Projeto Pedagógico do Curso

O Administrador é o profissional capaz de agir no atual ambiente organizacional, através de suas características de empreendedores mais que de gerentes, de generalistas mais que de técnicos, de pensadores e criativos mais que de especialistas. Na área pública, ele pode atuar em funções de direção e coordenação de diferentes níveis da burocracia estatal e de empresas públicas. Na área privada, ele estará em condições de dirigir uma empresa, exercendo a coordenação de diversas áreas com vistas a um objetivo geral. Atua em diferentes áreas como financeira, de marketing, recursos humanos, gerencial, dentre outras.

    Tendo como base a Resolução CNE/CES nº 04/2005, Art. 4º, o curso deve propiciar oportunidades para que o formando tenha, ao menos, as competências e habilidades de:

I - reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar estrategicamente, introduzir modificações no processo produtivo, atuar preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos e exercer, em diferentes graus de complexidade, o processo da tomada de decisão;

II - desenvolver expressão e comunicação compatíveis com o exercício profissional, inclusive nos processos de negociação e nas comunicações interpessoais ou intergrupais;

III - refletir e atuar criticamente sobre a esfera da produção, compreendendo sua posição e função na estrutura produtiva sob seu controle e gerenciamento;

IV - desenvolver raciocínio lógico, crítico e analítico para operar com valores e formulações matemáticas presentes nas relações formais e causais entre fenômenos produtivos, administrativos e de controle, bem assim expressando-se de modo crítico e criativo diante dos diferentes contextos organizacionais e sociais;

V - ter iniciativa, criatividade, determinação, vontade política e administrativa, vontade de aprender, abertura às mudanças e consciência da qualidade e das implicações éticas do seu exercício profissional;

VI - desenvolver capacidade de transferir conhecimentos da vida e da experiência cotidianas para o ambiente de trabalho e do seu campo de atuação profissional, em diferentes modelos organizacionais, revelando-se profissional adaptável;

VII - desenvolver capacidade para elaborar, implementar e consolidar projetos em organizações; e

VIII - desenvolver capacidade para realizar consultoria em gestão e administração, pareceres e perícias administrativas, gerenciais, organizacionais, estratégicos e operacionais. Além das competências acima apresentadas, ressalta-se a importância para a formação do egresso: “Desenvolver a capacidade de análise crítica da sociedade para compreender as demandas sociais e do mercado, colocadas para o profissional da administração”.

        O Projeto Pedagógico do Curso de Administração do CERES/Campus de Currais Novos tem como parâmetro para o desenvolvimento de suas ações, a missão institucional da UFRN: “A missão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como instituição pública, é educar, produzir e disseminar o saber universal, contribuir para o desenvolvimento humano, comprometendo-se com a justiça social, a democracia e a cidadania”.

         A metodologia de ensino adotada neste projeto fundamenta-se em uma concepção de aprendizagem e nos princípios. da: interdisciplinaridade, flexibilização, relação teoria e prática, indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão, considerados basilares para o processo de formação acadêmica.

         Em relação aos princípios norteadores destacam-se:

a) Interdisciplinaridade - A inter-relação das diferentes disciplinas é indispensável no processo de produção e disseminação do conhecimento. É uma das bases metodológicas da formação e da busca de uma aproximação entre a formação teórica e a formação prática. Quando não se considera a interdisciplinaridade na organização dos conteúdos, ocorre sua compartimentalização e justaposição, ferindo o princípio da unidade que é basilar no processo de formação do aluno.

b) Flexibilização - A flexibilização curricular decorre do exercício concreto da autonomia universitária. Lei de Diretrizes e Base – LDB - 9.394/96:

          O Plano Nacional de Educação, Lei 10.172 (janeiro de 2001), define nos objetivos e metas que, em âmbito nacional, as diretrizes curriculares devem assegurar a necessária flexibilidade e diversidade nos programas oferecidos pelas diferentes instituições de ensino superior, de forma a melhor atender às necessidades diferenciais de suas clientelas e as peculiaridade das regiões nas quais se inserem.

Os Pareceres do CNE N° 776/97 – 583/2001 ressaltam entre outros aspectos: A necessidade de assegurar maior flexibilidade na organização de cursos e carreiras, atendendo à crescente heterogeneidade tanto da formação prévia como das expectativas e dos interesses dos alunos. Desta forma, a flexibilidade contrapõe-se à visão positivista de construção do conhecimento e propõe:

• Nova visão de formação profissional. Formava-se um profissional para operacionalizar um tipo de atividade. Hoje, exige-se que se tenha ampla competência e domine muitas habilidades;

• Construção de uma nova relação com o conhecimento (ação-reflexãoação);

• Nova visão de ensino (aprender a aprender). A capacidade de buscar, problematizar e criar, deve ser uma atitude permanente na sua vida profissional;

• Estrutura curricular flexível. Substituir “grade” pela “estrutura curricular”. Rompimento com o enfoque unicamente disciplinar e sequenciado a partir de uma hierarquização artificial de conteúdos. O ensino não pode estar limitado apenas à sala de aula;

• A teoria e a prática não podem aparecer como princípios dicotômicos, concebendo as aulas práticas apenas como uma forma de conectar o pensar ao fazer;

c) Articulação entre teoria e prática: a sua viabilização será efetivada por meio de oficinas, laboratórios, seminários, semanas de estudo, visitas técnicas, empresa júnior, incubadora de empresa, atividades complementares, estágio supervisionado obrigatório e não-obrigatório, atividades de prática docente, dentre outros. O curso deve desde o início da formação do aluno, estabelecer nexos e relações entre os conteúdos estudados e a realidade. O aluno deverá compreender a forma indissociada e contínua do movimento da relação teoria e prática. O avanço do conhecimento e da tecnologia exige que o aluno esteja preparado para acompanhar o seu ritmo, participando do processo de criação e descobertas, extraindo da prática as fontes para repensar o conhecimento e, em sentido inverso, buscando na teoria, as luzes para orientar a prática.

d) Indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão – O Projeto deve articular essas três funções precípuas da academia, estabelecendo a integração entre a prática da investigação e atividades de extensão.

        O acompanhamento e avaliação do curso se dará mediante análise do PPC em reuniões periódicas realizadas pelo NDE  e Colegiados, extensivo a participação dos demais docentes e discentes do curso.

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