonodal, estágio do tumor, profundidade de invasão >4mm e o sistema de gradação de Almangush, mostraram-se como fatores prognósticos. Evidenciou-se de uma maneira geral, alta expressão imuno-histoquímica das proteínas de reparo nas células parenquimatosas; no entanto, apenas verificou-se associação significativa da elevada expressão de XRCC1 com melhor estadiamento clínico. Os resultados deste experimento sugerem que as proteínas XRCC1, TFIIH e XPF participam do processo de tumorigênese, entretanto a imunoexpressão das mesmas não pode ser utilizada como indicador prognóstico para o carcinoma epidermoide de língua oral.

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  • EDILMAR DE MOURA SANTOS
  • VALOR PROGNÓSTICO DE POLIMORFISMOS NOS GENES DE REPARO DO DNA XRCC3 E RAD51 EM PACIENTES COM CARCINOMA EPIDERMÓIDE ORAL E DE OROFARINGE

     

  • Orientador : ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • ÁGUIDA CRISTINA GOMES HENRIQUES LEITÃO
  • Data: 24/02/2016

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  • Falhas nos genes responsáveis por reparos no DNA podem influenciar no surgimento de câncer ou afetar a resposta aos tratamentos. Estudos têm demonstrado que a variação na capacidade de reparo do DNA pode ser resultado de polimorfismos funcionais nestes genes, e alguns destes experimentos sugerem que a presença de polimorfismos de nucleotídeos simples (SNPs), em genes de reparo, está relacionada ao desenvolvimento e resposta ao tratamento de vários cânceres, incluindo o Carcinoma Epidermoide Oral (CEO) e o Carcinoma Epidermoide de Orofaringe (CEOR). Nesta pesquisa avaliou-se a frequência de três SNPs em dois genes de reparo do DNA RAD51 172G>T (c.-61 G>T, rs1801321), RAD51 135G>C (c.-98 G>C, rs1801320) e XRCC3 T241M (c. 722 C>T, rs861539) em indivíduos saudáveis (n=130) e indivíduos com CEO e CEOR (n=126) e investigou-se possíveis relações de tais achados com os desfechos clínicos: resposta tumoral ao tratamento com radioterapia e quimioterapia, recidiva, e sobrevida global. Constatou-se frequência alélica e genotípica em equilíbrio. A presença dos SNPs analisados não revelou ser um fator de risco para o desenvolvimento de CEO ou CEOR; contudo, quando associado ao hábito de fumar ou beber, aumentou o risco de desenvolver o câncer de três a cento e cinquenta vezes (p<000,1). A resposta tumoral ao tratamento de radioterapia e quimioterapia foi semelhante nos pacientes com ou sem SNPs. Nenhum polimorfismo demonstrou significância estatística em relação à sobrevida livre de recidiva ou sobrevida global. Os genótipos AA e AC do SNP rs861539 no gene XRCC3, os genótipos CC e CG do SNP rs1801320 e GG e GT do SNP 1801321 no gene RAD51, aumentam o risco do desenvolvimento de carcinoma epidermoide oral e de orofaringe, quando associados ao hábito de beber ou fumar. Os polimorfismos estudados nos genes XRCC3 e RAD51 não estão associados à resposta à radioterapia, sobrevida livre de recidiva ou sobrevida global.


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  • Falhas nos genes responsáveis por reparos no DNA podem influenciar no surgimento de câncer ou afetar a resposta aos tratamentos. Estudos têm demonstrado que a variação na capacidade de reparo do DNA pode ser resultado de polimorfismos funcionais nestes genes, e alguns destes experimentos sugerem que a presença de polimorfismos de nucleotídeos simples (SNPs), em genes de reparo, está relacionada ao desenvolvimento e resposta ao tratamento de vários cânceres, incluindo o Carcinoma Epidermoide Oral (CEO) e o Carcinoma Epidermoide de Orofaringe (CEOR). Nesta pesquisa avaliou-se a frequência de três SNPs em dois genes de reparo do DNA RAD51 172G>T (c.-61 G>T, rs1801321), RAD51 135G>C (c.-98 G>C, rs1801320) e XRCC3 T241M (c. 722 C>T, rs861539) em indivíduos saudáveis (n=130) e indivíduos com CEO e CEOR (n=126) e investigou-se possíveis relações de tais achados com os desfechos clínicos: resposta tumoral ao tratamento com radioterapia e quimioterapia, recidiva, e sobrevida global. Constatou-se frequência alélica e genotípica em equilíbrio. A presença dos SNPs analisados não revelou ser um fator de risco para o desenvolvimento de CEO ou CEOR; contudo, quando associado ao hábito de fumar ou beber, aumentou o risco de desenvolver o câncer de três a cento e cinquenta vezes (p<000,1). A resposta tumoral ao tratamento de radioterapia e quimioterapia foi semelhante nos pacientes com ou sem SNPs. Nenhum polimorfismo demonstrou significância estatística em relação à sobrevida livre de recidiva ou sobrevida global. Os genótipos AA e AC do SNP rs861539 no gene XRCC3, os genótipos CC e CG do SNP rs1801320 e GG e GT do SNP 1801321 no gene RAD51, aumentam o risco do desenvolvimento de carcinoma epidermoide oral e de orofaringe, quando associados ao hábito de beber ou fumar. Os polimorfismos estudados nos genes XRCC3 e RAD51 não estão associados à resposta à radioterapia, sobrevida livre de recidiva ou sobrevida global.

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  • ROSEANE CARVALHO VASCONCELOS
  • EFEITO DA TERAPIA FOTODINÂMICA COM ALUMINIO – CLORO  FTALOCIANINA SOBRE MECANISMOS OXIDATIVOS EM TECIDOS PERIODONTAIS ANIMAIS

  • Orientador : ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • AURIGENA ANTUNES DE ARAUJO
  • BRUNO CESAR DE VASCONCELOS GURGEL
  • FERNANDO JOSE DE OLIVEIRA NOBREGA
  • MAIARA DE MORAES
  • Data: 24/02/2016

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  • A terapia fotodinâmica (TFD) envolve a administração de um agente fotossensibilizador (FS) seguida pela aplicação do laser, com comprimento de onda adequado, resultando em uma sequência de processos fotoquímicos e fotobiológicos, que geram espécies reativas de oxigênio (EROs). Este estudo avaliou, os efeitos da TFD com nanoemulsão de alumínio-cloro ftalocianina (AlClFc) sobre os níveis de malondildeído (MDA), glutationa (GSH), superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase (GPx), que representam indicadores envolvidos no estresse oxidativo e defesas antioxidantes. Para tanto, o estudo utilizou 120 ratas da espécie Rattus norvegicus, raça Wistar, distribuídas em 5 grupos experimentais: Saudáveis (S), com doença periodontal (DP), com doença periodontal e tratamento com o FS (F), com doença periodontal e tratamento com o laser (L) e com doença periodontal e tratamento com TFD (FL). Foi utilizado um modelo experimental de doença periodontal (DP) induzida por ligadura. Após sete dias, da indução da DP, foram instituídos os tratamentos, conforme os grupos. No grupo tratado, com TFD, foi aplicado 40μl do FS (5μM), seguida da irradiação do laser diodo fosfeto de índio-gálio-alumínio (InGaAlP - 660nm, 100J/cm2). As ratas sofreram eutanásia no 7º e no 28º dia, após o tratamento. Os espécimes teciduais foram removidos para análises histológicas, ensaios bioquímicos e imuno-histoquímica. Os resultados histológicos exibiram, alterações inflamatórias, desorganização do tecido conjuntivo e perda óssea alveolar, nos grupos com DP induzida.  Os ensaios demonstraram, que os níveis de MDA estavam mais elevados, nos grupos com DP induzida, que no grupo saudável. Não existindo diferenças estatísticas significantes (p>0,05).  Níveis elevados de GSH foram encontrados nas ratas saudáveis, com diferenças estatísticas significativas, nos grupos L (p=0,028) e FL (p=0,028), quando comparados com o grupo DP. Imuno-histoquimicamente, a SOD apresentou maior imunomarcação nos grupos L e FL, comparados ao grupo saudável. Sem diferenças estatísticas significativas (p>0,05). GPx mostrou imunomarcação significativamente menor no grupo DP, comparado ao saudável (p=0,05) e no grupo F, comparado ao DP (p<0,05). Os resultados apresentados sugerem discreta participação da TFD mediada por nanoemulsão contendo AlClFc no estresse oxidativo. O protocolo utilizado, neste experimento, demonstrou maior influência da TFD sobre os mecanismos antioxidantes.


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  • A terapia fotodinâmica (TFD) envolve a administração de um agente fotossensibilizador (FS) seguida pela aplicação do laser, com comprimento de onda adequado, resultando em uma sequência de processos fotoquímicos e fotobiológicos, que geram espécies reativas de oxigênio (EROs). Este estudo avaliou, os efeitos da TFD com nanoemulsão de alumínio-cloro ftalocianina (AlClFc) sobre os níveis de malondildeído (MDA), glutationa (GSH), superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase (GPx), que representam indicadores envolvidos no estresse oxidativo e defesas antioxidantes. Para tanto, o estudo utilizou 120 ratas da espécie Rattus norvegicus, raça Wistar, distribuídas em 5 grupos experimentais: Saudáveis (S), com doença periodontal (DP), com doença periodontal e tratamento com o FS (F), com doença periodontal e tratamento com o laser (L) e com doença periodontal e tratamento com TFD (FL). Foi utilizado um modelo experimental de doença periodontal (DP) induzida por ligadura. Após sete dias, da indução da DP, foram instituídos os tratamentos, conforme os grupos. No grupo tratado, com TFD, foi aplicado 40μl do FS (5μM), seguida da irradiação do laser diodo fosfeto de índio-gálio-alumínio (InGaAlP - 660nm, 100J/cm2). As ratas sofreram eutanásia no 7º e no 28º dia, após o tratamento. Os espécimes teciduais foram removidos para análises histológicas, ensaios bioquímicos e imuno-histoquímica. Os resultados histológicos exibiram, alterações inflamatórias, desorganização do tecido conjuntivo e perda óssea alveolar, nos grupos com DP induzida.  Os ensaios demonstraram, que os níveis de MDA estavam mais elevados, nos grupos com DP induzida, que no grupo saudável. Não existindo diferenças estatísticas significantes (p>0,05).  Níveis elevados de GSH foram encontrados nas ratas saudáveis, com diferenças estatísticas significativas, nos grupos L (p=0,028) e FL (p=0,028), quando comparados com o grupo DP. Imuno-histoquimicamente, a SOD apresentou maior imunomarcação nos grupos L e FL, comparados ao grupo saudável. Sem diferenças estatísticas significativas (p>0,05). GPx mostrou imunomarcação significativamente menor no grupo DP, comparado ao saudável (p=0,05) e no grupo F, comparado ao DP (p<0,05). Os resultados apresentados sugerem discreta participação da TFD mediada por nanoemulsão contendo AlClFc no estresse oxidativo. O protocolo utilizado, neste experimento, demonstrou maior influência da TFD sobre os mecanismos antioxidantes.

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  • DENISE HELEN IMACULADA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Estudo morfológico, ultraestrutural e imunoistoquímico de lesões miofibroblásticas da cavidade oral

  • Orientador : LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • EMELINE DAS NEVES DE ARAUJO LIMA
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • Data: 25/02/2016

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  • Objetivo: Caracterizar imunoistoquimicamente um grupo de lesões miofibroblásticas (LMs) orais e elucidar as características ultraestruturais dos miofibroblastos. Material e Métodos: LMs incorporadas ao longo do período 1997-2014 foram recuperadas a partir dos arquivos e registros do Departamento de Patologia Oral da Universidade Autonóma Metropolitana, México, D.F. Vinte e dois casos de miofibroma (MF), 5 casos de fascite nodular (FN), 10 casos fibroma desmoplásico (FD) e 2 casos de sarcoma miofibroblástico (SM) foram corados com anticorpos contra alfa-actina de músculo liso (α-SMA), H-caldesmon, vimentina, desmina, β-catenina, CD-34, proteína quinase de linfoma anaplásico (ALK-1), antígeno de membrana epitelial (EMA), citoqueratinas de alto e baixo peso molecular (AE1/AE3) e Ki-67. Uma análise ultraestrutural também foi realizada através da microscopia eletrônica de transmissão. Resultados: Dezenove de 22 casos de MF, 2/5 de FN, 1/10 de FD e 1/2 de SM foram positivos para a α-SMA. Todos os casos de MF, FN, FD e SM foram positivos para vimentina. 1/2 caso de SM foi positivo para desmina. 6/10 casos de FD foram positivos para a β-catenina. 2 casos de MF foram positivos para ALK-1. Todos os casos de MF, FN, FD e SM foram negativos para H-caldesmon, CD-34, EMA e AE1/AE3. O índice de marcação para o Ki- 67 foi de 10% e 8/22 casos de MF, 3/5 casos de FN e 2/2 casos de SM exibiram uma taxa ≥ 10% para este marcador. Conclusão: A aplicação do presente painel de marcadores pode ajudar no diagnóstico de LMs orais, em particular, a distinção entre proliferações fibroblásticas, miofibroblásticas, e de células de músculo.


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  • Objetivo: Caracterizar imunoistoquimicamente um grupo de lesões miofibroblásticas (LMs) orais e elucidar as características ultraestruturais dos miofibroblastos. Material e Métodos: LMs incorporadas ao longo do período 1997-2014 foram recuperadas a partir dos arquivos e registros do Departamento de Patologia Oral da Universidade Autonóma Metropolitana, México, D.F. Vinte e dois casos de miofibroma (MF), 5 casos de fascite nodular (FN), 10 casos fibroma desmoplásico (FD) e 2 casos de sarcoma miofibroblástico (SM) foram corados com anticorpos contra alfa-actina de músculo liso (α-SMA), H-caldesmon, vimentina, desmina, β-catenina, CD-34, proteína quinase de linfoma anaplásico (ALK-1), antígeno de membrana epitelial (EMA), citoqueratinas de alto e baixo peso molecular (AE1/AE3) e Ki-67. Uma análise ultraestrutural também foi realizada através da microscopia eletrônica de transmissão. Resultados: Dezenove de 22 casos de MF, 2/5 de FN, 1/10 de FD e 1/2 de SM foram positivos para a α-SMA. Todos os casos de MF, FN, FD e SM foram positivos para vimentina. 1/2 caso de SM foi positivo para desmina. 6/10 casos de FD foram positivos para a β-catenina. 2 casos de MF foram positivos para ALK-1. Todos os casos de MF, FN, FD e SM foram negativos para H-caldesmon, CD-34, EMA e AE1/AE3. O índice de marcação para o Ki- 67 foi de 10% e 8/22 casos de MF, 3/5 casos de FN e 2/2 casos de SM exibiram uma taxa ≥ 10% para este marcador. Conclusão: A aplicação do presente painel de marcadores pode ajudar no diagnóstico de LMs orais, em particular, a distinção entre proliferações fibroblásticas, miofibroblásticas, e de células de músculo.

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  • JAMILE MARINHO BEZERRA DE OLIVEIRA MOURA
  • ANÁLISE DA IMUNOEXPRESSÃO DE OCT4 E CD44 EM NEOPLASIAS DE GLÂNDULAS SALIVARES MENORES E MAIORES

  • Orientador : LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • PATRICIA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • POLLIANNA MUNIZ ALVES
  • ÁGUIDA CRISTINA GOMES HENRIQUES LEITÃO
  • Data: 25/02/2016

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  • As neoplasias de glândulas salivares exibem uma ampla variedade de comportamento biológico e grande diversidade morfológica, e esta heterogeneidade inerente a este grupo de tumores suscita o interesse em pesquisar estas lesões. As células-tronco são a principal fonte para a geração e manutenção da diversidade celular e homeostase do tecido, distúrbios na regulação destas células podem levar à produção de células-tronco alteradas, denominadas de células-tronco tumorais, que possuem potencial proliferativo e capazes de originar e/ou manter o tumor. Pesquisas acerca das células-tronco tumorais e das proteínas a elas associadas em algumas neoplasias orais têm sido desenvolvidas, no entanto, o papel destas em neoplasias de glândulas salivares não está ainda bem estabelecido. Desta forma, o objetivo deste estudo foi identificar células do parênquima tumoral que expressam marcadores de células-tronco tumorais, através da avaliação da imunoexpressão do OCT4 e CD44, em uma série de casos de neoplasias de glândulas salivares. A amostra foi constituída por 20 adenomas pleomórficos, 20 carcinomas mucoepidermóides e 20 carcinomas adenóides císticos localizados nas glândulas salivares menores e maiores. Todos os casos estudados exibiram expressão positiva para OCT4 e CD44, sendo observado que para ambos marcadores, as neoplasias localizadas nas glândulas salivares maiores exibiram maior imunomarcação quando comparada com as lesões das glândulas salivares menores apresentando diferença estatisticamente significativa (p=<0,001). Na amostra total e no grupo das glândulas salivares menores, as neoplasias malignas exibiram maior imunorreatividade para OCT4 do que o adenoma pleomórfico. No entanto, não foi encontrada diferenças estatisticamente significativas de imunoexpressões entre as lesões e entre suas classificações/gradações histomorfológicas. Analisando a correlação entre as imunoexpressões de OCT4 e CD44 foi observada uma correlação positiva moderada (r=0,444) com significância estatística entre os mesmos. A elevada expressão de OCT4 e CD44 pode indicar que estas proteínas desempenham papel importante na identificação de células-tronco tumorais, permitindo uma previsão do comportamento biológico das neoplasias de glândula salivar, apresentando níveis menores em tumores benignos e maiores nos tumores malignos.


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  • As neoplasias de glândulas salivares exibem uma ampla variedade de comportamento biológico e grande diversidade morfológica, e esta heterogeneidade inerente a este grupo de tumores suscita o interesse em pesquisar estas lesões. As células-tronco são a principal fonte para a geração e manutenção da diversidade celular e homeostase do tecido, distúrbios na regulação destas células podem levar à produção de células-tronco alteradas, denominadas de células-tronco tumorais, que possuem potencial proliferativo e capazes de originar e/ou manter o tumor. Pesquisas acerca das células-tronco tumorais e das proteínas a elas associadas em algumas neoplasias orais têm sido desenvolvidas, no entanto, o papel destas em neoplasias de glândulas salivares não está ainda bem estabelecido. Desta forma, o objetivo deste estudo foi identificar células do parênquima tumoral que expressam marcadores de células-tronco tumorais, através da avaliação da imunoexpressão do OCT4 e CD44, em uma série de casos de neoplasias de glândulas salivares. A amostra foi constituída por 20 adenomas pleomórficos, 20 carcinomas mucoepidermóides e 20 carcinomas adenóides císticos localizados nas glândulas salivares menores e maiores. Todos os casos estudados exibiram expressão positiva para OCT4 e CD44, sendo observado que para ambos marcadores, as neoplasias localizadas nas glândulas salivares maiores exibiram maior imunomarcação quando comparada com as lesões das glândulas salivares menores apresentando diferença estatisticamente significativa (p=<0,001). Na amostra total e no grupo das glândulas salivares menores, as neoplasias malignas exibiram maior imunorreatividade para OCT4 do que o adenoma pleomórfico. No entanto, não foi encontrada diferenças estatisticamente significativas de imunoexpressões entre as lesões e entre suas classificações/gradações histomorfológicas. Analisando a correlação entre as imunoexpressões de OCT4 e CD44 foi observada uma correlação positiva moderada (r=0,444) com significância estatística entre os mesmos. A elevada expressão de OCT4 e CD44 pode indicar que estas proteínas desempenham papel importante na identificação de células-tronco tumorais, permitindo uma previsão do comportamento biológico das neoplasias de glândula salivar, apresentando níveis menores em tumores benignos e maiores nos tumores malignos.

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  • NATALIA GUIMARAES BARBOSA
  • Análise do fluxo salivar e do fator de necrose tumoral alfa em pacientes com ardor bucal antes e após tratamento com laserterapia e ácido alfa lipoico.

  • Orientador : ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • PATRICIA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • EMELINE DAS NEVES DE ARAUJO LIMA
  • MARIA SUELI MARQUES SOARES
  • Data: 26/02/2016

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  • A síndrome do ardor bucal (SAB) é caracterizada pela sensação de queimação oral na ausência de alterações locais e sistêmicas associadas. Na presença destes fatores, a queimação oral é denominada ardor bucal secundário (ABS). A etiopatogenia da SAB ainda é desconhecida, apesar das descobertas recentes do envolvimento neuropático a nível central e periférico. A laserterapia de baixa intensidade (LTBI) e o uso do ácido alfa lipoico (AAL) são terapias atualmente utilizadas no tratamento do ardor bucal, ambas com a finalidade de reduzir o provável processo inflamatório presente e ajudar na reparação das fibras nervosas, reduzindo os sintomas. O objetivo deste trabalho foi caracterizar clinicamente uma amostra de pacientes com SAB e ABS, e avaliar a eficácia da LTBI e do AAL no tratamento destas condições, através da avaliação do fluxo salivar não estimulado, sintomatologia e níveis de TNF-α antes e após o tratamento. A amostra foi constituída por 44 pacientes, 15 com SAB e 29 com ABS, os quais foram randomizados em quatro grupos de tratamentos: SAB/laser (n=10), SAB/AAL (n=5), ABS/laser (n=15), ABS/AAL (n=14). Ainda, foram incluídos oito pacientes no grupo controle, para comparação dos níveis de TNF-α antes do tratamento. O fluxo salivar em repouso foi determinado nos quatro grupos antes e após os tratamentos, sendo a saliva coletada e armazenada a -20ºC até o momento de análise dos níveis de TNF-α, através de ELISA. Para os pacientes tratados com a LTBI, foi realizada uma sessão semanal durante quatro semanas, e para os pacientes dos grupos tratados com AAL, foram prescritas três cápsulas (200mg) ao dia, durante 30 dias. A sintomatologia foi avaliada antes e após os tratamentos através da escala visual analógica (EVA) de dor. A média de idade dos pacientes foi 60.2 anos, sendo a maioria do gênero feminino (n=36) e na menopausa (n=26). A maior parte dos homens da amostra (n=6) e dos pacientes com menor mediana de idade estiveram no grupo SAB (p=0.007 e p<0.001, respectivamente), e o período da menopausa esteve significativamente associado ao ABS (p=0.002). A hipertensão e o uso de anti-hipertensivos foram os fatores sistêmicos mais frequentemente associados ao ABS. A ardência foi o sintoma mais relatado, seguido da xerostomia. O local mais acometido foi a língua e a mediana de duração dos sintomas foi de cinco anos. Não foram observadas diferenças quanto ao tipo, duração e localização dos sintomas entre os grupos SAB e ABS. A mediana do fluxo salivar em repouso, da EVA e dos níveis de TNF-α foram 0.4ml/min, cinco e 25.0pg/ml, respectivamente, sem diferenças entre SAB e ABS e destes com o grupo controle. Verificou-se que ambos os tratamentos foram eficazes na redução dos sintomas da SAB (p=0.018) e do ABS (p<0.001), sendo esta redução correspondente ao aumento do fluxo salivar apenas na SAB (p=0.034). Comparando os tratamentos, a LTBI foi mais eficaz na redução dos sintomas do que o AAL (p=0.047), não havendo diferenças entre eles quanto à capacidade de aumentar o fluxo salivar, nas duas condições. Não foram observadas diferenças nos níveis de TNF-α após os dois tipos de tratamentos avaliados, em nenhumas das condições estudadas (SAB e ABS). Conclui-se que a SAB e o ABS são condições com características clínicas semelhantes, porém com etiopatogenias distintas. A LTBI e o AAL são terapias eficientes na redução dos sintomas do ardor bucal, sendo a LTBI mais eficaz neste aspecto do que o AAL. Sugerimos uma avaliação mais aprofundada da influência do fluxo salivar sobre os sintomas da SAB e a investigação dos níveis de outras citocinas que possam estar envolvidas no surgimento do ardor bucal.


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  • A síndrome do ardor bucal (SAB) é caracterizada pela sensação de queimação oral na ausência de alterações locais e sistêmicas associadas. Na presença destes fatores, a queimação oral é denominada ardor bucal secundário (ABS). A etiopatogenia da SAB ainda é desconhecida, apesar das descobertas recentes do envolvimento neuropático a nível central e periférico. A laserterapia de baixa intensidade (LTBI) e o uso do ácido alfa lipoico (AAL) são terapias atualmente utilizadas no tratamento do ardor bucal, ambas com a finalidade de reduzir o provável processo inflamatório presente e ajudar na reparação das fibras nervosas, reduzindo os sintomas. O objetivo deste trabalho foi caracterizar clinicamente uma amostra de pacientes com SAB e ABS, e avaliar a eficácia da LTBI e do AAL no tratamento destas condições, através da avaliação do fluxo salivar não estimulado, sintomatologia e níveis de TNF-α antes e após o tratamento. A amostra foi constituída por 44 pacientes, 15 com SAB e 29 com ABS, os quais foram randomizados em quatro grupos de tratamentos: SAB/laser (n=10), SAB/AAL (n=5), ABS/laser (n=15), ABS/AAL (n=14). Ainda, foram incluídos oito pacientes no grupo controle, para comparação dos níveis de TNF-α antes do tratamento. O fluxo salivar em repouso foi determinado nos quatro grupos antes e após os tratamentos, sendo a saliva coletada e armazenada a -20ºC até o momento de análise dos níveis de TNF-α, através de ELISA. Para os pacientes tratados com a LTBI, foi realizada uma sessão semanal durante quatro semanas, e para os pacientes dos grupos tratados com AAL, foram prescritas três cápsulas (200mg) ao dia, durante 30 dias. A sintomatologia foi avaliada antes e após os tratamentos através da escala visual analógica (EVA) de dor. A média de idade dos pacientes foi 60.2 anos, sendo a maioria do gênero feminino (n=36) e na menopausa (n=26). A maior parte dos homens da amostra (n=6) e dos pacientes com menor mediana de idade estiveram no grupo SAB (p=0.007 e p<0.001, respectivamente), e o período da menopausa esteve significativamente associado ao ABS (p=0.002). A hipertensão e o uso de anti-hipertensivos foram os fatores sistêmicos mais frequentemente associados ao ABS. A ardência foi o sintoma mais relatado, seguido da xerostomia. O local mais acometido foi a língua e a mediana de duração dos sintomas foi de cinco anos. Não foram observadas diferenças quanto ao tipo, duração e localização dos sintomas entre os grupos SAB e ABS. A mediana do fluxo salivar em repouso, da EVA e dos níveis de TNF-α foram 0.4ml/min, cinco e 25.0pg/ml, respectivamente, sem diferenças entre SAB e ABS e destes com o grupo controle. Verificou-se que ambos os tratamentos foram eficazes na redução dos sintomas da SAB (p=0.018) e do ABS (p<0.001), sendo esta redução correspondente ao aumento do fluxo salivar apenas na SAB (p=0.034). Comparando os tratamentos, a LTBI foi mais eficaz na redução dos sintomas do que o AAL (p=0.047), não havendo diferenças entre eles quanto à capacidade de aumentar o fluxo salivar, nas duas condições. Não foram observadas diferenças nos níveis de TNF-α após os dois tipos de tratamentos avaliados, em nenhumas das condições estudadas (SAB e ABS). Conclui-se que a SAB e o ABS são condições com características clínicas semelhantes, porém com etiopatogenias distintas. A LTBI e o AAL são terapias eficientes na redução dos sintomas do ardor bucal, sendo a LTBI mais eficaz neste aspecto do que o AAL. Sugerimos uma avaliação mais aprofundada da influência do fluxo salivar sobre os sintomas da SAB e a investigação dos níveis de outras citocinas que possam estar envolvidas no surgimento do ardor bucal.

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  • FRANCISCO JADSON LIMA
  • ESTUDO DA EXPRESSÃO DE CLIC4 E PROTEÍNAS ASSOCIADAS EM QUEILITES ACNITICAS E CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE LÁBIO INFERIOR

  • Orientador : ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MANOELA DOMINGUES MARTINS
  • MANUEL ANTONIO GORDON NUNEZ
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 06/10/2016

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  • A carcinogênese de lábio inferior é induzida principalmente pela exposição crônica aos raios ultravioletas do sol, mas muitos dos aspectos moleculares envolvidos neste processo ainda não estão esclarecidos. A proteína canal de cloro intracelular 4 (CLIC4) é um canal de cloreto regulado pela proteína p53 e pelo fator de necrose tumoral α (TNF-α), que tem sido relacionada com aumento no nível do fator de crescimento transformante-β (TGF-β), com a carcinogênese de pele e diferenciação de fibroblastos em miofibroblastos. Assim, este estudo teve como objetivo analisar e comparar a expressão imuno-histoquímicade CLIC4, p53, TGF-b, TNF-a e a-actina de músculo liso (a-SMA) em queilitesactínicas (QA) e no front de invasão tumoral de carcinomas de células escamosas de lábio inferior (CCELI), bem como verificar a relação destas entre si e com características clínicas e morfológicas das lesões. A amostra foi composta de 50casos de QAs e 50de CCELIs com dados clínicos disponíveis, que inicialmente foram submetidos ao estudo morfológico para sua gradação do risco de transformação maligna (sistema binário) e do grau histológico de malignidade (Bryne, 1998), respectivamente.Todos os casos foram submetidos ao método da imunoperoxidase usando os anticorpos anti-CLIC4, anti-p53, anti-TGF-b, anti-TNF-a e anti-a-SMA, os quais foram submetidos à análise semiquantitativa, com exceção de p53, que inicialmente foi analisado de forma quantitativa.Comparações das imunomarcações nos parâmetros clínicos e morfológicos das lesões foram realizadas pelo teste U de Mann-Whitney e o coeficiente de Spearman foi calculdo para avaliar correlações entre as proteínas. O nível de significância de 5% foi adotado.A expressão nuclear da CLIC4 e TGF-βfoi estava aumentada em QAs de baixo risco, comparada ao grupo de alto risco (p<0.0001), enquanto CLIC4 citoplasmática, p53 e TNF-α exibiram maior expressão em QAs de alto risco (p<0.05). No que diz respeito às características clínicas e morfológicas dos CCELIs, a expressão de CLIC4 no citoplasma de células tumorais foi maior nos casos apresentando metástase linfonodal, casos com estágios clínicos mais avançados ou com alto grau de malignidade (p = 0,005; p = 0,029; p<0,0001). A expressão de p53 foi maior em CCELIs de alto grau de malignidade do que nos casos de baixo grau (p= 0,001) e a TGF-β diminuiu significativamente conforme o avanço do estágio clínico e do grau histológico dos tumores (p< 0,05).Não houve diferença significativa na expressão de α-SMA e TNF-α, quando comparando os parâmetros clínicos e gradação histológica de malignidade dos CCELIs.As QAs exibiram uma expressão aumentada de CLIC4 (no núcleo, ou núcleo e citoplasma) e TGF-β, comparadas aos CCELIs (p < 0,0001). Em contraste, houve aumento na marcação de CLIC4 citoplasmática e α-SMA nos casos de CCELI, quando comparados às QAs (p < 0,0001). Nas QAs observou-seuma correlação negativa entre a expressão de CLIC4 nuclear com CLIC4 citoplasmática (r = -0,554; p = <0,0001), e entre a marcação de TGF-β e α-SMA (r = -0,309; p = 0,029). Nos carcinomas, a expressão de p53 exibiu correlação positiva com TNF-α (r = 0,528; p = 0,0001) e α-SMA (r = 0,435; p = 0,002), enquanto as duas últimas proteínas exibiram uma fraca correlação direta entre si (r = 0,293; p = 0,039).Os nossos resultados sugerem que uma mudança no padrão de expressão nuclear para citoplasmática de CLIC4 está envolvida no processo de carcinogênese labial, acompanhada de alterações na expressão de p53, TGF-β, TNF-α e α-SMA, mas nem sempre estes achados se relacionam com os aspectos morfológicos e clínicos das QAs e CCELIs.


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  • Lower lip carcinogenesis is mainly induced by chronic exposure to the sun's ultraviolet rays, but many of the molecular aspects involved in this process are still not understood.The protein chloride intracellular channel 4 (CLIC4) is a chloride channel regulated by p53 protein and tumor necrosis factor α (TNF-α), which has been linked to an increase in transforming growth factor-β level (TGF-β), with skin carcinogenesis, and differentiation of fibroblasts into myofibroblasts. Hence, this study aimed to analyze and compare the immunohistochemical expression of CLIC4, p53, TGF-β, TNF-α and α-smooth muscle actin (α -SMA) in actinic cheilitis (AC) and in theinvasive front of squamous cell carcinomas of the lower lip (SCCLL), as well as to verify the relationship of these proteins with each other and with clinical and morphological features of the lesions.The sample consisted of 50 cases of ACs and 50 SCCLLs with clinical data, which were initially submitted to morphological study for grading their risk of malignant transformation (binary system) and histological grade of malignancy (Bryne, 1998), respectively. All cases were submitted to the immunoperoxidase method using anti-CLIC4, anti-p53, anti-TGF-β, anti-TNF-α and anti-α-SMA antibodies, which were subjected to semi-quantitative analysis, exceptp53, which was initially analyzed quantitatively. Comparisons of immunostainings within clinical and morphological parameters were performed by the Mann-Whitney U test and Spearman correlation coefficient was calculated to evaluate correlations between proteins. The significance level of 5% was adopted.Nuclear expression of CLIC4 and TGF-β was increased in low-risk ACs when compared with high risk group (p<0.0001), whereas cytoplasmic CLIC4,p53 and TNF-α exhibited higher expression in high-risk ACs (p<0.05).With regard to the clinical and morphological characteristics of SCCLLs, the CLIC4 expression in the cytoplasm of tumor cells was higher in cases presenting lymph node metastasis, cases with more advanced clinical stages or with high malignancy grade (p = 0.005; p = 0.029; p <0,0001). The p53 expression was higher in SCCLLs with high grade of malignancy, than in low grade cases (p = 0.001) and TGF-β decreased significantly according to the advancement of clinical stage and histological grade of the tumors (p< 0,05). There was no significant difference in α-SMA and TNF-α expression when comparing clinical parameters and histological grading of SCCLLs. Comparing the two lesions, AC sexhibited an increased expression of CLIC4 (in the nucleus, or in the nucleus and cytoplasm) and TGF-β compared with SCCLLs (p <0.0001). In contrast, there was an increase in cytoplasmic CLIC4 and α-SMA staining in the carcinomas when compared to ACs (p<0.0001). In the ACs studied, a negative correlation was observed between nuclear CLIC4 expression with cytoplasmic CLIC4 (r = -0.554; p<0.0001), and between the TGF-β and α-SMA staining (r = -0.309; p = 0.029). In carcinomas, p53 expression showed positive correlation with TNF-α (r = 0.528, p = 0.0001) and α-SMA (r = 0.435; p = 0.002), while the latter two proteins exhibited a weak direct correlation with each other (r = 0.293; p = 0.039).Our results suggest that a change in the pattern of nuclear to cytoplasmic expression for CLIC4 is involved in the lip carcinogenesis process, accompanied by changes in p53, TGF-β, TNF-α, and α-SMA expression, althoughnot always, these findings are related to the morphological and clinical aspects of ACs and SCCLLs.

2015
Teses
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  • JOSE NAZARENO MOREIRA DE AGUIAR JUNIOR
  • Análise imuno-histoquímica das proteínas IL-17, IL-23 e RORyt na progressão da doença periodontal

  • Orientador : MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRUNO CESAR DE VASCONCELOS GURGEL
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • FERNANDO JOSE DE OLIVEIRA NOBREGA
  • JANAINA CAVALCANTE LEMOS
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • Data: 24/02/2015

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  • A doença periodontal é uma condição inflamatória crônica de caráter infeccioso causada primariamente por bactérias presentes em um biofilme dentário que interagem com o hospedeiro, determinando, assim, a natureza da doença resultante, que pode ser uma gengivite ou uma periodontite crônica ou agressiva. Apesar de já se conhecer muito sobre a patogênese destas patologias, ainda não se sabe a composição exata do perfil de células T durante a fase ativa da doença (Th1, Th2 ou Th17). Este trabalho visou avaliar, através da expressão imuno-histoquímica, a presença dos marcadores (IL-17, IL-23 e RORγt), envolvidos na resposta Th 17 em casos de gengiva clinicamente saudáveis (n=32), gengivite induzida pelo biofilme dental (n=30), periodontite crônica (n=32) e periodontite agressiva (n=25), objetivando analisar se a expressão e/ou distribuição destas moléculas no infiltrado inflamatório dos tecidos periodontais influencia na destruição tecidual observada nestas doenças. Foi realizada a análise morfológica dos casos, onde avaliou-se a intensidade do infiltrado inflamatório em leve, moderado e intenso. Para cada caso, nas áreas mais imunomarcadas, 5 campos foram escolhidos e analisados, tanto em relação a  intensidade do infiltrado inflamatório quanto a quantidade de células imunomarcadas, baseando-se em escores predeterminados: escore 0 (ausência de infiltrado inflamatório/imunomarcação), escore 1 (o infiltrado/imunomarcação abrangia menos de 25% da área do campo), escore 2 (o infiltrado/imunomarcação ocupava entre 25 e 50%) e escore 3  (infiltrado/imunomarcação presente em mais de 50% da área do campo). A partir disto, gerou-se uma mediana que representava cada caso. A intensidade do infiltrado inflamatório foi correlacionada com a progressão da doença, ou seja, foi crescente da gengiva clinicamente saudável até a periodontite agressiva. Detectou-se a presença da IL-17, IL-23 e do RORγt na maioria dos casos avaliados e a quantidade de células imunomarcadas foi correlacionada tanto com a intensidade do infiltrado inflamatório (P<0,001) quanto com os parâmetros clínicos analisados (P<0,001), apresentando uma correlação positiva, predominantemente moderada. A periodontite agressiva apresentou um maior percentual de imunomarcação em relação às outras condições clínicas avaliadas, para todos os marcadores, sugerindo uma possível associação destes marcadores com a progressão da doença periodontal, onde quanto maior a perda de suporte periodontal, maior a quantidade do infiltrado inflamatório e maior número de células imunomarcadas.


