Banca de DEFESA: ROGERIO PITANGA SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ROGERIO PITANGA SANTOS
DATA: 15/06/2015
HORA: 14:30
LOCAL: AUDITÓRIO DO NUPEG
TÍTULO:

"Extração, caracterização e avaliação bioativa do extrato de Arrabidaea chica"


PALAVRAS-CHAVES:

Arrabidaea chica. Extração supercrítica. Carajurina. Atividade antioxidante.


PÁGINAS: 102
GRANDE ÁREA: Engenharias
ÁREA: Engenharia Química
RESUMO:

A utilização de plantas com finalidades medicinais é milenar, sendo bastante difundida sua aplicação em medicamentos. Apesar das plantas serem fontes promissoras para a descoberta de novas moléculas de interesse farmacológico, estimativas revelam que apenas 17% delas já foram estudadas quanto a sua possibilidade de uso na medicina. Assim, a biodiversidade da flora brasileira representa um imenso potencial de utilização econômica pela indústria farmacêutica. A planta Arrabidaea chica, popularmente conhecida como “pariri”, é comum na região Amazônica, e a ela são atribuídas várias propriedades medicinais. As folhas desta planta são ricas em antocianinas, que são compostos fenólicos com alto poder antioxidante. Os compostos antioxidantes desempenham um papel vital na prevenção de doenças neurológicas e cardiovasculares, câncer e diabetes, entre outras. Dentre as antocianinas encontradas na Arrabidaea chica, destaca-se a Carajurina (6,7-dihidroxi-5,4’-dimetoxi-flavilium), que é o principal pigmento encontrado nesta planta. O presente trabalho teve como objetivo geral o estudo sobre a extração supercrítica e a extração convencional (sólido-líquido) de folhas da Arrabidaea chica, avaliando-se o rendimento dos processos extrativos, a atividade antioxidante e a quantificação de Carajurina contida nos extratos. As extrações supercríticas utilizaram CO2 como solvente, adicionado de co-solvente (mistura etanol/água), e foram conduzidas pelo método dinâmico em um extrator de leito fixo. Os ensaios obedeceram a um planejamento fatorial fracionário 24-1, tendo como variáveis resposta o rendimento do processo, o poder antioxidante e a concentração de Carajurina, e como variáveis independentes a pressão, a temperatura, a concentração de co-solvente (v/v) e a concentração de água no co-solvente (v/v). Os rendimentos (massa de extrato seco/massa de matéria-prima utilizada) obtidos da extração supercrítica variaram de 15,1% a 32%, sendo que o melhor resultado foi obtido a 250 bar e 40°C, com uso do co-solvente a 30% (v/v) e concentração de água no co-solvente igual a 50% (v/v). Através de análise estatística, verificou-se que a concentração de co-solvente apresentou efeito significativo sobre o rendimento. Os resultados de rendimento em massa para as extrações convencionais foram de 8,1% (água) e 5,5% (etanol). Através de análises cromatográficas em CLAE (Cromatografia Líquida de Alta Eficiência), a Carajurina foi quantificada em todos os extratos obtidos e os valores de concentração (massa de Carajurina/massa de extrato seco) variaram entre 1% e 2,21% para os extratos supercríticos. Quanto às extrações convencionais, não foi detectada Carajurina no extrato aquoso, enquanto o extrato etanólico apresentou teor de Carajurina igual a 7,04%, sendo, portanto, mais seletivo em Carajurina do que as extrações supercríticas. A avaliação do poder antioxidante (método do sequestro do radical 2,2-difenil-1-picril-hidrazil-DPPH) dos extratos supercríticos resultou em valores de EC50 (concentração efetiva que neutraliza 50% dos radicais livres) compreendidos entre 38,34 e 86,13 μg/mL, enquanto que as extrações convencionais resultaram em valores de EC50 de 167,34 (água) e 42,58 (etanol) μg/mL. A boa atividade antioxidante pode ser atribuída não somente à presença de Carajurina, mas também à existência de outros compostos fenólicos e antioxidantes naArrabidaea chica. Através da otimização do planejamento experimental, foi possível identificar o experimento que apresentou o melhor resultado considerando as três variáveis resposta em conjunto. Este experimento foi realizado nas seguintes condições: pressão de200 bar, temperatura de 40°C, concentração de co-solvente igual a 30% (v/v) e concentração de água no co-solvente igual a 30% (v/v). Conclui-se que, dentro da faixa estudada, é possível obter o resultado ótimo utilizando condições operacionais mais amenas, o que implica em menores custos e maior facilidade de operação.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 348100 - ELISA MARIA BITTENCOURT DUTRA DE SOUSA
Externo à Instituição - ELISANGELA LOPES GALVAO - UFERSA
Externo ao Programa - 1670497 - HUMBERTO NEVES MAIA DE OLIVEIRA
Notícia cadastrada em: 01/06/2015 10:23
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