Projeto Pedagógico do Curso

     A Engenharia de Petróleo tem como objetivo a aplicação da ciência de engenharia de petróleo e o uso das diversas tecnologias na solução de problemas aplicados a esta engenharia. Destina-se à formação de profissionais capazes de atuar em áreas da indústria de petróleo, principalmente nos segmentos de exploração e exploração de jazidas e facilidades de perfuração e produção de petróleo, conhecido como segmento “upstream”.
Para tanto, a formação em Engenharia de Petróleo deve propiciar aos seus alunos:
. uma boa formação básica nos fundamentos científicos relevantes das Ciências Exatas e Naturais (principalmente Física, Química e Matemática) e nos conhecimentos tradicionais associados à formação básica em Engenharia;
. uma formação profissionalizante geral que envolve os conteúdos fundamentais da Engenharia;

. uma formação profissionalizante específica nos aspectos ligados às aplicações nos diversos ramos da Engenharia de Petróleo, quer seja na pesquisa, quer seja nos problemas de Engenharia industrial.
      Especificamente no caso do Engenheiro de Petróleo que se pretende formar na UFRN, na formação normal serão enfatizados especificamente os aspectos ligados à utilização de técnicas científicas inerentes aos problemas encontrados nos diversos ramos da engenharia de petróleo, tais como: estudos de viabilidades técnicas e econômicas, projetos, análises de valoração de jazidas, supervisão e controle de processos, modelagem e simulação de processos e desenvolvimento de novas técnicas para o melhor desempenho dos processos industriais.
      Com esta formação, o perfil profissional do Engenheiro de Petróleo é o de um profissional com formação em engenharia de petróleo, apto a especificar, estudar, analisar, projetar, desenvolver, instalar, acompanhar e modificar os diversos ramos da Engenharia de Petróleo.

      O Engenheiro de Petróleo deverá ter, no âmbito do Petróleo, as competências e habilidades usuais do profissional de Engenharia, a saber:
1. Aplicar percepção espacial, raciocínio lógico e conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais na resolução de problemas de engenharia;
2. Projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados, avaliando criticamente ordens de grandeza e significância de resultados numéricos;
3. Desenvolver e aplicar modelos matemáticos e físicos a partir de informações sistematizadas e fazer análises críticas dos modelos empregados no estudo das questões de engenharia;
4. Conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;

5. Planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia;
6. Identificar, formular e resolver problemas de engenharia;
7. Desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas;
8. Supervisionar e avaliar criticamente a operação e manutenção de sistemas e processos;
9. Comunicar-se eficiente e sinteticamente nas formas escrita, oral e gráfica;
10. Atuar em equipes multidisciplinares;
11. Compreender e aplicar a ética e responsabilidades profissionais;
12. Avaliar o impacto das atividades de engenharia no contexto social e ambiental;
13. Avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia; e
14. Assumir a postura de permanente busca de atualização profissional.
         Quanto às competências profissionais específicas, o Engenheiro de Petróleo a ser formado pela UFRN deve ser capaz de fornecer respostas às necessidades da engenharia que podem ser atendidas com o auxílio de ferramentas da área de engenharia de petróleo. Entre estas necessidades, pode-se citar:
1. Reservatórios de petróleo: técnicas de identificação de jazidas, conceitos, escoamentos em meios porosos, modelos e ferramentas de análise e síntese para diagnosticar as soluções mais apropriadas para a exploração, avaliação e exploração destas jazidas;
2. Poço de petróleo: técnicas de perfuração, completação e “workover”, elevação natural e artificial de fluidos, escoamentos multifásicos em tubulações, restrições e equipamentos, conceitos, modelos e ferramentas de análise e síntese para diagnosticar as soluções técnicas mais apropriadas para o desenvolvimento de poços, conjuntos de poços, plataformas e facilidades de produção;
3. Realização de cálculos matemáticos não-triviais para modelagem e simulação de sistemas;
4. Automação de sistemas para a indústria de petróleo.