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  • A doença periodontal é uma condição inflamatória crônica de caráter infeccioso causada primariamente por bactérias presentes em um biofilme dentário que interagem com o hospedeiro, determinando, assim, a natureza da doença resultante, que pode ser uma gengivite ou uma periodontite crônica ou agressiva. Apesar de já se conhecer muito sobre a patogênese destas patologias, ainda não se sabe a composição exata do perfil de células T durante a fase ativa da doença (Th1, Th2 ou Th17). Este trabalho visou avaliar, através da expressão imuno-histoquímica, a presença dos marcadores (IL-17, IL-23 e RORγt), envolvidos na resposta Th 17 em casos de gengiva clinicamente saudáveis (n=32), gengivite induzida pelo biofilme dental (n=30), periodontite crônica (n=32) e periodontite agressiva (n=25), objetivando analisar se a expressão e/ou distribuição destas moléculas no infiltrado inflamatório dos tecidos periodontais influencia na destruição tecidual observada nestas doenças. Foi realizada a análise morfológica dos casos, onde avaliou-se a intensidade do infiltrado inflamatório em leve, moderado e intenso. Para cada caso, nas áreas mais imunomarcadas, 5 campos foram escolhidos e analisados, tanto em relação a  intensidade do infiltrado inflamatório quanto a quantidade de células imunomarcadas, baseando-se em escores predeterminados: escore 0 (ausência de infiltrado inflamatório/imunomarcação), escore 1 (o infiltrado/imunomarcação abrangia menos de 25% da área do campo), escore 2 (o infiltrado/imunomarcação ocupava entre 25 e 50%) e escore 3  (infiltrado/imunomarcação presente em mais de 50% da área do campo). A partir disto, gerou-se uma mediana que representava cada caso. A intensidade do infiltrado inflamatório foi correlacionada com a progressão da doença, ou seja, foi crescente da gengiva clinicamente saudável até a periodontite agressiva. Detectou-se a presença da IL-17, IL-23 e do RORγt na maioria dos casos avaliados e a quantidade de células imunomarcadas foi correlacionada tanto com a intensidade do infiltrado inflamatório (P<0,001) quanto com os parâmetros clínicos analisados (P<0,001), apresentando uma correlação positiva, predominantemente moderada. A periodontite agressiva apresentou um maior percentual de imunomarcação em relação às outras condições clínicas avaliadas, para todos os marcadores, sugerindo uma possível associação destes marcadores com a progressão da doença periodontal, onde quanto maior a perda de suporte periodontal, maior a quantidade do infiltrado inflamatório e maior número de células imunomarcadas.

2
  • STEFÂNIA JERONIMO FERREIRA
  • Avaliação dos polimorfismos funcionais nos genes de reparo XRCC1, APEX XPD e XPF em carcinomas de céulas escamosas orais.

  • Orientador : HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MARCIO AJUDARTE LOPES
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • SONIA MARIA SOARES
  • Data: 24/02/2015

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  • As vias de reparo por excisão de base (BER) e por excisão de nucleotídeo (NER) desempenham um papel crucial na manutenção da integridade genômica. Polimorfismos em genes das vias BER e NER, que modulam a capacidade de reparo do DNA, podem estar relacionados ao risco de desenvolvimento e desfecho clínico do câncer oral. O presente trabalho foi realizado com amostras do DNA de 92 pacientes com carcinoma de células escamosas oral (CCEO) e 130 controles. Foi realizada uma associação entre a presença de polimorfismos em genes de reparo do DNA e o risco de desenvolver CCEO, bem como o seu desfecho clínico. Quatro polimorfismos de nucleotídeo simples (SNPs) foram analisados nos genes XRCC1 (X-ray repair cross-complementing groups) – rs25487, APEX1 (apurinic/apyrimidinic endonuclease-1) – rs1130409, XPD (Xeroderma pigmentosum complementation group D) – rs13181 e XPF (Xeroderma pigmentosum complementation group F) – rs1799797. O método utilizado foi a reação em cadeia da polimerase em tempo real. O software estatístico GraphPad Prism version 6.0.1. foi utilizado para a aplicação dos testes apropriados. Odds ratio (OR) e hazard ratio (HR), e seus intervalos de confiança (IC) de 95%, foram calculados pela regressão logística e análise multivariada de Cox. A presença das variantes polimórficas nos genes XRCC1, APEX1, XPD, e XPF não foram associadas ao risco de desenvolver CCEO. A interação da presença da variante polimórfica com o hábito de fumar não foi significativa para nenhum dos polimorfismos analisados. Já a presença do polimorfismo em XPD, somada ao hábito de beber, aumentou o risco de desenvolver CCEO (OR 1,86, 95% IC: 0,86 – 4,01, p=0,03). Apenas o SNP do APEX1 (rs1130409) esteve associado a uma diminuição da sobrevida específica (HR 3,94, 95% IC: 1,31 – 11,88, p=0,01). O presente estudo sugere uma interação entre o consumo de álcool e a presença do polimorfismo estudado no gene XPD. Além disso, indica um valor prognóstico para a presença do SNP estudado em APEX1. Mais estudos que avaliem a relevância funcional de polimorfismos são necessários para o entendimento da importância desta alteração no desenvolvimento e evolução do câncer oral.


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  • As vias de reparo por excisão de base (BER) e por excisão de nucleotídeo (NER) desempenham um papel crucial na manutenção da integridade genômica. Polimorfismos em genes das vias BER e NER, que modulam a capacidade de reparo do DNA, podem estar relacionados ao risco de desenvolvimento e desfecho clínico do câncer oral. O presente trabalho foi realizado com amostras do DNA de 92 pacientes com carcinoma de células escamosas oral (CCEO) e 130 controles. Foi realizada uma associação entre a presença de polimorfismos em genes de reparo do DNA e o risco de desenvolver CCEO, bem como o seu desfecho clínico. Quatro polimorfismos de nucleotídeo simples (SNPs) foram analisados nos genes XRCC1 (X-ray repair cross-complementing groups) – rs25487, APEX1 (apurinic/apyrimidinic endonuclease-1) – rs1130409, XPD (Xeroderma pigmentosum complementation group D) – rs13181 e XPF (Xeroderma pigmentosum complementation group F) – rs1799797. O método utilizado foi a reação em cadeia da polimerase em tempo real. O software estatístico GraphPad Prism version 6.0.1. foi utilizado para a aplicação dos testes apropriados. Odds ratio (OR) e hazard ratio (HR), e seus intervalos de confiança (IC) de 95%, foram calculados pela regressão logística e análise multivariada de Cox. A presença das variantes polimórficas nos genes XRCC1, APEX1, XPD, e XPF não foram associadas ao risco de desenvolver CCEO. A interação da presença da variante polimórfica com o hábito de fumar não foi significativa para nenhum dos polimorfismos analisados. Já a presença do polimorfismo em XPD, somada ao hábito de beber, aumentou o risco de desenvolver CCEO (OR 1,86, 95% IC: 0,86 – 4,01, p=0,03). Apenas o SNP do APEX1 (rs1130409) esteve associado a uma diminuição da sobrevida específica (HR 3,94, 95% IC: 1,31 – 11,88, p=0,01). O presente estudo sugere uma interação entre o consumo de álcool e a presença do polimorfismo estudado no gene XPD. Além disso, indica um valor prognóstico para a presença do SNP estudado em APEX1. Mais estudos que avaliem a relevância funcional de polimorfismos são necessários para o entendimento da importância desta alteração no desenvolvimento e evolução do câncer oral.

3
  • ADRIANA COSTA DE SOUZA MARTINS CAMARA
  • ANÁLISE COMPARATIVA DA IMUNOEXPRESSÃO DO IMP-3 E KI-67 EM QUEILITES ACTÍNICAS E CARCINOMA EPIDERMÓIDE DE LÁBIO INFERIOR.

  • Orientador : LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • KARUZA MARIA ALVES PEREIRA
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • Data: 26/02/2015

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  • Alterações epiteliais observadas em queilites actínicas (QA) e carcinomas epidermóides de lábio inferior (CELI) são causadas principalmente pela exposição crônica aos raios UV e são estudadas usando diferentes marcadores imuno-histoquímicos procurando avaliar o processo da carcinogênese. O objetivo deste estudo foi avaliar comparativamente a expressão das proteínas Ki-67 e IMP-3 em QA e CELI afim de contribuir com informações adicionais sobre a carcinogênese em lábio inferior. Foram estudados 33 casos de QA e 33 casos de CELI, sendo analisadas as características clínico-patológicas e imuno expressão do Ki-67 e IMP-3. A análise imuno-histoquímica do Ki-67 se deu através da contagem de 1000 células epiteliais (positivas e negativas) para obtenção do índice de proliferação (IP). Após estabelecer o IP para cada caso, os mesmos foram gradados utilizando os escores 0 (0% de células positivas), +1(≤30%), +2 (>30% a ≤60%) e +3 (>60%). Para aplicação dos testes estatísticos os casos foram classificados em: sem marcação (escore 0), baixa expressão (escore +1) e alta expressão (escores +2 e +3). A expressão do IMP-3 foi feita da observação da porcentagem de células epiteliais imuno marcadas, sendo atribuídos também escores, onde o escore 0 correspondeu a 0%; +1, quando até 30% das células foram positivas; +2, entre 30% a 60% de células imuno marcadas e +3, acima de 60% das células positivas, em seguida também foram classificadas da mesma forma utilizada para o Ki-67.  Foram utilizados os testes estatísticos Qui-quadrado de Pearson, Mann-Whitney e Wilcoxon. O nível de significância adotado foi de 5%. Dos 33 casos de QA, 78,8% foram de pacientes do sexo masculino (n=26) e 21,2% do sexo feminino (n=7), com idade média de 50 anos. No que se refere à atividade ocupacional, houve predominância de atividades relacionadas à exposição solar. Os casos de CELI, caracterizaram-se por 23 casos em pacientes do sexo masculino (69,69%) e 9 do sexo feminino (30,31%), com idade média de  62  anos. Quanto a atividade ocupacional, das 16 fichas clínicas que continham essa informação, 8 pacientes eram agricultores e os outros 8, desempenhavam atividades distintas.  Não foi observada relação estatisticamente significativa entre os aspectos clínicos e a expressão dos marcadores. A comparação da expressão do Ki-67 e IMP-3 nas QAs demonstrou diferença estatisticamente significativa (p≤0,05) entre estas expressões porém, nos casos de CELI não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p>0,05). A expressão do Ki-67 entre as lesões estudadas demonstrou diferença estatisticamente significativa, com alta expressão nas duas lesões, porém para o IMP-3 não foi observada diferença estatisticamente significativa entre as lesões. Embora não tenha sido evidenciada associação entre a expressão dos dois marcadores nas lesões estudadas, observou-se que o IMP-3 se expressou tanto nos CELI quanto nas QAs, sugerindo o potencial carcinogênico dos quadros de QAs. Dessa forma, é fundamental o papel dos profissionais de saúde, particularmente do CD para o  diagnóstico precoce de lesões labiais e na orientação adequada na prevenção, principalmente nos indivíduos expostos frequentemente aos raios ultravioletas.


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  • Alterações epiteliais observadas em queilites actínicas (QA) e carcinomas epidermóides de lábio inferior (CELI) são causadas principalmente pela exposição crônica aos raios UV e são estudadas usando diferentes marcadores imuno-histoquímicos procurando avaliar o processo da carcinogênese. O objetivo deste estudo foi avaliar comparativamente a expressão das proteínas Ki-67 e IMP-3 em QA e CELI afim de contribuir com informações adicionais sobre a carcinogênese em lábio inferior. Foram estudados 33 casos de QA e 33 casos de CELI, sendo analisadas as características clínico-patológicas e imuno expressão do Ki-67 e IMP-3. A análise imuno-histoquímica do Ki-67 se deu através da contagem de 1000 células epiteliais (positivas e negativas) para obtenção do índice de proliferação (IP). Após estabelecer o IP para cada caso, os mesmos foram gradados utilizando os escores 0 (0% de células positivas), +1(≤30%), +2 (>30% a ≤60%) e +3 (>60%). Para aplicação dos testes estatísticos os casos foram classificados em: sem marcação (escore 0), baixa expressão (escore +1) e alta expressão (escores +2 e +3). A expressão do IMP-3 foi feita da observação da porcentagem de células epiteliais imuno marcadas, sendo atribuídos também escores, onde o escore 0 correspondeu a 0%; +1, quando até 30% das células foram positivas; +2, entre 30% a 60% de células imuno marcadas e +3, acima de 60% das células positivas, em seguida também foram classificadas da mesma forma utilizada para o Ki-67.  Foram utilizados os testes estatísticos Qui-quadrado de Pearson, Mann-Whitney e Wilcoxon. O nível de significância adotado foi de 5%. Dos 33 casos de QA, 78,8% foram de pacientes do sexo masculino (n=26) e 21,2% do sexo feminino (n=7), com idade média de 50 anos. No que se refere à atividade ocupacional, houve predominância de atividades relacionadas à exposição solar. Os casos de CELI, caracterizaram-se por 23 casos em pacientes do sexo masculino (69,69%) e 9 do sexo feminino (30,31%), com idade média de  62  anos. Quanto a atividade ocupacional, das 16 fichas clínicas que continham essa informação, 8 pacientes eram agricultores e os outros 8, desempenhavam atividades distintas.  Não foi observada relação estatisticamente significativa entre os aspectos clínicos e a expressão dos marcadores. A comparação da expressão do Ki-67 e IMP-3 nas QAs demonstrou diferença estatisticamente significativa (p≤0,05) entre estas expressões porém, nos casos de CELI não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p>0,05). A expressão do Ki-67 entre as lesões estudadas demonstrou diferença estatisticamente significativa, com alta expressão nas duas lesões, porém para o IMP-3 não foi observada diferença estatisticamente significativa entre as lesões. Embora não tenha sido evidenciada associação entre a expressão dos dois marcadores nas lesões estudadas, observou-se que o IMP-3 se expressou tanto nos CELI quanto nas QAs, sugerindo o potencial carcinogênico dos quadros de QAs. Dessa forma, é fundamental o papel dos profissionais de saúde, particularmente do CD para o  diagnóstico precoce de lesões labiais e na orientação adequada na prevenção, principalmente nos indivíduos expostos frequentemente aos raios ultravioletas.

4
  • BÁRBARA VANESSA DE BRITO MONTEIRO
  • Análise do fator eucariótico de elongação delta 1 (EEF1D) em carcinoma de células escamosas orais


  • Orientador : MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • GUSTAVO PINA GODOY
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 27/02/2015

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  • O prognóstico do Carcinoma de Células Escamosas Orais (CCEO) é pobre em consequência das altas taxas de recorrência, tendência a metastatizar, diagnóstico tardio, bem como devido à ausência de marcadores adequados para detectar a progressão da doença. Neste sentido, a descoberta de novos alvos moleculares é de grande importância para melhores alternativas de diagnóstico e tratamento desta lesão. O Fator Eucariótico de Elongação Delta 1 (EEF1D) participa da etapa de alongamento da tradução do RNAm durante a síntese proteica e tem sido correlacionado com a transformação oncogênica. O presente estudo objetivou analisar a expressão imunohistoquímica do EEF1D em casos de CCEO, bem como investigou em estudos in vitro realizados com linhagens celulares de CCEO (SCC9) silenciadas (SCC9shEEF1D) e não silenciadas (SCC9shControle) para o EEF1D, a expressão de marcadores associados a Transição Epitélio-Mesenquimal (TEM), a expressão e a atividade gelatinolítica de MMPs -2 e -9, além da capacidade de proliferativa, taxas de apoptose e capacidade invasiva destas células. Uma significativa maior intensidade imunoexpressão de EEF1D foi observada nos casos de CCEO comparados à mucosa oral normal (p=0,0096). Uma menor expressão de E-caderina (p=0,00225), acompanhada de uma maior expressão de vimentina (p=0,0149) foi observada por qRT-PCR na linhagem SSC9sh-EEF1D quando comparada à linhagem SCC9shControle. Resultados semelhantes foram obtidos nos experimentos de Western Blot. Uma maior expressão dos fatores de transcrição associados à TEM Snail1 (p<0,0001), Zeb1 (p=0.03) e Zeb2 (p=0,0007) foi encontrada na linhagem SCC9sh-EEF1D por qRT-PCR. Níveis de expressão significativamente mais elevados de MMP-2 avaliados por qRT-PCR e uma maior atividade gelatinolítica desta metaloproteinase avaliada por zimografia foram identificados nas células SCC9sh-EEF1D. Uma menor capacidade proliferativa (p=0,0119) e uma maior capacidade invasiva (p=0,003) foram observadas nas células SCC9sh-EEF1D. Os achados do presente estudo sugerem uma forte participação do EEF1D na carcinogênese oral, principalmente na modulação da TEM e na capacidade proliferativa das células tumorais.


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  • O prognóstico do Carcinoma de Células Escamosas Orais (CCEO) é pobre em consequência das altas taxas de recorrência, tendência a metastatizar, diagnóstico tardio, bem como devido à ausência de marcadores adequados para detectar a progressão da doença. Neste sentido, a descoberta de novos alvos moleculares é de grande importância para melhores alternativas de diagnóstico e tratamento desta lesão. O Fator Eucariótico de Elongação Delta 1 (EEF1D) participa da etapa de alongamento da tradução do RNAm durante a síntese proteica e tem sido correlacionado com a transformação oncogênica. O presente estudo objetivou analisar a expressão imunohistoquímica do EEF1D em casos de CCEO, bem como investigou em estudos in vitro realizados com linhagens celulares de CCEO (SCC9) silenciadas (SCC9shEEF1D) e não silenciadas (SCC9shControle) para o EEF1D, a expressão de marcadores associados a Transição Epitélio-Mesenquimal (TEM), a expressão e a atividade gelatinolítica de MMPs -2 e -9, além da capacidade de proliferativa, taxas de apoptose e capacidade invasiva destas células. Uma significativa maior intensidade imunoexpressão de EEF1D foi observada nos casos de CCEO comparados à mucosa oral normal (p=0,0096). Uma menor expressão de E-caderina (p=0,00225), acompanhada de uma maior expressão de vimentina (p=0,0149) foi observada por qRT-PCR na linhagem SSC9sh-EEF1D quando comparada à linhagem SCC9shControle. Resultados semelhantes foram obtidos nos experimentos de Western Blot. Uma maior expressão dos fatores de transcrição associados à TEM Snail1 (p<0,0001), Zeb1 (p=0.03) e Zeb2 (p=0,0007) foi encontrada na linhagem SCC9sh-EEF1D por qRT-PCR. Níveis de expressão significativamente mais elevados de MMP-2 avaliados por qRT-PCR e uma maior atividade gelatinolítica desta metaloproteinase avaliada por zimografia foram identificados nas células SCC9sh-EEF1D. Uma menor capacidade proliferativa (p=0,0119) e uma maior capacidade invasiva (p=0,003) foram observadas nas células SCC9sh-EEF1D. Os achados do presente estudo sugerem uma forte participação do EEF1D na carcinogênese oral, principalmente na modulação da TEM e na capacidade proliferativa das células tumorais.

5
  • EMILIA BEATRIZ DAS NEVES SILVA MAIA PIMENTEL
  • Avaliação imuno-histoquímica de fatores de crescimento (BMP 4 E FGF 8) e proteína mesenquimal (SINDECAN-1) em tumores odontogênicos

  • Orientador : ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MANUEL ANTONIO GORDON NUNEZ
  • MARIA GORETTI FREIRE DE CARVALHO
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 27/02/2015

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  • Tumores odontogênicos provêm de tecidos dentários por proliferação de tecido epitelial e/ou mesenquimal. Biologicamente, estas lesões poder ter naturezas distintas, sendo  caracterizadas como alterações no desenvolvimento tecidual (hamartomas), tumores benignos não agressivos ou agressivo e tumores malignos. No desenvolvimento e na progressão desses tumores odontogênicos, diferentes relações de interações epitélio/mesenquimais ocorrem originando os diferentes tipos dessas lesões. Numerosas moléculas sinalizadoras participam dessas relações, dentre estas o fator de crescimento fibroblástico (FGF), e a proteína (Óssea Morfogênica (BMP) e proteoglicanos de sulfato de heparan (sindecan), as moléculas envolvidas nos processos de transcrição e os produtos transcritos. Diante, objetivo dessa pesquisa foi investigar a imunolocalização de fatores de crescimento (BMP-4 e FGF-8) e de proteína mesenquimal (Sindecan-1) em uma série de tumores odontogênicos apresentando comportamento biológicos distintos, visando contribuir para um melhor entendimento da participação dessas proteinas no desenvolvimento tumoral. A amostra foi constituída por 21 ameloblastomas do tipo sólido, 19 cerataocistos odontogênicos e 14 tumores odontogênicos adenomatóides. As células imunomarcadas por BMP-4 e FGF-8 foram quantificadas, enquanto a contagem de sindecan-1 foi semi-quantitativa,  e cada caso tumoral catergorizado em escores: 0 - ausente; 1 - 1 a 10% de células positivas, 2 - 11 a 50% de células positivas; e 3 - > < 50% de células positivas. Maior imunoexpressão da sindecan-e foi observada no epitélio das lesões quando comparada com o mesenquima. No ameloblastoma e o ceratocisto odontogênico essa expressão foi maior que no TOA, o que pode caracterizar um comportamento biológico mais agressivo dessas duas primeiras lesões. A maior expressão de BMP-4 no mesenquima de ameloblastoma comparado ao ceratocisto ( p=0,009), pode indicar uma interação e participação ativa nas células parenquimais na patogenese desses tumores, enquanto que no tecido epitelial, nenhuma diferença signigicativa foi observada quando comparadas as três lesões. Sendo que no ameloblastoma sua expressão foi predominantemente mesenquimal (p=0,008), enquanto no ceratocisto maior expressão foi observada no epitélio (p = 0,0046). Em todas as lesões, correlação forte ou moderada foi observada na imunoexpressão de BMP-4 no epitélio e mesenquima. Para FGF-8, em nenhuma lesão foi observaa diferença entre a imunoexprssão no epitélio ou mesenquima, contudo no ameloblastoma correlação positiva foi encontrada (Correlação Spearman, rho=0,857,p<0,001), indicando que a imunoexpressão de FGF-8 concomitante foi indicar um pior prognóstico para ameloblastomas e também, estar a uma associado a uma maior atividade osteolítica obsrervada nesses tumores. Concluiu-se então que os três biomarcadores avaliados nesse estudo (BMP-4, FGF-8 e Sindecan) participam ativamente da patogenese das lesões, sendo que maior imunoexpressão de FGF-8 e sindecan pode estar associada a um comportamento biológico mais agressivo, enquanto BMP-4 apresentou padrão de imunoexpressão semelhante nas três lesões, podendo estar associado à diferenciação celular e manutenção do padrão de crescimento da lesões.


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  • Tumores odontogênicos provêm de tecidos dentários por proliferação de tecido epitelial e/ou mesenquimal. Biologicamente, estas lesões poder ter naturezas distintas, sendo  caracterizadas como alterações no desenvolvimento tecidual (hamartomas), tumores benignos não agressivos ou agressivo e tumores malignos. No desenvolvimento e na progressão desses tumores odontogênicos, diferentes relações de interações epitélio/mesenquimais ocorrem originando os diferentes tipos dessas lesões. Numerosas moléculas sinalizadoras participam dessas relações, dentre estas o fator de crescimento fibroblástico (FGF), e a proteína (Óssea Morfogênica (BMP) e proteoglicanos de sulfato de heparan (sindecan), as moléculas envolvidas nos processos de transcrição e os produtos transcritos. Diante, objetivo dessa pesquisa foi investigar a imunolocalização de fatores de crescimento (BMP-4 e FGF-8) e de proteína mesenquimal (Sindecan-1) em uma série de tumores odontogênicos apresentando comportamento biológicos distintos, visando contribuir para um melhor entendimento da participação dessas proteinas no desenvolvimento tumoral. A amostra foi constituída por 21 ameloblastomas do tipo sólido, 19 cerataocistos odontogênicos e 14 tumores odontogênicos adenomatóides. As células imunomarcadas por BMP-4 e FGF-8 foram quantificadas, enquanto a contagem de sindecan-1 foi semi-quantitativa,  e cada caso tumoral catergorizado em escores: 0 - ausente; 1 - 1 a 10% de células positivas, 2 - 11 a 50% de células positivas; e 3 - > < 50% de células positivas. Maior imunoexpressão da sindecan-e foi observada no epitélio das lesões quando comparada com o mesenquima. No ameloblastoma e o ceratocisto odontogênico essa expressão foi maior que no TOA, o que pode caracterizar um comportamento biológico mais agressivo dessas duas primeiras lesões. A maior expressão de BMP-4 no mesenquima de ameloblastoma comparado ao ceratocisto ( p=0,009), pode indicar uma interação e participação ativa nas células parenquimais na patogenese desses tumores, enquanto que no tecido epitelial, nenhuma diferença signigicativa foi observada quando comparadas as três lesões. Sendo que no ameloblastoma sua expressão foi predominantemente mesenquimal (p=0,008), enquanto no ceratocisto maior expressão foi observada no epitélio (p = 0,0046). Em todas as lesões, correlação forte ou moderada foi observada na imunoexpressão de BMP-4 no epitélio e mesenquima. Para FGF-8, em nenhuma lesão foi observaa diferença entre a imunoexprssão no epitélio ou mesenquima, contudo no ameloblastoma correlação positiva foi encontrada (Correlação Spearman, rho=0,857,p<0,001), indicando que a imunoexpressão de FGF-8 concomitante foi indicar um pior prognóstico para ameloblastomas e também, estar a uma associado a uma maior atividade osteolítica obsrervada nesses tumores. Concluiu-se então que os três biomarcadores avaliados nesse estudo (BMP-4, FGF-8 e Sindecan) participam ativamente da patogenese das lesões, sendo que maior imunoexpressão de FGF-8 e sindecan pode estar associada a um comportamento biológico mais agressivo, enquanto BMP-4 apresentou padrão de imunoexpressão semelhante nas três lesões, podendo estar associado à diferenciação celular e manutenção do padrão de crescimento da lesões.

2014
Dissertações
1
  • MARIA LUIZA DINIZ DE SOUSA LOPES
  • IMUNOEXPRESSÃO DE GALECTINAS EM QUEILITES ACTÍNICAS E SUA RELAÇÃO COM CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E GRADAÇÃO HISTOLÓGICA

  • Orientador : ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MARIA CARMEN FONTOURA NOGUEIRA DA CRUZ
  • Data: 07/02/2014

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  • A queilite actínica (QA) é uma lesão inflamatória crônica potencialmente maligna que em algumas situações pode se transformar em carcinoma de células escamosas (CCE) de lábio inferior. Os mecanismos moleculares envolvidos neste processo ainda não são completamente esclarecidos. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a imunoexpressão das galectinas -1, -3, -7 e -9 e relacionar este aspecto com as características clínicas (sexo, idade e aspecto clínico) e gradação histológica pelo sistema binário (baixo ou alto risco de transformação maligna). A imunomarcação de cada caso foi avaliada de forma semiquantitativa, na qual foram atribuídos os escores: 0 (0% de células positivas), escore 1 (1 a 30% de células positivas), escore 2 (31 a 60% de células positivas) e escore 3 (mais de 60% das células positivas). A imunoexpressão também foi analisada quanto à localização nos compartimentos celulares e nos estratos epiteliais. A análise estatística foi realizada através dos testes de Mann-Whitney, Qui-quadrado de Pearson e Exato de Fisher com nível de significância estabelecido em 5%. Dos 65 casos de QA, 76,9% era do sexo masculino, 80% tinha idade superior a 40 anos, 70,8% era da raça branca e 61,5% foram histologicamente gradadas como QAs de baixo risco. A expressão imunoistoquímica das galectinas foi variável na amostra e de forma geral não exibiu relação com os parâmetros clínicos. A expressão da galectina-1 foi observada em 98,5% dos casos, principalmente no citoplasma celular em todas as camadas epiteliais e foi elevada em 60% dos casos (escore 3), independente da gradação histológica (p>0,05). Diferente da galectina-3, cuja expressão foi observada em todos os casos, sendo maior nas QAs de alto risco que no grupo de baixo risco (p<0,05), com predominância de marcação no citoplasma e núcleo celular nas QAs de baixo risco (67,5%) e de marcação apenas no citoplasma nos casos de alto risco (60%) (p<0,05).  A galectina-7 foi positiva em todos os casos, majoritariamente na região suprabasal do epitélio (95,4%), porém sem diferenças significativas no escores de expressão entre os grupos histológicos (p>0,05). Com relação à galectina-9, 89,2% dos casos foram positivos, com redução na mediana dos escores de expressão com o aumento do grau histológico (p<0,001), sendo essa expressão predominante no núcleo e citoplasma. Com base nestes resultados, sugere-se que as galectinas analisadas nesta pesquisa podem estar envolvidas no desenvolvimento e progressão das queilites actínicas.


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  • A queilite actínica (QA) é uma lesão inflamatória crônica potencialmente maligna que em algumas situações pode se transformar em carcinoma de células escamosas (CCE) de lábio inferior. Os mecanismos moleculares envolvidos neste processo ainda não são completamente esclarecidos. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a imunoexpressão das galectinas -1, -3, -7 e -9 e relacionar este aspecto com as características clínicas (sexo, idade e aspecto clínico) e gradação histológica pelo sistema binário (baixo ou alto risco de transformação maligna). A imunomarcação de cada caso foi avaliada de forma semiquantitativa, na qual foram atribuídos os escores: 0 (0% de células positivas), escore 1 (1 a 30% de células positivas), escore 2 (31 a 60% de células positivas) e escore 3 (mais de 60% das células positivas). A imunoexpressão também foi analisada quanto à localização nos compartimentos celulares e nos estratos epiteliais. A análise estatística foi realizada através dos testes de Mann-Whitney, Qui-quadrado de Pearson e Exato de Fisher com nível de significância estabelecido em 5%. Dos 65 casos de QA, 76,9% era do sexo masculino, 80% tinha idade superior a 40 anos, 70,8% era da raça branca e 61,5% foram histologicamente gradadas como QAs de baixo risco. A expressão imunoistoquímica das galectinas foi variável na amostra e de forma geral não exibiu relação com os parâmetros clínicos. A expressão da galectina-1 foi observada em 98,5% dos casos, principalmente no citoplasma celular em todas as camadas epiteliais e foi elevada em 60% dos casos (escore 3), independente da gradação histológica (p>0,05). Diferente da galectina-3, cuja expressão foi observada em todos os casos, sendo maior nas QAs de alto risco que no grupo de baixo risco (p<0,05), com predominância de marcação no citoplasma e núcleo celular nas QAs de baixo risco (67,5%) e de marcação apenas no citoplasma nos casos de alto risco (60%) (p<0,05).  A galectina-7 foi positiva em todos os casos, majoritariamente na região suprabasal do epitélio (95,4%), porém sem diferenças significativas no escores de expressão entre os grupos histológicos (p>0,05). Com relação à galectina-9, 89,2% dos casos foram positivos, com redução na mediana dos escores de expressão com o aumento do grau histológico (p<0,001), sendo essa expressão predominante no núcleo e citoplasma. Com base nestes resultados, sugere-se que as galectinas analisadas nesta pesquisa podem estar envolvidas no desenvolvimento e progressão das queilites actínicas.

2
  • TIAGO JOÃO DA SILVA FILHO
  • EXPRESSÃO IMUNOISTOQUÍMICA DE GLUT-1 E MARCADORES DE PROLIFERAÇÃO E APOPTOSE EM ANOMALIAS VASCULARES ORAIS

  • Orientador : LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • MARCELO GADELHA VASCONCELOS
  • Data: 10/02/2014

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  • As anomalias vasculares constituem um grupo de lesões distintas, mas que podem apresentar características clínicas e histopatológicas semelhantes, que poderiam levar a equívocos diagnósticos. Este estudo objetivou por meio da histopatologia e da expressão imuno-histoquímica da proteína humana transportadora de glicose (GLUT-1), identificar e classificar corretamente as anomalias vasculares orais, além de analisar a imunoexpressão de marcadores envolvidos na progressão tumoral. Todos os casos diagnosticados como “hemangiomas orais” pertencentes aos arquivos do Serviço de Anatomia Patológica da disciplina de Patologia Oral do Departamento de Odontologia (DOD) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foram revisados, totalizando 77 casos. A análise imuno-histoquímica para GLUT-1 revelou que apenas 26 (33,8%) dos espécimes tratavam-se de hemangiomas da infância (HIs) verdadeiros. Os 51 (66,2%%) espécimes GLUT-1 negativos foram então reclassificados em granulomas piogênicos (GPs) e malformações vasculares (MVs) a partir de suas características histopatológicas, totalizando 26 (33,8%) casos de HIs, 20 (26,0%) de GPs e 31 (40,2) casos de MVs orais. Na análise acerca das subclassificações e neologismos usados para designar essas lesões, observamos que dentre os casos diagnosticados inicialmente apenas como “hemangiomas”, apenas 47,5% tratavam-se de HIs verdadeiros. No grupo de “hemangiomas capilares”, a maioria (56,2%) tratava-se, na verdade, de GPs. Dos 3 “hemangiomas celulares”, 2 deles tratavam-se de GPs e um de HI, e, a grande maioria (88,8%) dos casos de “hemangiomas cavernosos” tratavam-se, na verdade, de MVs orais. Os casos submetidos à análise do marcador Ki-67 apresentaram medianas diferentes HI (13,85), GP (33,70) e MV (4,55) com diferenças estatisticamente significantes entre elas (p<0,001), segundo o teste estatístico não paramétrico Kruskal-Wallis, porém não é possível sugerir que os níveis de Ki-67 apresentem algum grau de interdependência com a imunoexpressão de GLUT-1. Em relação à proteína Bcl-2, os grupos também apresentaram diferentes medianas dos escores estabelecidos HI (1,00), GP (1,50), MVs (0,0) demonstrando diferenças estatisticamente significantes entre elas, segundo o teste estatístico de Kruskal-Wallis. Além disso, não foram observadas correlações estatisticamente significantes entre os índices de positividade para o Ki-67 e os escores de imunoexpressão de Bcl-2. Dessa maneira, podemos concluir que se faz necessário uma revisão criteriosa e parametrizada dos casos de anomalias vasculares utilizando ferramentas auxiliares, como a GLUT-1, uma vez que os achados histopatológicos sozinhos não são suficientes para diferenciar algumas anomalias. Além disso, a análise das expressões de marcadores envolvidos nos níveis de proliferação das lesões é um aspecto importante para o melhor entendimento do seu comportamento biológico.


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  • As anomalias vasculares constituem um grupo de lesões distintas, mas que podem apresentar características clínicas e histopatológicas semelhantes, que poderiam levar a equívocos diagnósticos. Este estudo objetivou por meio da histopatologia e da expressão imuno-histoquímica da proteína humana transportadora de glicose (GLUT-1), identificar e classificar corretamente as anomalias vasculares orais, além de analisar a imunoexpressão de marcadores envolvidos na progressão tumoral. Todos os casos diagnosticados como “hemangiomas orais” pertencentes aos arquivos do Serviço de Anatomia Patológica da disciplina de Patologia Oral do Departamento de Odontologia (DOD) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foram revisados, totalizando 77 casos. A análise imuno-histoquímica para GLUT-1 revelou que apenas 26 (33,8%) dos espécimes tratavam-se de hemangiomas da infância (HIs) verdadeiros. Os 51 (66,2%%) espécimes GLUT-1 negativos foram então reclassificados em granulomas piogênicos (GPs) e malformações vasculares (MVs) a partir de suas características histopatológicas, totalizando 26 (33,8%) casos de HIs, 20 (26,0%) de GPs e 31 (40,2) casos de MVs orais. Na análise acerca das subclassificações e neologismos usados para designar essas lesões, observamos que dentre os casos diagnosticados inicialmente apenas como “hemangiomas”, apenas 47,5% tratavam-se de HIs verdadeiros. No grupo de “hemangiomas capilares”, a maioria (56,2%) tratava-se, na verdade, de GPs. Dos 3 “hemangiomas celulares”, 2 deles tratavam-se de GPs e um de HI, e, a grande maioria (88,8%) dos casos de “hemangiomas cavernosos” tratavam-se, na verdade, de MVs orais. Os casos submetidos à análise do marcador Ki-67 apresentaram medianas diferentes HI (13,85), GP (33,70) e MV (4,55) com diferenças estatisticamente significantes entre elas (p<0,001), segundo o teste estatístico não paramétrico Kruskal-Wallis, porém não é possível sugerir que os níveis de Ki-67 apresentem algum grau de interdependência com a imunoexpressão de GLUT-1. Em relação à proteína Bcl-2, os grupos também apresentaram diferentes medianas dos escores estabelecidos HI (1,00), GP (1,50), MVs (0,0) demonstrando diferenças estatisticamente significantes entre elas, segundo o teste estatístico de Kruskal-Wallis. Além disso, não foram observadas correlações estatisticamente significantes entre os índices de positividade para o Ki-67 e os escores de imunoexpressão de Bcl-2. Dessa maneira, podemos concluir que se faz necessário uma revisão criteriosa e parametrizada dos casos de anomalias vasculares utilizando ferramentas auxiliares, como a GLUT-1, uma vez que os achados histopatológicos sozinhos não são suficientes para diferenciar algumas anomalias. Além disso, a análise das expressões de marcadores envolvidos nos níveis de proliferação das lesões é um aspecto importante para o melhor entendimento do seu comportamento biológico.

