Projeto Pedagógico do Curso

Deverá ser formado com conhecimentos na área do projeto de produto e comunicação visual, com aplicações na criação de objetos, máquinas, ambientes, cartazes, livros, revistas, displays, documentos audiovisuais, interfaces de programas de computação, websites e moda, dentre outras possibilidades

A organização do curso de Bacharelado, a partir da concepção de competências, compreende que o acúmulo de conhecimentos por si só não é suficiente para a formação do profissional, mas vê a capacidade de mobilizar tais conhecimentos para atender de forma crítica e criativa às diversas necessidades do seu campo de atuação profissional. No entanto, seja salientado que o desenvolvimento das competências profissionais não se restringe à fase de formação acadêmica no Bacharelado, mas também deve ser compreendido como um processo de formação continuada, sendo um instrumento que acompanha o aprimoramento permanente do profissional. Portanto, o conjunto de competências pontuadas neste documento de forma alguma pretende esgotar todas as necessidades do fazer profissional, mas ressalta demandas importantes, considerando a proposta das Diretrizes Curriculares do ensino de graduação em Design, bem como as necessidades do contexto social em que se insere este curso de graduação.

Com essa compreensão e, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais (CNE/MEC, 2004), destacamos que o curso de graduação em Design da UFRN deve oferecer uma formação profissional que proporcione ao egresso o desenvolvimento das seguintes competências e habilidades:

• domínio da linguagem própria expressando conceitos e soluções em seus projetos, de acordo com as diversas técnicas de expressão e reprodução visual;

• interação com especialistas de outras áreas de modo a utilizar conhecimentos diversos e atuar em equipes interdisciplinares na elaboração e execução de pesquisas e projetos

• aplicação de uma visão sistêmica de projeto, manifestando capacidade de conceituá-lo a partir da combinação adequada de diversos componentes materiais e imateriais, processos de fabricação, aspectos ergonômicos e econômicos, psicológicos, sociológicos e ambientais do produto.

• domínio das diferentes etapas metodológicas do desenvolvimento de um projeto, a saber: definição de objetivos, técnicas de coleta e de tratamento de dados, geração e avaliação de alternativas, configuração de solução e comunicação de resultados;

• conhecimento do setor produtivo de sua especialização, revelando sólida visão setorial, relacionada ao mercado, materiais, processos produtivos e tecnologias abrangendo mobiliário, confecção, calçados, jóias, cerâmicas, embalagens, artefatos de qualquer natureza, traços culturais da sociedade, softwares e outras manifestações regionais;

• domínio da gerência de produção, incluindo qualidade, produtividade, arranjo físico de fábrica, estoques, custos e investimentos, além da administração de recursos humanos para a produção;

• compreensão histórica e prospectiva, centrada nos aspectos sócio-econômicos e culturais, revelando consciência das implicações econômicas, sociais, antropológicas, ambientais, estéticas e éticas de sua atividade.

• deve ter competência para representar a cultura material na qual está inserido, explicitando os valores culturais e tecnológicos de uma determinada sociedade;

• deve ser capaz de participar, gerenciar, coordenar, equipes multi-disciplinares, sendo, em qualquer caso, elemento de integração. Em sua atuação, pode trabalhar em conjunto com a engenharia, a arquitetura, a ergonomia, a comunicação e o marketing;

• deve considerar as características dos usuários (acrescente-se: suas comunicações, explicitadas pelas atividades desempenhadas, com o produto, com o sistema de informação ou de controle, com o ambiente) o contexto sócio-econômico-cultural, bem como o perfil, potencialidades e limitações econômicas e tecnológicas das unidades produtivas onde os sistemas de informação e objetos de uso serão produzidos;

• deve desenvolver visão setorial, ou seja, deve ter conhecimento do setor produtivo de sua especialização (mobiliário, máquinas, ferramentas, computadores, confecção, calçados, jóias, cerâmica, gráfico, embalagens, software, etc.);

• deve desenvolver o aspecto gerencial, ou seja, deve ter noções de gerência de produção em produção seriada, incluindo qualidade, produtividade, arranjo físico de fábrica, estoques, custos e investimentos, além da administração de recursos humanos para a produção;

• deve ter conhecimento especializado e continuamente atualizado;

• deve saber manipular dados técnicos e científicos, artísticos, sociais e antropológicos; • deve conhecer métodos e técnicas de pesquisa;

• deve saber comunicar-se com eficiência. Ter domínio de linguagem;

• deve desenvolver a capacidade criativa, ou seja, deve ser capaz de propor soluções; inovadoras pelo domínio de técnicas e processos de criação;

• deve ter sensibilidade estética.