      O curso se rege pelo Regulamento dos Cursos de Graduação da UFRN. As atividades obrigatórias (Estágio Supervisionado, Trabalho de conclusão de Curso- TCC e as Atividades Complementares) se regem pelas Resoluções Vigentes respectivas.
      O Projeto Pedagógico do Curso está sendo concebido à luz das Diretrizes Curriculares Nacionais (DNCs) apresentando arranjo curricular inovador, os quais possibilitarão a sintonia permanente com o mercado de trabalho em constante evolução; a maior mobilidade estudantil e o atendimento às exigências mínimas dos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura. Os princípios que norteiam a concepção do processo de ensino-aprendizagem são:
Interdisciplinaridade: No primeiro ciclo do curso, a inter-relação entre os componentes curriculares é muito acentuada, uma vez que contempla conhecimentos fundamentais de todos os cursos de engenharia do REUNI/UFRN. Este formato caracteriza um conjunto de conteúdos sem justaposição. No segundo ciclo do curso os conteúdos foram cuidadosamente selecionados de forma a garantir também a inter-relação horizontal e vertical dos conhecimentos indispensáveis à formação plena do engenheiro mecânico.
Flexibilidade: Preliminarmente, o PPC foi elaborado de forma a garantir os conteúdos mínimos exigidos nas diretrizes curriculares do MEC e do Conselho Federal de Engenharia (CONFEA). Entretanto, a flexibilidade é assegurada uma vez que o conjunto de componentes curriculares optativos possibilita que o aluno trace seu próprio itinerário formativo. Finalmente, a estrutura curricular foi elaborada de forma a diminuir as exigências de pré-requisitos e co-requisitos meramente hierárquicos de componentes curriculares. Entretanto, somente há exigência de pré-requisitos e co-requisitos nos casos em que a lógica da construção do conhecimento é indispensável.

1 AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM
     Esta avaliação seguirá a resolução vigente que rege o sistema de avaliação das disciplinas na UFRN, tendo como referência o perfil do egresso, os objetivos do curso e as competências profissionais orientadoras para a formação do Engenheiro de Petróleo.
A avaliação será complementada pelas seguintes ações:
. Reuniões semestrais do Coordenador e do Vice-Coordenador com os alunos, tentando identificar pontos positivos e negativos no processo ensino-aprendizagem das várias disciplinas, possivelmente utilizando questionários preenchidos pelos alunos e professores;
. Acompanhamento e orientação dos estudantes pelo orientador acadêmico. Para cada turma ingressante no curso, o coordenador indica um orientador acadêmico, obedecendo a lista de docentes em ordem alfabética. Cada professor terá 20 alunos para orientação acadêmica;
. Reuniões semestrais com o NDE (Núcleo Docente Estruturante);
. Utilização das avaliações docentes feitas pela UFRN para identificar problemas e soluções.

2 AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO
A avaliação do projeto pedagógico compreende o acompanhamento e a gestão da execução do projeto. A avaliação será executada a partir das seguintes ações:
1. Criação de uma comissão avaliadora, a ser escolhida no Colegiado do curso, para acompanhar os resultados advindos da execução do Projeto Pedagógico;
2. Reuniões semestrais entre professores que lecionarão as disciplinas do curso em áreas afins, para discussão sobre as metodologias e ferramentas que serão 

utilizadas, de modo a formar um conjunto consistente, além de alterá-las quando necessário;
3. Reuniões do NDE semestrais, para avaliar os pontos mais importantes do PPC, que sejam necessários de revisão;
4. Reuniões entre o Coordenador, o Vice-Coordenador, professores e representantes dos alunos ao final dos semestres para avaliar a eficácia do Projeto Pedagógico e detectar possíveis ajustes que sejam necessários;
5. Revisão geral deste Projeto Pedagógico após 5 (cinco) anos da sua implantação, sem prejuízo de ajustes pontuais que podem ser realizados a qualquer momento pelo Colegiado para correção de imperfeições detectadas.

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