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  • ANDRÉIA FERREIRA DO CARMO
  • EXPRESSÃO IMUNOISTOQUÍMICA DE EGFR e PTEN EM DISPLASIAS EPITELIAIS ORAIS


  • Orientador : HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MANUEL ANTONIO GORDON NUNEZ
  • Data: 12/02/2014

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  • A displasia epitelial (DE) oral é uma desordem potencialmente maligna (DPM), cujo diagnóstico e gradação histológica se baseiam nas suas alterações arquiteturais e citológicas. Para avaliar o risco de transformação maligna dessas lesões de forma mais precisa é fundamental entender e localizar alterações bioquímicas nas células displásicas, as quais podem ajudar a compreender melhor a progressão para a malignidade. Dessa forma, o presente estudo objetivou avaliar a imunoexpressão de EGFR e PTEN nas DEs orais e relacionar esse aspecto com as características clínicas e gradação histológica pelo sistema binário (baixo e alto risco de transformação maligna). Para tanto, foram salecionados 20 casos de DE de alto risco e 20 de baixo risco para serem submetidos à análise imunoistoquímica para os biomarcadores supracitados. A imunomarcação de cada caso foi avaliada semiquantitativamente, na qual foram atribuídos escores: 0 (0-25% de células positivas), 1 (26-50% de células positivas), 2 (51-75% de células positivas) e 3 (mais de 75% de células positivas). A imunoexpressão também foi analisada quanto aos estratos epiteliais. Os resultados mostraram que 57,5% dos pacientes eram do gênero feminino, a média de idade foi de 57,5 anos, 42,5% foram diagnosticados clinicamente como leucoplasia e 32,5% dos casos foram provenientes de lesões localizadas na língua. De forma geral, gênero e idade não exerceram influência na imunoexpressão do EGFR e PTEN. A expressão do EGFR foi observada em 100% dos casos, nos quais houve predomínio do escore 3 (75%) e imunoreatividade em todas as camadas epiteliais (55%), independente da gradação histológica (p = 0,453 e p = 0,204, respectivamente). O PTEN revelou positividade de marcação em 87,5% dos casos, nos quais observou-se predomínio do escore 0 (55%) e imunoreatividade limitada à camada basal (40%), porém sem diferenças significativas entre os grupos histológicos (p = 0,904 e p = 0,915, respectivamente). Por fim, quando analisados, em conjunto, os 40 casos de DEs, foi observada uma fraca correlação positiva, estatisticamente significativa, entre os padrões de imunoexpressão do EGFR e do PTEN (r = 0,317; p = 0,046). Com base nesses resultados, sugere-se que alterações de expressão do EGFR e PTEN participem dos processos moleculares envolvidos no desenvolvimento das DEs orais.


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  • A displasia epitelial (DE) oral é uma desordem potencialmente maligna (DPM), cujo diagnóstico e gradação histológica se baseiam nas suas alterações arquiteturais e citológicas. Para avaliar o risco de transformação maligna dessas lesões de forma mais precisa é fundamental entender e localizar alterações bioquímicas nas células displásicas, as quais podem ajudar a compreender melhor a progressão para a malignidade. Dessa forma, o presente estudo objetivou avaliar a imunoexpressão de EGFR e PTEN nas DEs orais e relacionar esse aspecto com as características clínicas e gradação histológica pelo sistema binário (baixo e alto risco de transformação maligna). Para tanto, foram salecionados 20 casos de DE de alto risco e 20 de baixo risco para serem submetidos à análise imunoistoquímica para os biomarcadores supracitados. A imunomarcação de cada caso foi avaliada semiquantitativamente, na qual foram atribuídos escores: 0 (0-25% de células positivas), 1 (26-50% de células positivas), 2 (51-75% de células positivas) e 3 (mais de 75% de células positivas). A imunoexpressão também foi analisada quanto aos estratos epiteliais. Os resultados mostraram que 57,5% dos pacientes eram do gênero feminino, a média de idade foi de 57,5 anos, 42,5% foram diagnosticados clinicamente como leucoplasia e 32,5% dos casos foram provenientes de lesões localizadas na língua. De forma geral, gênero e idade não exerceram influência na imunoexpressão do EGFR e PTEN. A expressão do EGFR foi observada em 100% dos casos, nos quais houve predomínio do escore 3 (75%) e imunoreatividade em todas as camadas epiteliais (55%), independente da gradação histológica (p = 0,453 e p = 0,204, respectivamente). O PTEN revelou positividade de marcação em 87,5% dos casos, nos quais observou-se predomínio do escore 0 (55%) e imunoreatividade limitada à camada basal (40%), porém sem diferenças significativas entre os grupos histológicos (p = 0,904 e p = 0,915, respectivamente). Por fim, quando analisados, em conjunto, os 40 casos de DEs, foi observada uma fraca correlação positiva, estatisticamente significativa, entre os padrões de imunoexpressão do EGFR e do PTEN (r = 0,317; p = 0,046). Com base nesses resultados, sugere-se que alterações de expressão do EGFR e PTEN participem dos processos moleculares envolvidos no desenvolvimento das DEs orais.

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  • VIVIANE ALVES DE OLIVEIRA
  • Imunoexpressão do EGFR e da PODOPLANINA em cistos radiculares e dentígeros

  • Orientador : BRUNO CESAR DE VASCONCELOS GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRUNO CESAR DE VASCONCELOS GURGEL
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • FERNANDO JOSE DE OLIVEIRA NOBREGA
  • Data: 13/02/2014

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  • Cistos radiculares (CRs) e dentígeros (CDs), apesar de etiologias diferentes, formam uma cavidade cística revestida por epitélio, a qual cresce em função do acúmulo de líquido em seu interior, à medida que o osso ao redor é reabsorvido e o epitélio vai sendo induzido a proliferar. A proliferação epitelial, que tem sido apontada como um dos processos determinantes no crescimento das lesões císticas odontogênicas, é influenciada por fatores de crescimento, muitos dos quais podem ter sua produção estimulada principalmente durante processos inflamatórios. Assim, é possível que variações vistas na cápsula fibrosa desses cistos, com relação ao infiltrado inflamatório, possam refletir diferenças na atividade de crescimento dessas lesões. Dentre os fatores estimuladores epiteliais se destacam o EGFR (receptor do fator de crescimento epidérmico) e a podoplanina (PDPN). O objetivo desta pesquisa foi avaliar e comparar a expressão imunoistoquímica do EGFR e da PDPN em CRs e CDs, de forma semiquantitativa, em microscopia de luz, associando-a com o grau de inflamação, localização celular da imunocoloração e camadas epiteliais imunomarcadas. Utilizou-se 30 casos de CRs e 30 de CDs, os quais foram analisados através de estudo morfológico e imunoistoquimico. Os dados foram avaliados estatisticamente por meio de testes do Qui-quadrado e Exato de Fisher, considerando-se um nível de significância de 5%. Os resultados mostraram que houve elevada imunorreatividade das duas proteínas nas lesões estudadas, sendo observada apenas diferença estatística significativa na imunoexpressão de PDPN (p=0,033), que se mostrou mais elevada nos CRs. Os demais parâmetros analisados não demonstraram diferenças significativas relevantes. Conclui-se que, como o EGFR e a PDPN apresentaram elevada imunoexpressão nas lesões císticas analisadas, essas proteínas participam do processo de estabelecimento e crescimento dessas lesões através da estimulação epitelial, apesar de apresentarem etiologias diferentes. A maior imunomarcação de PDPN em CRs do que em CDs não se mostrou indicador de distinção entre as duas lesões, uma vez que nestes últimos essa proteína também apresentou expressão marcante.


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  • Cistos radiculares (CRs) e dentígeros (CDs), apesar de etiologias diferentes, formam uma cavidade cística revestida por epitélio, a qual cresce em função do acúmulo de líquido em seu interior, à medida que o osso ao redor é reabsorvido e o epitélio vai sendo induzido a proliferar. A proliferação epitelial, que tem sido apontada como um dos processos determinantes no crescimento das lesões císticas odontogênicas, é influenciada por fatores de crescimento, muitos dos quais podem ter sua produção estimulada principalmente durante processos inflamatórios. Assim, é possível que variações vistas na cápsula fibrosa desses cistos, com relação ao infiltrado inflamatório, possam refletir diferenças na atividade de crescimento dessas lesões. Dentre os fatores estimuladores epiteliais se destacam o EGFR (receptor do fator de crescimento epidérmico) e a podoplanina (PDPN). O objetivo desta pesquisa foi avaliar e comparar a expressão imunoistoquímica do EGFR e da PDPN em CRs e CDs, de forma semiquantitativa, em microscopia de luz, associando-a com o grau de inflamação, localização celular da imunocoloração e camadas epiteliais imunomarcadas. Utilizou-se 30 casos de CRs e 30 de CDs, os quais foram analisados através de estudo morfológico e imunoistoquimico. Os dados foram avaliados estatisticamente por meio de testes do Qui-quadrado e Exato de Fisher, considerando-se um nível de significância de 5%. Os resultados mostraram que houve elevada imunorreatividade das duas proteínas nas lesões estudadas, sendo observada apenas diferença estatística significativa na imunoexpressão de PDPN (p=0,033), que se mostrou mais elevada nos CRs. Os demais parâmetros analisados não demonstraram diferenças significativas relevantes. Conclui-se que, como o EGFR e a PDPN apresentaram elevada imunoexpressão nas lesões císticas analisadas, essas proteínas participam do processo de estabelecimento e crescimento dessas lesões através da estimulação epitelial, apesar de apresentarem etiologias diferentes. A maior imunomarcação de PDPN em CRs do que em CDs não se mostrou indicador de distinção entre as duas lesões, uma vez que nestes últimos essa proteína também apresentou expressão marcante.

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  • MARCELO ANDERSON BARBOSA NASCIMENTO
  • AVALIAÇÃO IMUNO-HISTOQUÍMICA DA BMP-2, BMP-4 E SEUS RECEPTORES BMPRIA E BMPRII EM AMELOBLASTOMAS E TUMOR ODONTOGÊNICO ADENOMATÓIDE

  • Orientador : LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • PEDRO PAULO DE ANDRADE SANTOS
  • Data: 14/02/2014

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  • BMPs são componentes da superfamília de ligantes do fator de transformação do crescimento-β (TGF-β), secretados no meio extracelular, com mecanismos de comunicação intercelular por meio de ligantes e receptores específicos em diversas células-alvo, sendo reconhecidas por sua influência na indução osteogênica, também desempenhando importante papel na homeostase tecidual, proliferação celular, no controle de diferenciação, além de estar presente no desenvolvimento de diversas neoplasias. O objetivo deste estudo foi comparar a expressão imuno-histoquímica da BMP-2, BMP-4 e seus receptores BMPRIA e BMPRII em casos de Ameloblastoma e Tumor odontogênico adenomatóide. A amostra foi constituída de 20 casos de Ameloblastoma sólido (AS), 10 casos de Ameloblastoma unicístico (AU) e 16 casos de Tumor odontogênico adenomatóide (TOA). A expressão das BMPs e seus receptores foi avaliada no parênquima e estroma das lesões, estabelecendo-se o percentual de células imunopositivas (0 – negativo; 1 - 1% a 10% das células positivas; 2 - 11% a 25% das células positivas; 3 - 26% a 50% das células positivas; 4 - 51% a 75% das células positivas; 5 - mais 75% de células positivas). A análise da expressão de BMP-2 não revelou diferenças estatisticamente significativas no componente parênquimatoso (p = 0,925) e estromal (p = 0,345) entre os grupos estudados, assim como a BMP-4 (p = 0,873 / p = 0,131). No componente epitelial, AS e TOA apresentaram maior frequência do escore 5. Por sua vez, todos os casos de AU foram classificados como escore 5. A análise do componente estromal revelou não haver diferença estatisticamente significativa entre os grupos em relação às medianas dos escores de positividade para BMPRIA (p = 0,768) e BMPRII (p = 0,779). No componente epitelial de AS e de AU, não foram observadas correlações estatisticamente significativas entre as imunoexpressões das proteínas analisadas. Por sua vez, no grupo dos TOAs, foram constatadas correlações positivas, estatisticamente significativas, entre os escores de expressão de todas as proteínas avaliadas. No componente estromal, foram constatadas correlações positivas, estatisticamente significativas, apenas no grupo do AS em BMP-4 e BMPRII (r = 0,476; p = 0,034) e do AU em BMP-4 e BMPRIA (r = 0,709; p = 0,022). Os resultados do presente estudo sugerem que as BMPs e seus receptores estão envolvidos no processo de desenvolvimento de tumores odontogênicos. A BMP-4, por sua vez, além de estar presente em tumores odontogênicos possui a capacidade de formação de material mineralizado.


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  • BMPs são componentes da superfamília de ligantes do fator de transformação do crescimento-β (TGF-β), secretados no meio extracelular, com mecanismos de comunicação intercelular por meio de ligantes e receptores específicos em diversas células-alvo, sendo reconhecidas por sua influência na indução osteogênica, também desempenhando importante papel na homeostase tecidual, proliferação celular, no controle de diferenciação, além de estar presente no desenvolvimento de diversas neoplasias. O objetivo deste estudo foi comparar a expressão imuno-histoquímica da BMP-2, BMP-4 e seus receptores BMPRIA e BMPRII em casos de Ameloblastoma e Tumor odontogênico adenomatóide. A amostra foi constituída de 20 casos de Ameloblastoma sólido (AS), 10 casos de Ameloblastoma unicístico (AU) e 16 casos de Tumor odontogênico adenomatóide (TOA). A expressão das BMPs e seus receptores foi avaliada no parênquima e estroma das lesões, estabelecendo-se o percentual de células imunopositivas (0 – negativo; 1 - 1% a 10% das células positivas; 2 - 11% a 25% das células positivas; 3 - 26% a 50% das células positivas; 4 - 51% a 75% das células positivas; 5 - mais 75% de células positivas). A análise da expressão de BMP-2 não revelou diferenças estatisticamente significativas no componente parênquimatoso (p = 0,925) e estromal (p = 0,345) entre os grupos estudados, assim como a BMP-4 (p = 0,873 / p = 0,131). No componente epitelial, AS e TOA apresentaram maior frequência do escore 5. Por sua vez, todos os casos de AU foram classificados como escore 5. A análise do componente estromal revelou não haver diferença estatisticamente significativa entre os grupos em relação às medianas dos escores de positividade para BMPRIA (p = 0,768) e BMPRII (p = 0,779). No componente epitelial de AS e de AU, não foram observadas correlações estatisticamente significativas entre as imunoexpressões das proteínas analisadas. Por sua vez, no grupo dos TOAs, foram constatadas correlações positivas, estatisticamente significativas, entre os escores de expressão de todas as proteínas avaliadas. No componente estromal, foram constatadas correlações positivas, estatisticamente significativas, apenas no grupo do AS em BMP-4 e BMPRII (r = 0,476; p = 0,034) e do AU em BMP-4 e BMPRIA (r = 0,709; p = 0,022). Os resultados do presente estudo sugerem que as BMPs e seus receptores estão envolvidos no processo de desenvolvimento de tumores odontogênicos. A BMP-4, por sua vez, além de estar presente em tumores odontogênicos possui a capacidade de formação de material mineralizado.

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  • LUCIANA ELOÍSA DA SILVA CASTRO NÓBREGA
  • Avaliação da angiogênese em lesões de líquen plano oral e pênfigo vulgar

  • Orientador : ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • KARUZA MARIA ALVES PEREIRA
  • Data: 20/02/2014

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  • O Líquen Plano Oral e o Pênfigo Vulgar são doenças imunológicas crônicas mucocutâneas de etiologias desconhecidas que podem acometer a mucosa oral. Tão importante quanto em neoplasias o papel da angiogênese na patogenia das doenças inflamatórias crônicas é de apreciável interesse, podendo ser considerado um marcador da atividade da doença; além de através da investigação desse processo angiogênico aprimorar o entendimento do mecanismo patogênico das mesmas. Este trabalho se propôs a avaliar a atividade angiogênica através da expressão imunoistoquímica do anticorpo anti-CD34 em 26 casos de LPO reticulares, 14 casos de LPO erosivos e em 18 casos de PV. Os resultados deste experimento foram submetidos a testes estatístico não-paramétricos com nível de significância de 5%. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre o número médio de vasos obtidos pela MVC nas lesões. Todavia, foi observado que a mediana dos casos de líquen plano oral foi maior que no grupo de pênfigo vulgar, que por sua vez revelou mediana maior que nos casos de mucosa oral normal (p=0,280). No tocante a contagem microvascular de CD34 em relação à forma clínica dos líquens planos orais (reticular e erosivo), verificou-se uma mediana ligeiramente maior para a forma clínica erosiva. Apesar de os testes estatísticos utilizados não demonstrarem diferença significativa (p=0,720). Ainda que os resultados do presente estudo não permitam a afirmação contundente da participação do processo angiogênico na patogênese e progressão das lesões de líquen plano oral e pênfigo vulgar, sugerimos que este processo está presente em ambas as lesões, porém outros estudos devem ser realizados a fim de que essa hipótese seja fundamentada.


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  • O Líquen Plano Oral e o Pênfigo Vulgar são doenças imunológicas crônicas mucocutâneas de etiologias desconhecidas que podem acometer a mucosa oral. Tão importante quanto em neoplasias o papel da angiogênese na patogenia das doenças inflamatórias crônicas é de apreciável interesse, podendo ser considerado um marcador da atividade da doença; além de através da investigação desse processo angiogênico aprimorar o entendimento do mecanismo patogênico das mesmas. Este trabalho se propôs a avaliar a atividade angiogênica através da expressão imunoistoquímica do anticorpo anti-CD34 em 26 casos de LPO reticulares, 14 casos de LPO erosivos e em 18 casos de PV. Os resultados deste experimento foram submetidos a testes estatístico não-paramétricos com nível de significância de 5%. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre o número médio de vasos obtidos pela MVC nas lesões. Todavia, foi observado que a mediana dos casos de líquen plano oral foi maior que no grupo de pênfigo vulgar, que por sua vez revelou mediana maior que nos casos de mucosa oral normal (p=0,280). No tocante a contagem microvascular de CD34 em relação à forma clínica dos líquens planos orais (reticular e erosivo), verificou-se uma mediana ligeiramente maior para a forma clínica erosiva. Apesar de os testes estatísticos utilizados não demonstrarem diferença significativa (p=0,720). Ainda que os resultados do presente estudo não permitam a afirmação contundente da participação do processo angiogênico na patogênese e progressão das lesões de líquen plano oral e pênfigo vulgar, sugerimos que este processo está presente em ambas as lesões, porém outros estudos devem ser realizados a fim de que essa hipótese seja fundamentada.

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  • THAIS ALINE OLIVEIRA MACIEL
  • ESTUDO DA INFLUÊNCIA DE LINFÓCITOS TCD-8 E DAS CÉLULAS NK EM CASOS DE CARCINOMA EPIDERMÓIDE DE LÁBIO INFERIOR E SUA RELAÇÃO COM A PROGRESSÃO DA LESÃO

  • Orientador : LEAO PEREIRA PINTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • GUSTAVO PINA GODOY
  • Data: 26/02/2014

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  • A presença de células inflamatórias dentro do microambiente tumoral exerce um papel dual podendo contribuir tanto para a progressão como para a inibição do crescimento do tumor. Estudos recentes sugerem que a qualidade, e não a quantidade, do infiltrado inflamatório é o determinante mais importante para o prognóstico. Portanto, as células TCD8 e as células natural killer (NK), são as principais células efetoras no combate do câncer. O objetivo desse trabalho foi avaliar, através do estudo imunoistoquímico, a expressão do linfócitos TCD8 e das células NK em carcinoma epidermóide (CE) de lábio inferior e sua relação com a progressão da lesão.A amostra foi composta por 32 espécimes de CE de lábio inferior, dos quais 16 apresentavam metástase linfonodal regional, e os 16 restantes, livres de metástase. O total de células positivas no front de invasão foram avaliados de forma quantitativa e os resultados obtidos foram relacionados com estadiamento clínico TNM, gradação histopatológica de malignidade e fatores prognósticos. Observou-se para o grupo com metástases, prevalência dos estágios III e IV (p<0,0001). A maioria dos casos com metástases, apresentavam alto grau de malignidade (p=0,006). A maioria dos casos classificados como de alto grau de malignidade apresentavam estágios III e IV (p=0,032). Do total da amostra, houve três casos com recidiva e cinco com óbito, no entanto essas variáveis não apresentaram diferença estatisticamente significativa quando associadas a parâmetros clinico-patológicos. A imunoexpressão do CD8 e do CD57, respectivamente, não apresentaram associação estatisticamente significativa com nenhum dos parâmetros clínico –patológicos estudados, metástases (p=0,346; p=0,622); estadiamento clínico TNM (p=0,146; p=0,576) gradação histológica de malignidade (p=0,936; p=936); recidiva (p=0,075; p=0,075) e óbito (p=0,897; p=0,856). Acreditando na função que o sistema imunológico possui frente a células malignas, conclui-se que os linfócitos TCD8 e as células NK, estariam atuando no controle da progressão de neoplasias malignas, mas não de forma isolada.


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  • A presença de células inflamatórias dentro do microambiente tumoral exerce um papel dual podendo contribuir tanto para a progressão como para a inibição do crescimento do tumor. Estudos recentes sugerem que a qualidade, e não a quantidade, do infiltrado inflamatório é o determinante mais importante para o prognóstico. Portanto, as células TCD8 e as células natural killer (NK), são as principais células efetoras no combate do câncer. O objetivo desse trabalho foi avaliar, através do estudo imunoistoquímico, a expressão do linfócitos TCD8 e das células NK em carcinoma epidermóide (CE) de lábio inferior e sua relação com a progressão da lesão.A amostra foi composta por 32 espécimes de CE de lábio inferior, dos quais 16 apresentavam metástase linfonodal regional, e os 16 restantes, livres de metástase. O total de células positivas no front de invasão foram avaliados de forma quantitativa e os resultados obtidos foram relacionados com estadiamento clínico TNM, gradação histopatológica de malignidade e fatores prognósticos. Observou-se para o grupo com metástases, prevalência dos estágios III e IV (p<0,0001). A maioria dos casos com metástases, apresentavam alto grau de malignidade (p=0,006). A maioria dos casos classificados como de alto grau de malignidade apresentavam estágios III e IV (p=0,032). Do total da amostra, houve três casos com recidiva e cinco com óbito, no entanto essas variáveis não apresentaram diferença estatisticamente significativa quando associadas a parâmetros clinico-patológicos. A imunoexpressão do CD8 e do CD57, respectivamente, não apresentaram associação estatisticamente significativa com nenhum dos parâmetros clínico –patológicos estudados, metástases (p=0,346; p=0,622); estadiamento clínico TNM (p=0,146; p=0,576) gradação histológica de malignidade (p=0,936; p=936); recidiva (p=0,075; p=0,075) e óbito (p=0,897; p=0,856). Acreditando na função que o sistema imunológico possui frente a células malignas, conclui-se que os linfócitos TCD8 e as células NK, estariam atuando no controle da progressão de neoplasias malignas, mas não de forma isolada.

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  • THÂMARA MANOELA MARINHO BEZERRA
  • IMUNOEXPRESSÃO DA IL-17 E ROR-γt EM CARCINOMAS DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE LÁBIO E LÍNGUA    

  • Orientador : MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • ROBERTA BARROSO CAVALCANTE
  • Data: 27/02/2014

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  • A displasia epitelial (DE) oral é uma desordem potencialmente maligna (DPM), cujo diagnóstico e gradação histológica se baseiam nas suas alterações arquiteturais e citológicas. Para avaliar o risco de transformação maligna dessas lesões de forma mais precisa é fundamental entender e localizar alterações bioquímicas nas células displásicas, as quais podem ajudar a compreender melhor a progressão para a malignidade. Dessa forma, o presente estudo objetivou avaliar a imunoexpressão de EGFR e PTEN nas DEs orais e relacionar esse aspecto com as características clínicas e gradação histológica pelo sistema binário (baixo e alto risco de transformação maligna). Para tanto, foram salecionados 20 casos de DE de alto risco e 20 de baixo risco para serem submetidos à análise imunoistoquímica para os biomarcadores supracitados. A imunomarcação de cada caso foi avaliada semiquantitativamente, na qual foram atribuídos escores: 0 (0-25% de células positivas), 1 (26-50% de células positivas), 2 (51-75% de células positivas) e 3 (mais de 75% de células positivas). A imunoexpressão também foi analisada quanto aos estratos epiteliais. Os resultados mostraram que 57,5% dos pacientes eram do gênero feminino, a média de idade foi de 57,5 anos, 42,5% foram diagnosticados clinicamente como leucoplasia e 32,5% dos casos foram provenientes de lesões localizadas na língua. De forma geral, gênero e idade não exerceram influência na imunoexpressão do EGFR e PTEN. A expressão do EGFR foi observada em 100% dos casos, nos quais houve predomínio do escore 3 (75%) e imunoreatividade em todas as camadas epiteliais (55%), independente da gradação histológica (p = 0,453 e p = 0,204, respectivamente). O PTEN revelou positividade de marcação em 87,5% dos casos, nos quais observou-se predomínio do escore 0 (55%) e imunoreatividade limitada à camada basal (40%), porém sem diferenças significativas entre os grupos histológicos (p = 0,904 e p = 0,915, respectivamente). Por fim, quando analisados, em conjunto, os 40 casos de DEs, foi observada uma fraca correlação positiva, estatisticamente significativa, entre os padrões de imunoexpressão do EGFR e do PTEN (r = 0,317; p = 0,046). Com base nesses resultados, sugere-se que alterações de expressão do EGFR e PTEN participem dos processos moleculares envolvidos no desenvolvimento das DEs orais.


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  • A displasia epitelial (DE) oral é uma desordem potencialmente maligna (DPM), cujo diagnóstico e gradação histológica se baseiam nas suas alterações arquiteturais e citológicas. Para avaliar o risco de transformação maligna dessas lesões de forma mais precisa é fundamental entender e localizar alterações bioquímicas nas células displásicas, as quais podem ajudar a compreender melhor a progressão para a malignidade. Dessa forma, o presente estudo objetivou avaliar a imunoexpressão de EGFR e PTEN nas DEs orais e relacionar esse aspecto com as características clínicas e gradação histológica pelo sistema binário (baixo e alto risco de transformação maligna). Para tanto, foram salecionados 20 casos de DE de alto risco e 20 de baixo risco para serem submetidos à análise imunoistoquímica para os biomarcadores supracitados. A imunomarcação de cada caso foi avaliada semiquantitativamente, na qual foram atribuídos escores: 0 (0-25% de células positivas), 1 (26-50% de células positivas), 2 (51-75% de células positivas) e 3 (mais de 75% de células positivas). A imunoexpressão também foi analisada quanto aos estratos epiteliais. Os resultados mostraram que 57,5% dos pacientes eram do gênero feminino, a média de idade foi de 57,5 anos, 42,5% foram diagnosticados clinicamente como leucoplasia e 32,5% dos casos foram provenientes de lesões localizadas na língua. De forma geral, gênero e idade não exerceram influência na imunoexpressão do EGFR e PTEN. A expressão do EGFR foi observada em 100% dos casos, nos quais houve predomínio do escore 3 (75%) e imunoreatividade em todas as camadas epiteliais (55%), independente da gradação histológica (p = 0,453 e p = 0,204, respectivamente). O PTEN revelou positividade de marcação em 87,5% dos casos, nos quais observou-se predomínio do escore 0 (55%) e imunoreatividade limitada à camada basal (40%), porém sem diferenças significativas entre os grupos histológicos (p = 0,904 e p = 0,915, respectivamente). Por fim, quando analisados, em conjunto, os 40 casos de DEs, foi observada uma fraca correlação positiva, estatisticamente significativa, entre os padrões de imunoexpressão do EGFR e do PTEN (r = 0,317; p = 0,046). Com base nesses resultados, sugere-se que alterações de expressão do EGFR e PTEN participem dos processos moleculares envolvidos no desenvolvimento das DEs orais.

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  • LUIZ EDUARDO RODRIGUES JULIASSE
  • Estudo da expressão imuno-histoquímica das proteínas MMP-9, MMP-13 e TIMP-1 em ameloblastomas, tumores odontogênicos ceratocísticos.

  • Orientador : ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • PATRICIA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • BRUNA RAFAELA MARTINS DOS SANTOS
  • Data: 28/02/2014

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  • Os ameloblastomas e tumores odontogênicos ceratocísticos (TOC) representam lesões odontogênicas que, apesar de sua natureza benigna, se destacam por um comportamento biológico distinto, caracterizado por crescimento localmente agressivo e episódios recidivantes. A reabsorção dos ossos gnáticos provocada pelo crescimento dessas lesões, constitui um fator determinante à expansão das mesmas, sendo mediada tanto por células osteoclásticas como pela ação enzimática de diversas metaloproteinases de matriz (MMPs). A expressão de fatores estimuladores e inibidores da reabsorção óssea vem sendo correlacionada com o desenvolvimento destas lesões, merecendo destaque algumas MMPs como as colagenases e as gelatinases e os inibidores teciduais de metaloproteinases (TIMPs), dentre outros. Baseados na premissa de que fatores estimuladores e inibidores de processos osteolíticos podem ser determinantes para o ritmo de crescimento de lesões odontogênicas intra-ósseas, este experimento avaliou a imunoexpressão das proteínas MMP-9, -13 e TIMP-1 no epitélio e mesênquima de espécimes de ameloblastomas e TOC, através de uma análise quantitativa das células imunomarcadas. A análise estatística foi realizada através dos testes de Mann-Whitney e Wilcoxon com nível de significância estabelecido em 5%. A expressão imuno-histoquímica das MMP-9, -13 e TIMP-1 foi observada em 100% dos casos tanto no epitélio quanto no mesênquima. A imunomarcação no epitélio dos TOC e ameloblastomas revelou um predomínio de escore 3 para MMP-9 (p=0,382), MMP-13 (p=0,069) e TIMP-1 (p=0,003), sendo esta última imunoexpressão significantemente maior nos ameloblastomas. No mesênquima, observou-se maior escore de imunomarcação da MMP-13 (p=0,031) nos ameloblastomas em relação aos TOC, enquanto para a MMP-9 e TIMP-1 não se observou diferença estatisticamente significativa (p=0,403; p=1,000). O cálculo da razão entre os escores de expressão das proteínas revelou, de uma maneira geral, similaridade entre as lesões, sendo observado predomínio significante de igualdade de expressão do TIMP-1 e da MMP-9 apenas no epitélio dos ameloblastomas. A imunoexpressão marcante das MMP-9, MMP-13 e TIMP-1 no epitélio e mesênquima das lesões estudadas indicam que estas proteínas participam na remodelação da MEC necessária à progressão tumoral, no entanto, as diferenças pontuais observadas na expressão de algumas destas proteínas, não são suficientes para sugerir diferenças no comportamento biológico dos ameloblastomas e dos TOCs.


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  • Os ameloblastomas e tumores odontogênicos ceratocísticos (TOC) representam lesões odontogênicas que, apesar de sua natureza benigna, se destacam por um comportamento biológico distinto, caracterizado por crescimento localmente agressivo e episódios recidivantes. A reabsorção dos ossos gnáticos provocada pelo crescimento dessas lesões, constitui um fator determinante à expansão das mesmas, sendo mediada tanto por células osteoclásticas como pela ação enzimática de diversas metaloproteinases de matriz (MMPs). A expressão de fatores estimuladores e inibidores da reabsorção óssea vem sendo correlacionada com o desenvolvimento destas lesões, merecendo destaque algumas MMPs como as colagenases e as gelatinases e os inibidores teciduais de metaloproteinases (TIMPs), dentre outros. Baseados na premissa de que fatores estimuladores e inibidores de processos osteolíticos podem ser determinantes para o ritmo de crescimento de lesões odontogênicas intra-ósseas, este experimento avaliou a imunoexpressão das proteínas MMP-9, -13 e TIMP-1 no epitélio e mesênquima de espécimes de ameloblastomas e TOC, através de uma análise quantitativa das células imunomarcadas. A análise estatística foi realizada através dos testes de Mann-Whitney e Wilcoxon com nível de significância estabelecido em 5%. A expressão imuno-histoquímica das MMP-9, -13 e TIMP-1 foi observada em 100% dos casos tanto no epitélio quanto no mesênquima. A imunomarcação no epitélio dos TOC e ameloblastomas revelou um predomínio de escore 3 para MMP-9 (p=0,382), MMP-13 (p=0,069) e TIMP-1 (p=0,003), sendo esta última imunoexpressão significantemente maior nos ameloblastomas. No mesênquima, observou-se maior escore de imunomarcação da MMP-13 (p=0,031) nos ameloblastomas em relação aos TOC, enquanto para a MMP-9 e TIMP-1 não se observou diferença estatisticamente significativa (p=0,403; p=1,000). O cálculo da razão entre os escores de expressão das proteínas revelou, de uma maneira geral, similaridade entre as lesões, sendo observado predomínio significante de igualdade de expressão do TIMP-1 e da MMP-9 apenas no epitélio dos ameloblastomas. A imunoexpressão marcante das MMP-9, MMP-13 e TIMP-1 no epitélio e mesênquima das lesões estudadas indicam que estas proteínas participam na remodelação da MEC necessária à progressão tumoral, no entanto, as diferenças pontuais observadas na expressão de algumas destas proteínas, não são suficientes para sugerir diferenças no comportamento biológico dos ameloblastomas e dos TOCs.

Teses
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  • EMELINE DAS NEVES DE ARAUJO LIMA
  • ANÁLISE A ASSOCIAÇÃO DE FATORES EMOCIONAIS, HORMONAIS E GENÉTICOS COM A SÍNDROME DA ARDÊNCIA BUCAL

  • Orientador : ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • GEORGE JOAO FERREIRA DO NASCIMENTO
  • PAULA CRISTINA TREVILATTO
  • SERGIO ADRIANE BEZERRA DE MOURA
  • Data: 03/02/2014

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  • A síndrome da ardência bucal (SAB) é uma condição clínica pouco esclarecida caracterizada por sensação espontânea de ardência, dor ou prurido na mucosa oral, sem alterações locais ou sistêmicas identificáveis. Sua etiopatogenia é incerta, não havendo até o momento uma padronização dos critérios utilizados para o seu diagnóstico. O presente estudo objetivou verificar a associação de fatores psicológicos, hormonais e genéticos com a SAB no sentido de propor uma melhor caracterização de sua natureza. Além de uma análise descritiva da amostra estudada, os aspectos analisados foram especificamente os níveis de estresse e sua fase, depressão, e ansiedade, compondo os fatores psicológicos; mensuração dos níveis séricos de cortisol e desidroepiandrosterona (DHEA); bem como a verificação sobre a ocorrência de polimorfismos no gene da Interleucina-6 (IL6). Foram realizadas análises comparativas entre um grupo de pacientes com SAB e um grupo composto por indivíduos com ardor bucal secundário (AB). Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos com relação aos seguintes aspectos: xerostomia (p=0,01) e hipossalivação em repouso (p<0,001), que foram mais prevalentes no grupo SAB; sintomas de depressão (p=0,033), também mais presentes no grupo SAB; e dosagem de DHEA, que apresentou níveis mais reduzidos no grupo SAB (p=0,003). A dosagem desse hormônio mostrou-se amplamente sensível e específica para o diagnóstico da síndrome em estudo, sendo verificado que níveis séricos de DHEA abaixo de 0,37µg/mL para mulheres, utilizando-se os procedimentos propostos na pesquisa, possuem um Odds Ratio de 4,0 [95%IC (0,37 a 2,71)]. Foi verificado ainda que o alelo C do polimorfismo rs2069849 da IL-6 pode representar um alelo de risco para a ocorrência de ardor bucal em ambos os grupos, no entanto, não se pode garantir sua real implicação nos processos inflamatórios da SAB. Os presentes resultados sugerem uma provável influência da depressão, bem como de níveis diminuídos do hormônio DHEA na SAB.


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  • A síndrome da ardência bucal (SAB) é uma condição clínica pouco esclarecida caracterizada por sensação espontânea de ardência, dor ou prurido na mucosa oral, sem alterações locais ou sistêmicas identificáveis. Sua etiopatogenia é incerta, não havendo até o momento uma padronização dos critérios utilizados para o seu diagnóstico. O presente estudo objetivou verificar a associação de fatores psicológicos, hormonais e genéticos com a SAB no sentido de propor uma melhor caracterização de sua natureza. Além de uma análise descritiva da amostra estudada, os aspectos analisados foram especificamente os níveis de estresse e sua fase, depressão, e ansiedade, compondo os fatores psicológicos; mensuração dos níveis séricos de cortisol e desidroepiandrosterona (DHEA); bem como a verificação sobre a ocorrência de polimorfismos no gene da Interleucina-6 (IL6). Foram realizadas análises comparativas entre um grupo de pacientes com SAB e um grupo composto por indivíduos com ardor bucal secundário (AB). Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos com relação aos seguintes aspectos: xerostomia (p=0,01) e hipossalivação em repouso (p<0,001), que foram mais prevalentes no grupo SAB; sintomas de depressão (p=0,033), também mais presentes no grupo SAB; e dosagem de DHEA, que apresentou níveis mais reduzidos no grupo SAB (p=0,003). A dosagem desse hormônio mostrou-se amplamente sensível e específica para o diagnóstico da síndrome em estudo, sendo verificado que níveis séricos de DHEA abaixo de 0,37µg/mL para mulheres, utilizando-se os procedimentos propostos na pesquisa, possuem um Odds Ratio de 4,0 [95%IC (0,37 a 2,71)]. Foi verificado ainda que o alelo C do polimorfismo rs2069849 da IL-6 pode representar um alelo de risco para a ocorrência de ardor bucal em ambos os grupos, no entanto, não se pode garantir sua real implicação nos processos inflamatórios da SAB. Os presentes resultados sugerem uma provável influência da depressão, bem como de níveis diminuídos do hormônio DHEA na SAB.

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  • CYNTIA HELENA PEREIRA DE CARVALHO
  • Estudo in vitro dos efeitos da BMP-2 e do seu antagonista Noggin sobre a proliferação e Migração celulares em Carcinoma epidermóide de Língua.