Dessa forma, os alunos do curso de graduação em Design da UFRN devem estar aptos a trabalharem em diversas áreas de conhecimento, e atuarem em diversos tipos de empresas como por exemplo:

• indústrias de grande, médio e pequeno porte;

• empresas públicas;

• escritórios de Design, Arquitetura, Engenharia;

• jornais, revistas e editoras;

• agências de Publicidade e Propaganda;

• instituições de ensino;

• instituições de pesquisa;

• bem como, se tornarem profissionais liberais, sendo condutores do seu próprios negócios. É importante salientar que as novas tecnologias, oriundas dos meios eletrônicos, permeiam os espaços da sociedade contemporânea sendo imprescindível a compreensão pelo formando, de seu impacto nas relações sociais, no processo de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida profissional. Essas novas tecnologias têm ainda ampliado o uso da imagem como meio de produção e prática social, solicitando constante atualização nas formas de organização dos conhecimentos artísticos e estéticos, e nos processos e procedimentos da comunicação nas Artes Visuais. Nesse sentido, considerando a visão contemporânea da área no que rege a proposta as competências e habilidades profissionais a serem objetivadas para o egresso do Curso de Bacharelado em Design da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o Bacharel em Design deverá demonstrar a capacidade de:

• compreender as diferentes linguagens e signos visuais como representação simbólica das culturas locais, regionais, nacionais e internacionais, propiciando a reflexão de sua própria identidade;

• desenvolver a capacidade para apreciar e fruir trabalhos de artes visuais e mídias audiovisuais, tanto das manifestações artísticas de seu meio como das nacionais e internacionais, refletindo e compreendendo critérios culturalmente construídos e embasados em conhecimentos afins, de caráter filosófico, histórico, sociológico, antropológico, psicológico, semiótico, científico e tecnológico, dentre outros;

• utilizar as fontes bibliográficas sobre Design, valorizando os modos de preservação, conservação e restauração dos

acervos de produções artísticas presentes em vários meios culturais; 

• observar, compreender e analisar as relações entre o Design e outras linguagens artísticas e tecnológicas, bem como, com outras áreas de conhecimento;

• entender os princípios das tecnologias aplicadas no Design associando-os ao conhecimento científico para subsidiar pesquisas na área.

A proposta metodológica está fundada na articulação teoria-prática e numa abordagem que articule os três eixos que norteiam o campo de atuação da universidade, respectivamente: o ensino, a pesquisa e a extensão. Com essa perspectiva, cabe ressaltar:

a) Interdisciplinaridade - Como código de expressão do designer, o projeto é, por definição, um espaço inter, multi e transdisciplinar. Nesse aspecto, os cursos de Design têm o privilégio de não precisarem criar artifícios curriculares para estabelecer vínculos entre as disciplinas, uma vez que é da natureza da prática projetual esse aspecto tão perseguido pelas atuais diretrizes educacionais. As disciplinas de projeto são o principal espaço em que ocorrem as contribuições das diversas áreas do conhecimento. Essas contribuições podem se dar de duas formas: por meio de participações pontuais de docentes de outras áreas, nos momentos mais adequados a essa troca de saberes, definidos pelo andamento dos projetos, ou pela participação permanente de um docente de outra área, orientando e discutindo o andamento dos projetos. É também por essa razão que essas disciplinas possuem carga horária maior que as demais e devem obrigatoriamente incluir as dimensões teóricas, históricas e tecnológicas mais diretamente relacionadas aos projetos em desenvolvimento.

b) Flexibilização: A flexibilização ocorre pela necessidade colocada pelo mercado que exige dos profissionais muitas habilidades. Partindo desta premissa propõe-se um currículo que dá ao aluno a perspectiva de cursar disciplinas optativas e atividades complementares àquelas obrigatórias, permitindo uma escolha que contemple seus interesses ao longo do curso, e no exercício profissional. O currículo deve funcionar como um fluxo articulado de aquisição de saber, tendo como base a diversidade, o dinamismo do conhecimento, da ciência e da prática profissional. Deve ainda: oferecer a alternativa de trajetórias, ou seja, o curso deve ser entendido como um percurso a ser construído; oferecer ao aluno orientação acadêmica e liberdade para definir o seu percurso; oferecer condições de acesso simultâneo a conhecimentos, habilidades específicas e atitudes formativas na sua área profissional; e possibilitar o aproveitamento de várias atividades acadêmicas para fins de integralização curricular.

Esta avaliação refere-se aos princípios norteadores do Projeto Político-Pedagógico, estendendo-se aos objetivos, ao perfil do egresso, às competências, habilidades e atitudes, à estrutura curricular e à flexibilização, aos corpos docente e discente e à infra-estrutura. Nesse sentido, propõe-se a realização de iniciativas como:

• Desenvolvimento de uma política de permanente qualificação do corpo docente em consonância com as tendências internacionais na área do Design;

• Atualização didático-pedagógica, no início de cada semestre letivo, através de cursos, semana pedagógica ou outras atividades compatíveis;

• Realização de intercâmbios com outras instituições de ensino superior e com os sistemas educacionais e o mercado para o desenvolvimento de uma política de integração entre as universidades e a sociedade; • Ampla divulgação dos resultados dos processos avaliativos através de fóruns, relatórios de produção docente, além de outros mecanismos, com periodicidade semestral ou, no máximo, anual, por parte da Coordenação do Curso, Colegiado e outros Conselhos;

• Realização de fóruns abertos de avaliação para os segmentos docente e discente, bem como para o Conselho Departamental, as Câmaras de Ensino, Pesquisa e Extensão e ao colegiado do curso. A este cabe a responsabilidade do acompanhamento à implantação do curso, portanto é legítima sua condução por todo processo de avaliação.

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