  • Orientador : LEAO PEREIRA PINTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • GUSTAVO PINA GODOY
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • Data: 27/02/2014

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  • O carcinoma epidermóide oral (CEO) representa a neoplasia maligna mais prevalente na cavidade oral e por atingir um grande número de indivíduos, acaba se tornado um relevante problema de saúde pública. Sendo o câncer um processo multifásico resultante da proliferação clonal de células alteradas que escapam dos mecanismos de controle, alterações na via das BMPs podem ser um importante marco nos eventos moleculares que conduzem ao desenvolvimento do câncer. Muitos estudos demonstram alterações nos componentes da via BMP em vários tipos de tumores, como os de próstata, cólon, mama, gástricos e CEOs. É do conhecimento atual que essas proteínas podem exercer efeito pró-tumoral em estágios mais avançados do desenvolvimento neoplásico vindo a favorecer a progressão e invasão tumoral. Diante destas evidências e dos escassos trabalhos com BMP-2 e CEO, o objetivo desta pesquisa foi avaliar o efeito da BMP-2 e seu antagonista Noggin sobre a proliferação e migração celulares em culturas de células de carcinoma epidermóide de língua humana (SCC25). Foi feito a divisão em três grupos de estudo, um grupo controle, onde as células SCC25 não sofriam tratamento com substância alguma, um grupo BMP-2, no qual as células eram tratadas com 100ng/ml de BMP-2 e um grupo de células que eram tratadas com 100ng/ml de Noggin.  Para o ensaio de proliferação e ciclo celular foram estabelecidos três intervalos de tempo (24, 48 e 72 horas). A atividade proliferativa foi investigada por azul de tripan e a análise do ciclo celular através da marcação por iodeto de propídio em Citometria de fluxo. O potencial de migração/invasão das células SCC25 foi através da realização de um ensaio de invasão celular utilizando o matrigel em um intervalo de 48 horas. A curva de proliferação revelou maior crescimento celular nas células tratadas com BMP-2 no intervalo de 72 horas (p<0.05) e menor crecimento e viabilidade celular no grupo Noggin. As proteínas recombinantes favoreceram a maior porcentagem das células na fase do ciclo celular Go/G1 com diferença estatisticamente significativa no intervalo de 24 horas (p<0,05). A BMP-2 promoveu uma maior invasão das células estudadas, assim como o seu antagonista Noggin inibiu a invasão das células estudadas (p<0,05). Dessa forma, nossos resultados indicam que a BMP-2 favorece o fenótipo malignos, pois estimula a proliferação e invasão das células SCC25 e seu antagonista Noggin pode ser uma alternativa terapêutica pois inibiu essas características pró-tumorais.


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  • O carcinoma epidermóide oral (CEO) representa a neoplasia maligna mais prevalente na cavidade oral e por atingir um grande número de indivíduos, acaba se tornado um relevante problema de saúde pública. Sendo o câncer um processo multifásico resultante da proliferação clonal de células alteradas que escapam dos mecanismos de controle, alterações na via das BMPs podem ser um importante marco nos eventos moleculares que conduzem ao desenvolvimento do câncer. Muitos estudos demonstram alterações nos componentes da via BMP em vários tipos de tumores, como os de próstata, cólon, mama, gástricos e CEOs. É do conhecimento atual que essas proteínas podem exercer efeito pró-tumoral em estágios mais avançados do desenvolvimento neoplásico vindo a favorecer a progressão e invasão tumoral. Diante destas evidências e dos escassos trabalhos com BMP-2 e CEO, o objetivo desta pesquisa foi avaliar o efeito da BMP-2 e seu antagonista Noggin sobre a proliferação e migração celulares em culturas de células de carcinoma epidermóide de língua humana (SCC25). Foi feito a divisão em três grupos de estudo, um grupo controle, onde as células SCC25 não sofriam tratamento com substância alguma, um grupo BMP-2, no qual as células eram tratadas com 100ng/ml de BMP-2 e um grupo de células que eram tratadas com 100ng/ml de Noggin.  Para o ensaio de proliferação e ciclo celular foram estabelecidos três intervalos de tempo (24, 48 e 72 horas). A atividade proliferativa foi investigada por azul de tripan e a análise do ciclo celular através da marcação por iodeto de propídio em Citometria de fluxo. O potencial de migração/invasão das células SCC25 foi através da realização de um ensaio de invasão celular utilizando o matrigel em um intervalo de 48 horas. A curva de proliferação revelou maior crescimento celular nas células tratadas com BMP-2 no intervalo de 72 horas (p<0.05) e menor crecimento e viabilidade celular no grupo Noggin. As proteínas recombinantes favoreceram a maior porcentagem das células na fase do ciclo celular Go/G1 com diferença estatisticamente significativa no intervalo de 24 horas (p<0,05). A BMP-2 promoveu uma maior invasão das células estudadas, assim como o seu antagonista Noggin inibiu a invasão das células estudadas (p<0,05). Dessa forma, nossos resultados indicam que a BMP-2 favorece o fenótipo malignos, pois estimula a proliferação e invasão das células SCC25 e seu antagonista Noggin pode ser uma alternativa terapêutica pois inibiu essas características pró-tumorais.

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  • KEILA MARTHA AMORIM BARROSO
  • Estudo imuno-histoquímico da expressão de VEGF-C, VEGF-D e mensuração da densidade linfática em neoplasias de glândula salivar

  • Orientador : LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • GUSTAVO PINA GODOY
  • ROBERTA BARROSO CAVALCANTE
  • Data: 28/02/2014

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  • As neoplasias de glândulas salivares exibem uma surpreendente diversidade morfológica e comportamentos biológicos variados o que suscita o interesse na pesquisa destas lesões. A disseminação das células tumorais é um passo inicial para a progressão de neoplasias malignas e, dentro deste contexto, os vasos linfáticos neoformados são considerados essenciais para que ocorra essa disseminação. O papel do VEGF (fator de crescimento endotelial vascular) na formação dos vasos é fato conhecido mas, pouco se sabe a respeito de sua participação em tumores de glândula salivar. Desta forma, o objetivo deste estudo foi avaliar a expressão do VEGF-C e VEGF-D, a densidade linfática tumoral (D2-40) e a proliferação endotelial linfática (dupla marcação D2-40/Ki-67) em uma série de neoplasias de glândulas salivares. A amostra foi composta por 20 adenomas pleomórficos, 20 carcinomas adenóides císticos, 20 carcinomas mucoepidermóides e 10 casos de tecido glandular salivar com características de normalidade para efeito comparativo. Todos os casos estudados exibiram expressão positiva para VEGF-C em região peritumoral e intratumoral, não sendo encontrada diferenças de imunoexpressão entre os grupos. No entanto, o grupo dos carcinomas adenóides císticos demonstrou diferença significativa da imunoexpressão do VEGF-C segundo o padrão cribriforme e sólido (p = 0,004). A maioria dos casos constantes do presente estudo, apresentou fraca marcação para VEGF-D em região peritumoral e intratumoral. Na avaliação da densidade endotelial linfática peritumoral, intratumoral e total, os grupos estudados revelaram um gradiente crescente, com valores menores para o grupo dos adenomas pleomórficos, seguido dos carcinomas mucoepidermóides e carcinomas adenóides císticos. Não foi observada correlação entre a imunoexpressão de VEGF-C e VEGF-D em relação a densidade linfática tumoral e a proliferação endotelial linfática.


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  • As neoplasias de glândulas salivares exibem uma surpreendente diversidade morfológica e comportamentos biológicos variados o que suscita o interesse na pesquisa destas lesões. A disseminação das células tumorais é um passo inicial para a progressão de neoplasias malignas e, dentro deste contexto, os vasos linfáticos neoformados são considerados essenciais para que ocorra essa disseminação. O papel do VEGF (fator de crescimento endotelial vascular) na formação dos vasos é fato conhecido mas, pouco se sabe a respeito de sua participação em tumores de glândula salivar. Desta forma, o objetivo deste estudo foi avaliar a expressão do VEGF-C e VEGF-D, a densidade linfática tumoral (D2-40) e a proliferação endotelial linfática (dupla marcação D2-40/Ki-67) em uma série de neoplasias de glândulas salivares. A amostra foi composta por 20 adenomas pleomórficos, 20 carcinomas adenóides císticos, 20 carcinomas mucoepidermóides e 10 casos de tecido glandular salivar com características de normalidade para efeito comparativo. Todos os casos estudados exibiram expressão positiva para VEGF-C em região peritumoral e intratumoral, não sendo encontrada diferenças de imunoexpressão entre os grupos. No entanto, o grupo dos carcinomas adenóides císticos demonstrou diferença significativa da imunoexpressão do VEGF-C segundo o padrão cribriforme e sólido (p = 0,004). A maioria dos casos constantes do presente estudo, apresentou fraca marcação para VEGF-D em região peritumoral e intratumoral. Na avaliação da densidade endotelial linfática peritumoral, intratumoral e total, os grupos estudados revelaram um gradiente crescente, com valores menores para o grupo dos adenomas pleomórficos, seguido dos carcinomas mucoepidermóides e carcinomas adenóides císticos. Não foi observada correlação entre a imunoexpressão de VEGF-C e VEGF-D em relação a densidade linfática tumoral e a proliferação endotelial linfática.

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  • MAIARA DE MORAES
  • ANÁLISE IMUNOISTOQUÍMICA APÓS TERAPIA FOTODINÂMICA COM CLORO-ALUMÍNIO FTALOCIANINA EM TECIDOS GENGIVAIS DE HUMANOS

  • Orientador : ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • BRUNO CESAR DE VASCONCELOS GURGEL
  • JOÃO PAULO FIGUEIRÓ LONGO
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • MANUEL ANTONIO GORDON NUNEZ
  • Data: 05/06/2014

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  • Embora a terapia fotodinâmica venha sendo utilizada como uma ferramenta útil nos últimos 30 anos em oncologia, poucos estudos clínicos em odontologia têm sido conduzidos. A terapia fotodinâmica (TFD) utiliza fotossensibilizantes atóxicos e seletivos que são administrados nas células alvo seguida de aplicação local de luz visível, produzindo espécies reativas de oxigênio capazes de ocasionar morte celular por apoptose ou necrose, de afetar a vascularidade local, além de exercer importantes efeitos no sistema imune. Novas gerações de fármacos fotossensibilizantes, como as ftalocianinas nanoparticuladas tem apresentado excelentes resultados na atividade antitumoral e antibacteriana. Neste contexto, o presente trabalho realizou o primeiro protocolo clínico de aplicação local da nanoemulsão de cloro-alumínio ftalocianina (AlClFc) seguida de irradiação em gengiva de humanos, e analisou descritiva e comparativamente, por meio de imunoistoquímica, a expressão de RANK, RANKL, OPG e VEGF em um modelo split-mouth. Oito voluntários saudáveis com indicação clínica de exodontia foram incluídos no estudo. Sete dias antes da exodontia, foi aplicado na gengiva dos participantes, 5µM de nanoemulsão de AlClFc seguida de irradiação com laser diodo (660nm, 100J/cm2), o lado contralateral foi utilizado como controle. Os espécimes teciduais foram removidos sete dias após a TFD e subdivididos em dois grupos (grupo teste e grupo controle) para análise histológica e imunoistoquímica. Os pacientes foram monitorados no dia aplicação, 7, 14 e 30 dias após a terapia para avaliação de efeitos adversos da terapia. Alterações vasculares foram observadas nas amostras gengivais que receberam a TFD. Áreas de edema e congestão vascular, além de intensa vascularização foram visualizadas. Adicionalmente, focos de calcificação distrófica em região subepitelial foram visualizados nos espécimes do grupo teste. Os resultados demonstraram um padrão similar dos escores de imunomarcação de RANK, RANKL e VEGF entre os grupos teste e controle, não havendo diferença estatística significante (p=0.317, p=0.777, p=.814, respectivamente). RANK e RANKL exibiram imunomarcação fraca ou ausente em todos os espécimes analisados. Não houve imunomarcação para a OPG. O VEGF mostrou imunomarcação moderada a forte nos espécimes do grupo teste. Adicionalmente, o estudo clínico mostrou que a terapia foi bem tolerada por todos os pacientes. Os efeitos adversos foram de curta duração e totalmente reversíveis. Tomados em conjunto, os resultados apresentados neste estudo mostraram que o protocolo da TFD mediada por nanoemulsão contendo AlClFc é segura para aplicação clínica em tecido gengival e, sugerem uma forte imunomarcação para o VEGF após a terapia.


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  • Embora a terapia fotodinâmica venha sendo utilizada como uma ferramenta útil nos últimos 30 anos em oncologia, poucos estudos clínicos em odontologia têm sido conduzidos. A terapia fotodinâmica (TFD) utiliza fotossensibilizantes atóxicos e seletivos que são administrados nas células alvo seguida de aplicação local de luz visível, produzindo espécies reativas de oxigênio capazes de ocasionar morte celular por apoptose ou necrose, de afetar a vascularidade local, além de exercer importantes efeitos no sistema imune. Novas gerações de fármacos fotossensibilizantes, como as ftalocianinas nanoparticuladas tem apresentado excelentes resultados na atividade antitumoral e antibacteriana. Neste contexto, o presente trabalho realizou o primeiro protocolo clínico de aplicação local da nanoemulsão de cloro-alumínio ftalocianina (AlClFc) seguida de irradiação em gengiva de humanos, e analisou descritiva e comparativamente, por meio de imunoistoquímica, a expressão de RANK, RANKL, OPG e VEGF em um modelo split-mouth. Oito voluntários saudáveis com indicação clínica de exodontia foram incluídos no estudo. Sete dias antes da exodontia, foi aplicado na gengiva dos participantes, 5µM de nanoemulsão de AlClFc seguida de irradiação com laser diodo (660nm, 100J/cm2), o lado contralateral foi utilizado como controle. Os espécimes teciduais foram removidos sete dias após a TFD e subdivididos em dois grupos (grupo teste e grupo controle) para análise histológica e imunoistoquímica. Os pacientes foram monitorados no dia aplicação, 7, 14 e 30 dias após a terapia para avaliação de efeitos adversos da terapia. Alterações vasculares foram observadas nas amostras gengivais que receberam a TFD. Áreas de edema e congestão vascular, além de intensa vascularização foram visualizadas. Adicionalmente, focos de calcificação distrófica em região subepitelial foram visualizados nos espécimes do grupo teste. Os resultados demonstraram um padrão similar dos escores de imunomarcação de RANK, RANKL e VEGF entre os grupos teste e controle, não havendo diferença estatística significante (p=0.317, p=0.777, p=.814, respectivamente). RANK e RANKL exibiram imunomarcação fraca ou ausente em todos os espécimes analisados. Não houve imunomarcação para a OPG. O VEGF mostrou imunomarcação moderada a forte nos espécimes do grupo teste. Adicionalmente, o estudo clínico mostrou que a terapia foi bem tolerada por todos os pacientes. Os efeitos adversos foram de curta duração e totalmente reversíveis. Tomados em conjunto, os resultados apresentados neste estudo mostraram que o protocolo da TFD mediada por nanoemulsão contendo AlClFc é segura para aplicação clínica em tecido gengival e, sugerem uma forte imunomarcação para o VEGF após a terapia.

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  • CONCEIÇÃO APARECIDA DORNELAS MONTEIRO MAIA
  • ANÁLISE IMUNO-HISTOQUÍMICA DAS PROTEÍNAS RANK, RANKL E OPG EM DENTES DE RATOS REIMPLANTADOS

  • Orientador : HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • DELANE MARIA REGO
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • MARIA GORETTI FREIRE DE CARVALHO
  • Data: 22/08/2014

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  • O sistema RANK/RANKL/OPG contribui para a compreensão do processo e regulação da formação e reabsorção do osso, tendo sido o maior avanço na biologia óssea com relação a osteoclastogênese. RANKL e OPG inibem RANK regulando a formação, ativação e sobrevivência de osteoclastos na remodelação óssea. O objetivo desse estudo foi investigar a expressão dos marcadores RANKL/RANK/OPG em dentes de ratos reimplantados, bem como observar a relação entre a expressão desses marcadores com o processo de reabsorção dentária e óssea. Foram utilizados 30 incisivos superiores direitos de 30 ratos machos, adultos, da linhagem Wistar (Rattus norvegicus albinus). Os dentes foram avulsionados e divididos em dois grupos que permaneceram extra-alveolar em ar seco: G1 (n=15) – 5 minutos e G2 (n=15) – 60 minutos, e em seguida foram reimplantados e analisados nos intervalos de 1, 3 e 7 dias. Finalizado os períodos experimentais, ocorreu a eutanásia dos animais. Cortes longitudinais com 5μm de espessura foram obtidos e corados pela técnica H/E para a análise histológica e cortes com 3μm de espessura foram submetidos à reação imuno-histoquímica mediante a utilização de anticorpos primários para ratos como OPG, RANK e RANKL. Os resultados demonstraram que o sistema RANK/RANKL/OPG participa ativamente, tanto do processo de reparo de dentes de ratos reimplantados, quanto das reabsorções dentárias e ósseas; que RANKL apresentou maior imunomarcação em ambos os grupos, participando em todas as fases da reabsorção óssea e dentária; e o aumento da expressão de RANKL foi observada em ambos os grupos em todos os intervalos de tempo, comprovando que a resposta inflamatória no ligamento periodontal ocorre no início do processo de reparo; e que a fraca expressão de RANK e OPG e o aumento da expressão de RANKL sugere uma diminuição da reabsorção ativa e aumento da reabsorção reparada no osso e no cemento, sendo maior no osso.


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  • O sistema RANK/RANKL/OPG contribui para a compreensão do processo e regulação da formação e reabsorção do osso, tendo sido o maior avanço na biologia óssea com relação a osteoclastogênese. RANKL e OPG inibem RANK regulando a formação, ativação e sobrevivência de osteoclastos na remodelação óssea. O objetivo desse estudo foi investigar a expressão dos marcadores RANKL/RANK/OPG em dentes de ratos reimplantados, bem como observar a relação entre a expressão desses marcadores com o processo de reabsorção dentária e óssea. Foram utilizados 30 incisivos superiores direitos de 30 ratos machos, adultos, da linhagem Wistar (Rattus norvegicus albinus). Os dentes foram avulsionados e divididos em dois grupos que permaneceram extra-alveolar em ar seco: G1 (n=15) – 5 minutos e G2 (n=15) – 60 minutos, e em seguida foram reimplantados e analisados nos intervalos de 1, 3 e 7 dias. Finalizado os períodos experimentais, ocorreu a eutanásia dos animais. Cortes longitudinais com 5μm de espessura foram obtidos e corados pela técnica H/E para a análise histológica e cortes com 3μm de espessura foram submetidos à reação imuno-histoquímica mediante a utilização de anticorpos primários para ratos como OPG, RANK e RANKL. Os resultados demonstraram que o sistema RANK/RANKL/OPG participa ativamente, tanto do processo de reparo de dentes de ratos reimplantados, quanto das reabsorções dentárias e ósseas; que RANKL apresentou maior imunomarcação em ambos os grupos, participando em todas as fases da reabsorção óssea e dentária; e o aumento da expressão de RANKL foi observada em ambos os grupos em todos os intervalos de tempo, comprovando que a resposta inflamatória no ligamento periodontal ocorre no início do processo de reparo; e que a fraca expressão de RANK e OPG e o aumento da expressão de RANKL sugere uma diminuição da reabsorção ativa e aumento da reabsorção reparada no osso e no cemento, sendo maior no osso.

6
  • RODRIGO GADELHA VASCONCELOS
  • Análise comparativa da imunoexpressão de glut-1, glut-3 e M-CSF em lesão periférica e central de células gigantes

  • Orientador : LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MANUEL ANTONIO GORDON NUNEZ
  • POLLIANNA MUNIZ ALVES
  • Data: 18/12/2014

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  • A lesão periférica de células gigantes (LPCG) e a lesão central de células gigantes (LCCG) são lesões histologicamente semelhantes que acometem a região de cabeça e pescoço. O estudo teve a finalidade de analisar a expressão imuno-histoquímica através dos marcadores GLUT-1, GLUT-3 e M-CSF em uma série de casos de lesão periférica e central de células gigantes, na tentativa de estabelecer possíveis associações e correlações entre a expressão destas proteínas nessas lesões, buscando uma melhor compreensão do diferente comportamento biológico dessas entidades patológicas. A amostra foi constituída por 20 espécimes teciduais emblocados em parafina de LPCG, 20 de LCCG não agressivo e 20 de LCCG agressivo, oriundos do Serviço de Anatomia Patológica da Disciplina de Patologia Oral do Departamento de Odontologia da UFRN. Em relação ao GLUT-1, verificou-se uma diferença estatisticamente significante (p< 0,05) na quantidade de células mononucleares imunomarcadas entre a lesão periférica (LP) e a lesão central não agressiva (LCNA) e entre a LP e a lesão central agressiva (LCA). Em relação à intensidade da marcação também foi verificado uma diferença estatisticamente significante tanto para as células mononucleares quanto para as células gigantes entre LP e LCNA e entre LP e LCA, nas células gigantes também ocorreu uma diferença estatisticamente significante entre a LCNA e a LCA. Em relação ao GLUT-3, foi encontrada uma diferença estatisticamente significante entre LP e LCA e entre LCNA e LCA na quantidade de células mononucleares imunomarcadas. No que concerne à intensidade de marcação para a referida proteína foi verificado uma diferença estatisticamente significante nas células gigantes entre LP e LCA. Para o M-CSF foi observado apenas uma diferença estatisticamente significante na intensidade de marcação nas células mononucleares entre LP e LCNA e entre LP e LCA. Com base nestes resultados, pode-se concluir a participação do GLUT-1, GLUT-3 e do M-CSF na patogênese das lesões estudadas. Os transportadores de glicose estariam envolvidos no fornecimento de energia, para o metabolismo energético das células e a proteína osteoclastogênica estaria envolvida no mecanismo de reabsorção óssea encontrada nessas lesões.


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  • A lesão periférica de células gigantes (LPCG) e a lesão central de células gigantes (LCCG) são lesões histologicamente semelhantes que acometem a região de cabeça e pescoço. O estudo teve a finalidade de analisar a expressão imuno-histoquímica através dos marcadores GLUT-1, GLUT-3 e M-CSF em uma série de casos de lesão periférica e central de células gigantes, na tentativa de estabelecer possíveis associações e correlações entre a expressão destas proteínas nessas lesões, buscando uma melhor compreensão do diferente comportamento biológico dessas entidades patológicas. A amostra foi constituída por 20 espécimes teciduais emblocados em parafina de LPCG, 20 de LCCG não agressivo e 20 de LCCG agressivo, oriundos do Serviço de Anatomia Patológica da Disciplina de Patologia Oral do Departamento de Odontologia da UFRN. Em relação ao GLUT-1, verificou-se uma diferença estatisticamente significante (p< 0,05) na quantidade de células mononucleares imunomarcadas entre a lesão periférica (LP) e a lesão central não agressiva (LCNA) e entre a LP e a lesão central agressiva (LCA). Em relação à intensidade da marcação também foi verificado uma diferença estatisticamente significante tanto para as células mononucleares quanto para as células gigantes entre LP e LCNA e entre LP e LCA, nas células gigantes também ocorreu uma diferença estatisticamente significante entre a LCNA e a LCA. Em relação ao GLUT-3, foi encontrada uma diferença estatisticamente significante entre LP e LCA e entre LCNA e LCA na quantidade de células mononucleares imunomarcadas. No que concerne à intensidade de marcação para a referida proteína foi verificado uma diferença estatisticamente significante nas células gigantes entre LP e LCA. Para o M-CSF foi observado apenas uma diferença estatisticamente significante na intensidade de marcação nas células mononucleares entre LP e LCNA e entre LP e LCA. Com base nestes resultados, pode-se concluir a participação do GLUT-1, GLUT-3 e do M-CSF na patogênese das lesões estudadas. Os transportadores de glicose estariam envolvidos no fornecimento de energia, para o metabolismo energético das células e a proteína osteoclastogênica estaria envolvida no mecanismo de reabsorção óssea encontrada nessas lesões.

2013
Teses
1
  • FELIPE RODRIGUES DE MATOS
  • VALOR PROGNÓSTICO DOS POLIMORFISMOS FUNCIONAIS NOS GENES DA MMP-1, MMP-13 E IL-8 NO CARCINOMA EPIDERMÓIDE ORAL E DE OROFARINGE

  • Orientador : ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • JEAN NUNES DOS SANTOS
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 07/06/2013

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  • Tumores malignos têm a habilidade de invadir tecidos normais e de se espalharem para sítios anatômicos distantes, originando a metástase, o maior fator de mortalidade do câncer. As MMP-1 e MMP-13 têm sido associadas à invasão tumoral e à metástase, pois a MMP-1 degrada colágeno tipo I, que é o substrato mais abundante no estroma tumoral e a MMP-13 degrada colágeno tipo IV, dentre outros, que está presente na membrana basal dos vasos. Pesquisas mostram que a IL-8 é um potente fator angiogênico e está associada ao crescimento tumoral, à metástase e ao pobre prognóstico do câncer. O presente trabalho se propõe a verificar a existência e a frequência dos polimorfismos nos genes das MMPs-1 (rs2071230 e rs470558), -13 (rs2252070) e da IL-8 (rs4073 e rs2227532) e investigar o possível valor prognóstico dos mesmos em uma série de casos de carcinoma epidermóide oral e de orofaringe. Foram genotipados por meio de PCR em tempo real 98 amostras de pacientes com carcinoma epidermóide e 134 amostras controle. Todos os polimorfismos estavam em equilíbrio de Hardy-Weinberg, exceto o SNP IL-8 (rs2227532). O genótipo homozigoto polimórfico GG da MMP-1 (rs2071230) revelou ser um fator de risco pouco mais de 8 vezes para o desenvolvimento do carcinoma epidermóide, enquanto o genótipo polimórfico GG da MMP-13 (rs2252070) demonstrou um efeito protetor aproximado de 3 vezes. Verificou-se diferença na distribuição dos genótipos em relação à localização da lesão, sendo o genótipo CC da MMP-1 (rs470558) mais frequente em lesões intraorais e o CT em orofaringe e o genótipo TT da IL-8 (rs4073) mais comum em lesões intraorais. Os indivíduos portadores do genótipo GG da MMP-13 (rs2252070) apresentaram menor tempo de sobrevida livre de doença e sobrevida global. Conclui-se que o SNP (rs2252070) da MMP-13 possui valor prognóstico em pacientes com carcinoma epidermóide.


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  • Tumores malignos têm a habilidade de invadir tecidos normais e de se espalharem para sítios anatômicos distantes, originando a metástase, o maior fator de mortalidade do câncer. As MMP-1 e MMP-13 têm sido associadas à invasão tumoral e à metástase, pois a MMP-1 degrada colágeno tipo I, que é o substrato mais abundante no estroma tumoral e a MMP-13 degrada colágeno tipo IV, dentre outros, que está presente na membrana basal dos vasos. Pesquisas mostram que a IL-8 é um potente fator angiogênico e está associada ao crescimento tumoral, à metástase e ao pobre prognóstico do câncer. O presente trabalho se propõe a verificar a existência e a frequência dos polimorfismos nos genes das MMPs-1 (rs2071230 e rs470558), -13 (rs2252070) e da IL-8 (rs4073 e rs2227532) e investigar o possível valor prognóstico dos mesmos em uma série de casos de carcinoma epidermóide oral e de orofaringe. Foram genotipados por meio de PCR em tempo real 98 amostras de pacientes com carcinoma epidermóide e 134 amostras controle. Todos os polimorfismos estavam em equilíbrio de Hardy-Weinberg, exceto o SNP IL-8 (rs2227532). O genótipo homozigoto polimórfico GG da MMP-1 (rs2071230) revelou ser um fator de risco pouco mais de 8 vezes para o desenvolvimento do carcinoma epidermóide, enquanto o genótipo polimórfico GG da MMP-13 (rs2252070) demonstrou um efeito protetor aproximado de 3 vezes. Verificou-se diferença na distribuição dos genótipos em relação à localização da lesão, sendo o genótipo CC da MMP-1 (rs470558) mais frequente em lesões intraorais e o CT em orofaringe e o genótipo TT da IL-8 (rs4073) mais comum em lesões intraorais. Os indivíduos portadores do genótipo GG da MMP-13 (rs2252070) apresentaram menor tempo de sobrevida livre de doença e sobrevida global. Conclui-se que o SNP (rs2252070) da MMP-13 possui valor prognóstico em pacientes com carcinoma epidermóide.

2
  • ALESSANDRA OLIVEIRA BARRETO
  • EXPRESSÃO IMUNO-HISTOQUÍMICA DE PROTEÍNAS RELACIONADAS COM A REABSORÇÃO ÓSSEA EM CARCINOMA EPIDERMÓIDE DE PALATO DURO E LÍNGUA.

  • Orientador : ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • POLLIANNA MUNIZ ALVES
  • Data: 01/07/2013

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  • O carcinoma epidermóide oral (CEO) apresenta uma tendência marcante de invadir o osso quando localizado em palato duro e rebordo. O mecanismo preciso desta invasão permanece incompletamente descrito, apesar de sugerirem na literatura que a destruição óssea, invasão e metástase seja mediada por osteoclastos e não diretamente por células do carcinoma. As moléculas RANK/RANKL /OPG são fundamentais na oesteoclastogênese, assim como a IL-6 que regula suas expressões. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a expressão imuno-histoquímica de fatores de reabsorção óssea (RANKL e OPG) e da citocina (IL-6) no carcinoma epidermóide de palato duro (com invasão óssea) e língua (sem invasão óssea), correlacionando-as com os parâmetros clinicopatológicos e prognósticos. A amostra foi constituída por 30 carcinomas epidermóides com invasão óssea (localizados no palato) e 31 sem invasão óssea (localizados na língua). Foram avaliados a intensidade e a média das células tumorais, estromais e inflamatórias imunomarcadas para os anticorpos anti-RANKL, anti-OPG e anti-IL-6, no front de invasão e no centro tumoral. O escore (s) da imunorreatividade das células foi estabelecido através da multiplicação do percentual de células positivas (P) pelo valor da intensidade da marcação (I) (S = P x I), em cinco campos (400×). A análise da expressão da proteína RANKL foi significativamente mais expressa (p=0,002) nas células inflamatórias, com tendência há uma maior expressão nas células dos carcinomas epidermóides do palato duro. Entre os parâmetros clinicopatológicos foi observado associação do RANKL com o pior prognóstico, com significância estatística apenas para o estágio avançado do tumor (p= 0,033). A OPG demonstrou fraca expressão tanto nos casos de língua (0,77 ±1,85) quanto de palato duro (1,32 ± 2,48), com ausência de significância estatística (p>0,05). Em relação aos parâmetros clinicopatológicos a OPG apresentou tendência de associação com o pior prognóstico, com associação estatística significante para o óbito (p=0,048) e invasão perivascular (p=0,047). A IL-6 foi significantemente mais expressa (p<0,001) em células tumorais e inflamatórias nos carcinomas epidermóides de palato duro. E dentre os parâmetros clinicopatológicos, a IL-6 apresentou tendência de associação com o bom prognóstico, com diferença estatística para a ausência de metástase e as células tumorais (p = 0,020), estromais (p = 0,027) e inflamatórias (p = 0,017). Com base nos resultados pode-se concluir que a IL-6 pode ser utilizada como um marcador do carcinoma epidermóide oral com invasão óssea, e que a relação RANKL/OPG está alterada no carcinoma epidermóide oral.


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  • O carcinoma epidermóide oral (CEO) apresenta uma tendência marcante de invadir o osso quando localizado em palato duro e rebordo. O mecanismo preciso desta invasão permanece incompletamente descrito, apesar de sugerirem na literatura que a destruição óssea, invasão e metástase seja mediada por osteoclastos e não diretamente por células do carcinoma. As moléculas RANK/RANKL /OPG são fundamentais na oesteoclastogênese, assim como a IL-6 que regula suas expressões. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a expressão imuno-histoquímica de fatores de reabsorção óssea (RANKL e OPG) e da citocina (IL-6) no carcinoma epidermóide de palato duro (com invasão óssea) e língua (sem invasão óssea), correlacionando-as com os parâmetros clinicopatológicos e prognósticos. A amostra foi constituída por 30 carcinomas epidermóides com invasão óssea (localizados no palato) e 31 sem invasão óssea (localizados na língua). Foram avaliados a intensidade e a média das células tumorais, estromais e inflamatórias imunomarcadas para os anticorpos anti-RANKL, anti-OPG e anti-IL-6, no front de invasão e no centro tumoral. O escore (s) da imunorreatividade das células foi estabelecido através da multiplicação do percentual de células positivas (P) pelo valor da intensidade da marcação (I) (S = P x I), em cinco campos (400×). A análise da expressão da proteína RANKL foi significativamente mais expressa (p=0,002) nas células inflamatórias, com tendência há uma maior expressão nas células dos carcinomas epidermóides do palato duro. Entre os parâmetros clinicopatológicos foi observado associação do RANKL com o pior prognóstico, com significância estatística apenas para o estágio avançado do tumor (p= 0,033). A OPG demonstrou fraca expressão tanto nos casos de língua (0,77 ±1,85) quanto de palato duro (1,32 ± 2,48), com ausência de significância estatística (p>0,05). Em relação aos parâmetros clinicopatológicos a OPG apresentou tendência de associação com o pior prognóstico, com associação estatística significante para o óbito (p=0,048) e invasão perivascular (p=0,047). A IL-6 foi significantemente mais expressa (p<0,001) em células tumorais e inflamatórias nos carcinomas epidermóides de palato duro. E dentre os parâmetros clinicopatológicos, a IL-6 apresentou tendência de associação com o bom prognóstico, com diferença estatística para a ausência de metástase e as células tumorais (p = 0,020), estromais (p = 0,027) e inflamatórias (p = 0,017). Com base nos resultados pode-se concluir que a IL-6 pode ser utilizada como um marcador do carcinoma epidermóide oral com invasão óssea, e que a relação RANKL/OPG está alterada no carcinoma epidermóide oral.

3
  • FERNANDO JOSE DE OLIVEIRA NOBREGA
  • ANÁLISE DA EXPRESSÃO IMUNO-HISTOQUÍMICA DA CICLOFILINA A, EMMPRIN E MMP-7 NA DOENÇA PERIODONTAL

  • Orientador : LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • EULER MACIEL DANTAS
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • EDUARDO JOSE GUERRA SEABRA
  • Data: 13/09/2013

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  • A doença periodontal é uma patologia infecciosa resultante da resposta imuno-inflamatória do hospedeiro aos microrganismos presentes no biofilme dentário, levando à destruição tecidual. O propósito do presente estudo foi avaliar a expressão imuno-histoquímica da ciclofilina A (CYPA), do indutor de metaloproteinases da matriz extracelular (EMMPRIN) e da metaloproteinase da matriz 7 (MMP-7) em espécimes humanos de gengiva clinicamente saudável (n=32), gengivite induzida por biofilme dentário (n=28) e periodontite crônica (n=30). A imunopositividade da CYPA, do EMMPRIN e da MMP-7 revelou diferença estatisticamente significativa entre os três grupos, com maiores percentuais de positividade nos espécimes de periodontite crônica, seguidos pelos espécimes de gengivite crônica e de gengiva saudável (p < 0,001). No grupo da periodontite, que apresentou em todos os casos infiltrado inflamatório moderado e intenso, foi evidenciada imunomarcação mais expressiva para CYPA e MMP-7. Quando analisadas possíveis correlações das imunoexpressões de EMMPRIN, MMP-7 e CYPA, tanto entre si como com parâmetros clínicos (profundidade de sondagem e perda de inserção clínica), foram observadas correlações positivas entre a expressão de CYPA e as expressões da MMP-7 (r = 0,831; p < 0,001) e do EMMPRIN (r = 0,289; p = 0,006). Além disso, a profundidade de sondagem revelou correlação positiva, estatisticamente significativa, com as expressões de MMP-7 (r = 0,726; p < 0,001), EMMPRIN (r = 0,345; p = 0,001) e CYPA (r = 0,803; p < 0,001). Esses resultados evidenciam que a CYPA, o EMMPRIN e a MMP-7 podem estar associadas à patogênese da doença periodontal, quer seja na quimiotaxia de células do infiltrado inflamatório ou na produção de enzimas destruidoras de colágeno e de tecido ósseo.


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  • A doença periodontal é uma patologia infecciosa resultante da resposta imuno-inflamatória do hospedeiro aos microrganismos presentes no biofilme dentário, levando à destruição tecidual. O propósito do presente estudo foi avaliar a expressão imuno-histoquímica da ciclofilina A (CYPA), do indutor de metaloproteinases da matriz extracelular (EMMPRIN) e da metaloproteinase da matriz 7 (MMP-7) em espécimes humanos de gengiva clinicamente saudável (n=32), gengivite induzida por biofilme dentário (n=28) e periodontite crônica (n=30). A imunopositividade da CYPA, do EMMPRIN e da MMP-7 revelou diferença estatisticamente significativa entre os três grupos, com maiores percentuais de positividade nos espécimes de periodontite crônica, seguidos pelos espécimes de gengivite crônica e de gengiva saudável (p < 0,001). No grupo da periodontite, que apresentou em todos os casos infiltrado inflamatório moderado e intenso, foi evidenciada imunomarcação mais expressiva para CYPA e MMP-7. Quando analisadas possíveis correlações das imunoexpressões de EMMPRIN, MMP-7 e CYPA, tanto entre si como com parâmetros clínicos (profundidade de sondagem e perda de inserção clínica), foram observadas correlações positivas entre a expressão de CYPA e as expressões da MMP-7 (r = 0,831; p < 0,001) e do EMMPRIN (r = 0,289; p = 0,006). Além disso, a profundidade de sondagem revelou correlação positiva, estatisticamente significativa, com as expressões de MMP-7 (r = 0,726; p < 0,001), EMMPRIN (r = 0,345; p = 0,001) e CYPA (r = 0,803; p < 0,001). Esses resultados evidenciam que a CYPA, o EMMPRIN e a MMP-7 podem estar associadas à patogênese da doença periodontal, quer seja na quimiotaxia de células do infiltrado inflamatório ou na produção de enzimas destruidoras de colágeno e de tecido ósseo.

4
  • JOABE DOS SANTOS PEREIRA
  • Avaliação de polimorfismos nos genes XPD e XRCC3 em carcinomas orais de células escamosas.

  • Orientador : MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GUSTAVO PINA GODOY
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • RICARDO LUIZ CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE JUNIOR
  • SILVIA REGINA BATISTUZZO DE MEDEIROS
  • Data: 16/09/2013

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  • O carcinoma oral de células escamosas (COCE) é importante causa de morbidade e mortalidade em todo o mundo a despeito dos recentes avanços nas formas de tratamento. Diante disto, várias são as pesquisas no intuito de se encontrar marcadores que possam melhorar o prognóstico desta doença. Neste sentido têm se destacado os estudos dos polimorfismos genéticos, os quais podem influenciar a suscetibilidade individual para o desenvolvimento do câncer. O objetivo deste estudo foi avaliar a associação entre a frequência dos polimorfismos XPD Lys751Gln e XRCC3 Thr241Met e o perfil clinicopatológico em casos de COCE, incluindo idade, sexo, presença ou não de metástase e gradação histológica de malignidade de Bryne (1998). A amostra foi composta por 54 casos de COCE e 40 casos de hiperplasia fibrosa inflamatória (HFI). Os casos de COCE foram classificados como lesões de baixo ou de alto grau de malignidade. Foram utilizadas amostras de DNA previamente extraído de blocos de parafina. Os genótipos para cada caso foram determinados através da técnica de PCR-RFLP (reação em cadeia da polimerase - polimorfismos de comprimento de fragmentos de restrição). Os resultados foram submetidos aos testes estatísticos Exato de Fisher e Qui-quadrado de Pearson e foi calculada a razão de chance (odds ratio) considerando o nível de significância quando p<0,05. Para o XPD, o genótipo Lys/Gln foi mais comum nas HFIs (n=28; 70%) que nos COCEs (n=24; 44,4%) (OR: 0,3; p<0,05). A frequência do alelo Gln foi maior nas lesões de alto grau, em comparação às de baixo grau (0,48 e 0,21, respectivamente) (OR: 3,4; p<0,05). Para o XRCC3, o alelo Met foi mais frequente no COCE que na HFI (0,49 e 0,35, respectivamente) (OR: 2,6; p<0,05). O genótipo Met/Met foi associado à presença de metástases (OR: 8,1; p<0,05). Não houve associação estatística significativa entre os genótipos e a idade ou sexo dos pacientes. Na amostra analisada, a maior frequência do alelo XPD Gln na HIF revela um possível papel protetor dessa variante contra o desenvolvimento do COCE. Todavia, sua associação com lesões de alto grau, indica que esse alelo poderia influenciar no processo de progressão após o tumor instalado. A presença do alelo XRCC3 Met, por sua vez, parece contribuir com o desenvolvimento do COCE e de metástases nessas lesões.


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  • O carcinoma oral de células escamosas (COCE) é importante causa de morbidade e mortalidade em todo o mundo a despeito dos recentes avanços nas formas de tratamento. Diante disto, várias são as pesquisas no intuito de se encontrar marcadores que possam melhorar o prognóstico desta doença. Neste sentido têm se destacado os estudos dos polimorfismos genéticos, os quais podem influenciar a suscetibilidade individual para o desenvolvimento do câncer. O objetivo deste estudo foi avaliar a associação entre a frequência dos polimorfismos XPD Lys751Gln e XRCC3 Thr241Met e o perfil clinicopatológico em casos de COCE, incluindo idade, sexo, presença ou não de metástase e gradação histológica de malignidade de Bryne (1998). A amostra foi composta por 54 casos de COCE e 40 casos de hiperplasia fibrosa inflamatória (HFI). Os casos de COCE foram classificados como lesões de baixo ou de alto grau de malignidade. Foram utilizadas amostras de DNA previamente extraído de blocos de parafina. Os genótipos para cada caso foram determinados através da técnica de PCR-RFLP (reação em cadeia da polimerase - polimorfismos de comprimento de fragmentos de restrição). Os resultados foram submetidos aos testes estatísticos Exato de Fisher e Qui-quadrado de Pearson e foi calculada a razão de chance (odds ratio) considerando o nível de significância quando p<0,05. Para o XPD, o genótipo Lys/Gln foi mais comum nas HFIs (n=28; 70%) que nos COCEs (n=24; 44,4%) (OR: 0,3; p<0,05). A frequência do alelo Gln foi maior nas lesões de alto grau, em comparação às de baixo grau (0,48 e 0,21, respectivamente) (OR: 3,4; p<0,05). Para o XRCC3, o alelo Met foi mais frequente no COCE que na HFI (0,49 e 0,35, respectivamente) (OR: 2,6; p<0,05). O genótipo Met/Met foi associado à presença de metástases (OR: 8,1; p<0,05). Não houve associação estatística significativa entre os genótipos e a idade ou sexo dos pacientes. Na amostra analisada, a maior frequência do alelo XPD Gln na HIF revela um possível papel protetor dessa variante contra o desenvolvimento do COCE. Todavia, sua associação com lesões de alto grau, indica que esse alelo poderia influenciar no processo de progressão após o tumor instalado. A presença do alelo XRCC3 Met, por sua vez, parece contribuir com o desenvolvimento do COCE e de metástases nessas lesões.

2012
Dissertações
1
  • EDILMAR DE MOURA SANTOS
  • Valor prognóstico de células TCD8+ e natural killer em carcinoma epidermóide oral e orofaringeano tratado com radioterapia e quimioterapia.

  • Orientador : ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MARIA GORETTI FREIRE DE CARVALHO
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 09/02/2012

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  •  A neoplasia maligna mais frequente da cavidade oral e de orofaringe é o carcinoma epidermóide. Lesões com o mesmo estadiamento e submetidas ao mesmo protocolo terapêutico apresentam, por vezes, cursos evolutivos diferentes. O escopo do presente trabalho foi realizar um estudo imuno-histoquímico analisando associações entre a quantidade de células TCD8+ e Natural Killer (NK) presentes no infiltrado inflamatório de carcinomas epidermóides orais e orofaringeanos e a capacidade de resposta tumoral ao tratamento radio e quimioterápico e sobrevida do paciente. Foram selecionados 54 pacientes com doença irressecável, tratados exclusivamente com radioterapia e quimioterapia. A amostra se caracterizou pelo predomínio de indivíduos masculinos, com idade mediana de 60 anos e todos eram tabagistas. O sítio mais frequente foi a língua oral e 81,5% encontravam-se no estádio IV. Em relação à resposta clínica ao tratamento, observamos que 39% dos pacientes obtiveram resposta completa. Até o final do acompanhamento, 72,2% dos pacientes evoluíram para o óbito. No estudo imuno-histoquímico, 29,7% e 51,85%, dos pacientes apresentaram mais de 50% das células positivas, respectivamente para os anticorpos anti-CD8 e anti-CD57 (células NK). Não se observou diferenças estatisticamente significantes entre a quantidade de células CD8+ e NK e a capacidade de resposta tumoral ao tratamento radioterápico e quimioterápico, nem com a sobrevida global dos pacientes. Apesar da ausência de significância no nível de 5% adotado para esta investigação, percebeu-se uma tendência para possíveis correlações entre a maior presença das células analisadas e alguns dados prognósticos favoráveis. Continuamos acreditando no papel fundamental que uma resposta imune adaptativa exerce no combate local às células neoplásicas; no entanto, nossos resultados não suportam a utilização da análise quantitativa das células TCD8+ e NK como fator prognóstico coadjuvante para o carcinoma epidermóide oral e de orofaringe.


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  •  A neoplasia maligna mais frequente da cavidade oral e de orofaringe é o carcinoma epidermóide. Lesões com o mesmo estadiamento e submetidas ao mesmo protocolo terapêutico apresentam, por vezes, cursos evolutivos diferentes. O escopo do presente trabalho foi realizar um estudo imuno-histoquímico analisando associações entre a quantidade de células TCD8+ e Natural Killer (NK) presentes no infiltrado inflamatório de carcinomas epidermóides orais e orofaringeanos e a capacidade de resposta tumoral ao tratamento radio e quimioterápico e sobrevida do paciente. Foram selecionados 54 pacientes com doença irressecável, tratados exclusivamente com radioterapia e quimioterapia. A amostra se caracterizou pelo predomínio de indivíduos masculinos, com idade mediana de 60 anos e todos eram tabagistas. O sítio mais frequente foi a língua oral e 81,5% encontravam-se no estádio IV. Em relação à resposta clínica ao tratamento, observamos que 39% dos pacientes obtiveram resposta completa. Até o final do acompanhamento, 72,2% dos pacientes evoluíram para o óbito. No estudo imuno-histoquímico, 29,7% e 51,85%, dos pacientes apresentaram mais de 50% das células positivas, respectivamente para os anticorpos anti-CD8 e anti-CD57 (células NK). Não se observou diferenças estatisticamente significantes entre a quantidade de células CD8+ e NK e a capacidade de resposta tumoral ao tratamento radioterápico e quimioterápico, nem com a sobrevida global dos pacientes. Apesar da ausência de significância no nível de 5% adotado para esta investigação, percebeu-se uma tendência para possíveis correlações entre a maior presença das células analisadas e alguns dados prognósticos favoráveis. Continuamos acreditando no papel fundamental que uma resposta imune adaptativa exerce no combate local às células neoplásicas; no entanto, nossos resultados não suportam a utilização da análise quantitativa das células TCD8+ e NK como fator prognóstico coadjuvante para o carcinoma epidermóide oral e de orofaringe.

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  • CLARISSA FAVERO DEMEDA
  • Estudo da imunoexpressão dos transportadores de glicose 1 e 3 em carcinomas epidermóides de lábio inferior e sua relação com parâmetros clínico-patológicos.

  • Orientador : LEAO PEREIRA PINTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN NUNES DOS SANTOS
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • Data: 15/02/2012

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  • O Carcinoma epidermóide (CE) está entre as lesões mais comuns localizadas na região de cabeça e pescoço e apesar dos avanços nas modalidades de tratamento, o prognóstico ainda é pobre. As células malignas apresentam um aumento na absorção de glicose, processo esse mediado pelos transportadores de glicose (GLUTs). O aumento da expressão de GLUT 1 e GLUT 3 encontra-se relacionado com o comportamento agressivo dessa lesão. O objetivo desse estudo consistiu em avaliar, através de estudo imuno-histoquímico, a expressão dos GLUTs 1 e 3 em CE de lábio inferior. A amostra foi composta por 40 casos de CE de lábio inferior, dos quais 20 apresentavam metástase linfonodal regional e os 20 restantes com ausência de metástase. Foram avaliados os percentuais de células imunomarcadas no front de invasão e no cório tumoral, esses resultados foram relacionados com a presença e ausência de metástase linfonodal, estadiamento clínico TNM e gradação histológica. O percentual de marcação citoplasmática/membranar para GLUT 1 variou de 77,35% a 100%, já para GLUT 3 esse valor variou de 0,79% a 100%. Quanto à marcação nuclear para GLUT 1, este percentual variou de 0 a 0,42%, no entanto, GLUT 3 apresentou apenas um caso com marcação nuclear. Apesar da expressiva marcação das células tumorais frente aos marcadores estudados, não foi possível observar relação estatisticamente significativa entre as variáveis estudadas e os marcadores analisados, independente da região avaliada. Contudo, foi observada moderada correlação positiva estatisticamente significativa entre as imunoexpressões citoplasmática/membranar de GLUT 1 no front de invasão e no cório tumoral (r=0,679; p<0,001). De forma similar, foi constatada moderada correlação positiva estatisticamente significativa entre as imunoexpressões nucleares de GLUT 1 no front de invasão e no cório tumoral(r=0,547; p<0,001). Para GLUT 3, também foi observada moderada correlação positiva estatisticamente significativa entre as imunoexpressões membranar/ citoplasmática dessa proteína no front de invasão e no cório tumoral (r=0,589; p<0,001). Foi observado, ainda, que a imunoexpressão de GLUT 1 em relação a GLUT 3 foi maior tanto no front de invasão (p < 0,001) como no cório tumoral (p <0,001). A partir desses resultados, conclui-se que a hipóxia tumoral é uma característica marcante no CE de lábio inferior e GLUT 1 pode ser o principal responsável pela captação de glicose para o interior das células malignas.


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  • O Carcinoma epidermóide (CE) está entre as lesões mais comuns localizadas na região de cabeça e pescoço e apesar dos avanços nas modalidades de tratamento, o prognóstico ainda é pobre. As células malignas apresentam um aumento na absorção de glicose, processo esse mediado pelos transportadores de glicose (GLUTs). O aumento da expressão de GLUT 1 e GLUT 3 encontra-se relacionado com o comportamento agressivo dessa lesão. O objetivo desse estudo consistiu em avaliar, através de estudo imuno-histoquímico, a expressão dos GLUTs 1 e 3 em CE de lábio inferior. A amostra foi composta por 40 casos de CE de lábio inferior, dos quais 20 apresentavam metástase linfonodal regional e os 20 restantes com ausência de metástase. Foram avaliados os percentuais de células imunomarcadas no front de invasão e no cório tumoral, esses resultados foram relacionados com a presença e ausência de metástase linfonodal, estadiamento clínico TNM e gradação histológica. O percentual de marcação citoplasmática/membranar para GLUT 1 variou de 77,35% a 100%, já para GLUT 3 esse valor variou de 0,79% a 100%. Quanto à marcação nuclear para GLUT 1, este percentual variou de 0 a 0,42%, no entanto, GLUT 3 apresentou apenas um caso com marcação nuclear. Apesar da expressiva marcação das células tumorais frente aos marcadores estudados, não foi possível observar relação estatisticamente significativa entre as variáveis estudadas e os marcadores analisados, independente da região avaliada. Contudo, foi observada moderada correlação positiva estatisticamente significativa entre as imunoexpressões citoplasmática/membranar de GLUT 1 no front de invasão e no cório tumoral (r=0,679; p<0,001). De forma similar, foi constatada moderada correlação positiva estatisticamente significativa entre as imunoexpressões nucleares de GLUT 1 no front de invasão e no cório tumoral(r=0,547; p<0,001). Para GLUT 3, também foi observada moderada correlação positiva estatisticamente significativa entre as imunoexpressões membranar/ citoplasmática dessa proteína no front de invasão e no cório tumoral (r=0,589; p<0,001). Foi observado, ainda, que a imunoexpressão de GLUT 1 em relação a GLUT 3 foi maior tanto no front de invasão (p < 0,001) como no cório tumoral (p <0,001). A partir desses resultados, conclui-se que a hipóxia tumoral é uma característica marcante no CE de lábio inferior e GLUT 1 pode ser o principal responsável pela captação de glicose para o interior das células malignas.

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  • DENISE HELEN IMACULADA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Expressão imuno-histoquímica das proteínas GLUT-1 e HIF-1α  em tumores vasculares de mucosa oral.

  • Orientador : LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • POLLIANNA MUNIZ ALVES
  • Data: 16/02/2012

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  • A precisão do diagnóstico histológico de tumores vasculares benignos em mucosa oral é fundamental, sobretudo na hora de definir o tratamento e prognóstico, visto que algumas lesões vasculares apresentam involução espontânea e outras não apresentam tal comportamento. Este trabalho se propôs investigar a precisão do diagnóstico histológico, segundo a avaliação imuno-histoquímica da proteína humana transportadora de glicose (GLUT-1), considerada um marcador específico para o hemangioma (HEM) e reclassificar as lesões vasculares de acordo com a imunoexpressão dessa proteína. Além disso, avaliou a expressão imuno-histoquímica do fator 1 induzível por hipóxia (HIF-1α), principal fator de transcrição envolvido na adaptação celular à hipóxia. Foram analisados 60 casos de tumores vasculares benignos orais, sendo 30 casos com diagnóstico histológico de HEM e 30 casos de granulomas piogênicos orais (GP). Os resultados desta pesquisa demonstraram que das 30 lesões inicialmente classificadas como HEM, apenas 7 apresentaram imuno-positividade para GLUT-1, permanecendo com o diagnóstico inicial. As 23 restantes foram reclassificadas em malformação vascular (MV) 13 casos e GP 10 casos . Todos os casos da amostra com diagnóstico inicial de GP apresentaram-se negativos para GLUT-1, demonstrando a precisão do diagnóstico histológico dessas lesões. Quanto a imunoexpressão do HIF-1α, o teste de Mann-Whitney revelou diferença estatisticamente significativa entre os casos de GP e MV (p = 0,002) , isto é, entre lesão tumoral e não tumoral. Com base nesses resultados, este estudo mostrou que o diagnóstico histológico por si só não é suficiente para o diagnóstico correto do HEM oral e que as células endoteliais em lesões tumorais mostraram uma resposta a hipóxia alterada. Em linhas gerias, este estudo apóia o uso destes marcadores em comunidades médica e odontológica.


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  • A precisão do diagnóstico histológico de tumores vasculares benignos em mucosa oral é fundamental, sobretudo na hora de definir o tratamento e prognóstico, visto que algumas lesões vasculares apresentam involução espontânea e outras não apresentam tal comportamento. Este trabalho se propôs investigar a precisão do diagnóstico histológico, segundo a avaliação imuno-histoquímica da proteína humana transportadora de glicose (GLUT-1), considerada um marcador específico para o hemangioma (HEM) e reclassificar as lesões vasculares de acordo com a imunoexpressão dessa proteína. Além disso, avaliou a expressão imuno-histoquímica do fator 1 induzível por hipóxia (HIF-1α), principal fator de transcrição envolvido na adaptação celular à hipóxia. Foram analisados 60 casos de tumores vasculares benignos orais, sendo 30 casos com diagnóstico histológico de HEM e 30 casos de granulomas piogênicos orais (GP). Os resultados desta pesquisa demonstraram que das 30 lesões inicialmente classificadas como HEM, apenas 7 apresentaram imuno-positividade para GLUT-1, permanecendo com o diagnóstico inicial. As 23 restantes foram reclassificadas em malformação vascular (MV) 13 casos e GP 10 casos . Todos os casos da amostra com diagnóstico inicial de GP apresentaram-se negativos para GLUT-1, demonstrando a precisão do diagnóstico histológico dessas lesões. Quanto a imunoexpressão do HIF-1α, o teste de Mann-Whitney revelou diferença estatisticamente significativa entre os casos de GP e MV (p = 0,002) , isto é, entre lesão tumoral e não tumoral. Com base nesses resultados, este estudo mostrou que o diagnóstico histológico por si só não é suficiente para o diagnóstico correto do HEM oral e que as células endoteliais em lesões tumorais mostraram uma resposta a hipóxia alterada. Em linhas gerias, este estudo apóia o uso destes marcadores em comunidades médica e odontológica.

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  • NATALIA GUIMARAES BARBOSA
  • Estudo clínico e níveis de ansiedade em uma série de casos de Líquen Plano Oral

  • Orientador : ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • MARIA SUELI MARQUES SOARES
  • Data: 16/02/2012

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  • O Líquen Plano Oral (LPO) é uma doença crônica inflamatória relativamente comum. Sua etiopatogenia não está completamente esclarecida, e diversos fatores foram propostos na tentativa de explicar o surgimento, variedade de aspectos clínicos e os períodos de remissão e exacerbação dos sintomas das lesões. O objetivo deste trabalho foi descrever as características clínicas e analisar a presença de fatores locais, alterações sistêmicas e níveis de ansiedade em pacientes com LPO, investigando sua associação com a gravidade e progressão das lesões. A amostra foi constituída por 37 pacientes com LPO confirmado histopatologicamente, os quais foram submetidos a exame clínico para avaliar a presença do tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, diabetes mellitus, hipertensão arterial e infecção pelo vírus da hepatite C (HCV). A existência de lesões cutâneas, bem como o tempo de evolução, padrão clínico, sintomatologia, quantidade e localização das lesões orais também foram registradas. O traço ansioso foi mensurado através do Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE) de Spielberger, e para associar as variáveis, foram utilizados o teste qui-quadrado de Pearson ou o teste exato de Fisher. Observou-se que o gênero feminino foi o mais afetado (75%) e a média de idade dos pacientes foi 53,3 anos. A maioria dos casos eram não-fumantes (97,3%) e nenhum era etilista. A diabetes mellitus e a hipertensão arterial estiveram presentes em 10,8% e 16,2% da amostra, respectivamente, e apenas um paciente era HCV-soropositivo (3%). Níveis moderados de ansiedade foram vistos na maioria dos casos (78,4%) e 21,6% tinham níveis elevados; nenhum paciente apresentou nível leve de ansiedade. As lesões orais persistiram em 95% da amostra por período de 6 meses a 13 anos. A forma erosiva foi a mais prevalente (57,1%) e os sintomas foram relatados por 45,7% dos casos. Lesões múltiplas foram freqüentes (60%), surgindo principalmente na mucosa jugal, seguida da gengiva e língua. Não houve associação estatisticamente significativa da presença de diabetes mellitus, hipertensão arterial e os níveis de ansiedade com a forma clínica e a sintomatologia das lesões (p>0.005), apesar da tendência dos pacientes hipertensos e com ansiedade moderada a apresentar lesões erosivas. Conclui-se que a prevalência dos fatores locais e sistêmicos avaliados em pacientes com LPO parece não diferir da encontrada na população geral. Os portadores de LPO apresentam frequentemente níveis moderados de ansiedade, e na região brasileira estudada, a infecção pelo HCV aparentemente não está relacionada ao surgimento da doença. Neste estudo, a presença da diabetes mellitus, hipertensão arterial e os níveis de ansiedade parecem não estar associados à gravidade e progressão das lesões de LPO.


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  • O Líquen Plano Oral (LPO) é uma doença crônica inflamatória relativamente comum. Sua etiopatogenia não está completamente esclarecida, e diversos fatores foram propostos na tentativa de explicar o surgimento, variedade de aspectos clínicos e os períodos de remissão e exacerbação dos sintomas das lesões. O objetivo deste trabalho foi descrever as características clínicas e analisar a presença de fatores locais, alterações sistêmicas e níveis de ansiedade em pacientes com LPO, investigando sua associação com a gravidade e progressão das lesões. A amostra foi constituída por 37 pacientes com LPO confirmado histopatologicamente, os quais foram submetidos a exame clínico para avaliar a presença do tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, diabetes mellitus, hipertensão arterial e infecção pelo vírus da hepatite C (HCV). A existência de lesões cutâneas, bem como o tempo de evolução, padrão clínico, sintomatologia, quantidade e localização das lesões orais também foram registradas. O traço ansioso foi mensurado através do Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE) de Spielberger, e para associar as variáveis, foram utilizados o teste qui-quadrado de Pearson ou o teste exato de Fisher. Observou-se que o gênero feminino foi o mais afetado (75%) e a média de idade dos pacientes foi 53,3 anos. A maioria dos casos eram não-fumantes (97,3%) e nenhum era etilista. A diabetes mellitus e a hipertensão arterial estiveram presentes em 10,8% e 16,2% da amostra, respectivamente, e apenas um paciente era HCV-soropositivo (3%). Níveis moderados de ansiedade foram vistos na maioria dos casos (78,4%) e 21,6% tinham níveis elevados; nenhum paciente apresentou nível leve de ansiedade. As lesões orais persistiram em 95% da amostra por período de 6 meses a 13 anos. A forma erosiva foi a mais prevalente (57,1%) e os sintomas foram relatados por 45,7% dos casos. Lesões múltiplas foram freqüentes (60%), surgindo principalmente na mucosa jugal, seguida da gengiva e língua. Não houve associação estatisticamente significativa da presença de diabetes mellitus, hipertensão arterial e os níveis de ansiedade com a forma clínica e a sintomatologia das lesões (p>0.005), apesar da tendência dos pacientes hipertensos e com ansiedade moderada a apresentar lesões erosivas. Conclui-se que a prevalência dos fatores locais e sistêmicos avaliados em pacientes com LPO parece não diferir da encontrada na população geral. Os portadores de LPO apresentam frequentemente níveis moderados de ansiedade, e na região brasileira estudada, a infecção pelo HCV aparentemente não está relacionada ao surgimento da doença. Neste estudo, a presença da diabetes mellitus, hipertensão arterial e os níveis de ansiedade parecem não estar associados à gravidade e progressão das lesões de LPO.

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  • BÁRBARA VANESSA DE BRITO MONTEIRO
  • Análise da resposta Th17 em Líquen Plano Oral

  • Orientador : MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • GUSTAVO PINA GODOY
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • Data: 24/02/2012

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  • As células Th17 têm sido fortemente associadas com a patogenia de diversas doenças autoimunes e inflamatórias. A IL-17 e a IL-23 são importantes citocinas associadas com esta linhagem. O objetivo do presente trabalho foi analisar, através de métodos imuno-histoquímicos, a imunoexpressão da IL-17 e da IL-23 no infiltrado inflamatório das lesões de líquen plano oral (LPO) comparando ao da hiperplasia fibrosa inflamatória (HFI) e entre as formas clínicas reticular e erosiva do LPO.Na amostra foram incluídos 41 casos de LPO, dos quais 23 eram reticulares e 18 erosivos, além de 10 casos de HFI. Os resultados foram submetidos a testes estatísticos não-paramétricos com nível de significância de 5%. Na análise histomorfológica das lesões de LPO, observou-se predomínio de: lesões hiperparaceratinizadas, espécimes com epitélio atrófico na forma clínica erosiva (p=0,011), projeções epiteliais nas lesões do tipo reticular, além de corpos de Civatte identificados na maior parte da amostra de ambas as formas clínicas. Para o estudo imuno-histoquímico, cinco campos com forte imunorreatividade para a IL-17 e para a IL-23 foram fotomicrografados sob o aumento de 400x, as fotos foram transferidas para um computador onde com o auxílio do software ImageJ®, realizou-se a contagem doslinfócitos que exibiram imunomarcação citoplasmática para estas citocinas. Posteriormente, foi estabelecida uma média para cada caso. Não foi observada diferença estatisticamente significativa na quantidade de linfócitos imunopositivos para a IL-17 entre o grupo do LPO e da HFI, no entanto uma maior quantidade desses linfócitos foi encontrada no grupo do LPO (p=0,079). Embora não tenha havido diferença estatisticamente significativa para a quantidade de linfócitos imunopositivos para a IL-23 entre o grupo do LPO e da HFI (p=0,213), quantidades significativamente maiores destes linfócitos foram encontradas no LPO erosivo quando comparados ao grupo do LPO reticular e da HFI (p=0,019). Ainda que os resultados do presente estudo não permitam a afirmação contundente da participação da linhagem Th17 nas lesões de LPO, os achados da contagem dos linfócitos imunopositivos para a IL-17 e para a IL-23, que são potentes citocinas pró-inflamatórias, somados à marcante imunopositividade epitelial encontrada para a IL-17 neste estudo, sugerem umapossível participação desta linhagem na patogênese desta desordem.


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  • As células Th17 têm sido fortemente associadas com a patogenia de diversas doenças autoimunes e inflamatórias. A IL-17 e a IL-23 são importantes citocinas associadas com esta linhagem. O objetivo do presente trabalho foi analisar, através de métodos imuno-histoquímicos, a imunoexpressão da IL-17 e da IL-23 no infiltrado inflamatório das lesões de líquen plano oral (LPO) comparando ao da hiperplasia fibrosa inflamatória (HFI) e entre as formas clínicas reticular e erosiva do LPO.Na amostra foram incluídos 41 casos de LPO, dos quais 23 eram reticulares e 18 erosivos, além de 10 casos de HFI. Os resultados foram submetidos a testes estatísticos não-paramétricos com nível de significância de 5%. Na análise histomorfológica das lesões de LPO, observou-se predomínio de: lesões hiperparaceratinizadas, espécimes com epitélio atrófico na forma clínica erosiva (p=0,011), projeções epiteliais nas lesões do tipo reticular, além de corpos de Civatte identificados na maior parte da amostra de ambas as formas clínicas. Para o estudo imuno-histoquímico, cinco campos com forte imunorreatividade para a IL-17 e para a IL-23 foram fotomicrografados sob o aumento de 400x, as fotos foram transferidas para um computador onde com o auxílio do software ImageJ®, realizou-se a contagem doslinfócitos que exibiram imunomarcação citoplasmática para estas citocinas. Posteriormente, foi estabelecida uma média para cada caso. Não foi observada diferença estatisticamente significativa na quantidade de linfócitos imunopositivos para a IL-17 entre o grupo do LPO e da HFI, no entanto uma maior quantidade desses linfócitos foi encontrada no grupo do LPO (p=0,079). Embora não tenha havido diferença estatisticamente significativa para a quantidade de linfócitos imunopositivos para a IL-23 entre o grupo do LPO e da HFI (p=0,213), quantidades significativamente maiores destes linfócitos foram encontradas no LPO erosivo quando comparados ao grupo do LPO reticular e da HFI (p=0,019). Ainda que os resultados do presente estudo não permitam a afirmação contundente da participação da linhagem Th17 nas lesões de LPO, os achados da contagem dos linfócitos imunopositivos para a IL-17 e para a IL-23, que são potentes citocinas pró-inflamatórias, somados à marcante imunopositividade epitelial encontrada para a IL-17 neste estudo, sugerem umapossível participação desta linhagem na patogênese desta desordem.

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  • ANA LUIZA DIAS LEITE DE ANDRADE
  • Expressão imuno-histoquímica de IL-17, TGF-β e FOXP3 em granulomas periapicais, cistos radiculares e cistos radiculares residuais

  • Orientador : HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MARIZE RAQUEL DINIZ DA ROSA
  • Data: 27/02/2012

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  • Lesões periapicais crônicas são condições inflamatórias dos tecidos perirradiculares consideradas sequelas diretas de processos infecciosos resultantes da necrose pulpar e consequente progressão para a região periapical. A participação da resposta imunológica e da reabsorção óssea na formação destas lesões tem sido bastante investigada, de modo que diversos tipos celulares e citocinas foram apontados como colaboradores deste processo. Nesta perspectiva, o presente estudo objetivou avaliar a expressão imuno-histoquímica da IL-17, TGF-β e FoxP3 em granulomas periapicais (GPs), cistos radiculares (CRs) e cistos radiculares residuais (CRRs) através de análise quantitativa, buscando um melhor entendimento sobre a etiopatogênese destas periapicopatias. Para tanto, foram selecionados 20 casos de GPs, 20 de CRs e 10 de CRRs para serem submetidos à análise morfológica e imuno-histoquímica para os biomarcadores supracitados, sendo esta última realizada através de escores e percentuais médios de imunomarcação para a análise da IL-17 e do TGF-β, enquanto que para o FoxP3 foram contados apenas os linfócitos positivos. Os resultados demonstraram diferenças estatisticamente significativas entre as imunoexpressões do TGF-β e do FoxP3 em relação as lesões periapicais pesquisadas (p = 0,002; p < 0,001, respectivamente), mas não entre a IL-17 e estas (p = 0,355). Além disso, a análise dos linfócitos FoxP3-positivos revelou diferenças estatísticas significativas no que se refere à intensidade do infiltrado inflamatório (p = 0,003) e também quanto à espessura do revestimento epitelial (p = 0,009). Por fim, observou-se nos casos de GPs, forte correlação positiva entre a quantidade de linfócitos FoxP3-positivos e a imunoexpressão do TGF-β (r = 0,755; p < 0,001), assim como moderada correlação positiva entre as imunoexpressões da IL-17 e do TGF-β (r = 0,503; p = 0,024). Destarte, pode-se concluir que interações entre células Th17 e Treg parecem ser estabelecidas no local da agressão, sugerindo a participação de citocinas tanto pró-inflamatórias como imunorregulatórias na patogenia das lesões periapicais.


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  • Lesões periapicais crônicas são condições inflamatórias dos tecidos perirradiculares consideradas sequelas diretas de processos infecciosos resultantes da necrose pulpar e consequente progressão para a região periapical. A participação da resposta imunológica e da reabsorção óssea na formação destas lesões tem sido bastante investigada, de modo que diversos tipos celulares e citocinas foram apontados como colaboradores deste processo. Nesta perspectiva, o presente estudo objetivou avaliar a expressão imuno-histoquímica da IL-17, TGF-β e FoxP3 em granulomas periapicais (GPs), cistos radiculares (CRs) e cistos radiculares residuais (CRRs) através de análise quantitativa, buscando um melhor entendimento sobre a etiopatogênese destas periapicopatias. Para tanto, foram selecionados 20 casos de GPs, 20 de CRs e 10 de CRRs para serem submetidos à análise morfológica e imuno-histoquímica para os biomarcadores supracitados, sendo esta última realizada através de escores e percentuais médios de imunomarcação para a análise da IL-17 e do TGF-β, enquanto que para o FoxP3 foram contados apenas os linfócitos positivos. Os resultados demonstraram diferenças estatisticamente significativas entre as imunoexpressões do TGF-β e do FoxP3 em relação as lesões periapicais pesquisadas (p = 0,002; p < 0,001, respectivamente), mas não entre a IL-17 e estas (p = 0,355). Além disso, a análise dos linfócitos FoxP3-positivos revelou diferenças estatísticas significativas no que se refere à intensidade do infiltrado inflamatório (p = 0,003) e também quanto à espessura do revestimento epitelial (p = 0,009). Por fim, observou-se nos casos de GPs, forte correlação positiva entre a quantidade de linfócitos FoxP3-positivos e a imunoexpressão do TGF-β (r = 0,755; p < 0,001), assim como moderada correlação positiva entre as imunoexpressões da IL-17 e do TGF-β (r = 0,503; p = 0,024). Destarte, pode-se concluir que interações entre células Th17 e Treg parecem ser estabelecidas no local da agressão, sugerindo a participação de citocinas tanto pró-inflamatórias como imunorregulatórias na patogenia das lesões periapicais.

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  • ROSEANE CARVALHO VASCONCELOS
  • Análise imuno-histoquímica das proteínas HIF-α e VEGF na doença periodontal.

  • Orientador : BRUNO CESAR DE VASCONCELOS GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRUNO CESAR DE VASCONCELOS GURGEL
  • JANAINA CAVALCANTE LEMOS
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • Data: 28/02/2012

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  • A doença periodontal é uma condição infecciosa e inflamatória complexa em que a resposta imune do hospedeiro, frente às agressões microbianas, pode conduzir à progressão da doença, resultando em destruição tecidual. Várias moléculas reguladoras participam desse processo, desempenhando papéis protetores e/ou destrutivos. Diante disso, este estudo buscou analisar, de forma quantitativa e comparativa, a expressão imuno-histoquímica do VEGF (Fator de crescimento endotelial vascular) e do HIF-1 α (Fator induzido por hipóxia-1 α), proteínas envolvidas nos processos inflamatórios, angiogênese e hipóxia, em tecidos gengivais humanos. Para tanto, 75 amostras de tecidos gengivais foram examinadas. Destas, 30 foram de periodontite crônica, 30 de gengivite crônica e 15 de tecidos gengivais saudáveis. Foram contadas as células inflamatórias e endoteliais positivas e negativas no tecido conjuntivo fibroso e convertidas em porcentagem. Os dados foram analisados estatisticamente por meio do teste de Kruskal-Wallis e Correlação de Spearman. Os resultados mostraram que ambas as proteínas marcaram positivamente. Foi observada elevada imunoexpressão para HIF-1 α nos espécimes de periodontite e gengivite crônicas em relação aos sítios saudáveis, porém, sem diferenças estatísticas entre elas (p>0,05). Correlação positiva moderada e diferença estatisticamente significativa foram apenas verificadas para as expressões do VEGF e HIF-1α em tecidos gengivais saudáveis (r=0.529; p = 0.04). Desta forma, pode-se concluir que a periodontite crônica, gengivite crônica bem como as gengivas clinicamente saudáveis apresentaram similaridade nas expressões de VEGF e HIF-1 α.


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  • A doença periodontal é uma condição infecciosa e inflamatória complexa em que a resposta imune do hospedeiro, frente às agressões microbianas, pode conduzir à progressão da doença, resultando em destruição tecidual. Várias moléculas reguladoras participam desse processo, desempenhando papéis protetores e/ou destrutivos. Diante disso, este estudo buscou analisar, de forma quantitativa e comparativa, a expressão imuno-histoquímica do VEGF (Fator de crescimento endotelial vascular) e do HIF-1 α (Fator induzido por hipóxia-1 α), proteínas envolvidas nos processos inflamatórios, angiogênese e hipóxia, em tecidos gengivais humanos. Para tanto, 75 amostras de tecidos gengivais foram examinadas. Destas, 30 foram de periodontite crônica, 30 de gengivite crônica e 15 de tecidos gengivais saudáveis. Foram contadas as células inflamatórias e endoteliais positivas e negativas no tecido conjuntivo fibroso e convertidas em porcentagem. Os dados foram analisados estatisticamente por meio do teste de Kruskal-Wallis e Correlação de Spearman. Os resultados mostraram que ambas as proteínas marcaram positivamente. Foi observada elevada imunoexpressão para HIF-1 α nos espécimes de periodontite e gengivite crônicas em relação aos sítios saudáveis, porém, sem diferenças estatísticas entre elas (p>0,05). Correlação positiva moderada e diferença estatisticamente significativa foram apenas verificadas para as expressões do VEGF e HIF-1α em tecidos gengivais saudáveis (r=0.529; p = 0.04). Desta forma, pode-se concluir que a periodontite crônica, gengivite crônica bem como as gengivas clinicamente saudáveis apresentaram similaridade nas expressões de VEGF e HIF-1 α.

8
  • PEDRO CARLOS DA ROCHA NETO
  • Expressão imuno-histoquímica das proteínas IFN-γ e TGF-β em cistos radiculares e cistos dentígeros

  • Orientador : ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MARIA DE LOURDES SILVA DE ARRUDA MORAIS
  • Data: 29/02/2012

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  • O objetivo deste estudo foi avaliar e comparar a expressão imuno-histoquímica do IFN-γ e do TGF-beta1 entre cistos radiculares e cistos dentígeros com a finalidade de compreender o papel e o comportamento dessas proteínas na formação e progressão destes cistos e, assim, estabelecer novos subsídios que auxiliem no desenvolvimento de estratégias terapêuticas capazes de auxiliar no diagnóstico e tratamento. Selecionamos 20 casos de cisto radicular e 20 casos de cistos dentígeros retirados dos arquivos do Laboratório de Patologia Oral. Após análise dos dados clínicos os casos foram submetidos a técnica de rotina e ao método imuno-histoquímico para evidenciação do IFN-γ e do TGF-beta1 no epitélio e na cápsula dos referidos cistos. A análise estatística dos dados utilizando-se o teste de Mann-Whitney revelou que não houve diferença estatisticamente significativa da imunoexpressão do IFN-𝜸 entre os epitélios (p=0,565) e cápsulas (p=0,414) dos cistos radiculares e cistos dentígeros. Não houve diferença estatisticamente significativa da imunoexpressão do TGF-beta1 entre os epitélios (p=0,620) e cápsulas (p=0,056) dos cistos radiculares e cistos dentígeros. O teste de Wilcoxon revelou que não houve diferença estatisticamente significativa entre as imunoexpressões do IFN-𝜸 e do TGF-beta1 no epitélio (p=0,225) e na capsula (p=0,370) dos cistos radiculares. Não houve diferença estatisticamente significativa entre as imunoexpressões do IFN-𝜸 e do TGF-beta1 no epitélio (p=0,361) dos cistos dentígeros. Houve diferença estatisticamente significativa entre as imunoexpressões do IFN-𝜸 e do TGF-β1 na cápsula (p=0,001) dos cistos dentígeros, sendo o TGF-beta1 o que apresentou a imunoexpressão mais significativa. Diante destes resultados concluímos que não houve diferença de expressão imuno-histoquímica do IFN-γ e do TGF-beta1 entre os cistos radiculares e dentígeros e que o TGF-beta1 foi mais expressivo do que o IFN-γ na cápsula dos cistos dentígeros.


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  • O objetivo deste estudo foi avaliar e comparar a expressão imuno-histoquímica do IFN-γ e do TGF-beta1 entre cistos radiculares e cistos dentígeros com a finalidade de compreender o papel e o comportamento dessas proteínas na formação e progressão destes cistos e, assim, estabelecer novos subsídios que auxiliem no desenvolvimento de estratégias terapêuticas capazes de auxiliar no diagnóstico e tratamento. Selecionamos 20 casos de cisto radicular e 20 casos de cistos dentígeros retirados dos arquivos do Laboratório de Patologia Oral. Após análise dos dados clínicos os casos foram submetidos a técnica de rotina e ao método imuno-histoquímico para evidenciação do IFN-γ e do TGF-beta1 no epitélio e na cápsula dos referidos cistos. A análise estatística dos dados utilizando-se o teste de Mann-Whitney revelou que não houve diferença estatisticamente significativa da imunoexpressão do IFN-𝜸 entre os epitélios (p=0,565) e cápsulas (p=0,414) dos cistos radiculares e cistos dentígeros. Não houve diferença estatisticamente significativa da imunoexpressão do TGF-beta1 entre os epitélios (p=0,620) e cápsulas (p=0,056) dos cistos radiculares e cistos dentígeros. O teste de Wilcoxon revelou que não houve diferença estatisticamente significativa entre as imunoexpressões do IFN-𝜸 e do TGF-beta1 no epitélio (p=0,225) e na capsula (p=0,370) dos cistos radiculares. Não houve diferença estatisticamente significativa entre as imunoexpressões do IFN-𝜸 e do TGF-beta1 no epitélio (p=0,361) dos cistos dentígeros. Houve diferença estatisticamente significativa entre as imunoexpressões do IFN-𝜸 e do TGF-β1 na cápsula (p=0,001) dos cistos dentígeros, sendo o TGF-beta1 o que apresentou a imunoexpressão mais significativa. Diante destes resultados concluímos que não houve diferença de expressão imuno-histoquímica do IFN-γ e do TGF-beta1 entre os cistos radiculares e dentígeros e que o TGF-beta1 foi mais expressivo do que o IFN-γ na cápsula dos cistos dentígeros.

9
  • LUCILEIDE CASTRO DE OLIVEIRA
  • Estudo imuno-histoquímico da expressão do GLUT-1 e mensuração do índice angiogênico (CD-34) em adenomas pleomórficos, carcinomas adenóides císticos e carcinomas mucoepidermóides de glândulas salivares.

  • Orientador : LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • Data: 27/06/2012

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  • A expressão da proteína facilitadora do transporte de glicose tipo 1 (GLUT-1), bem como a angiogênese, tem sido relacionada ao comportamento clinico e agressividade em neoplasias de origem diversas. Acredita-se que a expressão desta proteína denote a demanda metabólica das células tumorais e, assim, a sua influencia na formação de novos vasos sanguineos. O adenoma pleomórfico (AP) e os tumores carcinoma adenoide cístico (CAC) e carcinoma mucoepidermóide (CME) representam, respectivamente, as neoplasias benignas e malignas mais frequentes das glândulas salivares. O propósito deste estudo foi comparar a expressão imuno-histoquímica da GLUT-1, bem como sua correlação com a angiogênese em casos de APs, CACs e CMEs levando em consideração suas gradações histológicas. A amostra foi composta por 20 APs, 20 CACs e 10 CMEs. Os casos foram analisados e classificados pelos seus graus histológicos. A expressão da GLUT-1 foi avaliada no parênquima das lesões, estabelecendo-se o percentual de células imunopositivas, de acordo com os escores: 0 (coloração ausente), 1 (até 25% das células tumorais imunomarcadas), 2 (de 25-50% das células tumorais imunomarcadas) e 3 (mais de 50% das células tumorais imunomarcadas).  O índice angiogênico foi analisado por meio da contagem de microvasos imunomarcados pelo anticorpo anti-CD34, em 5 campos (200x). A análise da expressão da GLUT-1 nos parênquimas tumorais revelou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos benignos e malignos (p = 0,022). O número médio de microvasos foi de 40,4 em APs, 21,2 em CACs e 66,5 em CMEs, com diferenças significativas entre os grupos (p < 0,001). Infelizmente, não foi possível fazer uma análise comparativa entre os graus histológicos dos tumores dentro de cada grupo, pelo fato de existirem poucos casos de alguns subtipos histológicos. Quando analisados a expressão da GLUT-1 e índice angiogênico em conjunto, não houve correlação significativa entre a quantidade de microvasos e a expressão da GLUT-1 (r = 0,211; p = 0,141). Em conclusão, os resultados do presente estudo sugerem que as diferenças no comportamento biológico entre APs, CACs e CMEs podem estar relacionadas à expressão da GLUT-1. Tumores benignos e malignos de glândulas salivares exibem diferenças no número médio de microvasos, com maiores índices nos tumores considerados mais agressivos. O número de microvasos neoformados pode ser independente da demanda metabólica das células tumorais.


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  • A expressão da proteína facilitadora do transporte de glicose tipo 1 (GLUT-1), bem como a angiogênese, tem sido relacionada ao comportamento clinico e agressividade em neoplasias de origem diversas. Acredita-se que a expressão desta proteína denote a demanda metabólica das células tumorais e, assim, a sua influencia na formação de novos vasos sanguineos. O adenoma pleomórfico (AP) e os tumores carcinoma adenoide cístico (CAC) e carcinoma mucoepidermóide (CME) representam, respectivamente, as neoplasias benignas e malignas mais frequentes das glândulas salivares. O propósito deste estudo foi comparar a expressão imuno-histoquímica da GLUT-1, bem como sua correlação com a angiogênese em casos de APs, CACs e CMEs levando em consideração suas gradações histológicas. A amostra foi composta por 20 APs, 20 CACs e 10 CMEs. Os casos foram analisados e classificados pelos seus graus histológicos. A expressão da GLUT-1 foi avaliada no parênquima das lesões, estabelecendo-se o percentual de células imunopositivas, de acordo com os escores: 0 (coloração ausente), 1 (até 25% das células tumorais imunomarcadas), 2 (de 25-50% das células tumorais imunomarcadas) e 3 (mais de 50% das células tumorais imunomarcadas).  O índice angiogênico foi analisado por meio da contagem de microvasos imunomarcados pelo anticorpo anti-CD34, em 5 campos (200x). A análise da expressão da GLUT-1 nos parênquimas tumorais revelou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos benignos e malignos (p = 0,022). O número médio de microvasos foi de 40,4 em APs, 21,2 em CACs e 66,5 em CMEs, com diferenças significativas entre os grupos (p < 0,001). Infelizmente, não foi possível fazer uma análise comparativa entre os graus histológicos dos tumores dentro de cada grupo, pelo fato de existirem poucos casos de alguns subtipos histológicos. Quando analisados a expressão da GLUT-1 e índice angiogênico em conjunto, não houve correlação significativa entre a quantidade de microvasos e a expressão da GLUT-1 (r = 0,211; p = 0,141). Em conclusão, os resultados do presente estudo sugerem que as diferenças no comportamento biológico entre APs, CACs e CMEs podem estar relacionadas à expressão da GLUT-1. Tumores benignos e malignos de glândulas salivares exibem diferenças no número médio de microvasos, com maiores índices nos tumores considerados mais agressivos. O número de microvasos neoformados pode ser independente da demanda metabólica das células tumorais.

Teses
1
  • DEBORAH PITTA PARAISO IGLESIAS
  • Expressão imuno-histoquímica de COX-2, EMMPRIM, HIF-1alfa e GLUT-1 no tecido gengival normal e inflamado.

  • Orientador : HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA PAULA VERAS SOBRAL
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • JEAN NUNES DOS SANTOS
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 24/02/2012

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  • Considerando o papel desempenhado pela COX-2, EMMPRIM, HIF-1ALFA E GLUT-1 em condições fisiológicas e nos quadros inflamatórios (gengivite) este trabalho se propõe a investigar e comparar as diferenças no padrão de expressão imuno-histoquímica dessas moléculas no tecido gengival sadio e no tecido gengival inflamado. Pretende-se verificar qual  perfil de expressão destas moléculas no tecido normal para avaliar se há correlação entre a expressão dsses marcadores com o processo de desenvolvimento e evolução da doença periodontal visando contribuir para um melhor entendimento da patogênese da doença periodontal.


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  • Considerando o papel desempenhado pela COX-2, EMMPRIM, HIF-1ALFA E GLUT-1 em condições fisiológicas e nos quadros inflamatórios (gengivite) este trabalho se propõe a investigar e comparar as diferenças no padrão de expressão imuno-histoquímica dessas moléculas no tecido gengival sadio e no tecido gengival inflamado. Pretende-se verificar qual  perfil de expressão destas moléculas no tecido normal para avaliar se há correlação entre a expressão dsses marcadores com o processo de desenvolvimento e evolução da doença periodontal visando contribuir para um melhor entendimento da patogênese da doença periodontal.

2
  • PEDRO PAULO DE ANDRADE SANTOS
  • Estudo imuno-histoquímico da presença de miofibroblastos e da expressão do fator transformador de crescimento-β1, interferon gama, metaloproteinase de matriz 13  e indutor de metaloproteinases de matriz em lesões odontogênicas epiteliais

  • Orientador : LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN NUNES DOS SANTOS
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MANOELA DOMINGUES MARTINS
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 28/02/2012

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  • As lesões odontogênicas, originadas do aparato de formação dos elementos dentários, apresentam heterogeneidade clínica e histológica o que pode refletir nos comportamentos biológicos variados apresentados pelas mesmas.Os ameloblastomas e os ceratocistos odontogênicos se destacam por apresentarem comportamentos biológicos bastante intrigantes tendo em vista que embora sejam lesões de natureza benigna, os ameloblastomas revelam comportamento localmente agressivo e os ceratocistos demonstram tendência a desenvolver recorrências.Em contrapartida, o tumor odontogênico adenomatóide, embora também seja originado do epitélio odontogênico, apresenta crescimento lento e um comportamento biológico bastante indolente.Os miofibroblastos são células do tecido conjuntivo que apresentam um fenótipo híbrido exibindo características morfológicas de fibroblastos e de células musculares lisas sendo a aquisição de tal fenótipo denominada diferenciação, passando então a expressar a α-SMA, considerada importante na identificação dessas células. Estudos têm sugerido que os miofibroblastos apresentam relação com a agressividade de diversas lesões e que o seu processo de diferenciação estaria relacionado à expressão do TGF-β1 e do IFN-γ atuando, respectivamente, no estímulo e inibição dessa diferenciação. O objetivo do presente trabalho foi investigar o papel dos miofibroblastos em lesões odontogênicas epiteliais, relacionando-os à agressividade das lesões e analisar por meio da imuno-histoquímica, a expressão do TGF-β1 e IFN-γ no processo de diferenciação, além da análise da MMP-13 que é ativada por miofibroblastos e do indutor de metaloproteinases de matriz (EMMPRIN) como precursor desta MMP. A amostra foi constituída por 20 casos de ameloblastoma sólido, 10 casos de ameloblastoma unicístico, 20 casos de ceratocisto odontogênico e 20 casos de tumor odontogênico adenomatóide.Para a avaliação dos miofibroblastos,foram quantificadas as células imunorreativas ao anticorpo anti- α-SMA,em 10 campos histológicos(400x). As expressões de TGF-β1, IFN-γ, MMP-13 e EMMPRIN, foram avaliadas no componente epitelial e no tecido conjuntivo, estabelecendo-se o percentual de células imuno-positivas,de acordo com os escores: 0 (≤ 10% das células positivas), 1 (11% - 25% das células positivas), 2 (26% - 50% das células positivas), 3 (51% - 75% das células positivas) e 4 (> 75% das células positivas).A análise dos miofibroblastos evidenciou  maior concentração  nos ameloblastomas sólidos com média de 30,55, seguido pelos ceratocistos odontogênicos (média 22,50), ameloblastomas unicísticos(20,80) e tumores odontogênicos adenomatóides(19,15) apresentando significância  estatística (p = 0,001).Não foi encontrada correlação estatisticamente significativa entre o TGF-β1 (r=0,047 e p=0,698) e o IFN-γ (r=0,045 e p=0,709) no processo de diferenciação dos miofibroblastos,  bem como na relação entre a quantidade de miofibroblastos e a expressão da MMP-13 (r= 0,045 e p= 0,709). Constatou-se, correlação estatística entre a MMP-13 e o TGF-β1 (r= 0,087 e p= 0,011) além de significante correlação estatística entre a MMP-13 e o IFN-γ (r=0,348 e p=0,003). Entre o EMMPRIN e a MMP-13 verificou-se significância estatística (r= 0,474 e p<0,001) assim como entre o EMMPRIN e o IFN-γ (r=0,393 e p=0,001). A maior quantidade de miofibroblastos nos ameloblastomas sólidos sugere que estes tipos celulares podem contribuir para um comportamento biológico mais agressivo destas lesões. Quanto a correlação  evidenciada entre a MMP-13 e o TGF-β1,isto pode sugerir um papel indutor do TGF-β1 para a expressão da MMP-13, assim como os resultados deste estudo reforçam a relação bem estabelecida do EMMPRIN como indutor da MMP-13.Foi também constatada   relação entre o EMMPRIN e  o IFN-γ  assim como entre a MMP-13 e o IFN-γ sugerindo, dessa forma, um sinergismo na ação anti-fibrótica desses marcadores.


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  • As lesões odontogênicas, originadas do aparato de formação dos elementos dentários, apresentam heterogeneidade clínica e histológica o que pode refletir nos comportamentos biológicos variados apresentados pelas mesmas.Os ameloblastomas e os ceratocistos odontogênicos se destacam por apresentarem comportamentos biológicos bastante intrigantes tendo em vista que embora sejam lesões de natureza benigna, os ameloblastomas revelam comportamento localmente agressivo e os ceratocistos demonstram tendência a desenvolver recorrências.Em contrapartida, o tumor odontogênico adenomatóide, embora também seja originado do epitélio odontogênico, apresenta crescimento lento e um comportamento biológico bastante indolente.Os miofibroblastos são células do tecido conjuntivo que apresentam um fenótipo híbrido exibindo características morfológicas de fibroblastos e de células musculares lisas sendo a aquisição de tal fenótipo denominada diferenciação, passando então a expressar a α-SMA, considerada importante na identificação dessas células. Estudos têm sugerido que os miofibroblastos apresentam relação com a agressividade de diversas lesões e que o seu processo de diferenciação estaria relacionado à expressão do TGF-β1 e do IFN-γ atuando, respectivamente, no estímulo e inibição dessa diferenciação. O objetivo do presente trabalho foi investigar o papel dos miofibroblastos em lesões odontogênicas epiteliais, relacionando-os à agressividade das lesões e analisar por meio da imuno-histoquímica, a expressão do TGF-β1 e IFN-γ no processo de diferenciação, além da análise da MMP-13 que é ativada por miofibroblastos e do indutor de metaloproteinases de matriz (EMMPRIN) como precursor desta MMP. A amostra foi constituída por 20 casos de ameloblastoma sólido, 10 casos de ameloblastoma unicístico, 20 casos de ceratocisto odontogênico e 20 casos de tumor odontogênico adenomatóide.Para a avaliação dos miofibroblastos,foram quantificadas as células imunorreativas ao anticorpo anti- α-SMA,em 10 campos histológicos(400x). As expressões de TGF-β1, IFN-γ, MMP-13 e EMMPRIN, foram avaliadas no componente epitelial e no tecido conjuntivo, estabelecendo-se o percentual de células imuno-positivas,de acordo com os escores: 0 (≤ 10% das células positivas), 1 (11% - 25% das células positivas), 2 (26% - 50% das células positivas), 3 (51% - 75% das células positivas) e 4 (> 75% das células positivas).A análise dos miofibroblastos evidenciou  maior concentração  nos ameloblastomas sólidos com média de 30,55, seguido pelos ceratocistos odontogênicos (média 22,50), ameloblastomas unicísticos(20,80) e tumores odontogênicos adenomatóides(19,15) apresentando significância  estatística (p = 0,001).Não foi encontrada correlação estatisticamente significativa entre o TGF-β1 (r=0,047 e p=0,698) e o IFN-γ (r=0,045 e p=0,709) no processo de diferenciação dos miofibroblastos,  bem como na relação entre a quantidade de miofibroblastos e a expressão da MMP-13 (r= 0,045 e p= 0,709). Constatou-se, correlação estatística entre a MMP-13 e o TGF-β1 (r= 0,087 e p= 0,011) além de significante correlação estatística entre a MMP-13 e o IFN-γ (r=0,348 e p=0,003). Entre o EMMPRIN e a MMP-13 verificou-se significância estatística (r= 0,474 e p<0,001) assim como entre o EMMPRIN e o IFN-γ (r=0,393 e p=0,001). A maior quantidade de miofibroblastos nos ameloblastomas sólidos sugere que estes tipos celulares podem contribuir para um comportamento biológico mais agressivo destas lesões. Quanto a correlação  evidenciada entre a MMP-13 e o TGF-β1,isto pode sugerir um papel indutor do TGF-β1 para a expressão da MMP-13, assim como os resultados deste estudo reforçam a relação bem estabelecida do EMMPRIN como indutor da MMP-13.Foi também constatada   relação entre o EMMPRIN e  o IFN-γ  assim como entre a MMP-13 e o IFN-γ sugerindo, dessa forma, um sinergismo na ação anti-fibrótica desses marcadores.

3
  • ADRIANA GOMES AMORIM
  • Influência do tratamento periodontal sobre os níveis da proteína C-reativa ultra-sensível em pacientes com insuficiência renal crônica em fase de pré-transplante

  • Orientador : HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • JUREMA FREIRE LISBOA DE CASTRO
  • KARUZA MARIA ALVES PEREIRA
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 29/02/2012

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  • Este estudo se propõe a avaliar a influência do tratamento periodontal sobre o nível sanguíneo da proteína c-reativa ultra-sensível (PCR-US), em individuais com insuficiência renal crônica em fase de pré-transplante, no intuito de investigar a contribuição das periodontopatiais na inflamação sistêmica.


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  • Este estudo se propõe a avaliar a influência do tratamento periodontal sobre o nível sanguíneo da proteína c-reativa ultra-sensível (PCR-US), em individuais com insuficiência renal crônica em fase de pré-transplante, no intuito de investigar a contribuição das periodontopatiais na inflamação sistêmica.

4
  • ANA RAFAELA LUZ DE AQUINO MARTINS
  • Expressão  de VEGF-C, VEGFR-3, HIF-1α e mensuração da densidade linfática em carcinomas epidermóides de lábio inferior metastáticos e não-metastáticos: uma relação com parâmetros clinicopatológicos e prognósticos.

  • Orientador : LEAO PEREIRA PINTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • ROSILENE CALAZANS SOARES
  • Data: 19/07/2012

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  • O carcinoma epidermóide de lábio inferior está entre as lesões malignas mais comuns da região oral e maxilofacial, com prognóstico bom, em mais de 90% dos pacientes com sobrevida de 5 anos. Nestas lesões, o desenvolvimento de metástase linfonodal diminui sobremaneira o prognóstico e tem sido associado à formação de novos vasos linfáticos. Tem sido sugerido o importante papel do fator de crescimento endotelial vascular-C (VEGF-C), do receptor tipo 3 do VEGF (VEGFR-3) e do fator 1 induzido por hipóxia (HIF-1) neste processo. O objetivo desta pesquisa foi avaliar as imunoexpressões de VEGF-C, VEGFR-3 e HIF-1α correlacionando-as com a densidade linfática intra e peritumoral em carcinomas epidermóides de lábio inferior metastáticos e não-metastáticos. A amostra foi constituída por 50 casos de carcinoma epidermóide de lábio inferior, dos quais 25 apresentavam metástase linfonodal regional e 25, ausência de metástase. Foram avaliados os percentuais de células imunomarcadas para os anticorpos anti-VEGF-C, anti-VEGFR-3 e anti-HIF-1α, no front de invasão e no centro tumoral. A densidade microvascular linfática (LMVD) foi estabelecida por meio da soma da contagem de microvasos linfáticos imunomarcados pelo anticorpo anti-D2-40, em cinco campo (200×), em uma área de avaliação com 0,7386 mm2. A invasão dos vasos linfáticos por células neoplásicas também foi avaliada. Estes resultados foram relacionados com a presença e ausência de metástase, estadiamento clínico TNM, recidiva local, desfecho da doença (remissão da lesão ou óbito dos pacientes) e gradação histológica. Os vasos linfáticos intra e peritumorais demonstraram arquitetura fina e lúmen inconspícuo. A análise das densidades linfáticas intra e peritumorais não demonstrou associação significativa com os parâmetros clinicopatológicos, prognósticos e imunoexpressões de VEGF-C, VEGFR-3 e HIF-1α (p > 0,05). Houve fraca correlação positiva, estatisticamente significativa, entre as densidades linfáticas intra e peritumorais (r = 0,405; p = 0,004). O VEGF-C não exibiu associação significativa entre os parâmetros clinicopatológicos e prognósticos avaliados (p > 0,05). Para o VEGFR-3, houve escassa marcação membranar e intensa e homogênea marcação citoplasmática nas células neoplásicas. O percentual de positividade citoplasmática do VEGFR-3, no centro tumoral, exibiu associação estatisticamente significativa com a presença de metástase (p = 0,009), óbito dos pacientes (p = 0,008) e gradações histológicas de malignidade proposta por Bryne et al. (1992) (p = 0,002) e pela OMS (CARDESA et al., 2005) (p = 0,003). Uma fraca correlação positiva, estatisticamente significativa, entre a imunoexpressão de VEGF-C e VEGFR-3 citoplasmática (r = 0,358; p = 0,011) e entre os percentuais de positividade citoplasmática de VEGFR-3 no front de invasão e no centro tumoral (r = 0,387; p = 0,005) também foi demonstrado. O HIF-1α exibiu predomínio de marcação citoplasmática difusa, em periferia e centro tumoral. Não foi observada associação entre o HIF-1α os parâmetros clinicopatológicos, prognósticos e o VEGF-C e VEGFR-3. O percentual de positividade nuclear para HIF-1α foi significativamente maior nos casos sem invasão dos linfáticos peritumorais (p = 0,040). Com base nos resultados pode-se concluir que a maior expressão citoplasmática de VEGFR-3, no centro tumoral, nos casos metastáticos, de alto grau de malignidade e pobremente diferenciados, contribui para pior evolução dos carcinomas epidermóides de lábio inferior, incluindo o óbito dos pacientes. As densidades linfáticas intra e peritumorais parecem não estar associadas ao densenvolvimento de metástase linfonodal nestes carcinomas.


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  • O carcinoma epidermóide de lábio inferior está entre as lesões malignas mais comuns da região oral e maxilofacial, com prognóstico bom, em mais de 90% dos pacientes com sobrevida de 5 anos. Nestas lesões, o desenvolvimento de metástase linfonodal diminui sobremaneira o prognóstico e tem sido associado à formação de novos vasos linfáticos. Tem sido sugerido o importante papel do fator de crescimento endotelial vascular-C (VEGF-C), do receptor tipo 3 do VEGF (VEGFR-3) e do fator 1 induzido por hipóxia (HIF-1) neste processo. O objetivo desta pesquisa foi avaliar as imunoexpressões de VEGF-C, VEGFR-3 e HIF-1α correlacionando-as com a densidade linfática intra e peritumoral em carcinomas epidermóides de lábio inferior metastáticos e não-metastáticos. A amostra foi constituída por 50 casos de carcinoma epidermóide de lábio inferior, dos quais 25 apresentavam metástase linfonodal regional e 25, ausência de metástase. Foram avaliados os percentuais de células imunomarcadas para os anticorpos anti-VEGF-C, anti-VEGFR-3 e anti-HIF-1α, no front de invasão e no centro tumoral. A densidade microvascular linfática (LMVD) foi estabelecida por meio da soma da contagem de microvasos linfáticos imunomarcados pelo anticorpo anti-D2-40, em cinco campo (200×), em uma área de avaliação com 0,7386 mm2. A invasão dos vasos linfáticos por células neoplásicas também foi avaliada. Estes resultados foram relacionados com a presença e ausência de metástase, estadiamento clínico TNM, recidiva local, desfecho da doença (remissão da lesão ou óbito dos pacientes) e gradação histológica. Os vasos linfáticos intra e peritumorais demonstraram arquitetura fina e lúmen inconspícuo. A análise das densidades linfáticas intra e peritumorais não demonstrou associação significativa com os parâmetros clinicopatológicos, prognósticos e imunoexpressões de VEGF-C, VEGFR-3 e HIF-1α (p > 0,05). Houve fraca correlação positiva, estatisticamente significativa, entre as densidades linfáticas intra e peritumorais (r = 0,405; p = 0,004). O VEGF-C não exibiu associação significativa entre os parâmetros clinicopatológicos e prognósticos avaliados (p > 0,05). Para o VEGFR-3, houve escassa marcação membranar e intensa e homogênea marcação citoplasmática nas células neoplásicas. O percentual de positividade citoplasmática do VEGFR-3, no centro tumoral, exibiu associação estatisticamente significativa com a presença de metástase (p = 0,009), óbito dos pacientes (p = 0,008) e gradações histológicas de malignidade proposta por Bryne et al. (1992) (p = 0,002) e pela OMS (CARDESA et al., 2005) (p = 0,003). Uma fraca correlação positiva, estatisticamente significativa, entre a imunoexpressão de VEGF-C e VEGFR-3 citoplasmática (r = 0,358; p = 0,011) e entre os percentuais de positividade citoplasmática de VEGFR-3 no front de invasão e no centro tumoral (r = 0,387; p = 0,005) também foi demonstrado. O HIF-1α exibiu predomínio de marcação citoplasmática difusa, em periferia e centro tumoral. Não foi observada associação entre o HIF-1α os parâmetros clinicopatológicos, prognósticos e o VEGF-C e VEGFR-3. O percentual de positividade nuclear para HIF-1α foi significativamente maior nos casos sem invasão dos linfáticos peritumorais (p = 0,040). Com base nos resultados pode-se concluir que a maior expressão citoplasmática de VEGFR-3, no centro tumoral, nos casos metastáticos, de alto grau de malignidade e pobremente diferenciados, contribui para pior evolução dos carcinomas epidermóides de lábio inferior, incluindo o óbito dos pacientes. As densidades linfáticas intra e peritumorais parecem não estar associadas ao densenvolvimento de metástase linfonodal nestes carcinomas.

5
  • ÁGUIDA CRISTINA GOMES HENRIQUES LEITÃO
  • Efeitos da laserterapia na atividade biológica de células de carcinoma epidermóide de língua humano.

  • Orientador : ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • JUREMA FREIRE LISBOA DE CASTRO
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • RICARDO DELLA COLLETA
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 09/10/2012

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  • O aumento da proliferação celular após utilização do laser de baixa potência (LBP) tem sido observado em muitos tipos de células in vitro, incluindo ceratinócitos, fibroblastos, osteoblastos, células endotelias e células-tronco. Tem sido especulado que o crescimento de células malignas também pode ser estimulado pela irradiação laser, uma vez que estas células são mais susceptíveis aos estímulos proliferativos. Assim, em pacientes portadores de cânceres de cabeça e pescoço, as células tumorais podem estar presentes no campo de irradiação ou próximas a ele, sendo a laserterapia não intencional um fator estimulamte da progressão tumoral. Neste contexto, este estudo avaliou o efeito do LBP sobre o potencial de proliferação e invasão de uma linhagem celular derivada do carcinoma epidermóide de língua (SCC25).  As células cultivadas foram irradiadas com um laser diodo (InGaAlP) com 30mW, 660nm e doses de 0.5 e 1.0J/cm2. A atividade proliferativa foi investigada através da curva de proliferação utilizando o método de coloração por azul de tripan e análise do ciclo celular através da marcação por iodeto de propídio em citometria de fluxo. O potencial invasivo das células SCC25 foi verificado através da realização de um ensaio de invasão celular. A análise da expressão da ciclina D1, E-caderina, β-catenina e MMP-9, através da imunofluorescência e citometria de fluxo, foi relacionada às alterações nas atividades biológicas estudadas. A curva de proliferação revelou maior crescimento das células irradiadas com dose de 1.0 J/cm2 (p<0.05). O LBP influenciou a distribuição do ciclo celular, com destaque para a dose de 1.0J/cm2, a qual favoreceu a maior porcentagem de células na fase S/G2/M com diferença estatisticamente significativa no intervalo de 24 horas (p<0,05). O LBP, principalmente com dose de 1.0J/cm2, foi capaz de influenciar a expressão da ciclina D1, β-catenina, E-caderina e MMP-9. Dessa forma, nossos resultados indicam que a laserterapia teve um importante efeito estimulatório nas atividades de proliferação e invasão das células SCC25, provavelmente por influenciar a expressão de proteínas que possuem papel importante nestes processos.


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  • O aumento da proliferação celular após utilização do laser de baixa potência (LBP) tem sido observado em muitos tipos de células in vitro, incluindo ceratinócitos, fibroblastos, osteoblastos, células endotelias e células-tronco. Tem sido especulado que o crescimento de células malignas também pode ser estimulado pela irradiação laser, uma vez que estas células são mais susceptíveis aos estímulos proliferativos. Assim, em pacientes portadores de cânceres de cabeça e pescoço, as células tumorais podem estar presentes no campo de irradiação ou próximas a ele, sendo a laserterapia não intencional um fator estimulamte da progressão tumoral. Neste contexto, este estudo avaliou o efeito do LBP sobre o potencial de proliferação e invasão de uma linhagem celular derivada do carcinoma epidermóide de língua (SCC25).  As células cultivadas foram irradiadas com um laser diodo (InGaAlP) com 30mW, 660nm e doses de 0.5 e 1.0J/cm2. A atividade proliferativa foi investigada através da curva de proliferação utilizando o método de coloração por azul de tripan e análise do ciclo celular através da marcação por iodeto de propídio em citometria de fluxo. O potencial invasivo das células SCC25 foi verificado através da realização de um ensaio de invasão celular. A análise da expressão da ciclina D1, E-caderina, β-catenina e MMP-9, através da imunofluorescência e citometria de fluxo, foi relacionada às alterações nas atividades biológicas estudadas. A curva de proliferação revelou maior crescimento das células irradiadas com dose de 1.0 J/cm2 (p<0.05). O LBP influenciou a distribuição do ciclo celular, com destaque para a dose de 1.0J/cm2, a qual favoreceu a maior porcentagem de células na fase S/G2/M com diferença estatisticamente significativa no intervalo de 24 horas (p<0,05). O LBP, principalmente com dose de 1.0J/cm2, foi capaz de influenciar a expressão da ciclina D1, β-catenina, E-caderina e MMP-9. Dessa forma, nossos resultados indicam que a laserterapia teve um importante efeito estimulatório nas atividades de proliferação e invasão das células SCC25, provavelmente por influenciar a expressão de proteínas que possuem papel importante nestes processos.

2011
Dissertações
1
  • DMITRY JOSÉ DE SANTANA SARMENTO
  • Análise comparativa da imunoexpressão das proteínas hMLH1 e hMSH2 em carcinomas epidermóides de lábio inferior e queilites actínicas com graus variados de displasia

  • Orientador : ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • GUSTAVO PINA GODOY
  • Data: 09/12/2011

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  • Esta pesquisa se propõe investigar a expressão imunoistoquímica das proteínas hMLH1 e hMSH2 em Carcinomas Epidermóides de Lábio Infeior e Queilites Actínicas com graus variados de displasia epitelial e desse modo tentar fornecer informações adicionais sobre a carcinogênese de lábio inferior.


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  • Esta pesquisa se propõe investigar a expressão imunoistoquímica das proteínas hMLH1 e hMSH2 em Carcinomas Epidermóides de Lábio Infeior e Queilites Actínicas com graus variados de displasia epitelial e desse modo tentar fornecer informações adicionais sobre a carcinogênese de lábio inferior.

Teses
1
  • BRUNA AGUIAR DO AMARAL
  • Avaliação da imunoexpressão de fatores reguladores da osteolcastogênese na gengivite e periodontite crônica em humanos

  • Orientador : ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • KARUZA MARIA ALVES PEREIRA
  • RUTHINEIA DIOGENES ALVES UCHOA LINS
  • Data: 16/02/2011

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  • A  doença  periodontal  é  uma  infecção  oral  iniciada  por  periodontopatógenos  que

    desencadeiam  a  resposta  imune  culminando  com  a  destruição  tecidual.  Essa  destruição  é mediada  pelo  hospedeiro  através  da  indução  da  produção  e  ativação  de  enzimas  líticas, citocinas  e  da  estimulação  da  osteoclastogênese.  O  objetivo  deste  estudo  foi  comparar  a expressão imuno-histoquímica dos fatores envolvidos na reabsorção óssea, RANKL (Ligante do Receptor Ativador do Fator Nuclear kappa B), OPG (Osteoprotegerina) e TNF-α (Fator de Necrose Tumoral Alfa)  entre  a  gengiva  clinicamente  saudável,  a  gengivite  e  a  periodontite crônica, correlacionando-os com os parâmetros clínicos periodontais. A amostra consistiu de 83 casos, sendo 12 de gengivas clinicamente saudáveis, 42 de gengivite e 29 de periodontite, oriundos de 74 pacientes adolescentes e adultos com  idade média de 35 anos, sem alterações sistêmicas e não fumantes, predominantemente do sexo feminino e da raça parda. Não houve diferença estatisticamente significativa para expressão do anticorpo anti-RANKL (p=0,581) e da razão RANKL/OPG (p=0,334) quando se comparou as três condições clínicas, mas o anti-OPG e anti-TNF-α mostraram diferenças estatisticamente significativas entre os tipos de lesão (p=0,001 e p<0,001, respectivamente), revelando maior imunoexpressão na periodontite.  Nos casos  de  periodontite,  a  variável  perda  de  inserção  clínica  (PIC)  mostrou  diferença estatisticamente  significativa  e  correlação  positiva,  respectivamente,  com  a  imunomarcação dos  anticorpos  anti-RANKL  (p=0,002;  p=0,001  e  r=0,642),  anti-OPG  (p=0,018;  p=0,014  e r=0,451),  anti-TNF-α  (p=0,032;  p=0,014  e  r=0,453)  e  com  a  razão  percentual  de RANKL/OPG  (p=0,018;  p=0,002  e  r=0,544).  A  mobilidade  dentária  (MB)  apresentou diferença  estatisticamente  significativa  somente  com  a  imunoexpressão  do  anti-RANKL (p=0,026),  e  a  profundidade  de  sondagem  (PS)  apresentou  correlação  positiva  com  o  anti-RANKL  (p=0,028  e  r=0,409),  ambos  nos  casos  de  periodontite.    Somente  nos  casos  de gengivite o TNF-α apresentou correlação positiva com o RANKL (p=0,012 e r=0,384) e com a  razão RANKL/OPG (p=0,027 e r=0,341). Diante desses resultados, conclui-se que a maior imunoexpressão  do  TNF-α  na  periodontite  demonstra  uma  relação  com  a  progressão  e severidade  da  doença  periodontal  e  a  correlação  entre  todos  os  anticorpos  e  a  perda  de inserção clínica demonstra o envolvimento destes na reabsorção óssea periodontal.


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  • A  doença  periodontal  é  uma  infecção  oral  iniciada  por  periodontopatógenos  que

    desencadeiam  a  resposta  imune  culminando  com  a  destruição  tecidual.  Essa  destruição  é mediada  pelo  hospedeiro  através  da  indução  da  produção  e  ativação  de  enzimas  líticas, citocinas  e  da  estimulação  da  osteoclastogênese.  O  objetivo  deste  estudo  foi  comparar  a expressão imuno-histoquímica dos fatores envolvidos na reabsorção óssea, RANKL (Ligante do Receptor Ativador do Fator Nuclear kappa B), OPG (Osteoprotegerina) e TNF-α (Fator de Necrose Tumoral Alfa)  entre  a  gengiva  clinicamente  saudável,  a  gengivite  e  a  periodontite crônica, correlacionando-os com os parâmetros clínicos periodontais. A amostra consistiu de 83 casos, sendo 12 de gengivas clinicamente saudáveis, 42 de gengivite e 29 de periodontite, oriundos de 74 pacientes adolescentes e adultos com  idade média de 35 anos, sem alterações sistêmicas e não fumantes, predominantemente do sexo feminino e da raça parda. Não houve diferença estatisticamente significativa para expressão do anticorpo anti-RANKL (p=0,581) e da razão RANKL/OPG (p=0,334) quando se comparou as três condições clínicas, mas o anti-OPG e anti-TNF-α mostraram diferenças estatisticamente significativas entre os tipos de lesão (p=0,001 e p<0,001, respectivamente), revelando maior imunoexpressão na periodontite.  Nos casos  de  periodontite,  a  variável  perda  de  inserção  clínica  (PIC)  mostrou  diferença estatisticamente  significativa  e  correlação  positiva,  respectivamente,  com  a  imunomarcação dos  anticorpos  anti-RANKL  (p=0,002;  p=0,001  e  r=0,642),  anti-OPG  (p=0,018;  p=0,014  e r=0,451),  anti-TNF-α  (p=0,032;  p=0,014  e  r=0,453)  e  com  a  razão  percentual  de RANKL/OPG  (p=0,018;  p=0,002  e  r=0,544).  A  mobilidade  dentária  (MB)  apresentou diferença  estatisticamente  significativa  somente  com  a  imunoexpressão  do  anti-RANKL (p=0,026),  e  a  profundidade  de  sondagem  (PS)  apresentou  correlação  positiva  com  o  anti-RANKL  (p=0,028  e  r=0,409),  ambos  nos  casos  de  periodontite.    Somente  nos  casos  de gengivite o TNF-α apresentou correlação positiva com o RANKL (p=0,012 e r=0,384) e com a  razão RANKL/OPG (p=0,027 e r=0,341). Diante desses resultados, conclui-se que a maior imunoexpressão  do  TNF-α  na  periodontite  demonstra  uma  relação  com  a  progressão  e severidade  da  doença  periodontal  e  a  correlação  entre  todos  os  anticorpos  e  a  perda  de inserção clínica demonstra o envolvimento destes na reabsorção óssea periodontal.

2
  • BRUNA RAFAELA MARTINS DOS SANTOS
  • Análise imuno-histoquímica de proteínas relacionadas às respostas Th1, Th2 e Th17 na doença periodontal.

  • Orientador : ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • JANAINA CAVALCANTE LEMOS
  • SIMONE SOUZA LOBAO VERAS BARROS
  • Data: 17/02/2011

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  • A doença periodontal é uma condição inflamatória de caráter infeccioso, caracterizada pela destruição dos tecidos de proteção e sustentação dentários, face à resposta produzida pelo hospedeiro frente às agressões sofridas pelos microrganismos. Vários fatores estão envolvidos nesse processo, sendo as citocinas as principais moléculas reguladoras dessa resposta imune, desempenhando um papel protetor e/ou destrutivo na progressão da lesão. Diante disso, este experimento investigou a expressão imuno-histoquímica de IFN-y, GATA-3, IL-17, IL-23, IL-6 e TGF-y em tecidos gengivais de humanos, na tentativa de se obter um maior entendimento da participação das respostas imunes Th1, Th2 e Th17 no desenvolvimento destes processos patológicos. Para tanto, oitenta e duas amostras de tecidos gengivais foram subdivididas em três grupos: Grupo 1=15 (amostras de tecido gengival saudável-controle), Grupo 2=36 (amostras com gengivite crônica) e Grupo 3=31 (amostras com periodontite crônica). Todos os casos foram submetidos à análise morfológica a partir de cortes corados em hematoxilina e eosina e, posteriormente, submetidas à técnica de coloração pela imuno-histoquímica  através do método da Estreptoavidina-Biotina. Os resultados mostraram positividade de marcação para todas as proteínas, sendo observada uma maior tendência de marcação para as citocinas das respostas Th1 e Th17 no grupo 3. Diferença estatisticamente significativa foi verificada entre a expressão de TGF-beta e a condição clínica das amostras (p=0,02). Assim, podemos concluir que as respostas Th1 e Th17 podem atuar sinergicamente no processo destrutivo dos tecidos periodontais, sobrepondo-se à resposta Th2 que também se encontrou presente nestes tecidos.


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  • A doença periodontal é uma condição inflamatória de caráter infeccioso, caracterizada pela destruição dos tecidos de proteção e sustentação dentários, face à resposta produzida pelo hospedeiro frente às agressões sofridas pelos microrganismos. Vários fatores estão envolvidos nesse processo, sendo as citocinas as principais moléculas reguladoras dessa resposta imune, desempenhando um papel protetor e/ou destrutivo na progressão da lesão. Diante disso, este experimento investigou a expressão imuno-histoquímica de IFN-y, GATA-3, IL-17, IL-23, IL-6 e TGF-y em tecidos gengivais de humanos, na tentativa de se obter um maior entendimento da participação das respostas imunes Th1, Th2 e Th17 no desenvolvimento destes processos patológicos. Para tanto, oitenta e duas amostras de tecidos gengivais foram subdivididas em três grupos: Grupo 1=15 (amostras de tecido gengival saudável-controle), Grupo 2=36 (amostras com gengivite crônica) e Grupo 3=31 (amostras com periodontite crônica). Todos os casos foram submetidos à análise morfológica a partir de cortes corados em hematoxilina e eosina e, posteriormente, submetidas à técnica de coloração pela imuno-histoquímica  através do método da Estreptoavidina-Biotina. Os resultados mostraram positividade de marcação para todas as proteínas, sendo observada uma maior tendência de marcação para as citocinas das respostas Th1 e Th17 no grupo 3. Diferença estatisticamente significativa foi verificada entre a expressão de TGF-beta e a condição clínica das amostras (p=0,02). Assim, podemos concluir que as respostas Th1 e Th17 podem atuar sinergicamente no processo destrutivo dos tecidos periodontais, sobrepondo-se à resposta Th2 que também se encontrou presente nestes tecidos.

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  • VALERIA SOUZA FREITAS
  • Estudo da expressão imuno-histoquímica das MMPs-2, -7, -9 e -26 e dos TIMPs -1 e -2 em adenomas pleomórficos e carcinomas adenóides císticos de glândulas salivares menores

  • Orientador : LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN NUNES DOS SANTOS
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • PATRÍCIA MEIRA BENTO
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 24/02/2011

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  •  

    O balanço entre a expressão das metaloproteinases da matriz (MMPs) e seus inibidores teciduais (TIMPs) tem sido relacionado a vários processos fisiológicos e patológicos, incluindo a morfogênese de glândulas salivares e os processos de invasão e metástase tumoral. O adenoma pleomórfico (AP) e o carcinoma adenóide cístico (CAC) representam, respectivamente, neoplasias benignas e malignas de glândulas salivares que, embora compartilhem a mesma origem celular, apresentam comportamentos biológicos distintos. O propósito deste estudo foi comparar a expressão imuno-histoquímica das MMPs -2, -7, -9 e -26 e dos TIMPs -1 e -2 em casos de AP e CAC de glândulas salivares menores. Vinte casos de AP e vinte casos de CAC foram avaliados quanto à presença, intensidade e localização das MMPs e TIMPs no parênquima tumoral. A maioria dos APs e CACs apresentaram alta expressão das MMPs e dos TIMPs,  predominantemente localizada nas células tumorais. Não houve diferença estatisticamente significativa na expressão das MMPs -2 (p=0,359), -7 (p=0,081) e -26 (p=0,553), bem como dos TIMPs -1 (p=0,657) e -2 (p=0,248), entre o parênquima dos APs e CACs. A MMP-9 demonstrou uma diferença significativa de expressão entre os dois tumores, apresentando o CAC uma marcação mais intensa para esta gelatinase (p=0,041). A forte expressão da MMP-9 observada no parênquima dos CACs sugere que esta gelatinase possa desempenhar um papel importante no comportamento biológico destes tumores. Por outro lado, apesar de não ocorrer uma diferença significativa entre as médias das MMPs -2, 7 e 26 nos tumores estudados, os dados quando analisados em conjunto sugerem que estas proteases podem estar participando de processos de remodelação tecidual em ambos os tumores, mas não apresentam uma relação direta com o padrão de agressividade do CAC. Entretanto, as matrilisinas poderiam influenciar indiretamente o comportamento deste tumor devido a sua capacidade de ativar a MMP-9, fortemente expressa no parênquima destes tumores.


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  •  

    O balanço entre a expressão das metaloproteinases da matriz (MMPs) e seus inibidores teciduais (TIMPs) tem sido relacionado a vários processos fisiológicos e patológicos, incluindo a morfogênese de glândulas salivares e os processos de invasão e metástase tumoral. O adenoma pleomórfico (AP) e o carcinoma adenóide cístico (CAC) representam, respectivamente, neoplasias benignas e malignas de glândulas salivares que, embora compartilhem a mesma origem celular, apresentam comportamentos biológicos distintos. O propósito deste estudo foi comparar a expressão imuno-histoquímica das MMPs -2, -7, -9 e -26 e dos TIMPs -1 e -2 em casos de AP e CAC de glândulas salivares menores. Vinte casos de AP e vinte casos de CAC foram avaliados quanto à presença, intensidade e localização das MMPs e TIMPs no parênquima tumoral. A maioria dos APs e CACs apresentaram alta expressão das MMPs e dos TIMPs,  predominantemente localizada nas células tumorais. Não houve diferença estatisticamente significativa na expressão das MMPs -2 (p=0,359), -7 (p=0,081) e -26 (p=0,553), bem como dos TIMPs -1 (p=0,657) e -2 (p=0,248), entre o parênquima dos APs e CACs. A MMP-9 demonstrou uma diferença significativa de expressão entre os dois tumores, apresentando o CAC uma marcação mais intensa para esta gelatinase (p=0,041). A forte expressão da MMP-9 observada no parênquima dos CACs sugere que esta gelatinase possa desempenhar um papel importante no comportamento biológico destes tumores. Por outro lado, apesar de não ocorrer uma diferença significativa entre as médias das MMPs -2, 7 e 26 nos tumores estudados, os dados quando analisados em conjunto sugerem que estas proteases podem estar participando de processos de remodelação tecidual em ambos os tumores, mas não apresentam uma relação direta com o padrão de agressividade do CAC. Entretanto, as matrilisinas poderiam influenciar indiretamente o comportamento deste tumor devido a sua capacidade de ativar a MMP-9, fortemente expressa no parênquima destes tumores.

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  • MARCELO GADELHA VASCONCELOS
  • Avaliação da expressão imuno-histoquímica de marcadores de hipóxia em carcinoma epidermóide de língua.

  • Orientador : LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO ADILSON SOARES DE LIMA
  • ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
  • EVELINE TURATTI
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • Data: 18/11/2011

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  • A hipóxia tumoral modula uma série de mudanças genéticas adaptativas relacionadas ao desenvolvimento, invasão e metástase de diversos cânceres humanos, dentre os quais o carcinoma epidermóide de língua (CEL). O objetivo do presente trabalho foi realizar uma análise clínica, morfológica e imuno-histoquímica através da expressão do HIF-1α, GLUT-1 e da CA-IX em 57 casos de CEL, correlacionando essa expressão à parâmetros clínicos e morfológicos. Após uma análise descritiva dos dados referentes ao sexo, faixa etária, raça e hábitos dos pacientes, constatou-se que os resultados encontrados foram condizentes com a literatura. Os parâmetros clínicos e morfológicos analisados e a expressão desses marcadores de hipóxia foram submetidos à análise estatística (teste do Qui2), verificando-se que os mesmos podem ser utilizados como indicadores do comportamento biológico do CEL. Dentre os resultados da presente pesquisa, observou-se que a intensidade de expressão para o HIF-1α, localizada na maioria dos casos no citoplasma e núcleo, correlacionou-se estatisticamente com o estadiamento clínico (p = 0,011) e gradação histológica (p = 0,002). Quanto à relação entre a distribuição de marcação para o HIF-1α e metástase, o teste qui-quadrado (Qui2) demonstrou haver diferenças estatisticamente significativas entre os grupos analisados (p = 0,040). Dos 75,8% da amostra que tinham metástase, constatou-se a o predomínio da marcação difusa. A imunoexpressão citoplasmática/membranar do GLUT-1 exibiu uma correlação estatisticamente significativa com o estadiamento clínico (p = 0,002) e gradação histológica (p = 0,000). Em relação à localização de marcação para o GLUT-1 na ilha tumoral, evidenciou-se predomínio da marcação periférica na maioria dos espécimes de baixo grau (78,6%). Na amostra de alto grau, prevaleceu a localização centro/periferia (55,8%). De acordo com o teste qui-quadrado (Qui2), a localização na ilha tumoral (p = 0,025) demonstrou haver diferenças estatisticamente significativas com a gradação histológica. A imunoexpressão da CA-IX, localizada na maioria dos casos na membrana e citoplasma, exibiu uma correlação estatisticamente significativa com a gradação histológica (p = 0,005). Com base nestes resultados, pode-se concluir uma ampla participação desses marcadores de hipóxia na carcinogênese oral, bem como a sua possível utilização como marcadores do comportamento biológico e da progressão tumoral em CEL.


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  • A hipóxia tumoral modula uma série de mudanças genéticas adaptativas relacionadas ao desenvolvimento, invasão e metástase de diversos cânceres humanos, dentre os quais o carcinoma epidermóide de língua (CEL). O objetivo do presente trabalho foi realizar uma análise clínica, morfológica e imuno-histoquímica através da expressão do HIF-1α, GLUT-1 e da CA-IX em 57 casos de CEL, correlacionando essa expressão à parâmetros clínicos e morfológicos. Após uma análise descritiva dos dados referentes ao sexo, faixa etária, raça e hábitos dos pacientes, constatou-se que os resultados encontrados foram condizentes com a literatura. Os parâmetros clínicos e morfológicos analisados e a expressão desses marcadores de hipóxia foram submetidos à análise estatística (teste do Qui2), verificando-se que os mesmos podem ser utilizados como indicadores do comportamento biológico do CEL. Dentre os resultados da presente pesquisa, observou-se que a intensidade de expressão para o HIF-1α, localizada na maioria dos casos no citoplasma e núcleo, correlacionou-se estatisticamente com o estadiamento clínico (p = 0,011) e gradação histológica (p = 0,002). Quanto à relação entre a distribuição de marcação para o HIF-1α e metástase, o teste qui-quadrado (Qui2) demonstrou haver diferenças estatisticamente significativas entre os grupos analisados (p = 0,040). Dos 75,8% da amostra que tinham metástase, constatou-se a o predomínio da marcação difusa. A imunoexpressão citoplasmática/membranar do GLUT-1 exibiu uma correlação estatisticamente significativa com o estadiamento clínico (p = 0,002) e gradação histológica (p = 0,000). Em relação à localização de marcação para o GLUT-1 na ilha tumoral, evidenciou-se predomínio da marcação periférica na maioria dos espécimes de baixo grau (78,6%). Na amostra de alto grau, prevaleceu a localização centro/periferia (55,8%). De acordo com o teste qui-quadrado (Qui2), a localização na ilha tumoral (p = 0,025) demonstrou haver diferenças estatisticamente significativas com a gradação histológica. A imunoexpressão da CA-IX, localizada na maioria dos casos na membrana e citoplasma, exibiu uma correlação estatisticamente significativa com a gradação histológica (p = 0,005). Com base nestes resultados, pode-se concluir uma ampla participação desses marcadores de hipóxia na carcinogênese oral, bem como a sua possível utilização como marcadores do comportamento biológico e da progressão tumoral em CEL.

2010
Dissertações
1
  • FELIPE RODRIGUES DE MATOS
  • Expressão imuno-histoquímica das proteínas MMP-9, VEGF e FvW em lesões centrais e periféricas de células gigantes.

  • Orientador : ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • JOÃO LUIZ DE MIRANDA
  • Data: 12/02/2010

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  • Lesões centrais (LCCG) e periféricas de células gigantes (LPCG) dos maxilares possuem um comportamento clínico distinto, embora compartilhem características histopatológicas semelhantes. Ainda é obscuro se essas diferenças clínicas são apoiadas por um padrão distinto de imunoexpressã o de marcadores para células gigantes multinucleadas (CG) e mononucleadas (CM). O escopo do presente trabalho foi realizar um estudo imuno-histoquímico comparativo, analisando quantitativamente células gigantes multinucleadas e mononucleadas imunorreativas à MMP-9 e ao VEGF e mensurar a vascularização através do FvW para verificar se há ou não diferenças de expressão desses biomarcadores entre as LCCG e LPCG. Foram selecionados 20 casos de LCCG e 20 de LPCG emblocados em parafina. Constatou-se diferença significativa (p<0.05) em relação à imunorreatividade na CM para MMP-9 e VEGF nas LPCG, sendo a MMP-9 mais expressa. O VEGF foi mais expresso nas CM das LCCG em relação às LPCG (p<0.05), assim como sua expressão global (p<0.05). A MMP-9 apresentou uma tendência maior de expressão nas LCCG, embora não significativa estatisticamente (p>0.05). Na mensuração dos vasos através da contagem microvascular (MVC), verificou-se maior MVC nas LPCG do que nas LCCG (p<0.05). Testou-se correlação entre as proteínas estudadas em cada grupo de lesões e constatou-se uma correlação negativa significativa entre VEGF e FvW nas LCCG (p<0.05). Diante dos achados deste estudo, observa-se que há diferença na expressão do VEGF nas CM, bem como na expressão global entre as lesões. Observou-se uma tendência na maior expressão da MMP-9 nas LCCG, embora não significativa estatisticamente. Dessa forma, sugere-se que a maior expressão de ambas as proteínas nas LCCG esteja mais relacionada possivelmente com a osteoclastogênese. Adicionalmente, os resultados do presente estudo apontam um maior grau de vascularização nas LPCG quando comparadas com as LCCG, fato este que pode estar relacionado diretamente com a natureza reacional das primeiras, em que o processo inflamatório com sua rica angiogênese contribui sobremaneira para estes achados.


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  • Lesões centrais (LCCG) e periféricas de células gigantes (LPCG) dos maxilares possuem um comportamento clínico distinto, embora compartilhem características histopatológicas semelhantes. Ainda é obscuro se essas diferenças clínicas são apoiadas por um padrão distinto de imunoexpressã o de marcadores para células gigantes multinucleadas (CG) e mononucleadas (CM). O escopo do presente trabalho foi realizar um estudo imuno-histoquímico comparativo, analisando quantitativamente células gigantes multinucleadas e mononucleadas imunorreativas à MMP-9 e ao VEGF e mensurar a vascularização através do FvW para verificar se há ou não diferenças de expressão desses biomarcadores entre as LCCG e LPCG. Foram selecionados 20 casos de LCCG e 20 de LPCG emblocados em parafina. Constatou-se diferença significativa (p<0.05) em relação à imunorreatividade na CM para MMP-9 e VEGF nas LPCG, sendo a MMP-9 mais expressa. O VEGF foi mais expresso nas CM das LCCG em relação às LPCG (p<0.05), assim como sua expressão global (p<0.05). A MMP-9 apresentou uma tendência maior de expressão nas LCCG, embora não significativa estatisticamente (p>0.05). Na mensuração dos vasos através da contagem microvascular (MVC), verificou-se maior MVC nas LPCG do que nas LCCG (p<0.05). Testou-se correlação entre as proteínas estudadas em cada grupo de lesões e constatou-se uma correlação negativa significativa entre VEGF e FvW nas LCCG (p<0.05). Diante dos achados deste estudo, observa-se que há diferença na expressão do VEGF nas CM, bem como na expressão global entre as lesões. Observou-se uma tendência na maior expressão da MMP-9 nas LCCG, embora não significativa estatisticamente. Dessa forma, sugere-se que a maior expressão de ambas as proteínas nas LCCG esteja mais relacionada possivelmente com a osteoclastogênese. Adicionalmente, os resultados do presente estudo apontam um maior grau de vascularização nas LPCG quando comparadas com as LCCG, fato este que pode estar relacionado diretamente com a natureza reacional das primeiras, em que o processo inflamatório com sua rica angiogênese contribui sobremaneira para estes achados.

2
  • EMELINE DAS NEVES DE ARAUJO LIMA
  • Avaliação de alterações orais em pacientes submetidos a transplante de medula óssea.

  • Orientador : ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • PATRICIA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 18/02/2010

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  • O transplante de medula óssea (TMO) atualmente constitui a melhor opção terapêutica para pacientes com doenças hematológicas, tumores sólidos ou desordens autoimunes. Caracteriza-se pela infusão intravenosa de células progenitoras hematopoéticas com o objetivo de restabelecer a função medular. No entanto, esse procedimento requer tratamento concomitante de imunossupressão, o que favorece o desenvolvimento de determinadas complicações, as quais freqüentemente se manifestam na cavidade oral. Este estudo objetivou avaliar a incidência de manifestações orais em pacientes submetidos ao TMO e correlacionar esses resultados com aspectos clínicos referentes aos pacientes e aos transplantes realizados. Trata-se de um estudo de prevalência, com desenho do tipo seccional, realizado no serviço de TMO do Instituto de Onco-Hematologia de Natal (ION) em parceria com o Natal Hospital Center. A coleta de dados baseou-se em aplicação de questionário, exame clínico da cavidade oral e consulta de informações nos prontuários médicos. A amostra foi constituída por 51 pacientes submetidos ao TMO. Após a análise, constatou-se quadro geral com boas condições de saúde e presença de alterações orais em aproximadamente metade dos pacientes que compunham a amostra. As manifestações observadas foram, em ordem decrescente de frequência: mucosite; alteração gengival e púrpura trombocitopênica; pigmentação da mucosa; reação liquenóide e candidíase. Os dados epidemiológicos, no tocante ao sexo e faixa etária, assemelharam-se aos existentes na literatura. A doença do enxerto contra hospedeiro (DECH) foi observada em aproximadamente um quarto dos pacientes e se constatou associação estatisticamente significante entre a presença de DECH e as manifestações orais (p < 0,001). Portanto, conclui-se que há uma incidência relativamente alta de manifestações orais em pacientes transplantados de medula óssea, fato que confirma a necessidade de se considerar a cavidade oral como órgão-chave para exame, diagnóstico, tratamento e prognóstico de possíveis complicações do TMO.


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  • O transplante de medula óssea (TMO) atualmente constitui a melhor opção terapêutica para pacientes com doenças hematológicas, tumores sólidos ou desordens autoimunes. Caracteriza-se pela infusão intravenosa de células progenitoras hematopoéticas com o objetivo de restabelecer a função medular. No entanto, esse procedimento requer tratamento concomitante de imunossupressão, o que favorece o desenvolvimento de determinadas complicações, as quais freqüentemente se manifestam na cavidade oral. Este estudo objetivou avaliar a incidência de manifestações orais em pacientes submetidos ao TMO e correlacionar esses resultados com aspectos clínicos referentes aos pacientes e aos transplantes realizados. Trata-se de um estudo de prevalência, com desenho do tipo seccional, realizado no serviço de TMO do Instituto de Onco-Hematologia de Natal (ION) em parceria com o Natal Hospital Center. A coleta de dados baseou-se em aplicação de questionário, exame clínico da cavidade oral e consulta de informações nos prontuários médicos. A amostra foi constituída por 51 pacientes submetidos ao TMO. Após a análise, constatou-se quadro geral com boas condições de saúde e presença de alterações orais em aproximadamente metade dos pacientes que compunham a amostra. As manifestações observadas foram, em ordem decrescente de frequência: mucosite; alteração gengival e púrpura trombocitopênica; pigmentação da mucosa; reação liquenóide e candidíase. Os dados epidemiológicos, no tocante ao sexo e faixa etária, assemelharam-se aos existentes na literatura. A doença do enxerto contra hospedeiro (DECH) foi observada em aproximadamente um quarto dos pacientes e se constatou associação estatisticamente significante entre a presença de DECH e as manifestações orais (p < 0,001). Portanto, conclui-se que há uma incidência relativamente alta de manifestações orais em pacientes transplantados de medula óssea, fato que confirma a necessidade de se considerar a cavidade oral como órgão-chave para exame, diagnóstico, tratamento e prognóstico de possíveis complicações do TMO.

3
  • MARIANNE DE VASCONCELOS CARVALHO
  • Avaliação imuno-histoquímica das galectinas -1, -3 e -7 em displasia epitelial oral

  • Orientador : LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA PAULA VERAS SOBRAL
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • Data: 19/02/2010

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  • A displasia epitelial oral (DEO) é uma lesão potencialmente maligna, cujo diagnóstico e gradação se baseia na histologia das alterações arquiteturais e citológicas, preconizados pela OMS, que divide a lesão em leve, moderada e severa, o qual é bastante subjetivo dado a alta variabilidade no diagnóstico. Maior concordância é observada quando a gradação é baseada no sistema binário (baixo/alto risco), o qual está relacionado ao risco de transformação maligna. As galectinas constituem uma família de lectinas e estão envolvidas na tumorigênese. Dos 15 tipos, as galectinas -1, -3 e -7 são as mais investigadas, devido a expressão alterada em carcinomas epidermóides orais. Nós analisamos a expressão imuno-histoquímica dessas proteínas em 50 espécimes de DEO (21 baixo/ 29 alto risco) e 5 de mucosa oral normal e relacionamos com a presença/ausência de marcação, padrão de distribuição, intensidade, localização epitelial e celular. Dos 29 casos de alto e dos 21 de baixo risco, 21 (72,4%) e 12 (57,1%) foram positivos para a galectina -1, respectivamente. Dessa forma, de 50 casos, 33 foram imunopositivos. O núcleo e citoplasma foram positivos em 91,7% nas de baixo risco e em 90,5% nas de alto risco. Todos os casos de mucosa normal foram negativos. Com relação a galectina -3, dos 21 casos das DEOs de baixo risco, 12 (57,1%) apresentaram expressão e dos 29 casos das DEOs de alto risco, 15 (51,7%) foram positivos, havendo imunoexpressão em um total de 27 casos. O padrão difuso, assim como a fraca intensidade foram os mais freqüentes para os 2 graus. O núcleo e o citoplasma foram a localização mais comum tanto nas lesões de baixo (58,3%), quanto nas de alto risco (66,7%). Quatro casos de mucosa normal foram positivos, com marcação membranar e intensidade fraca. Dos 21 casos das DEOs de baixo risco, 17 (81%) apresentaram expressão imuno-histoquímica para a galectina -7 e das 29 DEOs de alto risco, 27 (93,1%) foram positivos. Então, a expressão imuno-histoquímica da galectina -7 foi observada em 44 casos, a maioria com intensidade de moderada a forte. O núcleo e o citoplasma foram a localização mais freqüente, nas de baixo (70,6%) e alto risco (66,7%). Quatro espécimes de mucosa normal marcaram membrana em terço médio e superior, com intensidade moderada a forte. Alterações na expressão das galectinas -1, -3 e principalmente da -7 sugerem seu envolvimento na fisiopatologia das displasias, participando na etapa inicial da carcinogênes.


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  • A displasia epitelial oral (DEO) é uma lesão potencialmente maligna, cujo diagnóstico e gradação se baseia na histologia das alterações arquiteturais e citológicas, preconizados pela OMS, que divide a lesão em leve, moderada e severa, o qual é bastante subjetivo dado a alta variabilidade no diagnóstico. Maior concordância é observada quando a gradação é baseada no sistema binário (baixo/alto risco), o qual está relacionado ao risco de transformação maligna. As galectinas constituem uma família de lectinas e estão envolvidas na tumorigênese. Dos 15 tipos, as galectinas -1, -3 e -7 são as mais investigadas, devido a expressão alterada em carcinomas epidermóides orais. Nós analisamos a expressão imuno-histoquímica dessas proteínas em 50 espécimes de DEO (21 baixo/ 29 alto risco) e 5 de mucosa oral normal e relacionamos com a presença/ausência de marcação, padrão de distribuição, intensidade, localização epitelial e celular. Dos 29 casos de alto e dos 21 de baixo risco, 21 (72,4%) e 12 (57,1%) foram positivos para a galectina -1, respectivamente. Dessa forma, de 50 casos, 33 foram imunopositivos. O núcleo e citoplasma foram positivos em 91,7% nas de baixo risco e em 90,5% nas de alto risco. Todos os casos de mucosa normal foram negativos. Com relação a galectina -3, dos 21 casos das DEOs de baixo risco, 12 (57,1%) apresentaram expressão e dos 29 casos das DEOs de alto risco, 15 (51,7%) foram positivos, havendo imunoexpressão em um total de 27 casos. O padrão difuso, assim como a fraca intensidade foram os mais freqüentes para os 2 graus. O núcleo e o citoplasma foram a localização mais comum tanto nas lesões de baixo (58,3%), quanto nas de alto risco (66,7%). Quatro casos de mucosa normal foram positivos, com marcação membranar e intensidade fraca. Dos 21 casos das DEOs de baixo risco, 17 (81%) apresentaram expressão imuno-histoquímica para a galectina -7 e das 29 DEOs de alto risco, 27 (93,1%) foram positivos. Então, a expressão imuno-histoquímica da galectina -7 foi observada em 44 casos, a maioria com intensidade de moderada a forte. O núcleo e o citoplasma foram a localização mais freqüente, nas de baixo (70,6%) e alto risco (66,7%). Quatro espécimes de mucosa normal marcaram membrana em terço médio e superior, com intensidade moderada a forte. Alterações na expressão das galectinas -1, -3 e principalmente da -7 sugerem seu envolvimento na fisiopatologia das displasias, participando na etapa inicial da carcinogênes.

4
  • MAIARA DE MORAES
  • Expressão imuno-histoquímica das proteínas RANK, RANKL e OPG em cistos radiculares e cistos dentígeros.

  • Orientador : ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • PATRICIA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 23/02/2010

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  • Receptor ativador nuclear κappa B (RANK), ligante do receptor ativador nuclear κappa B (RANKL) e osteoprotegerina (OPG) são membros da família do fator de necrose tumoral relacionados com o metabolismo ósseo. A formação, diferenciação e atividade dos osteoclastos são reguladas por estas três proteínas. RANK é um receptor transmembrana presente em diversos tipos celulares, principalmente em células de linhagem macrofágica, linfócitos, células dendríticas e fibroblastos e quando ativado pelo seu ligante, RANKL, promove a diferenciação e ativação de células osteoclásticas responsáveis pelo processo de reabsorção óssea. A OPG impede a ligação RANK/RANKL atuando como um receptor inibitório para a atividade osteolítica. O objetivo deste estudo foi comparar a expressão imuno-histoquímica destes biomarcadores em cistos radiculares (CRs) e cistos dentígeros (CDs). Para isso, a expressão destes marcadores foi avaliada no epitélio e na cápsula dos cistos. Para o epitélio, a análise semi-quantitativa revelou um padrão similar dos escores de imunomarcação de RANK, RANKL e OPG nas lesões, não havendo diferença estatística significante (p=0.589, p=0.688, p=0.709, respectivamente). Para a cápsula cística a análise quantitativa, mostrou diferença estatística significante entre os percentuais médios de imunomarcação do RANK e RANKL (p=0,001 e p=0,005, respectivamente) nos cistos.  A correlação dos escores de imunomarcação de RANKL e OPG no epitélio do CR e do CD revelou diferença estatística significante (p=0,029, p=0,003, respectivamente). No epitélio dos CRs e dos CDs observou-se uma maior imunoexpressão da OPG comparada a do RANKL. Os resultados apontam a presença de RANK, RANKL e OPG nos cistos radiculares e cistos dentígeros, sugerindo a atuação destas proteínas no desenvolvimento e expansão das lesões no osso adjacente.


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  • Receptor ativador nuclear κappa B (RANK), ligante do receptor ativador nuclear κappa B (RANKL) e osteoprotegerina (OPG) são membros da família do fator de necrose tumoral relacionados com o metabolismo ósseo. A formação, diferenciação e atividade dos osteoclastos são reguladas por estas três proteínas. RANK é um receptor transmembrana presente em diversos tipos celulares, principalmente em células de linhagem macrofágica, linfócitos, células dendríticas e fibroblastos e quando ativado pelo seu ligante, RANKL, promove a diferenciação e ativação de células osteoclásticas responsáveis pelo processo de reabsorção óssea. A OPG impede a ligação RANK/RANKL atuando como um receptor inibitório para a atividade osteolítica. O objetivo deste estudo foi comparar a expressão imuno-histoquímica destes biomarcadores em cistos radiculares (CRs) e cistos dentígeros (CDs). Para isso, a expressão destes marcadores foi avaliada no epitélio e na cápsula dos cistos. Para o epitélio, a análise semi-quantitativa revelou um padrão similar dos escores de imunomarcação de RANK, RANKL e OPG nas lesões, não havendo diferença estatística significante (p=0.589, p=0.688, p=0.709, respectivamente). Para a cápsula cística a análise quantitativa, mostrou diferença estatística significante entre os percentuais médios de imunomarcação do RANK e RANKL (p=0,001 e p=0,005, respectivamente) nos cistos.  A correlação dos escores de imunomarcação de RANKL e OPG no epitélio do CR e do CD revelou diferença estatística significante (p=0,029, p=0,003, respectivamente). No epitélio dos CRs e dos CDs observou-se uma maior imunoexpressão da OPG comparada a do RANKL. Os resultados apontam a presença de RANK, RANKL e OPG nos cistos radiculares e cistos dentígeros, sugerindo a atuação destas proteínas no desenvolvimento e expansão das lesões no osso adjacente.

5
  • CYNTIA HELENA PEREIRA DE CARVALHO
  • Relação da imunoexpressão da BMP-2, BMPR-IA e BMPR-II em carcinoma epidermóide de lábio inferior com o perfil clínico-patológico.

  • Orientador : LEAO PEREIRA PINTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CRISTINA RUAN FERREIRA DE ARAUJO
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • Data: 24/02/2010

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  • Atualmente as proteínas morfogenéticas do osso (BMPs) tem efetiva participação no crescimento de neoplasias malignas. Sabendo que são escassos os trabalhos envolvendo BMPs e o carcinoma epidermóide oral, este trabalho realizou um estudo imunoistoquímico da BMP-2, BMPR IA e BMPR II em carcinomas epidermóides (CE) de lábio inferior relacionando com os aspectos clinico-patológicos desta lesão. A amostra constou de 40 casos de CE de lábio inferior, sendo 20 casos de CE de lábio inferior com metástase linfonodal regional e 20 casos sem metástase. A gradação histológica de malignidade foi realizada no front invasivo da lesão. Foi avaliada a intensidade de expressão (escore 1 para marcação ausente/ fraca e escore 2 para marcação forte), bem como foi verificado a porcentagem de células positivas, onde o escore 1 era os casos com 0 a 50% das células positivas; escore 2 com 51 a 75% das células positivas; e escore 3 com mais de 75% das células positivas. A amostra foi composta por 72,5% de homens com a média de idade de 65,8 anos, houve um predomínio do estágio II e 52,5% dos carcinomas foram classificados como de baixo grau, sendo os carcinomas com metástase regional apresentando a maioria dos casos (70%) como carcinomas de alto grau de malignidade (p=0,004). O maior número de casos de CE de lábio inferior que estavam nos estágios I/ II (61, 9%) foi classificado em carcinomas de baixo grau de malignidade e os carcinomas nos estágios III/ IV foram classificados em alto grau de malignidade (p=0, 024). A BMP-2 apresentou intensidade da imunomarcação forte em 82,5%, BMPR-IA observou-se 55% dos casos com intensidade de imunomarcação ausente/ fraca e a BMPR-II revelou 85% dos casos com intensidade de imunomarcação ausente/ fraca. Apenas a proteína BMPR-IA apresentou associação estatisticamente significante com todos os parâmetros clinico-patológicos estudados, metástase (p<0,001), TNM (p<0,001) e gradação histológica de malignidade com( p=0,028). Quanto à porcentagem de células positivas, todos os marcadores apresentaram o maior número de casos com mais de 75% das células positivas (escore 3) e apenas a BMPR-II apresentou diferença estatística quando relacionada com a presença e ausência de metástase (p=0,049). Conclui-se que existe distúrbio na via de sinalização BMP-mediada no CE de lábio inferior e que a alta expressão da BMP-2 associada com a expressão da BMPR-IA e BMPR-II estão relacionadas com a metástase neste carcinoma.


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  • Atualmente as proteínas morfogenéticas do osso (BMPs) tem efetiva participação no crescimento de neoplasias malignas. Sabendo que são escassos os trabalhos envolvendo BMPs e o carcinoma epidermóide oral, este trabalho realizou um estudo imunoistoquímico da BMP-2, BMPR IA e BMPR II em carcinomas epidermóides (CE) de lábio inferior relacionando com os aspectos clinico-patológicos desta lesão. A amostra constou de 40 casos de CE de lábio inferior, sendo 20 casos de CE de lábio inferior com metástase linfonodal regional e 20 casos sem metástase. A gradação histológica de malignidade foi realizada no front invasivo da lesão. Foi avaliada a intensidade de expressão (escore 1 para marcação ausente/ fraca e escore 2 para marcação forte), bem como foi verificado a porcentagem de células positivas, onde o escore 1 era os casos com 0 a 50% das células positivas; escore 2 com 51 a 75% das células positivas; e escore 3 com mais de 75% das células positivas. A amostra foi composta por 72,5% de homens com a média de idade de 65,8 anos, houve um predomínio do estágio II e 52,5% dos carcinomas foram classificados como de baixo grau, sendo os carcinomas com metástase regional apresentando a maioria dos casos (70%) como carcinomas de alto grau de malignidade (p=0,004). O maior número de casos de CE de lábio inferior que estavam nos estágios I/ II (61, 9%) foi classificado em carcinomas de baixo grau de malignidade e os carcinomas nos estágios III/ IV foram classificados em alto grau de malignidade (p=0, 024). A BMP-2 apresentou intensidade da imunomarcação forte em 82,5%, BMPR-IA observou-se 55% dos casos com intensidade de imunomarcação ausente/ fraca e a BMPR-II revelou 85% dos casos com intensidade de imunomarcação ausente/ fraca. Apenas a proteína BMPR-IA apresentou associação estatisticamente significante com todos os parâmetros clinico-patológicos estudados, metástase (p<0,001), TNM (p<0,001) e gradação histológica de malignidade com( p=0,028). Quanto à porcentagem de células positivas, todos os marcadores apresentaram o maior número de casos com mais de 75% das células positivas (escore 3) e apenas a BMPR-II apresentou diferença estatística quando relacionada com a presença e ausência de metástase (p=0,049). Conclui-se que existe distúrbio na via de sinalização BMP-mediada no CE de lábio inferior e que a alta expressão da BMP-2 associada com a expressão da BMPR-IA e BMPR-II estão relacionadas com a metástase neste carcinoma.

6
  • JOABE DOS SANTOS PEREIRA
  • Análise de células T regulatórias FOXP3+ no líquen plano oral.

  • Orientador : MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GUSTAVO PINA GODOY
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • Data: 25/02/2010

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  • Este trabalho se propõe a analisar a expressão imunohistoquímica do CD4, CD25 e do Foxp3 no infiltrado inflamatório do líquen plano oral, objetivando identificar as células nTreg e posteriormente comparar com a expressão dos mesmos marcadores no infiltrado das hiperplasias fibrosas inflamatórias. Além disto, objetiva avaliar comparativamente a imunoexpressão destes marcadores entre as formas clínicas de líquen plano oral (reticular e erosiva). Através dessa análise, busca-se verificar se alterações no número de células Treg se relacionam com a etiopatogenia do líquen plano oral e se exercem algum papel no desenvolvimento das suas duas formas clínicas distintas, com isto pretende-se um melhor entendimento da sua etiopatogênese, o que se pode propiciar futuramente o aperfeiçoamento do tratamento dirigido a estas lesões.


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  • Este trabalho se propõe a analisar a expressão imunohistoquímica do CD4, CD25 e do Foxp3 no infiltrado inflamatório do líquen plano oral, objetivando identificar as células nTreg e posteriormente comparar com a expressão dos mesmos marcadores no infiltrado das hiperplasias fibrosas inflamatórias. Além disto, objetiva avaliar comparativamente a imunoexpressão destes marcadores entre as formas clínicas de líquen plano oral (reticular e erosiva). Através dessa análise, busca-se verificar se alterações no número de células Treg se relacionam com a etiopatogenia do líquen plano oral e se exercem algum papel no desenvolvimento das suas duas formas clínicas distintas, com isto pretende-se um melhor entendimento da sua etiopatogênese, o que se pode propiciar futuramente o aperfeiçoamento do tratamento dirigido a estas lesões.

7
  • THAIS GOMES BENEVENUTO
  • ESTUDO COMPARATIVO DA EXPRESSÃO IMUNO-HISTOQUÍMICA DO KI-67 EM CARCINOMA EPIDERMÓIDE DE LÍNGUA EM PACIENTES COM IDADE ABAIXO DOS 40 ANOS E PACIENTES COM IDADE ACIMA DE 40 ANOS.

  • Orientador : LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GUSTAVO PINA GODOY
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • Data: 26/02/2010

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  • O Carcinoma Epidermóide (CE) é a neoplasia maligna de origem epitelial que mais ocorre na cavidade oral, com alta capacidade de invadir estruturas adjacentes. Classicamente, o CEO ocorre mais em homens com idade acima de 50 anos, que fazem uso de tabaco e álcool por longos períodos de tempo, sendo a língua, o sítio anatômico mais frequentemente acometido. Atualmente, vem se percebendo um aumento na incidência dessa lesão em pacientes com idade abaixo dos 40 anos expostos ou não a fatores de risco, principalmente as lesões de língua. O objetivo desta pesquisa foi analisar o índice de proliferação celular, utilizando o anticorpo Ki-67em CEs de língua em dois grupos de faixas etárias distintas. Também, avaliaram-se as características clínico-patológicas dos casos constantes do estudo. A amostra se constituiu de 16 casos de pacientes com idade abaixo de 40 anos e 20 casos de pacientes com idade acima de 40 anos. Em relação às características clínico-patológicas das lesões, o sexo masculino foi o mais acometido para os dois grupos, sendo evidenciado que o hábito de beber e fumar foi frequente tanto para os pacientes com idade abaixo de 40 anos (56,3%) como para os pacientes com idade acima dos 40 anos (95,0%). Foi possível observar que houve uma associação estatisticamente significante entre o grupo de pacientes com idade abaixo de 40 anos e a presença de metástase regional (p = 0,036), bem como entre o mesmo grupo e os estágios mais avançados da doença (p = 0,012). Em relação à gradação histológica de malignidade, houve uma maior frequência de tumores classificados em alto grau de malignidade no grupo de pacientes com idade abaixo de 40 anos (56,2%), mas não foi evidenciada diferença estatística entre os grupos e a gradação histológica de malignidade. Quanto à análise da expressão imuno-histoquímica pelo Ki-67, não houve diferença estatisticamente significante entre a expressão do anticorpo utilizado entre os grupos etários estudados nesta pesquisa, bem como com os outros parâmetros clínicos e histopatológicos. Pode-se concluir que a proliferação celular não foi significativamente diferente entre os grupos que constituíram o presente estudo.


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  • O Carcinoma Epidermóide (CE) é a neoplasia maligna de origem epitelial que mais ocorre na cavidade oral, com alta capacidade de invadir estruturas adjacentes. Classicamente, o CEO ocorre mais em homens com idade acima de 50 anos, que fazem uso de tabaco e álcool por longos períodos de tempo, sendo a língua, o sítio anatômico mais frequentemente acometido. Atualmente, vem se percebendo um aumento na incidência dessa lesão em pacientes com idade abaixo dos 40 anos expostos ou não a fatores de risco, principalmente as lesões de língua. O objetivo desta pesquisa foi analisar o índice de proliferação celular, utilizando o anticorpo Ki-67em CEs de língua em dois grupos de faixas etárias distintas. Também, avaliaram-se as características clínico-patológicas dos casos constantes do estudo. A amostra se constituiu de 16 casos de pacientes com idade abaixo de 40 anos e 20 casos de pacientes com idade acima de 40 anos. Em relação às características clínico-patológicas das lesões, o sexo masculino foi o mais acometido para os dois grupos, sendo evidenciado que o hábito de beber e fumar foi frequente tanto para os pacientes com idade abaixo de 40 anos (56,3%) como para os pacientes com idade acima dos 40 anos (95,0%). Foi possível observar que houve uma associação estatisticamente significante entre o grupo de pacientes com idade abaixo de 40 anos e a presença de metástase regional (p = 0,036), bem como entre o mesmo grupo e os estágios mais avançados da doença (p = 0,012). Em relação à gradação histológica de malignidade, houve uma maior frequência de tumores classificados em alto grau de malignidade no grupo de pacientes com idade abaixo de 40 anos (56,2%), mas não foi evidenciada diferença estatística entre os grupos e a gradação histológica de malignidade. Quanto à análise da expressão imuno-histoquímica pelo Ki-67, não houve diferença estatisticamente significante entre a expressão do anticorpo utilizado entre os grupos etários estudados nesta pesquisa, bem como com os outros parâmetros clínicos e histopatológicos. Pode-se concluir que a proliferação celular não foi significativamente diferente entre os grupos que constituíram o presente estudo.

Teses
1
  • GEORGE JOAO FERREIRA DO NASCIMENTO
  • Associação entre polimorfismos funcionais nos genes da MMP-7 e MMP-9 e o perfil clinicopatológico do carcinoma epidermóide de língua

  • Orientador : ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA PAULA VERAS SOBRAL
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MARIA CARMEN FONTOURA NOGUEIRA DA CRUZ
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • SILVIA REGINA BATISTUZZO DE MEDEIROS
  • Data: 18/02/2010

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  • As metaloproteinases da matriz extracelular-7 (MMP-7) e -9 (MMP-9) modulam importantes funções relacionadas ao desenvolvimento, invasão e metástase de diversos cânceres humanos, tais como o carcinoma epidermóide de língua (CEL). Entretanto, fatores genéticos individuais, tais como polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) funcionais, influenciam no padrão de expressão proteica dessas MMPs e, assim, podem estar relacionados à grande variabilidade observada no comportamento clínico de pacientes com CEL. Neste contexto, o presente trabalho objetivou, através de análise em secção transversal, estudar a associação entre a frequência dos SNPs funcionais MMP-7 -181 A/G e MMP-9 -1562 C/T e as características clínicas (idade, sexo e metástase) e patológicas (gradação histológica e expressão imuno-histoquímica) de casos de CEL. A genotipagem dos referidos SNPs foi executada por PCR-RFLP em amostras de DNA de 71 casos de CEL e de 60 indivíduos sem câncer, que constituíram o grupo controle. Dentre os resultados da presente pesquisa, evidenciou-se que a frequência dos alelos polimórficos MMP-7 -181 G e MMP-9 -1562 T nos pacientes com CEL foi de 28% e 12%, respectivamente, sendo as frequências dos heterozigotos A/G (RP = 2.00; p < 0.001) e C/T (RP = 1.54; p = 0.014) significativamente maiores no grupo dos pacientes que no grupo controle. A prevalência dos pacientes portadores da combinação dos SNPs estudados associou-se significativamente aos casos de CEL (RP = 2.00; p = 0.011) e à metástase (RP = 2.00; p < 0.001). Ademais, junto à frequência dos SNPs analisados, a idade, sexo, gradação histológica e imunoexpressão da MMP-7 e -9 constituíram parâmetros clinicopatológicos relevantes para a identificação de subgrupos populacionais mais relacionados ao desenvolvimento do CEL e metástase. Frente a estes resultados, sugere-se que os níveis de expressão da MMP-7 e -9 influenciam consideravelmente no balanço entre suas funções pró e antineoplásicas e, consequentemente, no perfil clinicopatológico do carcinoma epidermóide de língua.


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  • As metaloproteinases da matriz extracelular-7 (MMP-7) e -9 (MMP-9) modulam importantes funções relacionadas ao desenvolvimento, invasão e metástase de diversos cânceres humanos, tais como o carcinoma epidermóide de língua (CEL). Entretanto, fatores genéticos individuais, tais como polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) funcionais, influenciam no padrão de expressão proteica dessas MMPs e, assim, podem estar relacionados à grande variabilidade observada no comportamento clínico de pacientes com CEL. Neste contexto, o presente trabalho objetivou, através de análise em secção transversal, estudar a associação entre a frequência dos SNPs funcionais MMP-7 -181 A/G e MMP-9 -1562 C/T e as características clínicas (idade, sexo e metástase) e patológicas (gradação histológica e expressão imuno-histoquímica) de casos de CEL. A genotipagem dos referidos SNPs foi executada por PCR-RFLP em amostras de DNA de 71 casos de CEL e de 60 indivíduos sem câncer, que constituíram o grupo controle. Dentre os resultados da presente pesquisa, evidenciou-se que a frequência dos alelos polimórficos MMP-7 -181 G e MMP-9 -1562 T nos pacientes com CEL foi de 28% e 12%, respectivamente, sendo as frequências dos heterozigotos A/G (RP = 2.00; p < 0.001) e C/T (RP = 1.54; p = 0.014) significativamente maiores no grupo dos pacientes que no grupo controle. A prevalência dos pacientes portadores da combinação dos SNPs estudados associou-se significativamente aos casos de CEL (RP = 2.00; p = 0.011) e à metástase (RP = 2.00; p < 0.001). Ademais, junto à frequência dos SNPs analisados, a idade, sexo, gradação histológica e imunoexpressão da MMP-7 e -9 constituíram parâmetros clinicopatológicos relevantes para a identificação de subgrupos populacionais mais relacionados ao desenvolvimento do CEL e metástase. Frente a estes resultados, sugere-se que os níveis de expressão da MMP-7 e -9 influenciam consideravelmente no balanço entre suas funções pró e antineoplásicas e, consequentemente, no perfil clinicopatológico do carcinoma epidermóide de língua.

2
  • KARUZA MARIA ALVES PEREIRA
  • Expressão imuno-histoquímica dos fatores de reabsorção óssea em lesões centrais e periféricas de células gigantes.

  • Orientador : ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO DE LISBOA LOPES COSTA
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • GUSTAVO PINA GODOY
  • ROBERTA BARROSO CAVALCANTE
  • Data: 25/02/2010

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  • As Lesões Centrais de Células Gigantes (LCCG) e as Lesões Periféricas de células gigantes (LPCG) apresentam-se histologicamente semelhantes, porém demonstram um comportamento clínico variável. O propósito deste estudo foi comparar a expressão imuno-histoquímica dos fatores de reabsorção óssea RANK (Receptor Ativador do Fator Nuclear kappa B), RANKL (Ligante do Receptor Ativador do Fator Nuclear kappa B) e OPG (Osteoprotegerina) entre LCCG e LPCG. Adicionalmente, esses fatores foram analisados nas LCCG quanto à agressividade destas. A amostra consistiu de 61 casos, sendo 30 casos de LPCG e 31 de LCCG (16 não-agressivos e 15 agressivos). A análise foi realizada por meio da quantificação das células mononucleadas (MO) e células gigantes multinucleadas (CG) imunopositivas aos anticorpos anti-RANK, anti-RANKL e anti-OPG, em 10 campos no aumento de 400x. Além disso, de acordo com a proporção entre quantidade total de células positivas para RANKL e para OPG, os casos foram categorizados em: RANKL>OPG, OPG>RANKL e RANKL=OPG. As LCCG apresentaram maior quantidade de MO (p=0,002) e células totais (p=0,003) positivas para RANKL, em comparação com as LPCG. As LCCG ainda revelaram uma associação significativa com a proporção de RANKL>OPG (p=0,001). A análise dos fatores de reabsorção óssea não revelou diferenças significativas entre LCCG agressivas e não-agressivas (p>0,05). Foi constatada correlação positiva dos marcadores entre si, bem como uma correlação negativa entre o tamanho das lesões e a quantidade de MO (p=0,004) e células totais (p=0,009) positivas para OPG. Diante desses resultados, conclui-se que o maior potencial reabsortivo das LCCG frente às LPCG pode ser decorrente da elevada expressão de RANKL. Além disso, as diferenças nos comportamentos biológicos de LCCG agressivas e não-agressivas parecem não estar relacionadas com a expressão desses fatores de reabsorção óssea.


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  • As Lesões Centrais de Células Gigantes (LCCG) e as Lesões Periféricas de células gigantes (LPCG) apresentam-se histologicamente semelhantes, porém demonstram um comportamento clínico variável. O propósito deste estudo foi comparar a expressão imuno-histoquímica dos fatores de reabsorção óssea RANK (Receptor Ativador do Fator Nuclear kappa B), RANKL (Ligante do Receptor Ativador do Fator Nuclear kappa B) e OPG (Osteoprotegerina) entre LCCG e LPCG. Adicionalmente, esses fatores foram analisados nas LCCG quanto à agressividade destas. A amostra consistiu de 61 casos, sendo 30 casos de LPCG e 31 de LCCG (16 não-agressivos e 15 agressivos). A análise foi realizada por meio da quantificação das células mononucleadas (MO) e células gigantes multinucleadas (CG) imunopositivas aos anticorpos anti-RANK, anti-RANKL e anti-OPG, em 10 campos no aumento de 400x. Além disso, de acordo com a proporção entre quantidade total de células positivas para RANKL e para OPG, os casos foram categorizados em: RANKL>OPG, OPG>RANKL e RANKL=OPG. As LCCG apresentaram maior quantidade de MO (p=0,002) e células totais (p=0,003) positivas para RANKL, em comparação com as LPCG. As LCCG ainda revelaram uma associação significativa com a proporção de RANKL>OPG (p=0,001). A análise dos fatores de reabsorção óssea não revelou diferenças significativas entre LCCG agressivas e não-agressivas (p>0,05). Foi constatada correlação positiva dos marcadores entre si, bem como uma correlação negativa entre o tamanho das lesões e a quantidade de MO (p=0,004) e células totais (p=0,009) positivas para OPG. Diante desses resultados, conclui-se que o maior potencial reabsortivo das LCCG frente às LPCG pode ser decorrente da elevada expressão de RANKL. Além disso, as diferenças nos comportamentos biológicos de LCCG agressivas e não-agressivas parecem não estar relacionadas com a expressão desses fatores de reabsorção óssea.

3
  • CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA
  • Estudo da imunoexpressão de RANKL e OPG, do índice angiogênico (CD34) e da presença de miofibroblastos (alfa-SMA) em ceratocistos odontogênicos isolados e associados à Síndrome de Gorlin.

  • Orientador : LEAO PEREIRA PINTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • EMANUEL SÁVIO DE SOUZA ANDRADE
  • ROBERTA BARROSO CAVALCANTE
  • Data: 23/09/2010

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  • Os ceratocistos odontogênicos se destacam em relação a outras lesões císticas odontogênicas pelo comportamento clínico potencialmente agressivo e por se apresentarem associados, em alguns casos, à síndrome de Gorlin. Estudos têm sugerido que os ceratocistos sindrômicos, em comparação às lesões isoladas, possuem maior capacidade de crescimento e infiltração e maior tendência à recorrência. O objetivo do presente trabalho consistiu em analisar, por meio de imuno-histoquímica, as expressões do ligante do receptor ativador do fator nuclear kappa B (RANKL) e da osteoprotegerina (OPG), o índice angiogênico (CD34) e a presença de miofibroblastos (alfa-SMA), em ceratocistos isolados primários e recorrentes e ceratocistos associados à síndrome de Gorlin. A amostra foi composta por 30 ceratocistos isolados (22 primários e 8 recorrentes) e 22 ceratocistos sindrômicos. A expressão de RANKL e OPG foi avaliada no epitélio e na cápsula fibrosa das lesões, estabelecendo-se o percentual de células imunopositivas, de acordo com os escores: 0 (até 10% das células positivas), 1 (11% - 50% das células positivas), 2 (51% - 75% das células positivas) e 3 (maior ou igual a 76% das células positivas). Além disso, os casos foram categorizados, segundo a proporção RANKL/ OPG, em: RANKL maior que OPG, RANKL menor OPG e RANKL = OPG. O índice angiogênico foi analisado por meio da contagem dos microvasos imunomarcados pelo anticorpo anti-CD34, em 5 campos (200x). Para a avaliação dos miofibroblastos, foram quantificadas as células imunorreativas ao anticorpo anti-alfa-SMA, em 10 campos (400x). A análise das expressões de RANKL e OPG, no revestimento epitelial e na cápsula fibrosa, não revelou diferenças significativas entre os grupos (p maior que 0,05). Em relação à proporção RANKL/ OPG no revestimento epitelial, grande parte das lesões isoladas primárias (54,5%) e sindrômicas (59,1%) exibiram proporção RANKL menor que OPG e proporção RANKL = OPG, respectivamente (p maior que 0,05). Em relação à proporção RANKL/ OPG na cápsula fibrosa, a maioria das lesões isoladas primárias (81,8%) e isoladas recorrentes (75,0%) e grande parte das lesões associadas à síndrome de Gorlin (45,5%) revelaram proporção RANKL = OPG (p maior que 0,05). O número médio de microvasos foi de 69,2 nas lesões isoladas primárias, 67,6 nas lesões recorrentes e 71,6 nas lesões sindrômicas, sem diferenças significativas entre os grupos (p maior que 0,05). A análise dos miofibroblastos revelou valores médios de 34,4 nas lesões isoladas primárias, 29,3 nas lesões recorrentes e 33,7 nas lesões sindrômicas, sem diferenças significativas entre os grupos (p maior que 0,05). Em conclusão, os resultados do presente estudo sugerem que as diferenças no comportamento biológico entre ceratocistos isolados e associados à síndrome de Gorlin podem não estar relacionadas às expressões de RANKL e OPG, à proporção RANKL/ OPG, ao índice angiogênico ou à quantidade de miofibroblastos presentes nas lesões.

    


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  • Os ceratocistos odontogênicos se destacam em relação a outras lesões císticas odontogênicas pelo comportamento clínico potencialmente agressivo e por se apresentarem associados, em alguns casos, à síndrome de Gorlin. Estudos têm sugerido que os ceratocistos sindrômicos, em comparação às lesões isoladas, possuem maior capacidade de crescimento e infiltração e maior tendência à recorrência. O objetivo do presente trabalho consistiu em analisar, por meio de imuno-histoquímica, as expressões do ligante do receptor ativador do fator nuclear kappa B (RANKL) e da osteoprotegerina (OPG), o índice angiogênico (CD34) e a presença de miofibroblastos (alfa-SMA), em ceratocistos isolados primários e recorrentes e ceratocistos associados à síndrome de Gorlin. A amostra foi composta por 30 ceratocistos isolados (22 primários e 8 recorrentes) e 22 ceratocistos sindrômicos. A expressão de RANKL e OPG foi avaliada no epitélio e na cápsula fibrosa das lesões, estabelecendo-se o percentual de células imunopositivas, de acordo com os escores: 0 (até 10% das células positivas), 1 (11% - 50% das células positivas), 2 (51% - 75% das células positivas) e 3 (maior ou igual a 76% das células positivas). Além disso, os casos foram categorizados, segundo a proporção RANKL/ OPG, em: RANKL maior que OPG, RANKL menor OPG e RANKL = OPG. O índice angiogênico foi analisado por meio da contagem dos microvasos imunomarcados pelo anticorpo anti-CD34, em 5 campos (200x). Para a avaliação dos miofibroblastos, foram quantificadas as células imunorreativas ao anticorpo anti-alfa-SMA, em 10 campos (400x). A análise das expressões de RANKL e OPG, no revestimento epitelial e na cápsula fibrosa, não revelou diferenças significativas entre os grupos (p maior que 0,05). Em relação à proporção RANKL/ OPG no revestimento epitelial, grande parte das lesões isoladas primárias (54,5%) e sindrômicas (59,1%) exibiram proporção RANKL menor que OPG e proporção RANKL = OPG, respectivamente (p maior que 0,05). Em relação à proporção RANKL/ OPG na cápsula fibrosa, a maioria das lesões isoladas primárias (81,8%) e isoladas recorrentes (75,0%) e grande parte das lesões associadas à síndrome de Gorlin (45,5%) revelaram proporção RANKL = OPG (p maior que 0,05). O número médio de microvasos foi de 69,2 nas lesões isoladas primárias, 67,6 nas lesões recorrentes e 71,6 nas lesões sindrômicas, sem diferenças significativas entre os grupos (p maior que 0,05). A análise dos miofibroblastos revelou valores médios de 34,4 nas lesões isoladas primárias, 29,3 nas lesões recorrentes e 33,7 nas lesões sindrômicas, sem diferenças significativas entre os grupos (p maior que 0,05). Em conclusão, os resultados do presente estudo sugerem que as diferenças no comportamento biológico entre ceratocistos isolados e associados à síndrome de Gorlin podem não estar relacionadas às expressões de RANKL e OPG, à proporção RANKL/ OPG, ao índice angiogênico ou à quantidade de miofibroblastos presentes nas lesões.

    

2009
Teses
1
  • JANAINA CAVALCANTE LEMOS
  • Resposta Th1/Th2 na doença periodontal experimental: um estudo imunohistoquímico
  • Orientador : ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRUNO CESAR DE VASCONCELOS GURGEL
  • FLAVIO ROBERTO GUERRA SEABRA
  • HEBEL CAVALCANTI GALVAO
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 27/02/2009

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  • Este experimento tem como objetivo, investigar a presença de células TCD4+, assim como o padrão de expressão do receptor de superfície para o interferon y (IFN-yR1) e do fator de transcrição GATA-3, a fim de traçar o perfil da resposta imune dependente da regulação destes biomarcadores durante o desenvolvimento da doença periodontal induzida em ratos.

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  • Este experimento tem como objetivo, investigar a presença de células TCD4+, assim como o padrão de expressão do receptor de superfície para o interferon y (IFN-yR1) e do fator de transcrição GATA-3, a fim de traçar o perfil da resposta imune dependente da regulação destes biomarcadores durante o desenvolvimento da doença periodontal induzida em ratos.
2
  • MARTA RABELLO PIVA
  • Expressão imuno-histoquímica do CD8, FOXP3, TGFb, TNFa e NF-kB em displasias epiteliais e carcinomas epidermóides orais

  • Orientador : LELIA BATISTA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • GLEYCE FÁTIMA MEDEIROS DE SOUZA
  • ROSILENE CALAZANS SOARES
  • Data: 27/02/2009

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  • A proposta deste estudo é avaliar a expressão imuno-histoquímica do NFk-B, TNFalfa, TGFbeta e CD8, na interface epitélio/estroma de Displasias Epiteliais e Carcinomas Epidermóides Orais, visando um maior conhecimento do papel da inflamação na progressão tumoral, bem como o mecanismo de evasão imunológica, o que pode ser útil na avaliação dos parâmetros de agressividade já existentes, bem como no estabelecimento de outros que possam elucidar o comportamento biológico da lesão.


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  • A proposta deste estudo é avaliar a expressão imuno-histoquímica do NFk-B, TNFalfa, TGFbeta e CD8, na interface epitélio/estroma de Displasias Epiteliais e Carcinomas Epidermóides Orais, visando um maior conhecimento do papel da inflamação na progressão tumoral, bem como o mecanismo de evasão imunológica, o que pode ser útil na avaliação dos parâmetros de agressividade já existentes, bem como no estabelecimento de outros que possam elucidar o comportamento biológico da lesão.

3
  • CRISTINA RUAN FERREIRA DE ARAUJO
  • Estudo clínico-patológico do carcinoma epidermóide de língua e imunoistoquímico das proteínas BMP-2, BMPR-IA, BMPR-II e endoglina
  • Orientador : LEAO PEREIRA PINTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDREA FERREIRA SOARES
  • GUSTAVO PINA GODOY
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • ROSEANA DE ALMEIDA FREITAS
  • Data: 06/03/2009

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  • As BMPs (proteínas morfogenéticas ósseas) são citocinas relacionadas com a proliferação e angiogênese em diversos tipos de câncer humano. Com este trabalho foi analisada a expressão imunoistoquímica das proteínas BMP-2, BMPR-IA, BMPR-II e endoglina (CD105), correlacionando-a com o comportamento biológico e a angiogênese local nos carcinomas epidermóides de língua (CEL). A amostra foi composta de 25 casos de CEL sem metástase (CELSM), 25 CEL com metástase (CELCM) graduados segundo Bryne (1998) e adaptado por Miranda (2002), além de 25 casos de hiperplasia fibrosa inflamatória (HFI), utilizado como grupo controle. Foi utilizado escore 0 para marcação ausente-fraca e 1 para forte; tipo de distribuição focal ou difuso. Adicionalmente, para o CD105 foi realizada a contagem microvascular (MVC). A maior parte dos pacientes com CEL foi do sexo masculino, no grupo CELSM a faixa etária foi maior que 65 anos e o CELCM se encontrou entre 45-65 anos; houve predomínio do estágio II do TNM, assim como de espécimes de alto grau, independente do grupo estudado. Para BMP-2, 56% dos CELSM e 72% dos CELCM exibiram escore 1, enquanto a HFI exibiu 72% de escore 0, apresentando associação estatística (p=0,007). Para BMPR-II 52% dos CELSM exibiram escore 0; 56% CELCM e 60% da HFI escore 1 e no BMPR-IA ocorreu uma predominância de escore 1 e para o CD105 100% de marcação forte nos CEL. Quanto ao tipo de distribuição notou-se tendência de distribuição difusa de todas as proteínas, em todos os grupos. Observaram-se, para MVC, médias muito semelhantes entre os CELSM (32,91) e os CELCM (32,05) exibindo, contudo, diferença estatística com as HFI (p<0,001).Observa-se uma associação estatística da BMP-2 com a BMPR-II (P=0,008), BMPR-IA (p=0,006) e o CD105 (0,046). Não se observou associação entre o TNM e a imunoexpressão da BMP-2 e seus receptores, porém foi encontrada com a MVC (p=0,047), cujas maiores médias foram para os estágios II (35,97) e IV (35,69), tal como não ocorreu associação entre a gradação histológica e as proteínas. Conclui-se que a superexpressão da via de sinalização da BMP-2 atua na proliferação celular, contribuindo para maior invasividade do CEL. O CD105 é um potente marcador de neovascularização deste neoplasma e sua associação com a BMP-2 e o receptor BMPR-IA, mostra que neste tipo de neoplasia a BMP-2 se apresenta como pró-angiogênico no processo metastático.

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  • As BMPs (proteínas morfogenéticas ósseas) são citocinas relacionadas com a proliferação e angiogênese em diversos tipos de câncer humano. Com este trabalho foi analisada a expressão imunoistoquímica das proteínas BMP-2, BMPR-IA, BMPR-II e endoglina (CD105), correlacionando-a com o comportamento biológico e a angiogênese local nos carcinomas epidermóides de língua (CEL). A amostra foi composta de 25 casos de CEL sem metástase (CELSM), 25 CEL com metástase (CELCM) graduados segundo Bryne (1998) e adaptado por Miranda (2002), além de 25 casos de hiperplasia fibrosa inflamatória (HFI), utilizado como grupo controle. Foi utilizado escore 0 para marcação ausente-fraca e 1 para forte; tipo de distribuição focal ou difuso. Adicionalmente, para o CD105 foi realizada a contagem microvascular (MVC). A maior parte dos pacientes com CEL foi do sexo masculino, no grupo CELSM a faixa etária foi maior que 65 anos e o CELCM se encontrou entre 45-65 anos; houve predomínio do estágio II do TNM, assim como de espécimes de alto grau, independente do grupo estudado. Para BMP-2, 56% dos CELSM e 72% dos CELCM exibiram escore 1, enquanto a HFI exibiu 72% de escore 0, apresentando associação estatística (p=0,007). Para BMPR-II 52% dos CELSM exibiram escore 0; 56% CELCM e 60% da HFI escore 1 e no BMPR-IA ocorreu uma predominância de escore 1 e para o CD105 100% de marcação forte nos CEL. Quanto ao tipo de distribuição notou-se tendência de distribuição difusa de todas as proteínas, em todos os grupos. Observaram-se, para MVC, médias muito semelhantes entre os CELSM (32,91) e os CELCM (32,05) exibindo, contudo, diferença estatística com as HFI (p<0,001).Observa-se uma associação estatística da BMP-2 com a BMPR-II (P=0,008), BMPR-IA (p=0,006) e o CD105 (0,046). Não se observou associação entre o TNM e a imunoexpressão da BMP-2 e seus receptores, porém foi encontrada com a MVC (p=0,047), cujas maiores médias foram para os estágios II (35,97) e IV (35,69), tal como não ocorreu associação entre a gradação histológica e as proteínas. Conclui-se que a superexpressão da via de sinalização da BMP-2 atua na proliferação celular, contribuindo para maior invasividade do CEL. O CD105 é um potente marcador de neovascularização deste neoplasma e sua associação com a BMP-2 e o receptor BMPR-IA, mostra que neste tipo de neoplasia a BMP-2 se apresenta como pró-angiogênico no processo metastático.
4
  • POLLIANNA MUNIZ ALVES
  • Avaliação imuno-histoquímica das galectinas 1, 3, 4 e 7 em carcinoma epidermóide de língua
  • Orientador : LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
  • CLAUDIA ROBERTA LEITE VIEIRA DE FIGUEIREDO
  • GUSTAVO PINA GODOY
  • LELIA BATISTA DE SOUZA
  • LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
  • Data: 06/03/2009

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  • Diversos estudos são desenvolvidos com o intuito de se estabelecer parâmetros para determinar o comportamento biológico do carcinoma epidermóide oral, tendo em vista que esta neoplasia apresenta altas taxas de morbidade e mortalidade. O objetivo do presente trabalho foi realizar uma análise clínica, morfológica e imuno-histoquímica através da expressão das galectinas 1, 3, 4 e 7 em 65 casos de carcinoma epidermóide de língua, correlacionando essa expressão à parâmetros clínicos (desfecho da doença, metástase, estadiamento clínico) e morfológicos (sistema de gradação histológica de malignidade. Os parâmetros clínicos e morfológicos analisados e a expressão das galectinas 1, 3, 4 e 7 foram submetidos a análise estatística (teste do Qui2), observando-se que os mesmos podem ser utilizados como indicadores do comportamento biológico do carcinoma epidermóide de língua. A galectina 1 foi expressa em 87,7% dos casos, apresentando correlação estatisticamente significativa com a metástase (p=0,033) e o estadiamento clínico (p=0,016), localizando-se principalmente no citoplasma das células estromais. A imunomarcação da galectina 3, em 87,7% dos casos, correlacionou-se com a presença de metástases (p=0,033) e a gradação histológica de malignidade (p=0,031), sendo encontrada, na maioria dos casos, no citoplasma de células neoplásicas de carcinoma epidermóide de língua de alto grau de malignidade. A galectina 4 não exibiu significância estatística com nenhum dos parâmetros avaliados. A marcação da galectina 7, em 73,8% dos casos, exibiu correlação estatisticamente significativa com a gradação histológica de malignidade (p=0,005), sendo esta marcação exclusivamente encontrada nas células neoplásicas, e na maioria dos casos, encontrada no citoplasma e membrana (50%). A expressiva imunomarcação das galectinas 1, 3 e 7, verificada em nossa pesquisa, nos leva a sugerir uma ampla participação dessas proteínas na carcinogênese oral, bem como a sua possível utilização como marcadores do comportamento biológico e da progressão tumoral em carcinoma epidermóide de língua.

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  • Diversos estudos são desenvolvidos com o intuito de se estabelecer parâmetros para determinar o comportamento biológico do carcinoma epidermóide oral, tendo em vista que esta neoplasia apresenta altas taxas de morbidade e mortalidade. O objetivo do presente trabalho foi realizar uma análise clínica, morfológica e imuno-histoquímica através da expressão das galectinas 1, 3, 4 e 7 em 65 casos de carcinoma epidermóide de língua, correlacionando essa expressão à parâmetros clínicos (desfecho da doença, metástase, estadiamento clínico) e morfológicos (sistema de gradação histológica de malignidade. Os parâmetros clínicos e morfológicos analisados e a expressão das galectinas 1, 3, 4 e 7 foram submetidos a análise estatística (teste do Qui2), observando-se que os mesmos podem ser utilizados como indicadores do comportamento biológico do carcinoma epidermóide de língua. A galectina 1 foi expressa em 87,7% dos casos, apresentando correlação estatisticamente significativa com a metástase (p=0,033) e o estadiamento clínico (p=0,016), localizando-se principalmente no citoplasma das células estromais. A imunomarcação da galectina 3, em 87,7% dos casos, correlacionou-se com a presença de metástases (p=0,033) e a gradação histológica de malignidade (p=0,031), sendo encontrada, na maioria dos casos, no citoplasma de células neoplásicas de carcinoma epidermóide de língua de alto grau de malignidade. A galectina 4 não exibiu significância estatística com nenhum dos parâmetros avaliados. A marcação da galectina 7, em 73,8% dos casos, exibiu correlação estatisticamente significativa com a gradação histológica de malignidade (p=0,005), sendo esta marcação exclusivamente encontrada nas células neoplásicas, e na maioria dos casos, encontrada no citoplasma e membrana (50%). A expressiva imunomarcação das galectinas 1, 3 e 7, verificada em nossa pesquisa, nos leva a sugerir uma ampla participação dessas proteínas na carcinogênese oral, bem como a sua possível utilização como marcadores do comportamento biológico e da progressão tumoral em carcinoma epidermóide de língua.
2007
Teses
1
  • ANDREA FERREIRA SOARES
  • Avaliação da expressão da BMP-2/4 e BMPR-IA e suas implicações no prognóstico do carcinoma epidermóide oral

  • Orientador : LEAO PEREIRA PINTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LEAO PEREIRA PINTO
  • MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
  • LEDA BEZERRA QUINDERE CARDOSO
  • FRANCISCO LIMEIRA JÚNIOR
  • ROSILENE CALAZANS SOARES
  • Data: 11/07/2007

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  • A expressão das proteínas morfogenéticas ósseas (BMPs) está alterada em vários cânceres humanos. A BMP-2/4 e o BMPR-IA foram recentemente encontrados superexpressos em lesões malignas e pré-malignas de alto risco em epitélio oral. Este estudo analisou a expressão da BMP-2/4 e seu receptor BMPR-IA em espécimes de Carcinoma Epidermóide Oral (CEO), bem como suas implicações no prognóstico da doença, utilizando a imunoistoquímica. Hiperplasia Fibro-epitelial da mucosa oral constituiu o grupo controle. Os resultados demonstraram imunorreatividade fraca para a BMP-2/4 (10 casos - 55,6%) e BMPR-IA (10 casos - 62,5%) no grupo controle. No grupo experimental com metástase, a BMP-2/4 exibiu forte expressividade (5 casos - 33,3%), enquanto que o BMPR-IA mostrou fraca expressão (6 casos - 37,5%). No grupo experimental sem metástase, evidenciou-se forte expressão para a BMP-2/4 (10 casos - 66,7%) e para o BMPR-IA, ressaltando que neste grupo o receptor exibiu forte expressão em todos os espécimes. Encontrou-se significância estatística para a associação entre o prognóstico do CEO e a intensidade de marcação da BMP-2/4 (p=0,002). Para o BMPR-IA não foi possível atribuir significância estatística à sua associação com o prognóstico da doença, em função do tamanho da amostra. Portanto, os resultados sugerem que a superexpressão da BMP-2/4 pode ser indicativo de desenvolvimento de metástase em CEO, quando estiver associada à perda de expressão do seu receptor BMPR-IA.


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  • A expressão das proteínas morfogenéticas ósseas (BMPs) está alterada em vários cânceres humanos. A BMP-2/4 e o BMPR-IA foram recentemente encontrados superexpressos em lesões malignas e pré-malignas de alto risco em epitélio oral. Este estudo analisou a expressão da BMP-2/4 e seu receptor BMPR-IA em espécimes de Carcinoma Epidermóide Oral (CEO), bem como suas implicações no prognóstico da doença, utilizando a imunoistoquímica. Hiperplasia Fibro-epitelial da mucosa oral constituiu o grupo controle. Os resultados demonstraram imunorreatividade fraca para a BMP-2/4 (10 casos - 55,6%) e BMPR-IA (10 casos - 62,5%) no grupo controle. No grupo experimental com metástase, a BMP-2/4 exibiu forte expressividade (5 casos - 33,3%), enquanto que o BMPR-IA mostrou fraca expressão (6 casos - 37,5%). No grupo experimental sem metástase, evidenciou-se forte expressão para a BMP-2/4 (10 casos - 66,7%) e para o BMPR-IA, ressaltando que neste grupo o receptor exibiu forte expressão em todos os espécimes. Encontrou-se significância estatística para a associação entre o prognóstico do CEO e a intensidade de marcação da BMP-2/4 (p=0,002). Para o BMPR-IA não foi possível atribuir significância estatística à sua associação com o prognóstico da doença, em função do tamanho da amostra. Portanto, os resultados sugerem que a superexpressão da BMP-2/4 pode ser indicativo de desenvolvimento de metástase em CEO, quando estiver associada à perda de expressão do seu receptor BMPR-IA.

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